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domingo, 5 de agosto de 2012

Johan Cruijff Schaal - PSV x Ajax

1ª Parte
O PSV defendeu com um bloco baixo, onde Toivonen ou Lens pressionavam (um de cada vez) a linha defensiva quando viam que o portador da bola tinha poucas linhas de passe mas apenas quando este estava perto do meio campo. Toivonen também descia no terreno quando o Ajax criava superioridade numérica no meio campo, de forma a equilibrar essa zona. Em termos posicionais, a linha do meio campo defendia muito próxima da linha defensiva, compactando muito a equipa no terço defensivo, com os extremos a terem também muitas preocupações defensivas, descendo sempre para ajudarem os seus laterais. Ofensivamente, notou-se que o PSV tentava jogar em ataque posicional, evitando precipitar-se com bolas batidas para a frente mas talvez por consequência da acção defensiva do adversário, tiveram de jogar muitas vezes de forma directa para o ataque (principalmente na fase inicial) e foi assim que conseguiram as melhores oportunidades, aproveitando a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos, sendo assim visível uma utilização equilibrada entre o contra-ataque e o ataque posicional.
O Ajax foi muito pressionante sem bola, subindo muito o seu bloco na fase inicial, sendo que apesar de terem perdido alguma assertividade com o decorrer do jogo, tiveram sempre vincada esta forma de defender. Ofensivamente, o Ajax jogou claramente em ataque posicional, tendo muito espaço na sua zona defensiva para trocar a bola em segurança, fruto do bloco baixo do adversário, mas tiveram muitas dificuldades no ataque, faltando sempre espaço para as combinações perto da área. Subiam muitos os seus laterais e apenas os centrais ficavam numa linha mais recuada, expondo muito a equipa às transições defensivas.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e tudo se manteve na mesma. Após o terceiro golo do PSV, estes desceram um pouco mais o bloco defensivo e não se esgotaram em acções de pressão ao portador da bola, preferindo controlar o espaço e limitar a acção dos adversários pela ocupação racional e densa da sua zona defensiva. Todas as substituições que aconteceram foram trocas directas sem trazerem qualquer alteração táctica ao jogo. O Ajax teve um maior domínio do jogo mas o PSV esteve muito coordenado a nível defensivo e fez com que os adversários criassem pouco perigo.

Jogadores-Chave
No PSV, Toivonen esteve muito bem em termos posicionais na zona de finalização, aparecendo sempre no espaço vazio.
No Ajax não houve grandes destaques, apesar de Alderweireld a fazer um jogo razoável, não só defensivamente mas também nas penetrações de forma a criar superioridade numérica no meio campo.

Golos
3' - Canto marcado no lado esquerdo por Mertens ao primeiro poste onde aparece Toivonen a cabecear para o golo.
11' - Lens recebe a bola na linha do meio campo, roda para a baliza adversária e arranca em velocidade, chegando à grande área e, pressionado por dois adversários, faz um chapéu ao guarda-redes.
44' - Canto marcado do lado direito para a entrada da pequena área onde Alderweireld cabeceia para o golo.
53' - Willems, numa incursão ofensiva pelo corredor esquerdo, dribla um adversário e já dentro da área cruza rasteiro ao segundo poste onde Toivonen encosta para o golo.
75' - Do corredor lateral direito, Özbilis cruza com o pé esquerdo para a grande área onde Marcelo falha o corte e marca um auto-golo.
94' - Wijnaldum no lado esquerdo faz um passe para o vértice da área e arranca nessa direcção onde Memphis Depay segura a bola e espera pelo momento para desmarcar Wijnaldum que dentro da área pica a bola por cima do guarda-redes fazendo assim o golo.

Substituições
64' - Entra Lasse Schöne para o lugar de Viktor Fischer. Troca directa.
74' - Entra Georginio Wijnaldum para o lugar de Ola Toivonen. Troca directa.
75' - Entra Davy Klaassen para o lugar de Kolbeinn Sigthórsson. Troca directa.
76' - Entra Dico Koppers para o lugar de Mitchell Dijks. Troca directa.
84' - Entra Memphis Depay para o lugar de Luciano Narsingh. Memphis joga a extremo esquerdo e Mertens passa para extremo direito.


