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sábado, 20 de outubro de 2012

Premier League - Tottenham x Chelsea (8ª Jornada)

1ª Parte
O Tottenham entrou com uma postura muito cautelosa, defendendo no seu meio campo defensivo, deixando os centrais adversários jogarem com espaço, pressionando a partir do momento que a bola chegava aos médios ou laterais do Chelsea. Os extremos desciam muito no terreno nas transições e organização defensiva, principalmente Lennon, de forma a neutralizar as subidas de Ashley Cole. Os jogadores subiam mais no terreno nos lançamentos laterais do adversário onde procuravam ganhar a bola o mais à frente possível. O método ofensivo predominante era o contra-ataque, procurando a velocidade e diagonais de Defoe com contava sempre com uma rápida aproximação dos extremos e Sigdursson. Depois do golo sofrido notou-se uma alteração na postura da equipa, tentando subir mais no terreno e dominar mais o jogo através da posse de bola, contando também com a descida das linhas da equipa adversária.
O Chelsea assumiu desde o início do jogo até aos 30' o controlo da bola, jogando em ataque posicional. Com um extremo destro e outro canhoto no lado esquerdo e direito respectivamente, fazia com que o jogo não fosse tão vertical. Mikel e Ramires foram muito importantes na manutenção da posse de bola, procurando muito bem os espaços para darem soluções à linha defensiva e decidindo quase sempre bem ao nível do passe, apesar das dificuldades criadas pelos adversários no corte das linhas de passe. Sem bola, defendiam no seu meio campo, sem se preocuparem em pressionar os adversários em zonas mais ofensivas.

2ª Parte
O Tottenham coloca Dempsey no meio e Sigdursson no lado esquerdo, não alterando o sistema táctico. O jogo recomeçou praticamente com um golo do Tottenham e pouco tempo depois, conseguem passar para a frente do marcador num período em que ambas as equipas estão mais abertas, sempre à procura do golo. Mata empata e coloca o Chelsea em vantagem num espaço de 3', com a entrada de Livermore por Huddlestone entre ambos os golos. O jogo mostrou-se muito mais atractivo com várias oportunidades para ambos os lados. Em desvantagem, Adebayor entra para o lugar de Dempsey, com Sigdursson a passar para médio ofensivo e Defoe para extremo esquerdo. Com Adebayor na frente de ataque, o Tottenham preparava-se para atacar uma equipa que se ia encostar à sua baliza para defender o resultado, ganhar mais poder físico mas as verdadeiras oportunidades surgiram de fora da área com remates de meia distância. O Chelsea ainda colocou Sturridge a extremo direito com Mata a ir para a posição dez, sendo que mais tarde entrou Lampard para essa mesmo posição com Mata a passar para o lado esquerdo, posição de onde criou o quarto e último golo da sua equipa.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Defoe é muito importante nas acções ofensivas, com e sem bola. Lennon e Sigdursson também criaram boas oportunidades.
No Chelsea, Juan Mata foi fundamental com influência directa no marcador com 2 golos e 1 assistência.

Marcha no Marcador
17' - 0x1 (Gary Cahill)
47' - 1x1 (William Gallas)
54' - 2x1 (Jermain Defoe)
66' - 2x2 (Juan Mata)
69' - 2x3 (Juan Mata)
91' - 2x4 (Daniel Sturridge)

Substituições
67' - Entra Jake Livermore para o lugar de Tom Huddlestone. Troca directa com Livermore a jogar mais descaído para o lado esquerdo e Sandro para o lado direito.
74' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Clint Dempsey. Adebayor vai para ponta de lança, Sigdursson passa para a posição dez e Dempsey vai para extremo esquerdo.
83' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Oscar. Mata vai para a posição dez com Sturridge a ficar como extremo direito.
90' - Entra Frank Lampard para o lugar de Eden Hazard. Mata vai para extremo esquerdo e Lampard fica na posição dez.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Branislav Ivanovic (25'), Tom Huddlestone (37'), William Gallas (40'), Kyle Walker (45'+2) e Ramires (45'+3).

