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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Benfica (26ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (63 pontos) 26 jogos
Benfica (59 pontos) 25 jogos
3º Braga (58 pontos) 26 jogos
4º Marítimo (48 pontos) 26 jogos
Sporting (47 pontos) 25 jogos
6º Vit. Guimarães (39 pontos) 26 jogos

1ª Parte
O Sporting teve uma postura muito inteligente neste jogo, um pouco à imagem do que aconteceu contra o Metalist para a Liga Europa. Foram pacientes defensivamente, esperando a equipa do Benfica no seu meio campo, jogando com os sectores médio e defensivo muito próximos de forma a não dar espaço entre linhas ao adversário e com Van Wolfswinkel e Matías Fernández a fechar o corredor central de forma a impedir que o Benfica jogasse pelos médios centro na 2ª fase de construção. Isto fez com que o Benfica não tivesse espaço para as transições ofensivas. Ao recuperar a bola, o Sporting tentava sempre o contra-ataque, explorando a subida dos laterais do Benfica para colocar os extremos em profundidade ou aproveitando a desmarcação de Van Wolfswinkel para o espaço entre o lateral e central.
O Benfica optou por usar apenas um médio defensivo, no sistema de 1-4-1-3-2. Teoricamente, e sendo já previsível que o Sporting iria jogar com dois médios de contenção, seria uma forma acertada de encarar o jogo, no entanto, o facto de o Benfica promover a subida de ambos os laterais, nas transições defensivas ficaram algumas vezes em situações de igualdade numérica, sofrendo vários desequilíbrios.

2ª Parte
O Benfica alterou o seu sistema para 1-4-2-3-1 com a entrada de Yannick Djaló para o corredor lateral direito, com uma tentativa de dar mais velocidade à equipa naquele flanco uma vez que Bruno César não teve capacidade de desequilibrar em lances individuais nem no aproveitamento dos espaços. A alteração do sistema também veio acompanhada de uma maior tendência ofensiva dos laterais com a equipa a abrir mais no processo ofensivo. 16' depois, voltou à forma inicial com a entrada de Nelson Oliveira mas a tendência do jogo mantinha-se com o Sporting a fazer um excelente trabalho defensivo e mostrando-se sempre muito perigoso no contra-ataque aproveitando bem a velocidade dos extremos. Aos 65' o Sporting alterou o seu sistema para 1-4-3-3 com Matías a descer no terreno e a fechar o corredor central juntamente com Elias e Carriço a actuar como médio defensivo. Esta foi a única alteração defensiva que Sá Pinto fez, sendo que as outras duas visaram trocas directas para refrescar o ataque e manter opções válidas de contra-ataque para responder ao domínio de jogo do Benfica na 2ª parte.

Jogadores-Chave
O Sporting valeu pela sua acção como equipa na sua fase defensiva e é difícil destacar alguém.
No Benfica, Artur Moraes foi claramente o melhor jogador em campo impedindo o golo em algumas situações claras de finalização do Sporting.

Golos
18' - Van Wolfswinkel, de penalti, remata rasteiro para o lado direito com Artur a cair para o lado contrário.

Substituições
Int - Entra Yannick Djaló para o lugar de Rodrigo. Djaló vai para o lado direito, Bruno César fica como médio ofensivo e Witsel ao lado de Javi. Ficam a jogar em 1-4-2-3-1.
61' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Javi García. Nelson vai para ponta de lança e Witsel fica como médio mais defensivo. Voltam a jogar em 1-4-1-3-2.
65' - Entra Daniel Carriço para o lugar de Stijn Schaars. Carriço fica como médio defensivo com o Sporting a alterar o sistema táctico para 1-4-3-3.
73' - Entra Diego Rubio para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa.
73' - Entra Nolito para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca directa.
90' - Entra André Carrillo para o lugar de Diego Capel. Troca directa.

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars (3 - Daniel Carriço)
9 - Ricky van Wolfswinkel (33 - Diego Rubio)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (18 - André Carrillo)
14 - Matías Fernández
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
77 - Elias
93 - Xandão

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García (16 - Nelson Oliveira)
7 - Óscar Cardozo
8 - Bruno César
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (12 - Yannick Djaló)
20 - Nicolás Gaitán (9 - Nolito)
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Luisão (17' e 91'), Javi García (27'), Stijn Schaars (40'), Xandão (45'), Nelson Oliveira (64'), João Pereira (64'), Anderson Polga (69'), Nolito (76'), Axel Witsel (80'), Daniel Carriço (80'), Elias (81').

Cartões Vermelhos: Luisão (91').

