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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Campeonato do Mundo 2015 (Feminino) - E.U.A. 5 x 2 Japão (Final)



Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Carli Lloyd)
5' - 2x0 (Carli Lloyd)
14' - 3x0 (Lauren Holiday)
16' - 4x0 (Carli Lloyd)
27' - 4x1 (Yuki Ogimi)
52' - 4x2 (Julie Johnston) auto-golo
54' - 5x2 (Tobin Heath)

1ª Parte
O jogo ficou marcado por um início fantástico dos Estados Unidos ao marcarem 4 golos em 16', os dois primeiros de canto e livre lateral, um 3º na sequência de uma má intercepção de Iwashimizu e o 4º num remate de meio campo de Lloyd a aproveitar a posição mais adiantada da guarda-redes do Japão. O Japão jogou sempre em ataque posicional mas a equipa dos Estados Unidos, a jogar em ataque rápido, foi mais objectiva a procurar colocar a bola no último terço. O Japão foi sempre um bocado passivo no processo defensivo, dando muito tempo para a portadora da bola adversária decidir, mesmo no seu meio campo defensivo. Com a equipa a perder 4-0, Norio Sasaki coloca a sua equipa a atacar com 3 defesas (Utsugi, Kumagai e Iwashimizu), Ariyoshi e Sameshima nos corredores direito e esquerdo respectivamente, Sakaguchi como média defensiva, Miyama e Kawasumi como interiores e Ogimi e Ohno no ataque. A alteração produziu efeitos práticos com o Japão a recuperar um golo e a começar a controlar um pouco mais o jogo. Mais tarde, com a entrada de Sawa, Sakaguchi passa para a linha de 3 defesas e Sawa fica como média defensiva, numa tentativa de dar mais qualidade e experiência ao meio campo e à 2ª fase de construção. A cerca de 5' do intervalo, o Japão volta a alterar o seu sistema tático, desta vez invertendo o triângulo com Sawa e Miyama como médias centro e mais à sua frente ficava Ohno com Sugasawa a fica na frente de ataque. 

2ª Parte
O Japão regressa ao jogo novamente como começou, em 4-4-2, com Ariyoshi, Sakaguchi, Kumagai e Utsugi na defesa, Ohno, Sawa, Miyama e Sameshima no meio campo e Ogimi ao lado de Sugasawa no ataque. Foi através de um livre longe da área que o Japão reduziu, com Johnston a desviar de cabeça para a própria baliza mas os Estados Unidos só precisaram de 2 minutos para, novamente na sequência de um canto, marcarem mais um golo. O jogo acabou por não ter muita história depois disto, sem grandes alterações táticas e com o resultado praticamente definido.

Substituições
33' - Entra Homare Sawa para o lugar de Azusa Iwashimizu. Sakaguchi passa para central e Sawa fica como média defensiva.
39' - Entra Yuika Sugasawa para o lugar de Nahomi Kawasumi. Sugasawa fica como avançada com Ohno a descer para a posição 10 e Miyama a jogar ao lado de Sawa no meio campo. 
60' - Entra Mana Iwabuchi para o lugar de Shinobu Ohno. Troca direta.
61' - Entra Kelley O'Hara para o lugar de Megan Rapinoe. Troca direta.
79' - Entra Abby Wambach para o lugar de Tobin Heath. Lloyd passa para a ala direita e Wambach fica como ponta de lança.
86' - Entra Christie Rampone para o lugar de Alex Morgan. Fica Wambach sozinha na frente e passam a jogar com mais uma defesa (Rampone).



