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sábado, 2 de fevereiro de 2013

CAN 2013 - Gana x Cabo Verde (Quartos de Final)

 
1ª Parte
O Gana entrou em jogo tentando dominar a posse da bola, agindo de acordo com o seu estatuto de favorito. Trocaram bem a bola a toda a largura mas as situações em que criavam mais perigo era através dos ataques pelos corredores laterais, onde ao conseguirem espaço, cruzavam para o interior da área onde estavam habitualmente 3 jogadores em zona de finalização. A meio da primeira parte Atsu trocou de lado com Adomah mas esta alteração não trouxe nada de novo ao jogo da sua equipa. 
Cabo Verde teve algumas dificuldades em jogar em ataque posicional, método de jogo ofensivo com o qual têm jogado na competição, muito por culpa da pressão adversária que dava pouco espaço aos jogadores do corredor central. O seu sistema tático não teve qualquer alteração para aquilo que é habitual, apenas se notou uma maior tendência em jogar um futebol mais direto, tentando colocar as bolas nas costas da defesa, principalmente para Héldon ou diretamente para Tavares que desviava de cabeça para a desmarcação de um colega (Mendes ou Héldon). Babanco não descaiu tanto para o corredor lateral, face à necessidade da equipa ocupar mais a zona central devido à quantidade de jogadores adversários naquele corredor.

2ª Parte
A única alteração tática aconteceu da parte de Cabo Verde mas em termos de jogo corrido, acabou por ser mais relevante quem entrou, uma vez que o segundo tempo foi marcado por um grande número de faltas por parte do Gana e as bolas paradas ofensivas tornaram-se a forma mais eficaz de chegar à baliza de Dauda. Depois de Lúcio Antunes ter colocado Platini após lesão de Mendes (ainda com o jogo empatado), entraram depois Djaniny e Rambé que são dois jogadores muito fortes no jogo aéreo. Cabo Verde tentou assim potenciar ao máximo o que o jogo lhes oferecia e só não marcou porque Dauda fez uma exibição fantástica na baliza adversária com várias defesas de grande nível. O segundo golo acontece após um canto de Cabo Verde em que Vozinha subiu à área adversária e ninguém ficou na linha do meio campo para proteger a baliza.

Jogadores-Chave
No Gana, Dauda foi claramente o melhor jogador, salvando a sua equipa ao defender vários lances de golo.
Em Cabo Verde, Héldon acabou por assumir uma grande importância no jogo, quer no jogo corrido, quer na concretização das bolas paradas.

Marcha no Marcador
54' - 1x0 (Wakaso Mubarak)
95' - 2x0 (Wakaso Mubarak)

Substituições
47' - Entra Wakaso Mubarak para o lugar de Albert Adomah. Troca direta.
51' - Entra Platini para o lugar de Ryan Mendes. Troca direta.
67' - Entra Djaniny para o lugar de Tony Varela. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Babanco e Soares como duplo pivôt, Platini na posição dez, Héldon a extremo esquerdo, Djaniny a extremo direito e Tavares a ponta de lança.
78' - Entra Solomon Asante para o lugar de Christian Atsu. Troca direta.
80' - Entra Rambé para o lugar de Júlio Tavares. Troca direta.
84' - Entra Derek Boateng para o lugar de Mohamed Rabiu. Troca direta.


Árbitro: Rajindraparsad Seechurn (Maurícias)

Cartões Amarelos: Babanco (16'), Mohamed Rabiu (27'), Carlitos (53'), John Pantsil (63'), Harrison Afful (68') e Rambé (87').

Assistência: Desconhecido (Nelson Mandela Bay Stadium)

Clima: Céu limpo (24ºC)

domingo, 27 de janeiro de 2013

CAN 2013 (Grupo A) - Cabo Verde x Angola (3ª Jornada)


