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sábado, 7 de dezembro de 2013

Bundesliga - Werder Bremen 0 x 7 Bayern Munique (15ª Jornada)


Marcha no Marcador
21' - 0x1 (Assani Lukimya) auto-golo
27' - 0x2 (Daniel van Buyten)
38' - 0x3 (Franck Ribéry)
60' - 0x4 (Mario Mandzukic)
68' - 0x5 (Thomas Müller)
82' - 0x6 (Franck Ribéry)
90' - 0x7 (Mario Götze)

1ª Parte
Nos minutos iniciais, o Werder Bremen entrou a defender a meio do meio campo ofensivo, com Hunt a subir para ajudar Peterson na pressão à linha defensiva adversária mas o Bayern nunca teve grandes dificuldades em contornar essa pressão e logo se percebeu que era preferível esperar mais atrás, tentando fechar as linhas de passe do corredor central com o acompanhamento dos adversários do meio campo nas suas desmarcações para criar linhas de passe. Mas nem isto foi bom conseguido, muito por culpa da grande qualidade individual e colectiva do Bayern que quer através de iniciativas individuais, quer através de combinações, conseguiam sempre espaço para fazer a bola circular. A maior mobilidade do Bayern acontecia no trio do meio campo que em constantes desmarcações, criavam novos espaços e combinavam com os jogadores 'exteriores' para manter a bola em zona segura. Um dos habituais pontos fortes (que o foi hoje) é a forte pressão aos adversários nas transições defensivas, não dando espaço aos jogadores do Werder Bremen para construir jogo, obrigando-os a recorrer sempre ao contra-ataque quando ganhavam a bola, apostando quase sempre nos extremos Elia e Di Santo para desequilibrar no último terço antes de tirarem o cruzamento para a zona de finalização. O Werder Bremen ainda criou uma ou outra boa oportunidade de marcar mas com o 0x3 de Ribéry, já não se adivinhavam surpresas no jogo por parte do Werder Bremen.

2ª Parte
Sem mudanças ao intervalo, o jogo ficou definitivamente decidido (dúvidas houvessem) aos 60' com o golo de Mandzukic. A partir daí, com algumas substituições sem alterar os sistemas táticos, o jogo não trouxe nada de interessante ao nível tático, valendo pelos golos que ainda aconteceram. Acabou por ser uma vitória fácil, num jogo em que o Bayern marcou golo de todas as maneiras e feitios (auto-golo, livre indireto, cruzamento, contra-ataque e ataque posicional).

Substituições
61' - Entram Philipp Bargfrede e Mehmet Ekici para os lugares de Cedric Makiadi e Franco Di Santo. Bargfrede fica a médio centro, Ekici vai para extremo esquerdo e Elia passa para o lado direito.
62' - Entra Dante para o lugar de Jérôme Boateng. Troca direta.
69' - Entra Jan Kirchhoff para o lugar de Toni Kroos. Kirchhoff fica como médio defensivo e Thiago sobe para interior esquerdo.
72' - Entra Özkan Yildirim para o lugar de Aaron Hunt. Ekici passa para a posição dez e Yildirim fica como extremo esquerdo.
76' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Thiago Alcântara. Troca direta.


Árbitro: Marco Fritz

Cartões Amarelos: Jérôme Boateng (32'), Luca Caldirola (39'), Cedric Makiadis (45'), Franco Di Santo (58'), Daniel van Buyten (66') e Assani Lukimya (76').

Assistência: 42100 (Weserstadion)

Clima: Céu nublado (3ºC)

sábado, 23 de novembro de 2013

Bundesliga - Dortmund 0 x 3 Bayern Munique (13ª Jornada)


Marcha no Marcador
66' - 0x1 (Mario Götze)
85' - 0x2 (Arjen Robben)
89' - 0x3 (Thomas Müller)

1ª Parte
Este jogo fica marcado à partida pelas várias ausências por lesão da parte do Dortmund, que só na defesa não pode contar com 3 habituais titulares, sendo que Grosskreutz, apesar de habitual titular como lateral direito, só o é porque Piszczek vem de uma longa lesão. A equipa de Jürgen Klopp jogou predominantemente em contra-ataque, tentando aproveitar ao máximo as oportunidades dadas pelo Bayern Munique nas transições. Foram sempre muito sólidos defensivamente, onde apesar de nos minutos iniciais terem entrado a pressionar muito alto, cedo desceram as suas linhas, passando a pressionar o Bayern apenas quando colocavam a bola no lateral. Apesar de alguma insegurança numa ou noutra intercepção, a defesa do Dortmund acabou por ser irrepreensível em todos os lances defensivos, o que fez com que o Bayern tivesse pouquíssimas oportunidades para fazer golo. Jogando de uma forma bastante habitual, com muita posse e muito fortes na pressão ao portador da bola, o Bayern Munique acabou por fazer uma exibição pouco conseguida, com muitas dificuldades em chegar com a bola a zonas de finalização. Com Toni Kroos muito adiantado e Javi Martínez pouco influente, a 3ª fase de construção acabava por ser feita pelos corredores laterais, tornando o jogo muito previsível para o adversário.

2ª Parte
Muito mérito terá de ser dado a Josep Guardiola pela forma como leu o jogo e alterou a sua equipa para benefício próprio. É verdade que todos os jogadores que sairam já estavam amarelados, mas foram os jogadores que entraram que mudaram o rumo da partida, principalmente Götze e Thiago Alcântara, com o primeiro a ser influente pelo primeiro golo da partida, o segundo por toda a criatividade e imprevisibilidade que trouxe ao jogo. Javi Martínez é um jogador predominantemente defensivo, e apesar de bom no passe curto, não é um criativo ao nível de Thiago Alcântara e a forma como Thiago mudou o jogo, acabou por benefeciar bastante a sua equipa. A perder por 0x1, o Dortmund coloca Aubameyang e Hofmann nos corredores, tentando colocar mais velocidade nas transições mas isto fez com que perdessem mais o meio campo (que estava muito mais forte no lado do Bayern), onde Bender e Sahin passaram a jogar quase sozinhos uma vez que Reus é um jogador predominantemente ofensivo. Aubameyang começou no lado direito mas rapidamente mudou para o lado esquerdo (talvez Klopp tenha visto mais facilidade em penetrar pelo lado de Rafinha que do lado de Alaba) mas acabou por ser inconsequente no jogo. A perda do meio campo foi ainda mais agravada a partir do momento que Klopp coloca Piszczek em campo (passando Grosskreutz para médio centro). A última substituição de Guardiola voltou a colocar Lahm na sua posição de origem, com o lateral a mostrar que apesar de ser muito produtivo na posição de médio defensivo, é muito melhor lateral que Rafinha.

Substituições
56' - Entra Mario Götze para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.
64' - Entra Thiago Alcântara para o lugar de Jérôme Boateng. Javi Martínez passa para central e Thiago joga a médio interior.
71' - Entram Jonas Hofmann e Pierre Aubameyang para os lugares de Kuba Blaszczykowski e Henrikh Mkhitaryan. Aubameyang fica como extremo direito, Hofmann como extremo esquerdo e Reus passa para a posição dez.
73' - Entra Lukasz Piszczek para o lugar de Sven Bender. Grosskreutz passa para médio centro e Piszczek fica como lateral direito.
73' - Entra Daniel van Buyten para o lugar de Rafinha. Van Buyten fica como central, Javi Martínez sobe para médio defensivo e Lahm passa para lateral direito.


Árbitro: Manuel Gräfe

Cartões Amarelos: Jérôme Boateng (36'), Rafinha (45'), Kevin Grosskreutz (45'), Mario Mandzukic (45') e Henrikh Mkhitaryan (56').

Assistência: 80645 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu pouco nublado (6ºC)

sábado, 21 de setembro de 2013

Bundesliga - Schalke 04 0 x 4 Bayern Munique (6ª Jornada)


Marcha no Marcador
21' - 0x1 (Bastian Schweinsteiger)
22' - 0x2 (Mario Mandzukic)

1ª Parte
O Schalke teve muitas dificuldades em conseguir trocar a bola devido à forte pressão defensiva do Bayern Munique e consequentemente teve uma percentagem de posse de bola muito inferior à do adversário. Nas suas ações ofensivas, que se resumiam a tentativas de contra-ataque, tentavam explorar a velocidade Farfán no corredor direito, tendo sido por aí que nasceu a melhor oportunidade para a equipa da casa. Os laterais pouco subiram e os médios centro raramente abandonavam a sua zona de ação pelo que com o Schalke a jogar com duas linhas de 4 jogadores no processo ofensivo, os médios ala nem sempre conseguiam estar disponíveis para receber a bola em zona que surpreende-se o Bayern e os avançados Kevin-Prince Boateng e Szalai não conseguiram ser eficientes no processo ofensivo. Defensivamente jogaram com a equipa muito compacta, sendo que apesar de defenderem no seu meio campo defensivo, a linha defensiva jogou muito avançada tentando reduzir ao máximo o espaço entrelinhas. O Bayern jogou em ataque posicional onde a sua maior arma era a mobilidade dos seus jogadores. Os laterais estavam muitas vezes no corredor central, os extremos (principalmente Robben) estava constantemente no corredor central, Schweinsteiger vinha para o corredor lateral e todos os jogadores pareciam saber o que fazer em função da movimentação dos seus colegas, com a equipa a raramente perder o equilibrio defensivo.

