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sábado, 22 de março de 2014

Premier League - Chelsea 6 x 0 Arsenal (31ª Jornada)


Marcha do Marcador
5' - 1x0 (Samuel Eto'o)
7' - 2x0 (André Schürrle)
17' - 3x0 (Eden Hazard)
42' - 4x0 (Oscar)
66' - 5x0 (Oscar)
71' - 6x0 (Mohamed Salah)

1ª Parte
Este foi um jogo atípico, não só pelo resultado, uma vez que aos 7' de jogo o Chelsea já vencia por dois golos mas também pela expulsão prematura de Gibbs (engano do árbitro pois deveria ter sido Oxlade-Chamberlain) que deixou o Arsenal a lutar contra uma desvantagem de 3 golos (penalti resultante da expulsão) com apenas 10 jogadores. O Arsenal pareceu jogar da sua forma habitual, ataque posicional, defesa alta tentando controlar o jogo no meio campo ofensivo, sendo que depois da expulsão, passou a jogar em 1-4-4-1 com Podolski a ficar a lateral esquerdo até Vermaelen entrar e Cazorla a ala esquerdo. O Chelsea, jogou em contra-ataque, também como era esperado. O que determinou este resultado foi a ineficácia da equipa do Arsenal em lidar com o contra-ataque adversário (1 golo de penalti (Hazard), 2 de contra-ataque (Eto'o e Schürrle) e 1 de ataque rápido (Oscar)). O problema não estava só na reação à perda pois aí terá sido mais mérito da equipa do Chelsea que é das melhores do mundo a contra-atacar, mas sim na opção do Arsenal manter a sua linha defensiva alta com menos um jogador e sem capacidade de pressionar o Chelsea. O resultado foi-se dilatando de uma forma natural, com o Chelsea a gerir muito bem a bola, mantendo uma boa estrutura defensiva em todos os momentos do jogo, não dando hipóteses do Arsenal chegar ao golo.

2ª Parte
Arsène Wenger esgotou as alterações ao intervalo, retirando Oxlade-Chamberlain para colocar Flamini. Chamberlain esteve apagado numa posição que não é a sua mas Flamini pouco conseguiu fazer para alterar o domínio do Chelsea. A relutância de Wenger em descer as suas linhas para defender a dignidade da sua equipa acabou por lhe custar mais dois golos numa segunda parte em que o Chelsea mais não fez que gerir o resultado e explorar as fragilidades do Arsenal. Numa segunda parte sem história, Mourinho geriu a sua equipa tranquilamente, mantendo sempre uma estrutura sólida em campo.

Substituições
10' - Entra Fernando Torres para o lugar de Samuel Eto'o. Troca direta com Eto'o a sair lesionado.
23' - Entra Thomas Vermaelen para o lugar de Lukas Podolski. Troca direta.
Int - Entram Carl Jenkinson e Mathieu Flamini para os lugares de Laurent Koscielny e Alex Oxlade-Chamberlain. Vermaelen passa para central, Sagna para lateral esquerdo, Jenkinson fica como lateral direito e Flamini substitui Chamberlain no meio campo.
67' - Entra Mohamed Salah para o lugar de Oscar. Troca direta.
72' - Entra John Obi Mikel para o lugar de David Luiz. Troca direta.


Árbitro: Andre Marriner

Cartão Amarelo: Tomás Rosicky (52').

Cartão Vermelho: Kieran Gibbs (16').

Assistência: 41.614 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo

sábado, 15 de fevereiro de 2014

FA Cup - Manchester City 2 x 0 Chelsea (Oitavos de Final)

Marcha do Marcador
16' - 1x0 (Stevan Jovetic)
67' - 2x0 (Samir Nasri)

1ª Parte
O início do jogo pareceu muito parecido com o jogo entre ambas as equipas para o campeonato mas não tardou muito para se verem algumas diferenças significativas, principalmente na equipa do City. Com o Chelsea a optar normalmente por uma estratégia de contra-ataque, estratégia que lhes tinha dado a vitória no Etihad, Pellegrini optou por defender mais atrás e assim retirar o espaço nas costas da defesa. Desta forma o Chelsea teve muitas dificuldades em chegar ao último terço ofensivo e com a equipa de Mourinho a defender também no seu próprio meio campo, este acabou por ser um jogo onde ambas as equipas tiveram uma abordagem ofensiva semelhante, baseando-se no ataque posicional. O City jogou desta vez com dois alas que entravam muito no corredor central para dar uma maior dinâmica ao 4-4-2 e Matic voltou a assumir o papel de marcação a Silva. Num jogo com poucas oportunidades, o City conseguiu marcar num ataque rápido desenvolvido no corredor central.

2ª Parte
José Mourinho foi o primeiro a mexer na equipa, logo ao intervalo, com a entrada de Salah por Eto'o que foi muito pouco influente na primeira parte mas o que é certo é que também Salah passou muito ao lado do jogo, muito por culpa da ação defensiva do City que nesta segunda parte foi muito mais pressionante e os seus jogadores entraram determinados a não dar qualquer espaço aos jogadores do Chelsea, iniciando a pressão logo junto à área de Petr Cech. Todas as substituições de Mourinho foram na frente de ataque e sem nunca alterar o sistema tático, alterando as posições dos jogadores por várias vezes mas sempre sem qualquer resultado prático. Pellegrini colocou mais criatividade no ataque com a entrada de Nasri (que acabou por resultar no segundo golo) e colocou Navas na direita numa altura que o City dominava o jogo, substituição esta que talvez tenha ajudado a manter Zabaleta no setor defensiva uma vez que Navas não costuma sair do corredor. Num jogo em que a equipa do Chelsea esteve muito apagada em termos ofensivos, o Manchester City venceu de forma justa tendo sido a melhor equipa durante todo o encontro.

Substituições
Int - Entra Mohamed Salah para o lugar de Samuel Eto'o. Salah fica na posição dez, Willian vai para extremo esquerdo e Hazard passa para ponta de lança.
61' - Entra Fernando Torres para o lugar de Ramires. Torres fica a ponta de lança e Hazard passa para extremo direito.
61' - Entra Samir Nasri para o lugar de Stevan Jovetic. Troca direta.
69' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Milner passa para o lado esquerdo e Navas fica como médio ala direito.
71' - Entra Oscar para o lugar de Willian. Oscar fica na posição dez, Hazard passa para o lado esquerdo e Salah para o lado direito.
80' - Entra Álvaro Negredo para o lugar de Edin Dzeko. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Vencent Kompany (39'), David Luiz (44'), Stevan Jovetic (57'), Yaya Touré (62'), Javi García (84') e Nemanja Matic (89').