Assistência: Desconhecido (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (17ºC)

sábado, 31 de março de 2012

Liga Zon Sagres - Benfica x Braga (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (60 pontos) 25 jogos
Braga (58 pontos) 24 jogos
Benfica (56 pontos) 24 jogos
4º Marítimo (48 pontos) 25 jogos

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, aproveitando o facto do Braga descer muito no processo defensivo para poder trocar a bola com calma. Os laterais Maxi e Capdevila assumiam um posicionamento mais interior com os extremos a abrirem nos corredores laterais. Isto fez com que o Benfica conseguisse uma superioridade numérica no meio campo, aproveitando o facto de Mossoró não priorizar as acções defensivas. Para equilibrar defensivamente, Javi García descia por vezes para o centro da defesa, colocando-se entre os dois centrais. Na transição defensiva notou-se uma grande preocupação por parte dos jogadores do Benfica em pressionar rapidamente o portador da bola para retardar a transição ofensiva do Braga que é claramente o seu ponto forte.
Sem bola, o Braga defendia com duas linhas de 4 jogadores, muito recuadas e compactas com o objectivo de oferecer consistência e solidez defensiva à equipa, dificultando o ataque posicional do Benfica. Apenas Lima e Mossoró ficavam mais adiantados para pressionarem a linha defensiva do Benfica. Nas transições, um dos elementos mais importantes do Braga era Mossoró, quer pela capacidade de conduzir a bola em velocidade, quer pela sua inteligência para encontrar espaços vazios para receber a mesma, aparecendo muitas vezes entre o central e o lateral adversário, como forma de fugir à zona de acção de Javi García. Nas transições ofensivas, os extremos Hélder Barbosa e Alan também subiam rapidamente (apesar de raramente o fazerem ao mesmo tempo), dando largura ao ataque e procurando abrir espaços para serem explorados por Mossoró e Lima.
Não houve grandes oportunidades de golo, onde apesar do domínio do Benfica, a melhor oportunidade surgiu para o Braga com Alan a cruzar atrasado para a desmarcação de Mossoró que rematou para a defesa de Artur.

2ª Parte
O Braga começou a abrir mais a sua equipa e com isso começaram a surgir oportunidades de finalização, através de transições ofensivas, de ambos os lados, com o Benfica a ser mais perigoso. Apenas depois do 1º golo o Benfica altera o seu sistema táctico para 1-4-2-3-1 de forma a dar mais consistência defensiva, no entanto essa alteração foi efémera pois o Braga conseguiu o golo 4' depois e voltou tudo ao que estava. Antes do golo do empate, o Braga tinha colocado mais um atacante jogando praticamente com dois pontas de lança mas essa alteração táctica também foi desfeita 4' depois. Estas alterações mostravam que o Braga se conformava com o empate e o Benfica queria a vitória.

Jogadores-Chave
No Benfica, Gaitán teve um sucesso considerável nos desequilíbrios com bola, e num deles fez a assistência para o golo da vitória.
No Braga, Mossoró foi o jogador mais influente conduzindo praticamente todas as transições ofensivas.

Substituições
63' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Óscar Cardozo. Troca directa.
68' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Miguel Vítor. O central saiu lesionado, para a sua posição foi Javi García com Matic a ficar como médio defensivo.
79' - Entra Paulo César para o lugar de Alan. Troca directa. Alan vem de lesão e poderia não estar nas melhores condições.
79' - Entra Nolito para o lugar de Rodrigo. Nolito vai para o lado esquerdo, Bruno César fica como médio ofensivo, Gaitán vai para o lado direito e Witsel desce no terreno, ficando o Benfica a jogar em 1-4-2-3-1.
82' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Paulo César vai para o lado esquerdo, Nuno Gomes fica a ponta de lança e Lima mantém a posição com responsabilidades para descair para o lado direito.
86' - Entra Luis Alberto para o lugar de Mossoró. Hugo Viana fica a médio mais adiantado, Luiz Alberto faz dupla com Custódio a médio defensivo. O Braga volta a equilibrar a equipa no meio campo.

Golos
78' - Penalti marcado por Witsel para o lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
82' - Livre no corredor lateral direito marcado directamente à baliza por Hugo Viana com Artur a defender para o lado e Elderson de primeira aproveita a recarga para encostar para o golo.
92' - Gaitán dribla um adversário pelo lado direito, já dentro da área, vindo para o meio e cruzando atrasado para Bruno César que remata rasteiro ao 2º poste para o golo.

Benfica
1 - Artur Moraes
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (16 - Nelson Oliveira)
8 - Bruno César
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (9 - Nolito)
20 - Nicolás Gaitán
27 - Miguel Vítor (21 - Nemanja Matic)
28 - Axel Witsel
38 - Joan Capdevila

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (88 - Luis Alberto)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
30 - Alan (9 - Paulo César)
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Cartões Amarelos: Douglão (13'), Miguel Vítor (31') e Luisão (65').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva (15ºC)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Liga Zon Sagres - Leiria x Benfica (14ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Benfica (33 Pontos)
13º Leiria (12 Pontos)

1ª Parte
O Leiria entrou em campo com várias adaptações, como o caso dos centrais Manuel Curto e Marco Soares que actuam normalmente como médios. Usou o ataque posicional como método de jogo ofensivo. Tentaram sempre progredir no terreno através de passes curtos e procurando pacientemente a melhor opção no ataque. Os laterais subiam no terreno sempre que era possível para criar vantagem numérica no meio campo. Defensivamente não pressionavam os adversários, optando por esperar por um erro adversário. Djaniny descaia regularmente para o lado esquerdo o que poderia ser uma forma de desencorajar o Benfica de usar o Maxi Pereira que é o lateral que melhor conduz o ataque.
O Benfica fez o seu habitual futebol apoiado, gozando de muito espaço no sector defensivo devido à passividade defensiva do sector ofensivo do Leiria. No ataque, Rodrigo e Cardozo tiveram muito pouco espaço para jogar entre os 3 centrais do Leiria pelo que não existiram muitas oportunidades para fazer golo.

