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domingo, 15 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Inglaterra 1 x 2 Itália (Grupo D)


Marcha no Marcador
37' - 0x1 (Claudio Marchisio)
37' - 1x1 (Daniel Sturridge)
50' - 1x2 (Mario Balotelli)

1ª Parte
Estas duas equipas apresentam um paradigma do que convencionalmente se pensa delas. A Inglaterra com jogadores muito talentosos no último terço, sendo claramente refém da sua criatividade para criar situações de finalização e uma Itália a sair poucas vezes no contra-ataque, preferindo jogar apoiado com um ritmo lento, a toda a largura, com dois playmakers (Pirlo e Verratti) a procurar espaços para fazer o último passe para a frente de ataque ou o penúltimo passe para as alas. Na Itália, estes dois jogadores eram claramente os jogadores-chave, com todo o jogo a passar pelo corredor central. Seria de esperar uma maior atenção dos ingleses para o meio campo de Itália, sabendo-se de antemão que quando se condiciona o jogo do Pirlo, está a condicionar-se o jogo de toda a equipa, no entanto tiveram sempre muito espaço para decidir e para ditar o ritmo do jogo. Balotelli acabou por jogar um pouco desamparado, tendo intervido no jogo poucas vezes. A Inglaterra jogou com uma estrutura pouco móvel, com Gerrard e Henderson a jogarem muito fixos e a servirem-se da velocidade dos atacantes para sair no contra-ataque (foi assim que marcaram o golo do empate) ou na sua capacidade técnica e criativa para criar perigo através de ataque posicional. O primeiro golo do jogo nasceu de um pontapé de canto.

2ª Parte
A única troca ao intervalo foi a de corredor dos extremos de Inglaterra (Rooney com Welbeck). Não foram precisos mais de 5 minutos para Balotelli finalizar um grande cruzamento de Candreva e colocar novamente a Itália na frente do marcador. A equipa de Prandelli continuava a ter o controlo do jogo, ainda assim é ele o primeiro a mexer na equipa colocando Motta por Verratti, numa substituição mais defensiva. As substituições de Hodgson acabaram por tornar a equipa mais perigosa, principalmente a entrada de Barkley que tornou o ataque muito mais objectivo. A jogar na posição dez, Barkley foi um jogador mais incisivo e pragmático que Sterling que apesar de muito virtuoso perde um pouco na tomada de decisão. As entradas de Wilshere e, mais tarde, de Lallana tiveram sempre o intuito de aumentar os índices de criatividade mas o resultado acabou por não se alterar. Prandelli mais não fez que gerir a equipa num jogo que apesar das oportunidades criadas pela Inglaterra, nunca pareceu fora de controlo.

Substituições
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Marco Verratti. Troca direta.
61' - Entra Ross Barkley para o lugar de Danny Welbeck. Barkley fica na posição dez e Sterling passa para extremo esquerdo.
73' - Entra Ciro Immobile para o lugar de Mario Balotelli. Troca direta.
73' - Entra Jack Wilshere para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
79' - Entra Marco Parolo para o lugar de Antonio Candreva. Parolo fica a extremo esquerdo e Marchisio passa para o lado direito.
80' - Entra Adam Lallana para o lugar de Daniel Sturridge. Lallana fica a médio esquerdo, Sterling a médio direito e Rooney passa para ponta de lança.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartão Amarelo: Raheem Sterling (92').

Assistência: 39.800 (Arena Amazônia)

Clima: Céu limpo (29ºC)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Champions League - Arsenal 1 x 2 Dortmund (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
16' - 0x1 (Henrikh Mkhitaryan)
41' - 1x1 (Olivier Giroud)
82' - 1x2 (Robert Lewandowski)

1ª Parte
Apesar de haver muita expectativa à volta deste jogo, esta primeira parte acabou por não o justificar em termos de espectáculo, com um Arsenal muito conservador, defendendo atrás da linha do meio campo e sem pressionar os adversários, esperando apenas por um erro e ofensivamente, os seus jogadores foram sempre muito lentos a decidir, principalmente os 3 médios ofensivos (podemos considerar Wilshere e Rosický mais médios organizadores que extremos) e Ramsey que perderam várias bolas por demorar muito na tomada de decisão, tentando sempre conduzir em vez de jogar rápido. A agravar esta falta de definição por parte dos jogadores do Arsenal, estava uma equipa do Dortmund que pressionava muito forte no seu meio campo defensivo, principalmente depois da 2ª fase de construção do Arsenal, não dando espaço aos médios adversários. O Dortmund gozou de muito espaço para trocar a bola em ataque organizado, conseguindo manter a bola por longos períodos enquanto procuravam espaços para atacar (que não eram muitos devido à defesa compacta do Arsenal) mas também souberam fazer bom uso do contra-ataque para aproveitar as fragilidades do Arsenal nas transições defensivas. O Dortmund consegue marcar depois de uma perda de bola do Arsenal junto à sua própria área e o Arsenal marca depois Giroud aproveitar um desentendimento entre Hummels e Weidenfeller.

