Mostrar mensagens com a etiqueta Cesare Prandelli. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cesare Prandelli. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Inglaterra 1 x 2 Itália (Grupo D)


Marcha no Marcador
37' - 0x1 (Claudio Marchisio)
37' - 1x1 (Daniel Sturridge)
50' - 1x2 (Mario Balotelli)

1ª Parte
Estas duas equipas apresentam um paradigma do que convencionalmente se pensa delas. A Inglaterra com jogadores muito talentosos no último terço, sendo claramente refém da sua criatividade para criar situações de finalização e uma Itália a sair poucas vezes no contra-ataque, preferindo jogar apoiado com um ritmo lento, a toda a largura, com dois playmakers (Pirlo e Verratti) a procurar espaços para fazer o último passe para a frente de ataque ou o penúltimo passe para as alas. Na Itália, estes dois jogadores eram claramente os jogadores-chave, com todo o jogo a passar pelo corredor central. Seria de esperar uma maior atenção dos ingleses para o meio campo de Itália, sabendo-se de antemão que quando se condiciona o jogo do Pirlo, está a condicionar-se o jogo de toda a equipa, no entanto tiveram sempre muito espaço para decidir e para ditar o ritmo do jogo. Balotelli acabou por jogar um pouco desamparado, tendo intervido no jogo poucas vezes. A Inglaterra jogou com uma estrutura pouco móvel, com Gerrard e Henderson a jogarem muito fixos e a servirem-se da velocidade dos atacantes para sair no contra-ataque (foi assim que marcaram o golo do empate) ou na sua capacidade técnica e criativa para criar perigo através de ataque posicional. O primeiro golo do jogo nasceu de um pontapé de canto.

2ª Parte
A única troca ao intervalo foi a de corredor dos extremos de Inglaterra (Rooney com Welbeck). Não foram precisos mais de 5 minutos para Balotelli finalizar um grande cruzamento de Candreva e colocar novamente a Itália na frente do marcador. A equipa de Prandelli continuava a ter o controlo do jogo, ainda assim é ele o primeiro a mexer na equipa colocando Motta por Verratti, numa substituição mais defensiva. As substituições de Hodgson acabaram por tornar a equipa mais perigosa, principalmente a entrada de Barkley que tornou o ataque muito mais objectivo. A jogar na posição dez, Barkley foi um jogador mais incisivo e pragmático que Sterling que apesar de muito virtuoso perde um pouco na tomada de decisão. As entradas de Wilshere e, mais tarde, de Lallana tiveram sempre o intuito de aumentar os índices de criatividade mas o resultado acabou por não se alterar. Prandelli mais não fez que gerir a equipa num jogo que apesar das oportunidades criadas pela Inglaterra, nunca pareceu fora de controlo.

Substituições
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Marco Verratti. Troca direta.
61' - Entra Ross Barkley para o lugar de Danny Welbeck. Barkley fica na posição dez e Sterling passa para extremo esquerdo.
73' - Entra Ciro Immobile para o lugar de Mario Balotelli. Troca direta.
73' - Entra Jack Wilshere para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
79' - Entra Marco Parolo para o lugar de Antonio Candreva. Parolo fica a extremo esquerdo e Marchisio passa para o lado direito.
80' - Entra Adam Lallana para o lugar de Daniel Sturridge. Lallana fica a médio esquerdo, Sterling a médio direito e Rooney passa para ponta de lança.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartão Amarelo: Raheem Sterling (92').

Assistência: 39.800 (Arena Amazônia)

Clima: Céu limpo (29ºC)

domingo, 1 de julho de 2012

Euro 2012 - Espanha x Itália (Final)


1ª Parte
A Espanha jogou em ataque posicional, insistindo sempre o seu jogo ofensivo pelo corredor central com as alas a ficarem entregues aos defesas laterais. Ambos os extremos procuram os espaços interiores, com este movimento a ser mais visível em Silva que Iniesta. É através da condução de bola destes nos respectivos movimentos que são criados grandes partes dos desequilíbrios. Defensivamente mostraram uma pressão ao portador da bola muito assertiva no próprio meio campo mas quando era a linha defensiva adversária que tinha a bola, apenas Fàbregas (e por vezes também Xavi) pressionavam, sempre com o objectivo de o portador da bola não conseguir rodar o flanco ou jogar para o médio concretizando a segunda fase de construção e  jogo curto. Notou-se também uma grande precupação em os médios centro adversários não terem tempo nem espaço para decidir as suas acções, principalmente Pirlo que teve muito pouco espaço, mesmo vindo para zonas mais recuadas. O seu bloco defensivo alto ajudou a fechar os espaços aos médios adversários.
A Itália defendeu com o bloco alto, tentando sempre dificultar a primeira e segunda fase de construção do adversário. Começaram com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário e houve sempre preocupação em não dar espaço com bola aos jogadores com bola, ainda assim mostraram muitas dificuldades em lidar com as constantes movimentações dos médios adversários, principalmente a linha defensiva. O método de jogo ofensivo predominante era o contra-ataque, com jogo directo para um dos avançados, tendo sido Cassano o mais solicitado. As acções ofensivas, mesmo aquelas mais próximas de ataques posicionais, tinham um envolvimento reduzido dos jogadores do meio campo e dependiam quase sempre das acções individuais dos dois pontas de lança.