Assistência: 47374 (Etihad Stadium)

Clima: Céu nublado (7ºC)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Supertaça Europeia - Bayern Munique 2 x 2 Chelsea


Marcha no Marcador
8' - 0x1 (Fernando Torres)
47' - 1x1 (Franck Ribéry)
93' - 1x2 (Eden Hazard)
121' - 2x2 (Javi Martínez)

1ª Parte
O Bayern Munique jogou em ataque posicional, controlando sempre a posse da bola, onde os extremos vinham regularmente para o corredor central com a bola nos pés, ou procuravam receber dentro abrindo espaço para a subida dos laterais, assegurando sempre várias linhas de passe ao portador da bola. Num estilo de passe predominantemente curto, a exceção era Dante que tentou várias vezes lançamentos longos para o lado direito desde a linha de meio campo. Defensivamente, pressionaram muito forte nas transições defensivas, sendo que em organização defensivo a pressão não era tão forte. Apesar de terem tido uma clara superioridade na percentagem da posse da bola, não criaram assim tantas oportunidades de golo em lances de bola corrida uma vez que o Chelsea apresentou um sistema muito compacto defensivamente, com os extremos a descerem muito para anular a subida dos laterais adversários. Ainda assim, tentavam sempre dificultar ao máximo a 1ª e 2ª fase de construção do Bayern, pressionando a meio do meio campo ofensivo, o que fez com que a equipa adversária perdesse a coesão ofensiva no momento de entrar no meio campo ofensivo. O Chelsea tentou sempre tirar o máximo partido das transições ofensivas (marcando assim o golo), aproveitando o grande balanceamento ofensivo da equipa adversária. Quando conseguiam espaço, atacavam também em ataque posicional.

2ª Parte
O jogo recomeça praticamente com o golo do empate de Ribéry e pouco tempo depois, Josep Guardiola retira Rafinha que tinha estado muito apagado do jogo para colocar Javi Martínez a médio defensivo e colocando Lahm a lateral. Mais tarde, Guardiola ainda coloca Götze em campo mas o momento mais marcante do jogo é a expulsão de Ramires a 5' do final, obrigando o Chelsea a jogar em 1-4-4-1, reduzindo a capacidade de pressão no processo defensivo o que deu ainda mais espaço ao Bayern para controlar a bola. José Mourinho viu-se obrigado a colocar Mikel no eixo do meio campo para dar mais consistência defensiva e assim conseguiu aguentar o jogo até ao final da 2ª parte.

Prolongamento
Tal como começou a 1ª e a 2ª parte, também há um golo no início do prolongamento, agora para o Chelsea que se coloca em vantagem com um jogador a menos. Isto fez o Chelsea recuar ainda mais e o Bayern conseguir mais oportunidades de golo, sempre negadas por Cech. Guardiola refresca o ataque, Mourinho faz o mesmo até que aos 113', abdica do avançado, defendendo declaradamente o resultado sem quaisquer perspectivas de contra-ataque. Apesar disso, Guardiola ainda demorou um pouco a colocar os seus centrais em posições de ataque, sendo que o golo do empate acontece no último minuto, numa bola bombeada para Dante que acaba finalizada por Javi Martínez.

Penaltis
1 - David Alaba remata para a esquerda com Petr Cech a cair para o lado contrário.
1 - David Luiz remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
2 - Toni Kroos remata para a direita com Petr Cech a cair para o lado contrário.
2 - Oscar remata para a esquerda com Manuel Neuer a não chegar à bola. 
3 - Philipp Lahm remata para a esquerda com Petr Cech a não chegar à bola.
3 - Frank Lampard remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
4 - Franck Ribéry remata para a direita com Petr Cech a cair para o lado contrário.
4 - Ashley Cole remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
5 - Xherdan Shaqiri remata para a direita com Petr Cech a não chegar à bola.
5 - Romelu Lukaku remata para a direita com Manuel Neuer a defender a bola.

Substituições
56' - Entra Javi Martínez para o lugar de Rafinha. Lahm passa para lateral direito, Kroos para médio interior e Javi Martínez fica na posição de médio defensivo.
71' - Entra Mario Götze para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
87' - Entra John Obi Mikel para o lugar de André Schürrle. Mikel fica como médio centro e Oscar passa para médio direito.
95' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Arjen Robben. Troca direta.
98' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Fernando Torres. Troca direta.
113' - Entra John Terry para o lugar de Eden Hazard. Passam a jogar em 1-5-4-0 com Terry a ser o 3º central e Lukaku a fechar o lado direito do meio campo com Oscar a passar para o lado esquerdo.


Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Franck Ribéry (23'), Gary Cahill (41'), Ramires (64' e 85), David Luiz (66'), Jérôme Boateng (84'), Fernando Torres (90'), Romelu Lukaku (99'), Ashley Cole (118') e Branislav Ivanovic (120').

Cartão Vermelho: Ramires (85').

Assistência: 17686 (Eden Arena)

Clima: Céu pouco nublado (19ºC)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Champions League - Dortmund 4 x 1 Real Madrid (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
8' - 1x0 (Robert Lewandowski)
43' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
50' - 2x1 (Robert Lewandowski)
55' - 3x1 (Robert Lewandowski)
67' - 4x1 (Robert Lewandowski)

1ª Parte
No processo ofensivo, o Dortmund jogava em ataque posicional, com uma equipa direcionada para atacar preferencialmente pelos corredores laterais com os laterais muito subidos (eram os médios centro que asseguravam as linhas de passe curto aos centrais). O Real Madrid defendei no seu meio campo, tentando fazer com que a equipa adversária subisse no terreno para explorar o contra-ataque após a recuperação da bola mas a ação defensiva do Dortmund limitou muito a eficiência da estratégia de José Mourinho uma vez que após a perda eram muito rápidos a recuperar a sua posição defensiva, criando logo duas linhas de quatro jogadores que ficavam muito compactas no seu meio campo defensivo. O Real Madrid também foi vítima da desinspiração de Modric na posição dez, tendo falhado várias receções, mostrando muitas dificuldades em construir jogo dentro do bloco defensivo do Bayern Munique. Os golos de ambas as equipas confirmaram as respetivas estratégias com o Dortmund a marcar após cruzamento do corredor esquerdo e o Real Madrid a concretizar um contra-ataque por intermédio de Cristiano Ronaldo.

2ª Parte
Ao intervalo, José Mourinho colocou Özil na posição dez e passou Modric para o lado direito. A capacidade de manter a bola melhorou com Özil a mostrar-se mais confiante nas intervenções sobre a bola. Jürgen Klopp manteve o seu sistema tático inalterável até ao final, trocando apenas os jogadores já perto do final do jogo com o objetivo de quebrar o ritmo do jogo e dar mais consistência defensiva (entrada de Khel). Num jogo relativamente equilibrado, o Real Madrid poderá queixar-se de si próprio com os 3 golos do Dortmund a nascerem de um mau alívio, uma interceção falhada e um penalti, com Lewandowski a mostrar uma eficácia de classe mundial. O Real Madrid tentou tudo, passando para 1-4-4-2 (abdicou da posição dez para ficar com mais um ponta de lança), depois para um 1-4-1-3-2 (retirou um médio centro para ficar com um médio mais ofensivo) e já nos minutos finais, foi Sergio Ramos que passou para ponta de lança de forma a explorar o jogo direto para a área.

Substituições
68' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca direta.
68' - Entra Ángel Di María para o lugar de Luka Modric. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ronaldo a passar para ponta de lança e Di María a ficar  no corredor esquerdo.
80' - Entra Kaká para o lugar de Xabi Alonso. Passam a joga em 1-4-1-3-2 com Khedira a ficar como médio defensivo e Kaká como médio mais ofensivo.
82' - Entra Sebastian Khel para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Khel fica como médio centro, Götze passa para o lado direito e Gündogan sobe para a posição dez.
83' - Entra Kevin Grosskreutz para o lugar de Lukasz Piszczek. Troca direta.
92' - Entra Julian Schieber para o lugar de Ilkay Gündogan. Troca direta.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Sami Khedira (53'), Mesut Özil (64'), Robert Lewandowski (70') e Sergio Ramos (92').