2ª Parte
Apesar de não ter havido alterações ao intervalo, o jogo parecia outro neste segundo tempo. O Arsenal aumentou o ritmo de jogo e com os seus jogadores a decidirem mais rápido, passaram a ser a equipa mais perigosa no jogo. Os 3 médios mais ofensivos começaram a jogar ao primeiro toque a aproveitar o envolvimento dos laterais para começar a criar mais perigo no último terço do ataque. O Dortmund teve algumas dificuldades em reagir a esta mudança de atitude dos jogadores adversários. O jogo do Arsenal melhorou ainda mais após a entrada de Cazorla que veio dar ainda mais mobilidade ao seu ataque e consequentemente, outra dinâmica às jogadas ofensivas da sua equipa. Com Mkhitaryan mais apagado, a equipa de Jürgen Klopp ainda faz entrar Hofmann para o seu lugar e entra também Aubameyang para dar mais velocidade aos corredores (talvez apostar ainda mais no contra-ataque) mas foram substituições que pareceram não ter surtido efeitos. Ainda assim, depois do envolvimento do lateral Grosskreutz e consequente cruzamento ao segundo poste, Lewandowski finaliza colocando o Dortmund novamente em vantagem já na reta final do jogo. Arsène Wenger coloca em campo Bendtner para preparar a sua equipa para um jogo mais direto e o Dortmund responde colocando Sokratis Paspatathopoulos, um central de origem, no meio campo, equilibrando a sua equipa no que diz respeito ao jogo aéreo (precavendo algum lance de bola parada contra). Nos minutos finais, o Dortmund aproveitou a ansiedade do Arsenal para tentar chegar ao golo controlando o jogo e mantendo a bola sempre longe da sua baliza.

Substituições
58' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Jack Wilshere. Cazorla fica a jogar como extremo esquerdo, Rosický passa para a posição dez e Özil passa para extremo direito.
66' - Entram Jonas Hofmann e Pierre Aubameyang para os lugares de Henrikh Mkhitaryan e Kuba Blaszczkawski. Trocas diretas.
86' - Entra Nicklas Bendtner para o lugar de Aaron Ramsey. Bendtner fica como extremo esquerdo e Cazorla passa para médio centro.
87' - Entra Sokratis Paspatathopoulos para o lugar de Marco Reus. Hofmann passa para extremo esquerdo, Sahin sobe para a posição dez e Sokratis fica como médio centro. 
89' - Entra Sèrge Gnabry para o lugar de Tomás Rosický. Özil volta para a posição dez e Gnabry fica como extremo direito.


Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Mats Hummels (22'), Tomás Rosický (51'), Robert Lewandowski (64'), Sven Bender (70') e Mesut Özil (85').

Assistência: 60011 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (12ºC)

domingo, 26 de maio de 2013

Taça de Portugal - Benfica 1 x 2 Vitória de Guimarães (Final)


Marcha no Marcador
30' - 1x0 (Nicolás Gaitán)
79' - 1x1 (Soudani)
81' - 1x2 (Ricardo)

1ª Parte
Como era esperado, o Vitória assumiu uma postura mais cautelosa, defendendo no seu meio campo mas mantendo sempre aberta a possibilidade de contra-ataque, momento em que colocavam vários homens na frente. Os médios André André e Leonel Olímpio tiveram uma missão defensiva muito importante, responsabilizando-se muitas vezes pelos movimentos interiores dos extremos do Benfica. Soudani e Ricardo tinham como missão defensiva acompanhar os laterais adversários de forma a que o Benfica não tivesse superioridade numérica nos corredores laterais. Estrategicamente, isto foi um pormenor importante porque o Benfica ataca sempre preferencialmente pelos corredores laterais, apesar de os extremos, partindo sempre da linha lateral, entrarem muito no corredor central para abrir espaço para a subida do lateral e para conseguir desequilibrar as estruturas defensivas adversárias que, caso contrário, tinham relativa facilidade em lidar com um meio campo de apenas dois jogadores (Matic e Enzo Pérez). Defensivamente o Benfica é muito pressionante, principalmente nas transições defensivas, o que fazia com que o Vitória recorresse muitas vezes a bolas longas, tendo dificuldades em jogar apoiado. Baldé servia muitas vezes de apoio, esperando pela subida/overlap dos extremos de forma a servi-los. Também Addy foi muito importante nas transições, tendo inclusive duas grandes oportunidades para fazer golo.

