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sábado, 14 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Espanha 1 x 5 Holanda (Grupo B)


Marcha no Marcador
27' - 1x0 (Xabi Alonso)
44' - 1x1 (Robin van Persie)
53' - 1x2 (Arjen Robben)
64' - 1x3 (Stefan Vrij)
73' - 1x4 (Robin van Persie)
80' - 1x5 (Arjen Robben)

1ª Parte
A Espanha jogou predominantemente em ataque posicional, optando algumas vezes pelo jogo direto no início mas sempre sem sucesso, com Diego Costa sempre marcado pelos centrais da Holanda. A jogar com três centrais, a equipa de Van Gaal conseguiu lidar relativamente bem com o processo ofensivo da Espanha, principalmente porque ambos os extremos espanhóis, Silva e Iniesta, estiveram o tempo quase todo no corredor central e nos corredores atacaram apenas os laterais Alba e Azpilicueta, que foram sempre acompanhados por Janmaat e Blind. Ainda assim, os centrais holandeses tiveram algumas dificuldades com a mobilidade dos adversários, deixando-se por vezes arrastar para fora da posição e abrindo espaços entre a defesa que foram aproveitados por Diego Costa (quando ganhou o penalti) e por Silva que falhou o chapéu só com Caillessen pela frente. Nenhuma das equipas gastou muito energia a pressionar as linhas defensivas adversárias mas a Espanha foi sempre muito forte na pressão aquando as transições defensivas e quando a bola chegava ao setor médio ou avançado da Holanda, fazendo com que muitas vezes a bola passasse diretamente dos centrais para o ataque. A Holanda defendeu no seu meio campo e preocupou-se muito em tentar fechar linhas de passe em antecipação, o que apesar de ter sido algo eficiente, também foi a causa dos desposicionamentos, principalmente quando a Espanha ultrapassava o setor médio adversário uma vez que o corredor central apenas era defendido nesse caso por De Jong e De Guzmán para além dos centrais. O golo do empate acabou por surgir numa bola longa para Van Persie que aproveitou o mau posicionamento de Ramos em relação ao primeiro central para encontrar o espaço suficiente para finalizar de cabeça.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e logo aos 53', Robben marcou na sequência de um contra-ataque e o jogou alterou-se por completo. A Espanha expõe-se naturalmente a situações de contra-ataque quando a pressão feita nas transições defensivas não funciona e esse é um problema natural da estratégia por eles usada e neste jogo foram vítimas disso mesmo no 2º golo. Aos 63' Del Bosque retira Xabi Alonso e Diego Costa, com este última a não se enquadrar no modelo da Espanha e a torná-la de certa forma refém dos passes longos, dando poucas soluções no passe curto de forma a abrir espaços para a entrada de outros jogadores nas suas costas como era habitual quando usavam um falso nove. Logo após a substituição, sofreram o 3º golo num livre onde houve falta não assinalada sobre Casillas. Cerca de 10 minutos mais tarde, é Casillas a receber mal a bola com os pés e a oferecer autenticamente o golo a Van Persie. Este era claramente um daqueles jogos em que nada corria bem à seleção espanhola. Já com Fàbregas em campo, sem ter havido nenhuma alteração relevante, sofreram já nos 80' um 5º golo num contra-ataque em que Robben se superiorizou à defesa de Espanha em velocidade e conseguiu finalizar em grande estilo. Van Gaal teve intervenções mais discretas, limitando-se a substituir os seus jogadores amarelados (De Guzmán já tinha arriscado um segundo amarelo) e conseguiu controlar o jogo sem precisar de fazer alterações estratégicas ao longo do jogo.

Substituições
62' - Entra Georginio Wijnaldum para o lugar de Jonathan de Guzmán. Troca direta.
63' - Entram Fernando Torres e Pedro Rodríguez para os lugares de Diego Costa e Xabi Alonso. Torres fica como ponta de lança, Pedro como extremo esquerdo e Iniesta passa para médio centro.
77' - Entra Jöel Veltman para o lugar de Stefan de Vrij. Troca direta.
78' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de David Silva. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas fica como médio centro.
79' - Entra Jeremain Lens para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Jonathan de Guzmán (25'), Stefan de Vrij (41'), Iker Casillas (65') e Robin van Persie (66').

