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sábado, 31 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting 1 x 1 Benfica (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Fredy Montero)
65' - 1x1 (Lazar Markovic)

1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, fazendo uso da sua superioridade numérica no meio campo para conseguir rodar o centro do jogo com mais facilidade. A grande mobilidade do seus jogadores permitiu o portador da bola ter sempre uma linha de passe viável, destaque para André Martins e Fredy Montero que saiam várias vezes das suas posições para dar solução. Este último funcionou várias vezes como apoio, jogando de costas para a baliza antes de servir de primeira os médios ou extremos para atacar depois a zona de finalização (tal como aconteceu no golo). Um dos aspectos mais importantes do jogo do Sporting, que limitou muito a ação do Benfica, foi a pressão defensiva que aliada a uma maior povoação do meio campo, foi muito eficiente para recuperar a bola. Isto fez com que o Benfica tivesse muitas dificuldades em jogar no corredor central, com os extremos a entrarem várias vezes no meio para procurar a bola. Com os laterais a subirem pouco e os extremos a aparecerem muito no corredor central, acabou por não haver muitas situações de cruzamento para tirar proveito dos dois pontas de lança em zona de finalização.

2ª Parte
Após uma primeira parte que foi dominada pelo Sporting, o Benfica aparece melhor na segunda, com a entrada de Markovic a ter um efeito muito positivo, principalmente depois de Jorge Jesus ter trocado os extremos de flanco, mostrando sempre uma grande capacidade de drible que criou vários desequilíbrios na defesa do Sporting, conseguindo ficar por duas vezes isolado na frente de Patrício (marcando um golo na segunda oportunidade). Leonardo Jardim, momentos antes do golo do Benfica, coloca Dier em campo alterando o sistema tático para 1-4-2-3-1, colocando a equipa mais defensiva. Acabou por ser uma troca infeliz porque o golo nasceu no espaço de Dier e Rojo (as duas trocas na linha defensiva) e porque a equipa ficou sem capacidade de resposta à subida de rendimento do Benfica que se tinha tornado numa equipa mais confiante. Leonardo Jardim ainda refresca o ataque, mudando o sistema para 1-4-4-2 com a entrada de Slimani mas foi uma alteração que não teve efeitos práticos.

Substituições
43' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo a sair lesionado.
45' + 4' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta com Salvio a sair lesionado.
50' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica a ponta de lança e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
62' - Entra Eric Dier para o lugar de Wilson Eduardo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Dier a central, Rojo a passar para lateral esquerdo, Adrien a médio centro com William Carvalho, André Martins na posição dez e Jefferson a subir para extremo esquerdo.
74' - Entra Diego Capel para o lugar de André Carrillo. Troca direta.
85' - Entra Islam Slimani para o lugar de Jefferson. Passam a jogar em 1-4-4-2 com André Martins no corredor direito, Capel no esquerdo e Montero na frente com Slimani.


Árbitro: Hugo Miguel

Cartões Amarelos: Marcos Rojo (9'), Nemanja Matic (41'), Maxi Pereira (45'+1), Fredy Montero (50'), André Carrillo (54') e Rúben Amorim (85').

Assistência: 46109 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 24 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Académica 0 x 4 Sporting (2ª Jornada)


Marcha no Marcador
23' - 0x1 (André Carrillo)
41' - 0x2 (Marcos Rojo)
54' - 0x3 (Adrien Silva)
58' - 0x4 (Fredy Montero)

