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sábado, 21 de abril de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Real Madrid (85 pontos) 33 jogos
Barcelona (81 pontos) 33 jogos
3º Valência (52 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Barcelona entrou em campo com o seu sistema de 1-3-4-3, com a forma habitual de jogar privilegiando a posse da bola e procurando várias vezes os passes de ruptura para criar situações de finalização atrás das costas da defesa adversária. Na fase inicial do jogo, o Barcelona falhou vários passes, com os jogadores a procurarem passes mais longos em detrimento do habitual jogo curto, tendo sido nessa fase que o Real Madrid marcou o golo. Depois, aproveitando o recuo do Real Madrid, o Barcelona gozou de mais espaço para trocar a bola e conseguiu impor o seu domínio, jogando mais próximo da baliza de Casillas. Apesar de jogar com 3 centrais, nas primeiras fases de construção Busquets descia sempre para a zona central da defesa de forma a dar mais segurança à troca de bola e permitir uma maior amplitude por parte de Adriano e Puyol que abriam no corredor.
O Real Madrid entrou da forma habitual, sem denunciar uma postura mais defensiva como seria esperado. Reconhecendo a forma de jogar do Barcelona, o Real não tentou impor o seu domínio no jogo, procurando sempre que possível tirar vantagem da velocidade das transições ofensivas. Após o golo, o Real Madrid desceu mais as suas linhas, também por influência do melhor jogo do Barcelona nessa fase do jogo, e teve uma abordagem mais cautelosa ao jogo. Estiveram muito equilibrados defensivamente e as maiores dificuldades surgiram dos lances individuais dos jogadores do Barcelona com Messi a ser o principal desequilibrador.

2ª Parte
Não houve alterações nas equipas, até porque não se justificava porque o Real tinha o resultado a seu favor e o Barcelona tinha o domínio do jogo. Como seria de esperar, o Barcelona foi a primeira equipa a fazer alterações ao colocar Alexis Sánchez em jogo, recuando Messi para o meio campo (ainda que em posições mais avançadas). A ideia seria provavelmente fazer com que Messi pudesse fazer um transporte da bola mais eficaz, tendo mais um jogador na linha ofensiva para fazer a desmarcação nas costas da defesa. Não se pode dizer que a substituição tenha resultado ou não porque apesar de o Barcelona ter empatado logo a seguir pelo próprio Alexis, o Real Madrid voltou a marcar 3' depois. Com o resultado em 1-2 ambos os treinadores mudam, com Mourinho a colocar Granero na posição 10 (um jogador mais defensivo que Özil apesar de ser um jogador criativo) e Guardiola coloca Pedro por Adriano, descendo Daniel Alves para a defesa, ele que tinha sido inconsequente no ataque. Até ao fim, nenhuma das alterações resultou numa mudança do sistema táctico e não houve mais situações claras de golo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi o jogador mais desequilibrador a fazer valer a sua capacidade técnica para através do drible criar espaços e lançar os seus colegas no último terço ofensivo, no entanto não foi eficiente. Xavi também esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo.
No Real Madrid, Özil foi muito perigoso nas transições ofensivas devido à sua qualidade de passe. Ronaldo foi um dos homens do jogo pelo golo da vitória.

Golos
16' - Canto marcado do lado direito por Di María ao 2º poste, Pepe cabeceia com Valdés a defender e na recarga Khedira faz o golo.
70' - Tello remata do lado esquerdo, Casillas defende para a frente com a bola a sobrar para Adriano que remata de fora da área e depois de um ressalto e uma defesa de Casillas, a bola sobra para Alexis Sánchez que faz o golo.
73' - Di María abre na direita para Özil que lança Ronaldo em profundidade que com a recepção coloca Valdés fora da jogada e depois remata para o golo.

Substituições
69' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Xavi. Alexis vai para ponta de lança e Messi desce ligeiramente no terreno actuando como 10.
73' - Entra Esteban Granero para o lugar de Ángel Di María. Granero fica na posição 10 com Özil a passar para extremo direito.
74' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Adriano. Pedro fica a jogar a extremo direito com Puyol a passar para o lado esquerdo do trio defensivo e Daniel Alves a descer para o lado direito.
81' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Cristian Tello. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas joga como médio centro.
89' - Entra Callejón para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
93' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
5 - Carles Puyol
6 - Xavi (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara
14 - Javier Mascherano
16 - Sergio Busquets
21 - Adriano (17 - Pedro Rodríguez)
37 - Cristian Tello (4 - Cesc Fàbregas)

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
6 - Sami Khedira
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil (21 - Callejón)
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
17 - Álvaro Arbeloa
22 - Ángel Di María (11 - Esteban Granero)

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (15'), Pepe (43'), Xabi Alonso (47'), Mesut Özil (77'), Esteban Granero (78') e Javier Mascherano (84').

Assistência: Desconhecido (Camp Nou)

Clima: Chuva (18ºC)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Zaragoza (21ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Real Madrid (49 Pontos)
20º Zaragoza (12 Pontos)

1ª Parte
O Real Madrid optou por um jogo de muita posse, sempre orientada no sentido de virar o jogo o mais depressa possível de forma a criar espaços no ataque, preferencialmente nos corredores laterais (Özil e Ronaldo). Quem normalmente virava o jogo eram os médios Granero e Alonso, de formas distintas com o primeiro a optar pela condução de bola e passe curto e Alonso a optar regularmente pelos passes longos. Esta rápida alteração do corredor de jogo mostrou-se muito importante dada a forma de defender do adversário.
O Zaragoza tinha como principal (e praticamente única) forma de ataque o contra-ataque. Normalmente era Aranda que actuava como referência de todas as tentativas de contra-ataque. Defensivamente recuavam muito as linhas, deixando apenas Aranda na frente, concentrando muitos jogadores no corredor central de forma a direccionarem o jogo do Real Madrid para os corredores laterais, onde o Zaragoza tentava ganhar a bola com uma forte pressão dos jogadores circundantes. Para assegurar essa superioridade numérica nos corredores laterais, Luis García e Lafita viram-se obrigados a jogar em terrenos muito recuados o que limitava o processo ofensivo da equipa.