Assistência: 48.173 (Arena Fonte Nova)

Clima: Chuva (27ºC)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Taça das Confederações - Brasil 3 x 0 Espanha (Final)


Marcha do Marcador
2' - 1x0 (Fred)
44' - 2x0 (Neymar)
47' - 3x0 (Fred)

1ª Parte
O Brasil teve sempre a preocupação em impedir a primeira fase de construção da Espanha, cientes do perigo do adversário a construir jogo desde trás. Também nos lançamentos laterais no meio campo da Espanha, o Brasil subia muito o seu bloco para cortar os espaços de ação dos jogadores da Espanha. Ofensivamente, tentavam sempre chegar rapidamente à baliza adversária, tentando sempre lançar Neymar no lado esquerdo do ataque. Hulk foi pouco solicitado, curiosamente mesmo estando a jogar no corredor lateral que seria mais vulnerável para a Espanha em situações de contra-ataque e ataque rápido devido às características ofensivas de Jordi Alba. À parte dos aspetos táticos e estratégicos, notou-se que a equipa do Brasil estava extremamente motivada com o facto de jogar em casa e pareceu sempre estar acima da Espanha nos aspetos anímicos.
A Espanha jogou em ataque posicional, tentando sempre controlar a bola e pressionando muito quando não tinha a bola mas tiveram muitas dificuldades em chegar com perigo à baliza de Júlio César. Tanto Pedro como Mata fizeram os seus movimentos habituais para o corredor central mas os laterais do Brasil não se deixavam surpreender na fase defensiva e a linha defensiva do Brasil era raramente apanhada em contra-pé. A equipa, no geral, pareceu acusar algum cansaço, muito por culpa de ter um dia a menos de descanso que o Brasil e ter jogado 120' na meia final.

2ª Parte
Ao intervalo, Vicente Del Bosque substitui Arbeloa que teve sempre muitas dificuldades em lidar com Neymar mas o sistema tático mantém-se inalterado. A 2ª parte começou praticamente como a 1ª, com um golo do Brasil. A partir daqui, com a motivação com que o Brasil estava a jogar e com o desgaste a vários níveis da equipa da Espanha, esperar outro resultado que não fosse a vitória do Brasil era muito difícil. Depois do golo, a Espanha faz a substituição habitual sempre que precisa de marca golos no jogo, com a entrada de Jesús Navas que vinha dar mais velocidade e verticalidade ao jogo da sua equipa, escolhendo perder alguma capacidade de manutenção da bola para ganhar em oportunidades de golo mas a substituição não surtiu efeito porque tal como no 1º tempo, ambos os laterais brasileiros foram muito cautelosos a nível defensivo e raramente deram espaço aos extremos adversários. Todas as restantes substituições do jogo acabaram por não ser relevantes até porque com a expulsão de Piqué, a Espanha fica sem capacidade de resposta ao jogo do Brasil uma vez que Busquets é obrigado a fechar a zona central da defesa e os médios Xavi e Iniesta não tem capacidade de controlar o meio campo, uma vez que a sua equipa estava agora a jogar com dois extremos puros o que fragilizava ainda mais o corredor central em todos os momentos do jogo.

Substituições
Int - Entra César Azpilicueta para o lugar de Álvaro Arbeloa. Troca direta.
52' - Entra Jesús Navas para o lugar de Juan Mata. Pedro passa para extremo esquerdo e Navas fica como extremo direito.
59' - Entra David Villa para o lugar de Fernando Torres. Troca direta.
73' - Entra Jádson para o lugar de Hulk. Troca direta.
80' - Entra para o lugar de Fred. Troca direta.
88' - Entra Hernanes para o lugar de Paulinho. Troca direta.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Álvaro Arbeloa (15') e Sergio Ramos (28').

Cartão Vermelho: Gerard Piqué (68').

Assistência: 73531 (Maracanã)

Clima: Céu nublado (23ºC)

domingo, 1 de julho de 2012

Euro 2012 - Espanha x Itália (Final)


1ª Parte
A Espanha jogou em ataque posicional, insistindo sempre o seu jogo ofensivo pelo corredor central com as alas a ficarem entregues aos defesas laterais. Ambos os extremos procuram os espaços interiores, com este movimento a ser mais visível em Silva que Iniesta. É através da condução de bola destes nos respectivos movimentos que são criados grandes partes dos desequilíbrios. Defensivamente mostraram uma pressão ao portador da bola muito assertiva no próprio meio campo mas quando era a linha defensiva adversária que tinha a bola, apenas Fàbregas (e por vezes também Xavi) pressionavam, sempre com o objectivo de o portador da bola não conseguir rodar o flanco ou jogar para o médio concretizando a segunda fase de construção e  jogo curto. Notou-se também uma grande precupação em os médios centro adversários não terem tempo nem espaço para decidir as suas acções, principalmente Pirlo que teve muito pouco espaço, mesmo vindo para zonas mais recuadas. O seu bloco defensivo alto ajudou a fechar os espaços aos médios adversários.
A Itália defendeu com o bloco alto, tentando sempre dificultar a primeira e segunda fase de construção do adversário. Começaram com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário e houve sempre preocupação em não dar espaço com bola aos jogadores com bola, ainda assim mostraram muitas dificuldades em lidar com as constantes movimentações dos médios adversários, principalmente a linha defensiva. O método de jogo ofensivo predominante era o contra-ataque, com jogo directo para um dos avançados, tendo sido Cassano o mais solicitado. As acções ofensivas, mesmo aquelas mais próximas de ataques posicionais, tinham um envolvimento reduzido dos jogadores do meio campo e dependiam quase sempre das acções individuais dos dois pontas de lança.