1ª Parte
A Académica atacou preferencialmente em contra-ataque, procurando sempre um dos avançados ou um dos alas (Marinho em profundidade ou Manoel no pé). Com Ivanildo a atuar como segundo avançado, foi notória a dificuldade da Académica em construir jogo devido à clara inferioridade numérica no meio campo, entregue apenas a Bruno China e Marcos Paulo, uma vez que Marinho e Manoel subiam várias vezes nas tentativas de contra-ataque. Sem bola, defenderam no seu próprio meio campo, com Ivanildo e Buval a tentarem fechar o corredor central no setor ofensivo. O Sporting defendeu mais à frente, com Montero e André Martins a pressionarem muitas vezes a linha defensiva adversária a meio do meio campo ofensivo. Com bola, jogaram claramente em ataque posicional, trocando muito a bola em segurança no setor defensivo antes de tentarem lançar os seus extremos nos corredores laterais. Os laterais também subiam muito no terreno e viram-se vários cruzamentos para o interior da área, onde os extremos do lado contrário entravam sempre muito bem ao segundo poste (tal como no primeiro golo de Carrillo). O Sporting chegou ao intervalo a vencer de forma relativamente tranquila, tendo tido as melhores oportunidades do jogo.

2ª Parte
As equipas não sofreram alterações ao intervalo, apenas com Ivanildo a preocupar-se um pouco mais a recuar no processo defensivo de forma a auxiliar o seu meio campo, ainda assim, aos 54' de jogo Adrien marca o terceiro golo da sua equipa após um penalti e expulsão de Marcelo Goiano. Sérgio Conceição coloca João Dias em campo para fechar o lado direito da defesa de forma a equilibrar a sua equipa, retirando um jogador do ataque (ficam a jogar em 1-4-4-1), consciente que seria quase impossível dar a volta ao resultado num jogo em que o Sporting jogou sempre com uma qualidade claramente acima da do jogo da Académica. Logo após as substituições da Académica, Montero marca o quarto novamente de penalti e o jogo fica decidido. A partir daqui, Leonardo Jardim apenas geriu a sua equipa, sem alterações táticas ou estratégicas.

Substituições
22' - Entra Aníbal Capela para o lugar de Rafik Halliche. Troca direta com Halliche a sair lesionado.
58' - Entram Diogo Valente e João Dias para os lugares de Bédi Buval e Ivanildo. Passam a jogar em 1-4-4-1 com João Dias a lateral direito, Manoel a ponta de lança e Diogo Valente a médio esquerdo.
64' - Entra Diego Capel para o lugar de Wilson Eduardo. Capel fica como extremo esquerdo e Carrillo passa para o lado direito.
78' - Entra Islam Slimani para o lugar de Fredy Montero. Troca direta.
85' - Entra Eric Dier para o lugar de Jefferson. Rojo passa para lateral esquerdo e Dier fica como central.


Árbitro: Artur Soares Dias

Cartões Amarelos: Marcelo Goiano (40' e 53') e Reiner Ferreira (56').

Cartão Vermelho: Marcelo Goiano (53').

Assistência: 14194 (Estádio Cidade de Coimbra)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 31 de março de 2012

Liga Zon Sagres - Benfica x Braga (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (60 pontos) 25 jogos
Braga (58 pontos) 24 jogos
Benfica (56 pontos) 24 jogos
4º Marítimo (48 pontos) 25 jogos

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, aproveitando o facto do Braga descer muito no processo defensivo para poder trocar a bola com calma. Os laterais Maxi e Capdevila assumiam um posicionamento mais interior com os extremos a abrirem nos corredores laterais. Isto fez com que o Benfica conseguisse uma superioridade numérica no meio campo, aproveitando o facto de Mossoró não priorizar as acções defensivas. Para equilibrar defensivamente, Javi García descia por vezes para o centro da defesa, colocando-se entre os dois centrais. Na transição defensiva notou-se uma grande preocupação por parte dos jogadores do Benfica em pressionar rapidamente o portador da bola para retardar a transição ofensiva do Braga que é claramente o seu ponto forte.
Sem bola, o Braga defendia com duas linhas de 4 jogadores, muito recuadas e compactas com o objectivo de oferecer consistência e solidez defensiva à equipa, dificultando o ataque posicional do Benfica. Apenas Lima e Mossoró ficavam mais adiantados para pressionarem a linha defensiva do Benfica. Nas transições, um dos elementos mais importantes do Braga era Mossoró, quer pela capacidade de conduzir a bola em velocidade, quer pela sua inteligência para encontrar espaços vazios para receber a mesma, aparecendo muitas vezes entre o central e o lateral adversário, como forma de fugir à zona de acção de Javi García. Nas transições ofensivas, os extremos Hélder Barbosa e Alan também subiam rapidamente (apesar de raramente o fazerem ao mesmo tempo), dando largura ao ataque e procurando abrir espaços para serem explorados por Mossoró e Lima.
Não houve grandes oportunidades de golo, onde apesar do domínio do Benfica, a melhor oportunidade surgiu para o Braga com Alan a cruzar atrasado para a desmarcação de Mossoró que rematou para a defesa de Artur.