2ª Parte
O Real Madrid consegue marcar um golo cedo, colocando-se em vantagem perante uma equipa que estava a ter sérias dificuldades em atacar. A entrada de Postiga tentava mudar esse aspecto dando mais amplitude ao Zagaroza no entanto abria mais espaços no meio campo, apesar da intenção de Postiga fechar a zona dos médios defensivos, zona onde passava grande parte do jogo. Coincidência ou não, logo a seguir o Real Madrid volta a marcar e o jogo fica praticamente decidido. O jogo manteve-se igual e a entrada de Lass Diarra fez com que o Real Madrid mantive-se mais a bola e fosse menos incisivo nas acções ofensivas o que mostrou a tendencia de jogo até ao final, apesar da lesão de Marcelo por volta dos 75' que fez com que Callejón passa-se para lateral esquerdo e Marcelo fosse para extremo / médio centro fazer número, fechando apenas os espaços e intervindo o menos possível no jogo para não agravar a lesão.

Jogadores-Chave
No Real Madrid tanto Granero como Özil, mesmo que em posições diferentes, mostraram uma excelente visão de jogo e tiveram uma grande influência no jogo.
No Zaragoza, Lafita foi o jogador que esboçou mais perigo no ataque com várias movimentações ofensivas.

Substuições
54' - Entra Hélder Postiga para o lugar de Rúben Micael. Postiga joga ligeiramente atrás de Aranda. Uma substituição de risco para o Zaragoza.
61' - Entra Lass Diarra para o lugar de Xabi Alonso. Troca directa entrando um jogador com menos capacidade de acelerar o jogo mas mais capacidade de condução de bola.
65' - Entra Pablo Barrera para o lugar de Aranda. Barrera fica a fechar mais atrás no terreno, desfazendo-se assim a mudança táctica feita aos 54'.
66' - Entra Callejón para o lugar de Kaká. Özil passa para a posição 10 com Callejón a ficar do lado direito.
71' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
73' - Entra Abraham para o lugar de Luis García. Barrera passa para o lado direito. Dá-se assim mais consistência defensiva à equipa.

Golos
10' - Livre marcado rapidamente para Aranda que consegue entrar na grande área do lado direito e cruzar rasteiro para Lafita que encosta para o golo.
31' - Carvalho do lado esquerdo do meio campo ofensivo faz um passe de ruptura isolando Kaká que na área remata rasteiro cruzado para o golo.
48' - Granero à entrada da área abre Özil do lado direito que cruza rasteiro para Ronaldo que à boca da baliza encosta para o golo.
55' - Granero passa para Kaká no meio que dá de primeira na esquerda para Özil que já perto da baliza remata em força para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
2 - Ricardo Carvalho
3 - Pepe
7 - Cristiano Ronaldo
8 - Kaká (21 - Callejón)
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil
11 - Esteban Granero
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso (24 - Lass Diarra)
16 - Hamit Altintop

Zaragoza
1 - Roberto
3 - Javier Paredes
5 - Maurizio Lanzaro
7 - Carlos Aranda (16 - Pablo Barrera)
10 - Luis García (21 - Abraham)
14 - Paulo da Silva
15 - Tomislav Dujmovic
17 - Ángel Lafita
18 - Rúben Micael (9 - Hélder Postiga)
23 - Apoño
24 - Ivan Obradovic

Cartões Amarelos: Javier Paredes (25') e Cristiano Ronaldo (62').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (7ºC)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (16ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 1º lugar a 3 pontos do 2º (que é o Barcelona) mas com 1 jogo a menos. Têm o melhor ataque e a segunda melhor defesa.
O Barcelona está em 2º lugar, tem o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Este é o último jogo antes da partida para o Japão onde irá jogar para o Campeonato do Mundo de Clubes.

1ª Parte
Real Madrid não pressionava na 1ª fase de construção, procurando sempre organizar-se defensivamente perto do seu próprio meio campo. No entanto eram muito assertivos na pressão ao portador da bola quando este entrava no seu meio campo defensivo, tentando sempre aglomerar vários jogadores perto da bola de forma a criar várias coberturas ao jogador que fazia a contenção para assim tentar anular a grande capacidade que os jogadores do Barcelona têm no 1x1. No processo ofensivo, o Real era uma equipa de processos simples tentando sempre rápidas transições ofensivas aproveitando o desposicionamento da defesa do Barcelona (resultante da grande mobilidade dos seus jogadores). Quando o contra-ataque não era possível, optavam por manter a bola numa zona de segurança procurando espaço para lançar ataques rápidos, normalmente através de lançamentos directos para os corredores laterais para assim aproveitar a subida dos laterais do Barcelona.
O Barcelona jogou sem surpresas, com o seu estilo de jogo habitual. Muita posse da bola com critério, ou seja, a posse não era um fim mas sim um meio para encontrar espaços livres na zona defensiva do Real para poderem ser explorados. Devido à grande concentração defensiva do Real Madrid, os jogadores do Barcelona viram-se obrigados a arriscar o drible para criar desequilíbrios e conseguiram com isso ganhar alguns livres perigosos. Os jogadores apresentaram uma mobilidade muito grande com várias trocas pontuais de posição onde as que mais se notavam era a descida de Fàbregas para apoiar o meio campo e participar na construção de jogo e o aparecimento de Iniesta no corredor esquerdo que ficava muitas vezes livre devido à ausência de Sanchéz nessa zona. O jogo foi bastante equilibrado (apesar da esperada supremacia do Barcelona na percentagem da posse da bola) onde os golos apareceram de um erro defensivo (golo do Real) e de um desequilíbrio de Messi (que driblou vários jogadores antes de assistir Sanchéz para o golo do Barcelona).