2ª Parte
Com o Vitória de Guimarães em desvantagem e sem dar mostras de poder mudar o resultado, Rui Vitória coloca Marco Matias como extremo e Ricardo como lateral. Ricardo é um extremo de raiz que já fez alguns jogos esta época como lateral e ia dar um claro pendor ofensivo ao corredor direito. Jorge Jesus responde colocando Urreta no corredor esquerdo. A intenção poderá ter sido colocar um jogador rápido num corredor que poderia ser explorado nas transições devido às previsíveis subidas de Ricardo. Aos 77', Rui Vitória coloca Crivellaro como segundo ponta de lança e dois minutos depois, o próprio Crivellaro assiste Soudani para o golo do empate e dois minutos depois, é Ricardo numa diagonal para o corredor central a rematar para o golo da vitória. A partir daqui, Crivellaro desce no terreno para dar mais consistência defensiva à sua equipa e já perto do final, Rui Vitória fecha as portas em termos defensivos com a entrada de N'Diaye para o meio campo, passando a jogar em 1-4-5-1 com Crivellaro a passar para o corredor esquerdo e Soudani a ficar como ponta de lança. Jorge Jesus pouco podia fazer e apesar de ainda colocar Rodrigo na frente e Aimar no meio campo, já não conseguiu alterar o rumo do jogo.

Substituições
64' - Entra Marco Matias para o lugar de Kanú. Marco Matias fica como extremo direito e Ricardo desce para lateral direito.
70' - Entra Urreta para o lugar de Óscar Cardozo. Urreta fica como extremo esquerdo e Gaitán passa para avançado centro.
77' - Entra Rafael Crivellaro para o lugar de Leonel Olímpio. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Tiago a jogar no meio campo com André André e Crivellaro a ficar na frente com Baldé.
83' - Entra Rodrigo para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca direta.
87' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
92' - Entra Mahamadou N'Diaye para o lugar de Amido Baldé. Passam a jogar em 1-4-5-1 com Soudani como ponta de lança, Crivellaro no lado esquerdo e N'Diaye a fechar o meio campo com André André e Tiago Rodrigues.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Nemanja Matic (34'), Enzo Pérez (41'), Amido Baldé (71'), David Addy (74') e Eduardo Salvio (84').

Assistência: 36850 (Jamor)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

sábado, 25 de maio de 2013

Champions League - Dortmund 1 x 2 Bayern Munique (Final)


Marcha no Marcador
60' - 0x1 (Mario Mandzukic)
68' - 1x1 (Ilkay Gündogan)
89' - 1x2 (Arjen Robben)

1ª Parte
Ambas as equipas estiveram muito pressionantes nas transições defensivas e isso resultou num grande número de turnovers, com um jogo muito disputado mas sem grandes oportunidades. O Bayern Munique jogou em ataque posicional e teve por isso uma maior percentagem de posse da bola mas acabou por ter menos remates que o Dortmund (apesar de terem tido as melhores oportunidades de golo), que jogou predominantemente em contra-ataque. Ainda assim o realce vai para a ação defensiva da equipa do Dortmund que tentou claramente impedir que os centrais conseguissem prosseguir com bola com Reus e Lewandowski a posicionarem-se sempre de forma a dificultar a ação com bola de Boateng e Dante. Isto fez com que o Bayern Munique tivesse dificuldades em criar desequilíbrios pelo corredor central, com a equipa a também não conseguir desequilibrar pelos corredores laterais graças à grande disponibilidade defensiva dos extremos do Dortmund que ajudaram sempre que foi preciso os respetivos laterais. Por tudo isto, as melhores oportunidades criadas pelo Bayern Munique surgiram de transições ofensivas. Com o decorrer do jogo, começamos a ver Schweinsteiger a surgir em posições mais recuadas para fazer o transporte de bola que muitas vezes é feito pelos centrais, de forma a desequilibrar a estrutura do Dortmund.