2º Parte
Jens Keller fa uma substiuição ao intervalo sem alterar a estrutura mas com o decorrer do jogo vai-se notando que o Schalke vai tendo mais a bola mas muito provavelmente devido ao facto do Bayern Munique ter reduzido a sua pressão, quer por cansaço ou gestão, o que permitiu mais oportunidades para o Schalke apesar de nenhuma ter sido flagrante. Aos 73' começa a gestão do jogo por parte de Josep Guardiola e logo após a entrada de Müller, Ribéry faz o 0x3 após segunda assistência de Alaba (corredor direito do Schalke a mostrar-se permeável) e o jogo fica decidido. Ambos os treinadores sabem que a vitória não escapa ao Bayern e as substituições seguintes são apenas para gerir as equipas, sendo que Pizarro e Müller (ambos a entrar na segunda parte) ainda conseguem fazer o quarto golo após um passe longo de Dante a aproveitar o adiantamento da defesa do Schalke.

Substituições
Int - Entra Marco Höger para o lugar de Roman Neustädter. Troca direta.
73' - Entra Thomas Müller para o lugar de Arjen Robben. Troca direta.
78' - Entra Jan Kirchhoff para o lugar de Bastian Schweinsteiger. Kirchhoff fica como médio defensivo e Lahm sobe para médio interior.
81' - Entra Christian Clemens para o lugar de Kevin-Prince Boateng. Clemens fica como médio esquerdo e Draxler sobe para segundo avançado.
81' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Manuel Gräfe

Cartão Amarelo:  Jefferson Fárfan (62').

Assistência: 61973 (Veltins Arena)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Supertaça Europeia - Bayern Munique 2 x 2 Chelsea


Marcha no Marcador
8' - 0x1 (Fernando Torres)
47' - 1x1 (Franck Ribéry)
93' - 1x2 (Eden Hazard)
121' - 2x2 (Javi Martínez)

1ª Parte
O Bayern Munique jogou em ataque posicional, controlando sempre a posse da bola, onde os extremos vinham regularmente para o corredor central com a bola nos pés, ou procuravam receber dentro abrindo espaço para a subida dos laterais, assegurando sempre várias linhas de passe ao portador da bola. Num estilo de passe predominantemente curto, a exceção era Dante que tentou várias vezes lançamentos longos para o lado direito desde a linha de meio campo. Defensivamente, pressionaram muito forte nas transições defensivas, sendo que em organização defensivo a pressão não era tão forte. Apesar de terem tido uma clara superioridade na percentagem da posse da bola, não criaram assim tantas oportunidades de golo em lances de bola corrida uma vez que o Chelsea apresentou um sistema muito compacto defensivamente, com os extremos a descerem muito para anular a subida dos laterais adversários. Ainda assim, tentavam sempre dificultar ao máximo a 1ª e 2ª fase de construção do Bayern, pressionando a meio do meio campo ofensivo, o que fez com que a equipa adversária perdesse a coesão ofensiva no momento de entrar no meio campo ofensivo. O Chelsea tentou sempre tirar o máximo partido das transições ofensivas (marcando assim o golo), aproveitando o grande balanceamento ofensivo da equipa adversária. Quando conseguiam espaço, atacavam também em ataque posicional.

2ª Parte
O jogo recomeça praticamente com o golo do empate de Ribéry e pouco tempo depois, Josep Guardiola retira Rafinha que tinha estado muito apagado do jogo para colocar Javi Martínez a médio defensivo e colocando Lahm a lateral. Mais tarde, Guardiola ainda coloca Götze em campo mas o momento mais marcante do jogo é a expulsão de Ramires a 5' do final, obrigando o Chelsea a jogar em 1-4-4-1, reduzindo a capacidade de pressão no processo defensivo o que deu ainda mais espaço ao Bayern para controlar a bola. José Mourinho viu-se obrigado a colocar Mikel no eixo do meio campo para dar mais consistência defensiva e assim conseguiu aguentar o jogo até ao final da 2ª parte.

Prolongamento
Tal como começou a 1ª e a 2ª parte, também há um golo no início do prolongamento, agora para o Chelsea que se coloca em vantagem com um jogador a menos. Isto fez o Chelsea recuar ainda mais e o Bayern conseguir mais oportunidades de golo, sempre negadas por Cech. Guardiola refresca o ataque, Mourinho faz o mesmo até que aos 113', abdica do avançado, defendendo declaradamente o resultado sem quaisquer perspectivas de contra-ataque. Apesar disso, Guardiola ainda demorou um pouco a colocar os seus centrais em posições de ataque, sendo que o golo do empate acontece no último minuto, numa bola bombeada para Dante que acaba finalizada por Javi Martínez.

Penaltis
1 - David Alaba remata para a esquerda com Petr Cech a cair para o lado contrário.
1 - David Luiz remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
2 - Toni Kroos remata para a direita com Petr Cech a cair para o lado contrário.
2 - Oscar remata para a esquerda com Manuel Neuer a não chegar à bola. 
3 - Philipp Lahm remata para a esquerda com Petr Cech a não chegar à bola.
3 - Frank Lampard remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
4 - Franck Ribéry remata para a direita com Petr Cech a cair para o lado contrário.
4 - Ashley Cole remata para a direita com Manuel Neuer a cair para o lado contrário.
5 - Xherdan Shaqiri remata para a direita com Petr Cech a não chegar à bola.
5 - Romelu Lukaku remata para a direita com Manuel Neuer a defender a bola.

Substituições
56' - Entra Javi Martínez para o lugar de Rafinha. Lahm passa para lateral direito, Kroos para médio interior e Javi Martínez fica na posição de médio defensivo.
71' - Entra Mario Götze para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
87' - Entra John Obi Mikel para o lugar de André Schürrle. Mikel fica como médio centro e Oscar passa para médio direito.
95' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Arjen Robben. Troca direta.
98' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Fernando Torres. Troca direta.
113' - Entra John Terry para o lugar de Eden Hazard. Passam a jogar em 1-5-4-0 com Terry a ser o 3º central e Lukaku a fechar o lado direito do meio campo com Oscar a passar para o lado esquerdo.


Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Franck Ribéry (23'), Gary Cahill (41'), Ramires (64' e 85), David Luiz (66'), Jérôme Boateng (84'), Fernando Torres (90'), Romelu Lukaku (99'), Ashley Cole (118') e Branislav Ivanovic (120').

Cartão Vermelho: Ramires (85').

Assistência: 17686 (Eden Arena)

Clima: Céu pouco nublado (19ºC)

domingo, 28 de julho de 2013

DFL Super Cup - Dortmund 4 x 2 Bayern Munique


Marcha no Marcador
6' - 1x0 (Marco Reus)
54' - 1x1 (Arjen Robben)
56' - 2x1 (Daniel van Buyten) auto-golo
57' - 3x1 (Ilkay Gündogan)
64' - 3x2 (Arjen Robben)
86' - 4x2 (Marco Reus)

1ª Parte
Ambas as equipas entraram em campo muito pressionantes sem bola, tentando limitar ao máximo a ação dos adversários mas tiveram abordagens diferentes no processo ofensivo. O Bayern Munique jogou em ataque posicional, tentando manter a posse da bola enquanto esperavam que a mobilidade dos seus jogadores do ataque criassem espaços para serem explorados. Embora dessem grande predominância ao passe curto, Boateng recorria quase sempre ao passe longo para o lado direito (a forma rápida de virar o centro do jogo) e Thiago tentou vários passes longos para os corredores laterais (extremos) ou para as costas da defesa, mostrando-se como o principal organizador de jogo da sua equipa. O Dortmund apostava num jogo mais vertical, tentando resolver rapidamente os lances ofensivos de forma a tentar contornar a forte pressão do adversário. Os seus ataques aconteciam na sua maioria pelos corredores laterais, com a rápida subida dos seus alas. Eventualmente tentavam manter a bola com alguma eficiência quando o contra-ataque não era viável. Bender e Sahin raramente abandonavam o centro do terreno de forma a assegurar uma forte presença no seu setor nas transições defensivas. Depois do golo, o Dortmund desceu um pouco mais as linhas no processo defensivo, assumindo uma postura mais expectante no seu próprio meio campo, defendendo com duas linhas compactas de 4 jogadores.

