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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Copa Libertadores - Corinthians x Boca Juniores (Final - 2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão
Boca Juniores 1 x 1 Corinthians

1ª Parte
O Boca Juniores defendeu sempre muito à frente nas saídas de bola do adversário, tentando impedir a 1ª fase de construção. A acção defensiva dos dois pontas de lança terminavam aí, até porque estes juntamente com Riquelme não participavam das acções defensivas durante o processo ofensivo adversário. Raramente optam pelo contra-ataque, preferindo jogar em ataque posicional. Fizeram uso da superioridade numérica no meio campo para ter algum domínio no jogo mas ainda assim não conseguiram criar muito perigo.
O Corinthians defendia com muita gente em organização defensiva, com toda a equipa a descer para trás da linha do meio campo e dando pouco espaço ao adversário. No entanto, nas transições defensivas notou-se pouca coordenação intra-sectorial, havendo sempre muito espaço entrelinhas para os jogadores adversários usarem. Os métodos de jogo ofensivo predominantes foram o contra-ataque e ataque rápido mas também se mostraram confortáveis em ataque posicional, fazendo uso da boa capacidade técnica dos seus jogadores para trocarem a bola em zonas centrais. Devido à natural inferioridade numérica nessa zona do campo, os médios alas abdicavam da profundidade nos corredores laterais para darem solução aos médios centro e os avançados (principalmente Alex) desciam no terreno para fazerem a ligação para o ataque. Ambos os laterais mostravam-se muito ofensivos, dando profundidade nos respectivos corredores.

2ª Parte
O Corinthians ia ganhando mais domínio no jogo e continuava a criar mais perigo que o Boca Juniores até que aos 54' marcou o primeiro golo. Foi aos 66' que ocorreu a primeira alteração táctica do jogo, da parte do Boca Juniores quando alteraram o seu sistema táctico para 1-4-2-3-1. Enquanto jogaram em 1-4-4-2 losango, tinha sempre no ataque três homens, agora passavam a ter quatro com uma maior amplitude de jogo usando dois extremos junto às linhas laterais. Esta alteração não foi suficiente para conseguirem mudar o rumo do jogo até porque aos 72' um erro da defesa do Boca Juniores originou o segundo golo do Corinthians e tornou muito difícil uma possível recuperação do resultado. Tite guardou todas as suas substituições para os minutos finais do jogo de forma a quebrar o ritmo do jogo e queimar algum tempo.

Jogadores-Chave
No Corinthians, o homem do jogo foi Emerson que acabou com dois golos e cobriu sempre uma grande área no ataque.
No Boca Juniores não houve grandes destaques, ainda assim Erviti fez um jogo bastante razoável, tendo estado muito em jogo.

Golos
54' - Na sequência de um livre lateral do lado direito, Danilo, no meio da confusão, consegue tocar de calcanhar para Emerson que isolado remata para o golo.
72' - Schiavi tenta fazer um passe para Caruzzo que é interceptado por Emerson que se isola e já dentro da área remata para o golo.

Substituições
33' - Entra Sebastián Sosa para o lugar de Agustín Orión. Troca directa com Orión a sair lesionado.
66' - Entra Darío Cvitanich para o lugar de Pablo Ledesma. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Erviti e Somoza a médios defensivos, Riquelme a dez, Mouche a extremo esquerdo e Cvitanich a extremo direito.
83' - Entra Lucas Viatri para o lugar de Pablo Mouche. Troca directa.
89' - Entra Douglas para o lugar de Alex. Troca directa com Douglas a ter características menos ofensivas.
92' - Entra Liedson para o lugar de Jorge Henrique. Substituição para queimar tempo.
93' - Entra Wallace para o lugar de Emerson. Substituição para queimar tempo.



Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)

Cartões Amarelos: Chicão (5'), Pablo Mouche (5'), Santiago Silva (44'), Rolando Schiavi (52'), Matías Caruzzo (55'), Jorge Henrique (58') e Leandro Castán (71').