2ª Parte
O Leiria entrou na 2ª Parte com um sistema mais ofensivo, dando mais responsabilidade ofensiva ao Ivo Pinto e relegando a Tiago Terroso a responsabilidade de fechar o corredor lateral esquerdo. O Benfica gozou do espaço extra no ataque e a constante mobilidade dos jogadores criaram muitos desequilíbrios, acrescidos dos desdobramentos ofensivos de Emerson e Maxi que aproveitaram bem os espaços livres nos corredores laterais. O resultado avolumou-se naturalmente tendo em conta as dificuldades do Leiria em equilibrar o jogo.

Jogadores-Chave
No Leiria, Gottardi foi dos melhores jogadores ao efectuar um conjunto de boas defesas, impedindo o Benfica de aumentar a vantagem. Djaniny, principalmente na primeira parte, mostrou-se muito perigoso no ataque.
No Benfica foi Bruno César quem mais se destacou pela influência no resultado ao marcar 1 golo, fazer 1 assistência e a desmarcar de forma fantástica Maxi que cruzou para o 4º golo.

Substituições
Int - Entra para o lugar de Patrick. O Leiria passa a jogar numa espécie de 1-3-5-2 com Jô e Djaniny mais adiantados e Tiago Terroso a ter de fechar o corredor esquerdo.
70' - Entra Javier Saviola para o lugar de Óscar Cardozo. Troca directa.
78' - Entra Rodrigo Mora para o lugar de Rodrigo. Troca directa.
80' - Entra José Shaffer para o lugar de Elvis. Shaffer fecha o lado esquerdo da defesa.
80' - Entra Rúben Brígido para o lugar de Tiago Terroso. Brígido ocupa o centro do terreno.
80' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Javi García. Troca directa.

Golos
9' - Cruzamento de Emerson do lado esquerdo, a bola sobra para Bruno César que ao segundo toque rematou ao 2º poste, sem hipóteses de defesa.
47' - Rodrigo conduz a bola e abre Cardozo do lado direito que à entrada da área remata de primeira ao ângulo.
72' - Bruno César recebe a bola à entrada da área, desmarca Rodrigo na direcção da baliza que desvia a bola de Gottardi e faz assim o golo.
75' - Bruno César lança Maxi Pereira pelo corredor lateral direito que cruza para dentro da área onde Rodrigo, sozinho, remata à vontade para o golo.

Leiria
1 - Gottardi
2 - Ivo Pinto
4 - Manuel Curto
15 - Edson Henrique
16 - Tiago Terroso (8 - Rúben Brígido)
17 - Djaniny
19 - Elvis (35 - José Shaffer)
20 - Marco Soares
21 - Marcos Paulo
80 - Patrick (30 - Jô)
90 - John Ogu

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García (21 - Nemanja Matic)
7 - Óscar Cardozo (30 - Javier Saviola)
8 - Bruno César
9 - Nolito
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (22 - Rodrigo Mora)
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Djaniny (23'), Edson Henrique (42'), Javi García (61') e Luisão (86').

Clima: Céu limpo (14ºC)

domingo, 6 de novembro de 2011

Liga Zon Sagres - Braga x Benfica (10ª Jornada)

 Contexto
O Braga está a 5 pontos do Benfica, no 5º lugar. Vem de um jogo para a Europa League na 5ª Feira onde venceu confortavelmente.
O Benfica está em 2º lugar mas em caso de vitória fica em 1º isolado, a 2 pontos do 2º. Também jogou a meio da semana para a Champions League, em casa onde empatou 1-1.

1ª Parte
O Braga entrou em campo determinado a impor as suas condições, pressionando muito alto tentando impedir a 1ª fase de construção do Benfica fechando o espaço e as linhas de passe da linha defensiva obrigando Artur a bater para a frente. Caso a defesa do Benfica tivesse a bola, Lima fechava o espaço entre os centrais e os extremos pressionavam o lateral de forma a que este ficasse com as soluções reduzidas.
O Benfica tentou, dentro do possível, atacar com o seu habitual jogo apoiado com grande mobilidade dos jogadores do meio campo. Rúben Amorim aparecia regularmente em zonas centrais apesar de estar a jogar no corredor lateral o que acabava por criar desequilíbrios pois tornava-se no 'elemento estranho' para a defesa do Braga e gozava habitualmente de liberdade para receber e passar.
Apesar dos aspectos tácticos, este jogo ficou marcado por 3 paragens de jogo devido à falha parcial da iluminação do Estádio AXA. Com o total das paragens, jogaram-se 34' de compensação. Depois da última paragem (45'+19') o Braga já não entrou tão pressionante, as equipas pareciam gozar de mais espaço para jogar (a desconcentração poderá ser uma das causas das 3 longas paragens) e o golo acaba por aparecer de penalti causado pela mão de Emerson após um cruzamento de Salino.