2ª Parte
Apesar das duas equipas terem entrado com o mesmo sistema e os mesmos jogadores, o Real Madrid entrou mais pressionante tentando ganhar a bola em zonas mais avançadas mas por conseguinte, abriu mais espaços para o Barcelona explorar e naturalmente aumentaram as situações de perigo para o Barcelona. Mourinho coloca Kaká e Khedira em campo mostrando assim a sua ambição colocando uma equipa mais ofensiva mas depois surgem os 2 golos que colocaram o Barcelona com uma clara vantagem, muito difícil de anular. A última substituição do Real teve também uma intenção mais ofensiva enquanto as substituições do Barelona serviram para refrescar jogadores no sector ofensivo, excepto a primeira que foi a única que mostrou uma intenção mais cautelosa e defensiva (entrada de Keita).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Casillas destacou-se pelas importantes defesas que fez no jogo.
No Barcelona, Messi e Sanchéz foram muito importantes criando vários desequilíbrios.

Substituições
57' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. Özil estava a ter uma prestação muito discreta.
61' - Entra Sami Khedira para o lugar de Lass Diarra. Troca directa. Khedira é um jogador com características mais ofensivas, Diarra teve muito pouca influência a nível ofensivo.
67' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Ángel Di María. Benzema passa para o lado esquerdo, Ronaldo para a direita e Higuaín fica como ponta de lança. Higuaín é um jogador mais posicional que Benzema o que fez com que o Real Madrid se tornasse mais ofensivo.
78' - Entra Seydou Keita para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta vai para o lado esquerdo, Keita fica como médio centro e Sanchéz fica como ponta de lança.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sanchéz. Troca directa.
88' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Andrés Iniesta. Pedro vai para o lado direito, Villa para o lado esquerdo e Messi fica como ponta de lança.

Golos
0' - Valdés faz um mau passe que é interceptado por Di María que tenta de imediato isolar Benzema com este passe também a ser interceptado e na sobra, Özil remata, a bola bate num adversário e sobra para Benzema que remata com apenas Valdés à sua frente, fazendo o golo.
29' - Messi consegue passar por vários jogadores do Real no meio campo e depois lança Sanchéz em profundidade que já dentro da área consegue rematar cruzado para o golo.
52' - Depois de um corte da defesa do Real Madrid para o corredor central, Xavi remata de primeira com a bola a bater em Marcelo e a trair Casillas.
65' - Numa transição ofensiva, Daniel Alves recebe a bola no lado direito e cruza ao 2º poste onde aparece Fàbregas a cabecear para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema
10 - Mesut Özil (8 - Kaká)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
22 - Ángel Di María (20 - Gonzalo Higuaín)
24 - Lass Diarra (6 - Sami Khedira)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué
4 - Cesc Fàbregas (15 - Seydou Keita)
5 - Carles Puyol
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta (17 - Pedro Rodríguez)
9 - Alexis Sanchéz (7 - David Villa)
10 - Lionel Messi
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (25'), Alexis Sanchéz (26'), Lionel Messi (36'), Gerard Piqué (47'), Lass Diarra (60'), Pepe (61') e Sergio Ramos (69').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Chuva (2ºC)

sábado, 15 de outubro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Real Betis (8ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 3º lugar a apenas 1 ponto do 1º vindo de 2 vitórias consecutivas no campeonato. O Betis está em 7º lugar a 2 pontos do 1º vindo de 2 derrotas consecutivas no campeonato. 

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram o ataque posicional como método de jogo ofensivo o que criou um jogo atractivo com muita posse de bola (com o Real Madrid a ter um maior domínio). A equipa da casa optou poucas vezes com o jogo directo jogando sempre em segurança com muitas variações de flanco procurando explorar eventuais espaços na defesa adversária. No processo defensivo, o sector atacante ficava muito adiantado de forma a impedir a subida da linha defensiva do Betis dificultando a manutenção da posse da bola dos adversários. O Betis tentava colocar a bola no último terço com um jogo apoiado e muitos passes curtos mas foi sempre inconsequente na criação de situações claras de finalização. Defensivamente foram bastante agressivos no momento imediato à perda da bola, em organização defensiva basculavam para o lado da bola com a equipa bem coordenada nesse momento.

2ª Parte
O Real Madrid entrou na 2ª parte mais pressionante e acabou por anular por completo o ataque posicional do Betis que deixou de ter espaço para trocar a bola. O facto de terem marcado logo no primeiro minuto da 2ª parte permitiu ter ainda mais espaço porque o Betis viu-se na obrigação de arriscar mais dando ainda mais espaço ao Real Madrid para trocar a bola e a partir daí o domínio da equipa da casa foi avassalador. O Betis a certo ponto passou a jogar com apenas 2 a 3 jogadores no sector intermédio e foi notória a superioridade numérica do Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid Ronaldo e Higuaín foram sem dúvida os melhores jogadores pela influência directa no resultado e pelos desequilíbrios criados. Também Marcelo e Di María estiveram muito bem.
No Betis é difícil encontrar um jogador que se destacasse dos outros. Talvez Casto tenha sido o melhor depois de algumas boas intervenções (e sem culpas nos golos).

Substituições
20' - Entra Sergio Rodríguez para o lugar de Álvaro Vadillo. Troca directa com Vadillo a sair lesionado.
58' - Entra Di María para o lugar de Kaká. Di María fica a jogar na direita e Özil fica a jogar atrás de Higuaín.
62' - Entra Roque Santa Cruz para o lugar de Salva Sevilla. Roque fica a jogar na frente de ataque ao lado de Molina.
73' - Entra Fábio Coentrão para o lugar de Mesut Özil. Coentrão fica a jogar a médio defensivo com Lass Diarra e Xabi Alonso avança ligeiramente no terreno.
77' - Entra Hamit Altintop para o lugar de Cristiano Ronaldo. Altintop vai para o lado direito e Di María passa para o lado esquerdo.
77' - Entra Momo para o lugar de Beñat. Momo vai jogar para o lado direito com Sergio a passar para o centro.

