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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Porto (15ª Jornada)


Marcha no Marcador
13' - 1x0 (Rodrigo)
53' - 2x0 (Ezequiel Garay)

1ª Parte
Apesar dos sistemas táticos diferentes, viram-se abordagens a nível defensivo muito semelhantes no que diz respeito à pressão. O Benfica tentava dificultar ao máximo as primeiras fases de construção com Enzo a desempenhar um papel importante ao fechar a zona de Fernando, limitando sempre as opções da linha defensiva onde os centrais eram pressionados por Rodrigo e Lima. Do outro lado, o Porto pressionava alto a defesa do Benfica com Jackson e o extremo do lado da bola a subirem ao portador da bola, e um dos médios (mais Carlos Eduardo) a ajudar quando necessário, o extremo do lado contrário fechava por vezes em zonas interiores para assegurar a consistência do setor médio. Ofensivamente viu-se um Benfica mais vocacionado para as transições ofensivas, tentando tirar proveito da velocidade dos homens da frente para explorar o posicionamento ofensivo do Porto devido ao seu ataque posicional em que os laterais subiam no terreno. Acabou por ser uma primeira parte equilibrada com poucas oportunidades para ambos os lados em que o Benfica foi mais eficaz ao fazer o golo.

2ª Parte
Não se esperavam alterações do lado do Benfica e Paulo Fonseca decidiu deixar tudo na mesma depois do intervalo pelo que também não se verificaram alterações estratégicas muito grandes. O segundo golo nasce de um canto e logo aos 53', altura em que Paulo Fonseca decide lançar em campo Quaresma, jogador que já era esperado por muitos ao intervalo mas que ainda mantinha muitas dúvidas acerca da sua forma. O jogo manteve-se sempre muito disputado e Josué ainda rendeu Lucho do lado do Porto mas as coisas complicaram-se bastante para a equipa de Paulo Fonseca com a expulsão de Danilo, com Varela a ficar responsável por todo o corredor direito e Quaresma a passar para o lado esquerdo. Por esta altura e dadas as condicionantes, não se adivinhavam alterações no resultado e o jogo continuou sem grandes surpresas.

Substituições
53' - Entra Ricardo Quaresma para o lugar de Licá. Quaresma vai para o lado direito e Varela passa para extremo esquerdo.
70' - Entra Josué para o lugar de Lucho González. Troca direta.
84' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta.
86' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Rodrigo. Enzo Pérez passa para segundo avançado e Rúben Amorim completa o meio campo.


Arbitro: Artur Soares Dias

Cartões Amarelos: Jackson Martínez (57'), Ricardo Quaresma (58'), Nemanja Matic (59'), Danilo (61' e 75'), Lucho González (69'), Fernando (88') e Enzo Pérez (93').

Cartão Vermelho: Danilo (75').

Assistência: 62508 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva

domingo, 1 de dezembro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave 1 x 3 Benfica (11ª Jornada)


Marcha no Marcador
38' - 0x1 (Rodrigo)
57' - 1x1 (Ukra)
63' - 1x2 (Lima)
78' - 1x3 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional, aproveitando qualquer oportunidade que houvesse para partirem em contra-ataque. No Rio Ave, Wakaso era o médio mais defensivo, que se colocava próximo da linha defensiva durante o processo defensivo para fazer face à igualdade numérica que havia entre os seus centrais e os avançados do Benfica. Ukra, Braga e Diego Lopes eram os principais dinamizadores das ações ofensivas, com Hassan a ser um avançado de referência no jogo da sua equipa. No Benfica, Fejsa foi o médio equilibrador com Matic a ter mais liberdade para ingressar nas ações ofensivas da sua equipa. Os dois avançados jogaram muito fixos na frente e mostraram pouca dinâmica sem bola, esperando quase sempre pelos cruzamentos dos extremos ou laterais. Num jogo equilibrado, foi através de um contra-ataque que Lima cruzou para Rodrigo que graças a uma intervenção falhada de Ederson, consegue encostar facilmente para o golo.

2ª Parte
O Benfica entrou para o segundo tempo em 1-4-3-3, procurando uma maior consistência defensiva aumentando o número de jogadores no meio campo. Apesar disso, o Rio Ave consegue empatar o jogo após um cruzamento de Hassan para a direita onde Ukra aproveita uma intercepção falhada para fazer o golo. Poucos minutos depois, Lima volta a colocar a sua equipa em vantagem através de um livre direto e 5 minutos depois, Wakaso vê o segundo cartão amarelo, momento que acaba por decidir o jogo pois com um jogador a menos, o Rio Ave vê-se obrigado a descer mais os seus extremos e fica apenas com Hassan na frente, um jogador mais posicional, sem capacidade para desequilibrar frente à defesa adversária. A partir daqui o Benfica domina naturalmente o jogo e ainda consegue aumentar a vantagem. 

Substituições
74' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Nicolás Gaitán. Markovic fica a jogar na direita e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
82' - Entra Miralem Sulejmani para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
82' - Entram Roderick Miranda, Joeano e Yonathan Del Valle para os lugares de Diego Lopes, Ahmed Hassan e Braga. Trocas diretas.
93' - Entra André Gomes para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.


Árbitro: Bruno Paixão

Cartões Amarelos: Tarantini (26'), Nicolás Gaitán (35'), Ezequiel Garay (40'), Maxi Pereira (50'), Alhassan Wakaso (58' e 68') e Nemanja Matic (89').

Cartão Vermelho: Alhassan Wakaso (68').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Céu limpo (8ºC)

sábado, 2 de novembro de 2013

Liga Zon Sagres - Belenenses 1 x 1 Porto (9ª Jornada)


Marcha no Marcador
30' - 0x1 (Eliaquim Mangala)
33' - 1x1 (João Pedro)

1ª Parte
O Belenenses era claramente o outsider para este jogo e jogou de acordo com o seu estatuto. Com duas linhas de quatro jogadores no processo defensivo, assumiram uma postura muito compacta, com os dois extremos a ajudarem bastante os seus laterais e com Tiago Silva e Diawara com a preocupação de fecharem as linhas de passe dos centrais para o corredor central (2ª fase de construção). Isto fez com que o Porto perdesse a sua unidade com maior capacidade de organização de jogo (Lucho) e também o espaço nos corredores centrais que habitualmente é muito explorado pelos laterais Danilo e Alex Sandro. O método ofensivo era claramente o contra-ataque, com a equipa a tentar colocar a bola o mais rápido possível nos corredores laterais do meio campo ofensivo. O Porto teve uma postura completamente oposta, jogando em ataque posicional apesar de ter tido muitas dificuldades em encontrar espaços para atacar devido ao posicionamento defensivo do Belenenses. Defensivamente foram sempre muito forte na pressão ao adversário, quer nas transições ofensivas (fundamental para anular o contra-ataque adversário), quer em organização defensiva, onde jogaram com um bloco alto que para além de dificultar a construção de jogo do Belenenses, anulou também a ameaça no jogo aéreo que poderia ser causada por Diawara. Os golos acabaram por ser o reflexo daquilo que foi o jogo com o Porto a marcar através de um livre indireto (não encontrou espaço para finalizar no jogo corrido) e o Belenenses a marcar após uma jogada de contra-ataque (apesar de beneficiarem de uma enorme falha de Mangala no centro da área).