2ª Parte
O Benfica entra em campo com um sistema táctico diferente, um pouco mais ofensivo e com menos garantias de segurança no meio campo. Aimar passou a sentir necessidade de vir buscar jogo a zonas muito recuadas mas ainda assim conseguiu em acções de penetração criar muitos desequilíbrios mas acabou por não ter efeitos práticos no jogo. Rodrigo assumia o papel de avançado mais móvel tendo a responsabilidade de ocupar o espaço entre o avançado e os médios. O Braga manteve o mesmo sistema ao longo do jogo, com todas as substituições a serem directas. Apesar de Hugo Viana e Djamal darem muita segurança defensiva, o Braga nunca deixou de procurar o golo com ambos os laterais a subirem no terreno para criarem desequilíbrios. Já nos últimos minutos, Jorge Jesus arrisca a segurança em detrimento de uma postura mais ofensiva colocando Bruno César por Rúben Amorim mas o golo acabou por não aparecer.

Jogadores-Chave
Hugo Viana era uma peça fundamental nas transições do Braga. Ewerton também fez uma exibição muito segura no centro da defesa.
Aimar foi a referência no Benfica, principalmente na 2ª parte, sendo sempre solicitado no processo ofensivo. Rodrigo também teve um par de boas oportunidades de fazer golo, marcou por uma vez com ajuda de Douglão.

Substituições
21' - Entra Leandro Salino para o lugar de Baiano. Troca directa entrando um médio centro para a posição de lateral direito por lesão de Baiano.
Int - Entra Rodrigo para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica muda para 1-4-4-2 losango com Witsel do lado direito, Amorim do lado esquerdo e Aimar na posição 10 com Rodrigo e Cardozo no ataque.
73' - Entra Nolito para o lugar de Pablo Aimar. Nolita vai para o lado esquerdo, Amorim para a direita e Witsel para a posição 10.
73' - Entra Paulo César para o lugar de Hélder Barbosa. Troca directa.
77' - Entra Fran Mérida para o lugar de Mossoró. Troca directa.
83' - Entra Bruno César para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.

Golos
45' + 33' - Lima marca penalti para o centro da baliza com Artur Moraes a cair para o lado direito.
71' - Cruzamento do lado direito do ataque do Benfica para a grande área onde Salino cabeceia para a frente com a bola a ir ter a Rodrigo, este remata e a bola desvia em Douglão entrando na baliza.

Braga
1 - Quim
5 - Ewerton
8 - Mossoró (17 - Fran Mérida)
10 - Hélder Barbosa (9 - Paulo César)
15 - Baiano (25 - Leandro Salino)
18 - Lima
22 - Djamal
26 - Paulo Vinícius
30 - Alan
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão 
5 - Rúben Amorim (8 - Bruno César)
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo
10 - Pablo Aimar (9 - Nolito)
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán (19 - Rodrigo)
24 - Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Djamal (5'), Emerson (45' + 31'), Javi García (54'), Hugo Viana (58'), Mossoró (70'), Garay (75'), Alan (78') e Rúben Amorim (81').

Assistência: 18688 (Estádio Axa)

Clima: Noite (14ºC)

sábado, 24 de setembro de 2011

Liga Zon Sagres - Porto x Benfica (6ª Jornada)

Contexto
Ambas as equipas estão em igualdade pontual no 1º lugar do campeonato, ambas estão a participar nas mesmas competições e ambas têm apenas 2 jogadores indisponíveis; o Porto tem James Rodríguez castigado e Sapunaru lesionado enquanto o Benfica tem Enzo Pérez e Nelson Oliveira lesionados.

1ª Parte
Ambas as equipas são caracterizadas pelo uso do ataque posicional no processo ofensivo e assim aconteceu na maior parte dos ataques. As diferenças notaram-se ao nível do processo defensivo, talvez por influência dos diferentes sistemas tácticos. O Porto optou por recuar até ao seu meio campo dando primazia à consistência defensiva (deixando apenas Kléber mais avançado) enquanto o Benfica tentava pressionar sempre a acção dos centrais através da pressão de Cardozo e Aimar. No entanto não pressionaram muito à frente nos corredores laterais porque os extremos tiveram uma missão defensiva mais vincada que o habitual, onde desciam até ao seu 1/3 defensivo para ajudar a defender os corredores laterais devido à habitual subida dos laterais do Porto no seu processo ofensivo. Apesar de Nolito ter começado no lado direito, rapidamente, trocou de lado com Gaitán e mantiveram essas posições no resto do jogo.
Talvez devido ao facto de os sistemas tácticos de ambas as equipas, a nível estrutural, se complementem, nenhuma das equipas teve muito espaço para jogar e muitos dos lances de perigo foram criados através de lances individuais que se tornaram a forma mais eficaz de criar desequilíbrios.

