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sábado, 26 de outubro de 2013

Liga BBVA - Barcelona 2 x 1 Real Madrid (10ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 1x0 (Neymar)
78' - 2x0 (Alexis Sánchez)
91' - 2x1 (Jesé Rodríguez)

1ª Parte
A maior surpresa deste jogo foi a constituição da equipa do Real Madrid, não pelo sistema tático pois repetiram o 1-4-3-3 do jogo da Champions mas pela colocação de Sergio Ramos como médio defensivo e Gareth Bale a ponta de lança. A colocação de um central naquela zona do campo fazia sentido contra o Barcelona (algo já feito na última época por Mourinho) pois é a zona de ação do ponta de lança adversário mas era esperado que fosse Pepe, um jogador mais rotinado no meio campo, ainda assim Ancelotti não quis abdicar da velocidade no eixo da sua defesa, optando pela dupla mais apta nesse aspeto. Gareth Bale teve uma dupla função, sendo que ofensivamente foi uma aposta clara na sua velocidade (é dos jogadores mais rápidos da atualidade) para explorar o contra-ataque e defensivamente não deu espaço nenhum a Busquets, um jogador chave na circulação da bola na equipa do Barcelona. Esta função defensiva do ponta de lança do Real Madrid acabou por limitar muito a circulação da bola em zonas mais recuadas do Barcelona, dificultando também a variação do centro do jogo. Apesar do Real Madrid esperar pelo Barcelona no seu meio campo defensivo, jogou com a sua linha defensiva subida, compactando a sua equipa mas expondo-se muito nas costas da defesa, mesmo com a velocidade dos seus centrais, algo que é sempre um risco quando a equipa adversária tem jogadores como Xavi ou Iniesta. O Barcelona não trouxe surpresas, jogando em ataque posicional mas tentando vários passes de rutura para a entrada dos extremos Messi e Neymar, aproveitando a subida da linha defensiva adversária. O seu ponto forte foi como de costume as transições defensivas, anulando praticamente todas as tentativas do Real Madrid sair em contra-ataque.

2ª Parte
Não houve surpresas estratégicas nesta segunda parte, para além da maior necessidade do Real Madrid em chegar à baliza adversária para fazer o golo do empate, o que fez com que a equipa subisse mais de uma forma geral no campo. As duas primeiras substituições de Ancelotti foram as esperadas, com a saída de Sergio Ramos depois de ter arriscado o segundo cartão amarelo e a saída de Bale que está ainda à procura da sua melhor forma. Tata Martino começou por retirar Fàbregas para colocar Alexis a extremo para ajudar a defender o corredor por onde atacava Ronaldo (era Messi que estava a jogar nessa posição sendo que naturalmente, não se mostrou eficaz em tarefas mais defensivas) e mais tarde retirou Iniesta para colocar Song, tendo já os olhos colocados na defesa do resultado. Felizmente para o Barcelona, logo após a entrada de Song, Alexis Sánchez faz o segundo golo e a abordagem de Tata Martino ao jogo fez ainda mais sentido. O Real Madrid, já perto do final do jogo, ainda consegue marcar através de Jesé, num contra-ataque conduzido por Ronaldo.

Substituições
56' - Entra Asier Illarramendi para o lugar de Sergio Ramos. Troca direta.
61' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gareth Bale. Troca direta.
70' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesce Fàbregas. Messi passa para ponta de lança e Alexis fica como extremo direito.
76' - Entra Jesé Rodríguez para o lugar de Ángel Di María. Troca direta.
77' - Entra Alex Song para o lugar de Andrés Iniesta. Troca direta.
84' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Neymar. Troca direta.


Árbitro: Undiano Mallenco

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (7'), Sergio Ramos (14'), Adriano (35'), Sami Khedira (59'), Marcelo (64') e Cristiano Ronaldo (80').

Assistência: 98761 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 19 de outubro de 2013

Liga BBVA - Real Madrid 2 x 0 Málaga (9ª Jornada)


Marcha do Marcador
46' - 1x0 (Ángel Di María)
91' - 2x0 (Cristiano Ronaldo)

1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, com uma grande envolvência ofensiva de todos os seus jogadores e com muitas variações do centro do jogo. No ataque, tentavam sempre procurar os extremos com espaço para que estes pudessem desequilibrar em lances individuais em diagonais interiores ou os laterais para cruzarem para o interior da área. Não foram muito pressionantes sem bola, mostrando-se confortáveis a esperar pelo adversário no seu meio campo. O Málaga aproveitou o facto do Real Madrid não criar muitas dificuldades nas suas primeiras fases de construção para ter um pouco mais a bola do que seria de esperar mas a sua principal estratégia era o contra-ataque, procurando muitos um dos seus avançados que caiam muito bem nos corredores laterais para receber bolas em profundidade. Defensivamente jogaram sempre com as duas linhas de quatro jogadores muito compactas no seu meio campo defensivo, sendo que se destacaram principalmente na armadilha de fora-de-jogo com a sua linha defensiva a mostrar uma coordenação perfeita, não permitindo que o Real Madrid conseguisse finalizar dentro da área.

2ª Parte
O jogo reiniciou basicamente com o golo de Di María que nasceu de um cruzamento do próprio na direção da baliza que não foi desviado por ninguém. O Málaga continuou a jogar da mesma forma até aos 76' (antes fez só uma troca de pontas de lança) e Carlo Ancelotti apenas ia gerindo a sua equipa com entradas de Modric e Gareth Bale. Bernd Schuster arrisca tudo ao passar a jogar com três defesas, o que é um risco ainda maior quando se joga contra esxtremos como Gareth Bale e Ángel Di María (Ronaldo estava a jogar a ponta de lança). Ainda assim esta alteração não surtiu efeito e o Málaga acabou por se expor mais às investidas do Real Madrid, podendo agradecer a fantástica exibição de Willy Caballero que defendeu bolas em lances nítidos de golo. Só no final, através de uma grande penalidade, é que Ronaldo aumenta a vantagem para lá de qualquer dúvidas que pudessem haver quanto ao resultado final.

Substituições
70' - Entra Bobley Anderson para o lugar de Samu. Troca direta.
73' - Entra Luka Modric para o lugar de Isco. Troca direta.
75' - Entra Gareth Bale para o lugar de Álvaro Morata. Ronaldo passa para ponta de lança e Bale fica como extremo esquerdo.
76' - Entra Roque Santa Cruz e Sergi Darder para o lugar de Francisco Portillo e Antunes. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Tessiani a jogar como central do lado direito, Camacho fica como médio mais defensivo, Darder e Bobley Anderson como médios centro, Jesús Gámez fica como médio direito e Roque Santa Cruz faz dupla de ataque com El Hamdaoui.
80' - Entra Jesé Rodríguez para o lugar de Ángel Di María. Bale passa para extremo esquerdo e Jesé fica como extremo esquerdo.


Árbitro: Ayza Gámez

Cartões Amarelos: Antunes (11'), Eliseu (49'), Jesus Gámez (72'), Sergio Sánchez (78'), Weligton (81') e Daniel Carvajal (93')..