Árbitro: Björn Kuipers

Cartões Amarelos: Mitchell Dijks (31'), Kevin Strootman (37'), Theo Janssen (78'), Przrmyslaw Tyton (78'), Siem De Jong (79'), Ricardo van Rhijn (91') e Toby Alderweireld (92').

Assistência: 50000 (Amsterdam ArenA)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

sábado, 16 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo A) - Grécia x Rússia (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Rússia (4 pontos) 2 jogos
2º República Checa (3 pontos) 2 jogos
3º Polónia (2 pontos) 2 jogos
Grécia (1 ponto) 2 jogos

1ª Parte
A Grécia entrou bem no jogo, adoptando o ataque posicional para manter a bola em segurança antes de encontrar espaços para explorar no ataque mas perderam rapidamente o domínio do jogo, muito por culpa da acção defensiva do adversário e no resto do tempo foram obrigados a confiar apenas no contra-ataque para poderem chegar ao último terço. Sem bola desciam para o seu meio campo defensivo, onde eram tentaram ser assertivos na pressão ao portador da bola mas tiveram muitas dificuldades nesse aspecto devido à mobilidade dos jogadores adversários.
A Rússia jogou em ataque posicional, mostrando uma grande mobilidade dos seus jogadores do meio campo em acção ofensiva. Apesar de na teoria o sistema táctico dos russos ser 1-4-3-3, eles jogaram praticamente sem extremos com Dzagoev e Arshavin a terem um posicionamento muito interior onde juntamente com os médios interiores, faziam habitualmente várias permutas posicionais com o portador da bola a ter sempre opções válidas para fazer o passe. Apenas Denisov teve um posicionamento mais fixo, dando cobertura à defesa dado que os laterais tinham de subir no terreno para assegurar largura ao jogo da Rússia. Sem bola, subiam no terreno para tirar espaço ao adversário, tentando conduzir o jogo da Grécia para os corredores laterais onde depois o extremo saia na pressão ao portador da bola, o ponta de lança cortava a linha de passe para o central e o médio interior cobria eventuais linhas de passe interiores.

2ª Parte
A Grécia, em vantagem na partida, decide inverter o triângulo do meio campo com Maniatis a descer para o lado de Katsouranis, ficando Karagounis numa posição mais avançada mas ainda assim próxima da linha de quatro do meio campo (Samaras e Salpingidis com preocupações mais defensivas). Esta alteração fez com que a Rússia passasse a fazer a circulação da bola em zonas mais afastadas da baliza da Grécia pois a linha defensiva e do meio campo desceu no terreno e jogou muito próxima, anulando todos os espaços que a Rússia vinha criando nessa zona. Com o resultado a seu favor, a equipa Grega demorava mais tempo a colocar unidades no ataque no processo ofensivo pois este deixou de ser prioridade porque era necessário manter a coesão defensiva. A Rússia fez apenas uma substituição ao intervalo, trocando de avançado, retirando um que dava mais garantias na fluidez do jogo ofensivo da Rússia por um mais forte e pragmático, ainda assim com boa qualidade técnica. Esta foi uma alteração inteligente porque era evidente que a Grécia ia descer as linhas e Kerzhakov ia deixar de ter espaço para correr nas costas da defesa pelo que se pedia um jogador mais forte fisicamente para conseguir finalizar numa zona muito povoada. Fernando Santos foi muito claro nas suas substituições, com a entrada de Holebas para extremo (Samaras ficou como ponta de lança), um lateral ofensivo com melhor capacidade defensiva que Samaras, a entrada de Makos (médio defensivo) por Karagounis (médio ofensivo) onde voltou ao 1-4-3-3 com uma dupla de interiores com uma grande capacidade defensiva (Katsouranis e Maniatis) e por fim, a refrescar o corredor direito tirando Salpingidis (um extremo claramente ofensivo) para a entrada de Ninis que entrou com indicações para defender, nunca pondo de parte uma oportunidade para contra-atacar já que a Rússia já estava eliminada com aquele resultado e ia subir cada vez mais no terreno. Dick Advocaat ainda colocou um ponta de lança por um médio centro e um extremo por um lateral mas o melhor que conseguiu foi uma oportunidade através de um cabeceamento de Dzagoev.