1ª Parte
Cabo Verde jogou sempre em ataque posicional, tentando fazer um futebol apoiado e chegar assim ao último terço. Jogaram grande parte das vezes pelo corredor central onde Platini assumiu um papel importante na distribuição de jogo na 3ª fase de construção. Também Babanco tentava participar em vários ataques, descaíndo sempre para o corredor esquerdo, limitando um pouco o envolvimento ofensivo de Carlitos. Do outro lado, Gégé não foi regular no seu envolvimento ofensivo e pedia-se uma maior presença nas ações ofensivas da sua equipa, com um dos pontas de lança a ter de dar solução no corredor direito uma vez que Marco Soares mostrou-se sempre mais contido nas subidas ao ataque. Defensivamente não foram muito pressionantes e só depois do golo os jogadores se mostraram mais assertivos na pressão ao portador da bola mas com estas ações a serem muito individualizadas sem um bom trabalho de cobertura e fecho de linhas de passe por parte dos colegas.
A Angola tinha nos corredores laterais as suas maiores armas (o golo nasceu dum cruzamento de Amaro no corredor esquerdo) com Djalma a estar muito em jogo nos minutos iniciais. Os laterais iam envolvendo-se no ataque com Amaro a estar mais em jogo que Airosa uma vez que Angola atacou mais pelo lado esquerdo que pelo direito. Muitos dos seus ataque tinham como alvo o ponta de lança Manucho que era sempre uma referência no jogo aéreo (principalmente nas bolas paradas). Mostraram-se um pouco mais assertivos que Cabo Verde no processo defensivo.

2ª Parte
Cabo Verde precisava de marcar pelo menos um golo para ter hipóteses de ser apurado e como tal foi Lúcio Antunes o primeiro treinador a mexer na equipa. A colocação de Djaniny e Héldon acabou por ser um risco uma vez que Tavares jogou praticamente no meio com Djaniny o que fez com que Gégé fosse o único homem a defender o corredor por onde Angola mais atacou na primeira parte, ainda assim foi uma aposta que resultou uma vez que Cabo Verde foi a equipa mais perigosa em todo o segundo tempo. Héldon conseguiu criar muito perigo no corredor esquerdo e deu outra dinâmica ao ataque. Gustavo Ferrín sentiu necessidade de defender o resultado e mudou o sistema tático tirando Mateus que nunca esteve particularmente bem e abdicando da posição dez que não tinha grandes responsabilidades defensivas para inverter o triângulo do meio campo, ficando Pirolito o jogador mais defensivo dos três médios. Cabo Verde continuou a aproximar-se mais da baliza de Lamá e aos 81' marcou através de canto o que resultou em mais uma alteração tática de Angola (a quem apenas servia a vitória), passando para o 1-4-4-2, sistema já habitual em situações de desvantagem. Cabo Verde, devido ao resultado do outro jogo, também já só era apurado com uma vitória e Lúcio Antunes retira um defesa para estrear Rambé na CAN, colocando-o no ataque. Com ambas as equipas a precisarem da vitória e o jogo perto do final, o jogo tornou-se naturalmente mais aberto e o segundo golo de Cabo Verde nasce num contra-ataque onde Rambé cruza para o remate de Héldon. Já em vantagem, Cabo Verde volta a equilibrar a equipa com Babanco a descer para lateral esquerdo (Carlitos fica a lateral direito), Mendes a ser o homem mais adiantado e os pontas de lança Djaniny e Rambé a descerem para junto de Marco Soares no meio campo. Foi um jogo muito interessante ao nível tático com as equipas a reagirem em função do seu resultado e do resultado do outro jogo.

Jogadores-Chave
Em Cabo Verde, Héldon foi o jogador mais influente, tanto pelos ataques que conduziu como pelo golo que deu o apuramento à sua equipa.
Em Angola, o jogador mais importante acabava por ser Manucho pela sua influência nos lances de bola parada (jogador referência). 

Marcha no Marcador
33' - 0x1 (Nando) auto-golo
81' - 1x1 (Fernando Varela)
90' - 2x1 (Héldon)

Substituições
Int - Entra Héldon e Djaniny para os lugares de Platini e Tony Varela. Passam a jogar numa espécie de 1-4-2-3-1 com Héldon a extremo esquerdo, Mendes na posição dez, Djaniny e a ponta de lança e Tavares a extremo direito, apesar de ter jogado bastante próximo de Djaniny.
63' - Entra Dédé para o lugar de Mateus. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Gilberto a extremo esquerdo, Djalma a extremo direito, Dédé e Dinis a médios centro e Pirolito a médio defensivo.
80' - Entra Geraldo para o lugar de Gilberto. Troca direta.
85' - Entra Yano para o lugar de Pirolito. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Yano a jogar a ponta de lança ao lado de Manucho.
87' -  Entra Rambé para o lugar de Gégé. Passam a jogar em 1-3-3-4 com Nando, Varela e Carlitos na defesa e Rambé a reforçar o ataque. Mendes continuava como dez e apenas Babanco e Marco Soares ficavam como médios centro.