Assistência: 78362 (Santiago Bernabéu)

Clima: Aguaceiros (20ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
6' - 1x0 (Karim Benzema)
18' - 1x1 (Lionel Messi)
82' - 2x1 (Sergio Ramos)

1ª Parte
O Real Madrid defendeu muito atrás, colocando muitas vezes todos os jogadores atrás da linha da bola em organização defensiva. Os extremos desceram sempre muito no terreno para acompanhar as subidas dos laterais adversários, tendo também ajudado o lateral para que este não ficasse em igualdade numérica em lances individuais dos extremos adversários (conseguiram assim anular o jogo exterior do adversário). Kaká ou Benzema cobriam o espaço de Busquets e com isto quebraram alguma dinâmica no Barcelona, sendo que a sua principal preocupação não era o jogador em si mas o espaço central onde tentavam criar superioridade numérica no meio campo defensivo onde Messi aparecia várias vezes e Iniesta tentava algumas penetrações e passes de rutura. Apenas se mostravam mais pressionantes nas transições defensivas de forma a dar tempo à sua equipa a organizar-se defensivamente. Com bola, jogaram preferencialmente em contra-ataque com os extremos Morata e Callejón a serem habitualmente solicitados no espaço.
O Barcelona jogou em ataque posicional, mostrando no entanto algumas dificuldades em explorar os corredores laterais devido ao posicionamento defensivo do adversário. Jogaram muito pelo corredor central, trocando várias vezes a bola na mesma zona com o objetivo de desposicionar a equipa do Real. Messi descia muito no terreno para tentar arrastar jogadores adversários, abrindo assim espaço para as diagonais dos extremos mas não tiveram muito sucesso devido à rigidez defensiva da equipa adversária. O golo nasceu do único passe feito com sucesso para as costas da defesa onde Messi se conseguiu desmarcar no limite do fora-de-jogo. 

2ª Parte
Sem mudanças ao intervalo, a primeira alteração foi feita por José Mourinho, que colocou Ronaldo e Khedira dando uma nova dimensão ofensiva ao seu jogo (aproveitando também para fazer descansar Benzema). O Real Madrid mantém a sua estratégia mas ganha um novo trunfo nos lances individuais, explosividade dos contra-ataques e uma solução fortíssima nas bolas paradas com Ronaldo em campo. Jordi Roura (adjunto de Tito Vilanova) refresca a equipa com a entrada de Alexis Sánchez por Villa tentando explorar o lateral Essien que estava a jogar fora da sua melhor posição. A terceira substituição do Real Madrid foi condicionada pelo cartão amarelo de Coentrão (entrada de Arbeloa), uma vez que a velocidade de Pedro Rodríguez poderia condicionar a ação de Coentrão no processo defensivo. O Barça ainda coloca Adriano como extremo direito mas depois do golo decide descer Messi para médio centro colocando Tello na esquerda e Alexis a ponta de lança, sendo este último um jogador mais fixo e mais forte fisicamente quando joga naquela posição, sendo esta a forma escolhida para procurar o empate nos minutos finais.
(A expulsão de Valdés ocorre já depois do apito final).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Callejón e Morata foram muito importantes no processo defensivo (com Morata a fazer também a assistência para o primeiro golo). Ronaldo também veio trazer mais oportunidades, principalmente de bola parada. Varane fez também um grande jogo.
No Barcelona, Messi tem de ser destacado pelo aproveitamento da única oportunidade de golo que teve.

Substituições
57' - Entra Cristiano Ronaldo para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
57' - Entra Sami Khedira para o lugar de Kaká. Mordic sobe para a posição dez e Khedira joga a médio centro ao lado de Pepe.
67' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca direta.
68' - Entra Álvaro Arbeloa para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta.
77' - Entra Adriano para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca direta.
85' - Entra Cristian Tello para o lugar de Thiago Alcântara. Messi para para interior direito, Tello fica como extremo esquerdo e Alexis Sánchez vai para ponta de lança.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (51'), Jordi Alba (55'), Gerard Piqué (58'), Fábio Coentrão (61'), Thiago Alcântara (64'), Álvaro Morata (68'), Daniel Alves (91'), Álvaro Arbeloa (92'), Andrés Iniesta (93') e Víctor Valdés (FJ).

Cartão Vermelho: Víctor Valdés (FJ)

Assistência: 78000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (11ºC)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Atlético Madrid (16ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou como habitualmente o faz, em ataque posicional, com os jogadores em constantes movimentações para garantirem linhas de passe ao portador da bola, arriscando eventualmente alguns lançamentos longos para o ataque ou para o flanco contrário, aproveitando o posicionamento recuado do Atlético para conseguir uma grande percentagem de posse de bola e o controlo do jogo. Jogaram sempre a toda a largura, procurando preferencialmente os espaços interiores para conseguirem fazer passes de rutura ou combinações diretas de forma a ganharem espaço em zonas de finalização. Sem bola foram sempre pressionantes, não dando descanso a qualquer jogador adversário que tivesse a bola.
O Atlético Madrid teve duas abordagens diferentes sem bola. Em organização defensiva, defendia no seu próprio meio campo, com as duas linhas de quatro jogadores muito próximas e dando muito pouco espaço interior para o Barcelona explorar, tendo obrigado o adversário a rodar o jogo pela linha defensiva e pelos corredores laterais, sabendo que pouco perigo viria daí devido ao fraco poder aéreo do ataque do Barcelona. Diego Costa era o avançado mais recuado, ajudando frequentemente o seu meio campo na ocupação de espaços. Nas transições defensivas eram bastante pressionantes tentando antes de mais impedir qualquer contra-ataque adversário e também recuperar a bola em zonas mais adiantadas. Ofensivamente tentaram vários cruzamentos para a área aproveitando o bom jogo aéreo dos seus avançados e também vários passes de rutura para a velocidade de Falcao.

2ª Parte
Depois de Diego Simeone tirar Filipe Luís por lesão e Suárez por estar próximo de ver o segundo amarelo, coloca Tiago em campo para alterar o sistema de jogo. Curiosamente, a perder por 4-1, retira um avançado para colocar mais um médio (Tiago). Pode ter sido um sinal de conformismo para com o resultado mas o que é certo é que esta troca permitiu aumentar bastante a eficiência defensiva da equipa no corredor central, obrigando o Barcelona a lateralizar bastante o jogo, mantendo os adversários mais longe da sua baliza (o 4º golo nasceu de uma perda de bola de Godín). Também perdeu algum poder ofensivo, não tendo uma referência que ligasse a equipa para a 3ª fase de construção. Tito Vilanova foi alterando o posicionamento dos jogadores com as substituições mas sem nunca alterar o sistema ou o modelo de jogo, até porque tinha o controlo da partida e o resultado dificilmente iria fugir à sua equipa.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi dos maiores destaques, não só pelos golos mas pelo seu posicionamento que dá sempre garantias ao Barcelona para manter a bola.
No Atlético Madrid, Falcao é claramente o jogador mais importante da equipa, com quase todas as ações ofensivas de maior perigo a terem-no como protagonista.