Golos
46' - Marcelo coloca a bola nas costas da defesa isolando Ronaldo que em frente ao guarda-redes passa para a direita onde Higuaín só tem de encostar para o golo.
58' - Ronaldo corre com a bola pelo corredor lateral esquerdo e já ao lado da área vira-se para o meio e descobre Kaká que a dois toques remata com efeito ao 2º poste marcando o golo.
68' - Sergio Ramos tenta cabecear a bola para a tirar da zona de perigo mas esta sobra para Castro que ainda ganha alguns ressaltos à entrada da área e a bola acaba por sobrar para Molina que isolado faz o golo.
69' - Di María do lado direito coloca a bola nas costas da defesa isolando Higuaín que contorna o guarda-redes marcando o golo.
72' - Di María numa penetração faz um passe de rotura isolando Higuaín que pica a bola por cima de Casto fazendo o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo (16 - Hamit Altintop)
8 - Kaká (22 - Di María)
10 - Mesut Özil (15 - Fábio Coentrão)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
17 - Álvaro Arbeloa
20 - Gonzalo Higuaín
24 - Lass Diarra

Real Betis
13 - Casto
4 - Antonio Amaya
5 - Dorado
10 - Beñat (11 - Momo)
14 - Salva Sevilla (16 - Roque Santa Cruz)
17 - Chica
18 - Iriney
19 - Jorge Molina
23 - Nacho
24 - Rubén Castro
27 - Álvaro Vadillo (39' - Sergio Rodríguez)

Cartões Amarelos: Pepe (23'), Salva Sevilla (59'), Beñat (64') e Momo (85')

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (24ºC)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Supercopa - Real Madrid x Barcelona (1ª Mão)

Contexto
Primeiro jogo oficial para ambas as equipas. Esta é uma competição jogada a duas mãos. O Real Madrid fez o seu último jogo de preparação no dia 6 de Agosto, na China, contra o Tianjin Teda, vencendo por 6-0. O Barcelona fez o seu último jogo no dia 9 de Agosto, frente ao Espanyol perdendo por 3-0 na Copa Cataluña.

1ª Parte
O Real Madrid entrou em campo com o seu sistema táctico habitual mas com uma atitude muito pressionante em fase defensiva tentando impedir a 1ª e 2ª fase de construção do Barcelona, obrigando-os a jogar longo para o ataque com Benzema a cortar as linhas de passe entre os centrais e Özil a pressionar o outro central ou médio defensivo, dependendo o jogador que dava linha de passe ao portador da bola. Ofensivamente, optaram principalmente pelo ataque rápido e contra-ataque, utilizando primordialmente os passes longos para ambos os extremos (Ronaldo e Di María) que nestes momentos abriam nas linhas para dar largura máxima ao ataque do Real, tentando depois explorar os espaços interiores do Barcelona após receberem a bola, quer pela entrada de Benzema ou Özil.
O Barcelona utilizou também o mesmo sistema táctico e o mesmo modelo que lhes é característico, no entanto teve várias dificuldades nas primeiras fases de construção devido à acção dos jogadores do Real Madrid, sendo obrigados muitas vezes a jogar longo ou arriscando sair com a bola controlada pelos centrais. Na pressão à linha defensiva, Messi pressionava um dos centrais e geralmente era Iniesta que ia ao outro central mas devido à forma de jogar do Real Madrid, poucas vezes o Barcelona conseguiu ganhar a bola no seu terço ofensivo.

2ª Parte
Ambas as equipas regressaram da mesma forma como saíram na 1ª parte. Continuaram com a mesma assertividade na pressão ao portador da bola em fase defensiva mas com o decorrer da partida, devido ao acumular de fadiga, essa pressão era realizada com menos determinação. Não houve alterações nos sistemas tácticos com as substituições mas no caso do Real Madrid houve uma clara intenção de aumentar o pendor ofensivo após a entrada de Fábio Coentrão e Callejón. Nenhuma das equipas utilizou uma habitual arma comum que é a subida dos laterais no processo ofensivo, devido à qualidade dos extremos adversários e portanto, as oportunidades tinham de ser criadas muitas vezes através das combinações tácticas dos jogadores mais ofensivos no corredor central ou dos lances individuais e foi aí que Coentrão trouxe uma vantagem que não era assegurada por Khedira. As oportunidades foram surgindo mas Víctor Valdés esteve quase sempre bem na baliza do Barcelona. No geral, viu-se um Real Madrid com várias oportunidades e um Barcelona com uma eficácia fantástica.

Jogadores-Chave
Em ambas as equipas todo o colectivo foi fundamental devido à pressão à equipa adversária que tinha de ser feita colectivamente para não se resumir a rasgos individuais que seriam facilmente anulados com simples combinações tácticas. Esta atitude defensiva de ambas as equipas fez com que não houvesse ninguém que se destacasse demasiado em relação aos outros jogadores. Estatisticamente podemos falar de Messi que esteve nos dois golos do Barcelona (assistência e golo respectivamente).

Substituições
53' - Entra Fábio Coentrão para o lugar de Di María. Troca directa.
57' - Entra Xavi para o lugar de Thiago Alcântara. Troca directa.
57' - Entra Callejón para o lugar de Khedira. Callejón vai jogar para extremo direito e Fábio Coentrão passa para médio defensivo jogando (descaído para o lado esquerdo) ao lado de Xabi Alonso.
60' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Éric Abidal passa para lateral esquerdo com Piqué a ocupar o centro da defesa. A última substituição do Real Madrid mostrou uma tendência mais ofensiva e Guardiola poderá ter pretendido dar mais consistência defensiva no corredor lateral esquerdo onde atacava um adversário directo acabado de entrar.
72' - Entra Pedro para o lugar de David Villa. Troca directa.
80' - Entra Higuaín para o lugar de Benzema. Troca directa.