2ª Parte
O Braga começou a abrir mais a sua equipa e com isso começaram a surgir oportunidades de finalização, através de transições ofensivas, de ambos os lados, com o Benfica a ser mais perigoso. Apenas depois do 1º golo o Benfica altera o seu sistema táctico para 1-4-2-3-1 de forma a dar mais consistência defensiva, no entanto essa alteração foi efémera pois o Braga conseguiu o golo 4' depois e voltou tudo ao que estava. Antes do golo do empate, o Braga tinha colocado mais um atacante jogando praticamente com dois pontas de lança mas essa alteração táctica também foi desfeita 4' depois. Estas alterações mostravam que o Braga se conformava com o empate e o Benfica queria a vitória.

Jogadores-Chave
No Benfica, Gaitán teve um sucesso considerável nos desequilíbrios com bola, e num deles fez a assistência para o golo da vitória.
No Braga, Mossoró foi o jogador mais influente conduzindo praticamente todas as transições ofensivas.

Substituições
63' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Óscar Cardozo. Troca directa.
68' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Miguel Vítor. O central saiu lesionado, para a sua posição foi Javi García com Matic a ficar como médio defensivo.
79' - Entra Paulo César para o lugar de Alan. Troca directa. Alan vem de lesão e poderia não estar nas melhores condições.
79' - Entra Nolito para o lugar de Rodrigo. Nolito vai para o lado esquerdo, Bruno César fica como médio ofensivo, Gaitán vai para o lado direito e Witsel desce no terreno, ficando o Benfica a jogar em 1-4-2-3-1.
82' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Paulo César vai para o lado esquerdo, Nuno Gomes fica a ponta de lança e Lima mantém a posição com responsabilidades para descair para o lado direito.
86' - Entra Luis Alberto para o lugar de Mossoró. Hugo Viana fica a médio mais adiantado, Luiz Alberto faz dupla com Custódio a médio defensivo. O Braga volta a equilibrar a equipa no meio campo.

Golos
78' - Penalti marcado por Witsel para o lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
82' - Livre no corredor lateral direito marcado directamente à baliza por Hugo Viana com Artur a defender para o lado e Elderson de primeira aproveita a recarga para encostar para o golo.
92' - Gaitán dribla um adversário pelo lado direito, já dentro da área, vindo para o meio e cruzando atrasado para Bruno César que remata rasteiro ao 2º poste para o golo.

Benfica
1 - Artur Moraes
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (16 - Nelson Oliveira)
8 - Bruno César
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (9 - Nolito)
20 - Nicolás Gaitán
27 - Miguel Vítor (21 - Nemanja Matic)
28 - Axel Witsel
38 - Joan Capdevila

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (88 - Luis Alberto)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
30 - Alan (9 - Paulo César)
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Cartões Amarelos: Douglão (13'), Miguel Vítor (31') e Luisão (65').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva (15ºC)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Taça da Liga - Gil Vicente x Braga (Meia-Final)