Assistência: Desconhecido (Pacaembu)

Clima: Céu limpo (21ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Copa Libertadores (Grupo 6) - Cruz Azul x Corinthians (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Cruz Azul (6 pontos) 2 Jogos
Corinthians (4 pontos) 2 Jogos
3º Nacional (3 pontos) 3 Jogos

1ª Parte
Foi notório que a equipa do Cruz Azul gostava de ter a bola em sua posse e o jogo directo para os seus dois avançados não era opção nas primeiras fases de construção. Os centrais sentiam-se confortáveis com a bola nos pés e procuravam pacientemente a melhor solução com a bola a circular por toda a linha defensiva. Acabavam quase sempre a atacar pelos dois corredores laterais, quer pelo lado direito através do lateral Flores como pelo lado esquerdo, através do extremo Maranhão.
O Corinthians teve menos iniciativa do jogo mas fecharam muito bem os espaços ao ataque adversário. Todos os jogadores, excepto Liedson, tinham papel activo no processo defensivo da equipa. Com bola, era frequente o recurso ao ataque rápido, tentando chegar o mais depressa possível ao último terço mas usando recurso ao passe curto. Curiosamente, o médio ala que jogava mais aberto era Jorge Henrique, do lado esquerdo, no mesmo corredor do seu lateral mais ofensivo Fábio Santos, algo que limitou as suas subidas no terreno. Apesar da melhor oportunidade ter pertencido ao Corinthians, o 0-0 é perfeitamente aceitável.

2ª Parte
Ao longo da 2ª parte, ambas as equipas foram subindo os seus sectores ofensivos tornando muito difícil as 1ª e 2ª fases de construção. Tornou-se um jogo mais rápido e objectivo e foi aumentando o recurso ao jogo directo por parte das duas equipas. Houve mais oportunidades nas duas balizas e apesar de o jogo merecer golos, ambos os treinadores terão ficado contentes com o empate, dado aquilo que foi o jogo.

Jogadores-Chave
No Cruz Azul destaca-se a exibição de Maranhão que foi muito perigoso no processo ofensivo criando vários desequilíbrios no corredor esquerdo.
No Corinthians, apesar de não haver grandes destaques, pode-se referir a grande segurança dos centrais Chicão e Castán.

Substituições
Int - Entra Manuel Mariaca para o lugar de Julio César Domínguez. Troca directa com Domínguez a sair lesionado.
61' - Entra Omar Bravo para o lugar de Israel Castro. Bravo fica a jogar como extremo direito e Giménez joga agora no meio, como médio ofensivo.
68' - Entra Emerson para o lugar de Liedson. Troca directa.
80' - Entra Edixon Perea para o lugar de Emanuel Villa. Troca directa.
83' - Entra Élton para o lugar de Danilo. Troca directa. Élton é um ponta de lança de origem e irá aparecer mais na zona de finalização.
91' - Entra Luis Ramirez para o lugar de Jorge Henrique. Substituição fora de horas para queimar tempo.

Golos
(Não houve)

Cruz Azul
1 - José Corona
4 - Julio César Domínguez (17 - Manuel Mariaca)
8 - Israel Castro (19 - Omar Bravo)
10 - Christian Giménez
15 - Gerardo Flores
16 - Jair Pereira 
18 - Maranhão
20 - Emanuel Villa (9 - Edixon Perea)
21 - Héctor Gutiérrez
22 - Adrián Cortés
24 - Javier Orozco

Corinthians
1 - Júlio César
3 - Chicão
4 - Leandro Castán
5 - Ralf
6 - Fábio Santos
8 - Paulinho
9 - Liedson (11 - Emerson)
12 - Alex
20 - Danilo (19 - Élton)
21 - Edenílson
23 - Jorge Henrique (14 - Luiz Ramirez)

Cartão Amarelo: Paulinho (54')

Assistência: Desconhecido (Estadio Azul)

Clima: Céu nublado (22ºC)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Copa Libertadores (Grupo 4) - Boca Juniores x Fluminense (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Fluminense (3 pontos)
Boca Juniores (1 ponto)
3º Zamora (1 ponto)
4º Arsenal de Sarandí (0 pontos)

1ª Parte
Apesar da vantagem do Fluminense (num lance de bola parada), foi o Boca Juniores quem teve mais controlo no jogo apesar de ter muitas dificuldades em chegar à baliza. Os laterais do Fluminense quase que não subiram e os 2 médios mais recuados (Valencia e Diguinho) conseguiram segurar bem o meio campo do Boca Juniores onde, principalmente Riquelme e Erviti tinham normalmente um posicionamento mais central com Riquelme a cair algumas vezes no corredor lateral esquerdo. O Boca usou um sistema táctico algo assimétrico com o Clemente Rodríguez a fazer normalmente todo o corredor lateral esquerdo e Roncaglia a subir raramente com Rivera e Mouche a aproveitar os espaços no corredor lateral direito. Com pouco espaço para jogar e poucos desdobramentos ofensivos por parte dos seus jogadores mais recuados, o Fluminense jogou basicamente à base de lançamentos longos para os seus homens adiantados, tentando aproveitar a criatividade dos seus jogadores para criar desequilíbrios no último terço do campo. 