Golos
12' - Di María lança Benzema no corredor lateral direito, onde já perto da área entra para o meio e joga em Özil que isolado faz o golo.
35' - Messi passa desde o corredor central para o esquerdo onde David Villa recebe, entra para o meio driblando Sérgio Ramos e rematando de imediato cruzado e alto ao 2º poste não dando hipóteses a Casillas.
45' - Messi pressiona os centrais junto à área ganhando a bola, isolando-se e finalizando frente a Casillas.
53' - Canto do lado esquerdo marcado por Özil ao 1º poste onde Pepe controla a bola e joga atrasado para Xabi Alonso que remata de primeira cruzado ao 2º poste fazendo o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
2 - Ricardo Carvalho
3 - Pepe
4 - Sérgio Ramos
6 - Khedira (21 - Callejón)
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Benzema (20 - Higuaín)
10 - Mesut Özil
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
22 - Di María (15 - Fábio Coentrão)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
7 - David Villa (17 - Pedro)
8 - Andrés Iniesta
9 - Alexis Sanchéz
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara (6 - Xavi)
14 - Mascherano
15 - Seydou Keita
21 - Adriano (3 - Gerard Piqué)
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Khedira (31'), Alexis Sanchéz (55'), Xabi Alonso (77'), Fábio Coentrão (90') e Daniel Alves (92').

Assistência: 80000 (Santiago Barnabéu)

Clima: Céu limpo (30ºC)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Champions League - Real Madrid x Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Contexto
Este vai ser o 4º jogo entre as duas equipas na época 2010/2011. O Real Madrid não pode contar com Khedira (lesionado) e Ricardo Carvalho (suspenso), sendo que este último assume um papel muito influente na defesa do Real. O Barcelona tem todos os laterais esquerdos indisponíveis (Maxwell, Adriano e Abidal), tal como Andrés Iniesta que tem um papel fundamental no meio-campo. Apesar das lesões, ambas as equipas se apresentam em boas condições porque tanto José Mourinho como Pep Guardiola optaram por poupar esforços no jogo anterior para a Liga BBVA (e ambos venceram).

Ambas as equipas entraram em campo com uma postura mais defensiva. O Real Madrid não apresentou muitas surpresas perante aquilo que foram os últimos jogos frente ao Barcelona. Os laterais não subiram (ou não subiram tanto, no caso de Marcelo) não dando espaços nas suas costas para serem explorados por David Villa e Pedro. Tanto Özil numa fase inicial, Ronaldo depois, não defenderam tão colados à linha, aproveitando o facto de Puyol não estar a subir muito no terreno para pressionar os médios que caíam naquela zona ou tentar impedir as subidas de Piqué. Os médios centro tiveram um papel importatíssimo a fechar o corredor central, onde habitualmente o Barcelona causa mais perigo. Tanto Xabi Alonso como Pepe ocuparam frequentemente a posição mais recuada do meio-campo mas as suas posições adaptavam-se ao posicionamento dos jogadores do Barcelona, onde a principal preocupação era não dar espaço para que estes se virassem para a baliza de Casillas. O jogador mais pressionado foi claramente Xavi, jogador este que esteve sempre debaixo de olho dos médios do Real Madrid que tinham como preocupação desencorajar os adversários a passar-lhe a bola.

O Barcelona, com Puyol do lado esquerdo, já se esperava que não atacasse tanto por esse corredor mas a posição de Daniel Alves surpreendeu. Apesar de jogar a lateral direito como costume, habitualmente acaba por jogar mais como médio ala devido ao ataque posicional do Barcelona mas hoje actuou verdadeiramente como defesa direito, subindo no terreno muito raramente. Por vezes o Barcelona abdicou da 2ª fase de construção para colocar a bola directamente no ataque através da defesa, quase sempre através de Piqué. O Messi manteve a sua forma de jogar, um ponta de lança que não é ponta de lança, nem extremo, nem médio centro. É aquilo que o jogo precisar. Deslocava-se em função do espaço, procurando sempre receber a bola fosse em que zona fosse. Devido às características de Messi, não é preciso muito espaço para que ele crie desequilíbrios, sendo que é uma arma temível em qualquer parte do campo.

Na 2ª parte, tudo começou da mesma forma apesar da substituição e da troca posicional de Pedro por David Villa. As coisas apenas se alteraram aos 60', depois da expulsão de Pepe. O Real Madrid começou a jogar com apenas 2 jogadores no centro do terreno, Lass Diarra e Xabi Alonso, sendo que este último não é um jogador que esteja habituado a pressionar da forma a que foi obrigado a partir daquele momento, tendo de correr muito mais do que tinha feito até então e apesar de Di María e Cristiano Ronaldo fecharem mais no corredor central, a superioridade numérica dos jogadores do Barcelona foi notória. A partir deste momento, também Daniel Alves começou a subir no terreno como é habitual e o Real Madrid limitou-se a tentar controlar o espaço dentro da medida do possível, tentando minimizar os danos. Depois do primeiro golo do Barcelona, Ronaldo passou para o lado esquerdo, talvez uma forma de aproveitar a subida de Daniel Alves mas o Real Madrid mostrou-se impotente perante o domínio do Barcelona.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Xabi Alonso e Pepe foram dos jogadores mais importantes no processo defensivo, anulando quase por completo a construção de jogo do Barcelona pelo centro do terreno.
No Barcelona, Messi voltou a ser o homem do jogo com 2 golos. Cada vez que recebia a bola criava perigo.

Substituições
Int - Entra Adebayor por Özil. Troca directa, entrando um jogador mais esforçado e fresco, com o objectivo de dar mais trabalho à linha defensiva do Barcelona.
71' - Entra Afellay por Pedro. Troca directa. Entra um jogador muito rápido para refrescar o corredor direito.
90' - Entra Sergi Roberto por David Villa. Troca directa para queimar tempo e dar oportunidade a um jovem de se estrear num jogo grande da Champions League.