1ª Parte
Ambas as equipas tinham como primeira opção ofensiva o contra-ataque, no entanto, abordavam esses lances de forma diferente. O Gil Vicente procurava recorrentemente colocar a bola nas costas da defesa do Braga, procurando a velocidade de Hugo Vieira que tentava jogar sempre no limite do fora de jogo. Contrariamente ao que seria de esperar de uma equipa que joga em contra-ataque, o Gil Vicente não esperava pelo Braga no seu meio campo defensivo e Hugo Vieira mostrou-se muito activo na pressão à linha defensiva do Braga e o golo que conseguiram nasceu de uma recuperação da bola no meio campo ofensivo.
No Braga, a primeira referência dos contra-ataques era Lima mas nunca recebia a bola nas costas, optando por dar profundidade num primeiro momento, de forma a aumentar o espaço entre linhas e depois recebia a bola num dos corredores laterais ou no corredor central entre os sectores defensivo e médio adversário, jogando depois para a entrada de um dos extremos ou de Mossoró que aproveitavam os espaços deixados livres pelo defesa que era arrastado pela marcação a Lima. Mossoró também teve um papel importante no ataque mostrando uma grande mobilidade com frequentes trocas posicionais com os extremos, o que dificultava a defesa do Gil Vicente pois nunca puderam contar com um posicionamento fixo e previsível dos jogadores mais adiantados do Braga.

2ª Parte
Com o Braga em vantagem, o Gil Vicente começou a assumir o jogo e o Braga, com o decorrer do jogo, foi recuando as suas linhas e assumindo uma postura mais prudente, dando ainda mais ênfase ao contra-ataque. Esta tendência foi mais marcante a partir do momento que o Gil Vicente alterou o seu sistema táctico, jogando com 2 pontas de lança e aumentando o número de bolas altas colocadas na área onde João Vilela se juntava frequentemente aos 2 jogadores mais ofensivos na zona de finalização. Em 1-4-4-2, os laterais Rodrigo Galo e Júnior Caiçara tiveram um papel muito importante dando largura ao jogo e tirando partido de deslocamentos em profundidade para aumentar as oportunidades de cruzamento para a área.

Penaltis
1 - Lima remata para o lado direito com Adriano a adivinhar o lado mas a não conseguir defender.
1 - João Vilela remata para o lado esquerdo a meia altura com Quim a adivinhar mas a não conseguir defender.
2 - Custódio remata para o lado esquerdo com Adriano a cair para o lado contrário.
2 - Cláudio remata ao ângulo do lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
3 - Hélder Barbosa remata para a direita a meia altura com Adriano a defender.
3 - Rodrigo Galo remata para a direita com Quim a cair para o lado contrário.
4 - Ukra a rematar para o lado esquerdo com Adriano a defender.
4 - Júnior Caiçara remata ao ângulo esquerdo com Quim a cair para o lado contrário.

Jogadores-Chave
No Gil Vicente, Hugo Vieira foi claramente dos jogadores mais importantes no processo ofensivo, sendo a referência da maioria dos ataques. Adriano Facchini fez também uma excelente exibição com intervenções muito importantes, tanto nos 90' como nos penaltis.
No Braga, Lima teve um papel preponderante em quase todas as oportunidades de golo da sua equipa, tanto como finalizador, como a abrir espaços e a servir os colegas.

Substituições
Int - Entra Zé Luís para o lugar de Luis Carlos. Troca directa.
60' - Entra João Vilela para o lugar de André Cunha. Troca directa.
65' - Entra Ukra para o lugar de Paulo César. Troca directa.
76' - Entra Éder para o lugar de César Peixoto. Mudam para 1-4-4-2 com Éder a médio direito, Richard a médio esquerdo, Luís Manuel e Vilela a médios centro com Vilela numa posição mais ofensiva, Zé Luís e Hugo Vieira a pontas de lança.
78' - Entra Édson Rivera para o lugar de Mossoró. Rivera vai para extremo esquerdo e Hélder Barbosa joga a 10.
88' - Entra Djamal para o lugar de Hugo Viana. Troca directa.