Jogadores-Chave
Na Grécia, no meio de uma equipa que valeu pela excelente coordenação defensiva, destaca-se mesmo Karagounis pelo golo que lhes deu o apuramento.
Na Rússia, Shirokov destaca-se pelas suas movimentações de ruptura e compensação numa equipa que produziu muito no meio campo mas não foi capaz de ser eficiente na 3ª fase de construção.

Golos
45'+2 - Lançamento de linha lateral do lado direito do meio campo ofensivo onde o adversário defende mal o lance e permite Karagounis isolar-se e correr na direcção da baliza rematando dentro da área para o golo.

Substituições
Int - Entra Roman Pavlyuchenko para o lugar de Aleksandr Kerzhakov. Troca directa.
64' - Entra José Holebas para o lugar de Fanis Gekas. Samaras passa para ponta de lança com Holebas a ficar como extremo esquerdo.
67' - Entra Grigoris Makos para o lugar de Georgios Karagounis. Voltam a jogar em 1-4-3-3 (tinham passado para 1-4-2-3-1 ao intervalo) com Makos a médio defensivo e Katsouranis e Maniatis a médios interiores.
72' - Entra Pavel Pogrebnyak para o lugar de Denis Glushakov. Jogam agora em 1-4-4-2 ficando Denisov e Shirokov a médios centro e Pogrebnyak a jogar a ponta de lança.
81' - Entra Marat Izmailov para o lugar de Aleksandr Anyukov. Apesar de Izmailov ficar a jogar praticamente como extremo, acaba por ser uma troca directa com alteração da sua missão táctica já que era o mesmo Izmailov a defender o corredor direito quando necessário.
83' - Entra Sotiris Ninis para o lugar de Dimitris Salpingidis. Troca directa.

Grécia
13 – Michalis Sifakis
2 – Giannis Maniatis
3 – Georgios Tzavellas
5 – Kyriakos Papadopoulos
7 – Georgios Samaras
10 – Georgios Karagounis (6 – Grigoris Makos)
14 – Dimitris Salpingidis (18 – Sotiris Ninis)
15 – Vassilis Torosidis
17 – Fanis Gekas (20 – José Holebas)
19 – Sokratis Papastathopoulos
21 – Kostas Katsouranis
Treinador: Fernando Santos
 
Rússia
16 – Vyacheslav Malafeev
2 – Aleksandr Anyukov (9 – Marat Izmailov)
4 – Sergey Ignashevich
5 – Yuri Zhirkov
6 – Roman Shirokov
7 – Igor Denisov
10 – Andrey Arshavin
11 – Aleksandr Kerzhakov (14 – Roman Pavlyuchenko)
12 – Aleksey Berezutski
17 – Alan Dzagoev
22 – Denis Glushakov (20 – Pavel Pogrebnyak)
Treinador: Dick Advocaat

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Georgios Karagounis (61'), Aleksandr Anyukov (65'), Yuri Zhirkov (69'), Alan Dzagoev (70'), Pavel Pogrebnyak (90'+3) e José Holebas (90' + 4).

Assistência: 55614 (Narodowy - Polónia)

Clima: Céu pouco nublado (25ºC)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo A) - Polónia x Rússia (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Rússia (3 pontos) 1 jogo
2º República Checa (3 pontos) 2 jogos
Polónia (1 ponto) 1 jogo
4º Grécia (1 ponto) 2 jogos