Golos
76' - Xavi recupera a bola junto à entrada da grande área adversária, procura espaço sobre pressão, consegue abrir na direita em Afellay que dribla Marcelo e após ganhar a linha de fundo cruza para o meio onde aparece Messi entre os centrais para encostar para a baliza.
87' - Messi recebe um passe curto perto do meio campo, dribla 3 jogadores a caminho da baliza e isolado frente a Casillas coloca a bola no poste mais distante com o pé direito.

Real Madrid
Casillas
Arbeloa
Sérgio Ramos
Albiol
Marcelo
Xabi Alonso
Lass Diarra
Pepe
Özil (Adebayor - Int)
Di María
Cristiano Ronaldo

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Mascherano
Piqué
Carles Puyol
Sergio Busquets
Xavi
Keita
David Villa (Sergi Roberto - 90')
Pedro (Afellay - 71')
Messi

Cartões Amarelos: Arbeloa (39'), Daniel Alves (44'), Sergio Ramos (53'), Mascherano (57'), Adebayor (83').

Cartões Vermelhos: José Manuel Pinto (45+3'), Pepe (60')

Assistência: (Desconhecido)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sábado, 23 de abril de 2011

Liga BBVA - Valencia x Real Madrid (33ª Jornada)


Contexto
A 6 jogos do fim do campeonato, o Valencia está relativamente confortável no 3º lugar sendo que não tem grandes objectivos que não sejam a manutenção desse mesmo lugar (que lhes dão acesso directo à Champions League). No entanto, o Villareal está a 6 pontos do Valencia e ainda pode apanhar o Valencia.
O Real Madrid dificilmente perderá o 2º lugar e estando a 8 pontos do Barcelona, também já não conta atingir o 1º lugar. Apesar disso, vem de uma vitória na final da Copa del Rey e vai ter a meio da semana a 1ª Mão da Meia-Final da Champions League, ou seja, utilizou este jogo para colocar em campo uma equipa de segunda linha de forma a poupar jogadores para o jogo com o Barcelona.

O jogo começou com o Valencia a apostar no ataque posicional utilizando muito a subida dos laterais (que apostaram bastante nos cruzamentos para a área), deixando muitas vezes atrás apenas os centrais e o médio defensivo Topal. Este aspecto foi muito aproveitado pelo Real Madrid que jogou predominantemente em contra-ataque, colocando quase sempre as bolas nos corredores laterais, espaços deixados livres pelos laterais do Valencia. Este constante desequilíbrio defensivo custou ao Valencia todos os golos sofridos no jogo. O Real Madrid, à imagem do que fez nos últimos jogos com o Barcelona, jogou em 1-4-3-3 com um médio defensivo. A diferença foi que os seus laterais não subiam no terreno, dando uma maior segurança no sector defensivo e dando liberdade aos avançados e médios interiores a avançarem no terreno e a criarem igualdade numérica nas transições ofensivas. Outra grande diferença em ambas as equipas foi a mobilidade dos 3 jogadores mais atacantes, sendo que os do Real Madrid mostraram uma enorme mobilidade com constantes trocas de posição, ao contrário dos atacantes do Valencia que mantiveram sempre a mesma posição.

Na 2ª parte tudo se manteve igual, com o Valencia a cometer os mesmos erros e o Real Madrid continuou a explorar essas mesmas fraquezas, apesar de a vantagem de 4 golos fizesse com que entrassem na partida a permitir que o Valencia tivesse um maior domínio. Ainda assim o Real Madrid voltou a marcar aos 52' transformando o restante jogo num período de gestão por parte de José Mourinho. Apesar disso, o Valencia foi feliz nas substituições com a equipa a conseguir mudar de atitude após o primeiro golo, partilhando a partir daí o domínio com o Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Valencia, Mata e Jonas foram os jogadores que mais perigo criaram.
No Real Madrid, Kaká foi muito importante na manobra ofensiva, sendo que todos os 3 avançados estiveram muito bem em termos de posicionamento nas transições. Também os 3 médios centro estiveram muito bem a criar constantemente superioridade numérica no meio campo.

Substituições
58' - Entra Joaquín por Pablo Hernández. Troca directa.
58' - Entra Jonas por Maduro. Sai um médio com características mais defensivas para entrar um médio mais criativo.
62' - Entra Xabi Alonso por Canales. Entra um jogador mais experiente para a mesma posição.
66' - Entra Cristiano Ronaldo por Higuaín. Ronaldo ainda está na disputa pelo prémio do melhor marcador e possivelmente entra para tentar fazer um golo para o ajudar no objectivo individual.
74' - Entra Pedro León por Garay. Albiol passa para central, Lass Diarra para lateral direito, Xabi Alonso para médio defensivo e Pedro León fica a jogar a médio centro.
81' - Entra Jordi Alba por Mathieu. Troca directa.

Golos
22' - Higuaín, descaído para o lado direito, cruza largo e rasteiro para o lado esquerdo com o Guaita a falhar a intercepção e a permitir ao Benzema finalizar com relativa facilidade.
30' - Mathieu, depois de ganhar posição a Higuaín que ia isolado, desentende-se com o Guaita permitindo a Higuaín finalizar já sem guarda-redes na baliza.
38' - Benzema entra no corredor central, vindo da esquerda, e abre para o Higuaín do lado direito que de primeira cruza rasteiro para o meio onde Kaká finaliza.
41' - Granero com um passe em profundidade isola Kaká que descaído para o lado direito, já na grande área, cruza rasteiro para Higuaín que finaliza facilmente.
52' -Num ataque rápido, Kaká recebe a bola do lado esquerdo, ultrapassa Miguel e cruza rasteiro para o meio onde aparece Higuaín vindo da direita para encostar para a baliza.
59' - Jonas faz uma excelente recepção orientada para a linha de fundo, isolando-se e cruzando para Soldado que finaliza junto à baliza.
61' - Benzema joga atrasado para Kaká que faz um túnel a um defesa isolando-se e finalizando facilmente ao 2º poste.
80' - Joaquín joga para Mata, este devolve de primeira para Jonas que coloca a bola rasteira ao 1º poste.
84' - Mata pica a bola por cima da defesa onde aparece Jordi Alba isolado para marcar o golo.