Golos
16' - César Peixoto rouba a bola a Hugo Viana no meio campo ofensivo e desmarca de imediato Hugo Vieira que conduz a bola até dentro da área e, já pressionado pelos centrais, pica a bola por cima de Quim.
25' - Lima recebe a bola e abre para Mossoró na esquerda que avança no terreno e já na área, cruza para o meio onde Lima se antecipa ao defesa e desvia para a baliza.
31' - Do lado esquerdo, Lima dribla um adversário dentro da área e remata, Adriano defende para o centro da área onde Hélder Barbosa, na recarga, faz o golo.
89' - Caiçara aproveita uma sobra para, na entrada da área, rematar de primeira rasteiro ao segundo poste com Quim a ser mal batido e a deixar a bola passar por baixo dos braços.

Gil Vicente
1 - Adriano Facchini
2 - Rodrigo Galo
10 - André Cunha (77 - João Vilela)
25 - César Peixoto (20 - Éder)
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (99 - Zé Luís)
66 - Luís Manuel
70 - Hugo Vieira
80 - Júnior Caiçara
89 - Richard

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (11 - Édson Rivera)
9 - Paulo César (7 - Ukra)
10 - Hélder Barbosa
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
44 - Douglão
45 - Hugo Viana (22 - Djamal)

Cartões Amarelos: Hugo Vieira (24'), Hélder Barbosa (59'), Douglão (82'), Hugo Viana (83'), Richard (86') e Júnior Caiçara (90').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Barcelos)

Clima: Céu limpo (10ºC)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Braga (43 pontos)
6º Vitória de Guimarães (29 pontos)

1ª Parte
O Braga apostou no ataque posicional, procurando sempre o domínio do jogo através de uma posse de bola que procurava invariavelmente o espaço nos corredores laterais. Os defesas laterais jogaram abertos e subidos no terreno de forma a que os extremos adversários recuassem e os centrais tivessem tempo e espaço para serem uma opção segura ao portador da bola. Mostraram-se muito fortes nas transições defensivas com os jogadores com uma grande predisposição para pressionar o portador da bola adversário de forma a impedir um contra-ataque.
O Vitória de Guimarães defendeu com os sectores defensivo e médio muito próximos criando várias dificuldades ao Braga quando estes tentavam chegar ao último terço ofensivo. Barrientos ajudava Edgar a pressionar a linha defensiva do Braga quando já defendiam no seu próprio meio campo mas era uma pressão sem grande assertividade. Nas transições ofensivas, Edgar era o alvo preferencial dos jogadores do Guimarães apesar de estar muitas vezes sem apoio directo dos colegas.
Apesar do domínio do Braga, ambos os golos surgiram de lances de bola parada.

2ª Parte
Com o resultado em 2-0 e com um jogador a menos, o Vitória de Guimarães tinha já poucas esperanças de virar o resultado. Ficaram reféns de lances individuais e rasgos de criatividade dos seus jogadores, onde Urreta tentava várias vezes o drible sem qualquer apoio e Edgar recebia várias bolas com a responsabilidade de encontrar espaço no meio dos jogadores do Braga sem ter qualquer jogador na cobertura. Ao longo da 2ª parte os jogadores do Braga foram fazendo desdobramentos ofensivos com mais frequência com o Guimarães a ter muitos dificuldades em atacar, devido à grande eficácia do Braga nos primeiros momentos das transições defensivas. Depois do penalti convertido pelo Lima, o jogo ficou decidido com ambas as equipas já à espera do apito final. Já perto do fim, Ukra com uma boa jogada individual faz o resultado final.

Jogadores-Chave
No Braga, Hugo Viana é um jogador muito importante nas transições com uma excelente capacidade de passe. O Lima é sempre a referência do ataque nas transições ofensivas, muito inteligente nas decisões quer com bola como sem bola.
No Vitória de Guimarães, Edgar mostrou-se a principal solução ofensiva sendo o alvo de quase todos os lances de ataque.