2ª Parte
Não houve alterações no reinício do jogo. No Benfica, os extremos vinham muito para uma posição mais interior para abrir espaço para a subida dos laterais. Já não pressionaram tanto nas saídas de bola do Porto onde Cardozo apenas cortava a linha de passe entre os centrais e Aimar tinha como função fechar o espaço interior. O Porto optava por atacar através das diagonais interiores dos seus extremos, o Benfica procurou as combinações nos corredores laterais mas teve dificuldades no jogo interior pois Witsel jogou muito recuado preocupando-se principalmente em manter a sua posição. O jogo acabou por ser muito disputado e nunca houve alterações estratégicas em função das alterações de resultado, excepto no fim do jogo em que o Benfica adopta uma estratégia mais defensiva com vista à manutenção do resultado.

Jogadores-Chave
No Porto Hulk foi bastante forte mas a presença de Emerson e Javi García acabou por impedir que fizesse mais no jogo.
No Benfica, Nolito combinou bastante bem com Emerson e ambos criaram boas jogadas de ataque.

Substituições
68' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Troca directa.
68' - Entra Saviola para o lugar de Pablo Aimar. Apesar de ser uma troca directa, Saviola tem uma tendência mais ofensiva que Aimar e após esta substituição, o 1-4-2-3-1 tornou-se num 1-4-4-2.
76' - Entra Belluschi para o lugar de Fredy Guarín. Troca directa. Entra um jogador menos pressionante mas com maior capacidade técnica.
79' - Entra Cristián Rodríguez para o lugar de Kléber. Este último pediu para sair, possivelmente por lesão. Cristián fica do lado esquerdo, Varela para para o lado direito e Hulk a ponta de lança.
85' - Entra Walter para o lugar de Silvestre Varela. Walter fica a ponta de lança e Hulk regressa para o lado direito.
90' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Óscar Cardozo. O Benfica volta a jogar em 1-4-2-3-1 com Matic a ficar a médio defensivo, Witsel a passar para a posição 10 e Saviola a ficar sozinho na frente de ataque.

Golos
36' - Livre lateral do lado esquerdo do ataque do Porto, marcado por Fredy Guarín para a entrada da pequena área onde Kléber se antecipa, na direcção do 1º poste, para cabecear ao 2º poste sem hipóteses de defesa.
46' - Aimar passa para Nolito que está à entrada da área, este vira-se para o meio e passa para Cardozo que faz uma diagonal para as costas da defesa, ele dribla o Helton e faz o golo.
49' - O Porto marca um canto curto no lado direito, a bola é colocada para a linha de fundo dentro da área onde Varela recebe e cruza para a pequena área onde aparece Otamendi a encostar para o golo.
81' - Saviola abre na esquerda para Gaitán que remata forte com a bola a bater na barra e a entrar, não dando hipóteses a Helton.

Porto
1 - Helton
5 - Álvaro Pereira
6 - Fredy Guarín (7 - Belluschi)
8 - João Moutinho
11 - Kléber (10 - Cristián Rodríguez)
12 - Hulk
13 - Jorge Fucile
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (18 - Walter)
25 - Fernando
30 - Nicolás Otamendi

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (21 - Nemanja Matic)
9 - Nolito (8 - Bruno César)
10 - Pablo Aimar (30 - Saviola)
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Nicolás Otamendi (8'), Luisão (39'), Javi García (39'), Óscar Cardozo (42'), Jorge Fucile (42'), Álvaro Pereira (56'), Kléber (76'), Fernando (77'), Bruno César (87') e João Moutinho (91').

Assistência: 49511 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu nublado (16ºC)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Champions League - Benfica x Twente (Play-Off - 2ª Mão)

Contexto
Este é o jogo decisivo para a qualificação de uma das equipas para a fase de grupos da Champions League ou para a Europa League (no caso do derrotado). Na primeira mão ambas as equipas empataram a 2 golos na Holanda pelo que o Benfica tem a vantagem dos golos marcados fora. O último jogo do Benfica foi há 4 dias, em casa, com o Feirense para a Liga Zon Sagres (vitória por 3-1). O último jogo do Twente foi também há 4 dias, fora, com o Heerenven para a Eredivisie (vitória por 1-5). Os visitantes vinham para este jogo com dúvidas relativamente ao guarda-redes Nikolay Mihaylov e ao avançado Bryan Ruiz, por motivos físicos mas ambos entraram como titulares.

1ª Parte
Ambas as equipas atacaram utilizando o ataque posicional, partindo para contra-ataque só quando haviam hipóteses claras de tirar vantagem com isso. No entanto, ambas as equipas interpretaram o ataque posicional à sua maneira. O Benfica atacou preferencialmente pelo meio utilizando várias combinações directas a curta distância para desorganizar a defesa do Twente e com isso criaram várias oportunidades de fazer o golo. O Twente atacou mais pelo corredor direito usando bastante de Bryan Ruiz para fazer progredir a bola para o ataque. Não conseguiram rematar à baliza e todo o perigo que criaram foi bastante relativo. A utilização de apenas 2 médios centro frente à qualidade técnica do meio campo do Benfica impediu que o Twente criasse mais espaços através da variação do centro de jogo para poder atacar a baliza.