Assistência: 36060 (White Hart Lane)

Clima: Céu limpo (14ºC)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Champions League (Grupo E) - Chelsea x Juventus (1ª Jornada)

1ª Parte
O Chelsea jogou em ataque posicional, gozando de muito espaço para poderem trocar a bola e fazerem várias mudanças de corredor. Defensivamente, começaram o jogo de uma forma mais pressionante mas cedo começaram a descer as suas linhas defensivas de forma a tirar espaço nas costas da sua defesa ao adversário.
A Juventus procurou muitas vezes jogar directo para os seus dois atacantes, tentando explorar o espaço nas costas da defesa adversária, no entanto, o facto de o Chelsea jogar com um bloco baixo, fez com que atacassem muitas vezes através de um jogo mais apoiado. No entanto Pirlo, o melhor organizador de jogo da Juventus, esteve pouco em jogo, muito por culpa da acção de Oscar que fez um bom trabalho ao ocupar a zona de acção do médio defensivo da Juventus. Sem bola, jogaram muito recuados, com os alas a verem-se obrigados a descerem no terreno para fecharem os corredores laterais o que fez com que apenas dois homens fossem responsáveis por pressionarem os adversários no meio campo, uma vez que Pirlo jogou entrelinhas.

2ª Parte
Não houve substituições nem alterações tácticas ao intervalo. A primeira alteração do jogo foi feita pelo Chelsea com Bertrand a entrar por Ramires. Terá sido uma substituição forçada uma vez que caso o objectivo fosse dar mais consistência defensiva à equipa, teria de ser Hazard a sair. Aparentemente, a saída de Oscar também terá sido forçada por lesão, no entanto Mata é um habitual titular pelo que poderia também ser uma substituição esperada, apesar de não mudar muito o jogo. A Juventus fez três alterações mas não mudou nada a nível táctico. Apesar de já se esperar uma vitória do Chelsea, Quagliarella aproveitou uma falha defensiva para se desmarcar e assim conseguir o golo. 

Jogadores-Chave
No Chelsea, Oscar, com dois golos marcados, terá sido o jogador mais importante, até pelo seu papel defensivo ao anular a acção ofensiva de Andrea Pirlo.
Na Juventus, Marchisio foi muito importante nas suas movimentações ofensivas, criando alguns desequilíbrios. Chiellini também esteve muito activo defensivamente com alguns desarmes importantes.

Marcha no Marcador
31' - 1x0 (Oscar)
33' - 2x0 (Oscar)
38' - 2x1 (Arturo Vidal)
80' - 2x2 (Fabio Quagliarella)

Substituições
69' - Entra Ryan Bertrand para o lugar de Ramires. Bertrand fica a jogar a extremo esquerdo e Hazard passa para o lado direito.
75' - Entra Juan Mata para o lugar de Oscar. Troca directa.
75' - Entra Fabio Quagliarella para o lugar de Giovinco. Troca directa.
77' - Entra Mauricio Isla para o lugar de Stefan Lichsteiner. Troca directa.
88' - Entra Alessandro Matri para o lugar de Mirko Vucinic. Troca directa.
 

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Ramires (60') e Arturo Vidal (66').

Assistência: 40918 (Stamford Brigde)

Clima: Pouco nublado (15ºC)

sábado, 1 de setembro de 2012

UEFA Super Cup - Chelsea x Atlético Madrid

1ª Parte
O Chelsea, habituado a dar a iniciativa de jogo ao adversário, jogou em ataque posicional, muito por culpa da acção defensiva do adversário. Não conseguiram criar muito perigo porque tiveram sempre pouco espaço para explorar entrelinhas no meio campo adversário. Sem bola, defenderam no seu próprio meio campo sem grande pressão ao portador da bola, jogando com as linhas próximas.
O Atlético Madrid apostou mais no contra-ataque e ataque rápido. Talvez por isso tenha defendido tão atrás no campo, tentando cortar o espaço ao Chelsea. Apesar de preferirem uma forma de atacar mais vertiginosa, atacaram muitas vezes em ataque posicional, pois a equipa adversária não deu muitos espaços para contra-ataques. Sem bola, também defenderam no seu próprio meio campo, tentando atrair as linhas do adversário de forma a explorar da melhor maneira as costas da defesa adversária.