2ª Parte
A 2ª parte começou praticamente com o golo do empate por parte de Somoza mas o jogo não se alterou. O Boca continuou a ter a bola por mais tempo e o Fluminense a tentar contra-atacar sempre que possível e foi num contra-ataque que fez o 1-2, num lance em que Deco aparece sozinho ao 2º poste (lado direito do ataque). Curiosamente, durante todo o jogo, o Fluminense raramente aproveitou o facto de Clemente subir regularmente no terreno durante o processo ofensivo com Thiago Neves e mais tarde Sóbis a jogarem em posições muito interiores. Não houve grandes mudanças com as substituições, sendo que a maior delas foi a entrada de Lugo que se posicionou junto à linha do lado direito dando mais amplitude ao ataque do Boca. A partir daqui viu-se um jogo intenso mas sem grandes surpresas, com ambas as equipas a equilibrarem bem o jogo.

Jogadores-Chave
No Boca Juniores, é inquestionável a influência de Riquelme no jogo. Não só é um perigo real nos esquemas tácticos mas também a sua criatividade e capacidade de passe marcam a diferença. Também o lateral Clemente foi muito importante no processo ofensivo dando largura ao corredor lateral esquerdo.
O guarda-redes Diego Cavalieri fez uma grande exibição impedindo por várias vezes que o Boca marcassem em situações claras de golo. Sempre que solicitado, Wellington Nem foi muito perigoso do lado esquerdo do ataque.

Substituições
63' - Entra Cristian Chavez para o lugar de Diego Rivero. Troca directa com Rivero a ser dos jogadores de menor rendimento até esta altura.
67' - Entra Jean para o lugar de Bruno Vieira. Troca directa.
70' - Entra Orlando Gaona Lugo para o lugar de Walter Erviti. Chavez joga agora numa posição mais central e Lugo vai para o lado direito.
72' - Entra Rafael Sóbis para o lugar de Thiago Neves. Troca directa.
81' - Entra Edinho para o lugar de Deco. Troca directa. Deco saiu aparentemente lesionado, entrou um jogador com características mais defensivas.
83' - Entra Sergio Araujo para o lugar de Pablo Mouche. Troca directa.

Golos
9' - Livre marcado por Deco para o centro da área com a bola a ser desviada de cabeça por Fred que faz o golo.
46' - Riquelme marca um livre perto da entrada da grande área, a bola vai ao poste e Somoza na recarga faz o golo.
54' - Wellington Nem dribla um adversário no corredor lateral esquerdo e cruza largo ao 2º poste onde aparece Deco a rematar de primeira para o golo.

Boca Juniores
1 - Agustín Orión
3 - Clemente Rodríguez
6 - Matías Caruzzo
7 - Pablo Mouche (24 - Sergio Araujo)
8 - Diego Rivero (21 - Cristian Chavez)
10 - Juan Ramón Riquelme
11 - Walter Erviti (9 - Orlando Gaona Lugo)
18 - Leandro Somoza 
19 - Santiago Silva
23 - Facundo Roncaglia
29 - Juan Insaurralde
 
Fluminense
12 - Diego Cavalieri
2 - Bruno Vieira (28 - Jean)
6 - Carlinhos
7 - Thiago Neves (23 - Rafael Sóbis)
8 - Diguinho
9 - Fred
13 - Digão
15 - Anderson
17 - Edwin Valencia
18 - Wellington Nem
20 - Deco (5 - Edinho)

Cartões Amarelos: Diguinho (30'), Juan Insaurralde (42'), Facundo Roncaglia (84') e Juan Ramón Riquelme (85').

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Copa Santander Libertadores - Santos x Peñarol (Final - 2ª Mão)

Contexto
Numa final jogada a 2 mãos, as equipas empataram 0-0 na 1ª mão, no Uruguai. Isto significa que o empate com golo dá a vitória ao Peñarol pelo que o Santos terá de vencer o jogo para conquistar a Copa Libertadores ou empatar a 0-0 e confiar na marcação de grandes penalidades. O Santos conta ainda com o factor casa.