Marcha no Marcador
31' - 0x1 (Radamel Falcao)
36' - 1x1 (Adriano)
45' - 2x1 (Sergio Busquets)
57' - 3x1 (Lionel Messi)
88' - 4x1 (Lionel Messi)

Substituições
Int - Entra Cata Díaz para o lugar de Filipe Luís. Cata Diáz fica a jogar a lateral direito e Juanfran passa para o lado esquerdo. Filipe Luís saiu com problemas físicos.
56' - Entra Adrián López para o lugar de Mario Suárez. Koke passa para médio centro e Adrián fica a jogar a médio ala direito.
60' - Entra Tiago para o lugar de Diego Costa. Passam a jogar num 1-4-5-1 com Tiago a médio centro entre Koke e Gabi.
75' - Entra Thiago Alcântara para o lugar de Alexis Sánchez. Iniesta passa para extremo esquerdo e Thiago fica a jogar como médio centro.
80' - Entra David Villa para o lugar de Pedro Rodríguez. Iniesta passa para extremo direito e Villa fica a extremo esquerdo.
85' - Entra Daniel Alves para o lugar de Adriano. Troca direta com Adriano a sair com problemas físicos.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Mario Suárez (47') e Thiago Alcântara (86').

Assistência: 86637 (Camp Nou)

Clima: Céu nublado (15ºC)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Atlético Madrid (14ª Jornada)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, atacando pelos três corredores de jogo com Di María a vir buscar o jogo atrás nas primeiras fases de construção do lado direito, com Khedira a procurar os atacantes pelo corredor central e Ronaldo a aproveitar as subidas de Coentrão no corredor para conseguir levar vantagem. Xabi Alonso também se mostrou perigoso a virar o jogo para o lado direito, procurando Di María em profundidade de forma a aproveitar a pouca velocidade do Cata Díaz. Defensivamente mostraram-se muito pressionantes tentando ganhar a bola em zonas avançadas.
O Atlético Madrid jogou de forma defensiva e conservadora, com duas linhas de quatro jogadores muito compacta onde os médios ala do lado contrário da bola fechavam dentro de forma a contrariar a habitual inferioridade numérica no meio campo, característica do 1-4-4-2 clássico. Tentaram vários contra-ataques e ataques rápidos jogando diretamente nos pontas de lança que descaiam algumas vezes nos corredores laterais para receber a bola em profundidade ou jogando para a subida dos médios ala.

2ª Parte
O Real Madrid conseguiu aumentar a vantagem antes que houvesse qualquer mudança no jogo. O Atlético ia subindo no jogo e abrindo espaços na sua defesa, algo que foi bem aproveitado pelo Real. Simeone enfrentava um dilema entre manter tudo como estava, assegurando alguma consistência defensiva e esperando marcar em contra ataque, algo que parecia pouco provável, ou colocar mais jogadores na frente de ataque e arriscar as transições ofensivas do Real Madrid que já como estavam, iam criando muito perigo à baliza de Courtois. Para além da já esperada entrada de Adrián, Simeone colocava Raúl García por Turan, ocupando a mesma posição mais jogando muito mais interior, abrindo espaço para Juanfran atacar pelo corredor direito. Apesar disso, José Mourinho nunca pareceu perto de perder o jogo e conseguiu ainda assim gerir a sua equipa sem comprometer o jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Cristiano Ronaldo e Özil foram os jogadores em destaque pela influência direta no resultado e pelo perigo a nível ofensivo que criaram. O primeiro também pela sua ação defensiva.
No Atlético Madrid, Falcao voltou a mostrar-se muito perigoso nas raras oportunidades que teve.

Marcha no Marcador
16' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
66' - 2x0 (Mesut Özil)

Substituições
70' - Entra José Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca direta.
73' - Entra Tiago para o lugar de Gabi. Troca direta.
73' - Entra Adrián López para o lugar de Koke. Troca direta.
78' - Entra Raúl García para o lugar de Arda Turan. Troca direta.
88' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
92' - Entra José Rodríguez para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.


Árbitro: Alberto Undiano

Cartões Amarelos: Arda Turan (15'), Sami Khedira (24'), Juanfran (60'), João Miranda (74'), Mario Suárez (79') e Falcao (85').

Assistência: 79000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (4ºC)

domingo, 7 de outubro de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (7ª Jornada)

1ª Parte
O Barcelona pressionou alto mas quando se encontrava em organização defensiva, como nos pontapés de baliza adversários, fazia-o com pouca intensidade, preferindo que o adversário construa jogo desde trás. Isto fazia com que o Barcelona fosse acrescentando homens no meio campo ofensivo lentamente de forma a tentar encurralar os jogadores adversários em zonas perigosas para aí ganhar a bola. Na transição defensiva eram mais agressivos tentando ganhar a bola de imediato. Com bola jogaram em ataque posicional, jogando a toda a largura do campo. Procuraram várias vezes ganhar espaço no corredor lateral, principalmente do lado direito, com Pedro a ser alguma vezes solicitado em profundidade. Pelo centro cabia frequentemente a Xavi, Fàbregas ou Iniesta (que procurava muito o jogo interior) combinarem ou conduzirem a bola, com Messi a ser sempre uma ameaça ofensiva. Daniel Alves saiu lesionado.
Em organização defensiva, o Real Madrid defendia no seu próprio meio campo, não arriscando pressionar muito alto de forma a não ser batido nos duelos individuais que criaria obrigatoriamente situações de superioridade numérica adversária no meio campo defensivo. A excepção aconteceu nos esquemas tácticos adversários (pontapés de baliza e lançamentos) onde o Real Madrid subia os seus jogadores para obrigar os adversários a baterem a bola para a frente, de forma a não permitirem que utilizem o seu ponto forte que é o ataque posicional. Ofensivamente utilizaram preferencialmente o contra-ataque, tendo sido muito objectivos na procura de situações de finalização. Mesmo quando conseguiam algum espaço para trocarem a bola com passes curtos, não faziam muitos até que tentavam uma bola longa, fosse através de bolas em profundidade para as costas da defesa adversária ou em cruzamentos para a área.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e tudo se manteve na mesma uma vez que qualquer equipa se via com possibilidades de marcar a qualquer momento. O Barcelona acaba por chegar à vantagem através de um livre directo e esse golo precipita uma substituição para cada lado, sendo estas já esperadas e habituais. Sem alterações nos sistemas tácticos, o Real Madrid consegue igualar num passe de rutura. A partir daqui, o jogo começou a ficar mais aberto com ambas as equipas a ambicionarem os três pontos. Isto acabou por favorecer o jogo do Barcelona que começou a criar mais oportunidades de perigo com o decorrer do jogo. O Real Madrid, talvez para dar mais alguma segurança defensiva, colocou Essien no meio campo mas o jogo manteve-se com a mesma tendência.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi com dois golos marcados acabou por ter influência directa no marcador. Busquets fez também um jogo muito importante a nível defensivo, dando sempre equilíbrios à sua equipa.
No Real Madrid, Ronaldo foi naturalmente dos jogadores mais importantes, sendo sempre uma ameaça ofensiva. Pepe, apesar das responsabilidades num dos golos sofridos, fez uma exibição muito boa, tanto defensivamente como nas primeiras fases de construção.

Marcha no Marcador
23' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
31' - 1x1 (Lionel Messi)
61' - 2x1 (Lionel Messi)
66' - 2x2 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
28' - Entra Martín Montoya para o lugar de Daniel Alves. Troca directa. 
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para o centro e Alexis joga a extremo esquerdo.
62' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
80' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
88' - Entra Michael Essien para o lugar de Ángel Di María. Essien fica a jogar a médio centro, Kaká passa para o lado direito e Khedira joga na posição dez.