Valencia
Guaita
Miguel
Stankevicius
Ricardo Costa
Mathieu (81' - Jordi Alba)
Topal
Banega
Maduro (58' - Jonas)
Pablo Hernández (58' - Joaquín)
Mata
Soldado

Real Madrid
Casillas
Albiol
Garay (74' - Pedro León)
Ricardo Carvalho
Nacho
Lass Diarra
Granero
Canales (62' - Xabi Alonso)
Kaká
Benzema
Higuaín (66' - Cristiano Ronaldo)

Cartões Amarelos: Jonas (89')

Assistência: 45000

Clima: Céu limpo (16ºC)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Champions League - Tottenham x Real Madrid (Quartos de Final - 2ª Mão)


Contexto
Na primeira mão, o Real Madrid ganhou o jogo em Madrid por 4-0, tendo uma enorme vantagem para este jogo o que lhes dá segurança para controlar o jogo. O Tottenham tinha de, na melhor das hipóteses, marcar 4 golos para igualar a eliminatória.

Ambas as equipas começaram o jogo tendo como primeira opção de ataque o contra-ataque ou ataque rápido, o que fez com que o jogo tivesse um ritmo inicial muito grande. Depois dos 10', o ritmo desceu ligeiramente com as equipas a preferir o ataque posicional assim que ganhavam a posse de bola.

O Tottenham optou por um jogo mais directo para o ataque ou para o corredor lateral esquerdo, sendo que esta última opção era a mais usada com Gareth Bale a ser muito solicitado. O meio campo não participou muito no jogo, muito por culpa desta forma de jogar. Huddlestone era o médio mais defensivo, relegando as responsabilidades de construir jogo para os restantes jogadores do meio-campo.

O Real Madrid jogou da forma habitual, com a frente de ataque a ter um jogo muito fluído, não só em termos de passe como em termos de movimentações, com os jogadores a terem muita liberdade para se movimentarem pelos 3 corredores de jogo. Os laterais tinham por isso de subir no terreno para permitir que o Real tivesse uma ocupação racional do espaço de jogo (com Sérgio Ramos a subir mais que Arbeloa porque Ronaldo, mais que Marcelo, saía muitas vezes do seu corredor de jogo). Esta tendência de Ronaldo fazia também com que Özil caísse mais no corredor direito.

Ambas as equipas entraram na 2ª parte tal como saíram da 1ª. Aos 50', Ronaldo acaba definitivamente com a eliminatória (se é que já não estava decidida) e a partir daí, o jogo tornou-se num jogo de gestão por parte do Real. O Tottenham baixou claramente os braços e apesar de ainda procurar o golo (mais não fosse, tinham de lutar pelo orgulho da equipa), notou-se uma clara desmotivação na maior parte dos jogadores.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale, tal como é habitual, foi um jogador muito activo e participou em vários ataques da equipa da casa. Na 2ª parte foi Defoe a ter maior influência criando as oportunidades de golo mais importantes.
No Real Madrid, todo o sector médio e ofensivo (incluindo os defesas laterais) foi muito importante na dinâmica ofensiva da equipa, sendo que os centrais não estão incluídos porque pouco trabalho tiveram.

Substituições
57' - Entra Granero por Sérgio Ramos. Marcelo passa para lateral esquerdo, Arbeloa para lateral direito, Granero para direito e Ronaldo para extremo esquerdo. Sérgio Ramos estava em risco de suspensão e depois de Ricardo Carvalho ter visto o cartão amarelo, que o colocou de fora da 1ª mão da meia-final, esta foi uma forma de impedir que a defesa ficasse ainda mais desfalcada para esse jogo.
61' - Entra Defoe por Lennon. Van der Vaart passa para o lado direito e Defoe joga a ponta de lança. O Tottenham passa assim a jogar com 2 avançados, tentando com isso criar mais perigo. A colocação de van der Vaart no lado direito fez com que Corluka subisse mais no terreno por o primeiro tinha muito a tendência de flectir para o corredor central.
65' - Entra Kaká por Cristiano Ronaldo. Kaká fica a jogar a número 10 com Özil a passar para extremo. Ronaldo era outro jogar em risco de suspensão.
71' - Entra Sandro por Huddlestone. Troca directa, entrando um jogador mais forte tecnicamente e capaz de criar mais perigo no processo ofensivo.
75' - Entra Benzema por Xabi Alonso. Granero fica a jogar na posição de Xabi Alonso, com Benzema a ir para extremo esquerdo e Özil para o lado direito. Mais um acto de gestão da equipa. Com 3 pontas de lança no plantel, é agora importante que todos tenham mais minutos para estarem em boa forma desportiva e como tal, foi Xabi Alonso a ser poupado.
83' - Entra Kranjcar por Modric. Troca directa sem grande influência no jogo.

Golos
50' - Cristiano Ronaldo recebe um passe curto no corredor central e, ainda longe da baliza, aproveita o espaço livre para arriscar (e é mesmo este o termo) o remate, sendo que Gomes, numa intervenção muito infeliz, vê a bola passar por entre as mãos para depois entrar caprichosamente na baliza.

Tottenham
Gomes
Corluka
Gallas
Dawson
Assou-Ekotto
Lennon (Defoe - 61')
Huddleston (Sandro - 71')
Luka Modric (Kranjcar - 83')
Gareth Bale
van der Vaart
Pavlyuchenko

Real Madrid
Casillas
Sérgio Ramos (Granero - 57')
Albiol
Ricardo Carvalho
Arbeloa
Khedira
Xabi Alonso (Benzema - 75')
Cristiano Ronaldo (Kaká - 65')
Mesut Özil
Marcelo
Adebayor

Cartões Amarelos: Ricardo Carvalho (39') e Granero (79').