2ª Parte
Apesar da substituição levada a cabo por Jürgen Klopp ao intervalo, o Dortmund manteve a mesma forma de jogar. Josep Guardiola fez alterações no trio ofensivo com Mandzukic a fica fixo como ponta de lança, Robben a passar para o lado esquerdo e Shaqiri para o lado direito. Isto alterou um pouco a forma de atacar, com o Bayern a ter dois extremos puros nos corredores laterais (ao contrário de Mandzukic que jogou no lado esquerdo na primeira parte), procurando criar um maior desequilíbrio a partir das alas. Curiosamente, o primeiro golo do Bayern nasce dum cruzamento de Lahm ao segundo poste onde é Robben que aparece para cabecear para o golo. Quando parecia que Guardiola tinha acertado na estratégia, o Dortmund marca dois golos em dois minutos (dois minutos depois do golo do Bayern) através de van Buyten (auto-golo) e Gündogan respetivamente, ambos em lances de contra-ataque. Robben continuava a mostrar-se muito perigoso na zona de finalização e aos 64', novamente após cruzamento (rasteiro) de Lahm, recebe dentro da área e roda para o remate do segundo golo do Bayern. Guardiola lançou Schweinsteiger para o meio campo de forma a equilibrá-lo em termos defensivos, uma vez que tanto Kroos como Müller eram jogadores claramente de ataque e tinha muitas dificuldades nas transições defensivas. Algum tempo depois, coloca também Pizarro por Mandzukic e já perto do fim, coloca Dante a ponta de lança mudando para um jogo mais direto, alteração estratégica que acabou por ser infrutífera devido ao golo de Marco Reus marcado no mesmo minuto. Jürgen Klopp conseguiu resistir à tentação de alterar o seu sistema tático para segurar a vantagem, trocando apenas Aubameyang por Kuba e, já depois do 4-2, colocando Sokratis a defesa direito (mais seguro defensivamente que Grosskreutz), com Grosskreutz a subir para médio ala e Aubameyang a passar para a posição dez, tornando-se uma maior ameaça nas transições, podendo utilizar a sua velocidade num meio campo onde a sua equipa tinha agora superioridade numérica.

Substituições
Int - Entra Sebastian Kehl para o lugar de Sven Bender. Troca direta.
67' - Entra Bastian Schweinsteiger para o lugar de Xherdan Shaqiri. Müller passa para extremo direito e Schweinsteiger fica a jogar como médio interior.
72' - Entra Pierre Aubameyang para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Troca direta.
75' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.
86' - Entra Dante para o lugar de Toni Kroos. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Dante a jogar a ponta de lança, juntamente com Pizarro.
88' - Entra Sokratis Papastathopoulos para o lugar de Ilkay Gündogan. Sokratis fica como lateral direito com Grosskreutz a subir para extremo direito e Aubameyang a ficar na posição dez.


Árbitro: Jochen Drees

Cartão Amarelo: Jérôme Boateng (92').

Assistência: 80645 (Westfalenstadion)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Real Madrid (85 pontos) 33 jogos
Barcelona (81 pontos) 33 jogos
3º Valência (52 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Barcelona entrou em campo com o seu sistema de 1-3-4-3, com a forma habitual de jogar privilegiando a posse da bola e procurando várias vezes os passes de ruptura para criar situações de finalização atrás das costas da defesa adversária. Na fase inicial do jogo, o Barcelona falhou vários passes, com os jogadores a procurarem passes mais longos em detrimento do habitual jogo curto, tendo sido nessa fase que o Real Madrid marcou o golo. Depois, aproveitando o recuo do Real Madrid, o Barcelona gozou de mais espaço para trocar a bola e conseguiu impor o seu domínio, jogando mais próximo da baliza de Casillas. Apesar de jogar com 3 centrais, nas primeiras fases de construção Busquets descia sempre para a zona central da defesa de forma a dar mais segurança à troca de bola e permitir uma maior amplitude por parte de Adriano e Puyol que abriam no corredor.
O Real Madrid entrou da forma habitual, sem denunciar uma postura mais defensiva como seria esperado. Reconhecendo a forma de jogar do Barcelona, o Real não tentou impor o seu domínio no jogo, procurando sempre que possível tirar vantagem da velocidade das transições ofensivas. Após o golo, o Real Madrid desceu mais as suas linhas, também por influência do melhor jogo do Barcelona nessa fase do jogo, e teve uma abordagem mais cautelosa ao jogo. Estiveram muito equilibrados defensivamente e as maiores dificuldades surgiram dos lances individuais dos jogadores do Barcelona com Messi a ser o principal desequilibrador.

2ª Parte
Não houve alterações nas equipas, até porque não se justificava porque o Real tinha o resultado a seu favor e o Barcelona tinha o domínio do jogo. Como seria de esperar, o Barcelona foi a primeira equipa a fazer alterações ao colocar Alexis Sánchez em jogo, recuando Messi para o meio campo (ainda que em posições mais avançadas). A ideia seria provavelmente fazer com que Messi pudesse fazer um transporte da bola mais eficaz, tendo mais um jogador na linha ofensiva para fazer a desmarcação nas costas da defesa. Não se pode dizer que a substituição tenha resultado ou não porque apesar de o Barcelona ter empatado logo a seguir pelo próprio Alexis, o Real Madrid voltou a marcar 3' depois. Com o resultado em 1-2 ambos os treinadores mudam, com Mourinho a colocar Granero na posição 10 (um jogador mais defensivo que Özil apesar de ser um jogador criativo) e Guardiola coloca Pedro por Adriano, descendo Daniel Alves para a defesa, ele que tinha sido inconsequente no ataque. Até ao fim, nenhuma das alterações resultou numa mudança do sistema táctico e não houve mais situações claras de golo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi o jogador mais desequilibrador a fazer valer a sua capacidade técnica para através do drible criar espaços e lançar os seus colegas no último terço ofensivo, no entanto não foi eficiente. Xavi também esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo.
No Real Madrid, Özil foi muito perigoso nas transições ofensivas devido à sua qualidade de passe. Ronaldo foi um dos homens do jogo pelo golo da vitória.

Golos
16' - Canto marcado do lado direito por Di María ao 2º poste, Pepe cabeceia com Valdés a defender e na recarga Khedira faz o golo.
70' - Tello remata do lado esquerdo, Casillas defende para a frente com a bola a sobrar para Adriano que remata de fora da área e depois de um ressalto e uma defesa de Casillas, a bola sobra para Alexis Sánchez que faz o golo.
73' - Di María abre na direita para Özil que lança Ronaldo em profundidade que com a recepção coloca Valdés fora da jogada e depois remata para o golo.

Substituições
69' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Xavi. Alexis vai para ponta de lança e Messi desce ligeiramente no terreno actuando como 10.
73' - Entra Esteban Granero para o lugar de Ángel Di María. Granero fica na posição 10 com Özil a passar para extremo direito.
74' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Adriano. Pedro fica a jogar a extremo direito com Puyol a passar para o lado esquerdo do trio defensivo e Daniel Alves a descer para o lado direito.
81' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Cristian Tello. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas joga como médio centro.
89' - Entra Callejón para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
93' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
5 - Carles Puyol
6 - Xavi (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara
14 - Javier Mascherano
16 - Sergio Busquets
21 - Adriano (17 - Pedro Rodríguez)
37 - Cristian Tello (4 - Cesc Fàbregas)

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
6 - Sami Khedira
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema (20 - Gonzalo Higuaín)
10 - Mesut Özil (21 - Callejón)
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
17 - Álvaro Arbeloa
22 - Ángel Di María (11 - Esteban Granero)

Cartões Amarelos: Sergio Busquets (15'), Pepe (43'), Xabi Alonso (47'), Mesut Özil (77'), Esteban Granero (78') e Javier Mascherano (84').

Assistência: Desconhecido (Camp Nou)

Clima: Chuva (18ºC)

domingo, 18 de dezembro de 2011

FIFA Club World Cup 2011 - Santos x Barcelona (Final)

Contexto
O Santos eliminou nas meias-finais o Kashiwa Reysol por 3-1.
O Barcelona eliminou nas meias-finais o Al-Sadd por 4-0.

1ª Parte
O Santos teve muitas dificuldades em manter a posse da bola e apostou claramente nos contra-ataques para poder criar perigo. Apesar de jogarem com 3 centrais, o facto de terem 2 avançados centro fez com que perdessem o meio campo com uma clara inferioridade numérica. Em condições normais, isto é algo que prejudica a capacidade de uma equipa em construir jogo, frente ao Barcelona torna a tarefa quase impossível. No centro do terreno estavam apenas Henrique e Arouca com o Danilo (acabou por ser substituído) e Léo muito colados ao corredor lateral. Defensivamente não pressionaram muito, preocupando-se principalmente em fechar espaços e cortar linhas de passe.
O Barcelona jogou com o seu já habitual 1-3-4-3 com um losango no meio campo que dominou por completo a posse da bola. A grande mobilidade do sector ofensivo e médio fez com que os 2 médios centro adversários não conseguissem acompanhar a bola e fixar a jogada.