2ª Parte
Com o resultado em 0x3, não eram previstas grande alterações no marcador e o Atlético Madrid nunca pareceu estar perto sequer de ter a sua vantagem ameaçada. Não houve grandes pontos de interesse nas alterações, com o Chelsea a colocar juventude no campo (ou para dar-lhes experiência numa oportunidade que não se repete muitas vezes ou para tentar usar a sua irreverência para alterar o rumo do jogo). O Atlético não fez mais que gerir os seus jogadores uma vez que o resultado estava feito.

Jogadores-Chave
No Chelsea não houve grandes destaques individuais.
No Atlético de Madrid temos de referir Falcao que fez um exibição surpreendente e acabou com três golos marcados.

Marcha no Marcador
9' - 0x1 (Falcao)
19' - 0x2 (Falcao)
45' - 0x3 (Falcao)
60' - 0x4 (João Miranda)
75' - 1x4 (Gary Cahill)

Substituições
Int - Entra Oscar para o lugar de Ramires. Oscar fica a jogar a extremo esquerdo e Mata passa para o lado direito.
56' - Entra Cristian Rodríguez para o lugar de Adrián López. Troca directa.
81' - Entra Raúl García para o lugar de Koke. Troca directa.
82' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Juan Mata. Troca directa.
87' - Entra Emre Belözuglu para o lugar de Falcao. Troca directa.
90' - Entra Ryan Bertrand para o lugar de Ashley Cole. Troca directa.


Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia)

Cartões Amarelos: Branislav Ivanovic (29').

Assistência: 14312 (Louis II)

Clima: Céu nublado (19ºC)

domingo, 12 de agosto de 2012

Community Shield - Chelsea x Manchester City

1ª Parte
Após a 1ª fase de construção do adversário, o Chelsea preferia fechar as linhas de passe interior que sair na pressão ao portador da bola. Isto deu alguma tranquilidade ao adversário na troca de bola, fazendo com que estes subissem mais as suas linhas no processo ofensivo, expondo-os a contra-ataques. A equipa concentrava-se bem no lado da bola no processo defensivo, havendo uma grande disposição de todos os jogadores em cumprir o seu posicionamento defensivo. No processo ofensivo, sempre que possível tentavam sair em contra-ataque mas não ocorreram grandes oportunidades para que isso acontecesse devido à presença constante de 3 defesas no corredor central do adversário. A cerca de 5' do intrevalo, após a expulsão de Ivanovic, o Chelsea abdicou da posição dez com Ramires a fazer de lateral direito e Mata de extremo direito.
O Manchester City raramente pressionava o portador da bola adversário, mesmo no seu meio campo ofensivo. O facto de jogar com três centrais, limitou o número de jogadores disponíveis para pressionar os adversários no corredor central com os alas a terem de fechar os corredores laterais e Nasri a ter muito pouca influência no processo defensivo. Ofensivamente, uma das melhores armas que o City apresentou foram as movimentações ofensivas de Nasri que aparecia na zonas dos pontas de lança, criando superioridade numérica na zona dos centrais adversários. Ainda assim, não conseguiram criar verdadeiras ocasiões de golo.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram em campo da mesma forma que haviam saído. O Chelsea optou naturalmente por uma abordagem muito conservadora, tentando manter a vantagem com um jogador a menos. O facto de estarem a jogar sem nenhum jogador na posição dez e apenas um ponta de lança, fez com que Yaya Touré se pudesse libertar mais para acções ofensivas o que promoveu uma maior mobilidade à equipa do Manchester City e que criou muitas dificuldades ao Chelsea. O ataque do City é caracterizado por ter um conjunto de jogadores muito criativos e as equipas adversárias não podem dar espaço a tanta criatividade. Apesar da abordagem conservadora do Chelsea, nunca deixaram de tentar subir dois ou três homens nas transições ofensivas e isso fez com que houvesse um grande desgaste dos jogadores uma vez que essas transições tinham uma probabilidade de sucesso mais reduzida e fazia com que tivessem de recuperar depressa as posições para não haver inferioridade na zona defensiva. Assim que o City se colocou em vantagem, já era muito difícil haver uma reacção do Chelsea porque uma abordagem mais arriscada da parte de Di Matteo iria criar mais espaços para o Manchester City explorar, sendo que estes estavam naturalmente melhor fisicamente devido ao maior domínio na posse da bola.