2ª Parte
Ao intervalo, a Itália trocou um dos pontas de lança, entrando Di Natale que é um jogador mais incisivo nas suas movimentações, jogando mais próximo da baliza e sendo um especialista nas acções de desmarcação. A perder por dois golos, a Itália tinha de ir atrás do prejuízo e de arriscar mais. Notou-se inclusive que uma das apostas para chegar ao golo eram os esquemas tácticos e viram-se várias vezes jogadores italianos a tentarem ganhar faltas no meio campo ofensivo. Esta era uma aposta natural, uma vez que era mais fácil chegar à baliza em lances de bola parada que em jogo corrido uma vez que a Espanha é uma equipa que bloqueia muito bem as acções ofensivas dos adversários no seu meio campo defensivo. A terceira substituição de Itália foi a entrada de Motta por Montolivo, um jogador com características mais defensivas que entrou para a posição dez. A Espanha geriu as substituições em função do que vinha fazendo ao longo do Europeu e também daquilo que era esperado o adversário. Motta lesionou-se aos 62' e a Itália fica a jogar com menos um jogador e sem terem capacidade de pressionar a Espanha em zonas avançadas, descem as suas linhas e apostam ainda mais no contra-ataque. Pedro já estava em campo, sendo um jogador que garante mais verticalidade de jogo que Silva e é uma boa solução para surpreender as linhas defensivas adversárias com bolas nas costas mas com a descida da equipa italiana no terreno, deixou de ter tanto espaço. Mais tarde entra Torres, outra solução mais ofensiva que conseguiu aproveitar o desespero de Itália para tentar algo do jogo e acabou com um golo e uma assistência para o golo de Mata (a última substituição).

Jogadores-Chave
Na Espanha houve várias boas exibições mas o destaque irá para Xavi que sempre que teve espaço fez estragos, acabou com duas assistências.
Na Itália, ninguém esteve particularmente bem, muito por culpa da boa organização estratégica da Espanha.

Golos
14' - Iniesta faz um passe de ruptura para Fàbregas do lado direito, com este a ganhar espaço a Chiellini em velocidade e ao chegar à linha de fundo cruza para o centro da área com Silva a atacar a bola e a cabecear ao segundo poste fazendo o golo.
41' - Jordi Alba passa para Xavi e arranca em velocidade, Xavi conduz a bola e faz um passe de ruptura para Alba que se isola nas costas da defesa e na frente de Buffon faz o golo com facilidade.
84' - Xavi recupera uma bola e lança logo Torres que se isola e coloca calmamente a bola rasteira ao segundo poste, fazendo o golo.
88' - Xabi Alonso lança Torres em profundidade, este fixa o guarda-redes do lado esquerdo e passa para o meio onde está Mata que remata para o golo.

Substituições
21' - Entra Federico Balzaretti para o lugar de Giorgio Chiellini. Troca directa com Chiellini a sair lesionado.
Int - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Antonio Cassano. Balotelli fica agora descaído para o lado esquerdo e Di Natale para o lado direito.
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
59' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Troca directa.
75' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
87' - Entra Juan Mata para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (25') e Andrea Barzagli (45').

Assistência: 63170 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (26ºC)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012 - Portugal x Espanha (Meia-Final)

1ª Parte
Portugal teve uma grande preocupação em tentar limitar a 1ª fase de construção do adversário, dado que estes são muito fortes na condução de bola desde a sua área através de jogo apoiado. Assim, obrigavam-nos a bater a bola para o meio campo onde estavam mais jogadores portugueses para poderem disputar a bola. Quando não conseguiam, desciam para trás da linha da bola, onde mostravam uma excelente capacidade de basculação defensiva, sempre com a preocupação de cortar linhas de passe interior. Moutinho foi o médio centro que mais subia na pressão (jogaram praticamente em 1-4-2-3-1), sempre para o seu lado direito (Hugo Almeida ficava com o lado esquerdo) o que fez com que o Nani não precisasse de subir na pressão, guardando melhor o flanco mais perigoso do adversário, juntamente com João Pereira. Com bola, a aposta era no contra-ataque e no ataque rápido. Eram recorrentes as bolas directas para os jogadores mais adiantados, usando muitas vezes Hugo Almeida como jogador-alvo, bem como as bolas batidas para o lateral do lado contrário que subia sempre para aproveitar o espaço dado pela zona pressionante da Espanha.
Tal como Portugal, a Espanha tentava sempre impedir as primeiras fases de construção de Portugal. Mostraram quase sempre uma pressão muito alta e assertiva tornando muito difícil o adversário conseguir sair em ataque posicional. Ao contrário do que se passou em outros jogos, onde Iniesta era o jogador que fazia mais o movimento interior e Alba era o lateral mais ofensivo, desta vez foi Silva que saía recorrentemente do seu corredor, jogando a toda a largura do campo, o que fez com que Arbeloa fosse o lateral que mais subia no corredor. Isto pode ter sido consequência da acção defensiva de Portugal, cujos jogadores do corredor lateral direito raramente se desposicionaram, ou uma aposta estratégica, de forma a tentar limitar as subidas de Coentrão e até mesmo Ronaldo. É preciso notar que, devido à grande ocupação espacial a nível defensivo adversário da zona à frente da defesa, Xavi teve muito poucas oportunidades de jogar a bola em zonas mais avançadas, o que fez com que ele tivesse de descer ao nível do duplo pivot defensivo para vir buscar jogo.