Árbitro: Delgado Ferreiro

Cartões Amarelos: Pedro Rodríguez (40'), Xabi Alonso (43'), Sergio Busquets (54'), Mesut Özil (57'), Pepe (78') e Álvaro Arbeloa (90').

Assistência: 95000 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (24ºC)

domingo, 30 de setembro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Deportivo (6ª Jornada)

1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, procurando controlar o jogo o mais à frente possível, preferencialmente no meio campo ofensivo, onde procuravam aproveitar a subida da linha defensiva adversária para explorar passes de rutura para os seus jogadores. Tanto os extremos apareciam na zona central como os laterais ou os médios centro apareciam em zonas mais laterais, aproveitando o arrastamento dos laterais adversários que estavam a marcar em cima os extremos do Real Madrid, principalmente Ronaldo. Defensivamente mostraram-se muito assertivos na pressão ao portador da bola na transição defensiva, tentando impedir que os adversários lançassem um contra-ataque.
O Deportivo defendeu o tempo quase todo no seu meio campo defensivo, sendo fortes na pressão mas apenas aos jogadores mais avançados, dando muita liberdade à linha defensiva e aos médios centro para conduzirem a bola e terem tempo para decidir com bola. Preocuparam-se muito com os jogadores mais avançados e a marcação individual que faziam na linha defensiva e meio campo fez com que ficassem vulneráveis às movimentações ofensivas dos adversários. Ofensivamente, procuravam muito os extremos na 3ª fase de construção mas toda a equipa foi pouco eficiente na manutenção da posse da bola, não mostrando qualidade suficiente para jogar em ataque posicional.
Ambas as equipas trocavam os extremos de corredor.

2ª Parte
Ao intervalo, o Deportivo retira Pablo que já estava amarelado (e com a oposição de Ronaldo e Di María, estava eminente o segundo amarelo) e o Real Madrid coloca Kaká para lhe dar mais minutos de competição para o lugar de Özil, também com cartão amarelo. O resultado já estava seguro para o Real Madrid e as substituições são justificadas pelo contexto competitivo da equipa pelo que interessava gerir o plantel, evitando lesões e sobrecarga física dos jogadores de forma a ter o máximo de jogadores disponíveis para os próximos jogos (Champions e Liga). A substituição mais ofensiva do Deportivo ocorreu já com o resultado em 4x1 com a entrada de Camuñas para a posição dez e a descida de um médio criativo para médio centro. Mas mesmo assim, as equipas já estavam de certa forma conformadas com o resultado e o Deportivo não conseguiu contrariar a qualidade de jogo do Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Ronaldo é sempre um jogador de extrema influência ofensivamente, com e sem bola. Xabi Alonso também fez um grande jogo quando entrou.
No Deportivo, Aguilar é dos jogadores de maior qualidade, mostrando-se muito à vontade com a bola nos pés.

Marcha no Marcador
16' - 0x1 (Riki)
23' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
38' - 2x1 (Ángel Di María)
44' - 3x1 (Cristiano Ronaldo)
66' - 4x1 (Pepe)
84' - 5x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
Int - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
Int - Entra Laure para o lugar de Manuel Pablo. Troca directa.
56' - Entra Nélson Oliveira para o lugar de Riki. Troca directa.
58' - Entra Xabi Alonso para o lugar de Luka Modric. Troca directa.
65' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca directa.
70' - Entra Javier Camuñas para o lugar de Juan Domínguez. Camuñas fica a jogar na posição dez e Aguilar desce para médio centro.


Árbitro: Ayza Gámez

Cartões Amarelos: Manuel Pablo (23'), Mesut Özil (34'), Luka Modric (50'), Laure (83') e Evaldo (84').

Assistência: 71000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (19ºC)

sábado, 15 de setembro de 2012

Liga BBVA - Sevilha x Real Madrid (4ª Jornada)

1ª Parte
O Sevilha mostrou-se muito forte nas transições defensivas, tentando sempre ganhar a bola antes que o adversário conseguisse colocar a bola numa zona de segurança, recorrendo à falta várias vezes para impedir um contra-ataque do Real Madrid. Quando isso acontecia, desciam até ao seu meio campo e desciam as suas linhas jogando de uma forma coesa, basculando bem para o corredor da bola, compactando sempre a equipa. Um dos médios centro acompanhava sempre as movimentações de Özil impedindo que o Real Madrid conseguisse receber bolas entrelinhas. Ofensivamente, apostavam claramente no contra-ataque e nos ataques rápidos, tentando explorar tanto quanto possível a velocidade de Jesús Navas.
O Real Madrid jogou claramente em ataque posicional, conseguindo um domínio claro na posse da bola. Circulavam várias vezes a bola de forma a trocar de corredor de jogo mas essas circulações eram feitas quase sempre pela cobertura ofensiva o que fez com que a bola demorasse mais a circular. Tiveram muitas dificuldades em explorar as zonas interiores do último terço ofensivo. Defensivamente pressionaram muito alto mas é difícil saber se essa era a estratégia inicial ou não, uma vez que entraram no jogo praticamente a perder. Dificultaram ao máximo a construção do jogo do adversário, eliminando grande parte das acções de contra-ataque do Sevilha.

2ª Parte
Com as substituições ao intervalo, o Real Madrid não muda o seu sistema táctico mas muda, por força das características dos jogadores que entraram, a sua forma de jogar. Benzema entra para o lado direito, tornando-se mais numa ameaça em zonas de finalização que propriamente num jogador para ganhar a linha de fundo. Khedira fica a jogar na posição dez, jogando Modric mais recuado, ele que aproveitou bem o espaço livre deixado pelos jogadores do Sevilha que jogavam mais recuados no terreno. Com estas trocas, o Real Madrid perdeu alguma segurança nas transições defensivas, uma vez que Xabi Alonso foi por várias situações o único médio centro em acções defensivas mas conseguiu criar muitas dificuldades à defesa do Sevilha que viram a bola chegar muito perto do golo. As trocas do Sevilha serviram basicamente para refrescar a equipa, sempre com uma tendência defensiva, colocando atacantes com mais capacidade defensiva que os jogadores que saíram. 

Jogadores-Chave
No Sevilha, Jesús Navas foi sempre o jogador mais perigoso, sendo sempre o jogador mais perigoso e mais solicitado nas manobras ofensivas.
No Real Madrid, Modric teve um bom impacto no início da 2ª parte. Pepe fez um jogo muito seguro na defesa.

Marcha no Marcador
2' - 1x0 (Piotr Trochowski)

Substituições
Int - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Modric fica a jogar a médio centro, ao lado de Alonso, Khedira passa para a posição dez.
Int - Entra Karim Benzema para o lugar de Mesut Özil. Benzema fica a jogar a extremo direito.
61' - Entra Manu del Moral para o lugar de Ivan Rakitic. Troca directa.
65' - Entra José Callejón para o lugar de Álvaro Arbeloa. Khedira passa para lateral direito, Callejón fica como extremo direito e Benzema actua como segundo avançado.
71' - Entra Antonio Luna para o lugar de Álvaro Negredo. Del Moral passa para ponta de lança, Luna para extremo esquerdo e Trochowski fica na posição dez.
82' - Entra Geoffrey Kondogbia para o lugar de Piotr Trochowski. Passam a jogar em 1-4-3-3 com três médios de contenção, sendo Kondogbia um deles.