Assistência: 65829 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu pouco nublado (16ºC)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Champions League - Real Madrid 3 x 0 Galatasaray (Quartos de Final - 1ª Mão)

Marcha no Marcador
9' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
29' - 2x0 (Karim Benzema)
73' - 3x0 (Gonzalo Higuaín)

1ª Parte
O Real Madrid apostou muito nas transições ofensivas, aproveitando o facto do Galatasaray deixar poucos elementos atrás em organização ofensiva onde os laterais subiam no terreno para dar solução nos corredores laterais, uma vez que o sistema tático da equipa obrigava os médios ala a procurarem jogo interior. Sneijder assumia um posicionamento muito ofensivo (quase como terceiro avançado) e Filipe Melo ficava por vezes sozinho no corredor central. Benzema foi bastante importante na manobra ofensiva do Real Madrid, onde a sua equipa procurou bastantes passes de rutura e ele tentou jogar sempre no limite do fora de jogo, aproveitando os espaços vazios nas transições, tentando também arrastar os centrais para a entrada dos seus colegas. A equipa do Galatasaray tentou várias vezes jogar rápido para os dois avançados mas também por várias vezes jogou em ataque posicional. Esta facilidade que o Galatasaray teve para subir no terreno com bola controlada poderá ter sido uma nuance estratégica de José Mourinho, permitindo a equipa adversária subir no terreno para poder potenciar as transições ofensivas. Defensivamente, o Real Madrid só se mostrava mais assertivo na pressão quando a bola chegava a Drogba, Yilmaz ou Sneijder. Ainda menos assertivos foram os jogadores do Galatasaray que também jogaram bastante recuados mas eram muito permissivos perante os jogadores do Real Madrid.

2ª Parte
Fatih Terim alterou o seu sistema tático, passando a jogar em 1-3-5-2 onde a entrada de Gökhan Zan por Sneijder significou que o Galatasaray abdicou do jogador na posição dez introduzindo mais um central, permitindo a subida dos laterais. O que poderia parecer uma substituição defensiva, acabou por ser um risco ao colocar a sua defesa em igualdade numérica com o trio ofensivo do Real Madrid, por outro lado tentava assim fechar mais as unidades da defesa para impedir passes de rutura por entre os centrais. Foi uma substituição que acabou por cumprir em termos defensivos, uma vez que o Real Madrid só marcou de livre indireto. Nas restantes substituições do Galatasaray, de salientar a entrada de Bulut que era mais um avançado a mostrar a ambição de Fatih Terim. As substituições de Mourinho foram as habituais, excepto a entrada de Pepe por Di María que teve o intuito de dar mais consistência defensiva ao meio campo, de forma a segurar o excelente resultado que tinha sido conseguido até então.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Benzema foi muito importante nas suas movimentações, tendo criado muitas dificuldades aos centrais adversários e aparecendo sempre no espaço vazio nos corredores laterais.
No Galatasaray, Drogba esteve muito ativo, tendo sido o avançado mais solicitado.

Substituições
Int - Entra Gökhan Zan para o lugar de Wesley Sneijder. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Gökhan a ficar como central e os laterais Riera e Eboué a assumirem todo o corredor lateral.
65' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
78' - Entra Umut Bulut para o lugar de Hamit Altintop. Passam a jogar em 1-3-4-3 com Filipe Melo e Inan a ficarem como médios centro e Bulut a ser o terceiro avançado.
80' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
83' - Entra Nordin Amrabat para o lugar de Albert Riera. Troca direta.
86' - Entra Pepe para o lugar de Ángel Di María. Modric passa a jogar como extremo direito, Pepe a médio centro e Khedira fica como médio mais ofensivo.


Árbitro: Svein Oddvar Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Dany Nounkeu (40'), Filipe Melo (71'), Burak Yilmaz (78'), Micahel Essien (84'), Didier Drogba (88'), Sergio Ramos (90') e Luka Modric (92').

Assistência: 76462 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (8ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
6' - 1x0 (Karim Benzema)
18' - 1x1 (Lionel Messi)
82' - 2x1 (Sergio Ramos)

1ª Parte
O Real Madrid defendeu muito atrás, colocando muitas vezes todos os jogadores atrás da linha da bola em organização defensiva. Os extremos desceram sempre muito no terreno para acompanhar as subidas dos laterais adversários, tendo também ajudado o lateral para que este não ficasse em igualdade numérica em lances individuais dos extremos adversários (conseguiram assim anular o jogo exterior do adversário). Kaká ou Benzema cobriam o espaço de Busquets e com isto quebraram alguma dinâmica no Barcelona, sendo que a sua principal preocupação não era o jogador em si mas o espaço central onde tentavam criar superioridade numérica no meio campo defensivo onde Messi aparecia várias vezes e Iniesta tentava algumas penetrações e passes de rutura. Apenas se mostravam mais pressionantes nas transições defensivas de forma a dar tempo à sua equipa a organizar-se defensivamente. Com bola, jogaram preferencialmente em contra-ataque com os extremos Morata e Callejón a serem habitualmente solicitados no espaço.
O Barcelona jogou em ataque posicional, mostrando no entanto algumas dificuldades em explorar os corredores laterais devido ao posicionamento defensivo do adversário. Jogaram muito pelo corredor central, trocando várias vezes a bola na mesma zona com o objetivo de desposicionar a equipa do Real. Messi descia muito no terreno para tentar arrastar jogadores adversários, abrindo assim espaço para as diagonais dos extremos mas não tiveram muito sucesso devido à rigidez defensiva da equipa adversária. O golo nasceu do único passe feito com sucesso para as costas da defesa onde Messi se conseguiu desmarcar no limite do fora-de-jogo. 

2ª Parte
Sem mudanças ao intervalo, a primeira alteração foi feita por José Mourinho, que colocou Ronaldo e Khedira dando uma nova dimensão ofensiva ao seu jogo (aproveitando também para fazer descansar Benzema). O Real Madrid mantém a sua estratégia mas ganha um novo trunfo nos lances individuais, explosividade dos contra-ataques e uma solução fortíssima nas bolas paradas com Ronaldo em campo. Jordi Roura (adjunto de Tito Vilanova) refresca a equipa com a entrada de Alexis Sánchez por Villa tentando explorar o lateral Essien que estava a jogar fora da sua melhor posição. A terceira substituição do Real Madrid foi condicionada pelo cartão amarelo de Coentrão (entrada de Arbeloa), uma vez que a velocidade de Pedro Rodríguez poderia condicionar a ação de Coentrão no processo defensivo. O Barça ainda coloca Adriano como extremo direito mas depois do golo decide descer Messi para médio centro colocando Tello na esquerda e Alexis a ponta de lança, sendo este último um jogador mais fixo e mais forte fisicamente quando joga naquela posição, sendo esta a forma escolhida para procurar o empate nos minutos finais.
(A expulsão de Valdés ocorre já depois do apito final).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Callejón e Morata foram muito importantes no processo defensivo (com Morata a fazer também a assistência para o primeiro golo). Ronaldo também veio trazer mais oportunidades, principalmente de bola parada. Varane fez também um grande jogo.
No Barcelona, Messi tem de ser destacado pelo aproveitamento da única oportunidade de golo que teve.