2ª Parte
A primeira alteração ocorreu da parte da Espanha, com a entrada de Fàbregas para o ataque, jogador que era previsto no onze inicial. Negredo tinha tido pouca influência no jogo e acabou por facilitar a acção defensiva de Portugal, dando-se à marcação a um dos centrais, obrigando Silva a ser o homem a aparecer entre-linhas. 6' depois entra Navas para o lado direito. É uma substituição habitual que confere instantaneamente outro tipo de jogo à Espanha, tendo um homem junto à linha sempre pronto para aparecer nas costas da defesa (Navas) e um jogador entre-linhas a distribuir e a conferir mais segurança na manutenção da posse da bola (Fàbregas). Apesar da maior facilidade em jogar à frente da defesa portuguesa, ambas as equipas continuaram algo distantes do golo, com os guarda-redes a intervirem mais com os pés (passe e recepção) que com as mãos. A cerca de 10' do fim, Nelson Oliveira entra por Hugo Almeida e já perto do fim, a Espanha passa a jogar com dois extremos puros após a entrada de Pedro, com os laterais a terem ainda mais preocupações e com Nani a descer cada vez mais no terreno.

Prolongamento
Apenas na 2ª parte do prolongamento é que Portugal esgotou as duas subtituições, alterando o sistema táctico para 1-4-2-3-1. O duplo pivot defensivo ajudou a estancar a zona entre-linhas que estava a ser muito bem explorada por Fàbregas mas esta alteração não teve grandes efeitos práticos porque com as constantes subidas de Moutinho no terreno em fase defensiva, em acções de pressão, Portugal acabou por jogar durante grande parte da partida com dois pivots defensivos, embora não tão declarados como após a entrada de Custódio.

Penaltis
1 - Xabi Alonso remata para o lado direito com Rui Patrício a defender a bola.
1 - João Moutinho remata para a esquerda com Iker Casillas a defender a bola.
2 - Andrés Iniesta remata para a direita com Rui Patrício a cair para o lado contrário.
2 - Pepe remata para o lado esquerdo com Iker Casillas a não chegar à bola. 
3 - Gerard Piqué remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 
3 - Nani remata ao ângulo esquerdo com Iker Casillas a cair para o lado contrário.
4 - Sergio Ramos remata picado para o meio com Rui Patrício a cair para a direita.
4 - Bruno Alves remata à trave com Iker Casillas a cair para o lado direito. 
5 - Cesc Fàbregas remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, houve vários jogadores em grande destaque mas João Moutinho teve um papel fundamental na acção defensiva.
Na Espanha, Fàbregas e Navas vieram dar outra dinâmica ao jogo, travando um pouco a iniciativa ofensiva portuguesa.

Golos
(Não houve).

Substituições
54' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Álvaro Negredo. Troca directa.
60' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida. Troca directa.
87' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Xavi. Pedro fica a jogar a extremo esquerdo e Iniesta passa para a posição dez.  
Int P. - Entra Custódio para o lugar de Miguel Veloso. Troca directa.
113' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Moutinho a médios defensivos, Nani na posição dez e Varela a extremo direito. 

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso (6 – Custódio)
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
9 – Hugo Almeida (11 – Nélson Oliveira)
16 – Raul Meireles (18 – Silvestre Varela)
17 – Nani
21 – João Pereira
Treinador: Paulo Bento

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (7 – Pedro Rodríguez)
11 – Álvaro Negredo (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Cüneyt Cakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (40'), Fábio Coentrão (45'), Sergio Busquets (60'), Pepe (61'), João Pereira (64'), Álvaro Arbeloa (83'), Bruno Alves (86'), Miguel Veloso (90'+3) e Xabi Alonso (113').