2ª Parte
Com o passar dos minutos, o jogo começa a ficar um pouco mais partido e mais disputado. A primeira substituição só surgiu aos 90' o que mostrou que ambos os técnicos estavam satisfeitos com as respetivas equipas e ambos sentiam que dado o equilíbrio do jogo, era bastante provável que o jogo seguisse para prolongamento e quiseram poupar as substituições para esse período. O momento chave foi naturalmente o golo de Robben que aconteceu após ambos os extremos entrarem na zona central e combinarem entre si, usando a sua grande qualidade para 'destruir' a defesa do Dortmund e marcarem o golo da vitória. Jürgen Klopp ainda coloca mais um avançado para os minutos finais (com Hummels a também subir em algumas situações ofensivas) mas não foi suficiente para alterar o rumo do jogo.

Substituições
91' - Entra Julian Schieber para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Piszczek passa a fazer todo o corredor direito e o Dortmund passa a jogar com dois pontas de lança, Schieber e Lewandowski.
91' - Entra Nuri Sahin para o lugar de Sven Bender. Troca direta.
91' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez, Schweinsteiger sobre para a posição dez e Müller passa para extremo direito.
94' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Dante (29'), Franck Ribéry (73') e Kevin Grosskreutz (73').

Assistência: 86298 (Wembley Stadium)                                                                                   

Clima: Céu limpo (14ºC)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Liga Europa - Benfica 1 x 2 Chelsea (Final)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Fernando Torres)
68' - 1x1 (Óscar Cardozo)
93' - 1x2 (Branislav Ivanovic)

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, fazendo uso de várias combinações entre os seus jogadores para fixar os jogadores adversários, preferencialmente no corredor central, para depois abrirem o jogo para os corredores laterais onde os extremos ou laterais aparecem para cruzar a bola para o interior da área. Existiram vários factores que influenciaram a eficiência da posse da bola do Benfica, um deles foi a ação de Rodrigo que ao descer no terreno, dividia a marcação de David Luiz e Lampard que para marcar Rodrigo libertavam invariavelmente um dos médios centro. O Chelsea jogou em contra-ataque, mantendo sempre as linhas recuadas no processo defensivo de forma a terem mais espaço no meio campo adversário para poder explorar as transições ofensivas. No geral, o Benfica acabou por dominar o primeiro tempo e teve várias oportunidades para rematar em zona de finalização, perdendo consecutivas oportunidades. O Chelsea conseguiu um remate perigoso mas pouco mais construiu e para isso contribuiu a excelente ação defensiva do Benfica que impediu quase sempre que a bola chegasse a Lampard, Mata e Oscar.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma até ao golo do Chelsea (num contra-ataque lançado por Petr Cech). A partir daí, Jorge Jesus sentiu a necessidade de fazer alterações e colocou Lima por Rodrigo e Ola John por Melgarejo (que cometeu muitas falhas defensivas). Esta última troca fez com que Gaitán descesse para lateral e Rafael Benítez já estava ciente das dificuldades defensivas de Melgarejo com vários ataques a serem colocados em profundidade em Ramires, com Gaitán nessa posição, pode-se dizer que o Chelsea passou a atacar quase exclusivamente por aquele corredor, sempre solicitando a velocidade de Ramires. Através de uma grande penalidade, o Benfica empata o jogo e este mantém-se equilibrado e apenas um pontapé de canto finalizado por Ivanovic já nos descontos decidiu este jogo a favor do Chelsea. Benítez acabou por não fazer qualquer substituição, possivelmente esperando pelo prolongamento para as fazer (opção sensata dada a estratégia adoptada pela equipa, que estava sempre dependente da velocidade do ataque).

Substituições
66' - Entra Lima para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
66' - Entra Ola John para o lugar de Melgarejo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán desce para lateral esquerdo.
78' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta com Garay a sair lesionado.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Oscar (14'), Ezequiel Garay (45'+1) e Luisão (61').

Assistência: 53000 (Amsterdam ArenA)

Clima: Pouco nublado (13ºC)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos 2012 (Feminino) - França x Japão (Meia-Final)

1ª Parte
A França não pressionou as adversárias no meio campo ofensivo, preferindo esperar por elas no próprio meio campo. A sua zona de pressão era nos corredores laterais do seu meio campo defensivo, onde a lateral e a extremo tentavam sempre fechar os caminhos à portadora da bola. As médio centro assumiam regularmente um posicionamento muito recuado o que fazia com que as adversárias gozassem de superioridade numérica naquele sector. Ofensivamente tiveram um jogo muito confuso, com várias falhas ao nível do passe e muitas bolas batidas directamente para a frente, muito por culpa da acção defensiva das adversárias.
O Japão jogou em ataque posicional, trocando a bola com paciência antes de tentarem chegar ao terço ofensivo. Atacavam preferencialmente pelos corredores laterais mas era no meio que tinham mais espaço para trocarem a bola. Defensivamente jogaram com um bloco alto e por vezes as pontas de lança pressionavam as centrais ainda na 1ª fase de construção de forma a obrigar a guarda-redes a bater directamente para a frente. Apesar de subirem o seu bloco nas acções ofensivas, eram muito solidárias nas transições defensivas com todas as jogadoras (excepto as pontas de lança) eram muito rápidas a recuperarem a sua posição no seu meio campo defensivo.