2ª Parte
No início desta 2ª parte, a diferença mais significativa em relação à primeira parte foi o facto de Elano ocupar agora uma posição mais central e com Léo mais recuado o que transformou o sistema táctico do Santos uma espécie de 1-4-3-1-2. A vantagem desta alteração foi o Santos passar a ter uma maior ocupação do corredor central com o Barcelona a ter um pouco mais de dificuldades a avançar no terreno por esse corredor, por outro lado abriram mais espaço nos corredores laterais e foi exactamente aí que o Barcelona começou a avançar no terreno e a criar perigo. O domínio da equipa europeia manteve-se com os jogadores sempre no sítio certo para dar linhas de passe ao portador da bola e nas raras vezes que isso não acontecia, era a capacidade individual que vinha ao de cima para desequilibrar a organização defensiva dos brasileiros.

Jogadores-Chave
No Santos, apesar dos 4 golos sofridos, Rafael fez uma exibição bastante razoável na baliza. Ganso foi dos mais influentes no meio campo com uma visão de jogo acima da média.
No Barcelona foi o inevitável Messi a destacar-se no meio de toda a excelência da equipa do Barcelona.

Substituições
30' - Entra Elano para o lugar de Danilo. Troca directa.
55' - Entra Javier Mascherano para o lugar de Gerard Piqué. Troca directa.
78' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Thiago Alcântara. Troca directa.
78' - Entra Alan Kardec para o lugar de Borges. Troca directa.
82' - Entra Ibson para o lugar de Ganso. Troca directa.
84' - Entra Andreu Fontàs para o lugar de Carles Puyol. Troca directa.

Golos
16' - Messi à entrada da área, descaído para o lado direito, faz uma combinação directa com Xavi e já dentro da área fixa o guarda-redes e pica a bola por cima do mesmo.
23' - Daniel Alves vindo do lado direito aproxima-se da grande área e cruza rasteiro para Xavi que aparece à entrada da área vindo de trás, este tira um adversário do caminho e remata rasteiro para o golo.
44' - Na direita Daniel Alves cruza para Messi que aguenta uma carga, mantém a bola e devolve a Daniel Alves que da linha de fundo cruza com o Rafael a desviar para o meio, Thiago cabeceia, Rafael volta a defender mas a bola sobra para Fàbregas que remata para o golo.
81' - Num contra-ataque, Daniel Alves recebe a bola à entrada da área e passa para Messi que se isola, tira o Rafael do caminho e faz facilmente o golo.

Santos
1 - Rafael Cabral
2 - Edu Dracena
3 - Léo
4 - Danilo (8 - Elano)
5 - Arouca
6 - Durval
7 - Henrique
9 - Borges (19 - Alan Kardec)
10 - Ganso (18 - Ibson)
11 - Neymar
14 - Bruno Rodrigo

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué (14 - Javier Mascherano)
4 - Cesc Fàbregas
5 - Carles Puyol (24 - Andreu Fontàs)
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara (17 - Pedro Rodríguez)
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (38'), Javier Mascherano (70'), Ganso (72') e Edu Dracena (73').

Assistência: 68166 (International Stadium Yokohama)

Clima: Noite (9ºC)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (16ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 1º lugar a 3 pontos do 2º (que é o Barcelona) mas com 1 jogo a menos. Têm o melhor ataque e a segunda melhor defesa.
O Barcelona está em 2º lugar, tem o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Este é o último jogo antes da partida para o Japão onde irá jogar para o Campeonato do Mundo de Clubes.

1ª Parte
Real Madrid não pressionava na 1ª fase de construção, procurando sempre organizar-se defensivamente perto do seu próprio meio campo. No entanto eram muito assertivos na pressão ao portador da bola quando este entrava no seu meio campo defensivo, tentando sempre aglomerar vários jogadores perto da bola de forma a criar várias coberturas ao jogador que fazia a contenção para assim tentar anular a grande capacidade que os jogadores do Barcelona têm no 1x1. No processo ofensivo, o Real era uma equipa de processos simples tentando sempre rápidas transições ofensivas aproveitando o desposicionamento da defesa do Barcelona (resultante da grande mobilidade dos seus jogadores). Quando o contra-ataque não era possível, optavam por manter a bola numa zona de segurança procurando espaço para lançar ataques rápidos, normalmente através de lançamentos directos para os corredores laterais para assim aproveitar a subida dos laterais do Barcelona.
O Barcelona jogou sem surpresas, com o seu estilo de jogo habitual. Muita posse da bola com critério, ou seja, a posse não era um fim mas sim um meio para encontrar espaços livres na zona defensiva do Real para poderem ser explorados. Devido à grande concentração defensiva do Real Madrid, os jogadores do Barcelona viram-se obrigados a arriscar o drible para criar desequilíbrios e conseguiram com isso ganhar alguns livres perigosos. Os jogadores apresentaram uma mobilidade muito grande com várias trocas pontuais de posição onde as que mais se notavam era a descida de Fàbregas para apoiar o meio campo e participar na construção de jogo e o aparecimento de Iniesta no corredor esquerdo que ficava muitas vezes livre devido à ausência de Sanchéz nessa zona. O jogo foi bastante equilibrado (apesar da esperada supremacia do Barcelona na percentagem da posse da bola) onde os golos apareceram de um erro defensivo (golo do Real) e de um desequilíbrio de Messi (que driblou vários jogadores antes de assistir Sanchéz para o golo do Barcelona).

2ª Parte
Apesar das duas equipas terem entrado com o mesmo sistema e os mesmos jogadores, o Real Madrid entrou mais pressionante tentando ganhar a bola em zonas mais avançadas mas por conseguinte, abriu mais espaços para o Barcelona explorar e naturalmente aumentaram as situações de perigo para o Barcelona. Mourinho coloca Kaká e Khedira em campo mostrando assim a sua ambição colocando uma equipa mais ofensiva mas depois surgem os 2 golos que colocaram o Barcelona com uma clara vantagem, muito difícil de anular. A última substituição do Real teve também uma intenção mais ofensiva enquanto as substituições do Barelona serviram para refrescar jogadores no sector ofensivo, excepto a primeira que foi a única que mostrou uma intenção mais cautelosa e defensiva (entrada de Keita).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Casillas destacou-se pelas importantes defesas que fez no jogo.
No Barcelona, Messi e Sanchéz foram muito importantes criando vários desequilíbrios.

Substituições
57' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. Özil estava a ter uma prestação muito discreta.
61' - Entra Sami Khedira para o lugar de Lass Diarra. Troca directa. Khedira é um jogador com características mais ofensivas, Diarra teve muito pouca influência a nível ofensivo.
67' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Ángel Di María. Benzema passa para o lado esquerdo, Ronaldo para a direita e Higuaín fica como ponta de lança. Higuaín é um jogador mais posicional que Benzema o que fez com que o Real Madrid se tornasse mais ofensivo.
78' - Entra Seydou Keita para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta vai para o lado esquerdo, Keita fica como médio centro e Sanchéz fica como ponta de lança.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sanchéz. Troca directa.
88' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Andrés Iniesta. Pedro vai para o lado direito, Villa para o lado esquerdo e Messi fica como ponta de lança.

Golos
0' - Valdés faz um mau passe que é interceptado por Di María que tenta de imediato isolar Benzema com este passe também a ser interceptado e na sobra, Özil remata, a bola bate num adversário e sobra para Benzema que remata com apenas Valdés à sua frente, fazendo o golo.
29' - Messi consegue passar por vários jogadores do Real no meio campo e depois lança Sanchéz em profundidade que já dentro da área consegue rematar cruzado para o golo.
52' - Depois de um corte da defesa do Real Madrid para o corredor central, Xavi remata de primeira com a bola a bater em Marcelo e a trair Casillas.
65' - Numa transição ofensiva, Daniel Alves recebe a bola no lado direito e cruza ao 2º poste onde aparece Fàbregas a cabecear para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema
10 - Mesut Özil (8 - Kaká)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
22 - Ángel Di María (20 - Gonzalo Higuaín)
24 - Lass Diarra (6 - Sami Khedira)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué
4 - Cesc Fàbregas (15 - Seydou Keita)
5 - Carles Puyol
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta (17 - Pedro Rodríguez)
9 - Alexis Sanchéz (7 - David Villa)
10 - Lionel Messi
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (25'), Alexis Sanchéz (26'), Lionel Messi (36'), Gerard Piqué (47'), Lass Diarra (60'), Pepe (61') e Sergio Ramos (69').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Chuva (2ºC)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Champions League (Grupo H) - Milan x Barcelona (5ª Jornada)

Contexto
O Milan vem de 2 empates e 2 vitórias nos últimos 4 jogos, encontra-se no 2º lugar do Grupo H.
O Barcelona vem de 1 empate e 3 vitórias nos últimos 4 jogos, encontra-se no 1º lugar do Grupo H. A vitória do Barcelona garante a equipa espanhola no 1º lugar.