Árbitro: Alberto Undiano Mallenco

Cartões Amarelos: Gonzalo Higuaín (6'), Fernando Navarro (6'), Ángel Di María (28'), Pepe (40'), Ivan Rakitic (44') e Antonio Luna (88').

Assistência: Desconhecido (Ramón Sánchez Pizjuán)

Clima: Céu limpo (32ºC)

domingo, 19 de agosto de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Valencia (1ª Jornada)


1ª Parte
Em organização defensiva, o Real Madrid descia a sua equipa para o meio campo defensivo, aumentando a sua pressão gradualmente com a entrada em profundidade da equipa adversária. O facto de o ponta de lança adversário ser um jogador de área não muito rápido permitiu à linha defensiva subir um pouco mais reduzindo o espaço entre linhas. Com bola, o Real jogou em ataque posicional, com este método mais visível após estarem em vantagem, como uma forma de controlar o ritmo do jogo e poupar esforços para o jogo que vão ter a meio da semana. Atacaram predominantemente pelos corredores laterais com os extremos a virem para o meio com e sem bola, abrindo o corredor lateral para os defesas laterais que subiam para ganharem a linha de fundo e cruzarem para a área (com Coentrão mais ofensivo que Arbeloa).
O Valencia defendeu com as linhas muito recuadas, não apostando numa pressão muito assertiva assumindo mais uma postura de expectativa de forma a esperar por um erro adversário para ganhar a posse da bola. Com bola, também jogaram em ataque posicional, até porque não tinham grandes argumentos ofensivos para poderem apostar num jogo mais directo. Na 2ª fase de construção, um dos médios centro (normalmente era Gago) descia para vir buscar a bola e construir jogo desde trás, permitindo aos centrais abrirem o que fazia com que os laterais subissem no terreno.

2ª Parte
A jogar em casa, ao Real Madrid apenas interessava a vitória e foi Mourinho a fazer a primeira alteração táctica. Aos 61' coloca mais um avançado em campo e arrisca jogando apenas com um médio defensivo. Uma vez que o Valencia parecia satisfeito com o resultado, esta alteração do sistema táctico do Real Madrid teve um efeito positivo no seu jogo ofensivo, permitindo controlar o jogo mais perto da baliza adversária. O Valencia cumpriu bem o seu papel defensivamente, com os extremos a sacrificarem-se para ajudarem os laterais no processo defensivo, dando pouco espaço aos extremos do Real Madrid. A entrada de Callejón fez com que passassem a jogar com um pé direito no corredor direito, possivelmente para aproveitar mais cruzamentos para a área, onde estavam mais jogadores do Real também devido às constantes entradas de Ronaldo para a zona de finalização. Foi do lado direito que mais atacaram mas apesar de criarem algumas oportunidades, não conseguiram marcar. As substituições do Valencia (os 3 jogadores de ataque) visaram manter a equipa com condição física suficiente para se considerarem uma ameaça em eventuais situações de contra-ataque, apesar de apostarem quase tudo na manutenção deste resultado.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Higuaín merece destaque pelo golo, com Alonso a fazer igualmente uma boa exibição.
No Valencia, Diego Alves fez um bom jogo na baliza mostrando muita segurança. 

Marcha do Marcador
10' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
42' - 1x1 (Jonas)

Substituições
Int - Entra Raúl Albiol para o lugar de Pepe. Troca directa com Pepe a sair lesionado.
61' - Entra Karim Benzema para o lugar de Lass Diarra. Passam a jogar em 1-4-1-3-2 com Benzema a jogar ao lado de Higuaín na frente e Xabi Alonso a ficar sozinho como médio de contenção.
66' - Entra Pablo Piatti para o lugar de Andrés Guardado. Troca directa.
71' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
71' - Entra Dani Parejo para o lugar de Roberto Soldado. Troca directa.
82' - Entra Nelson Valdez para o lugar de Sofiane Faghouli. Valdez fica a jogar do lado esquerdo e Piatti passa para o lado direito.

Árbitro: Carlos Delgado

Cartões Amarelos: Sofiane Feghouli (31'), Víctor Ruiz (50'), Xabi Alonso (74'), João Pereira (84') e Pablo Piatti (87').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (35ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Real Madrid (85 pontos) 33 jogos
Barcelona (81 pontos) 33 jogos
3º Valência (52 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Barcelona entrou em campo com o seu sistema de 1-3-4-3, com a forma habitual de jogar privilegiando a posse da bola e procurando várias vezes os passes de ruptura para criar situações de finalização atrás das costas da defesa adversária. Na fase inicial do jogo, o Barcelona falhou vários passes, com os jogadores a procurarem passes mais longos em detrimento do habitual jogo curto, tendo sido nessa fase que o Real Madrid marcou o golo. Depois, aproveitando o recuo do Real Madrid, o Barcelona gozou de mais espaço para trocar a bola e conseguiu impor o seu domínio, jogando mais próximo da baliza de Casillas. Apesar de jogar com 3 centrais, nas primeiras fases de construção Busquets descia sempre para a zona central da defesa de forma a dar mais segurança à troca de bola e permitir uma maior amplitude por parte de Adriano e Puyol que abriam no corredor.
O Real Madrid entrou da forma habitual, sem denunciar uma postura mais defensiva como seria esperado. Reconhecendo a forma de jogar do Barcelona, o Real não tentou impor o seu domínio no jogo, procurando sempre que possível tirar vantagem da velocidade das transições ofensivas. Após o golo, o Real Madrid desceu mais as suas linhas, também por influência do melhor jogo do Barcelona nessa fase do jogo, e teve uma abordagem mais cautelosa ao jogo. Estiveram muito equilibrados defensivamente e as maiores dificuldades surgiram dos lances individuais dos jogadores do Barcelona com Messi a ser o principal desequilibrador.

2ª Parte
Não houve alterações nas equipas, até porque não se justificava porque o Real tinha o resultado a seu favor e o Barcelona tinha o domínio do jogo. Como seria de esperar, o Barcelona foi a primeira equipa a fazer alterações ao colocar Alexis Sánchez em jogo, recuando Messi para o meio campo (ainda que em posições mais avançadas). A ideia seria provavelmente fazer com que Messi pudesse fazer um transporte da bola mais eficaz, tendo mais um jogador na linha ofensiva para fazer a desmarcação nas costas da defesa. Não se pode dizer que a substituição tenha resultado ou não porque apesar de o Barcelona ter empatado logo a seguir pelo próprio Alexis, o Real Madrid voltou a marcar 3' depois. Com o resultado em 1-2 ambos os treinadores mudam, com Mourinho a colocar Granero na posição 10 (um jogador mais defensivo que Özil apesar de ser um jogador criativo) e Guardiola coloca Pedro por Adriano, descendo Daniel Alves para a defesa, ele que tinha sido inconsequente no ataque. Até ao fim, nenhuma das alterações resultou numa mudança do sistema táctico e não houve mais situações claras de golo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi o jogador mais desequilibrador a fazer valer a sua capacidade técnica para através do drible criar espaços e lançar os seus colegas no último terço ofensivo, no entanto não foi eficiente. Xavi também esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo.
No Real Madrid, Özil foi muito perigoso nas transições ofensivas devido à sua qualidade de passe. Ronaldo foi um dos homens do jogo pelo golo da vitória.