2ª Parte
Era de esperar que o Porto começasse a subir ainda mais a sua equipa com vista à procura do golo para alterar um resultado que apenas interessava ao Belenenses. O primeiro treinador a fazer uma substituição foi Paulo Fonseca com uma troca direta no corredor direito mas foi Marco Paulo o primeiro treinador a alterar de alguma forma a estratégia da sua equipa com a colocação de Sturgeon no ataque apoiado por Fredy. Com Diawara na frente de ataque, o Belenenses podia contar com muitos lances aéreos ganhos e várias oportunidades por lugar por uma segunda bola mas talvez a prever a subida da equipa e um maior espaço nas costas dos centrais do Porto, talvez fosse a intenção de Marco Paulo colocar mais velocidade na frente de ataque para potenciar o contra-ataque, alterando o alvo dos mesmos dos corredores laterais para o central. Ainda assim, esta alteração empurrou Diawara para o corredor esquerdo, posição onde não rende e não mais fez que dar mais força defensiva a esse lado, um claro indicador que Marco Paulo tinha abandonado a ideia de atacar pelos corredores laterais. Aos 79' e já depois do Porto ter tido algumas boas oportunidades para fazer golo, Paulo Fonseca coloca a sua equipa a jogar com dois pontas de lança de raiz numa clara intenção de verticalizar o seu jogo ofensivo, uma vez que o Belenenses continuava muito bem organizado no seu processo defensivo. Logo de seguida, entra Fernando Ferreira no Belenenses para a posição dez, colocando a sua equipa menos incisiva ofensivamente mas mais consistente no meio campo. Com mais duas substituições que acabaram por não ser relevantes, o jogo não sofreu alterações no marcador até ao final.

Substituições
61' - Entra Licá para o lugar de Ricardo Pereira. Troca direta.
64' - Entra Fábio Sturgeon para o lugar de Tiago Silva. Sturgeon fica como ponta de lança, Fredy passa para a posição dez e Diawara vai para extremo esquerdo.
79' - Entra Nabil Ghilas para o lugar de Héctor Herrera. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Ghilas a dividir a frente de ataque com Jackson e Lucho a jogar ao lado de Fernando no meio campo.
81' - Entra Fernando Ferreira para o lugar de João Pedro. Fernando Ferreira entra para a posição dez com Fredy a passar para o lado direito.
87' - Entra Carlos Eduardo para o lugar de Lucho González. Troca direta.
93' - Entra Arsénio para o lugar de Mamadou Diawara. Troca direta.


Árbitro: Manuel Mota

Cartões Amarelos: Filipe Ferreira (42'), Tiago Silva (44'), Mourtala Diakité (47'), Alex Sandro (50'), Eliaquim Mangala (85'), Fábio Sturgeon (89') e Mamadou Diawara (92').

Assistência: 9245 (Estádio do Restelo)

Clima: Céu nublado (17ºC)

domingo, 22 de setembro de 2013

Liga Zon Sagres - Vitória de Guimarães 0 x 1 Benfica (5ª Jornada)


Marcha no Marcador
73' - 0x1 (Óscar Cardozo)

1ª Parte
O Vitória de Guimarães foi muito forte na pressão dentro do seu meio campo defensivo, colocando por vezes dois homens em cima do portador da bola adversário. No meio campo ofensivo, não recuavam de imediato quando ficavam sem bola e apesar de não pressionarem os centrais adversários, podiam por vezes manter o bloco alto para atrasar a progressão do Benfica. Ofensivamente, jogaram em contra-ataque, procurando muitas vezes a referência ofensiva Maazou, que tinha logo os seus colegas Marco Matias e Malonga a atacar o espaço em profundidade. O Benfica não foi tão assertivo na pressão defensiva quanto o Vitória, procurando manter uma postura equilibrada no seu meio campo defensivo. Jogaram em ataque posicional mas devido à forte pressão do Vitória e à inferioridade numérica no meio campo, as melhores oportunidades que criaram foi quando Enzo e/ou Markovic entravam no corredor central com bola, contrariando a inferioridade numérica e usando a sua criatividade para criar desequilíbrios.

2ª Parte
Numa tentativa de aumentar a criatividade do meio campo, Rui Vitória coloca Tiago Rodrigues em campo mas o momento que marca o jogo é o segundo cartão amarelo de David Addy três minutos depois que coloca o Vitória a jogar em 1-4-4-1 com Pedro Correia a passar para lateral esquerdo, Marco Matias desce para lateral direito e Tiago Rodrigues passa para médio direito. O Benfica marca doze minutos depois através de um pontapé de canto e a partir daí era de esperar que o Benfica aproveitasse a superioridade numérica geral para controlar mais o jogo mas os jogadores mostraram que são mais vocacionados a ter uma abordagem de ataque mais vertiginosa e concederam um maior controlo do jogo ao Vitória do que seria de esperar. Jorge Jesus ainda coloca em campo Maxi, no corredor direito, talvez para aproveitar o facto do Vitória estar a defender esse corredor com um jogador fora de posição mas não houve mais alterações no resultado, apesar do Vitória ter dado a sensação de que podia empatar o jogo a qualquer momento, até ao final do jogo.

Substituições
58' - Entra Tiago Rodrigues para o lugar de André André. André Santos desce para médio centro e Tiago Rodrigues fica na posição dez.
65' - Entra Lima para o lugar de Filip Djuricic. Troca direta.
75' - Entra Nii Plange para o lugar de Chris Malonga. Plange fica no lado direito e Tiago Rodrigues passa para o lado esquerdo.
81' - Entra Maxi Pereira para o lugar de Guilherme Siqueira. Maxi fica a lateral direito e André Almeida passa para lateral esquerdo.
82' - Entra Ricardo Gomes para o lugar de André Santos. Tiago Rodrigues passa para médio centro e Ricardo Gomes fica do lado esquerdo.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: André André (2'), David Addy (26' e 61'), Paulo Oliveira (38'), Guilherme Siqueira (45'), Nemanja Matic (81'), Marco Matias (89'), André Almeida (90') e Enzo Pérez (91').

Cartão Vermelho: David Addy (61').

Assistência: Desconhecido (Estádio D. Afonso Henriques)

Clima: Céu limpo (31ºC)

domingo, 15 de setembro de 2013

Liga Zon Sagres - Académica 2 x 1 Belenenses (4ª Jornada)


Marcha no Marcador
40' - 0x1 (Tiago Silva)
56' - 1x1 (Bruno China)
71' - 2x1 (Marinho)

1ª Parte
A Académica entrou em campo determinada a controlar o jogo, jogando em ataque posicional onde os médios Bruno China e Marcos Paulo se mostraram muito importantes na circulação da bola, uma vez que no processo ofensivo os laterais subiam muito no terreno e não eram soluções fáceis para os centrais. O Belenenses podia aproveitar melhor este aspecto, fechando as linhas de passe para os médios da Académica, uma vez que estes tiveram muito espaço durante todo o primeiro tempo. Apesar disto, a Académica teve muitas dificuldades em criar perigo para a baliza de Rafael Veloso, tendo a organização defensiva do Belenenses evitado que os adversários conseguissem criar espaços perto da sua baliza. Defensivamente a equipa de Sérgio Conceição foi muito pressionante assim que o Belenenses entrava no seu bloco, o que obrigou a equipa de Van der Gaag a tentar muitos passes longos de forma a evitar circular pelos médios centro que raramente estavam em condições de receber a bola sem um adversário por perto. Apesar de menor percentagem de posse da bola, o jogo acabou por ser equilibrado no que diz respeito a oportunidades com o Belenenses a marcar de grande penalidade. 