2ª Parte
Apesar do pouco perigo causado pelo Twente na 1ª parte, não houve alterações na equipa e tudo continuou na mesma. Só aos 59', após o 2º golo do Benfica, é que o Twente altera ligeiramente o seu sistema táctico arriscando mais, não pela estrutura do sistema em si mas pelas diferentes características dos jogadores que entraram. Com John na equipa, o Twente passou a atacar preferencialmente pelo lado esquerdo mas a tendência do jogo pouco mudou. As constantes desmarcações dos jogadores do Benfica (havia sempre uma deslocação do jogador que fizera o passe, principalmente no corredor central) fizeram com que a equipa adversária concedesse muitos espaços e foi um excelente desdobramento ofensivo que fez com que Witsel marcasse o 3º golo. Mesmo após reduzir a desvantagem, o Twente nunca pareceu próximo do empate.

Jogadores-Chave
No Benfica houve vários jogadores que se destacaram pois as suas acções de ataque eram resultado de um excelente trabalho de equipa. Witsel esteve formidável na procura de espaços para jogar, Cardozo foi muito inteligente a segurar a bola e a dar-lhe o melhor seguimento e Luisão continuou a mostrar o porquê de ser a principal referência nos esquemas tácticos.
No Twente, Bryan Ruiz e Tiendalli foram os mais interventivos na 1ª parte, um em cada corredor, na 2ª parte John conseguiu desequilibrar a defesa do Benfica várias vezes.

Substituições
59' - Entra Emir Bajrami para o lugar de Steven Berghuis. Bajrami vai jogar para o lado direito do meio campo e Ruiz passa a ocupar a posição deixada vaga por Janssen (que também saiu) mas com tendências claramente mais ofensivas ocupando posições mais avançadas.
59' - Entra Ola John para o lugar de Willem Janssen. John vai ocupar o lugar deixado vago por Berghuis.
73' - Entra Bruno César para o lugar de Nicolás Gaitán. Bruno César vai jogar para o lado esquerdo.
73' - Entra Matic para o lugar de Nolito. Matic fica a jogar a médio centro, no lugar de Witsel que passa a jogar do lado direito no lugar deixado vago pela saída de Gaitán.
75' - Entra Denny Landzaat para o lugar de Wout Brama. Troca directa apesar de Landzaat ter mais iniciativa com a bola nos pés.
83' - Entra Saviola para o lugar de Óscar Cardozo. Troca directa.

Golos
46' - Livre a meio do meio campo ofensivo do Benfica, descaído para o lado direito, marcado por Gaitán para a entrada da área onde Luisão penteia a bola isolando Witsel que faz o golo com um pontapé de bicicleta.
58' - Canto do lado esquerdo marcado por Aimar ao 1º poste onde aparece Luisão a cabecear para o golo.
65' - No meio campo Aimar faz um passe curto para Cardozo que faz quase de imediato um passe de ruptura isolando Witsel que à entrada da área remata rasteiro para o golo.
84' - John recebe a bola sozinho junto à linha lateral do lado esquerdo, depois de controlar a bola cruza com o pé direito para o centro da área onde Ruiz cabeceia para o golo.

Benfica
1- Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (30 - Saviola)
9 - Nolito (21 - Matic)
10 - Pablo Aimar
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán (8 - Bruno César)
24 - Garay
28 - Axel Witsel

Twente
13 - Nikolay Mihaylov
2 - Tim Cornelisse
4 - Peter Wisgerhof
6 - Wout Brama (7 - Denny Landzaat)
9 - Luuk de Jong
10 - Bryan Ruiz
12 - Steven Berghuis (11 - Emir Bajrami)
14 - Willem Janssen (24 - Ola John)
19 - Douglas
20 - Dwight Tiendalli
21 - Mark Janco

Cartões Amarelos: Douglas (14') e Maxi Pereira (75')

Assistência: 48353 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (23ºC)

domingo, 3 de abril de 2011

Liga Zon Sagres - Benfica x Porto (25ª Jornada)


Em termos motivacionais, o Porto era o grande favorito para este jogo com a hipótese de se tornar campeão no estádio do seu maior rival. O Benfica, matemáticas à parte, já só estava a cumprir calendário e apesar de querer salvar a honra, já pouco tinha a ganhar.

O Benfica viu-se obrigado a fazer uma adaptação na posição de defesa direito devido à lesão de Maxi Pereira e Airton, médio defensivo, foi o escolhido para essa posição. Como costume, defenderam à zona e pressionaram muito alto, tentando não dar espaço de construção ao Porto, principalmente nos corredores laterais. O método de jogo ofensivo foi o ataque posicional mas não foi tão eficaz devido à acção da equipa adversária.