Substituições
57' - Entra Cristiano Ronaldo para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
57' - Entra Sami Khedira para o lugar de Kaká. Mordic sobe para a posição dez e Khedira joga a médio centro ao lado de Pepe.
67' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca direta.
68' - Entra Álvaro Arbeloa para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta.
77' - Entra Adriano para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca direta.
85' - Entra Cristian Tello para o lugar de Thiago Alcântara. Messi para para interior direito, Tello fica como extremo esquerdo e Alexis Sánchez vai para ponta de lança.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (51'), Jordi Alba (55'), Gerard Piqué (58'), Fábio Coentrão (61'), Thiago Alcântara (64'), Álvaro Morata (68'), Daniel Alves (91'), Álvaro Arbeloa (92'), Andrés Iniesta (93') e Víctor Valdés (FJ).

Cartão Vermelho: Víctor Valdés (FJ)

Assistência: 78000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (11ºC)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Champions League - Real Madrid x Manchester United (Oitavos de Final - 1ª Mão)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional com a clara intenção de controlar o jogo. Jogaram com as linhas subidas, sempre com vários jogadores a darem opções ao portador da bola e mantendo-a sempre em andamento, procurando várias desmarcações ofensivas onde os jogadores mais adiantados mostraram sempre muita mobilidade, trocando de posições com algum 'à vontade' onde Khedira também subiu bastante sempre com uma atitude incisiva no processo ofensivo. As transições ofensivas também foram bastante valorizadas sempre que as mesmas eram viáveis. No último terço conseguiram alguns desequilíbrios com esta dinâmica. Sem bola tiveram também uma atitude muito positiva, pressionando sempre muito alto, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, com os jogadores do setor ofensivo a terem um papel muito importante e desempenhando esta função de forma bastante eficaz. Para além da excelente coordenação e atitude dos jogadores na ação defensiva, também se notou a preocupação da equipa tentar impedir a 1ª fase de construção do Manchester United uma vez que De Gea tentava sempre que possível jogar curto.
O Manchester United jogou com um bloco defensivo bastante recuado, com os setores defensivo e médio muito próximos, defendendo sempre dentro do seu próprio meio campo onde Van Persie e Kagawa não assumiam grandes responsabilidades nas ações de recuperação da bola. Ofensivamente, e por força da forte pressão do Real Madrid, tentaram várias vezes sair em contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento da equipa adversária. Apesar disso, tentavam tanto quanto possível construir o jogo desde trás. Os laterais, por força das prioridades defensivas do United (sempre se mostrou confortável com o empate), nunca se aventuraram muito no ataque e os médios ala não se mostraram eficazes nos lances ofensivo, com Rooney a estar apagado no jogo e a ser obrigado a recuar muito no terreno para acompanhar o Fábio Coentrão.

2ª Parte
Não houve susbtituições ao intervalo mas Kagawa passa a jogar do lado esquerdo com Welbeck a passar para a posição dez. O Manchester United passou a jogar mais recuado no terreno, assumindo claramente que queria manter o resultado, deixando a possibilidade de marcar em aberto através de ações de contra-ataque e talvez por isso Welbeck tenha passado para o meio, numa forma de aproveitar a sua velocidade numa posição mais central. Aos 60', Fergunson coloca Valencia no lado direito e faz Rooney voltar à posição em que está mais habituado a jogar. Esta foi uma clara aposta em reforçar a sua estratégia de contra-ataque colocando um jogador muito veloz no corredor esquerdo do Real Madrid, que era o mais ofensivo e como tal o que poderia abrir mais espaços para serem explorados. José Mourinho, para além da habitual troca de pontas de lança, colocou Modric na posição dez, que mostrou mais mobilidade que Özil e trouxe mais energia e velocidade (na posse da bola) ao jogo ofensivo do Real. A entrada de Pepe (render Xabi Alonso que não estava a 100% e dar também alguns minutos na recuperação competitiva de Pepe) e de Anderson (troca por Rooney para dar mais consistência defensiva no meio campo) não trouxeram nada de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Fábio Coentrão conseguiu criar algumas oportunidades de golo aproveitando a liberdade causada pelas corridas desde trás.
No Manchester United, David de Gea fez um grande jogo com um conjunto de defesas de elevado grau de dificuldade.

Marcha no Marcador
20' - 0x1 (Danny Welbeck)
30' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
60' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
64' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Shinji Kagawa. Troca direta.
73' - Entra Antonio Valencia para o lugar de Danny Welbeck. Valencia fica a médio ala direito e Rooney passa para a posição dez.
75' - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Özil passa para extremo direito e Modric joga na posição dez.
84' - Entra Pepe para o lugar de Xabi Alonso. Troca direta.
84' - Entra Anderson para o lugar de Wayne Rooney. Troca direta.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robin van Persie (5'), Rafael da Silva (40') e Antonio Valencia (88').

Assistência: 79429 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Atlético Madrid (14ª Jornada)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, atacando pelos três corredores de jogo com Di María a vir buscar o jogo atrás nas primeiras fases de construção do lado direito, com Khedira a procurar os atacantes pelo corredor central e Ronaldo a aproveitar as subidas de Coentrão no corredor para conseguir levar vantagem. Xabi Alonso também se mostrou perigoso a virar o jogo para o lado direito, procurando Di María em profundidade de forma a aproveitar a pouca velocidade do Cata Díaz. Defensivamente mostraram-se muito pressionantes tentando ganhar a bola em zonas avançadas.
O Atlético Madrid jogou de forma defensiva e conservadora, com duas linhas de quatro jogadores muito compacta onde os médios ala do lado contrário da bola fechavam dentro de forma a contrariar a habitual inferioridade numérica no meio campo, característica do 1-4-4-2 clássico. Tentaram vários contra-ataques e ataques rápidos jogando diretamente nos pontas de lança que descaiam algumas vezes nos corredores laterais para receber a bola em profundidade ou jogando para a subida dos médios ala.

2ª Parte
O Real Madrid conseguiu aumentar a vantagem antes que houvesse qualquer mudança no jogo. O Atlético ia subindo no jogo e abrindo espaços na sua defesa, algo que foi bem aproveitado pelo Real. Simeone enfrentava um dilema entre manter tudo como estava, assegurando alguma consistência defensiva e esperando marcar em contra ataque, algo que parecia pouco provável, ou colocar mais jogadores na frente de ataque e arriscar as transições ofensivas do Real Madrid que já como estavam, iam criando muito perigo à baliza de Courtois. Para além da já esperada entrada de Adrián, Simeone colocava Raúl García por Turan, ocupando a mesma posição mais jogando muito mais interior, abrindo espaço para Juanfran atacar pelo corredor direito. Apesar disso, José Mourinho nunca pareceu perto de perder o jogo e conseguiu ainda assim gerir a sua equipa sem comprometer o jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Cristiano Ronaldo e Özil foram os jogadores em destaque pela influência direta no resultado e pelo perigo a nível ofensivo que criaram. O primeiro também pela sua ação defensiva.
No Atlético Madrid, Falcao voltou a mostrar-se muito perigoso nas raras oportunidades que teve.

Marcha no Marcador
16' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
66' - 2x0 (Mesut Özil)

Substituições
70' - Entra José Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca direta.
73' - Entra Tiago para o lugar de Gabi. Troca direta.
73' - Entra Adrián López para o lugar de Koke. Troca direta.
78' - Entra Raúl García para o lugar de Arda Turan. Troca direta.
88' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
92' - Entra José Rodríguez para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.