2ª Parte
Sérgio Conceição faz duas alterações no ataque, setor de jogo menos produtivo até então mas acaba por ser o Belenenses que acaba por ter uma ligeira subida de produção com a Académica a ter mais dificuldades a trocar a bola. Aos 56' a Académica empata o jogo na sequência de um canto e aos 60' acontece o momento-chave do jogo com a expulsão de Kay a condicionar bastante a equipa do Beleneses, que passava assim a jogar em 1-4-4-1 com Diakité a descer para central e Tiago Silva (substituído pouco depois por Daníelsson) a descer para médio centro. A partir daqui a Académica reassume o controlo do jogo e passados dez minutos chega naturalmente à vantagem após uma boa combinação pelo lado direito do último terço ofensivo. Depois deste segundo golo, a Académica começa a atacar a baliza do Belenenses só na certa e começa a gerir muito bem a posse da bola, tendo a tarefa ainda mais facilitada aos 88' após expulsão de Deyverson (Belenenses fica a jogar em 1-3-4-1 com Diakité a passar para ponta de lança).

Substituições
17' - Entra Deyverson para o lugar de Fábio Sturgeon. Troca direta com Sturgeon a sair lesionado.
Int - Entram Marinho e Rafael Oliveira para os lugares de Manoel e Liban Abdi. Rafael Oliveira fica como ponta de lança, Marinho fica como extremo direito e Ivanildo passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Helgi Daníelsson para o lugar de Fernando Ferreira. Troca direta com Fernando Ferreira a sair lesionado.
64' - Entra Eggert Jónsson para o lugar de Tiago Silva. Troca direta.
78' - Entra João Real para o lugar de Djavan. João Real fica como central e Reiner Ferreira passa para lateral esquerdo. Djavan sai lesionado.


Árbitro: Duarte Gomes

Cartões Amarelos: Kay (19' e 60'), Tiago Silva (27'), João Pedro (36'), Manoel (40'), Fernando Ferreira (45'+1), Marcos Paulo (54'),Filipe Ferreira (92'), Bruno China (93') e Duarte Machado (94').

Cartões Vermelhos: Kay (60') e Deyverson (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Coimbra EFAPEL)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 31 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting 1 x 1 Benfica (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Fredy Montero)
65' - 1x1 (Lazar Markovic)

1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, fazendo uso da sua superioridade numérica no meio campo para conseguir rodar o centro do jogo com mais facilidade. A grande mobilidade do seus jogadores permitiu o portador da bola ter sempre uma linha de passe viável, destaque para André Martins e Fredy Montero que saiam várias vezes das suas posições para dar solução. Este último funcionou várias vezes como apoio, jogando de costas para a baliza antes de servir de primeira os médios ou extremos para atacar depois a zona de finalização (tal como aconteceu no golo). Um dos aspectos mais importantes do jogo do Sporting, que limitou muito a ação do Benfica, foi a pressão defensiva que aliada a uma maior povoação do meio campo, foi muito eficiente para recuperar a bola. Isto fez com que o Benfica tivesse muitas dificuldades em jogar no corredor central, com os extremos a entrarem várias vezes no meio para procurar a bola. Com os laterais a subirem pouco e os extremos a aparecerem muito no corredor central, acabou por não haver muitas situações de cruzamento para tirar proveito dos dois pontas de lança em zona de finalização.

2ª Parte
Após uma primeira parte que foi dominada pelo Sporting, o Benfica aparece melhor na segunda, com a entrada de Markovic a ter um efeito muito positivo, principalmente depois de Jorge Jesus ter trocado os extremos de flanco, mostrando sempre uma grande capacidade de drible que criou vários desequilíbrios na defesa do Sporting, conseguindo ficar por duas vezes isolado na frente de Patrício (marcando um golo na segunda oportunidade). Leonardo Jardim, momentos antes do golo do Benfica, coloca Dier em campo alterando o sistema tático para 1-4-2-3-1, colocando a equipa mais defensiva. Acabou por ser uma troca infeliz porque o golo nasceu no espaço de Dier e Rojo (as duas trocas na linha defensiva) e porque a equipa ficou sem capacidade de resposta à subida de rendimento do Benfica que se tinha tornado numa equipa mais confiante. Leonardo Jardim ainda refresca o ataque, mudando o sistema para 1-4-4-2 com a entrada de Slimani mas foi uma alteração que não teve efeitos práticos.

Substituições
43' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo a sair lesionado.
45' + 4' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta com Salvio a sair lesionado.
50' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica a ponta de lança e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
62' - Entra Eric Dier para o lugar de Wilson Eduardo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Dier a central, Rojo a passar para lateral esquerdo, Adrien a médio centro com William Carvalho, André Martins na posição dez e Jefferson a subir para extremo esquerdo.
74' - Entra Diego Capel para o lugar de André Carrillo. Troca direta.
85' - Entra Islam Slimani para o lugar de Jefferson. Passam a jogar em 1-4-4-2 com André Martins no corredor direito, Capel no esquerdo e Montero na frente com Slimani.


Árbitro: Hugo Miguel

Cartões Amarelos: Marcos Rojo (9'), Nemanja Matic (41'), Maxi Pereira (45'+1), Fredy Montero (50'), André Carrillo (54') e Rúben Amorim (85').

Assistência: 46109 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 24 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Académica 0 x 4 Sporting (2ª Jornada)


Marcha no Marcador
23' - 0x1 (André Carrillo)
41' - 0x2 (Marcos Rojo)
54' - 0x3 (Adrien Silva)
58' - 0x4 (Fredy Montero)

1ª Parte
A Académica atacou preferencialmente em contra-ataque, procurando sempre um dos avançados ou um dos alas (Marinho em profundidade ou Manoel no pé). Com Ivanildo a atuar como segundo avançado, foi notória a dificuldade da Académica em construir jogo devido à clara inferioridade numérica no meio campo, entregue apenas a Bruno China e Marcos Paulo, uma vez que Marinho e Manoel subiam várias vezes nas tentativas de contra-ataque. Sem bola, defenderam no seu próprio meio campo, com Ivanildo e Buval a tentarem fechar o corredor central no setor ofensivo. O Sporting defendeu mais à frente, com Montero e André Martins a pressionarem muitas vezes a linha defensiva adversária a meio do meio campo ofensivo. Com bola, jogaram claramente em ataque posicional, trocando muito a bola em segurança no setor defensivo antes de tentarem lançar os seus extremos nos corredores laterais. Os laterais também subiam muito no terreno e viram-se vários cruzamentos para o interior da área, onde os extremos do lado contrário entravam sempre muito bem ao segundo poste (tal como no primeiro golo de Carrillo). O Sporting chegou ao intervalo a vencer de forma relativamente tranquila, tendo tido as melhores oportunidades do jogo.

2ª Parte
As equipas não sofreram alterações ao intervalo, apenas com Ivanildo a preocupar-se um pouco mais a recuar no processo defensivo de forma a auxiliar o seu meio campo, ainda assim, aos 54' de jogo Adrien marca o terceiro golo da sua equipa após um penalti e expulsão de Marcelo Goiano. Sérgio Conceição coloca João Dias em campo para fechar o lado direito da defesa de forma a equilibrar a sua equipa, retirando um jogador do ataque (ficam a jogar em 1-4-4-1), consciente que seria quase impossível dar a volta ao resultado num jogo em que o Sporting jogou sempre com uma qualidade claramente acima da do jogo da Académica. Logo após as substituições da Académica, Montero marca o quarto novamente de penalti e o jogo fica decidido. A partir daqui, Leonardo Jardim apenas geriu a sua equipa, sem alterações táticas ou estratégicas.

