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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - E.U.A. x Japão (Final)

1ª Parte
Os Estados Unidos foram muito pressionantes nas transições defensivas, dificultando muito as transições ofensivas das adversárias. Em organização defensiva optavam pela segurança posicional, pressionando mais as adversárias nos corredores laterais do seu meio campo defensivo, quando a média ala e a lateral estavam próximas da bola. A primeira opção ofensiva era quase sempre o ataque rápido, sempre que as duas pontas de lança estavam disponíveis em zonas adiantadas. Quando tal não era possível, jogavam em ataque posicional, tentando sempre muitas penetrações das jogadoras do meio campo, quer pelas alas como pelo corredor central.
As pontas de lança do Japão tiveram um papel defensivo muito importante, dificultando as primeiras fases de construção das adversárias. Assumiram um posicionamento um pouco mais adiantado, perdendo algum solidez defensiva. Com bola atacaram quase sempre em ataque posicional, mostrando muita paciência em atacar a baliza, mesmo em desvantagem no marcador.
Apesar do resultado, foram do Japão os lances ofensivos mais perigosos.

2ª Parte
A única mudança ao intervalo foi a troca de posição entre Rapinou e Heath. Os Estados Unidos chegaram cedo ao segundo golo mas 9' depois o Japão reduz. Apesar da equipa asiática ter criado mais perigo, aos 77' mudam o seu sistema táctico para 1-3-4-3, uma forma de arriscarem tudo para tentarem chegar ao empate. Tiveram claramente mais fortes que as adversárias no final do jogo, ganhando várias faltas no meio campo ofensivo, sendo que as bolas paradas são um forte da equipa, muito graças à marcadora Miyama. Todas as outras alterações que aconteceram foram trocas directas e pouco trouxeram de novo ao jogo.

Jogadoras-Chave
Nos Estados Unidos, Lloyd foi a jogadora mais importante com os dois golos marcados.
No Japão, Miyama foi sempre perigosa nas bolas paradas, criando algumas situações de perigo.

Golos
8' - Heath leva a bola pelo lado esquerdo até ganhar a linha, cruza rasteiro para Morgan que ao primeiro poste recebe a bola e ganha espaço para cruzar ao segundo poste onde Lloyd aparece a cabecear para o golo.
54' - Lloyd recebe a bola no meio campo e arranca na direcção à baliza adversária, rematando ao chegar à entrada da grande área ao segundo poste, fazendo o golo.
63' - Depois de um mau corte, Sawa remata com a bola a ser desviada e a sobrar para Ogimi que está numa posição fácil para fazer o golo.

Substituições
57' - Entra Lauren Cheney para o lugar de Megan Rapinou. Troca directa.
59' - Entra Asuna Tanaka para o lugar de Mizuko Sakaguchi. Troca directa.
77' - Entra Mana Iwabuchi para o lugar de Aya Sameshima. Passam a jogar em 1-3-4-3 com Iwabuchi a jogar pelo lado esquerdo do ataque.
80' - Entra Becky Sauerbrunn para o lugar de Rachel Buehler. Troca directa com Buehler a sair com indícios de lesão.
86' - Entra Karina Maruyama para o lugar de Shinobu Ohno. Troca directa.
 

Árbitra: Bibiana Steinhaus (Alemanha)

Cartão Amarelo: Abby Wambach.

Assistência: 80233 (New Wembley)

Clima: Céu limpo (21ºC)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - França x Japão (Meia-Final)