Árbitro: Alberto Undiano

Cartões Amarelos: Arda Turan (15'), Sami Khedira (24'), Juanfran (60'), João Miranda (74'), Mario Suárez (79') e Falcao (85').

Assistência: 79000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (4ºC)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Champions League - Manchester City x Real Madrid (5ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Manchester City não pressionava em organização defensiva optando por fechar os espaços aos atacantes do Real Madrid, no entanto faziam-no nas transições defensivas com os jogadores mais adiantados a pressionarem rapidamente o portador da bola. Ofensivamente jogaram um misto de ataque posicional com ataque rápido, sendo que as bolas longas eram por vezes a solução à pressão adversária. Aos 25', após um início de jogo muito pobre tanto defensivamente como ofensivamente, Mancini altera o sistema de jogo para o habitual 1-4-2-3-1 com Zabaleta a passar para lateral esquerdo, Kolarov sobe para extremo esquerdo e Silva passa para extremo direito com Agüero a ficar atrás de Dzeko. Isto aconteceu uma vez que faltavam homens no meio campo para condicionar a fase ofensiva do adversário.
O Real Madrid jogou muito pressionante, não dando espaço aos centrais adversários para concretizarem de forma tranquila a 2ª fase de construção. Em organização defensiva, Di María descia muito no corredor para fechar o corredor do Kolarov, uma vez que Arbeloa tinha de fechar muitas vezes no corredor central para ajudar os dois centrais na ameaça dos dois pontas de lança do Manchester City. Atacaram em ataque posicional, jogando sempre apoiado e gozando de muito espaço para trocar a bola enquanto o City jogou com 3 centrais. Conseguiram muito bem sair de zonas de pressão devido à grande entreajuda dos jogadores, aparecendo sempre soluções ao portador da bola. Notou-se a preocupação dos cruzamentos do lado direito (Di María) procurarem sempre o segundo poste (zona de Zabaleta) que era o defesa mais fraco no jogo aéreo, com Bezema a atacar a bola sempre vindo dessa zona (aconteceu assim o primeiro golo).

2ª Parte
De forma a consolidar o seu sistema de 1-4-2-3-1, Mancini coloca Javi García, libertando Nasri para funções mais ofensivas. De certa forma, acabou por ser uma troca acertada uma vez que o City se tornou mais perigoso, com um ataque de grande mobilidade onde nenhum dos extremos o era verdadeiramente (ambos procuram zonas interiores) e o seu médio ofensivo estava constantemente a procurar espaços nos corredores laterais. Tornaram-se assim mais imprevisíveis no processo ofensivo e ao mesmo tempo conseguiram uma maior consistência defensiva com um meio campo muito forte fisicamente e mais posicional. Ronaldo vinha mostrando muita confiança nas suas ações e eram frequentes os desequilíbrios criados por ele à equipa adversária. Com a entrada de Callejón, Ronaldo passa para a posição dez sendo que raramente se fixava nessa posição, basculando sempre para ambos os corredores laterais o que fez com que os dois médios centro do City nunca tivessem ninguém para marcar. Mourinho tentava assim anular a vantagem defensiva nesse sector. Com a expulsão de Arbeloa, O Real Madrid coloca Varane a defesa direito e Ronaldo passa a jogar a ponta de lança. Este resultado servia ao Real Madrid que assegurava o apuramento (apesar de ser em 2º lugar) e aos 90', Mourinho mostra as suas intenções de manter o resultado colocando mais um médio defensivo.

Jogadores-Chave
No Mancheste City, Maicon foi muito consistente nas subidas pelo corredor direito, conseguindo alguns cruzamentos aproveitando a ausência de Silva que ia muitas vezes para o meio.
No Real Madrid, Ronaldo e Di María estiveram muito bem, cada um no seu papel.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Karim Benzema)
73' - 1x1 (Kun Agüero)

Substituições
Int - Entra Javi García para o lugar de Aleksandar Kolarov. Javi García joga ao lado de Touré e Nasri passa para extremo esquerdo.
60' - Entra Carlos Tévez para o lugar de Samir Nasri. Passam a jogar praticamente em 1-4-2-4 com Tévez a ponta de lança juntamente com Dzeko e Agüero a passar para o lado esquerdo.
68' - Entra José Callejón para o lugar de Luka Modric. Callejón fica como extremo esquerdo e Ronaldo vem para a posição dez.
75' - Entra Raphaël Varane para o lugar de Karim Benzema. Varane fica como lateral direito e Ronaldo como ponta de lança.
88' - Entra James Milner para o lugar de Kun Agüero. Troca direta.
90' - Entra Raúl Albiol para o lugar de Ángel Di María. Passam a jogar em 1-4-3-2 com Albio no meio campo entre Alonso e Khedira, Ronaldo na frente com Callejón.


Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)

Cartões Amarelos: Yaya Touré (29'), Álvaro Arbeloa (32' e 73'), Maicon (40'), Xabi Alonso (48'), Samir Nasri (53'), Pablo Zabaleta (58'), Sergio Ramos (61') e Javi García (95').

Cartão Vermelho: Álvaro Arbeloa (73').

Assistência: 45740 (Etihad Stadium)

Clima: Céu limpo (6ºC)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Champions League (Grupo D) - Dortmund x Real Madrid (3ª Jornada)


1ª Parte
O Dortmund jogou em ataque posicional, nunca abdicando de saídas rápidas para o ataque no momento de transição ofensiva, com Lewandowski a ser o alvo preferencial. Apesar da intenção em trocar a bola em segurança para criar oportunidades de golo, tiveram muitas dificuldades em fazê-lo devido à pressão da equipa adversária pelo que o golo surgiu de um erro defensivo e numa jogada de contra-ataque. Sem bola, tentaram pressionar alto apesar dos homens nas avançados não serem muito assertivos na procura da bola.
O Real Madrid também jogou em ataque posicional mas tal como o Dortmund, procurava sempre transições ofensivas rápidas, procurando a velocidade dos seus extremos nos corredores laterais. Defensivamente, toda a equipa se mostrou coesa na pressão ao adversário que se fazia em zonas muito avançadas. O objectivo era tirar o tempo de decisão aos jogadores adversários e não os permitir assumir o controlo do jogo em sua casa.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve a mesma tendência da primeira parte com ambas as equipas a aproveitarem sempre que podiam situações de contra-ataque e com o Real Madrid a ter o controlo do jogo através da manutenção da posse da bola. Aos 64', o Dortmund chega à vantagem e a partir daí notou-se um natural crescimento do Real Madrid, com Di María e Ronaldo a descerem menos de forma a estarem sempre disponíveis para o processo ofensivo. Todas as substituições foram trocas directas e as equipas fizeram por gerir o jogo em função das suas necessidades.

Jogadores-Chave
No Dortmund, Lewandowski é um jogador muito importante, sendo sempre a principal referência do ataque, principalmente das soluções de contra-ataque.
No Real Madrid, Özil e Di María foram dos principais desequilibrados a nível ofensivo e criaram muitas dificuldades à defesa adversária, quer através do passe como do drible.

Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Robert Lewandowski)
38' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
64' - 2x1 (Marcel Schmelzer)

Substituições
19' - Entra Luka Modric para o lugar de Sami Khedira. Troca directa com Khedira a sair lesionado.
67' - Entra Ilkay Gündogan para o lugar de Sven Bender. Troca directa.
73' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
87' - Entra Julian Schieber para o lugar de Mario Götze. Troca directa.
91' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Marco Reus. Troca directa.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (46'), Xabi Alonso (62') e Ilkay Gündogan (93').