Golos
16' - Canto marcado do lado direito por Di María ao 2º poste, Pepe cabeceia com Valdés a defender e na recarga Khedira faz o golo.
70' - Tello remata do lado esquerdo, Casillas defende para a frente com a bola a sobrar para Adriano que remata de fora da área e depois de um ressalto e uma defesa de Casillas, a bola sobra para Alexis Sánchez que faz o golo.
73' - Di María abre na direita para Özil que lança Ronaldo em profundidade que com a recepção coloca Valdés fora da jogada e depois remata para o golo.

Substituições
69' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Xavi. Alexis vai para ponta de lança e Messi desce ligeiramente no terreno actuando como 10.
73' - Entra Esteban Granero para o lugar de Ángel Di María. Granero fica na posição 10 com Özil a passar para extremo direito.
74' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Adriano. Pedro fica a jogar a extremo direito com Puyol a passar para o lado esquerdo do trio defensivo e Daniel Alves a descer para o lado direito.
81' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Cristian Tello. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas joga como médio centro.
89' - Entra Callejón para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
93' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
5 - Carles Puyol
6 - Xavi (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara
14 - Javier Mascherano
16 - Sergio Busquets
21 - Adriano (17 - Pedro Rodríguez)
37 - Cristian Tello (4 - Cesc Fàbregas)

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
6 - Sami Khedira
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil (21 - Callejón)
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
17 - Álvaro Arbeloa
22 - Ángel Di María (11 - Esteban Granero)

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (15'), Pepe (43'), Xabi Alonso (47'), Mesut Özil (77'), Esteban Granero (78') e Javier Mascherano (84').

Assistência: Desconhecido (Camp Nou)

Clima: Chuva (18ºC)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Zaragoza (21ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Real Madrid (49 Pontos)
20º Zaragoza (12 Pontos)

1ª Parte
O Real Madrid optou por um jogo de muita posse, sempre orientada no sentido de virar o jogo o mais depressa possível de forma a criar espaços no ataque, preferencialmente nos corredores laterais (Özil e Ronaldo). Quem normalmente virava o jogo eram os médios Granero e Alonso, de formas distintas com o primeiro a optar pela condução de bola e passe curto e Alonso a optar regularmente pelos passes longos. Esta rápida alteração do corredor de jogo mostrou-se muito importante dada a forma de defender do adversário.
O Zaragoza tinha como principal (e praticamente única) forma de ataque o contra-ataque. Normalmente era Aranda que actuava como referência de todas as tentativas de contra-ataque. Defensivamente recuavam muito as linhas, deixando apenas Aranda na frente, concentrando muitos jogadores no corredor central de forma a direccionarem o jogo do Real Madrid para os corredores laterais, onde o Zaragoza tentava ganhar a bola com uma forte pressão dos jogadores circundantes. Para assegurar essa superioridade numérica nos corredores laterais, Luis García e Lafita viram-se obrigados a jogar em terrenos muito recuados o que limitava o processo ofensivo da equipa.

2ª Parte
O Real Madrid consegue marcar um golo cedo, colocando-se em vantagem perante uma equipa que estava a ter sérias dificuldades em atacar. A entrada de Postiga tentava mudar esse aspecto dando mais amplitude ao Zagaroza no entanto abria mais espaços no meio campo, apesar da intenção de Postiga fechar a zona dos médios defensivos, zona onde passava grande parte do jogo. Coincidência ou não, logo a seguir o Real Madrid volta a marcar e o jogo fica praticamente decidido. O jogo manteve-se igual e a entrada de Lass Diarra fez com que o Real Madrid mantive-se mais a bola e fosse menos incisivo nas acções ofensivas o que mostrou a tendencia de jogo até ao final, apesar da lesão de Marcelo por volta dos 75' que fez com que Callejón passa-se para lateral esquerdo e Marcelo fosse para extremo / médio centro fazer número, fechando apenas os espaços e intervindo o menos possível no jogo para não agravar a lesão.

Jogadores-Chave
No Real Madrid tanto Granero como Özil, mesmo que em posições diferentes, mostraram uma excelente visão de jogo e tiveram uma grande influência no jogo.
No Zaragoza, Lafita foi o jogador que esboçou mais perigo no ataque com várias movimentações ofensivas.

Substuições
54' - Entra Hélder Postiga para o lugar de Rúben Micael. Postiga joga ligeiramente atrás de Aranda. Uma substituição de risco para o Zaragoza.
61' - Entra Lass Diarra para o lugar de Xabi Alonso. Troca directa entrando um jogador com menos capacidade de acelerar o jogo mas mais capacidade de condução de bola.
65' - Entra Pablo Barrera para o lugar de Aranda. Barrera fica a fechar mais atrás no terreno, desfazendo-se assim a mudança táctica feita aos 54'.
66' - Entra Callejón para o lugar de Kaká. Özil passa para a posição 10 com Callejón a ficar do lado direito.
71' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
73' - Entra Abraham para o lugar de Luis García. Barrera passa para o lado direito. Dá-se assim mais consistência defensiva à equipa.

Golos
10' - Livre marcado rapidamente para Aranda que consegue entrar na grande área do lado direito e cruzar rasteiro para Lafita que encosta para o golo.
31' - Carvalho do lado esquerdo do meio campo ofensivo faz um passe de ruptura isolando Kaká que na área remata rasteiro cruzado para o golo.
48' - Granero à entrada da área abre Özil do lado direito que cruza rasteiro para Ronaldo que à boca da baliza encosta para o golo.
55' - Granero passa para Kaká no meio que dá de primeira na esquerda para Özil que já perto da baliza remata em força para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
2 - Ricardo Carvalho
3 - Pepe
7 - Cristiano Ronaldo
8 - Kaká (21 - Callejón)
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil
11 - Esteban Granero
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso (24 - Lass Diarra)
16 - Hamit Altintop

Zaragoza
1 - Roberto
3 - Javier Paredes
5 - Maurizio Lanzaro
7 - Carlos Aranda (16 - Pablo Barrera)
10 - Luis García (21 - Abraham)
14 - Paulo da Silva
15 - Tomislav Dujmovic
17 - Ángel Lafita
18 - Rúben Micael (9 - Hélder Postiga)
23 - Apoño
24 - Ivan Obradovic

Cartões Amarelos: Javier Paredes (25') e Cristiano Ronaldo (62').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (7ºC)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (16ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 1º lugar a 3 pontos do 2º (que é o Barcelona) mas com 1 jogo a menos. Têm o melhor ataque e a segunda melhor defesa.
O Barcelona está em 2º lugar, tem o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Este é o último jogo antes da partida para o Japão onde irá jogar para o Campeonato do Mundo de Clubes.