Substituições
22' - Entra Aníbal Capela para o lugar de Rafik Halliche. Troca direta com Halliche a sair lesionado.
58' - Entram Diogo Valente e João Dias para os lugares de Bédi Buval e Ivanildo. Passam a jogar em 1-4-4-1 com João Dias a lateral direito, Manoel a ponta de lança e Diogo Valente a médio esquerdo.
64' - Entra Diego Capel para o lugar de Wilson Eduardo. Capel fica como extremo esquerdo e Carrillo passa para o lado direito.
78' - Entra Islam Slimani para o lugar de Fredy Montero. Troca direta.
85' - Entra Eric Dier para o lugar de Jefferson. Rojo passa para lateral esquerdo e Dier fica como central.


Árbitro: Artur Soares Dias

Cartões Amarelos: Marcelo Goiano (40' e 53') e Reiner Ferreira (56').

Cartão Vermelho: Marcelo Goiano (53').

Assistência: 14194 (Estádio Cidade de Coimbra)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 11 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 2 x 1 Benfica (29ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 0x1 (Lima)
25' - 1x1 (Silvestre Varela)
91' - 2x1 (Kelvin)

1ª Parte
Neste jogo apenas a vitória servia ao Porto e a derrota dava o título ao Benfica. O empate servia mais ao Benfica que estava 2 pontos à frente do Porto. Desta forma, foi a equipa da casa que entrou mais pressionante quando não tinha a bola, tentando ganhá-la o mais à frente possível, jogando sempre com as linhas muito adiantadas tornando muito difícil qualquer tentativa de ataque organizado por parte do Benfica. Tanto Varela como James assumiam um posicionamento muito interior (principalmente do lado direito uma vez que trocaram algumas vezes de lado), para dar espaço para a subida de Danilo que foi o lateral mais ofensivo. Esta foi a principal razão pela qual Ola John jogou tão recuado no terreno (e foi tão importante para a equipa), vendo-se sempre obrigado a fechar o corredor lateral esquerdo da sua equipa (quer pela presença de Lucho como de Danilo), uma vez que André Almeida tinha de fechar no corredor central para acompanhar James. O Benfica tentou várias vezes sair em ataque posicional mas viu-se obrigado a jogar longo por várias vezes, quer pela pressão dos jogadores do Porto ao portador da bola, quer para tentar explorar a subida da linha defensiva adversária.

2ª Parte
Jorge Jesus foi o primeiro treinador a mexer na equipa e fez-lo no sentido da segurança defensiva, colocando Roderick Miranda a médio centro, quando tinha outros jogadores para a posição de Gaitán. Acabou por ser uma alteração compreensível, com um resultado que se mostrava favorável à sua equipa. Pouco depois coloca Cardozo por Lima (provavelmente será essa a dupla na final da Liga Europa) após Vítor Pereira colocar Defour por lesão de Fernando. O jogo mantinha-se com a mesma tendencia, com o Porto a subir bastante no terreno e o Benfica a tentar explorar um contra-ataque para acabar com o jogo. Ainda assim, a alteração chave do jogo acabou por pertencer ao Porto e a dois tempos. A entrada de Kelvin procurou abrir o jogo do Porto, tentando esticar a linha defensiva do Benfica e procurar espaços no corredor central, estratégia que foi potenciada ao máximo com a colocação de mais um ponta de lança, com o Porto a sobrecarregar a zona central do Benfica, zona por onde nasceu o golo da vitória (passe de Liedson para Kelvin).

Substituições
67' - Entra Roderick Miranda para o lugar de Nicolás Gaitán. Roderick fica como médio centro, ao lado de Matic, com Enzo Pérez a subir para segundo ponta de lança.
73' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando. Troca direta com Fernando a sair lesionado.
73' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
79' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho González. Kelvin fica a jogar como extremo esquerdo, Varela passa para o lado direito e James fica a fazer a posição de Lucho.
84' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Ola John. Aimar fica como segundo ponta de lança e Enzo Pérez passa para o lado esquerdo com Ola John a sair lesionado.
84' - Entra Liedson para o lugar de Danilo. Varela faz todo o corredor direito e Liedson fica como ponta de lança ao lado de Jackson.


Árbitro: Pedro Proença

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (46'), James Rodríguez (56'), Nemanja Matic (59'), Fernando (66'), Steven Defour (80'), Artur Moraes (85') e Helton (94').

Assistência: 50117 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (15ºC)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 1 x 1 Estoril (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Jefferson)
68' - 1x1 (Maxi Pereira)

1ª Parte
O Benfica entrou muito forte em jogo, criando várias oportunidades de golo e mostrando uma enorme motivação nos lances. Jogando em ataque posicional, quando em organização ofensiva no meio campo adversário, procurava colocar a bola nos corredores laterais para o extremo e lateral desse lado conseguirem encontrar espaço para os cruzamentos. Com o decorrer do jogo e a perda do domínio do mesmo, foram notórias as várias tentativas para colocar as bolas por entre a linha defensiva para a desmarcação dos avançados e extremos, criando desta forma alguns desequilíbrios à equipa adversária. O Estoril tentou sempre jogar um futebol apoiado (apesar das dificuldades nos primeiros minutos) e conseguiu aproveitar muito bem a superioridade numérica no meio campo. Após a lesão do Enzo Pérez e a entrada de Carlos Martins do lado do Benfica, o Estoril aproveitou o facto do Benfica ser menos pressionante para assumir o controlo do jogo. Defensivamente, os jogadores do Estoril foram muito solidários e para além dos extremos que desciam sempre para ajudar os seus laterais (muito por causa da constante subida dos laterais adversários), também no corredor central se verificaram várias coberturas defensivas, sendo sempre visível uma grande aglomeração de jogadores no corredor central.

2ª Parte
Num jogo em que apenas a vitória interessava ao Benfica, após o golo do Estoril (através de um livre lateral) Marco Silva coloca em campo Gerso, dando mais velocidade ao seu ataque e adivinhando várias oportunidades de contra-ataque devido à subida das linhas do Benfica. Apesar disso, o Benfica consegue o golo do empate 4 minutos depois mas continua com os jogadores à procura do golo da vitória sendo que a estratégia do Estoril se mantinha válida e com algum grau de eficiência, com Gerso a conseguir os desequilíbrios que se pretendiam dele, apesar de não mostrar uma boa tomada de decisão na conclusão das suas ações ofensivas. A colocação posterior de Diogo Amado em campo mostrou a intenção do Estoril ter mais consistência defensiva, em contraste com a alteração feita por Jorge Jesus, colocando Rodrigo e descendo Gaitán para lateral (que continuou praticamente como extremo descendo muito pouco no terreno). Com o decorrer do jogo, a equipa do Benfica ia ficando mais partida e o Estoril teve várias oportunidades para marcar, com o Benfica a ter ainda mais dificuldades após a expulsão do Carlos Martins, ficando com Matic sozinho no meio campo (para enfrentar 3 médios do Estoril), contando apenas com o apoio de um dos extremos e Lima, jogadores estes que pensavam mais nas ações no último terço ofensivo que no apoio ao meio campo.