Substituição
38' - Entra N'Diaye para o lugar de Paulo Sérgio. Para equilibrar a linha defensiva devido à expulsão de Freire. N'Diaye joga a central, Barrientos vai para o lado esquerdo do meio campo. Jogam agora em 1-4-4-1.
Int - Entra Urreta para o lugar de Jean Barrientos. Troca directa, entrando um extremo de raiz para o lugar de Barrientos que estava adaptado a extremo esquerdo desde a expulsão de Freire.
66' - Entra Mossoró para o lugar de Paulo César. Mossoró passa a jogar a 10 e Rúben Amorim vai para o lado direito.
72' - Entra Nuno Assis para o lugar de João Alves. Entra um médio com características mais ofensivas para tentar tirar partido de um eventual desequilíbrio criado por lances individuais.
82' - Entra Ukra para o lugar de Leandro Salino. Rúben Amorim passa para lateral direito e Ukra joga a extremo direito.
88' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Mossoró vai para a esquerda e Nuno Gomes fica a jogar no apoio a Lima.

Golos
3' - Livre a meio do meio campo, do lado direito do ataque do Braga, marcado por Hugo Viana para o centro da área com Elderson a desviar para a baliza, aproveitando uma saída em falso de Nilson.
18' - Canto do lado direito marcado por Hugo Viana para a entrada da pequena área com Nilson a sair em falso e Custódio a cabecear para a baliza.
76' - Lima marca o penalti forte para o lado direito com Nilson a advinhar o lado mas a não chegar à bola.
87' - Ukra, numa jogada individual pelo corredor lateral direito, dribla um adversário dentro da área e remata cruzado para o golo.

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
9 - Paulo César (8 - Mossoró)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
18 - Lima
20 - Elderson
25 - Leandro Salino (7 - Ukra)
27 - Custódio
44 - Douglão 
45 - Hugo Viana
90 - Rúben Amorim

Vitória de Guimarães
1 - Nilson
2 - Leandro Freire
3 - Rodrigo Defendi
6 - Bruno Teles
8 - Marcelo Toscano
14 - Jean Barrientos (17 - Urreta)
18 - Leonel Olímpio
23 - Paulo Sérgio (44 - N'Diaye)
29 - Edgar Silva
79 - Alex
80 - João Alves (10 - Nuno Assis)

Cartões Amarelos: Rúben Amorim (39'), Douglão (64') e N'Diaye (75').

Cartões Vermelhos: Leandro Freire (30')

Assistência: Desconhecido (Estádio Axa)

Clima: Céu nublado (11ºC)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Sporting (15ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Sporting (28 Pontos)
4º Braga (28 Pontos)

1ª Parte
O Braga opta por usar o ataque posicional como método ofensivo, procurando trocar a bola em segurança e a toda a largura do campo. Mossoró procura muitas vezes desmarcações em profundidade dando uma grande amplitude e dinâmica ao ataque. O lado direito esteve mais activo nos ataques da equipa com Salino e Alan a serem muito objectivos nas suas acções ofensivas. Defensivamente viu-se o Braga a não pressionar a linha defensiva mas Lima fechava frequentemente as linhas de passe para o Rodríguez que é o central com maior capacidade de penetração da equipa do Sporting.
O Sporting também jogou em ataque posicional mas mostrou mais dificuldades no ataque pela zona central, muito por culpa do excelente posicionamento dos médios Custódio e Hugo Viana que fechava sempre as linhas de passe para Matías. A acção do meio campo do Braga, incluindo a frequente pressão de Mossoró na zona central, fez com que o Sporting atacasse muito pelos corredores laterais, procurando frequentemente os cruzamentos para a área à procura do jogo aéreo de Ribas.

2ª Parte
Não havendo alterações nas equipas, também a forma de jogar se manteve em ambas as equipas. Apesar do Braga estar a jogar em ataque posicional, foi em contra-ataque que marcou os 2 golos que alterou significativamente a sua forma de jogar. Após estar em vantagem por 2 golos, o Braga passou a defender no seu meio campo e retirou o seu principal elemento das transições e coloca um jogador mais defensivo (Luiz Alberto), uma clara aposta no processo defensivo para a manutenção do resultado. O Sporting ganhou outra dinâmica com a entrada de Carrillo que foi mais desequilibrador que Insúa. O facto de o Sporting ao longo do jogo ter atacado mais pelo lado direito pode não ser coincidência dado que Custódio (a jogar descaído para o lado direito) tem uma maior capacidade defensiva que Hugo Viana.