Assistência: 48000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (22ºC)

sábado, 23 de junho de 2012

Euro 2012 - Espanha x França (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A Espanha, jogando em ataque posicional, gozou de um domínio de jogo durante toda a primeira parte, com os jogadores a mostrarem grande mobilidade, principalmente os médios centro e os extremos, a mudarem constantemente de posição de forma a dar sempre a melhor solução de passe ao colega e para abrir novos espaços para serem aproveitados por outros jogadores. Durante a manutenção da posse da bola, aproveitaram muitas vezes a capacidade de passe longo de Xabi Alonso para virar o centro do jogo para o corredor lateral contrário onde aparecia sempre o lateral Arbeloa ou Alba (dependendo do lado) sozinho sem nenhum jogador adversário num raio de 10 metros. Sem bola, foram sempre muito assertivos, com um ou dois jogadores na pressão ao portador da bola e com a preocupação de cortar as linhas de passe para precipitar um mau passe.
A França está habituada a jogar em ataque posicional, com o envolvimento de vários jogadores na troca de bola mas a acção defensiva dos adversários não possibilitaram que esse estilo de jogo fosse praticado e as suas acções ofensivas resumiram-se a ataques rápidos e contra-ataques. À parte de todos os problemas de balneário que possam ter acontecido, a verdade é que a França entrou em jogo com um onze mais defensivo que o habitual, talvez já prevendo que seria muito complicado jogar de igual para igual. Ainda assim, notou-se que em posse da bola, mostravam um posicionamento de uma equipa que joga em ataque posicional, com os centrais bem abertos no campo e os laterais a subirem ligeiramente. Sem bola, viram-se obrigados a defender no seu próprio meio campo, com Cabaye e Malouda a terem muitas dificuldades em pressionar os médios adversários.

2ª Parte 
Com a incapacidade da França criar perigo, Laurent Blanc colocou Ménez e Nasri em campo, com o primeiro a entrar por Debuchy, um lateral que jogou a extremo e Nasri entrou por Malouda, dando mais criatividade e pendor ofensivo ao meio campo Francês. A França ganhou uma maior capacidade para manter a bola e ganhou algum controlo do jogo, chegando mais vezes ao último terço ainda que criando poucas situações de perigo. A Espanha colocou Pedro na esquerda, dando mais verticalidade a esse corredor lateral e minutos mais tarde colocou Fernando Torres na frente de ataque, renunciando assim a um jogo de posse em detrimento de mais objectividade no ataque. A França foi subindo no jogo e aos 79' colocam mais um atacante em jogo, começando a procurar mais o jogo directo para o último terço, não trazendo grandes vantagens. O segundo golo nasceu de uma bola colocada em profundidade para Pedro, que ganha um penalti.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Xabi Alonso foi o homem do jogo com os dois golos marcados e uma grande influência na circulação da bola.
Na França, Benzema foi o jogador mais influente no ataque, criando praticamente sozinho algumas situações de perigo.

Golos
19' - Iniesta desmarca Alba no corredor lateral esquerdo que ganha a linha de fundo e cruza ao segundo poste onde Xabi Alonso aparece no espaço vazio a cabecear para o golo.
91' - Xabi Alonso marca o penalti para o lado esquerdo com Lloris a cair para o lado contrário.

Substituições
64' - Entra Jérémy Menez para o lugar de Mathieu Debuchy. Troca directa.
65' - Entra Samir Nasri para o lugar de Florent Malouda. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Nasri na posição dez e Cabaye a médio defensivo com M'Vila.
65' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Pedro passa para extremo esquerdo e Iniesta para extremo direito.
67' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
79' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Yann M'Vila. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Giroud a jogar a ponta de lança ao lado de Benzema.
84' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.

Espanha
1 - Iker Casillas
3 - Gerard Piqué
6 - Andrés Iniesta (20 - Santi Cazorla)
8 -  Xavi
10 - Cesc Fàbregas (9 - Fernando Torres)
14 - Xabi Alonso
15 - Sergio Ramos
16 - Sergio Busquets
17 - Álvaro Arbeloa
18 - Jordi Alba
21 - David Silva (7 - Pedro Rodríguez)

França
1 - Hugo Lloris
2 - Mathieu Debuchy (14 - Jérémy Menez)
4 - Adil Rami
6 - Yohan Cabaye
7 - Franck Ribéry
10 - Karim Benzema
13 - Anthony Réveillère
15 - Florent Malouda (11 - Samir Nasri)
17 - Yann M'Vila (9 - Olivier Giroud)
21 - Laurent Koscielny
22 - Gaël Clichy

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (31'), Yohan Cabaye (42') e Jérémy Menez (76').

Assistência: 47000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (26ºC)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Croácia x Espanha (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Espanha (4 pontos) 2 jogos
Croácia (4 pontos) 2 jogos
3º Itália (2 pontos) 2 jogos
4º República da Irlanda (0 pontos) 2 jogos