Substituições
32' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
64' - Entra Gerso para o lugar de Luís Leal. Gerso fica a jogar como extremo esquerdo e Licá passa para ponta de lança.
72' - Entra Diogo Amado para o lugar de Evandro. Diogo Amado fica como médio centro e Carlos Eduardo sobe para a posição dez.
73' - Entra Rodrigo para o lugar de Melgarejo. Rodrigo fica como extremo esquerdo e Nicolás Gaitán desce para lateral esquerdo.
80' - Entra João Coimbra para o lugar de Carlos Eduardo. Troca direta.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Evandro (21'), Carlos Martins (69' e 78'), Yohan Tavares (92') e Vagner (93').

Cartão Vermelho: Carlos Martins (78').

Assistência: 60897 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (19ºC)

sábado, 4 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Nacional 1 x 3 Porto (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 0x1 (James Rodríguez)
19' - 0x2 (Eliaquim Mangala)
22' - 0x3 (Lucho González)
27' - 1x3 (Daniel Candeias)

1ª Parte
O Porto dominou todo o primeiro tempo, jogando em ataque posicional e mostrando-se muito eficiente na manutenção da posse da bola. O facto do Nacional apenas defender dentro do seu meio campo (apesar de aí se mostrarem pressionantes) ajudou à tranquilidade do Porto com bola mas mais importante foi a mobilidade mostrada pelo seu meio campo e ataque. Tanto Moutinho como Lucho se mostraram muito móveis e jogaram a toda a largura, posicionando-se sempre em função da bola e dos colegas para ocupar racionalmente os espaços, sendo que grande parte das vezes Moutinho mantinha-se mais posicional (equilíbrio na meia direita) com Lucho a jogar mais à frente para fazer a ligação ao ataque. James procurava o espaço interior, abrindo o corredor para Danilo que tinha quase sempre a cobertura quer de Moutinho, quer de Fernando. Também a ação defensiva do Porto contribuiu para o seu domínio com os seus jogadores a pressionarem rapidamente a bola após a perda da posse. A tentativa do Nacional querer pressionar rapidamente o portador da bola após este receber a mesma fazia com que abrisse espaços que foram bem aproveitados nos corredores laterais, principalmente nas costas de Nuno Campos onde aparecia muitas vezes Lucho ou Mangala).

2ª Parte
Manuel Machado mudou o sistema tático ao intervalo, colocando dois médios interiores que subiam bastante no terreno na pressão aos adversários. Foi uma alteração que aparentemente trouxe melhorias à equipa, dificultando a circulação da bola à equipa do Porto mas esta melhoria não trouxe efeitos práticos ao jogo, até porque apesar da subida das linhas, o Nacional tinha muitas dificuldades em lidar com a mobilidade dos jogadores do Porto. A entrada de Barcellos ainda tentou dar mais criatividade ao meio campo do Nacional mas já se mostrava muito difícil alterar o resultado do jogo. A substituição mais importante de Vítor Pereira acabou por ser a entrada de Castro que trouxe mais energia ao meio campo. A entrada de Defour e Izmaylov não foi mais que gestão da equipa, sem trazer grandes alterações ao jogo.

Substituições
Int - Entra Claudemir para o lugar de Moreno. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Ali Ghazal a médio defensivo e Claudemir a médio interior direito ao lado de Jota.
Int - Entra Ladji Keita para o lugar de Mateus. Mario Rondón passa para extremo direito e Keita fica como ponta de lança.
62' - Entra Diego Barcellos para o lugar de Nuno Campos. Claudemir passa para lateral direito e Diego Barcellos fica como médio centro.
69' - Entra André Castro para o lugar de Fernando. Troca direta.
78' - Entra Steven Defour para o lugar de Silvestre Varela. Defour fica como extremo direito e James passa para o lado esquerdo.
85' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: Cosme Machado

Cartões Amarelos: Eliaquim Mangala (26'), Daniel Candeias (30'), Fernando (52'), Helton (71'), Ladji Keita (89') e Marat Izmaylov (91').

Assistência: Desconhecido (Estádio da Madeira)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

domingo, 21 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Sporting (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Eduardo Salvio)
75' - 2x0 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional e ambas procuravam muito os corredores laterais para cruzar para a área, variando a forma como a bola entrava nos corredores. O Benfica fazia a bola entrar muitas vezes no corredor central, daí ia para os corredores laterais e esta tendência pode parecer paradigmática uma vez que na teoria, o Sporting tinha superioridade numérica no centro do terreno mas o posicionamento dos laterais e dos extremos do Benfica compensavam a falta de homens nessa zona do campo com constantes linhas de passe ao portador da bola uma vez que os extremos (principalmente Gaitán) apareciam muito no corredor central, também para facilitar a profundidade do lateral do lado da bola e o lateral do lado contrário também fecha sempre dentro numa zona entre a linha dos centrais e a do meio campo. O Sporting já colocava a bola nos corredores em profundidade desde trás, principalmente para o lado direito de forma a aproveitar a velocidade e força de Bruma. Em ataque organizado, a subida dos laterais para fazer o overlap aos extremos criaram muitas dificuldades à defesa do Benfica e apenas o bom trabalho ao nível das interceções da linha defensiva do Benfica impediu que o Sporting tivesse marcado nestas situações. Em termos defensivos,  Benfica defendeu em zonas mais adiantadas do terreno, principalmente depois do primeiro golo. O Sporting defendeu perto do meio campo, com André Martins a juntar-se a Wolfswinkel na pressão à linha defensiva adversária e atrás deles, jogarem duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a mostrarem-se muito disciplinados no processo defensivo.

2ª Parte
A primeira alteração tática foi feita por Jesualdo Ferreira aos 64', mudando o sistema para 1-4-3-3 o que permitiu subir um médio no terreno e potenciar mais a capacidade para circular a bola em zonas mais adiantadas, reforçando a superioridade numérica nesse setor. Talvez por isso, a resposta de Jorge Jesus consistiu em retirar Cardozo para colocar, na sua posição, Gaitán que assumiu naturalmente um posicionamento defensivo mais recuado de forma a ajudar mais o setor médio. Pouco tempo depois do segundo golo, Jesus coloca André Gomes e passa a jogar em 1-4-3-3 de forma a dar mais consistência defensiva no setor intermédio e conseguiu assim controlar o jogo até ao final.

Substituições
64' - Entra Stijn Schaars para o lugar de Eric Dier. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Rinaudo a ficar como médio defensivo, Schaars e André Martins a médios centro. Eric Dier sai lesionado.
65' - Entra Valentín Viola para o lugar de Diego Capel. Viola vai para extremo direito e Bruma passa para extremo esquerdo.
69' - Entra Ola John para o lugar de Óscar Cardozo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán passa para avançado.
74' - Entra Khalid Boulahrouz para o lugar de Miguel Lopes. Boulahrouz fica como central e Ilori passa para lateral direito. Miguel Lopes sai lesionado.
81' - Entra André Gomes para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica passa a jogar em 1-4-3-3 com André Gomes e Enzo Pérez a jogarem como médios centro e Matic a ficar como médio defensivo.
92' - Entra Jardel para o lugar de Luisão. Troca direta.