Assistências: (Desconhecido)

Clima: Céu nublado (8ºC)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Champions League - Real Madrid x Lyon (Oitavos de Final - 2ª Mão)

O Real Madrid jogou o seu jogo habitual, aproveitando as características individuais dos seus jogadores para criar desequilíbrios à equipa do Lyon. A opção mais utilizada no processo ofensivo (também nos contra-ataques) era o passe para Ronaldo ou Di María que tinham a clara tendência de fazer penetrações para o corredor central, abrindo espaços nos corredores laterais para a subida de Marcelo e Sérgio Ramos. Houve também uma clara tendência de impedir a 2ª fase de construção do Lyon, obrigando a linha defensiva a jogar longo directamente para o ataque, prevenindo assim a participação de Gourcuff que era provavelmente o jogador do Lyon mais perigoso no meio-campo.

O Lyon aproveitou bem a subida dos seus laterais, principalmente Cissokho, que tinham sempre espaço para receber a bola quando esta vinha do corredor central pois a defesa à zona do Real fazia com que a linha defensiva fichasse o corredor central abrindo o lateral. Gourcuff, no processo defensivo, muitas vezes ocupava o lugar de segundo avançado, sendo um dos responsáveis (juntamente com Lisandro) em pressionar a linha defensiva do Real Madrid, também tentando impedir a 2ª fase de construção do adversário.

Foi o Real Madrid que mais perigo criou na 1ª parte, com várias oportunidades de golo e aos 37' surgiu naturalmente o golo do Real que acabou por não ter grande efeito na forma de jogar do Lyon dado que nada mudava no ruma da eliminatória (tal como no início do jogo, o Lyon precisava de marcar pelo menos um golo).

Na 2ª parte, o Lyon colocou em campo Gomis que passou a jogar a ponta de lança, com Lisandro a descair mais para o lado esquerdo e Delgado a passar para o lado direito). Foi uma clara opção de ataque que acabou também por acarretar maiores riscos defensivos. Cissokho passava a ter mais espaço para explorar do lado esquerdo do ataque (Lisandro jogava numa posição mais interior que Delgado) mas o Real também veio mais prevenido na 2ª parte para o perigo de Cissokho e Di María passou a ter funções mais defensivas a fechar o corredor lateral, dando uma preciosa ajuda a Sérgio Ramos que passou a preocupar-se mais com o corredor central no processo defensivo. À medida que o tempo ia avançando, o Lyon passava a ter cada vez menos precauções no processo defensivo e mais uma vez, o golo do Real apareceu com alguma naturalidade. Com o resultado em 2-0, o Lyon arriscou tudo e acabou por sofrer o 3-0, num jogo que já era dominado (em termos qualitativos e não quantitativos) pelo Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Benzema esteve incansável na procura de espaços no ataque, jogando em sintonia com Di María e Ronaldo. Também Di María teve um importante papel, anulando por completo Cissokho que era o responsável por grande parte das jogadas de ataque do Lyon. No entanto é difícil escolher o melhor jogador em campo quando se vê uma equipa a jogar 'como equipa', com todos os jogadores a terem as suas missões bem definidas em todas as fases do jogo.
No Lyon, o melhor jogador em campo foi Lloris que fez um conjunto de defesas brilhantes em grandes oportunidades do Real que poderiam ter decidido o jogo ainda na 1ª parte.

Substituições
Ao intervalo, Gomis entra pelo lugar de Briand, ocupando a posição de ponta de lança com Lisandro a actuar ao seu lado, mais descaído para o lado esquerdo. Isto fez com que o Cissokho tivesse mais espaço para atacar.
Aos 69' entra Pied para o lugar de Gourcuff. Este último, já com cartão amarelo, estava a ter muito pouca influência no jogo.
Aos 74' Adebayor substitui Ronaldo que esteve em dúvida para o jogo devido a lesão. Já com o resultado em 2-0, não se justificava arriscar um agravamento de uma eventual lesão do jogador mais influente da equipa.
Aos 78' é Granero a entrar para o lugar de Di María. Um clara opção de gestão da equipa quando o resultado já estava em 3-0.
Aos 80' Pjanic substitui Delgado, já sem grandes hipóteses de alterar o resultado.
84' é quando Lass Diarra entra para o lugar de Benzema que recebe os merecidos aplausos. Esta substituição sela o jogo, dando mais consistência defensiva num jogo que já estava decidido.

Golos
37' - Marcelo passa para Ronaldo e continua a sua corrida para o corredor central, onde recebe novamente a bola de Ronaldo, tirando 2 adversários do caminho antes de rematar para o golo.
66' - Marcelo com um passe longo do corredor lateral tenta colocar a bola em Özil que não chega à bola, tal como o defensor do Lyon, quando de trás aparece Benzema a isolar-se (Cris não se fez ao lance) e a marcar facilmente na cara de Lloris.
76' - Özil consegue ganhar uma bola aérea, isolando Di María que na cara de Lloris, picou a bola por cima do mesmo. Um golo merecido depois de uma exibição menos exuberante devido às suas missões tácticas.

Real Madrid
Casillas
Sérgio Ramos
Ricardo Carvalho
Pepe
Marcelo
Khedira
Xabi Alonso
Di María (Granero - 78')
Özil
Ronaldo (Adebayor - 74')
Benzema (Lass Diarra - 84')

Lyon
Lloris
Réveillère
Cris
Lovren
Cissokho
Toulalan
Gourcuff (Pied - 69')
Källström
Briand (Gomis - Int)
César Delgado (Pjanic - 80')
Lisandro

Cartões Amarelos: Pepe (9'), Ricardo Carvalho (30'), Gourcuff (38'), Cissokho (54').

Assistência: (Desconhecido)

Condições Climatéricas: Céu nublado, 10ºC.