O Porto, também a defender à zona, fez igualmente uma pressão muito alta sobre a bola com a preocupação de cortar as linhas de passe ao portador da bola para evitar que o Benfica jogasse curto na construção de jogo. Ciente do bloco alto que o Benfica costuma adoptar, o Porto optava regularmente pelo jogo directo nas transições ofensivas com a bola metida nas costas da defesa, explorando a velocidade dos seus atacantes nos 20 ou 30 metros que estavam livres entre a defesa do Benfica e o seu guarda-redes. Faziam assim com que o Benfica não subisse tanto a linha defensiva (estratégia também adoptada pelo Inter de Milão contra o Barcelona, na época passada). Dos três jogadores do meio-campo, era Moutinho que pressionava o segundo central (Falcao ficava com o primeiro) de modo a evitar a 2ª fase de construção do Benfica.

Na 2ª parte, apesar das substituições do Benfica ao intervalo, tudo se manteve na mesma e as mudanças no jogo acabaram se realizar em função das expulsões que aconteceram. Quando Otamendi é expulso, o Porto passa a jogar em 1-4-4-1 com Hulk sozinho na frente da ataque. O Benfica mantém a mesma forma de jogar, gozando agora de mais espaço para trocar a bola mas a coesão da equipa do Porto era igualmente forte, havendo pouco espaço de penetração para o Benfica no seu terço ofensivo. O Porto ainda fez algumas trocas posicionais após a entrada de Cristián Rodríguez mas o sistema táctico manteve-se o mesmo. Ainda ouve tempo para a expulsão de Cardozo, após um vermelho directo que colocou ambas as equipas em igualdade numérica.

Substituições
Ao intervalo, César Peixoto entra para o lugar de Pablo Aimar, que já tinha cartão amarelo e por uma ou outra vez arriscou ver o segundo.
Ao intervalo, entra também Cardozo para o lugar de Franco Jara. Troca directa sendo que a intenção talvez tenha sido aproveitar um jogador mais possante para poder combinar com os jogadores dos corredores e com o outro avançado.
Aos 60', Jardel entra para o lugar de Airton que se lesiona. Jardel fica no centro da defesa com Luisão e Sidnei passa a jogar a defesa direito.
Por volta dos 72', devido à expulsão anterior de Otamendi, Bellushi entra para o lugar de Varela, sendo que este passa a jogar a médio esquerdo e Guarín fica do lado direito, com Moutinho e Fernando no meio (este último numa posição um pouco mais recuada).
Aos 72' entra também Maicon pelo Falcao, ocupando o lugar que foi deixado vago pela expulsão de Otamendi.
Aos 81' entra Cristián Rodríguez para o lugar de Guarín, ficando o primeiro a jogar do lado esquerdo do meio campo, passando o Bellushi para o lado direito. O Porto aproveitou assim a frescura de um jogador muito rápido para mesmo com menos um jogador ainda poder criar perigo nas transições.

Golos
9' - Hulk desarma Javi García à entrada da área com a bola a sobra para Guarín que ganha a linha de fundo e um remate à baliza quase sem ângulo, conta com a ajuda de Roberto que esperava um cruzamento e acaba por meter a bola dentro da baliza.
17' - Otamendi faz falta sobre Franco Jara e na conversão do penalti, Saviola bate Helton
26' - Falcao isolado, afasta a bola de Roberto que o derruba dentro da área. Hulk na cobrança coloca a bola para o lado esquerdo de Roberto que ainda adivinhou o lado mas não chegou à bola.

Benfica
Roberto
Airton (Jardel - 60')
Luisão
Sidnei
Fábio Coentrão
Javi García
Salvio
Pablo Aimar (César Peixoto - Int)
Nicolás Gaitán
Saviola
Franco Jara (Cardozo - Int)

Porto
Helton
Fucile
Rolando
Otamendi
Álvaro Pereira
Fernando
Guarín (Cristián Rodríguez - 81')
João Moutinho
Hulk
Falcao (Maicon - 72')
Varela (Bellushi - 72')

Cartões Amarelos: Pablo Aimar (3'), Airton (13'), Otamendi (16'), Fábio Coentrão (21'), Roberto (25'), Fucile (32'), Javi García (68'), Otamendi (70'), Álvaro Pereira (82'), Jardel (88'), João Moutinho (93')

Cartões Vermelhos: Otamendi (70'), Cardozo (87')

Assistência: 40433

Condições Climatéricas: Céu nublado, 16ºC

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bwin Cup - Benfica x Sporting (Meia-Final)


Não houve surpresas na forma de jogar de ambas as equipas. O Benfica a dar preferência ao ataque posicional explorando os corredores laterais fazendo uso da subida no terreno dos laterais, consequência do posicionamento em largura dos centrais, fazendo com que Javi García fosse um dos homens participantes na primeira fase de construção de jogo, sendo a primeira opção de passe de Luisão e Sidnei. A 1ª fase de construção consistia no passe para os laterais que devido à sua posição avançada no terreno, tinham habitualmente como apoios os extremos que assumiam uma posição mais interior ou o Carlos Martins. A 2ª fase de construção consistia na maior parte das vezes em passes para Gaitán ou Salvio que procuravam a linha de fundo em situações de contra-ataque ou ataque rápido ou interiorizavam em situações de ataque posicional. Interessante foi também a 3ª fase de construção com a bola a ir muitas vezes, através de cruzamentos, para o 2º poste à procura do outro extremo ou do segundo avançado, movimento este que já resultou em muitos golos ao longo da época.