2ª Parte
O Japão chegou ao segundo golo logo aos 49' e a partir daí baixou mais as suas linhas, priorizando a solidez defensiva e dando mais prevalência aos contra-ataques nas suas acções ofensivas. Isto pode também ter sido consequência da acção ofensiva da França que começou a subir mais as jogadoras. A França conseguiu mais oportunidades mas desperdiçou muitos remates de meia distância, até porque não conseguiam situações de finalização dentro da área porque o Japão defendeu muito atrás (quando conseguiram, marcaram golo). Depois do penalti falhado, a França começou a jogar mais directo para o ataque a tentar o golo do empate e em contrapartida, o Japão desceu ainda mais as suas linhas, havendo situações em que defenderam com dez jogadoras dentro da área, deixando apenas Ogimi no meio campo. Um jogo ditado pela tremenda eficácia do Japão, que contrapôs com o desperdício da França.

Jogadoras-Chave
Na França, Le Sommer foi a jogadora que mais perigo criou no tempo que esteve em campo, marcando o golo e sofrendo um penalti que foi desperdiçado.
O Japão marcou dois golos de bola parada com o destaque a ir para a marcadora dos livres que foi Miyama. Fukumoto também fez uma grande exibição na baliza.

Golos
32' - Livre no meio campo marcado por Miyama para a grande área com Bouhaddi a deixar a bola passar por entre as mãos, com esta a sobrar para Ogimi que encosta para o golo.
49' - Livre no meio campo marcado por Miyama para a grande área onde Sakaguchi cabeceia para o segundo poste fazendo o golo.
76' - Delie leva a bola pelo lado direito, desmarca Thomis que ganha a linha de fundo, já dentro da área, e cruza para o meio onde está Le Sommer para encostar para o golo.

Substituições
56' - Entra Camille Abily para o lugar de Sandrine Soubeyrand. Abily joga a médio centro do lado direito e Bussaglia passa para médio centro do lado esquerdo.
58' - Entra Eugénie Le Sommer para o lugar de Gaetane Thiney. Troca directa.
74' - Entra Kozue Ando para o lugar de Shinobu Ohno. Ando passa a jogar numa posição mais recuada que Ogimi, descendo para junto das médio centro na acção defensiva.
84' - Entra Asuna Tanaka para o lugar de Mizuho Sakaguchi. Troca directa.


Árbitra: Quetzalli Alvarado (México)

Cartão Amarelo: Wendie Renard (13').

Assistência: Desconhecido (Wembley Stadium)

Clima: Céu nublado (20ºC)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo B) - Holanda x Alemanha (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Alemanha (3 pontos) 1 jogo
2º Portugal (3 pontos) 2 jogos
3º Dinamarca (3 pontos) 2 jogos
4º Holanda (0 pontos) 1 jogo

1ª Parte
Na equipa da Holanda, jogando em ataque posicional, foi notória a quantidade de situações criadas pelo corredor central, através do movimento interior dos extremos, em que eram efectuados (apesar de com pouco sucesso) passes de ruptura entre a linha defensiva adversária. Ainda assim, as melhores oportunidades surgiram através de bolas altas para as costas da defesa aproveitando a desmarcação de Van Persie que era claramente o alvo principal das jogadas de ataque. Quando não tinham a bola, a Holanda preocupou-se demasiado com as marcações individuais e este aspecto criou-lhes bastantes dificuldades. Isto viu-se mais nos laterais que ao estarem preocupados com os extremos adversários, abriram muito espaço para o central, com os golos a surgirem de situações originadas pelo fraco posicionamento da defesa holandesa.
A Alemanha nunca foi muito assertiva na pressão ao portador da bola sendo que esperavam quase sempre que a bola caísse no corredor lateral do seu meio campo defensivo para pressionar o portador da bola. Um dos pontos em que estiveram muito bem foi na coordenação inter e intrasectorial, tanto no sector defensivo como médio, dificultando ao máximo a acção ofensiva da Holanda. Com bola, souberam ser pacientes, esperando sempre pelo momento certo para atacar a baliza. Fizeram a bola circular pelos três corredores, aproveitando a marcação individual adversária a seu favor, com Gómez a estar brilhante ao nível da desmarcação.