Árbitro: João Capela

Cartões Amarelos: Luisão (66'), Valentín Viola (84') e Fito Rinaudo (89').

Assistência: 62553 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (15ºC)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 3 x 1 Braga (25ª Jornada)


Marcha no Marcador
22' - 0x1 (Alan)
37' - 1x1 (James Rodríguez)
83' - 2x1 (Kelvin)
86' - 3x1 (Kelvin)

1ª Parte
Foi um jogo entre duas equipas que assumiram estratégias completamente distintas. Por um lado, o Porto jogou em ataque posicional, assumindo o controlo do jogo do primeiro ao último minuto. Os médios e avançados mostraram uma grande mobilidade, com os interiores Moutinho e Lucho a trocarem várias vezes com os extremos que procuravam constantemente o jogo interior, também os laterais se envolveram muito no ataque, deixando apenas os dois centrais junto à linha do meio campo (estiveram sempre em superioridade numérica porque o Braga apenas deixava Mossoró no ataque). O Porto jogou a toda a largura e procurou sempre os espaços interiores apesar da dificuldade para o fazer devido à ação defensiva do Braga, que tinha uma linha defensiva de 4 jogadores mais uma linha média de 5 jogadores, que apresentaram uma distância intersetorial muito curta e sempre a procurar fechar o corredor central. O Braga defendeu sempre no seu próprio meio campo e apenas pressionava os jogadores adversários quando estes estavam dentro do bloco defensivo, permitindo aos adversários explorar o jogo exterior, tentando apenas fechar as linhas de passe para o corredor central. O jogo ofensivo do Braga resumia-se às suas ações de contra-ataque, onde os seus jogadores tentavam colocar a bola na frente imediatamente após a sua conquista. O Porto também foi sempre muito pressionante sem bola, não permitindo o Braga construir quando tinha oportunidade.
O Braga marcou numa das poucas oportunidades que teve para combinar junto à área adversária, com Alan a rematar de primeira para o golo. James marcou numa das poucas vezes que o Porto conseguiu ter a bola no corredor central em condições para rematar à baliza.

2ª Parte
Com a igualdade na partida, o jogo manteve-se com a mesma tendência, com o Braga a mostrar-se satisfeito com o empate e a defender muito bem o espaço interior, mantendo o Porto longe da baliza. Vítor Pereira, com a sua equipa a dominar claramente o jogo, fez a única coisa que podia fazer para tentar resolver o jogo que foi colocar dois desequilibrados nos corredores laterais para tentar encontrar mais espaços no corredor central, sendo que Kelvin acaba por decidir o jogo. A colocação de James atrás de Jackson acabou por atrair mais atenção por parte dos jogadores do Braga, abrindo mais espaços nos corredores laterais. José Peseiro refrescou a frente de ataque para manter em aberto a sua solução ofensiva, mudando apenas o sistema tático quando em desvantagem, colocando um criativo na posição dez e refrescando o corredor direito mas já era demasiado tarde para alterar o resultado.

Substituições
Int - Entra Abdoulaye para o lugar de Maicon. Troca direta com Maicon a sair lesionado.
62' - Entra Christian Atsu para o lugar de Steven Defour. Troca direta.
68' - Entra Carlão para o lugar de Mossoró. Troca direta.
76' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Fernando e Moutinho a médios centro, James na posição dez e Kelvin a extremo direito.
86' - Entra Rúben Micael para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Rúben Micael a jogar na posição dez e Custódio a jogar a médio centro ao lado de Mauro.
90' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.

Árbitro: Pedro Proença

Cartão Amarelo: Quim (67')

Assistência: 32000 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting x Porto (21ª Jornada)


Marcha do Marcador
(Não houve golos)

1ª Parte
O Sporting jogou claramente em contra-ataque e praticamente todas as bolas que recuperavam no seu meio campo defensivo eram bombeadas para o homem mais adiantado, quer para os extremos, quer para o ponta de lança, tentando explorar o habitual adiantamento do terreno da equipa do Porto, principalmente dos laterais. Apesar de Capel ter começado no lado esquerdo, trocou de lado com Labyad ainda muito cedo na partida, talvez com Jesualdo a estar ciente do maior perigo de Alex Sandro, que iria beneficiar do movimento interior do extremo esquerdo da sua equipa (fosse o Varela ou o Izmaylov). Defensivamente mostraram sempre duas linhas de quatro jogadores com Rinaudo entre ambas as linhas, tentando anular Lucho ou qualquer outro jogador que aparecesse nessa zona. Os extremos tiveram sempre a preocupação em acompanhar os laterais adversários. 
O Porto jogou em ataque posicional, procurando muito os corredores laterais para cruzar para a área. Muitas das suas soluções também passavam por colocar a bola entre a linha defensiva e média do Sporting de forma a criar desequilíbrios na defesa adversária para depois poderem explorar desmarcações de rutura para os espaços que eram abertos. Lucho era o médio mais móvel, aparecendo sempre perto da bola a toda a largura. O Porto conseguiu alguns desequilíbrios através das desmarcações dos seus médios interiores para o corredor lateral uma vez que o Sporting se concentrava muito nos laterais e extremos adversários. Foram muito pressionantes defensivamente, principalmente nas transições, não dando espaço aos jogadores adversários.

2ª Parte
O jogo não sofreu alterações ao intervalo e o Sporting manteve-se recuado no campo, uma vez que sabiam que a pressão era maior da parte do Porto e que os visitantes iriam começar a subir mais no terreno e a deixar mais espaços atrás para explorar o contra-ataque. A entrada de James aos 56' foi o primeiro sinal de que Vítor Pereira queria mais do jogo, tentando explorar a eventual falta de experiência de Dier frente a um jogador bastante criativo e também abrindo mais espaço para as subidas de Danilo, uma vez que James tem sempre a tendência para procurar espaços interiores. Por sua vez, Jesualdo Ferreira começa a potenciar o contra-ataque começando com a entrada de Bruma para o lugar de Labyad, com o primeiro a ser mais explosivo e perigoso nas transições ofensivas. Aos 67' Vítor Pereira coloca Atsu e tenta uma diferente abordagem, com Atsu a ficar mais preso à linha e tentando talvez abrir mais a defesa do Sporting. O segundo passo para potenciar o contra-ataque do Sporting foi a colocação de Carrillo na frente (apesar de jogar a avançado, descia no processo ofensivo para ajudar o meio campo) dando mais velocidade ao ataque. E o terceiro passo não aconteceu uma vez que a expulsão de Rojo implicou queimar a última substituição com o central Fokobo, mas com Carrillo a passar para o lado direito, o Sporting ficou com os corredores laterais frescos e sempre prontos para as transições ofensivas. A jogar com mais um jogador, o Porto coloca Liedson, abdicando de um médio centro mas esta substituição, apesar de implicar mais jogadores do Porto no último terço, não significou mais perigo uma vez que o Sporting estava contente com o resultado e com as linhas muito recuadas, sendo que o Porto não conseguiu aproveitar o jogador 'extra' na frente pois faltou um jogador 'extra' na construção e nos desequilíbrios entre linhas.

Jogadores-Chave
No Sporting não houve grandes destaques individuais com a equipa a valer pelo todo na sua estratégia mais defensiva e de sacrifício.
No Porto, apesar de pouco visível, Fernando fez um jogo muito bom tendo sido muito importante na ocupação e abertura de espaços, tendo sido muito inteligente nas suas ações sem bola, sempre em prol da equipa.