1ª Parte
A França não pressionou as adversárias no meio campo ofensivo, preferindo esperar por elas no próprio meio campo. A sua zona de pressão era nos corredores laterais do seu meio campo defensivo, onde a lateral e a extremo tentavam sempre fechar os caminhos à portadora da bola. As médio centro assumiam regularmente um posicionamento muito recuado o que fazia com que as adversárias gozassem de superioridade numérica naquele sector. Ofensivamente tiveram um jogo muito confuso, com várias falhas ao nível do passe e muitas bolas batidas directamente para a frente, muito por culpa da acção defensiva das adversárias.
O Japão jogou em ataque posicional, trocando a bola com paciência antes de tentarem chegar ao terço ofensivo. Atacavam preferencialmente pelos corredores laterais mas era no meio que tinham mais espaço para trocarem a bola. Defensivamente jogaram com um bloco alto e por vezes as pontas de lança pressionavam as centrais ainda na 1ª fase de construção de forma a obrigar a guarda-redes a bater directamente para a frente. Apesar de subirem o seu bloco nas acções ofensivas, eram muito solidárias nas transições defensivas com todas as jogadoras (excepto as pontas de lança) eram muito rápidas a recuperarem a sua posição no seu meio campo defensivo.

2ª Parte
O Japão chegou ao segundo golo logo aos 49' e a partir daí baixou mais as suas linhas, priorizando a solidez defensiva e dando mais prevalência aos contra-ataques nas suas acções ofensivas. Isto pode também ter sido consequência da acção ofensiva da França que começou a subir mais as jogadoras. A França conseguiu mais oportunidades mas desperdiçou muitos remates de meia distância, até porque não conseguiam situações de finalização dentro da área porque o Japão defendeu muito atrás (quando conseguiram, marcaram golo). Depois do penalti falhado, a França começou a jogar mais directo para o ataque a tentar o golo do empate e em contrapartida, o Japão desceu ainda mais as suas linhas, havendo situações em que defenderam com dez jogadoras dentro da área, deixando apenas Ogimi no meio campo. Um jogo ditado pela tremenda eficácia do Japão, que contrapôs com o desperdício da França.

Jogadoras-Chave
Na França, Le Sommer foi a jogadora que mais perigo criou no tempo que esteve em campo, marcando o golo e sofrendo um penalti que foi desperdiçado.
O Japão marcou dois golos de bola parada com o destaque a ir para a marcadora dos livres que foi Miyama. Fukumoto também fez uma grande exibição na baliza.

Golos
32' - Livre no meio campo marcado por Miyama para a grande área com Bouhaddi a deixar a bola passar por entre as mãos, com esta a sobrar para Ogimi que encosta para o golo.
49' - Livre no meio campo marcado por Miyama para a grande área onde Sakaguchi cabeceia para o segundo poste fazendo o golo.
76' - Delie leva a bola pelo lado direito, desmarca Thomis que ganha a linha de fundo, já dentro da área, e cruza para o meio onde está Le Sommer para encostar para o golo.

Substituições
56' - Entra Camille Abily para o lugar de Sandrine Soubeyrand. Abily joga a médio centro do lado direito e Bussaglia passa para médio centro do lado esquerdo.
58' - Entra Eugénie Le Sommer para o lugar de Gaetane Thiney. Troca directa.
74' - Entra Kozue Ando para o lugar de Shinobu Ohno. Ando passa a jogar numa posição mais recuada que Ogimi, descendo para junto das médio centro na acção defensiva.
84' - Entra Asuna Tanaka para o lugar de Mizuho Sakaguchi. Troca directa.


Árbitra: Quetzalli Alvarado (México)

Cartão Amarelo: Wendie Renard (13').

Assistência: Desconhecido (Wembley Stadium)

Clima: Céu nublado (20ºC)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - Brasil x Japão (Quartos de Final)