2ª Parte
A perder por 2-0, a Holanda retira um médio defensivo e coloca um médio de características ofensivas (Van der Vaart), colocando também mais um ponta de lança com Van Persie a cair para a linha. Passaram assim a jogar em 1-4-3-3. A Alemanha manteve sempre a mesmo jogo, tendo os devidos cuidados em função do resultado mas sem nunca alterar o seu sistema. A alteração da Holanda pareceu surtir efeito com Sneijder e Van der Vaart a serem muito mais eficientes ofensivamente que o meio campo da 1ª parte. O carácter mais ofensivo deste meio campo fez com que Khedira e Schweinsteiger não arriscassem tanto no ataque, dando um maior domínio à Holanda que aquele que tinham tido até então. Ao longo destes 45', Van Persie e Robben alteraram algumas vezes de corredor apesar de ter sido com o primeiro a extremo esquerdo que conseguiram marcar o 2-1. Nos últimos 10' mudaram para 1-4-4-2 com Van Persie e Huntelaar na frente, Robben (mais tarde Kuyt) num corredor e Sneijder no outro mas a alteração não surtiu efeito, com a Alemanha determinada a conservar o resultado.

Jogadores-Chave
Na Holanda, talvez Van Persie tenha sido o melhor elemento, tendo criado o golo praticamente sozinho.
Na Alemanha, a dupla Gómez e Schweinsteiger merece destaque por ter estado em ambos os golos. Özil é outro jogador que teve um desempenho muito bom, tendo sido muito inteligente nas movimentações com vista à criação de espaços.

Golos
24' - Schweinsteiger recebe a bola sozinho no corredor central e desmarca Gómez que no limite do fora de jogo recebe na direcção da baliza e faz o golo.
38' - Schweinsteiger volta a receber numa zona livre, após um passe de Özil, e dá de primeira para a desmarcação de Gómez que isola-se na área e remata cruzado com o pé direito para fazer o golo.
73' - Van Persie recebe a bola do lado esquerdo, roda para dentro e conduz até à entrada da área rematando de pé direito ao 2ª poste fazendo o golo.

Substituições
Int - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Ibrahim Afellay. Huntelaar fica a ponta de lança com Van Persie a passar para extremo esquerdo.
Int - Entra Rafael van der Vaart para o lugar de Mark van Bommel. Passando a jogar em 1-4-3-3, van der Vaart faz dupla de médios interiores com Sneijder (este último do lado esquerdo). 
72' - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
81' - Entra Toni Kroos para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. 
83' - Entra Dirk Kuyt para o lugar de Arjen Robben. Troca directa.
92' - Entra Lars Bender para o lugar de Thomas Müller. Troca directa. 

Holanda
1 – Maarten Stekelenburg
2 – Gregory van der Wiel
3 – John Heitinga
4 – Joris Mathijsen
6 – Mark van Bommel (23 – Rafael van der Vaart)
8 – Nigel de Jong
10 – Wesley Sneijder
11 – Arjen Robben (7 – Dirk Kuyt)
15 – Jetro Willems
16 – Robin van Persie
20 – Ibrahim Afellay (9 – Klaas-Jan Huntelaar)
Treinador: Bert van Marwijk

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil (18 – Toni Kroos)
10 – Lukas Podolski
13 – Thomas Müller (15 – Lars Bender)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
20 – Jérôme Boateng
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia) 

Cartões Amarelos: Nigel de Jong (80'), Jérôme Boateng (87') e Jetro Willems (90').