1ª Parte
A Croácia em fase defensiva jogou com duas linhas de quatro jogadores, muito próximas entre si, mostrando uma grande coordenação nas suas acções. Quando os adversários atacavam pelo corredor lateral, da linha defensiva saia apenas o lateral à bola com o resto da linha a ficar no corredor central, na linha do meio campo ia o extremo (que era mais um médio ala) e o médio centro desse lado aproximava para aumentar a pressão em possíveis combinações interiores dos jogadores adversários. De salientar a grande entreajuda entre os extremos e laterais, o que ajudou muito ao controlo das acções defensivas nos corredores laterais. No ataque, apostaram naturalmente nos contra-ataques e ataques rápidos, até porque a acção defensiva da equipa adversária tornava muito complicado jogar em ataque posicional. O principal jogador das transições ofensivas era Modric, por quem passava quase todo o jogo ofensivo.
A Espanha defendeu sempre em zonas avançadas, mostrando uma pressão muito forte nos momentos de transição defensiva, momentos em que apareciam sempre dois ou três jogadores a fechar os caminhos ao portador da bola. Com bola, mantiveram a sua identidade jogando em ataque posicional, utilizando quase sempre o passe curto, virando o centro de jogo quantas vezes fossem precisas para que alguma desconcentração defensiva do adversário resultasse em eventuais espaços a explorar no último terço ofensivo.
Apesar de a Espanha ter o (já esperado) domínio do jogo, não conseguiu concretizar esse mesmo domínio em situações de finalização e o resultado de 0-0 ao intervalo acaba por ser justo para o que aconteceu no jogo.

2ª Parte
A Espanha continuou a ter muita posse da bola mas a ser pouco objectiva pelo que a primeira alteração foi feita por Del Bosque aos 61' com a entrada de Navas. Por um lado a substituição foi bastante lógica pois Navas é um jogador mais incisivo nas suas acções ofensivas, procurando sempre ganhar a linha para cruzar para o meio, dando assim mais sentido e direcção às jogadas ofensivas da sua equipa, por outro lado retirou o único finalizador que tinham em campo e a solução dos cruzamentos acabou por ser inconsequente. 5' mais tarde, Bilic altera quase toda a estrutura da sua equipa, voltando a repetir a constituição inicial dos últimos dois jogos. Isto significava uma equipa mais ofensiva com dois pontas de lança na frente e Modric no centro do meio campo, jogador que tem sempre tendência a subir no terreno e jogar como organizador. Significa também que iam perder mais consistência defensiva, no entanto apenas a vitória interessava porque no outro jogo a Itália estava em vantagem. Com estas alterações, permitiram à Espanha chegar mais vezes à baliza mas também criaram mais situações de finalização. A 10' do fim, a Croácia coloca mais um ponta de lança mas toda a sua estratégia caiu por terra aos 87' com o golo da Espanha em que Fàbregas mostra a função de um 'falso ponta de lança' ao servir os dois extremos que se isolam nas costas da linha defensiva.

Jogadores-Chave
Na Croácia, Modric foi o jogador que mais dificuldades criou à Espanha, com a sua qualidade técnica a ser utilizada sempre em prol da equipa.
Na Espanha, não houve grandes destaques na equipa pelo que Casillas acabou por ser fundamental pelas defesas importantes que fez no jogo.

Golos
87' - Fàbregas pica a bola por cima da linha defensiva, encontrando Iniesta que completamente isolado, fixa o guarda-redes e passa para a direita onde Navas marca com a baliza aberta.

Substituições
61' - Entra Jesús Navas para o lugar de Fernando Torres. Navas fica a jogar a extremo direito e Silva passa para ponta de lança.
66' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Danijel Pranjic. Troca directa.
66' - Entra Nikica Jelavic para o lugar de Domagoj Vida. Srna desce para lateral direito, Modric desce para médio centro, Rakitic passa para extremo direito, Mandzukic fica como segundo avançado e Jelavic vai para ponta de lança.
73' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Eduardo para o lugar de Ognjen Vukojevic. Jelavic descai para o lado direito, Eduardo fica a ponta de lança e Rakitic volta para médio centro.
89' - Entra Álvaro Negredo para o lugar de Xavi. Negredo vai para ponta de lança e Fàbregas desce para a posição dez.

Croácia
1 – Stipe Pletikosa
2 – Ivan Strinic
5 – Vedran Corluka
6 – Danijel Pranjic (20 – Ivan Perisic)
7 – Ivan Rakitic
8 – Ognjen Vukojevic (22 – Eduardo)
10 – Luka Modric
11 – Darijo Srna
13 – Gordon Schildenfeld
17 – Mario Mandzukic
21 – Domagoj Vida (9 – Nikica Jelavic)
Treinador: Slaven Bilic

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (11 – Álvaro Negredo)
9 – Fernando Torres (22 – Jesús Navas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (10 – Cesc Fàbregas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

Cartões Amarelos: Vedran Corluka (28'), Darijo Srna (44'), Ivan Strinic (53'), Nikica Jelavic (90'+1), Mario Mandzukic (90'+1) e Ivan Rakitic (90'+4).