Jogadores-Chave
No Braga, Mossoró foi claramente o jogador mais importante no processo ofensivo da equipa, tendo sido sempre muito objectivo nas transições. Na primeira parte, Alan e Salino estiveram muito bem nas acções pelo corredor direito.
No Sporting, não houve grandes destaques. Talvez Matías pelo perigo que criou através da sua capacidade de remate.

Substituições
53' - Entra André Carrillo para o lugar de Emiliano Insúa. Carrillo passa para o lado direito e Capel para o lado esquerdo. Insúa esteve muito apagado durante todo o jogo e esta era uma substituição esperada.
67' - Entra Luiz Alberto para o lugar de Mossoró. Luiz Alberto passa a jogar ao lado de Custódio com Hugo Viana ligeiramente mais ofensivo. Substituição com intenção de dar mais consistência defensiva à equipa.
67' - Entra Bojinov para o lugar de Seba Ribas. Troca directa.
71' - Entra André Martins para o lugar de Elias. Troca directa. Elias teve pouco influência no jogo com poucas oportunidades de conduzir o ataque.
79' - Entra Carlão para o lugar de Hélder Barbosa. Troca directa apesar de Carlão aparecer mais em zonas centrais devido à sua tendência natural de jogar no corredor central.
86' - Entra Paulo César para o lugar de Lima. Paulo César vai para extremo esquerdo e Carlão para ponta de lança.

Golos
50' - Mossoró abre na direita para Lima que no corredor lateral direito cruza rasteiro para a entrada da pequena área onde, depois de um desentendimento entre João Pereira e Onyewu, Hélder Barbosa recebe a bola só com Patrício pela frente e faz facilmente o golo.
63' - Mossoró faz um passe rasteiro de ruptura isolando Lima que ganha vantagem ao João Pereira e isolado faz o golo.
73' - Canto do lado esquerdo do ataque do Sporting, marcado por Matías para a pequena área na zona do 2º poste onde Quim soca a bola para o centro da área onde estava Carrillo que remata para o golo.

Braga
1 - Quim
5 - Ewerton
8 - Mossoró (88 - Luiz Alberto)
10 - Hélder Barbosa (83 - Carlão)
18 - Lima (9 - Paulo César)
20 - Elderson
25 - Leandro Salino
27 - Custódio
30 - Alan
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Sporting
1 - Rui Patrício
2 - Alberto Rodríguez
5 - Oguchi Onyewu
6 - Evaldo
8 - Stijn Schaars
11 - Diego Capel
14 - Matías Fernández
32 - Seba Ribas (7 - Bojinov)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa (18 - André Carrillo)
77 - Elias (28 - André Martins)

Cartões Amarelos: Elias (28'), Alberto Rodríguez (35'), Emiliano Insúa (49'), Hugo Viana (51') e Paulo César (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio Axa)

Clima: Céu nublado (8ºC)

domingo, 6 de novembro de 2011

Liga Zon Sagres - Braga x Benfica (10ª Jornada)

 Contexto
O Braga está a 5 pontos do Benfica, no 5º lugar. Vem de um jogo para a Europa League na 5ª Feira onde venceu confortavelmente.
O Benfica está em 2º lugar mas em caso de vitória fica em 1º isolado, a 2 pontos do 2º. Também jogou a meio da semana para a Champions League, em casa onde empatou 1-1.