1ª Parte
Ofensivamente o Milan jogou praticamente em contra-ataque, explorando eventuais erros da equipa espanhola apesar de ter tentado ser proactivo na procura da bola pois entrou determinado a dificultar ao máximo a tarefa do Barcelona desde as primeiras fases de construção, tentando sempre cortar o maior número de linhas de passe possível mas a formação do Barcelona fez com que essa tarefa se tornasse inglória dado que os desdobramentos ofensivos dos jogadores do Barcelona faziam com que se criasse uma enorme superioridade numérica no meio-campo onde estavam 4 médios com o ponta de lança a descer para dar solução e os extremos ou centrais (Abidal e Puyol) a darem solução nos corredores laterais. Nas transições ofensivas do Milan, Prince Boateng tenta sempre aparecer no último terço actuando praticamente como 3º avançado.
No Barcelona, esta forma de atacar, com este sistema táctico, é aparentemente uma forma irresponsável na busca do domínio ofensivo no entanto, no meio de tanta liberdade e mobilidade dos jogadores do sector médio e ofensivo, Busquets (a par de Mascherano) é dos jogadores com maior rigor posicional tanto ofensiva como defensivamente. É ele que assegura a ocupação do espaço central da defesa quando um dos centrais exteriores precisam de fazer a contenção no corredor lateral. Os centrais exteriores, como foi escrito anteriormente, podem eventualmente subir pelo seu corredor para criar vantagem numérica mas o central exterior do lado contrário fecha automaticamente o corredor central quando necessário assegurando assim alguma consistência defensiva. Outro factor que permite algum 'à vontade' no ataque é a rápida transição defensiva do Barcelona que impede que o Milan explore os naturais desequilíbrios defensivos aquando esses momentos.

2ª Parte
O Milan entrou na 2ª parte com o sistema de 1-4-3-3 com Prince do lado direito e Pato do lado esquerdo. Esta foi talvez uma tentativa de explorar o vazio que se criava de forma natural dado o sistema do Barcelona com 3 centrais. Na primeira parte os avançados do Milan encontravam sempre oposição directa e desta forma, Pato e Prince já tinham mais espaço e tempo para decidir. Notou-se também um maior atrevimento dos laterais que subiam mais no terreno. Pouco antes dos 70', Alexis Sánchez passa para o lado direito, Thiago Alcântara vai para o lado esquerdo, Messi fica na sua posição habitual (ponta de lança) e Fàbregas desce para o meio campo, possivelmente numa tentativa de dar mais segurança ao meio campo porque apesar da enorme qualidade de Thiago Alcântara, o hispano-brasileiro gosta mais de arriscar no drible enquanto Fàbregas dará uma maior segurança a nível das decisões. Apesar disto, perto dos 80' é Fàbregas a sair para o lugar de Pedro, sendo que Thiago volta para o meio campo.

Jogadores-Chave
No Milan, Prince foi o jogador mais activo tanto na 1ª parte como na 2ª, apesar de perder algum protagonismo quando encostado ao flanco.
No Barcelona, Busquets teve um papel importantíssimo no processo defensivo. Ofensivamente, os suspeitos do costume, Xavi e Messi foram fantásticos na construção de jogo e criação de situações de finalização.

Substituições
Int. - Entra Alexandre Pato para o lugar de Robinho. Robinho teve uma exibição muito apagada. O Milan muda o sistema para 1-4-3-3 com Pato do lado esquerdo, Ibrahimovic no centro e Prince do lado direito.
65' - Entra Daniele Bonera para o lugar de Alessandro Nesta. Troca directa com Nesta a sair lesionado.
67' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca directa. David Villa não teve exuberância que se lhe pedia.
71' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Mark van Bommel. Troca directa sendo Nocerino um jogador com instruções (ou tendências) mais ofensivas.
79' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Cesc Fàbregas. Pedro vai para o lado esquerdo e Thiago, à altura a jogar nessa posição, vai para o meio campo.
90' - Entra Jonathan dos Santos para o lugar de Thiago Alcântara. Troca directa.

Golos
13' - Keita recebe uma bola do lado esquerdo, avança até à linha e cruza para a entrada da baliza onde Mark van Bommel encosta para a própria baliza.
19' - Seedorf dentro da área, descaído para o lado esquerdo, aguarda a entrada de Ibrahimovic para lhe colocar a bola rasteira com o sueco a marcar facilmente.
30' - Messi, de penalti, remata para o seu lado direito, junto ao poste, com Abbiati a advinhar o lado mas a não chegar à bola.
53' - Prince ganha a bola à entrada da área, passa por Abidal e descaído para o lado direito, remata forte ao 1º poste para o golo.
62' - Lionel Messi faz um grande passe de ruptura para Xavi que isolado faz o golo.

Milan
32 - Christian Abbiati
4 - Mark van Bommel (22 - Antonio Nocerino)
10 - Clarence Seedorf
11 - Zlatan Ibrahimovic
13 - Alessandro Nesta (25 - Daniele Bonera)
18 - Alberto Aquilani
19 - Gianluca Zambrotta
20 - Ignazio Abate
27 - Kevin-Prince Boateng
33 - Thiago Silva
70 - Robinho (7 - Alexandre Pato)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
4 - Cesc Fàbregas (17 - Pedro Rodríguez)
5 - Carles Puyol
6 - Xavi
7 - David Villa (9 - Alexis Sanchés)
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara (28 - Jonathan dos Santos)
14 - Javier Mascherano
15 - Seydou Keita
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Alberto Aquilani (23'), Alessandro Nesta (29'), Lionel Messi (30'), Mark van Bommel (33'), Carles Puyol (42'), Éric Abidal (45'+1'), Javier Mascherano (84') e Gianluca Zambrotta (85').

Assistência: 78927 (Giuseppe Meazza)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

UEFA Super Cup - Barcelona x Porto

Contexto
Este jogo é a primeira final europeia da época 2011/2012, onde vão jogar o vencedor da Champions League (Barcelona) com o vencedor da Europa League (Porto).
O Barcelona fez o seu último jogo no dia 22 de Agosto (há 4 dias atrás) em casa, contra o Nápoles, onde venceu por 5-0 num jogo a contar para o troféu Joan Gamper 2011. O seu próximo jogo depois da UEFA Super Cup será a contar para a Liga BBVA frente ao Villareal no dia 29 de Agosto. Os únicos jogadores lesionados são os centrais Carles Puyol e Gerard Piqué.
O Porto fez o seu último jogo contra o Gil Vicente, em casa, para a Liga Zon Sagres onde ganhou por 3-1 no dia 19 de Agosto (há 7 dias atrás). O seu próximo jogo será no dia 6 de Setembro, contra o União de Leiria na Marinha Grande, também para a Liga Zon Sagres. Para além dos lesionados Emídio Rafael e Alex Sandro, também Álvaro Pereira não foi convocado por estar envolvido num processo negocial (todos eles laterais esquerdos).

1ª Parte
O Barcelona a jogar como de costume, teve algumas dificuldades no início durante a 1ª e 2ª fase de construção porque o Porto entrou determinado a impedir que o Barcelona jogasse à vontade no seu sector defensivo. Kléber era o responsável por cortar as linhas de passe entre os centrais e ambos os extremos ajudavam na pressão tentando tirar tempo e espaço aos defensores do Barcelona. Quando o Porto não conseguia recuperar rapidamente a bola, desciam até ao seu meio campo e preocupavam-se fundamentalmente em fechar os espaços no corredor central de forma a cortar o fornecimento dos avançados do Barcelona. Apesar disso, o Porto jogou com uma linha defensiva bastante avançada e em linha, tentando impedir que o Barcelona avançasse no campo. Estiveram muito coordenados neste aspecto com os seus adversários a ficarem várias vezes em fora-de-jogo. Para contrariar esta forma de jogar do Porto, o Barcelona começou a explorar mais os corredores e Pedro começou a entrar mais no corredor central de forma a abrir espaço a Daniel Alves no corredor lateral direito. O facto do Porto estar muito fechado no corredor central fez com que Daniel Alves conseguisse bastante espaço no seu meio campo ofensivo. Ambas as equipas procurarem explorar o ataque posicional apesar de o Porto ser muito pouco eficiente no seu processo ofensivo. Curiosamente, tentaram poucas vezes o contra-ataque.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram da mesma forma que saíram. Não houve grandes mudanças nas dinâmicas das equipas, tirando o facto de Daniel Alves já não subir tanto pelo que Pedro jogou mais encostado à linha. Nenhuma das alterações mudou os respectivos sistemas de jogo pelo que tentaram alterar as dinâmicas do mesmo mas este foi um jogo em que a supremacia técnico-táctica dos jogadores do Barcelona levou a melhor. Através de um excelente posicionamento (e respectivas movimentações) dos jogadores do Barcelona, estes conseguiam estar no local certo a atacar (criação de linhas de passe) e a defender (rápida pressão colectiva sobre a bola para a recuperar de imediato).

Jogadores-Chave
No Barcelona o inevitável Messi destacou-se no meio de todo o brilhantismo do resto da equipa. Um golo, uma assistência e um sem número de acções durante o jogo que foram causadoras de vários desequilíbrios.
O Porto teve pouca posse de bola pelo que ofensivamente poucos se destacaram dada a baixa eficiência desse processo. Defensivamente, Sapunaru fez um jogo muito seguro, não dando margem ao seu adversário directo.