Substituições
56' - Entra James Rodríguez para o lugar de Marat Izmaylov. James joga a extremo direito e Varela a extremo esquerdo.
61' - Entra Bruma para o lugar de Zakaria Labyad. Troca direta.
67' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
75' - Entra André Carrillo para o lugar de Adrien Silva. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Carrillo a jogar na frente com Wolfswinkel.
80' - Entra Fabrice Fokobo para o lugar de Diego Capel. Passam a jogar em 1-4-4-1 com Fokobo a jogar a central e Carrillo a passar para extremo direito.
81' - Entra Liedson para o lugar de Steven Defour. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Liedson a ponta de lança ao lado de Jackson e Lucho a jogar a médio centro com Fernando.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Marat Izmaylov (38'), Marcos Rojo (44' e 78'), André Carrillo (80'), Maicon (80'), Fernando (86'), Miguel Lopes (89') e Bruma (91').

Cartão Vermelho: Marcos Rojo (78').

Assistência: 27436 (José Alvalade XXI)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)


Marcha no Marcador
43' - 1x0 (Éder)
53' - 2x0 (Paulo Vinícius)
59' - 3x0 (Éder)
79' - 3x1 (Paulo Oliveira)
86' - 3x2 (Soudani)

1ª Parte
O Braga jogou predominantemente em ataque posicional, tentando manter o controlo da bola mas alternou muito entre o contra-ataque e ataque rápido, tudo em função da forma e zona em que conseguia recuperar a bola. Procuram muito os extremos antes de colocarem a bola em zonas de finalização. Sem bola, não jogaram muito recuados mas foram organizados. Mauro e Hugo Viana fizeram um bom trabalho a fechar o corredor central.
O Vitória de Guimarães defendeu quase sempre no seu meio campo defensivo, criando sempre duas linhas de quatro jogadores muito compactas com a linha do meio campo a descer muito no terreno quando a bola passava por eles. Em termos práticos, podemos dizer que esta estrutura funcionou uma vez os dois primeiros golos do Braga aconteceram de bola parada. Ofensivamente também souberam trocar a bola em algumas situações mas regra geral, tentavam chegar mais depressa à baliza do Braga com contra-ataques ou ataques rápidos apesar de muito pouco eficazes com os jogadores mais ofensivos a não terem capacidades de desequilibrar o jogo em ações individuais.

2ª Parte
Ao intervalo, Rui Vitória apenas trocou Ricardo de flanco com Marco Matias. José Peseiro, naturalmente, não fez qualquer alteração. O Braga esteve mais cauteloso defensivamente e com o jogo a não se mostrar muito diferente da primeira parte, é o Vitória a primeira equipa a fazer substituições com a entrada de Baldé para ponta de lança, que é um jogador mais possante e começa a adivinhar-se um jogo mais direto por parte dos visitantes. O Braga manteve as suas linhas baixas e conseguiu anular a estratégia do adversário, conseguindo inclusive marcar num ataque rápido o terceiro golo. O Braga ainda coloca Rúben Amorim e Hélder Barbosa que apesar de serem substituições um pouco mais cautelosas (principalmente a entrada de Rúben Amorim), parecem ser trocas para gerir o plantel numa altura que o resultado parece já decidido. Depois de Peseiro colocar também Zé Luís por Éder, é a vez de Rui Vitória alterar o seu sistema tático para 1-4-4-2 com os dois médios ala muito ofensivos para tentar sobrecarregar a defesa do Braga. Foi no mesmo minuto da substituição que no seguimento de um livre indireto Paulo Oliveira reduz e 7 minutos mais tarde Soudani faz o segundo da sua equipa mantendo tudo em aberto até ao apito final.

Jogadores-Chave
No Braga o destaque vai para Éder que continua a mostrar que é dos melhores pontas de lança portugueses.
No Vitória de Guimarães não houve grandes destaques individuais.

Substituições
57' - Entra Amidó Baldé para o lugar de Marco Matias. Soudani passa para extremo esquerdo, Ricardo para extremo direito e Baldé fica como ponta de lança.
71' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Mossoró. Troca direta.
72' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.
76' - Entra Zé Luís para o lugar de Éder. Troca direta.
79' - Entra Josué para o lugar de Tiago Rodrigues. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Josué a médio centro com André André.
79' - Entra Rafael Crivellaro para o lugar de Sieka Bamba. Crivellaro joga na ala esquerda e Soudani fica na frente de ataque juntamente com Baldé.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Siaka Bamba (21'), Éder (67') e Elderson (87' e 92').

Cartão Vermelho: Elderson (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu limpo (11ºC)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Braga (19ª Jornada)


Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Ahmed Hassan)
45'+3 - 1x1 (Alan)

1ª Parte
O Rio Ave jogou predominantemente em contra-ataque, tentando chegar rapidamente ao último terço, normalmente através dos seus extremos que tentavam usar a sua técnica e velocidade para conduzir a bola para a frente e criar desequilíbrios nos duelos de 1x1. Nunca se preocuparam em manter o domínio do jogo pelo que esperavam pacientemente no seu meio campo pela equipa do Braga, mantendo firmes duas linhas de quatro jogadores com Diego Costa e Hassan a serem os únicos que se iam desposicionando para eventualmente sair na pressão à linha defensiva adversária. Apesar disso, nas transições defensivas notou-se alguma lentidão de Bebé e Ukra a recuperarem, principalmente quando a bola estava do lado contrário ao deles.
O Braga tentou assumir o controlo do jogo do princípio ao fim, usando o habitual ataque posicional com várias combinações onde o ritmo apenas abrandava quando a bola chegava a um dos extremos, com estes a tentarem muitas vezes conduzir a bola e a procurarem encontrar situações em que pudessem explorar o drible. Hugo Viana tentou algumas bolas longas para o ataque sendo o único jogador que tentava frequentemente este tipo de solução. Mantiveram sempre a linha defensiva bastante adiantada no processo ofensivo, mesmo perante a constante ameaça de contra-ataque da equipa adversária. Os laterais subiam sempre que tinham essa oportunidade, aproveitando a tendência dos seus extremos para procurarem jogo interior. Sem bola mantinham-se no seu meio campo defensivo, pressionando mais quando a bola chegava ao lateral adversário, tentando cortar linhas de passes interiores de forma a forçar o erro.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo, apenas com uma troca posicional no Rio Ave com Bebé a trocar de flanco com Ukra (voltariam a trocar cerca de 15' depois). Apesar de não ter havido grandes mudanças estratégicas, o Rio Ave pareceu mais seguro e consistente, com a equipa a recuperar mais rapidamente nas transições defensivas. As substituições tardaram e foi Nuno Espírito Santo a fazer as primeiras com a entrada de Filipe Augusto e de Braga (com o intuito de refrescar a equipa). José Peseiro também foi cauteloso nas trocas, colocando primeiro Hélder Barbosa por Alan (aos 81') e já quase no fim, retira o seu dez e coloca mais um ponta de lança, troca que não trouxe grandes benefícios ao jogo da sua equipa, mesmo após estarem a jogar contra 10 jogadores.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, nota-se uma tendência do jogo passar muito pelos seus extremos, com estes a serem os principais desequilibradores da equipa.
No Braga não houve grandes destaques, embora a equipa tivesse o maior domínio do jogo (e maior número de remates), não criaram tanto perigo quanto isso.