Assistência: 39076 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Espanha x República da Irlanda (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Croácia (4 pontos) 2 jogos
2º Itália (2 pontos) 1 jogo
Espanha (1 ponto) 1 jogo
República da Irlanda (0 pontos) 1 jogo 

1ª Parte
A Espanha jogou como é costume, em ataque posicional, trocando a bola com o objectivo de abrir espaços na defesa adversária, alternando o jogo pelos três corredores. Conseguiam sempre uma boa ocupação do espaço no ataque com a largura a ser assegurada pelos laterais que subiam bem pelos corredores laterais aproveitando os movimentos interiores dos dois extremos que tanto com bola como sem bola tinham a tendência de vir para o corredor central. Nas transições defensivas, tentavam sempre condicionar a acção do portador da bola com vista à rápida recuperação da bola ou ao impedimento da criação de uma eventual jogada de contra-ataque, de forma a esperar por mais elementos para efectuar uma pressão mais eficiente.
A República da Irlanda mostrou duas formas distintas de defender, em função da situação de jogo. Em organização defensiva, desciam as duas linhas de quatro jogadores para perto da sua área e tentaram assegurar uma maior coesão espacial para limitar o espaço de jogo dos adversários. Aqui, Cox era o avançado responsável por cobrir o espaço de acção de Busquets. Em situações de bola parada (principalmente nos pontapés de baliza e lançamentos de linha lateral) subiam bastante a sua equipa, obrigando a Espanha a bater a bola directamente para o ataque e a disputar a posse pelo ar, onde no ataque, apenas Torres tem essa capacidade. Com bola, os jogadores mostravam pouca mobilidade, procurando apenas acções simples. As suas opções passavam principalmente pela exploração de contra-ataques ou ataques rápidos (com jogo directo para os seus avançados) e pelos esquemas tácticos no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Apenas a República da Irlanda fez alterações ao intervalo, fazendo uma troca directa no ataque. Os sistemas tácticos foram os mesmos e a tendência do jogo também. Houve apenas alguns pontos de destaque neste segundo tempo, sendo que um deles é o posicionamento defensivo dos jogadores da Espanha nos livres laterais. Os esquemas tácticos eram um dos pontos fortes da Irlanda e para tentar contrariar esse perigo, a Espanha defendia alguns metros à frente da linha da grande área, sendo que este posicionamento é perigoso pois não há uma referência para o posicionamento (seria a linha da grande área) e poderão haver falhas ao nível do fora de jogo, no entanto faz com que os jogadores adversários ataquem a bola muito longe da baliza relativizando o perigo dessas situações de finalização. De todas as substituições, uma que implicou uma alteração a nível dinâmico do jogo foi a de Javi Martínez que, dada a sua capacidade de jogar como central, deu alguma liberdade para os centrais saírem com bola para criar desequilíbrios (principalmente Sergio Ramos), colocando o sistema táctico da Espanha mais perto do 1-4-2-3-1 que do 1-4-3-3.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Torres pelos dois golos marcados, Silva pelas três assistências e Xavi pela excelente capacidade de passe, fazendo a ligação do meio campo ao ataque.
Na República da Irlanda, apesar dos quatro golos sofridos, Shay Given foi dos melhores jogadores.

Golos
4' - Dunne demora para tirar a bola da área e Torres aparece por trás para roubar a bola, ainda passa por Ward e remata forte para o golo.
49' - David Silva recebe a bola dentro da área após uma defesa incompleta de Shay Given, faz duas simulações desequilibrando dois defesas e remata por entre as pernas de um terceiro colocando a bola rasteira ao 2º poste.
70' - Iniesta rouba uma bola no meio campo, esta sobra para Silva que isola Fernando Torres e este na frente de Given remata para o golo.
83' - Canto marcado do lado direito por Silva, rasteiro ao primeiro poste, onde aparece Fàbregas que tira um jogador do caminho e remata forte, já perto da baliza, para o golo.

Substituições
Int - Entra Jon Walters para o lugar de Simon Cox. Troca directa.
65' - Entra Javi Martínez para o lugar de Xabi Alonso. Troca directa.
74' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Fernando Torres. Troca directa.
77' - Entra James McClean para o lugar de Damien Duff. McClean vai para o lado esquerdo e McGeady passa para o lado direito.
80' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.
80' - Entra Paul Green para o lugar de Glenn Whelan. Green fica como médio centro do lado direito e Andrews como médio centro do lado esquerdo.

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta (20 – Santi Cazorla)
8 – Xavi
9 – Fernando Torres (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso (4 – Javi Martínez)
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva
Treinador: Vicente Del Bosque

República da Irlanda
1 – Shay Given
2 – Sean St. Ledger
3 – Stephen Ward
4 – John O’Shea
5 – Richard Dunne
6 – Glenn Whelan (21 – Paul Green)
7 – Aiden McGeady
8 – Keith Andrews
10 – Robbie Keane
11 – Damien Duff (22 – James McClean)
20 – Simon Cox (14 – Jon Walters)
Treinador: Giovanni Trapattoni

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões AmarelosRobbie Keane (36'), Glenn Whelan (45'+1), Xabi Alonso (54'), Javi Martínez (76') e Sean St. Ledger (84').