Substituições
60' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca directa.
63' - Entra Sergio Busquets para o lugar de Adriano. Abidal vai jogar para lateral esquerdo, Busquets fica a central do lado direito e Mascherano a central do lado esquerdo. Adriano saiu com problemas físicos.
68' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Cristián Rodríguez. Troca directa. Rodríguez estava a fazer o seu primeiro jogo oficial e durante o jogo deu algumas mostras de não ter o ritmo competitivo dos seus colegas.
76' - Entra Belluschi para o lugar de Kléber. Guarín passa a jogar a ponta de lança e Belluschi fica a médio centro. Dada a ineficácia da construção de jogo do Porto, o que os impediu de chegar regularmente ao último terço ofensivo, talvez esta tenha sido uma aposta na meia distância de forma a atacar a baliza em posições mais recuadas. Kléber também fez um jogo muito discreto.
76' - Entra Fernando para o lugar de Souza. Troca directa. Souza teve um aproveitamento reduzido, a nível do passe, para um médio defensivo.
79' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Pedro Rodríguez. Iniesta vai para extremos esquerdo, Alexis passa para o lado direito e Fàbregas fica a jogar a médio centro. Esta troca permitiu dar mais consistência a nível da posse de bola pelo que Pedro era a escolha óbvia para a substituição dada a maior influência no modelo de jogo de todos os outros candidatos a sair.

Golos
38' - Guraín falha um passe para o sector defensivo e a bola vai ter a Messi que estava atrás da linha defensiva que recolhe a bola, dribla Helton e faz o golo.
82' - Messi tem a bola próximo da área, descaído para o lado direito, vem para o meio e pica a bola por cima da defesa do Porto onde aparece Fàbregas a bater a defesa em linha e a receber com o peito e a rematar de primeira para o golo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
6 - Xavi
7 - David Villa (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
14 - Javier Mascherano
15 - Seydou Keita
17 - Pedro Rodríguez (4 - Cesc Fàbregas)
21 - Adriano (16 - Sergio Busquets)
22 - Abidal

Porto
1 - Helton
6 - Fredy Guarín
8 - João Moutinho
10 - Cristián Rodríguez (17 - Silvestre Varela)
11 - Kléber (7 - Belluschi)
12 - Hulk
13 - Jorge Fucile
14 - Rolando
21 - Sapunaru
23 - Souza (25 - Fernando)
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Cristián Rodríguez (29'), Andrés Iniesta (50'), Rolando (65' e 85') e Fredy Guarín (82').

Cartões Vermelhos: Rolando (85') e Fredy Guarín (89').

Assistência: 18048 (Louis II)

Clima: Céu nublado (27ºC)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Supercopa - Real Madrid x Barcelona (1ª Mão)

Contexto
Primeiro jogo oficial para ambas as equipas. Esta é uma competição jogada a duas mãos. O Real Madrid fez o seu último jogo de preparação no dia 6 de Agosto, na China, contra o Tianjin Teda, vencendo por 6-0. O Barcelona fez o seu último jogo no dia 9 de Agosto, frente ao Espanyol perdendo por 3-0 na Copa Cataluña.

1ª Parte
O Real Madrid entrou em campo com o seu sistema táctico habitual mas com uma atitude muito pressionante em fase defensiva tentando impedir a 1ª e 2ª fase de construção do Barcelona, obrigando-os a jogar longo para o ataque com Benzema a cortar as linhas de passe entre os centrais e Özil a pressionar o outro central ou médio defensivo, dependendo o jogador que dava linha de passe ao portador da bola. Ofensivamente, optaram principalmente pelo ataque rápido e contra-ataque, utilizando primordialmente os passes longos para ambos os extremos (Ronaldo e Di María) que nestes momentos abriam nas linhas para dar largura máxima ao ataque do Real, tentando depois explorar os espaços interiores do Barcelona após receberem a bola, quer pela entrada de Benzema ou Özil.
O Barcelona utilizou também o mesmo sistema táctico e o mesmo modelo que lhes é característico, no entanto teve várias dificuldades nas primeiras fases de construção devido à acção dos jogadores do Real Madrid, sendo obrigados muitas vezes a jogar longo ou arriscando sair com a bola controlada pelos centrais. Na pressão à linha defensiva, Messi pressionava um dos centrais e geralmente era Iniesta que ia ao outro central mas devido à forma de jogar do Real Madrid, poucas vezes o Barcelona conseguiu ganhar a bola no seu terço ofensivo.

2ª Parte
Ambas as equipas regressaram da mesma forma como saíram na 1ª parte. Continuaram com a mesma assertividade na pressão ao portador da bola em fase defensiva mas com o decorrer da partida, devido ao acumular de fadiga, essa pressão era realizada com menos determinação. Não houve alterações nos sistemas tácticos com as substituições mas no caso do Real Madrid houve uma clara intenção de aumentar o pendor ofensivo após a entrada de Fábio Coentrão e Callejón. Nenhuma das equipas utilizou uma habitual arma comum que é a subida dos laterais no processo ofensivo, devido à qualidade dos extremos adversários e portanto, as oportunidades tinham de ser criadas muitas vezes através das combinações tácticas dos jogadores mais ofensivos no corredor central ou dos lances individuais e foi aí que Coentrão trouxe uma vantagem que não era assegurada por Khedira. As oportunidades foram surgindo mas Víctor Valdés esteve quase sempre bem na baliza do Barcelona. No geral, viu-se um Real Madrid com várias oportunidades e um Barcelona com uma eficácia fantástica.

Jogadores-Chave
Em ambas as equipas todo o colectivo foi fundamental devido à pressão à equipa adversária que tinha de ser feita colectivamente para não se resumir a rasgos individuais que seriam facilmente anulados com simples combinações tácticas. Esta atitude defensiva de ambas as equipas fez com que não houvesse ninguém que se destacasse demasiado em relação aos outros jogadores. Estatisticamente podemos falar de Messi que esteve nos dois golos do Barcelona (assistência e golo respectivamente).

Substituições
53' - Entra Fábio Coentrão para o lugar de Di María. Troca directa.
57' - Entra Xavi para o lugar de Thiago Alcântara. Troca directa.
57' - Entra Callejón para o lugar de Khedira. Callejón vai jogar para extremo direito e Fábio Coentrão passa para médio defensivo jogando (descaído para o lado esquerdo) ao lado de Xabi Alonso.
60' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Éric Abidal passa para lateral esquerdo com Piqué a ocupar o centro da defesa. A última substituição do Real Madrid mostrou uma tendência mais ofensiva e Guardiola poderá ter pretendido dar mais consistência defensiva no corredor lateral esquerdo onde atacava um adversário directo acabado de entrar.
72' - Entra Pedro para o lugar de David Villa. Troca directa.
80' - Entra Higuaín para o lugar de Benzema. Troca directa.

Golos
12' - Di María lança Benzema no corredor lateral direito, onde já perto da área entra para o meio e joga em Özil que isolado faz o golo.
35' - Messi passa desde o corredor central para o esquerdo onde David Villa recebe, entra para o meio driblando Sérgio Ramos e rematando de imediato cruzado e alto ao 2º poste não dando hipóteses a Casillas.
45' - Messi pressiona os centrais junto à área ganhando a bola, isolando-se e finalizando frente a Casillas.
53' - Canto do lado esquerdo marcado por Özil ao 1º poste onde Pepe controla a bola e joga atrasado para Xabi Alonso que remata de primeira cruzado ao 2º poste fazendo o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
2 - Ricardo Carvalho
3 - Pepe
4 - Sérgio Ramos
6 - Khedira (21 - Callejón)
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Benzema (20 - Higuaín)
10 - Mesut Özil
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
22 - Di María (15 - Fábio Coentrão)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
7 - David Villa (17 - Pedro)
8 - Andrés Iniesta
9 - Alexis Sanchéz
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara (6 - Xavi)
14 - Mascherano
15 - Seydou Keita
21 - Adriano (3 - Gerard Piqué)
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Khedira (31'), Alexis Sanchéz (55'), Xabi Alonso (77'), Fábio Coentrão (90') e Daniel Alves (92').

Assistência: 80000 (Santiago Barnabéu)

Clima: Céu limpo (30ºC)

sábado, 28 de maio de 2011

Champions League - Barcelona x Manchester United (Final)

Contexto
Vão estar na final 2 equipas que venceram os respectivos campeonatos. O Barcelona, pela espectacularidade do seu futebol, é considerado o favorito à vitória. Jogaram o último jogo no dia 21 de Maio, com o Málaga, fora, onde ganharam 3-1. O Manchester United fez o seu último jogo oficial no dia 22 de Maio, em casa, frente ao Blackpool vencendo por 4-2

1ª Parte
O Barcelona entrou igual a si próprio. Procurou muito a posse da bola e pressionou sempre o portador da bola adversário durante o processo defensivo. Não houve grandes surpresas no 11 inicial (excepto a ausência de Puyol). David Villa que actualmente joga do lado esquerdo do ataque, apareceu hoje no lado direito trocando com Pedro.
O Manchester United entrou muito pressionante nos primeiros minutos, causando várias perdas de bola dos jogadores do Barcelona mas depois dos 10' ou 15' começou a ficar patente as dificuldades em pressionar os jogadores do Barcelona, muito devido à constante inferioridade numérica dos jogadores do Manchester United no meio-campo, sendo que Giggs não tinha capacidade física para pressionar a bola que estava em constante movimento a toda a largura do campo e Carrick estava a pressionar sozinho, contanto por vezes com o auxílio de Park que vinha do seu corredor para fechar o corredor central e Rooney que se viu igualmente obrigado a abandonar a sua zona para pressionar o pivôt defensivo. O Barcelona tinha nessa zona Busquets, Xavi, Iniesta e Messi que estavam em constante movimentação. Em termos ofensivos, o Manchester United optou claramente pelo jogo directo para tentar aproveitar a velocidade de Chicharito de forma bater a linha defensiva do Barcelona que está, por defeito, bastante adiantada.