Jogadores-Chave
No Chelsea, David Luiz fez algumas boas intercepções na defesa. Torres também esteve bem no ataque, aparecendo sempre que necessário em posições mais recuadas para assegurar a manutenção da posse da bola.
No Manchester City, Nasri foi muito importante no ataque através das suas movimentações. Tévez foi muito perigoso, bem como Touré (quando teve liberdade para subir no terreno).

Marcha do Marcador
39' - 1x0 (Fernando Torres)
53' - 1x1 (Yaya Touré)
59' - 1x2 (Carlos Tévez)
65' - 1x3 (Samir Nasri)
79' - 2x3 (Ryan Bertrand)

Substituições
Int - Entra Gaël Clichy para o lugar de Stefan Savic. Clichy joga descaído para o lado esquerdo e o Zabaleta passa a jogar descaído para o lado direito. 
71' - Entra Ryan Bertrand para o lugar de Eden Hazard. Troca directa.
75' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Juan Mata. Troca directa.
77' - Entra David Silva para o lugar de Samir Nasri. Troca directa.
89' - Entra Edin Dzeko para o lugar de Carlos Tévez. Troca directa.


Árbitro: Kevin Friend

Cartões Amarelos: Stefan Savic (12'), Ramires (32'), Frank Lampard (45'+1), Vicent Kompany (49'), Ashley Cole (62'), Ryan Bertrand (80') e Costel Pantilimon (80').

Cartão Vermelho: Branislav Ivanovic (42').

Assistência: 36394 (Villa Park)

Clima: Céu pouco nublado (20ºC)

sábado, 19 de maio de 2012

Champions League - Bayern Munique x Chelsea (Final)

1ª Parte
As principais dificuldades defensivas do Bayern Munique aconteceram em momentos de transição defensiva, até porque tiveram a maior percentagem de posse da bola. Ainda assim estiveram muito seguros com o Chelsea a conseguir poucas oportunidades de finalização. Ofensivamente, davam preferência aos corredores laterais para progredir no terreno. Devido à forma de defender do Chelsea, era aí que conseguiam mais espaço para decidir. A partir daí, ou surgiram cruzamentos por parte dos extremos ou dos laterais que faziam o overlap, ou os extremos entravam no corredor central com bola controlada para tentar o remate cruzado.
O Chelsea não se preocupou em pressionar os adversários em zonas avançadas, preferindo assegurar uma boa ocupação racional do espaço nas zonas mais perto da sua baliza. Mostraram uma boa coordenação inter e intra-sectorial, com as linhas próximas e muito concentrados no corredor central, anulando quase por completo Thomas Müller. Apesar de dar a iniciativa de jogo ao Bayern, não se limitaram ao contra-ataque quando tinham a bola, aliás, esta solução era usada apenas em condições claramente favoráveis. Muitas vezes tentaram usar o ataque posicional para subir no terreno mas a pouca mobilidade dos jogadores mais ofensivos fez com que a equipa procurasse os desequilíbrios com acções individuais dos seus jogadores, havendo várias tentativas de drible no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Apesar de o Chelsea parecer ter adoptado uma mentalidade mais ofensiva, o jogo manteve-se com a mesma tendência ao longo do jogo com nenhum dos treinadores a fazer alterações no jogo. Só aos 73', com a entrada de Malouda, é que Di Matteo deu a entender que estava a procurar algo mais. Malouda tem mais experiência e características mais ofensivas que Bertrand (lateral a jogar a extremo). O Bayern, depois do golo marcado, coloca Van Buyten e apesar de não alterar o sistema, fica com um onze mais defensivo.