1ª Parte
Real Madrid não pressionava na 1ª fase de construção, procurando sempre organizar-se defensivamente perto do seu próprio meio campo. No entanto eram muito assertivos na pressão ao portador da bola quando este entrava no seu meio campo defensivo, tentando sempre aglomerar vários jogadores perto da bola de forma a criar várias coberturas ao jogador que fazia a contenção para assim tentar anular a grande capacidade que os jogadores do Barcelona têm no 1x1. No processo ofensivo, o Real era uma equipa de processos simples tentando sempre rápidas transições ofensivas aproveitando o desposicionamento da defesa do Barcelona (resultante da grande mobilidade dos seus jogadores). Quando o contra-ataque não era possível, optavam por manter a bola numa zona de segurança procurando espaço para lançar ataques rápidos, normalmente através de lançamentos directos para os corredores laterais para assim aproveitar a subida dos laterais do Barcelona.
O Barcelona jogou sem surpresas, com o seu estilo de jogo habitual. Muita posse da bola com critério, ou seja, a posse não era um fim mas sim um meio para encontrar espaços livres na zona defensiva do Real para poderem ser explorados. Devido à grande concentração defensiva do Real Madrid, os jogadores do Barcelona viram-se obrigados a arriscar o drible para criar desequilíbrios e conseguiram com isso ganhar alguns livres perigosos. Os jogadores apresentaram uma mobilidade muito grande com várias trocas pontuais de posição onde as que mais se notavam era a descida de Fàbregas para apoiar o meio campo e participar na construção de jogo e o aparecimento de Iniesta no corredor esquerdo que ficava muitas vezes livre devido à ausência de Sanchéz nessa zona. O jogo foi bastante equilibrado (apesar da esperada supremacia do Barcelona na percentagem da posse da bola) onde os golos apareceram de um erro defensivo (golo do Real) e de um desequilíbrio de Messi (que driblou vários jogadores antes de assistir Sanchéz para o golo do Barcelona).

2ª Parte
Apesar das duas equipas terem entrado com o mesmo sistema e os mesmos jogadores, o Real Madrid entrou mais pressionante tentando ganhar a bola em zonas mais avançadas mas por conseguinte, abriu mais espaços para o Barcelona explorar e naturalmente aumentaram as situações de perigo para o Barcelona. Mourinho coloca Kaká e Khedira em campo mostrando assim a sua ambição colocando uma equipa mais ofensiva mas depois surgem os 2 golos que colocaram o Barcelona com uma clara vantagem, muito difícil de anular. A última substituição do Real teve também uma intenção mais ofensiva enquanto as substituições do Barelona serviram para refrescar jogadores no sector ofensivo, excepto a primeira que foi a única que mostrou uma intenção mais cautelosa e defensiva (entrada de Keita).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Casillas destacou-se pelas importantes defesas que fez no jogo.
No Barcelona, Messi e Sanchéz foram muito importantes criando vários desequilíbrios.

Substituições
57' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. Özil estava a ter uma prestação muito discreta.
61' - Entra Sami Khedira para o lugar de Lass Diarra. Troca directa. Khedira é um jogador com características mais ofensivas, Diarra teve muito pouca influência a nível ofensivo.
67' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Ángel Di María. Benzema passa para o lado esquerdo, Ronaldo para a direita e Higuaín fica como ponta de lança. Higuaín é um jogador mais posicional que Benzema o que fez com que o Real Madrid se tornasse mais ofensivo.
78' - Entra Seydou Keita para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta vai para o lado esquerdo, Keita fica como médio centro e Sanchéz fica como ponta de lança.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sanchéz. Troca directa.
88' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Andrés Iniesta. Pedro vai para o lado direito, Villa para o lado esquerdo e Messi fica como ponta de lança.

Golos
0' - Valdés faz um mau passe que é interceptado por Di María que tenta de imediato isolar Benzema com este passe também a ser interceptado e na sobra, Özil remata, a bola bate num adversário e sobra para Benzema que remata com apenas Valdés à sua frente, fazendo o golo.
29' - Messi consegue passar por vários jogadores do Real no meio campo e depois lança Sanchéz em profundidade que já dentro da área consegue rematar cruzado para o golo.
52' - Depois de um corte da defesa do Real Madrid para o corredor central, Xavi remata de primeira com a bola a bater em Marcelo e a trair Casillas.
65' - Numa transição ofensiva, Daniel Alves recebe a bola no lado direito e cruza ao 2º poste onde aparece Fàbregas a cabecear para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema
10 - Mesut Özil (8 - Kaká)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
22 - Ángel Di María (20 - Gonzalo Higuaín)
24 - Lass Diarra (6 - Sami Khedira)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué
4 - Cesc Fàbregas (15 - Seydou Keita)
5 - Carles Puyol
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta (17 - Pedro Rodríguez)
9 - Alexis Sanchéz (7 - David Villa)
10 - Lionel Messi
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (25'), Alexis Sanchéz (26'), Lionel Messi (36'), Gerard Piqué (47'), Lass Diarra (60'), Pepe (61') e Sergio Ramos (69').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Chuva (2ºC)

sábado, 15 de outubro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Real Betis (8ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 3º lugar a apenas 1 ponto do 1º vindo de 2 vitórias consecutivas no campeonato. O Betis está em 7º lugar a 2 pontos do 1º vindo de 2 derrotas consecutivas no campeonato. 

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram o ataque posicional como método de jogo ofensivo o que criou um jogo atractivo com muita posse de bola (com o Real Madrid a ter um maior domínio). A equipa da casa optou poucas vezes com o jogo directo jogando sempre em segurança com muitas variações de flanco procurando explorar eventuais espaços na defesa adversária. No processo defensivo, o sector atacante ficava muito adiantado de forma a impedir a subida da linha defensiva do Betis dificultando a manutenção da posse da bola dos adversários. O Betis tentava colocar a bola no último terço com um jogo apoiado e muitos passes curtos mas foi sempre inconsequente na criação de situações claras de finalização. Defensivamente foram bastante agressivos no momento imediato à perda da bola, em organização defensiva basculavam para o lado da bola com a equipa bem coordenada nesse momento.

2ª Parte
O Real Madrid entrou na 2ª parte mais pressionante e acabou por anular por completo o ataque posicional do Betis que deixou de ter espaço para trocar a bola. O facto de terem marcado logo no primeiro minuto da 2ª parte permitiu ter ainda mais espaço porque o Betis viu-se na obrigação de arriscar mais dando ainda mais espaço ao Real Madrid para trocar a bola e a partir daí o domínio da equipa da casa foi avassalador. O Betis a certo ponto passou a jogar com apenas 2 a 3 jogadores no sector intermédio e foi notória a superioridade numérica do Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid Ronaldo e Higuaín foram sem dúvida os melhores jogadores pela influência directa no resultado e pelos desequilíbrios criados. Também Marcelo e Di María estiveram muito bem.
No Betis é difícil encontrar um jogador que se destacasse dos outros. Talvez Casto tenha sido o melhor depois de algumas boas intervenções (e sem culpas nos golos).

Substituições
20' - Entra Sergio Rodríguez para o lugar de Álvaro Vadillo. Troca directa com Vadillo a sair lesionado.
58' - Entra Di María para o lugar de Kaká. Di María fica a jogar na direita e Özil fica a jogar atrás de Higuaín.
62' - Entra Roque Santa Cruz para o lugar de Salva Sevilla. Roque fica a jogar na frente de ataque ao lado de Molina.
73' - Entra Fábio Coentrão para o lugar de Mesut Özil. Coentrão fica a jogar a médio defensivo com Lass Diarra e Xabi Alonso avança ligeiramente no terreno.
77' - Entra Hamit Altintop para o lugar de Cristiano Ronaldo. Altintop vai para o lado direito e Di María passa para o lado esquerdo.
77' - Entra Momo para o lugar de Beñat. Momo vai jogar para o lado direito com Sergio a passar para o centro.