2ª Parte
No início da 2ª parte tudo permaneceu igual mas passados alguns minutos, viu-se Giggs a passar para o lado esquerdo trocando com Park. Eram notórias as dificuldades que o Manchester United sentia no corredor central e era preciso mais espírito de sacrifício para tentar reduzir o espaço disponível para os médios do Barcelona. Apesar da excelente capacidade técnica e inteligência de Ryan Giggs, ficou a clara ideia de que este não estava a conseguir lidar com o jogo a nível defensivo e parece que Alex Fergunson quis manter-se leal ao Giggs, mantendo-o em campo quando estava Anderson no banco. Nada mudou em termos de tendências de jogo com as substituições,  excepto o facto de que o Barcelona tinha cada vez mais espaço para jogar devido ao cansaço dos jogadores do Manchester United e o vencedor estava praticamente definido ainda antes do 3º golo dos catalães.

Jogadores-Chave
No Barcelona, o inevitável Messi voltou a destacar-se no meio de toda a genialidade da equipa. Ele conseguiu desequilibrar a equipa do Manchester United cada vez que teve a bola nos pés.
No Manchester United, Vidic fez uma exibição segura, com intervenções muito importantes. Rooney e Park também foram incansáveis na luta contra a superioridade numérica do Barcelona em todos os sectores.

Substituições
68' - Entra Nani para o lugar de Fábio. Valencia passa a jogar a lateral direito e Nani fica a médio ala direito. O Manchester United ganha assim mais criatividade naquele corredor.
75' - Entra Paul Scholes para o lugar de Michael Carrick. Troca directa, provavelmente para refrescar o meio-campo.
85' - Entra Keita para o lugar de David Villa. Andrés Iniesta passa para o lugar de David Villa e Keita passa a jogar no meio-campo.
87' - Entra Carles Puyol para o lugar de Daniel Alves. Troca directa, entrando um jogador com características mais defensivas. Pode também ter sido uma substituição para homenagear o capitão do Barcelona, Puyol, numa altura que o jogo estava praticamente decidido.
90'+1' - Entra Afellay para o lugar de Pedro. Troca directa.

Golos
26' - No meio campo, Iniesta faz um passe curto em profundidade para Xavi que conduz a bola na direcção da baliza e antes de chegar à entrada da área, abre na direita para Pedro que remata para fazer o golo.
33' - Fábio recupera a bola depois de um lançamento de Abidal. Joga curto para Rooney que faz uma combinação directa com Carrick tirando um adversário do caminho, conduz a bola na direcção da baliza e antes de chegar à área faz nova combinação directa com Giggs e depois Rooney remata cruzado para a baliza não dando hipóteses a Valdés.
53' - Xavi e Iniesta trocam a bola à entrada da área do Manchester United, este último faz um passe lateral para Messi que está descaído para o lado direito. Messi puxa a bola para o meio e remata de fora da área para fazer o golo.
68' - No lado direito do ataque do Barcelona, Messi dribla Nani e entra na grande área, tenta jogar atrasado e após alguns ressaltos de bola e a ineficácia da defesa do Manchester United para tirar a mesma da zona de perigo, é David Villa que acaba por recebê-la à entrada da área rematando em arco e não dando hipóteses a van der Sar.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves (5 - Carles Puyol)
14 - Javier Mascherano
3 - Gerard Piqué
22 - Éric Abidal
16 - Sergio Busquets
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta
7 - David Villa (15 - Keita)
17 - Pedro (20 - Afellay)
10 - Lionel Messi

Manchester United
1 - Edwin van der Sar
20 - Fábio (17 - Nani)
5 - Rio Ferdinand
15 - Nemanja Vidic
3 - Patrice Evra
25 - Luís Valencia
16 - Michael Carrick (18 - Paul Scholes)
11 - Ryan Giggs
13 - Park Ji-Sung
10 - Wayne Rooney
14 - Chicharito

Cartões Amarelos: Daniel Alves (59'), Michael Carrick (60'), Luís Valencia (79'), Víctor Valdés (84')

Assistência: 87695

Clima: Céu limpo (15ºC)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Champions League - Real Madrid x Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Contexto
Este vai ser o 4º jogo entre as duas equipas na época 2010/2011. O Real Madrid não pode contar com Khedira (lesionado) e Ricardo Carvalho (suspenso), sendo que este último assume um papel muito influente na defesa do Real. O Barcelona tem todos os laterais esquerdos indisponíveis (Maxwell, Adriano e Abidal), tal como Andrés Iniesta que tem um papel fundamental no meio-campo. Apesar das lesões, ambas as equipas se apresentam em boas condições porque tanto José Mourinho como Pep Guardiola optaram por poupar esforços no jogo anterior para a Liga BBVA (e ambos venceram).

Ambas as equipas entraram em campo com uma postura mais defensiva. O Real Madrid não apresentou muitas surpresas perante aquilo que foram os últimos jogos frente ao Barcelona. Os laterais não subiram (ou não subiram tanto, no caso de Marcelo) não dando espaços nas suas costas para serem explorados por David Villa e Pedro. Tanto Özil numa fase inicial, Ronaldo depois, não defenderam tão colados à linha, aproveitando o facto de Puyol não estar a subir muito no terreno para pressionar os médios que caíam naquela zona ou tentar impedir as subidas de Piqué. Os médios centro tiveram um papel importatíssimo a fechar o corredor central, onde habitualmente o Barcelona causa mais perigo. Tanto Xabi Alonso como Pepe ocuparam frequentemente a posição mais recuada do meio-campo mas as suas posições adaptavam-se ao posicionamento dos jogadores do Barcelona, onde a principal preocupação era não dar espaço para que estes se virassem para a baliza de Casillas. O jogador mais pressionado foi claramente Xavi, jogador este que esteve sempre debaixo de olho dos médios do Real Madrid que tinham como preocupação desencorajar os adversários a passar-lhe a bola.

O Barcelona, com Puyol do lado esquerdo, já se esperava que não atacasse tanto por esse corredor mas a posição de Daniel Alves surpreendeu. Apesar de jogar a lateral direito como costume, habitualmente acaba por jogar mais como médio ala devido ao ataque posicional do Barcelona mas hoje actuou verdadeiramente como defesa direito, subindo no terreno muito raramente. Por vezes o Barcelona abdicou da 2ª fase de construção para colocar a bola directamente no ataque através da defesa, quase sempre através de Piqué. O Messi manteve a sua forma de jogar, um ponta de lança que não é ponta de lança, nem extremo, nem médio centro. É aquilo que o jogo precisar. Deslocava-se em função do espaço, procurando sempre receber a bola fosse em que zona fosse. Devido às características de Messi, não é preciso muito espaço para que ele crie desequilíbrios, sendo que é uma arma temível em qualquer parte do campo.

Na 2ª parte, tudo começou da mesma forma apesar da substituição e da troca posicional de Pedro por David Villa. As coisas apenas se alteraram aos 60', depois da expulsão de Pepe. O Real Madrid começou a jogar com apenas 2 jogadores no centro do terreno, Lass Diarra e Xabi Alonso, sendo que este último não é um jogador que esteja habituado a pressionar da forma a que foi obrigado a partir daquele momento, tendo de correr muito mais do que tinha feito até então e apesar de Di María e Cristiano Ronaldo fecharem mais no corredor central, a superioridade numérica dos jogadores do Barcelona foi notória. A partir deste momento, também Daniel Alves começou a subir no terreno como é habitual e o Real Madrid limitou-se a tentar controlar o espaço dentro da medida do possível, tentando minimizar os danos. Depois do primeiro golo do Barcelona, Ronaldo passou para o lado esquerdo, talvez uma forma de aproveitar a subida de Daniel Alves mas o Real Madrid mostrou-se impotente perante o domínio do Barcelona.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Xabi Alonso e Pepe foram dos jogadores mais importantes no processo defensivo, anulando quase por completo a construção de jogo do Barcelona pelo centro do terreno.
No Barcelona, Messi voltou a ser o homem do jogo com 2 golos. Cada vez que recebia a bola criava perigo.