1ª Parte do Prolongamento
Aqui houve apenas uma substituição forçada devido a lesão de Ribéry. De salientar apenas a grande penalidade falhada por Robben (defesa de Petr Cech).

2ª Parte do Prolongamento
Nada a apontar.

Penaltis
1 - Lahm remata para o lado direito com Cech ainda a tocar na bola.
1 - Mata remata para o lado direito com Neuer a defender a bola.
2 - Gómez remata para o lado direito com Cech a não chegar à bola.
2 - David Luiz remata para o lado direito ao ângulo com Neuer a cair para o lado esquerdo.
3 - Neuer remata para o lado esquerdo com Cech a não chegar à bola.
3 - Lampard remata forte e alto para o meio da baliza com Neuer a cair para o lado esquerdo.
4 - Olic remata para o lado direito com Cech a defender.
4 - Ashley Cole remata para o lado direito com Neuer a não chegar à bola.
5 - Schweinsteiger remata ao poste do lado direito.
5 - Drogba remata para o lado esquerdo com Neuer a cair para o lado direito.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, Robben foi quem mais criou perigo, mostrando muita facilidade em entrar em zonas centrais, desequilibrando assim a defesa adversária.
No Chelsea, tanto Mikel como Lampard foram muito importantes em acções de contenção e cobertura defensiva. Drogba, para além do golo, mostrou sempre autoridade no ataque, mesmo desapoiado pelos colegas.

Golos
83' - Toni Kroos, no vértice da grande área do lado esquerdo, cruza ao 2º poste onde Thomas Müller aparece para cabecear para o golo.
88' - Mata marca o canto do lado direito ao 1º poste onde aparece Drogba a cabecear para o golo.

Substituições
73' - Entra Florent Malouda para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa.
84' - Entra Fernando Torres para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
87' - Entra Daniel van Buyten para o lugar de Thomas Müller. Van Buyten vai para central, Tymoschuk passa para médio defensivo e Kroos vai para a posição 10.
97' - Entra Ivica Olica para o lugar de Franck Ribéry. Troca directa.

Bayern Munique
1 - Manuel Neuer
7 - Franck Ribéry (11 - Ivica Olica)
10 - Arjen Robben
17 - Jérôme Boateng
21 - Philipp Lahm
25 - Thomas Müller (5 - Daniel van Buyten)
26 - Diego Contento
31 - Bastian Schweinsteiger
33 - Mario Gómez
39 - Toni Kroos
44 - Anatoliy Tymoschuk
Treinador: Jupp Heynckes

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
12 - John Obi Mikel
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (9 - Fernando Torres)
24 - Gary Cahill
34 - Ryan Bertrand (15 - Florent Malouda)
Treinador: Roberto Di Matteo

Cartões Amarelos: Bastian Schweinsteiger (2'), Ashley Cole (82'), David Luiz (86'), Didier Drogba (94'), Fernando Torres (120').

Assistência: 62500 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (20ºC)

sábado, 5 de maio de 2012

The FA Cup - Chelsea x Liverpool (Final)

1ª Parte
O Chelsea entrou em jogo com uma postura muito cautelosa, apostando em criar desequilíbrios através das transições ofensivas, colocando para isso dois jogadores muito rápidos nos corredores laterais (Ramires e Kalou). Foi mesmo através de um contra-ataque que Ramires fez o golo. Defensivamente, esperavam pelo Liverpool no seu meio campo, sem intenções de criar grandes transtornos ao adversário na 1ª e 2ª fase de construção. Estiveram muito bem na ocupação dos espaços defensivos, não dando ao Liverpool grandes oportunidades de criar oportunidades no último terço ofensivo.
O Liverpool entrou um pouco mais pressionante que o Chelsea, tentando impedir a 1ª fase de construção, obrigando frequentemente Petr Cech a bater directamente para o meio campo. Esta pressão era mais visível em acções de transição defensiva, sendo que em ataque organizado do adversário, também priorizavam o equilíbrio defensivo, tentando apenas criar dificuldades na 2ª fase de construção do Chelsea com Henderson e Gerrard a pressionarem os jogadores do meio campo adversário que recebiam a bola. O Liverpool optava poucas vezes pelo jogo directo, preferindo trocar a bola entre os jogadores mais recuados, à procura de espaços no meio campo. Para criarem espaços, os 3 médios centro trocavam várias vezes de posição com Spearing a correr em profundidade e Henderson e Gerrard a virem buscar jogo. Estas movimentações tiravam frequentemente Juan Mata da jogada mas Obi Mikel e Lampard estiveram muito bem a fechar o corredor central.
Tacticamente este jogo não teve muito interesse, com o Chelsea a conseguir o seu objectivo relativamente cedo e o Liverpool a não conseguir encontrar soluções para bater a defesa adversária.