Assistência: 37750 (Oblast Sports Complex Metalist - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (29ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Real Madrid (85 pontos) 33 jogos
2º Barcelona (81 pontos) 33 jogos
3º Valência (52 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Barcelona entrou em campo com o seu sistema de 1-3-4-3, com a forma habitual de jogar privilegiando a posse da bola e procurando várias vezes os passes de ruptura para criar situações de finalização atrás das costas da defesa adversária. Na fase inicial do jogo, o Barcelona falhou vários passes, com os jogadores a procurarem passes mais longos em detrimento do habitual jogo curto, tendo sido nessa fase que o Real Madrid marcou o golo. Depois, aproveitando o recuo do Real Madrid, o Barcelona gozou de mais espaço para trocar a bola e conseguiu impor o seu domínio, jogando mais próximo da baliza de Casillas. Apesar de jogar com 3 centrais, nas primeiras fases de construção Busquets descia sempre para a zona central da defesa de forma a dar mais segurança à troca de bola e permitir uma maior amplitude por parte de Adriano e Puyol que abriam no corredor.
O Real Madrid entrou da forma habitual, sem denunciar uma postura mais defensiva como seria esperado. Reconhecendo a forma de jogar do Barcelona, o Real não tentou impor o seu domínio no jogo, procurando sempre que possível tirar vantagem da velocidade das transições ofensivas. Após o golo, o Real Madrid desceu mais as suas linhas, também por influência do melhor jogo do Barcelona nessa fase do jogo, e teve uma abordagem mais cautelosa ao jogo. Estiveram muito equilibrados defensivamente e as maiores dificuldades surgiram dos lances individuais dos jogadores do Barcelona com Messi a ser o principal desequilibrador.

2ª Parte
Não houve alterações nas equipas, até porque não se justificava porque o Real tinha o resultado a seu favor e o Barcelona tinha o domínio do jogo. Como seria de esperar, o Barcelona foi a primeira equipa a fazer alterações ao colocar Alexis Sánchez em jogo, recuando Messi para o meio campo (ainda que em posições mais avançadas). A ideia seria provavelmente fazer com que Messi pudesse fazer um transporte da bola mais eficaz, tendo mais um jogador na linha ofensiva para fazer a desmarcação nas costas da defesa. Não se pode dizer que a substituição tenha resultado ou não porque apesar de o Barcelona ter empatado logo a seguir pelo próprio Alexis, o Real Madrid voltou a marcar 3' depois. Com o resultado em 1-2 ambos os treinadores mudam, com Mourinho a colocar Granero na posição 10 (um jogador mais defensivo que Özil apesar de ser um jogador criativo) e Guardiola coloca Pedro por Adriano, descendo Daniel Alves para a defesa, ele que tinha sido inconsequente no ataque. Até ao fim, nenhuma das alterações resultou numa mudança do sistema táctico e não houve mais situações claras de golo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi o jogador mais desequilibrador a fazer valer a sua capacidade técnica para através do drible criar espaços e lançar os seus colegas no último terço ofensivo, no entanto não foi eficiente. Xavi também esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo.
No Real Madrid, Özil foi muito perigoso nas transições ofensivas devido à sua qualidade de passe. Ronaldo foi um dos homens do jogo pelo golo da vitória.

Golos
16' - Canto marcado do lado direito por Di María ao 2º poste, Pepe cabeceia com Valdés a defender e na recarga Khedira faz o golo.
70' - Tello remata do lado esquerdo, Casillas defende para a frente com a bola a sobrar para Adriano que remata de fora da área e depois de um ressalto e uma defesa de Casillas, a bola sobra para Alexis Sánchez que faz o golo.
73' - Di María abre na direita para Özil que lança Ronaldo em profundidade que com a recepção coloca Valdés fora da jogada e depois remata para o golo.

Substituições
69' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Xavi. Alexis vai para ponta de lança e Messi desce ligeiramente no terreno actuando como 10.
73' - Entra Esteban Granero para o lugar de Ángel Di María. Granero fica na posição 10 com Özil a passar para extremo direito.
74' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Adriano. Pedro fica a jogar a extremo direito com Puyol a passar para o lado esquerdo do trio defensivo e Daniel Alves a descer para o lado direito.
81' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Cristian Tello. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas joga como médio centro.
89' - Entra Callejón para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
93' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
5 - Carles Puyol
6 - Xavi (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara
14 - Javier Mascherano
16 - Sergio Busquets
21 - Adriano (17 - Pedro Rodríguez)
37 - Cristian Tello (4 - Cesc Fàbregas)

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
6 - Sami Khedira
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil (21 - Callejón)
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
17 - Álvaro Arbeloa
22 - Ángel Di María (11 - Esteban Granero)

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (15'), Pepe (43'), Xabi Alonso (47'), Mesut Özil (77'), Esteban Granero (78') e Javier Mascherano (84').