1ª Parte
O Braga entrou em campo determinado a impor as suas condições, pressionando muito alto tentando impedir a 1ª fase de construção do Benfica fechando o espaço e as linhas de passe da linha defensiva obrigando Artur a bater para a frente. Caso a defesa do Benfica tivesse a bola, Lima fechava o espaço entre os centrais e os extremos pressionavam o lateral de forma a que este ficasse com as soluções reduzidas.
O Benfica tentou, dentro do possível, atacar com o seu habitual jogo apoiado com grande mobilidade dos jogadores do meio campo. Rúben Amorim aparecia regularmente em zonas centrais apesar de estar a jogar no corredor lateral o que acabava por criar desequilíbrios pois tornava-se no 'elemento estranho' para a defesa do Braga e gozava habitualmente de liberdade para receber e passar.
Apesar dos aspectos tácticos, este jogo ficou marcado por 3 paragens de jogo devido à falha parcial da iluminação do Estádio AXA. Com o total das paragens, jogaram-se 34' de compensação. Depois da última paragem (45'+19') o Braga já não entrou tão pressionante, as equipas pareciam gozar de mais espaço para jogar (a desconcentração poderá ser uma das causas das 3 longas paragens) e o golo acaba por aparecer de penalti causado pela mão de Emerson após um cruzamento de Salino.

2ª Parte
O Benfica entra em campo com um sistema táctico diferente, um pouco mais ofensivo e com menos garantias de segurança no meio campo. Aimar passou a sentir necessidade de vir buscar jogo a zonas muito recuadas mas ainda assim conseguiu em acções de penetração criar muitos desequilíbrios mas acabou por não ter efeitos práticos no jogo. Rodrigo assumia o papel de avançado mais móvel tendo a responsabilidade de ocupar o espaço entre o avançado e os médios. O Braga manteve o mesmo sistema ao longo do jogo, com todas as substituições a serem directas. Apesar de Hugo Viana e Djamal darem muita segurança defensiva, o Braga nunca deixou de procurar o golo com ambos os laterais a subirem no terreno para criarem desequilíbrios. Já nos últimos minutos, Jorge Jesus arrisca a segurança em detrimento de uma postura mais ofensiva colocando Bruno César por Rúben Amorim mas o golo acabou por não aparecer.

Jogadores-Chave
Hugo Viana era uma peça fundamental nas transições do Braga. Ewerton também fez uma exibição muito segura no centro da defesa.
Aimar foi a referência no Benfica, principalmente na 2ª parte, sendo sempre solicitado no processo ofensivo. Rodrigo também teve um par de boas oportunidades de fazer golo, marcou por uma vez com ajuda de Douglão.

Substituições
21' - Entra Leandro Salino para o lugar de Baiano. Troca directa entrando um médio centro para a posição de lateral direito por lesão de Baiano.
Int - Entra Rodrigo para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica muda para 1-4-4-2 losango com Witsel do lado direito, Amorim do lado esquerdo e Aimar na posição 10 com Rodrigo e Cardozo no ataque.
73' - Entra Nolito para o lugar de Pablo Aimar. Nolita vai para o lado esquerdo, Amorim para a direita e Witsel para a posição 10.
73' - Entra Paulo César para o lugar de Hélder Barbosa. Troca directa.
77' - Entra Fran Mérida para o lugar de Mossoró. Troca directa.
83' - Entra Bruno César para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.

Golos
45' + 33' - Lima marca penalti para o centro da baliza com Artur Moraes a cair para o lado direito.
71' - Cruzamento do lado direito do ataque do Benfica para a grande área onde Salino cabeceia para a frente com a bola a ir ter a Rodrigo, este remata e a bola desvia em Douglão entrando na baliza.

Braga
1 - Quim
5 - Ewerton
8 - Mossoró (17 - Fran Mérida)
10 - Hélder Barbosa (9 - Paulo César)
15 - Baiano (25 - Leandro Salino)
18 - Lima
22 - Djamal
26 - Paulo Vinícius
30 - Alan
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão 
5 - Rúben Amorim (8 - Bruno César)
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo
10 - Pablo Aimar (9 - Nolito)
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán (19 - Rodrigo)
24 - Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Djamal (5'), Emerson (45' + 31'), Javi García (54'), Hugo Viana (58'), Mossoró (70'), Garay (75'), Alan (78') e Rúben Amorim (81').

Assistência: 18688 (Estádio Axa)

Clima: Noite (14ºC)