2ª Parte
O Chelsea conseguiu logo aos 7' da 2ª parte fazer o 2-0 e só depois se viram as primeiras alterações tácticas no jogo. Primeiro, a mudança do Liverpool para 1-4-4-2 onde se procurou constantemente colocar bolas nos corredores laterais para se fazer o cruzamento para a área onde Andy Carrol era a principal referência, servindo muitas vezes de apoio para os jogadores circundantes ou procurando ele mesmo a finalização. Esta foi mesmo a substituição mais importante, virando o jogo a favor do Liverpool. Com dois pontas de lança na área, os laterais do Chelsea fechavam no corredor central para ajudar na marcação o que abriu mais espaços no corredor lateral e facilitava o aparecimento de vários cruzamentos para a área. Para dificultar os cruzamentos do Liverpool, os extremos do Chelsea tinham de fechar o corredor lateral no seu terço defensivo e assim a estratégia montada em torno da velocidade dos extremos e das saídas para contra-ataque ficavam comprometidas. Foi assim que o Liverpool teve o maior ascendente no jogo, criando várias situações de finalização que não foram aproveitadas. O Chelsea voltou a equilibrar o jogo com a entrada de Meireles e consequente alteração do sistema táctico para 1-4-3-3, ganhando mais homens no meio campo e conseguindo uma maior eficácia na ocupação dos espaços defensivos.

Jogadores-Chave
No Chelsea, não houve nenhum jogador que se destacasse em demasia, viram-se sim vários jogadores importantes no jogo como Drogba, Lampard e Ramires.
No Liverpool, Andy Carrol foi o jogador mais marcante da partida, marcando um golo e criando várias dificuldades à defesa do Chelsea, ganhando várias bolas no último terço ofensivo.

Golos
11' - Numa transição ofensiva, Juan Mata conduz a bola no meio campo e lança Ramires em profundidade que consegue passar em velocidade pelo seu adversário directo e isolado remata para o golo já dentro da área.
52' - Lampard consegue driblar um adversário no meio campo e lançar Drogba que se desmarca entre o central e o lateral direito, enquadra-se com a baliza e remata cruzado com o pé esquerdo fazendo o golo.
64' - Andy Carrol recebe uma bola proveniente de um mau alívio e depois de driblar Terry dentro da área, remata forte para o golo.

Substituições
55' - Entra Andy Carrol para o lugar de Jay Spearing. O Liverpool passa a jogar em 1-4-4-2 com Carrol a jogar na frente de ataque ao lado de Suárez.
77' - Entra Raul Meireles para o lugar de Ramires. Chelsea muda para 1-4-3-3 com Meireles a jogar a interior direito, Lampard a interior esquerdo, Mata vai para o corredor lateral esquerdo e Kalou para o lado direito.
79' - Entra Dirk Kuyt para o lugar de Craig Bellamy. Troca directa.
91' - Entra Florent Malouda para o lugar de Juan Mata. Troca directa.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires (16 - Raul Meireles)
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata (15 - Florent Malouda)
11 - Didier Drogba
12 - John Obi Mikel
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou
26 - John Terry

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
8 - Steven Gerrard
14 - Jordan Henderson
19 - Stewart Downing
20 - Jay Spearing (9 - Andy Carrol)
37 - Martin Skrtel
39 - Craig Bellamy (18 - Dirk Kuyt)

Cartões Amarelos: John Obi Mikel (38'), Daniel Agger (45') e Luis Suárez (83').