Cartões Amarelos: Homare Sawa (10') e Mana Iwabuchi (85').


sábado, 17 de novembro de 2012

Premier League - Arsenal x Tottenham (12ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal defendeu quase sempre atrás do meio campo, com Giroud a pressionar eventualmente os centrais para não os deixar subir com bola, mais preocupado com Vertonghen que era o central com mais propensão ofensiva na condução de bola. A sua zona de pressão eram os corredores laterais, pressionando sempre que a bola chegava a um dos laterais. Com bola jogaram em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para cruzar para a área, situação que lhes valeram dois golos e várias oportunidades de finalização. Depois de estarem a jogar com mais um jogador e em desvantagem, começaram a pressionar mais em cima, criando muitas dificuldades aos adversários na construção.
O Tottenham jogou em ataque posicional, aproveitando a pouca agressividade do Arsenal em zonas adiantadas mas tiveram muitas dificuldades em atacar pelos corredores laterais, com Bale e Lennon a estarem pouco em jogo muito por culpa da ação defensiva dos adversários. Depois da expulsão de Adebayor, o seu processo ofensivo ficou seriamente comprometido por falta de opções, sendo que o seu jogo passou a basear-se em bolas longas para procurar a velocidade de Defoe. Sem bola, também podemos dividir o jogo em duas partes. Com 11 jogadores viram-se os avançados a pressionarem a linha defensiva do Arsenal para dificultar a construção de jogo, com 10 jogadores desceram para o seu meio campo preocupando-se principalmente em fechar espaços. Com os médios ala a terem de descer no terreno para ajudar os seus laterais (o Arsenal estava constantemente a fazer sobreposições nos corredores laterais para conseguir espaço para cruzar), ficaram sem alternativas para as transições com dois médios centro de características defensivas e com os médios ala ocupados defensivamente, sobrando apenas Defoe na frente.

2ª Parte
A única alteração relevante que acontece ao intervalo é da parte do Tottenham que muda para 1-3-2-3-1 com Villas-Boas a apostar em três defesas de forma a disponibilizar um homem extra (Dempsey) no meio campo capaz de fazer melhor a 3ª fase de construção que ficou prejudicada após expulsão de Adebayor. O Arsenal trocou os extremos de lado mas foi uma troca pontual. A equipa da casa estava apostada na segurança defensiva para segurar a vantagem e gerir o jogo da melhor forma e no reinício do jogo o Tottenham gozou de algum domínio aproveitando a posição recuada da equipa adversária para com os setores médio e ofensivo reestruturados conseguir criar mais algum perigo. Ainda assim, o domínio tardou em concretizar-se em golos e como qualquer equipa que arrisca jogar com três defesas, o Tottenham abriu muitos espaços no setor defensivo para o Arsenal explorar. Wenger geriu bem as substituições para numa altura que o Tottenham se balanciava cada vez mais apra o ataque de forma a reduzir a desvantagem, colocou Chamberlain na direita e passou Walcott para o meio, ficando com muito mais velocidade no ataque para explorar situações de contra-ataque frente a uma defesa que estaria sempre desequilibrada.

Jogadores-Chave
No Arsenal, a exibição valeu pelo todo sem haver nenhum jogador que se destacasse em demasia dos colegas. Podemos falar da importância de Giroud na estratégia montada devido à sua grande capacidade no jogo aéreo.
No Tottenham, Gareth Bale foi o jogador mais desequilibrador (principalmente na 2ª parte) e Hugo Lloris também fez grandes intervenções. Pela negativa temos de referir a exibição dos dois centrais na 1ª parte.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Emmanuel Adebayor)
24' - 1x1 (Per Mertesacker)
42' - 2x1 (Lukas Podolski)
45' - 3x1 (Olivier Giroud)
60' - 4x1 (Santi Cazorla)
71' - 4x2 (Gareth Bale)
91' - 5x2 (Theo Walcott)

Substituições
Int - Entra Clint Dempsey para o lugar de Kyle Naughton.
Int - Entra Michael Dawson para o lugar de Kyle Walker. Passam a jogar em 1-3-2-3-1 com Gallas, Dawson e Vertonghen na defesa e Demspey na posição dez.
71' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Jack Wilshere. Troca direta.
71' - Entra Tom Carroll para o lugar de Tom Huddlestone. Troca direta.
80' - Entra André Santos para o lugar de Luka Podolski. Troca direta.
86' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Olivier Giroud. Walcott passa para ponta de lança e Chamberlain joga a extremo direito.


Árbitro: Howard Webb

Cartões Amarelos: Aaron Lennon (45'), Sandro (66') e Lukas Podolski (80').

Cartão Vermelho: Emmanuel Adebayor (18')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (11ºC)