Assistência: 39150 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Chuva (11ºC)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Espanha x Itália (1ª Jornada)

1ª Parte
Defensivamente, a Espanha mostrou uma pressão forte, subindo sempre no terreno para obrigar o adversário a bater a bola para a frente. Na pressão à linha defensiva, eram os médios interiores que ajudavam o ponta de lança a fechar o espaço aos três centrais pois os extremos viam-se obrigados a descer no terreno para cobrir o espaço aos alas de Itália. Ofensivamente tiveram muitas dificuldades em atacar pelo corredor central devido à grande aglomeração de jogadores da Itália pelo que quase todos os desequilíbrios que aí aconteciam tinham origem em lances individuais. A forma mais fácil de conseguirem chegar ao último terço ofensivo era através dos corredores laterais apesar de não interessar à Espanha ganhar a linha de fundo devido à diferença de estatura entre seus avançados (que não são sequer avançados de origem) e os três centrais adversários.
A Itália variou a altura do seu bloco nas acções defensivas, sendo que umas vezes subia o bloco para pressionar a Espanha no meio campo adversário e noutras ocasiões esperou pelos adversários no seu meio campo defensivo. Com o seu sistema táctico, os médios alas desciam no processo defensivo, permitindo aos centrais concentrarem-se no corredor central que, juntamente com os três médios centro, criavam uma barreira muito difícil de transpor pela Espanha através de combinações e eliminou todas as tentativas de passes de ruptura. Os avançados tiveram muitas vezes de defender o seu corredor lateral para incomodar a acção da Espanha no corredor lateral, visto que os alas desciam muito no acompanhamento aos extremos. Nas transições defensivas pressionavam os adversários com alguma assertividade, tentando também cortar as linhas de passe, jogando em antecipação, do portador da bola. A primeira opção de ataque da Itália era o contra-ataque, tentando sempre servir um dos avançados que aparecia num dos corredores laterais, aproveitando a subida dos laterais adversários. Apesar de o terem feito algumas vezes, não tiveram muitas oportunidades para construir desde o seu sector defensivo devido à pressão da equipa adversária.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram em jogo com a mesma forma de jogar. O primeiro treinador a fazer alterações foi o italiano, colocando Di Natale por Balotelli que já tinha um cartão amarelo e tinha-se mostrado muito pouco eficiente no ataque. Foi mesmo Di Natale que fez o primeiro golo minutos depois de entrar em campo, depois de um excelente trabalho de Pirlo. Apesar da Espanha ter empatado 3 minutos depois, o golo de Itália originou uma alteração em cada equipa, com Prandelli a colocar Giovinco, tentando explorar uma maior velocidade no ataque, presumindo que a Espanha ia abrir mais espaços para tentar a vitória e Del Bosque coloca Jesús Navas que entrou para a posição de Silva mas pelas suas características ia ter uma acção muito diferente, pelo que Navas é um extremo puro e iria invariavelmente dar mais largura ao ataque e ia procurar mais vezes a linhas de fundo. Mas a substituição mais marcante e que alterou mais o jogo aconteceu 10' mais tarde com a entrada de Torres. Apesar de ter sido uma troca directa com Fàbregas, Torres é um ponta de lança de raiz e mostrou-se claramente como um jogador mais objectivo em acções ofensivas, procurando sempre o caminho mais curto para a baliza, usando sempre processos mais simples para conseguir situações de finalização. Por esta altura, a Espanha estava a ser a equipa mais perigosa e apenas por infelicidade não conseguiu o golo da vitória.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Iniesta fez um grande jogo, conseguindo sempre vários desequilíbrios com bola, apesar de todas as dificuldades criadas pela Itália. Busquets foi mais discreto mas foi (e é quase sempre) fundamental na circulação da bola, criando vários espaços através das suas movimentações sem bola.
Na Itália, Pirlo foi sempre um jogador perigoso e seguro quando tinha a bola. De Rossi mostrou-se muito forte numa posição que não é habitualmente a sua, tanto nas acções defensivas como na distribuição, mostrando uma capacidade de passe muito acima da média.

Golos
61' - Pirlo passa por um adversário no meio campo e faz um passe de ruptura para Di Natale que isolado faz o golo.
64' - David Silva recebe uma bola à entrada da área, faz um passe de ruptura para Fàbregas que na frente de Buffon faz o golo.

Substituições
56' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa.
64' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
64' - Entra Sebastian Giovinco para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa.
74' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
90' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Thiago Motta. Troca directa.

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi
10 – Cesc Fàbregas (9 – Fernando Torres)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Itália
1 – Gianluigi Buffon
2 – Christian Maggio
3 – Giorgio Chiellini
5 – Thiago Motta (23 – Antonio Nocerino)
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (20 – Sebastian Giovinco)
13 – Emanuele Giaccherini
16 – Daniele De Rossi
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (66'), Jordi Alba (68'), Giorgio Chiellini (80'), Álvaro Arbeloa (84'), Fernando Torres (84') e Christian Maggio (89').

Assistência: 38869 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Pouco nublado (18ºC)