Assistência: 89102 (New Wembley Stadium)

Clima: Céu nublado (9ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Barclays Premier League - Arsenal x Chelsea (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester City (77 pontos) 34 jogos
Arsenal (64 pontos) 34 jogos
4º Tottenham (59 pontos) 33 jogos
5º Newcastle (59 pontos) 33 jogos
Chelsea (57 pontos) 33 jogos
7º Everton (47 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Arsenal tentou impor um maior domínio no jogo, procurando ter a bola durante o tempo suficiente para criar espaços para explorar no último terço. Os laterais subiam muito durante o processo ofensivo, dando largura ao ataque e permitindo que os extremos (principalmente Alex Chamberlain) procurassem espaços mais interiores. Foi mesmo pelo centro que o Arsenal procurava sempre criar desequilíbrios, não aproveitando muito o jogo lateral. O facto de não terem explorado muito os cruzamentos para a área poderá dever-se ao forte jogo aéreo dos centrais do Chelsea que competiam apenas com Van Persie nas bolas altas dado que nenhum dos extremos é forte no jogo de cabeça. Rosický movimenta-se a toda a largura do campo, em função das necessidades da equipa, ocupando sempre os espaços vazios de forma a dar continuidade à manutenção da posse da bola.
O Chelsea assumiu uma postura mais expectante e compacta durante o processo defensivo. Tanto os extremos como Malouda participavam nas acções defensivas. Apesar de haverem momentos em que também tentaram manter a posse da bola, normalmente procuravam aproveitar a velocidade dos extremos para explorar as transições defensivas. Em organização ofensiva, também se viu Bertrand a subir muito no terreno tentando desequilibrar com a sua velocidade aparecendo nas costas do lateral fazendo o overlap a Kalou. Na 2ª fase de construção, apenas um dos médios defensivos vinha buscar jogo para perto da linha defensivo, sendo que na maior parte das vezes era Romeu que tinha essa função. Essien dava linha de passe em posições mais avançadas.

2ª Parte
Os segundos 45' acabaram por ser algo desinteressantes a nível táctico, com as equipas a manterem as mesmas estruturas, apesar das substituições. Com o avançar do jogo, ambas as equipas começaram a apostar cada vez mais nas transições ofensivas e o jogo tornou-se num acumular de reacções aos erros adversários. Não houve grandes oportunidades para nenhuma das equipas.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Laurent Koscielny foi dos melhores jogadores em campo com várias intervenções importantes na defesa.
No Chelsea não houve grandes destaques a nível ofensivo. Talvez se possa destacar Petr Cech por algumas boas defesas em situações flagrantes de golo do Arsenal.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Gervinho para o lugar de Theo Walcott. Troca directa. Walcott sai lesionado.
65' - Entra Abou Diaby para o lugar de Tomás Rosický. Ramsey sobe para a posição de Rosický e Diaby fica a jogar ao lado de Song.
66' - Entra John Obi Mikel para o lugar de Oriol Romeu. Troca directa.
70' - Entra André Santos por Alex Oxlade-Chamberlain. Troca directa. Chamberlain teve pouca influência no jogo.
74' - Entra Juan Mata para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
77' - Entra Ashley Cole para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa. Bertrand sai lesionado.

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosický (2 - Abou Diaby)
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (27 - Gervinho)
15 - Alex Oxlade-Chamberlain (11 - André Santos)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
18 - Sébastien Squillaci
28 - Kieran Gibbs

Chelsea
1 - Petr Cech
5 - Michael Essien
6 - Oriol Romeu (12 - John Obi Mikel)
9 - Fernando Torres
15 - Florent Malouda
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (10 - Juan Mata)
23 - Daniel Sturridge
24 - Gary Cahill
26 - John Terry
34 - Ryan Bertrand (3 - Ashley Cole)

Cartões Amarelos: Tomás Rosický (30'), Florent Malouda (49'), Robin Van Persie (50'), José Bosingwa (72'), Abou Diaby (76'), Ashley Cole (81')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 24 de março de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Tottenham (30ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Arsenal (55 pontos)
Tottenham (54 pontos)
Chelsea (49 pontos)
6º Newcastle (47 pontos)