Árbitro: Slim Jedidi (Tunísia)

Cartões Amarelos: Héldon (57'), Pirolito (77'), Fernando Varela (82') e Marco Soares (84').

Assistência: 20000 (Nelson Mandela Bay Stadium)

Clima: Céu nublado (21ºC)

sábado, 19 de janeiro de 2013

CAN 2013 (Grupo A) - África do Sul x Cabo Verde (1ª Jornada)


1ª Parte
A África do Sul foi alternando de certa forma a sua maneira de atacar, tanto com lançamentos longos para os avançados ou médios alas como através de um ataque posicional, nunca mostrando padrões claros de movimentação. Os laterais ajudaram muitas vezes os médios alas com vários overlaps nos corredores laterais Esta subida dos laterais fazia também com que ficassem vulneráveis nas transições ofensivas. Nunca foram muito pressionantes e esperavam acima de tudo por um erro adversário para poderem roubar a bola.
Cabo Verde procurou jogar sempre em ataque posicional com um ritmo de jogo lento, mostrando-se sempre muito pacientes na posse da bola com o jogo a acelerar apenas quando chegava a um dos avançados. Utilizaram um 1-4-4-2 losango que facilmente se confundia com um 1-4-3-3 devido aos espaços laterais cobertos pelos dois avançados. Platini era o homem responsável por ligar o meio campo ao ataque, tendo tido também uma ação defensiva muito importante ao controlar o meio campo adversário. Defenderam no seu meio campo, não pressionando muito os jogadores adversários. Tentaram sempre jogar com os setores de jogo próximos, mostrando muita entreajuda entre os jogadores com os avançados a descerem para ajudarem a defender os corredores laterais, o que fez também com que não fossem uma ameaça séria nas transições ofensivas.

2ª Parte
Gordon Igesund foi o primeiro treinador a fazer alterações retirando Dikgacoi, que teve uma exibição muito apagada, para colocar Chabangu que atuou como o médio mais ofensivo. A África do Sul pareceu tentar controlar mais o jogo que na primeira parte, apostando agora mais no ataque posicional. Aos 60', fazem uma nova alteração no meio campo colocando Serero como médio mais ofensivo (Chabangu passou para o lado esquerdo). Serero foi um jogador com funções claramente ofensivas, aparecendo várias vezes no último terço do campo, ainda assim não conseguiram criar grandes oportunidades de golo (apenas uma em todo o jogo). Lúcio Antunes só mexeu aos 63' colocando um jogador muito alto que funcionou como referência ofensiva (Júlio Tavares). A partir daqui foram alterando várias vezes de sistema, com o 1-4-4-2 a confundir-se com o 1-4-3-3, não ficando claro se isto acontecia por situações pontuais de desposicionamento defensivo / ofensivo ou por indicação técnica. As restantes alterações de ambas as equipas visaram refrescar o ataque com a equipa de Cabo Verde a mostrar-se claramente mais satisfeita com o empate frente aos anfitriões do torneio.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
Int - Entra Lerato Chabangu para o lugar de Kagisho Dikgacoi. Troca direta.
60' - Entra Thulani Serero para o lugar de Siphiwe Tshabalala. Chabangu passa para médio ala esquerdo e Serero joga como médio mais ofensivo.
63' - Entra Júlio Tavares para o lugar de Platini. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Tavares a ponta de lança e Héldon e Mendes como extremos (foram alterando o corredor entre eles).
68' - Entra Katlego Mphela para o lugar de Lehlohonolo Majoro. Troca direta.
77' - Entra David Silva para o lugar de Héldon. Voltam a jogar em 1-4-4-2 losango com David Silva a médio ofensivo e Mendes e Tavares como avançados.
85' - Entra Rony para o lugar de Ryan Mendes. Voltam a jogar em 1-4-3-3 com Rony a extremo direito, Tavares a ponta de lança e David Silva a extremo esquerdo.


Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)

Cartões Amarelos: Angele Ngcongca (44') e Platini (60').

Assistência: Desconhecido (Soccer City)

Clima: Chuva (19ºC)