1ª Parte
A Polónia não limitou o seu jogo ofensivo ao contra-ataque, procurando sempre a melhor opção para chegar a zonas mais avançadas, sendo que esta opção, como aconteceu no último jogo, passa quase sempre pelo lado direito do ataque, quer pelo lateral como pelo extremo. Usando um sistema de 1-4-3-3, Obraniak passou de médio ofensivo para extremo esquerdo que apesar de ser uma posição que não lhe é estranha, acabou por passar muito ao lado do jogo pois a Polónia tem uma clara tendência para explorar o corredor contrário. Perdeu-se assim um dos jogadores mais criativos da Polónia. Defensivamente jogaram com duas linhas de quatro jogadores, com Dudka a jogar entre-linhas. Não recuaram muito os sectores mas também não pressionavam muito o adversário, esperando sempre por um erro ou por situações em que o adversário ficasse em clara inferioridade numérica.
A Rússia jogou em ataque posicional, trocando a bola com paciência e alternando o passe curto com o passe longo na variação do centro do jogo. Os dois extremos não são extremos de raiz e têm tendência para afunilarem o jogo, procurando o passe de ruptura por entre a linha defensiva. Esta tendência dos extremos criava o cenário ideal para laterais ofensivos que foi mais aproveitado por Zhirkov que por Anyukov. Sem bola, mostraram-se mais pressionantes que a Polónia mas não pressionaram muito em cima, fazendo o suficiente para assegurar o domínio do jogo.

2ª Parte
O jogo manteve-se da mesma forma, com a Polónia a começar a assumir um maior controlo do jogo, com Obraniak a ser mais solicitado (o golo da Polónia nasceu de um lance em que Obraniak aparece no corredor lateral direito para fazer a assistência). A primeira alteração táctica do jogo, que já era esperada ao intervalo, aconteceu aos 73' com a alteração para 1-4-2-3-1 e uma maior liberdade a Obraniak. A Polónia tinha anteriormente no meio campo três jogadores de processos simples, com pouca criatividade e esta mudança táctica deu um maior domínio do jogo à Polónia, com a equipa a trocar melhor a bola e a causar mais dificuldades à defesa da Rússia, tornando-se menos previsível do que era anteriormente. Até ao fim não houve mais alterações tácticas nem substituições que trouxessem algo de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
Na Polónia, Blaszczykowski foi o melhor jogador, tendo marcado um dos melhores golos da competição.
Na Rússia, Arshavin fez uma primeira parte muito boa, criando vários desequilíbrios. Zhirkov também teve muita influência no jogo aparecendo muito bem em zonas mais ofensivas.

Golos
37' - Livre lateral do lado esquerdo, marcado por Arshavin para a entrada da pequena área onde aparece Dzagoev a desviar de cabeça para o golo. 
57' - Obraniak do lado direito desmarca Blaszczykowski que corta para dentro e à entrada da área remata ao 2º poste com o pé esquerdo não dando hipóteses de defesa a Malafeev.

Substituições
70' - Entra Roman Pavlyuchenko para o lugar de Aleksandr Kerzhakov. Troca directa.
73' - Entra Adrian Mierzejewski para o lugar de Dariusz Dudka. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Obraniak a dez, Mierzejewski a passar para extremo direito e Blaszczykowski muda para o lado esquerdo.
80' - Entra Marat Izmailov para o lugar de Alan Dzagoev. Troca directa. 
84' - Entra Adam Matuszczyk para o lugar de Eugen Polanski. Troca directa.
93' - Entra Pawel Brozek para o lugar de Ludovic Obraniak. Entra um ponta de lança para o último livre do jogo. 

Polónia
22 – Przemyslaw Tyton 
2 – Sebastian Boenisch
5 – Dariusz Dudka (18 – Adrian Mierzejewski)
7 – Eugen Polanski (6 – Adam Matuszczyk)
9 – Robert Lewandowski
10 – Ludovic Obraniak (23 – Pawel Brozek)
11 – Rafal Murawski
13 – Marcin Wasilewski 
15 – Damien Perquis
16 – Jakub Blaszczykowski
20 – Lukasz Piszczek
Treinador: Franciszek Smuda

Rússia
16 – Vyacheslav Malafeev
2 – Aleksandr Anyukov
4 – Sergey Ignashevich
5 – Yuri Zhirkov
6 – Roman Shirokov
7 – Igor Denisov
8 – Konstantin Zyryanov
10 – Andrey Arshavin
11 – Aleksandr Kerzhakov (14 – Roman Pavlyuchenko)
12 – Aleksey Berezutski
17 – Alan Dzagoev  (9 – Marat Izmailov)
Treinador: Dick Advocaat

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robert Lewandowski (59'), Igor Denisov (59'), Alan Dzagoev (75') e Eugen Polanski (81').

Assistência: 55920 (Stadion Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (21ºC)