1ª Parte
O Brasil teve o maior domínio durante toda a primeira parte, procurando sempre ter a bola e atacar com critério. O ataque posicional é uma forma de jogo cultural nas selecções brasileiras, bem como o pendor ofensivo que imprimem ao jogo. Mostraram um jogo paciente e com muita mobilidade nas jogadoras do meio campo para a frente com as centro campistas a fazerem várias desmarcações ofensivas para criar espaços atrás (aproveitados pela compensação de outra jogadora) e linhas de passe mais à frente. As laterais subiam muito no terreno, sendo as principais dinamizadoras das acções ofensivas nos corredores laterais. Defensivamente não se mostraram muito organizadas, com um posicionamento sempre difuso dando uma ideia de pouca coordenação. O facto de as laterais subirem muito no processo ofensivo, expunha a equipa nas transições ofensivas onde habitualmente haviam duas centrais para defender o terreno a toda a largura o que abria invariavelmente espaços no campo para as penetrações das adversárias.
O Japão optou por ter uma postura mais cautelosa, juntando e recuando muito as duas linhas de quatro jogadoras e mostrando uma grande coesão defensiva, criando dificuldades às penetrações das avançadas adversárias no terço ofensivo do Brasil. Com bola, tentaram sempre sair em contra-ataque ou utilizar ataques rápidos, principalmente na marcação de faltas onde exploraram sempre as fragilidades defensivas adversárias. Apesar da estratégia ofensiva de reacção, nunca o fizerem de forma desorganizada, tentando sempre realizar as acções com critério.

2ª Parte
Com o decorrer do jogo, as jogadoras do Brasil começavam a ter menos preocupações defensivas e o Japão descia mais as suas linhas de forma a manter a solidez defensiva, mantendo sempre as duas pontas de lança disponíveis para partir em contra-ataque. O segundo golo do Japão foi uma consequência dos riscos a que o Brasil se vinha submetendo. Já perto do final do jogo, o Brasil chegava a ter cinco jogadoras em zona de finalização quando a bola estava em zona de cruzamento. Foi notória a tendência das jogadoras mais influentes do Brasil tentarem resolver o jogo através de lances individuais e essas acções resultaram em perdas de bola perigosas com toda a equipa balanceada para o ataque. O Japão fez uma abordagem ao jogo muito inteligente, esperando sempre que o Brasil lhes desse oportunidades de contra-ataque, criando sempre superioridade numérica nos corredores laterais em acções defensivas, zonas em que a bola ia sempre parar. Em termos de substituições, ambas as equipas fizeram apenas duas com o Brasil a substituir Rosana que pareceu estar lesionada e depois a colocar mais uma ponta de lança, jogando com três jogadoras bem na frente para tentar anular a desvantagem de dois golos. O Japão limitou-se a substituir as pontas de lança após um jogo muito desgastante das mesmas.

Jogadoras-Chave
No Brasil, Cristiane foi quem conseguiu as situações de maior perigo mas acabou por ser ineficaz.
No Japão, as pontas de lança Ohno e Ogimi foram as principais dinamizadoras do ataque da sua equipa. A guarda-redes Fukumoto também fez um exibição muito segura.

Golos
27' - Livre no meio campo marcado rapidamente a rasgar toda a defesa do Brasil, isolando assim Ogimi que já dentro da área marca facilmente colocando a bola rasteira ao segundo poste.
73' - Ogimi recebe a bola no corredor esquerdo do meio campo e abre logo no centro para Ohno que já dentro da área, ganha espaço no 1x1 com uma defesa adversária e remata com a bola a bater na trave e entrar.

Substituições
80' - Entra Estér para o lugar de Rosana. Troca directa com Rosana a sair com indícios de lesão.
85' - Entra Grazielle para o lugar de Renata Costa. Passam a jogar em 1-4-3-3 com a saída de uma média defensiva para entrar uma ponta de lança.
85' - Entra Kozue Ando para o lugar de Shinobu Ohno. Troca directa.
89' - Entra Megumei Takasi para o lugar de Yuki Ogimi. Troca directa.


Árbitra: Kirsi Heikkinen (Finlândia)

Cartões Amarelos: Marta (49'), Mizuho Sakaguchi (58') e Bruna (70').