Assistência: Desconhecido (Camp Nou)

Clima: Chuva (18ºC)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Copa Libertadores (Grupo 4) - Boca Juniores x Fluminense (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Fluminense (3 pontos)
2º Boca Juniores (1 ponto)
3º Zamora (1 ponto)
4º Arsenal de Sarandí (0 pontos)

1ª Parte
Apesar da vantagem do Fluminense (num lance de bola parada), foi o Boca Juniores quem teve mais controlo no jogo apesar de ter muitas dificuldades em chegar à baliza. Os laterais do Fluminense quase que não subiram e os 2 médios mais recuados (Valencia e Diguinho) conseguiram segurar bem o meio campo do Boca Juniores onde, principalmente Riquelme e Erviti tinham normalmente um posicionamento mais central com Riquelme a cair algumas vezes no corredor lateral esquerdo. O Boca usou um sistema táctico algo assimétrico com o Clemente Rodríguez a fazer normalmente todo o corredor lateral esquerdo e Roncaglia a subir raramente com Rivera e Mouche a aproveitar os espaços no corredor lateral direito. Com pouco espaço para jogar e poucos desdobramentos ofensivos por parte dos seus jogadores mais recuados, o Fluminense jogou basicamente à base de lançamentos longos para os seus homens adiantados, tentando aproveitar a criatividade dos seus jogadores para criar desequilíbrios no último terço do campo. 

2ª Parte
A 2ª parte começou praticamente com o golo do empate por parte de Somoza mas o jogo não se alterou. O Boca continuou a ter a bola por mais tempo e o Fluminense a tentar contra-atacar sempre que possível e foi num contra-ataque que fez o 1-2, num lance em que Deco aparece sozinho ao 2º poste (lado direito do ataque). Curiosamente, durante todo o jogo, o Fluminense raramente aproveitou o facto de Clemente subir regularmente no terreno durante o processo ofensivo com Thiago Neves e mais tarde Sóbis a jogarem em posições muito interiores. Não houve grandes mudanças com as substituições, sendo que a maior delas foi a entrada de Lugo que se posicionou junto à linha do lado direito dando mais amplitude ao ataque do Boca. A partir daqui viu-se um jogo intenso mas sem grandes surpresas, com ambas as equipas a equilibrarem bem o jogo.

Jogadores-Chave
No Boca Juniores, é inquestionável a influência de Riquelme no jogo. Não só é um perigo real nos esquemas tácticos mas também a sua criatividade e capacidade de passe marcam a diferença. Também o lateral Clemente foi muito importante no processo ofensivo dando largura ao corredor lateral esquerdo.
O guarda-redes Diego Cavalieri fez uma grande exibição impedindo por várias vezes que o Boca marcassem em situações claras de golo. Sempre que solicitado, Wellington Nem foi muito perigoso do lado esquerdo do ataque.

Substituições
63' - Entra Cristian Chavez para o lugar de Diego Rivero. Troca directa com Rivero a ser dos jogadores de menor rendimento até esta altura.
67' - Entra Jean para o lugar de Bruno Vieira. Troca directa.
70' - Entra Orlando Gaona Lugo para o lugar de Walter Erviti. Chavez joga agora numa posição mais central e Lugo vai para o lado direito.
72' - Entra Rafael Sóbis para o lugar de Thiago Neves. Troca directa.
81' - Entra Edinho para o lugar de Deco. Troca directa. Deco saiu aparentemente lesionado, entrou um jogador com características mais defensivas.
83' - Entra Sergio Araujo para o lugar de Pablo Mouche. Troca directa.

Golos
9' - Livre marcado por Deco para o centro da área com a bola a ser desviada de cabeça por Fred que faz o golo.
46' - Riquelme marca um livre perto da entrada da grande área, a bola vai ao poste e Somoza na recarga faz o golo.
54' - Wellington Nem dribla um adversário no corredor lateral esquerdo e cruza largo ao 2º poste onde aparece Deco a rematar de primeira para o golo.

Boca Juniores
1 - Agustín Orión
3 - Clemente Rodríguez
6 - Matías Caruzzo
7 - Pablo Mouche (24 - Sergio Araujo)
8 - Diego Rivero (21 - Cristian Chavez)
10 - Juan Ramón Riquelme
11 - Walter Erviti (9 - Orlando Gaona Lugo)
18 - Leandro Somoza 
19 - Santiago Silva
23 - Facundo Roncaglia
29 - Juan Insaurralde
 
Fluminense
12 - Diego Cavalieri
2 - Bruno Vieira (28 - Jean)
6 - Carlinhos
7 - Thiago Neves (23 - Rafael Sóbis)
8 - Diguinho
9 - Fred
13 - Digão
15 - Anderson
17 - Edwin Valencia
18 - Wellington Nem
20 - Deco (5 - Edinho)

Cartões Amarelos: Diguinho (30'), Juan Insaurralde (42'), Facundo Roncaglia (84') e Juan Ramón Riquelme (85').