A equipa do Sporting, ciente do perigo das transições do Benfica, procurava nas transições defensivas recuperar a bola o mais depressa possível ou então retardar o ataque benfiquista, recorrendo por vezes à falta para o fazer. Durante o processo defensivo, preferiram defender mais atrás que o Benfica, ocupando muito bem o meio-campo defensivo e tentando levar a equipa do Benfica para os corredores laterais, onde era a sua zona de pressão. Os grandes responsáveis por esse 'encaminhamento' da bola para os corredores laterais foram o Hélder Postiga e o Matías Fernández que ficavam encarregues de pressionar os centrais benfiquistas. No processo ofensivo, devido à pressão alta do Benfica e ao excelente trabalho dos avançados que ocuparam muito bem os espaços centrais não permitindo que os centrais do Sporting combinassem com os médios defensivos, Torsiglieri e Carriço (mais tarde Polga), viram-se obrigados a jogar directamente para os seus atacantes, resultando isso em vários perdas de bola para a defensiva do Benfica. Na primeira parte ainda se notou, embora sem sucesso, na procura da velocidade de Djaló nas transições ofensivas.

Cartões Amarelos
Algo que condicionou de certa forma o jogo do Sporting foi a quantidade de cartões amarelos que os seus jogadores receberam ainda no início da primeira parte. João Pereira, Polga e Torsiglieri já tinham um cartão amarelo aos 32' de jogo, ficando quase toda a linha defensiva em risco, numa altura em que o único defesa que estava no banco era Abel, um lateral direito que nunca seria solução para o centro da defesa caso um central fosse expulso (Polga substituiu Carriço lesionado aos 14').

A primeira parte teve 6 livres laterais em posições perigosas (3 para cada equipa) o que é um sinal significativo da zona de pressão de ambas as equipas a situar-se no corredor lateral. Num desses livres nasceu o golo do Sporting.

Na segunda parte, o Sporting foi dando mais espaços e o Benfica conseguiu chegar com mais perigo ao último terço, quase sempre pelos corredores laterais, com o Sporting a ceder 8 cantos (e o Benfica apenas 2).

Jogadores-Chave
Como não poderia deixar de ser, os jogadores mais importantes no Benfica acabaram por ser os laterais e os extremos, com Fábio Coentrão a dar início a vários ataques do Benfica, com Gaitán e Salvio a criarem vários desequilíbrios à defesa do Sporting.
No Sporting destaca-se a importância de Hélder Postiga no ataque, dando soluções nos 3 corredores e tendo também um papel importante no processo defensivo.

Substituições
Todas as substituições foram directas, não havendo mudanças nos sistemas tácticos (apenas na entrada de Valdés, Djaló passou para o lado contrário). No entanto, 3 substituições foram forçadas por lesões, no caso do Carriço, Pablo Aimar e João Pereira.

Golos
21' - 0x1 (Hélder Postiga) - Livre lateral do lado esquerdo do ataque do Sporting, batido por Matías Fernández com Hélder Postiga a cabecear a bola para a baliza, com Roberto a calcular mal a saída e a deixar-se antecipar pelo avançado do Sporting.

34' - 1x1 (Óscar Cardozo) - Canto do lado direito do ataque do Benfica, batido por Carlos Martins para a zona central da grande área (perto da pequena área) onde Cardozo se antecipa a Evaldo e cabeceia para a baliza.

91' - 2x1 (Javi García) - Ataque do Benfica pelo lado esquerdo com Franco Jara a ganhar a linha de fundo e a cruzar para o centro da grande área onde Cardozo recebe a bola que acaba por isolar Javi García que de frente para Patrício pica a bola por cima do mesmo.

Benfica
Roberto
Maxi Pereira
Luisão
Sidnei
Fábio Coentrão
Javi García
Salvio
Carlos Martins (Pablo Aimar - 66') (Filipe Menezes - 77')
Nicolás Gaitán (Franco Jara - 66')
Saviola
Óscar Cardozo

Sporting
Rui Patrício
João Pereira (Abel - 85')
Daniel Carriço (Anderson Polga - 14')
Marco Torsiglieri
Evaldo
Zapater
André Santos
Simon Vukcevic (Jaime Valdés - 63')
Matías Fernández
Yannick Djaló
Hélder Postiga

Cartões Amarelos: Marco Torsiglieri (27'), João Pereira (28'), Hélder Postiga (31'), Anderson Polga (32'), Maxi Pereira (37'), Salvio (57'), Rui Patrício (83') e Fábio Coentrão (90').

Assistência: 49652

Condições Climatéricas: Céu limpo, 11ºC