Assistência: 65829 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu nublado (12ºC)

domingo, 7 de outubro de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (7ª Jornada)

1ª Parte
O Barcelona pressionou alto mas quando se encontrava em organização defensiva, como nos pontapés de baliza adversários, fazia-o com pouca intensidade, preferindo que o adversário construa jogo desde trás. Isto fazia com que o Barcelona fosse acrescentando homens no meio campo ofensivo lentamente de forma a tentar encurralar os jogadores adversários em zonas perigosas para aí ganhar a bola. Na transição defensiva eram mais agressivos tentando ganhar a bola de imediato. Com bola jogaram em ataque posicional, jogando a toda a largura do campo. Procuraram várias vezes ganhar espaço no corredor lateral, principalmente do lado direito, com Pedro a ser alguma vezes solicitado em profundidade. Pelo centro cabia frequentemente a Xavi, Fàbregas ou Iniesta (que procurava muito o jogo interior) combinarem ou conduzirem a bola, com Messi a ser sempre uma ameaça ofensiva. Daniel Alves saiu lesionado.
Em organização defensiva, o Real Madrid defendia no seu próprio meio campo, não arriscando pressionar muito alto de forma a não ser batido nos duelos individuais que criaria obrigatoriamente situações de superioridade numérica adversária no meio campo defensivo. A excepção aconteceu nos esquemas tácticos adversários (pontapés de baliza e lançamentos) onde o Real Madrid subia os seus jogadores para obrigar os adversários a baterem a bola para a frente, de forma a não permitirem que utilizem o seu ponto forte que é o ataque posicional. Ofensivamente utilizaram preferencialmente o contra-ataque, tendo sido muito objectivos na procura de situações de finalização. Mesmo quando conseguiam algum espaço para trocarem a bola com passes curtos, não faziam muitos até que tentavam uma bola longa, fosse através de bolas em profundidade para as costas da defesa adversária ou em cruzamentos para a área.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e tudo se manteve na mesma uma vez que qualquer equipa se via com possibilidades de marcar a qualquer momento. O Barcelona acaba por chegar à vantagem através de um livre directo e esse golo precipita uma substituição para cada lado, sendo estas já esperadas e habituais. Sem alterações nos sistemas tácticos, o Real Madrid consegue igualar num passe de rutura. A partir daqui, o jogo começou a ficar mais aberto com ambas as equipas a ambicionarem os três pontos. Isto acabou por favorecer o jogo do Barcelona que começou a criar mais oportunidades de perigo com o decorrer do jogo. O Real Madrid, talvez para dar mais alguma segurança defensiva, colocou Essien no meio campo mas o jogo manteve-se com a mesma tendência.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi com dois golos marcados acabou por ter influência directa no marcador. Busquets fez também um jogo muito importante a nível defensivo, dando sempre equilíbrios à sua equipa.
No Real Madrid, Ronaldo foi naturalmente dos jogadores mais importantes, sendo sempre uma ameaça ofensiva. Pepe, apesar das responsabilidades num dos golos sofridos, fez uma exibição muito boa, tanto defensivamente como nas primeiras fases de construção.

Marcha no Marcador
23' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
31' - 1x1 (Lionel Messi)
61' - 2x1 (Lionel Messi)
66' - 2x2 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
28' - Entra Martín Montoya para o lugar de Daniel Alves. Troca directa. 
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para o centro e Alexis joga a extremo esquerdo.
62' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
80' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
88' - Entra Michael Essien para o lugar de Ángel Di María. Essien fica a jogar a médio centro, Kaká passa para o lado direito e Khedira joga na posição dez.


Árbitro: Delgado Ferreiro

Cartões Amarelos: Pedro Rodríguez (40'), Xabi Alonso (43'), Sergio Busquets (54'), Mesut Özil (57'), Pepe (78') e Álvaro Arbeloa (90').

Assistência: 95000 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (24ºC)

domingo, 30 de setembro de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Deportivo (6ª Jornada)

1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional, procurando controlar o jogo o mais à frente possível, preferencialmente no meio campo ofensivo, onde procuravam aproveitar a subida da linha defensiva adversária para explorar passes de rutura para os seus jogadores. Tanto os extremos apareciam na zona central como os laterais ou os médios centro apareciam em zonas mais laterais, aproveitando o arrastamento dos laterais adversários que estavam a marcar em cima os extremos do Real Madrid, principalmente Ronaldo. Defensivamente mostraram-se muito assertivos na pressão ao portador da bola na transição defensiva, tentando impedir que os adversários lançassem um contra-ataque.
O Deportivo defendeu o tempo quase todo no seu meio campo defensivo, sendo fortes na pressão mas apenas aos jogadores mais avançados, dando muita liberdade à linha defensiva e aos médios centro para conduzirem a bola e terem tempo para decidir com bola. Preocuparam-se muito com os jogadores mais avançados e a marcação individual que faziam na linha defensiva e meio campo fez com que ficassem vulneráveis às movimentações ofensivas dos adversários. Ofensivamente, procuravam muito os extremos na 3ª fase de construção mas toda a equipa foi pouco eficiente na manutenção da posse da bola, não mostrando qualidade suficiente para jogar em ataque posicional.
Ambas as equipas trocavam os extremos de corredor.

2ª Parte
Ao intervalo, o Deportivo retira Pablo que já estava amarelado (e com a oposição de Ronaldo e Di María, estava eminente o segundo amarelo) e o Real Madrid coloca Kaká para lhe dar mais minutos de competição para o lugar de Özil, também com cartão amarelo. O resultado já estava seguro para o Real Madrid e as substituições são justificadas pelo contexto competitivo da equipa pelo que interessava gerir o plantel, evitando lesões e sobrecarga física dos jogadores de forma a ter o máximo de jogadores disponíveis para os próximos jogos (Champions e Liga). A substituição mais ofensiva do Deportivo ocorreu já com o resultado em 4x1 com a entrada de Camuñas para a posição dez e a descida de um médio criativo para médio centro. Mas mesmo assim, as equipas já estavam de certa forma conformadas com o resultado e o Deportivo não conseguiu contrariar a qualidade de jogo do Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Ronaldo é sempre um jogador de extrema influência ofensivamente, com e sem bola. Xabi Alonso também fez um grande jogo quando entrou.
No Deportivo, Aguilar é dos jogadores de maior qualidade, mostrando-se muito à vontade com a bola nos pés.

Marcha no Marcador
16' - 0x1 (Riki)
23' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
38' - 2x1 (Ángel Di María)
44' - 3x1 (Cristiano Ronaldo)
66' - 4x1 (Pepe)
84' - 5x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
Int - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
Int - Entra Laure para o lugar de Manuel Pablo. Troca directa.
56' - Entra Nélson Oliveira para o lugar de Riki. Troca directa.
58' - Entra Xabi Alonso para o lugar de Luka Modric. Troca directa.
65' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca directa.
70' - Entra Javier Camuñas para o lugar de Juan Domínguez. Camuñas fica a jogar na posição dez e Aguilar desce para médio centro.


Árbitro: Ayza Gámez

Cartões Amarelos: Manuel Pablo (23'), Mesut Özil (34'), Luka Modric (50'), Laure (83') e Evaldo (84').