Assistência: Desconhecido (Millenium Stadium)

Clima: Céu nublado (16ºC)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) (Grupo G) - E.U.A. x França (1ª Jornada)

1ª Parte
Os Estados Unidos entraram muito pressionantes na fase defensiva, nunca dando espaços à portadora da bola adversária. Com bola, foram bastante objectivas, direccionando sempre o jogo para a baliza adversária o mais depressa possível. O contra-ataque e o ataque rápido eram os métodos de jogo ofensivos predominantes, com a bolas a serem muitas vezes colocadas directamente nas duas pontas de lança, procurando o poder físico de Wambach ou a velocidade de Alex Morgan. As médias alas ficaram muitas vezes encarregues de transportar a bola para a frente ou de dar linhas de passe seguras nos corredores laterais em zonas avançadas.
A França mostrou-se muito forte defensivamente, com uma pressão muito assertiva sobre a portadora da bola (excepto às centrais adversárias), principalmente nos corredores laterais onde criavam sempre superioridade numérica com a lateral, extremo e média interior do lado da bola a tentarem tirar tempo e espaço de acção à adversária. Em termos posicionais, foram muito eficientes na ocupação do espaço a nível defensivo. Com bola, jogaram em ataque posicional, trocando a bola em segurança apesar da dificuldade oferecida pela acção defensiva das adversárias.

2ª Parte
A única equipa a fazer alterações ao intervalo foi a França e apesar de manter o mesmo sistema táctico, a entrada de Le Sommer para a posição de extremo esquerdo fez com que a equipa ganhasse mais potencial ofensivo (é uma extremo que gosta de aparecer em zonas de finalização) mas perdeu alguma consistência defensiva. Esse foi aliás um aspecto visível em ambas as equipas que com o decorrer do jogo, foram mostrando menos assertividade nas acções defensivas de pressão, com a França a mostrar uma maior diferença a este nível. Com as jogadoras dos Estados Unidos a terem mais espaços para jogar, conseguiram assumir um controlo cada vez maior do jogo. Curiosamente, foi pelos corredores laterais que os Estados Unidos conseguiram chegar aos golos, zonas do campo em que a França esteve muito forte defensivamente na 1ª parte.

Jogadoras-Chave
Nos Estados Unidos, Morgan foi extremamente eficaz e mereceu os dois golos.
Na França, a velocidade de Thomis era uma solução muito procurada pela equipa em termos ofensivo.

Golos
12' - Thiney recupera uma bola a meio do meio campo ofensivo e avança para a entrada da área rematando cruzado, próximo do ângulo, não dando hipótese de defesa.
14' - Depois de uma série de ressaltos dentro da grande área, a bola sobra para Delie que remata forte para o golo.
19' - Canto marcado do lado esquerdo por Rapinoe ao segundo poste onde Wambach salta mais alto que a defesa adversária e cabeceia para o poste mais distante, fazendo o golo.
32' - Hope Solo bate directamente para as pontas de lança, Wambach não chega à bola e esta sobra para Morgan que isolada bate a bola por cima da guarda-redes, fazendo assim o golo.
56' - Rapinou leva a bola pelo lado direito, passa para o meio onde Lloyd, à entrada da área, remata cruzado a meia altura fazendo o golo.
66' - Heath recebe a bola sozinha no corredor esquerdo, entra na grande área e depois de ganhar a linha de fundo, cruza rasteiro ao segundo poste onde Morgan só tem de encostar para o golo.

Substituições
17' - Entra Carli Lloyd para o lugar de Shannon Boxx. Troca directa com Boxx a sair lesionada.
Int - Entra Laura Georges para o lugar de Ophélie Meilleroux. Troca directa.
Int - Entra Eugénie Le Sommer para o lugar de Louisa Necib. Le Sommer fica a extremo esquerdo e Thiney vai para a posição dez.
71' - Entra Sandrine Soubeyrand para o lugar de Camille Abily. Troca directa.
74' - Entra Amy Rodriguez para o lugar de Alex Morgan. Troca directa.
84' - Entra Sydney Leroux para o lugar de Megan Rapinou. Troca directa.


Árbitra: Sachiko Yamagishi (Japão)

Assistência: Desconhecido (Hampden Park)

Clima: Céu limpo (19ºC)