Golos
46' - Marcelo coloca a bola nas costas da defesa isolando Ronaldo que em frente ao guarda-redes passa para a direita onde Higuaín só tem de encostar para o golo.
58' - Ronaldo corre com a bola pelo corredor lateral esquerdo e já ao lado da área vira-se para o meio e descobre Kaká que a dois toques remata com efeito ao 2º poste marcando o golo.
68' - Sergio Ramos tenta cabecear a bola para a tirar da zona de perigo mas esta sobra para Castro que ainda ganha alguns ressaltos à entrada da área e a bola acaba por sobrar para Molina que isolado faz o golo.
69' - Di María do lado direito coloca a bola nas costas da defesa isolando Higuaín que contorna o guarda-redes marcando o golo.
72' - Di María numa penetração faz um passe de rotura isolando Higuaín que pica a bola por cima de Casto fazendo o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo (16 - Hamit Altintop)
8 - Kaká (22 - Di María)
10 - Mesut Özil (15 - Fábio Coentrão)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
17 - Álvaro Arbeloa
20 - Gonzalo Higuaín
24 - Lass Diarra

Real Betis
13 - Casto
4 - Antonio Amaya
5 - Dorado
10 - Beñat (11 - Momo)
14 - Salva Sevilla (16 - Roque Santa Cruz)
17 - Chica
18 - Iriney
19 - Jorge Molina
23 - Nacho
24 - Rubén Castro
27 - Álvaro Vadillo (39' - Sergio Rodríguez)

Cartões Amarelos: Pepe (23'), Salva Sevilla (59'), Beñat (64') e Momo (85')

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 23 de abril de 2011

Liga BBVA - Valencia x Real Madrid (33ª Jornada)


Contexto
A 6 jogos do fim do campeonato, o Valencia está relativamente confortável no 3º lugar sendo que não tem grandes objectivos que não sejam a manutenção desse mesmo lugar (que lhes dão acesso directo à Champions League). No entanto, o Villareal está a 6 pontos do Valencia e ainda pode apanhar o Valencia.
O Real Madrid dificilmente perderá o 2º lugar e estando a 8 pontos do Barcelona, também já não conta atingir o 1º lugar. Apesar disso, vem de uma vitória na final da Copa del Rey e vai ter a meio da semana a 1ª Mão da Meia-Final da Champions League, ou seja, utilizou este jogo para colocar em campo uma equipa de segunda linha de forma a poupar jogadores para o jogo com o Barcelona.

O jogo começou com o Valencia a apostar no ataque posicional utilizando muito a subida dos laterais (que apostaram bastante nos cruzamentos para a área), deixando muitas vezes atrás apenas os centrais e o médio defensivo Topal. Este aspecto foi muito aproveitado pelo Real Madrid que jogou predominantemente em contra-ataque, colocando quase sempre as bolas nos corredores laterais, espaços deixados livres pelos laterais do Valencia. Este constante desequilíbrio defensivo custou ao Valencia todos os golos sofridos no jogo. O Real Madrid, à imagem do que fez nos últimos jogos com o Barcelona, jogou em 1-4-3-3 com um médio defensivo. A diferença foi que os seus laterais não subiam no terreno, dando uma maior segurança no sector defensivo e dando liberdade aos avançados e médios interiores a avançarem no terreno e a criarem igualdade numérica nas transições ofensivas. Outra grande diferença em ambas as equipas foi a mobilidade dos 3 jogadores mais atacantes, sendo que os do Real Madrid mostraram uma enorme mobilidade com constantes trocas de posição, ao contrário dos atacantes do Valencia que mantiveram sempre a mesma posição.

Na 2ª parte tudo se manteve igual, com o Valencia a cometer os mesmos erros e o Real Madrid continuou a explorar essas mesmas fraquezas, apesar de a vantagem de 4 golos fizesse com que entrassem na partida a permitir que o Valencia tivesse um maior domínio. Ainda assim o Real Madrid voltou a marcar aos 52' transformando o restante jogo num período de gestão por parte de José Mourinho. Apesar disso, o Valencia foi feliz nas substituições com a equipa a conseguir mudar de atitude após o primeiro golo, partilhando a partir daí o domínio com o Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Valencia, Mata e Jonas foram os jogadores que mais perigo criaram.
No Real Madrid, Kaká foi muito importante na manobra ofensiva, sendo que todos os 3 avançados estiveram muito bem em termos de posicionamento nas transições. Também os 3 médios centro estiveram muito bem a criar constantemente superioridade numérica no meio campo.

Substituições
58' - Entra Joaquín por Pablo Hernández. Troca directa.
58' - Entra Jonas por Maduro. Sai um médio com características mais defensivas para entrar um médio mais criativo.
62' - Entra Xabi Alonso por Canales. Entra um jogador mais experiente para a mesma posição.
66' - Entra Cristiano Ronaldo por Higuaín. Ronaldo ainda está na disputa pelo prémio do melhor marcador e possivelmente entra para tentar fazer um golo para o ajudar no objectivo individual.
74' - Entra Pedro León por Garay. Albiol passa para central, Lass Diarra para lateral direito, Xabi Alonso para médio defensivo e Pedro León fica a jogar a médio centro.
81' - Entra Jordi Alba por Mathieu. Troca directa.

Golos
22' - Higuaín, descaído para o lado direito, cruza largo e rasteiro para o lado esquerdo com o Guaita a falhar a intercepção e a permitir ao Benzema finalizar com relativa facilidade.
30' - Mathieu, depois de ganhar posição a Higuaín que ia isolado, desentende-se com o Guaita permitindo a Higuaín finalizar já sem guarda-redes na baliza.
38' - Benzema entra no corredor central, vindo da esquerda, e abre para o Higuaín do lado direito que de primeira cruza rasteiro para o meio onde Kaká finaliza.
41' - Granero com um passe em profundidade isola Kaká que descaído para o lado direito, já na grande área, cruza rasteiro para Higuaín que finaliza facilmente.
52' -Num ataque rápido, Kaká recebe a bola do lado esquerdo, ultrapassa Miguel e cruza rasteiro para o meio onde aparece Higuaín vindo da direita para encostar para a baliza.
59' - Jonas faz uma excelente recepção orientada para a linha de fundo, isolando-se e cruzando para Soldado que finaliza junto à baliza.
61' - Benzema joga atrasado para Kaká que faz um túnel a um defesa isolando-se e finalizando facilmente ao 2º poste.
80' - Joaquín joga para Mata, este devolve de primeira para Jonas que coloca a bola rasteira ao 1º poste.
84' - Mata pica a bola por cima da defesa onde aparece Jordi Alba isolado para marcar o golo.

Valencia
Guaita
Miguel
Stankevicius
Ricardo Costa
Mathieu (81' - Jordi Alba)
Topal
Banega
Maduro (58' - Jonas)
Pablo Hernández (58' - Joaquín)
Mata
Soldado

Real Madrid
Casillas
Albiol
Garay (74' - Pedro León)
Ricardo Carvalho
Nacho
Lass Diarra
Granero
Canales (62' - Xabi Alonso)
Kaká
Benzema
Higuaín (66' - Cristiano Ronaldo)

Cartões Amarelos: Jonas (89')

Assistência: 45000

Clima: Céu limpo (16ºC)