Assistência: 71000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (19ºC)

sábado, 15 de setembro de 2012

Liga BBVA - Sevilha x Real Madrid (4ª Jornada)

1ª Parte
O Sevilha mostrou-se muito forte nas transições defensivas, tentando sempre ganhar a bola antes que o adversário conseguisse colocar a bola numa zona de segurança, recorrendo à falta várias vezes para impedir um contra-ataque do Real Madrid. Quando isso acontecia, desciam até ao seu meio campo e desciam as suas linhas jogando de uma forma coesa, basculando bem para o corredor da bola, compactando sempre a equipa. Um dos médios centro acompanhava sempre as movimentações de Özil impedindo que o Real Madrid conseguisse receber bolas entrelinhas. Ofensivamente, apostavam claramente no contra-ataque e nos ataques rápidos, tentando explorar tanto quanto possível a velocidade de Jesús Navas.
O Real Madrid jogou claramente em ataque posicional, conseguindo um domínio claro na posse da bola. Circulavam várias vezes a bola de forma a trocar de corredor de jogo mas essas circulações eram feitas quase sempre pela cobertura ofensiva o que fez com que a bola demorasse mais a circular. Tiveram muitas dificuldades em explorar as zonas interiores do último terço ofensivo. Defensivamente pressionaram muito alto mas é difícil saber se essa era a estratégia inicial ou não, uma vez que entraram no jogo praticamente a perder. Dificultaram ao máximo a construção do jogo do adversário, eliminando grande parte das acções de contra-ataque do Sevilha.

2ª Parte
Com as substituições ao intervalo, o Real Madrid não muda o seu sistema táctico mas muda, por força das características dos jogadores que entraram, a sua forma de jogar. Benzema entra para o lado direito, tornando-se mais numa ameaça em zonas de finalização que propriamente num jogador para ganhar a linha de fundo. Khedira fica a jogar na posição dez, jogando Modric mais recuado, ele que aproveitou bem o espaço livre deixado pelos jogadores do Sevilha que jogavam mais recuados no terreno. Com estas trocas, o Real Madrid perdeu alguma segurança nas transições defensivas, uma vez que Xabi Alonso foi por várias situações o único médio centro em acções defensivas mas conseguiu criar muitas dificuldades à defesa do Sevilha que viram a bola chegar muito perto do golo. As trocas do Sevilha serviram basicamente para refrescar a equipa, sempre com uma tendência defensiva, colocando atacantes com mais capacidade defensiva que os jogadores que saíram. 

Jogadores-Chave
No Sevilha, Jesús Navas foi sempre o jogador mais perigoso, sendo sempre o jogador mais perigoso e mais solicitado nas manobras ofensivas.
No Real Madrid, Modric teve um bom impacto no início da 2ª parte. Pepe fez um jogo muito seguro na defesa.

Marcha no Marcador
2' - 1x0 (Piotr Trochowski)

Substituições
Int - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Modric fica a jogar a médio centro, ao lado de Alonso, Khedira passa para a posição dez.
Int - Entra Karim Benzema para o lugar de Mesut Özil. Benzema fica a jogar a extremo direito.
61' - Entra Manu del Moral para o lugar de Ivan Rakitic. Troca directa.
65' - Entra José Callejón para o lugar de Álvaro Arbeloa. Khedira passa para lateral direito, Callejón fica como extremo direito e Benzema actua como segundo avançado.
71' - Entra Antonio Luna para o lugar de Álvaro Negredo. Del Moral passa para ponta de lança, Luna para extremo esquerdo e Trochowski fica na posição dez.
82' - Entra Geoffrey Kondogbia para o lugar de Piotr Trochowski. Passam a jogar em 1-4-3-3 com três médios de contenção, sendo Kondogbia um deles.


Árbitro: Alberto Undiano Mallenco

Cartões Amarelos: Gonzalo Higuaín (6'), Fernando Navarro (6'), Ángel Di María (28'), Pepe (40'), Ivan Rakitic (44') e Antonio Luna (88').

Assistência: Desconhecido (Ramón Sánchez Pizjuán)

Clima: Céu limpo (32ºC)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Supercopa - Real Madrid x Barcelona (2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão

1ª Parte
O Real Madrid jogou com uma linha defensiva subida, apostando no encurtamento do espaço entrelinhas de forma a não dar espaço ao meio campo adversário em servir os jogadores mais ofensivos. Pressionaram alto, tentando sempre impedir a 1ª e 2ª fase de construção, impedindo os centrais de subirem no terreno e direccionando o jogo ofensivo da equipa adversária para os corredores laterais. Ofensivamente, variaram muitos os métodos de jogo ofensivo mas sempre que possível, partiram em contra-ataque com bolas a procurarem rasgar a defesa adversária de forma a que os jogadores do ataque conseguissem isolar-se nas costas da defesa.
O Barcelona pressionou alto, tentando sempre recuperar a bola o mais depressa possível, quer nas transições defensivas como em organização defensiva. Ofensivamente jogaram em ataque posicional, nunca estando em condições de partir em contra-ataque devido à pouca profundidade dada pelos seus jogadores. Messi descia muito no terreno e os extremos jogaram muito próximos da linha lateral para serem uma ameaça real aos centrais adversários. O facto dos extremos não entrarem tanto quanto o desejável para o corredor central fez com que não houvesse profundidade no corredor central nem nos corredores laterais, uma vez que os laterais tinham também pouco espaço para subir no terreno. Houve assim poucas ameaças em situações de um contra o guarda-redes para a baliza do Real Madrid. Os centrais (principalmente Piqué) procuraram muito subir com bola no terreno para criar desequilíbrios no meio campo.

2ª Parte
O Barcelona tornou-se menos pressionante pois estava a defender em 1-4-4-1, com Iniesta a fechar o corredor lateral esquerdo, o que fez com que ficasse Messi sozinho na frente. Com menos homens em zonas mais avançadas, o Barcelona permitiu ao Real Madrid trocar a bola com mais segurança. Defensivamente, o Real começou também a pressionar mais, preocupando-se em primeira instância em impedir que as bolas entrassem no corredor central do seu meio campo defensivo, tentando criar eventuais situações de passes de ruptura que pudessem surpreender a sua defesa. As substituições não constituíram nenhuma surpresa, tendo sido feitas apenas trocas directas que poderão ser justificadas com uma intenção de refrescar as equipas e aproveitar outras características que diferenciaram os jogadores, não sendo estas demasiado significativas.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Pepe esteve muito forte defensivamente. Ronaldo e Higuaín foram ameaças permanentes no contra-ataque.
No Barcelona não houve nenhum jogador que se destacasse em relação aos colegas.

Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
19' - 2x0 (Cristiano Ronaldo)
45' - 2x1 (Lionel Messi)

Substituições
32' - Entra Martín Montoya para o lugar de Alexis Sánchez. Passam a jogar em 1-4-3-2 (devido à expulsão) com Pedro a passar para o lado direito e Montoya a jogar como lateral direito.
75' - Entra Alex Song para o lugar de Sergio Busquets. Troca directa.
79' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
81' - Entra Cristian Tello para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca directa.
81' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca directa.
83' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.


Árbitro: Mateu Lahoz

Cartões Amarelos: Javier Mascherano (14'), Pepe (20'), Álvaro Arbeloa (37'), Gerard Piqué (50'), Sami Khedira (63') e Sergio Ramos (73').