Substituições
Int - Entra Adebayor por Özil. Troca directa, entrando um jogador mais esforçado e fresco, com o objectivo de dar mais trabalho à linha defensiva do Barcelona.
71' - Entra Afellay por Pedro. Troca directa. Entra um jogador muito rápido para refrescar o corredor direito.
90' - Entra Sergi Roberto por David Villa. Troca directa para queimar tempo e dar oportunidade a um jovem de se estrear num jogo grande da Champions League.

Golos
76' - Xavi recupera a bola junto à entrada da grande área adversária, procura espaço sobre pressão, consegue abrir na direita em Afellay que dribla Marcelo e após ganhar a linha de fundo cruza para o meio onde aparece Messi entre os centrais para encostar para a baliza.
87' - Messi recebe um passe curto perto do meio campo, dribla 3 jogadores a caminho da baliza e isolado frente a Casillas coloca a bola no poste mais distante com o pé direito.

Real Madrid
Casillas
Arbeloa
Sérgio Ramos
Albiol
Marcelo
Xabi Alonso
Lass Diarra
Pepe
Özil (Adebayor - Int)
Di María
Cristiano Ronaldo

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Mascherano
Piqué
Carles Puyol
Sergio Busquets
Xavi
Keita
David Villa (Sergi Roberto - 90')
Pedro (Afellay - 71')
Messi

Cartões Amarelos: Arbeloa (39'), Daniel Alves (44'), Sergio Ramos (53'), Mascherano (57'), Adebayor (83').

Cartões Vermelhos: José Manuel Pinto (45+3'), Pepe (60')

Assistência: (Desconhecido)

Clima: Céu limpo (15ºC)

terça-feira, 8 de março de 2011

Champions League - Barcelona x Arsenal (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Relativamente ao Barcelona, a sua forma de jogar manteve-se inalterável em relação aos jogos anteriores. É uma equipa com uma identidade muito marcada e sempre fiel aos seus princípios de jogo. Sempre a jogar pela segurança com Xavi, Iniesta e Mascherano em constantes movimentações para procurar os espaços vazios para receberem a bola e, sempre que possível, a lançarem bolas em profundidade para as costas da defesa, grande parte delas a irem para o corredor lateral direito onde Daniel Alves apareceu muitas vezes sozinho devido ao arrastamento de Clichy para o corredor central por parte de Pedro.

O Arsenal, devido à vantagem à partida na eliminatória (venceu em casa 2-1), fez um jogo mais defensivo que o habitual, com os extremos Nasri e Rosický a fecharem muitas vezes os respectivos corredores laterais de modo a compensarem as subidas dos laterais do Barcelona. No meio fechavam sempre Wilshere, Diaby e Fàbregas sendo que van Persie ficava encarregue de pressionar os defesas adversários. Foi assim que o Arsenal jogou durante grande parte da 1º parte (depois de nos primeiros minutos esboçar uma linha defensiva mais alta).

Durante toda a 1ª parte, o domínio do jogo foi, como esperado, para o Barcelona com o Arsenal a cumprir muito bem a sua função defensiva, anulando grande parte das jogadas ofensivas do Barcelona. Ainda assim, a equipa da casa conseguiu algumas vezes aparecer na zona de finalização, com Almunia (substituiu Szczesny aos 19' que se lesionou num dedo) a fazer um conjunto de defesas muito importantes. Apesar do bom trabalho defensivo do Arsenal, o Barcelona consegue marcar golo aos 45'+3' com um golo fantástico de Messi em mais um passe de ruptura pelo corredor central.

Na 2ª parte, com o Arsenal a precisar de marcar um golo para passar à frente da eliminatória, Fàbregas não desceu tanto como na 1ª parte e aparecia mais frequentemente próximo de van Persie a pressionar a defensiva e meio campo do Barcelona. Aos 52' o Arsenal marca o golo do empate (que lhe dava vantagem na eliminatória) através de canto e volta logo de seguida à estratégia inicial.

Momento do Jogo
Aos 55', van Persie leva o segundo cartão amarelo, o Arsenal passa a jogar sem avançado, dando mais espaço e tempo para construir jogo desde o seu meio-campo. Ainda assim, o Barcelona, mesmo nas transições ofensivas, continuava a não perder o critério no lançamento de bolas em profundidade e continuava a jogar pelo seguro. É aos 68' que Xavi, numa jogada brilhante do Barcelona, consegue igualar a eliminatória que, devido à expulsão de van Persie, estava completamente desequilibrada para o lado do Barcelona. O Arsenal não podia limitar-se a defender durante o resto do jogo pois na melhor das hipóteses conseguia ir a prolongamento jogando com menos um jogador, contra a equipa que melhor cria espaços em todo o mundo. Era Fàbregas que ocupava mais o espaço adiantado do Arsenal mas sempre tendo mais responsabilidades defensivas que ofensivas. 2' depois do golo de Xavi, penalti a favor do Barcelona convertido facilmente por Messi. O jogo manteve-se igual, agora com a certeza que não haveria prolongamento mas o Arsenal mantinha a esperança pelo que apenas um golo dava-lhes acesso à próxima eliminatória.

Era de esperar que o Barcelona começasse a preocupar-se mais a nível defensivo mas manteve a sua forma de jogar, sendo que a opção mais defensiva que Guardiola escolheu foi colocar Afellay por Villa, um jogador com uma tendência mais defensiva que no processo defensivo fechava melhor o corredor para ajudar Adriano (mais tarde Maxwell) a anular Arshavin.

Jogadores-Chave
No Barcelona, é difícil escolher o jogador mais influente porque todos eles têm as suas missões bem definidas e cada movimentação de qualquer jogador tem um propósito. No entanto, a genialidade de Messi (já um cliché no futebol moderno) acaba por se destacar pela imprevisibilidade de acções, criando perigo quando menos se espera. Uma equipa pode criar estratégias para anular as acções padrão do adversário mas não há estratégia que pare Lionel Messi. Também Iniesta teve muita influência na partida, a fazer uma assistência e a fazer um trabalho fantástico para o golo de Xavi.
No Arsenal, Nasri e Wilshere fizeram um grande jogo, o primeiro criando muito perigo nas transições ofensivas e o último tendo um papel muito importante na recuperação de bolas no meio campo. Almunia fez uma exibição muito boa e anulou várias oportunidades flagrantes do Barcelona.

Substituições
A primeira substituição do jogo foi forçada por uma lesão de Szczesny (entrada do guarda-redes Almunia).
A entrada de Arshavin aos 73' pelo Rosický veio procurar uma dinâmica mais ofensiva, explorando o talento do russo para criar situações de perigo no ataque.
Bendtner entrou aos 78' para o lugar do capitão Fàbregas, com Wenger a definir assim a sua decisão de colocar um homem com características mais ofensivas no meio, passando a jogar em 1-4-4-1 (em detrimento do anterior 1-4-5-0 com Fàbregas a jogar como falso avançado).
Afellay entrou aos 82' para o lugar de Villa, com Guardiola a aproveitar a sua tendência 'não tão ofensiva' como Villa para segurar mais o corredor esquerdo onde Arshavin era um jogador capaz de criar perigo a qualquer altura.
Aos 88' Keita entrou para o lugar de Mascherano, sendo um jogador mais possante a nível físico, dando mais segurança ao meio campo defensivo após a entrada de Bendtner.
Maxwell entrou aos 90' para o lugar de Adriano, refrescando o corredor onde o Arsenal poderia criar mais perigo.

Golos
45'+3' - A fechar a primeira parte, Iniesta ganha uma bola perto da área adversária, com um excelente trabalho tira 2 jogadores do caminho fazendo um passe de ruptura onde aparece Messi que com um toque brilhante levanta a bola sobre Almunia para depois, sem deixar cair a bola, rematar para a baliza.
52' - Canto para o Arsenal, marcado por Nasri para a entrada da pequena área, com Busquets a cabecear para a própria baliza.
68' - Iniesta consegue passar por 2 jogadores em direcção à entrada da área, passa para Villa que de primeira isola Xavi que na cara de Almunia não tem problemas em marcar o segundo golo do Barcelona.
70' - Pedro ganha o penalti, Messi na marcação coloca no lado esquerdo do guarda-redes Almunia que fica no meio da baliza.

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Sergio Busquets
Éric Abidal
Adriano (Maxwell - 90')
Javier Mascherano (Seydou Keita - 88')
Xavi Hernández
Andrés Iniesta
Pedro Rodríguez
Lionel Messi
David Villa (Ibrahim Afellay - 82')

Arsenal
Wojciech Szczesny (Manuel Almunia - 19')
Bacary Sagna
Johan Djourou
Laurent Kozcielny
Gaël Clichy
Abou Diaby
Jack Wilshere
Cesc Fàbregas (Nicklas Bendtner - 78')
Tomás Rosický (Andrey Arshavin - 73')
Samir Nasri
Robin van Persie

Cartões Amarelos: Laurent Kozcielny (16'), Bacary Sagna (29'), Jack Wilshere (37'), Robin van Persie (45'+1') e (56').

Cartões Vermelhos: Robin van Persie (56')

Assistência: 96000

Condições Climatéricas: Céu limpo, 12ºC