1ª Parte
O Chelsea usou um sistema táctico que não lhe é estranho, no entanto o posicionamento mostra algumas alterações ao normal, principalmente a colocação de Ramires a extremo direito e Sturridge a extremo esquerdo. Como do lado esquerdo do Tottenham costuma jogar Gareth Bale, o jogador mais influente da equipa, a colocação de Ramires nesse flanco poderá ter sido uma forma de consolidar defensivamente esse corredor, visto que Bosingwa não é um lateral que defende tão bem como Ivanovic, que se encontra lesionado. Defensivamente notou-se uma preocupação em não deixar os jogadores do corredor central (excepto os centrais) receber a bola à vontade o que dificultou muito a construção de jogo do Tottenham.
Habituados a jogar em 1-4-4-2, o Tottenham jogou numa espécie de 1-4-5-1, com 3 médios no corredor central para evitar uma grande inferioridade numérica nessa zona. Ainda assim, devido à forte pressão do Chelsea nesse corredor, só conseguiram levar a bola para o última terço através dos corredores laterais. Tiveram mais espaço no corredor lateral direito onde Sturridge não investia muito em movimentos defensivos mas Van der Vaart tinha a tendência para explorar zonas mais interiores e naturalmente, a equipa tentava procurar Bale sempre que possível colocando o jogo mais vezes no corredor contrário.

2ª Parte
Apesar de nenhuma equipa ter alterado do seu sistema táctico, o Tottenham começou a ter um ligeiro domínio do jogo, ao contrário do que aconteceu na 1ª parte. No geral, os segundos 45' foram mal jogados e excepto três situações de bola corrida em que o Tottenham poderia ter marcado golo (duas delas negadas por Cahill), praticamente todas as situações de perigo surgiram através de lances de bola parada. Com o decorrer do jogo, ambas as equipas iam aumentando a percentagem de ataques através de jogo directo para os homens da frente com o Chelsea a não conseguir construir jogo devido à elevada concentração de jogadores do Tottenham no seu meio campo defensivo, e estes últimos por começar a apostar no contra-ataque mostrando que se sentiam confortáveis com o empate que lhes permitia cumprir o objectivo classificativo de não perder pontos para o Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Gary Cahill destacou-se ao salvar a equipa 2 vezes em lances claros de golo para o Tottenham.
No Tottenham, Gareth Bale criou algumas situações de perigo para a sua equipa e era muitas vezes solicitado pelos seus colegas.

Substituições
60' - Entra David Luiz para o lugar de José Bosingwa. Troca directa, talvez para dar mais consistência defensiva ao corredor de forma a limitar a acção de Gareth Bale.
76' - Entra Fernando Torres para o lugar de Michael Essien. Torres fica a jogar a extremo direito e Ramires a médio centro. Uma substituição mais ofensiva com Ramires a conseguir cobrir uma maior área do campo no meio, ficando o Chelsea com um extremo direito com maior capacidade de finalização.
76' - Entra Louis Saha para o lugar de Rafael Van der Vaart. Troca directa. Van der Vaart teve pouca influência jogo jogo.
77' - Entra Jake Livermore para o lugar de Sandro. Troca directa.
89' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.

Golos
(Não houve)

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
5 - Michael Essien (9 - Fernando Torres)
7 - Ramires
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
17 - José Bosingwa (4 - David Luiz)
23 - Daniel Sturridge (21 - Salomon Kalou)
24 - Gary Cahill
26 - John Terry

Tottenham
24 - Brad Friedel
3 - Gareth Bale
4 - Younes Kaboul
8 - Scott Parker 
10 - Emmanuel Adebayor
11 - Rafael Van der Vaart (15 - Louis Saha)
13 - William Gallas 
14 - Luka Modric
28 - Kyle Walker
30 - Sandro (29 - Jake Livermore)
32 - Benoit Assou-Ekotto

Cartões Amarelos: Michael Essien (50'), Benoit Assou-Ekotto (64') e Sandro (66')

Assistência: 41830 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo (15ºC)