Cartão Vermelho: Adriano (28').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (28ºC)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Supercopa - Barcelona x Real Madrid (1ª Mão)


1ª Parte
O Barcelona fez sempre uma pressão muito forte sobre o portador da bola, em zonas muito avançadas. Com bola fizeram o seu habitual jogo de posse, mantendo a bola durante grandes períodos e a reclamar o domínio do jogo. Em organização ofensiva, os extremos vinham muito para o corredor central, sobrepovoando essa zona de forma a dificultar a marcação da defesa adversária. Era este movimento que permitia a subida dos laterais no terreno, que gozavam muitas vezes de muito espaço livre para receber a bola. Ainda assim, era pelo corredor central que o Barcelona mais atacava, usando os corredores laterais apenas como recurso para quando todas as linhas de passe no meio estavam tapadas.
O Real Madrid não gastou muita energia a reclamar o domínio do jogo para si e conformaram-se em ter menos tempo a bola, apostando as suas acções ofensivas em contra-ataques e ataques rápidos. Sempre que tinham a bola, tinham a preocupação em não parar a bola de forma a não se darem à pressão adversária. Assim, as suas acções ofensivas tinham sempre um ritmo muito elevado. Defenderam no seu próprio meio campo, com os extremos a descerem no terreno de forma a fechar o espaço à subida dos laterais adversários. Apesar de defenderem com o seu bloco no meio campo defensivo, mantiveram a sua linha defensiva subida, compactando muito as linhas defensivas, limitando o espaço aos jogadores adversários. Nos pontapés de baliza do adversário, subiam três jogadores de forma a não permitirem ao guarda-redes jogar curto, fazendo-o bater a bola para o meio campo onde o Real Madrid tinha vantagem no jogo aéreo.

2ª Parte
As duas primeiras substituições do Real Madrid resultaram de um plano de gestão de esforço que Mourinho tem vindo a praticar na equipa, com trocas de Benzema e Callejón por Higuaín e Di María respectivamente. A segunda foi condicionada pelo resultado, com a equipa a perder por dois golos, alteram o sistema táctico para um 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a jogar ao lado de Higuaín. Antes disso, Tello tinha entrado no Barcelona, tendo-se mostrado muito activo nas acções ofensivas. Tito Vilanova nunca alterou o seu sistema táctico, até porque esteve quase sempre em vantagem e não tinha necessidade de o fazer. Todas as trocas visaram refrescar a equipa. De notar que depois do golo do Real Madrid, Mourinho voltou ao sistema inicial com Marcelo a fazer a posição dez e Ronaldo a voltar para o corredor lateral esquerdo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Iniesta e Xavi estiveram muito fortes na manutenção da posse da bola e condução do jogo para o último terço ofensivo.
No Real Madrid, os destaques vão para Ronaldo e Di María muito pelos golos que marcaram.

Marcha no Marcador
55' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
57' - 1x1 (Pedro Rodríguez)
70' - 2x1 (Lionel Messi)
78' - 3x1 (Xavi)
85' - 3x2 (Ángel Di María)

Substituições
61' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
66' - Entra Ángel Di María para o lugar de Callejón. Troca directa.
72' - Entra Cristian Tello para o lugar de Alexis Sánchez. Tello fica a jogar do lado esquerdo e Pedro passa para o lado direito.
82' - Entra Marcelo para o lugar de Mesut Özil. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a ponta de lança com Higuaín.
83' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Xavi. Troca directa.
87' - Entra Jordi Alba para o lugar de Pedro Rodríguez. Alba fica a lateral esquerdo com Adriano a subir para extremo esquerdo.

Árbitro: Carlos Clos Gómez

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (11'), Álvaro Arbeloa (44'), Javier Mascherano (45'), Raúl Albiol (50') e Sergio Ramos (69')

Assistência: 91728 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (28ºC)

domingo, 19 de agosto de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Valencia (1ª Jornada)


1ª Parte
Em organização defensiva, o Real Madrid descia a sua equipa para o meio campo defensivo, aumentando a sua pressão gradualmente com a entrada em profundidade da equipa adversária. O facto de o ponta de lança adversário ser um jogador de área não muito rápido permitiu à linha defensiva subir um pouco mais reduzindo o espaço entre linhas. Com bola, o Real jogou em ataque posicional, com este método mais visível após estarem em vantagem, como uma forma de controlar o ritmo do jogo e poupar esforços para o jogo que vão ter a meio da semana. Atacaram predominantemente pelos corredores laterais com os extremos a virem para o meio com e sem bola, abrindo o corredor lateral para os defesas laterais que subiam para ganharem a linha de fundo e cruzarem para a área (com Coentrão mais ofensivo que Arbeloa).
O Valencia defendeu com as linhas muito recuadas, não apostando numa pressão muito assertiva assumindo mais uma postura de expectativa de forma a esperar por um erro adversário para ganhar a posse da bola. Com bola, também jogaram em ataque posicional, até porque não tinham grandes argumentos ofensivos para poderem apostar num jogo mais directo. Na 2ª fase de construção, um dos médios centro (normalmente era Gago) descia para vir buscar a bola e construir jogo desde trás, permitindo aos centrais abrirem o que fazia com que os laterais subissem no terreno.

2ª Parte
A jogar em casa, ao Real Madrid apenas interessava a vitória e foi Mourinho a fazer a primeira alteração táctica. Aos 61' coloca mais um avançado em campo e arrisca jogando apenas com um médio defensivo. Uma vez que o Valencia parecia satisfeito com o resultado, esta alteração do sistema táctico do Real Madrid teve um efeito positivo no seu jogo ofensivo, permitindo controlar o jogo mais perto da baliza adversária. O Valencia cumpriu bem o seu papel defensivamente, com os extremos a sacrificarem-se para ajudarem os laterais no processo defensivo, dando pouco espaço aos extremos do Real Madrid. A entrada de Callejón fez com que passassem a jogar com um pé direito no corredor direito, possivelmente para aproveitar mais cruzamentos para a área, onde estavam mais jogadores do Real também devido às constantes entradas de Ronaldo para a zona de finalização. Foi do lado direito que mais atacaram mas apesar de criarem algumas oportunidades, não conseguiram marcar. As substituições do Valencia (os 3 jogadores de ataque) visaram manter a equipa com condição física suficiente para se considerarem uma ameaça em eventuais situações de contra-ataque, apesar de apostarem quase tudo na manutenção deste resultado.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Higuaín merece destaque pelo golo, com Alonso a fazer igualmente uma boa exibição.
No Valencia, Diego Alves fez um bom jogo na baliza mostrando muita segurança. 

Marcha do Marcador
10' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
42' - 1x1 (Jonas)

Substituições
Int - Entra Raúl Albiol para o lugar de Pepe. Troca directa com Pepe a sair lesionado.
61' - Entra Karim Benzema para o lugar de Lass Diarra. Passam a jogar em 1-4-1-3-2 com Benzema a jogar ao lado de Higuaín na frente e Xabi Alonso a ficar sozinho como médio de contenção.
66' - Entra Pablo Piatti para o lugar de Andrés Guardado. Troca directa.
71' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
71' - Entra Dani Parejo para o lugar de Roberto Soldado. Troca directa.
82' - Entra Nelson Valdez para o lugar de Sofiane Faghouli. Valdez fica a jogar do lado esquerdo e Piatti passa para o lado direito.

Árbitro: Carlos Delgado

Cartões Amarelos: Sofiane Feghouli (31'), Víctor Ruiz (50'), Xabi Alonso (74'), João Pereira (84') e Pablo Piatti (87').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (35ºC)