1ª Parte
O Santos entrou mais dominador, com um jogo mais técnico. Jogaram em ataque posicional optando regularmente pelo ataque nos corredores laterais por intermédio de Léo e Neymar do lado esquerdo e Elano e Zé Eduardo do lado direito (ambos os avançados caíam regularmente nos corredores laterais para receberem a bola), apesar de serem algo lentos a soltar a bola permitindo a reorganização defensiva dos adversários. Na transição defensiva eram rápidos a pressionar a bola e fecharam muito bem os espaços aos jogadores do Peñarol.
Os jogadores do Peñarol não mostraram uma grande mobilidade e quando tinham a bola, normalmente acabavam por ficar sem opções. Tiveram de recorrer muitas vezes ao passe longo para um dos avançados, de forma a conseguirem chegar ao último terço ofensivo. Jogaram com um bloco baixo, dando a iniciativa ao Santos. Desta forma conseguiram retirar o espaço nas costas da defesa que poderia ser facilmente aproveitado pela velocidade de Neymar e Zé Eduardo.

2ª Parte
O Santos manteve a mesma postura e sistema, conseguindo um golo logo no início da 2ª parte.
O Peñarol insistia cada vez mais no jogo directo para os 2 avançados e só depois do 2º golo do Santos é que começou a controlar mais o jogo, tirando proveito de uma maior complacência de alguns jogadores do Santos. A entrada de Urreta deu outra dinâmica à equipa, apesar de não ter estado brilhante ao perder várias bolas. Ao entrar Fabián Estoyanoff, o Peñarol contou com mais jogadores no ataque e ainda criou algumas situações perigosas mas o Santos também soube aproveitar o contra-ataque com Neymar e Zé Eduardo a desperdiçarem a hipótese de fazer o 3º golo.

Jogadores-Chave
No Santos, Elano esteve muito bem na distribuição de jogo e Neymar foi sempre muito perigoso com bola, criando facilmente desequilíbrios na equipa adversária. Arouca foi importantíssimo no processo defensivo, com várias recuperações de bola e boas penetrações.
No Peñarol, Sebastián Sosa pode ter sido o elemento com mais destaque ao fazer algumas boas defesas. De resto, não houve ninguém que se destacasse.

Substituições
37' - Entra Emiliano Albín para o lugar de Alejandro González. Troca directa por lesão causada por Neymar.
62' -  Entra Urreta para o lugar de Matías Mier. Troca directa. Mier teve muito pouca influência no jogo, Urreta foi uma solução para explorar uma maior criatividade e velocidade no ataque.
67' - Entra Alex Sandro para o lugar de Léo. Troca directa para refrescar o lado esquerdo da defesa do Santos, entrando um jogador mais consistente defensivamente.
78' - Entra Fabián Estoyanoff para o lugar de Emiliano Albín. O Peñarol abdica do lateral direito para colocar mais um avançado em campo. Matías Corujo passa a fazer todo o corredor lateral direito.
85' - Entra Pará para o lugar de Ganso. Ganso não é um jogador de características defensivas e já mostrava alguma complacência. Entrou mais um defesa.

Golos
46' - Arouca conduz a bola desde o seu meio campo, combina com Ganso já perto da área e conduz a bola para o lado esquerdo, joga curto em Neymar e este de primeira remata ao 1º poste fazendo o golo.
68' - Elano conduz a bola pelo meio, abre na direita para Danilo que dribla para o corredor central e de pé esquerdo, coloca a bola cruzada ao 2º poste não dando hipóteses ao guarda-redes.
79' - Depois de uma boa troca de bola, Urreta, que está no corredor central descaído para o lado direito, passa rasteiro em profundidade para Fabián Estoyanoff que cruza para a área, cruzamento que é interceptado por Durval que coloca a bola dentro da própria baliza.

Santos
1 - Rafael
22 - Danilo
2 - Edu Dracena
6 - Durval
3 - Léo (16 - Alex Sandro)
5 - Arouca
15 - Adriano
8 - Elano
10 - Ganso (21 - Pará)
11 - Neymar
20 - Zé Eduardo

Peñarol
1 - Sebastián Sosa
4 - Alejandro González (24 - Emiliano Albín) (11 - Fabián Estoyanoff)
23 - Carlos Valdez
6 - Guillermo Rodríguez
22 - Darío Rodríguez
15 - Matías Corujo
5 - Nicolás Freitas
14 - Luís Aguiar
18 - Matías Mier (17 - Urreta)
10 - Alejandro Martnuccio
19 - Juan Olivera

Cartões Amarelos: Alejandro González (30'), Neymar (34'), Matías Corujo (51'), Zé Eduardo (57'), Nicolás Freitas (73')

Assistência: 40157

Clima: Céu muito nublado (18ºC)