Substituições
68' - Entra Filipe Augusto para o lugar de Diego Lopes. Troca direta.
79' - Entra Braga para o lugar de Bebé. Troca direta.
81' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Alan. Troca direta.
87' - Entra Zé Luís para o lugar de Mossoró. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Zé Luís a jogar ao lado de Éder na frente de ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Leandro Salino (23'), Diego Lopes (41'), Wíres (45'+2) e André Vilas Boas (53').

Cartão Vermelho: Ahmed Hassan (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Rio Ave Futebol Clube)

Clima: Céu limpo (12ºC)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica x Porto (14ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Benfica atuava num 1-4-4-2 clássico com Enzo Pérez e Matic no corredor central do meio campo e Lima a descer ligeiramente sempre que necessário para ajudar na pressão ao meio defensivo adversário. Não jogaram com um bloco muito alto, pressionando principalmente no seu meio campo defensivo, com os avançados a não serem muito assertivos nas ações de pressão para lá da linha do meio campo. No processo ofensivo, Enzo Pérez subia no terreno jogando praticamente na posição dez. Gaitán, mesmo jogando no corredor esquerdo, tentava vários movimentos interiores com bola, conseguindo alguns desequilíbrios através do drible. Os cruzamentos do lado esquerdo saiam apenas dos pés de Melgarejo. Salvio jogou mais encostado à linha. Tiveram muitas dificuldades em construir devido à pressão do adversário.
O Porto pressionou muito alto, limitando ao máximo as primeiras fases de construção do Benfica. Tentaram sempre ganhar a bola em posições adiantadas do terreno. Ofensivamente, tentaram criar desequilíbrios aproveitando a subida dos seus laterais, principalmente de Danilo que gozava de mais espaço que Alex Sandro uma vez que Defour, extremo direito, aparecia várias vezes no corredor central sem bola, abrindo o corredor para a subida do seu colega. Varela é um jogador mais de corredor e costuma fazer apenas movimentos interiores com bola. 

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, ambas as equipas sabiam o que esperar do jogo e tanto Jorge Jesus como Vítor Pereira preferiram manter-se na espetativa sobre qualquer alteração do adversário. Acabou por ser um jogo equilibrado com ambas as equipas bem organizadas no processo defensivo, obrigando os seus jogadores a tentarem recorrer várias vezes a ações individuais para criarem desequilíbrios. A colocação de Carlos Martins por Enzo Pérez foi uma resposta à forte presença do Porto no meio campo, sendo Enzo Pérez um jogador sem grandes atributos defensivos e já com cartão amarelo. Aimar poderá ter entrado com o objetivo de trazer mais criatividade à equipa mas ao jogar numa posição tão adiantada acabou por não ter soluções nos passes de rutura (Cardozo era mais lento que qualquer um dos centrais do Porto) nem foi uma ameaça ao aparecer nas costas da defesa. A entrada de Izmaylov no Porto acabou por ditar uma alteração no sentido do jogo com Varela a passar para o lado direito e a não dar tanto espaço a Danilo para subir como dava Defour. Izmaylov, sendo destro, acabou por dar esse espaço a Alex Sandro. Dada a consistência defensiva do Porto, Jorge Jesus viu em Ola John o desequilibrador que podia decidir alguma coisa no jogo. Já Vítor Pereira contentou-se com o empate ao colocar mais um defesa e a queimar a última substituição, tirando o capitão que ao trocar a braçadeira conseguiu ganhar alguns segundos preciosos. 

Jogadores-Chave
No Benfica, Jardel e Matic fizeram um jogo muito bom, a nível defensivo. Deram muita segurança à sua equipa.
No Porto, Mangala fez um grande jogo anulando por completo os seus adversários diretos. Alex Sandro esteve em destaque, na segunda parte, no processo ofensivo e também nas ações individuais defensivas.

Marcha no Marcador
8' - 0x1 (Eliaquim Mangala)
10' - 1x1 (Nemanja Matic)
15' - 1x2 (Jackson Martínez)
17' - 2x2 (Nicolás Gaitán)

Substituições
58' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
69' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Lima. Troca direta.
75' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Steven Defour. Izmaylov fica a jogar a extremo esquerdo e Varela passa para o lado direito.
88' - Entra Ola John para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca direta.
88' - Entra Abdoulaye para o lugar de Silvestre Varela. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Izmaylov e Jackson como homens mais adiantados e Abdoulaye a ser o terceiro central.
93' - Entra André Castro para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (47'), Nemanja Matic (63'), João Moutinho (82') e Maxi Pereira (86').

Assistência: 60566 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu pouco nublado (11ºC)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting x Paços de Ferreira (13ª Jornada)


1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, acelerando sempre o jogo quando a bola chegava aos extremos ou quando os laterais faziam overlaps no corredor lateral. Notou-se alguma preocupação em fechar as linhas de passe para Josué (apesar do mesmo ter feito a assistência para o golo). Pranjic era o médio interior que mais subia no terreno, principalmente para pressionar o adversário embora o Sporting não tenha jogado com o bloco alto, pressionando sempre perto da linha do meio campo. O jogo passava muito pelos corredores laterais onde conseguiram criar mais espaços.
O Paços de Ferreira também jogou em ataque posicional, resistindo à tentação de chegar depressa ao último terço ofensivo. O duplo pivot teve uma tarefa muito importante na circulação da bola apoiando sempre a linha defensiva. Apesar do golo, foram pouco eficientes no processo ofensivo criando poucas oportunidades. Defensivamente pressionavam alto com Angulo e Josué a incomodarem bastante a linha defensiva adversária mas o setor defensivo e médio recuava até ao meio campo com os extremos a descerem para ajudarem os laterais.

2ª Parte
Sem alterações de ambas as equipas ao intervalo, o Paços de Ferreira desceu ligeiramente as linhas e começou a valorizar mais os momentos de transição ofensiva, dando prioridade ao processo defensivo para segurar a vantagem. O Sporting foi tendo um maior controlo do jogo e levou a bola para perto da baliza adversária mais vezes sem ter conseguido criar uma oportunidade clara de golo. A entrada de Carrillo foi dar mais algum virtuosismo e imprevisibilidade ao ataque mas a saída de Adrian significou a perda do médio centro com maior capacidade de desequilíbrio, quando lhe é dada essa liberdade. 

Jogadores-Chave
O Josué terá sido um dos homens do jogo após ter feito uma grande assistência para o único golo e por toda a dinâmica que dava ao ataque do Paços de Ferreira quando tinha a bola nos pés.

Marcha no Marcador
45' - 0x1 (Paolo Hurtado)

Substituições
62' - Entra Cícero para o lugar de Vinicio Angulo. Troca direta.
64' - Entra André Carrillo para o lugar de Jeffrén. Troca direta.
71' - Entra Valentín Viola para o lugar de Adrien Silva. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Viola a ser o segundo ponta de lança e Rinaudo a jogar ao lado de Pranjic.
73' - Entra Vítor Silva para o lugar de Manuel José. Vítor fica a jogar na posição dez e Josué passa para extremo direito.
89' - Entra Ricardo Esgaio para o lugar de Cédric Soares. Troca direta.
92' - Entra Caetano para o lugar de Josué. Troca direta.


Árbitro: Rui Silva

Cartões Amarelos: Tiago Valente (41'), Josué (51'), André Leão (79') e Cássio (93').

Assistência: 20613 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu nublado (14ºC)