2ª Parte
Ao intervalo, a Itália trocou um dos pontas de lança, entrando Di Natale que é um jogador mais incisivo nas suas movimentações, jogando mais próximo da baliza e sendo um especialista nas acções de desmarcação. A perder por dois golos, a Itália tinha de ir atrás do prejuízo e de arriscar mais. Notou-se inclusive que uma das apostas para chegar ao golo eram os esquemas tácticos e viram-se várias vezes jogadores italianos a tentarem ganhar faltas no meio campo ofensivo. Esta era uma aposta natural, uma vez que era mais fácil chegar à baliza em lances de bola parada que em jogo corrido uma vez que a Espanha é uma equipa que bloqueia muito bem as acções ofensivas dos adversários no seu meio campo defensivo. A terceira substituição de Itália foi a entrada de Motta por Montolivo, um jogador com características mais defensivas que entrou para a posição dez. A Espanha geriu as substituições em função do que vinha fazendo ao longo do Europeu e também daquilo que era esperado o adversário. Motta lesionou-se aos 62' e a Itália fica a jogar com menos um jogador e sem terem capacidade de pressionar a Espanha em zonas avançadas, descem as suas linhas e apostam ainda mais no contra-ataque. Pedro já estava em campo, sendo um jogador que garante mais verticalidade de jogo que Silva e é uma boa solução para surpreender as linhas defensivas adversárias com bolas nas costas mas com a descida da equipa italiana no terreno, deixou de ter tanto espaço. Mais tarde entra Torres, outra solução mais ofensiva que conseguiu aproveitar o desespero de Itália para tentar algo do jogo e acabou com um golo e uma assistência para o golo de Mata (a última substituição).

Jogadores-Chave
Na Espanha houve várias boas exibições mas o destaque irá para Xavi que sempre que teve espaço fez estragos, acabou com duas assistências.
Na Itália, ninguém esteve particularmente bem, muito por culpa da boa organização estratégica da Espanha.

Golos
14' - Iniesta faz um passe de ruptura para Fàbregas do lado direito, com este a ganhar espaço a Chiellini em velocidade e ao chegar à linha de fundo cruza para o centro da área com Silva a atacar a bola e a cabecear ao segundo poste fazendo o golo.
41' - Jordi Alba passa para Xavi e arranca em velocidade, Xavi conduz a bola e faz um passe de ruptura para Alba que se isola nas costas da defesa e na frente de Buffon faz o golo com facilidade.
84' - Xavi recupera uma bola e lança logo Torres que se isola e coloca calmamente a bola rasteira ao segundo poste, fazendo o golo.
88' - Xabi Alonso lança Torres em profundidade, este fixa o guarda-redes do lado esquerdo e passa para o meio onde está Mata que remata para o golo.

Substituições
21' - Entra Federico Balzaretti para o lugar de Giorgio Chiellini. Troca directa com Chiellini a sair lesionado.
Int - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Antonio Cassano. Balotelli fica agora descaído para o lado esquerdo e Di Natale para o lado direito.
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
59' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Troca directa.
75' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
87' - Entra Juan Mata para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (25') e Andrea Barzagli (45').

Assistência: 63170 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Itália (Meia-Final)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, com o habitual envolvimento ofensivo de um dos médios defensivos (normalmente Khedira). Apesar de Kroos ser supostamente o extremo direito, poucas vezes apareceu junto à linha lateral para receber a bola, pelo que procurava bastante as zonas mais interiores, tendo sido várias as vezes em que é Özil que vai dar solução ao corredor lateral. Isto fez com que Boateng subisse mais no terreno do que aquilo que é habitual, tendo feito alguns cruzamentos para a área em zonas mais adiantadas. Khedira também apareceu várias vezes no lado direito do ataque. Defensivamente, viu-se alguma preocupação em retirar tempo e espaço a Pirlo (principal organizador de jogo de Itália). O facto de Kroos defender também muito dentro, fez com que Chiellini subisse bastante no terreno, mesmo sendo um jogador claramente mais defensivo que ofensivo, tendo inclusive estado na construção do primeiro golo do jogo. 
A Itália atacou predominantemente pelo corredor central, jogando um futebol apoiado mas não abdicando de alguns lançamentos longos directamente para os jogadores mais adiantados, com Cassano e Balotelli a darem soluções fora das suas posições, quer nos corredores, quer em zonas mais recuadas para servir de apoio à entrada dos médios em zona mais adiantada. O lateral esquerdo é central de raiz e o lateral direito é lateral esquerdo de raiz (apesar de também fazerem de forma competente as posições em que jogaram hoje) pelo que a equipa não aproveitou muito a largura dada pelos laterais da forma como poderia ter feito com jogadores mais habituados a essas missões tácticas. Chiellini subiu no corredor para servir como apoio, não dando garantias à sua equipa na condução da bola, e Balzarett, melhor ofensivamente, acabava por não criar perigo no cruzamento pois tinha de puxar sempre a bola para o seu pé esquerdo, perdendo tempo de acção. Sem bola, jogaram com os sectores defensivo e médio muito coesos, no entanto os avançados pouco defendiam, guardando-se para as transições ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Alemanha retira Gómez e Podolski, dois jogadores com muito pouca influência no jogo, para colocar Klose e Reus. Não mudou muito o sistema de jogo, melhorando apenas a eficiência do jogo ofensivo no corredor lateral direito mas o esquerdo manteve-se inconsequente, com grande parte das acções ofensivas a serem levadas a cabo pelo lateral Lahm. As substituições da parte de Itália não foram surpresa, com os dois avançados substituídos (algo habitual ao longo do torneio) e Motta a entrar por Motolivo, garantido mais poder defensivo no meio campo. Aos 71' a Alemanha tira um defesa para acrescentar um avançado e começa a jogar de uma forma menos organizada, até porque seria a primeira derrota em mais de 15 jogos oficiais e era natural que não estivessem devidamente preparados para jogar daquela forma. A tendência do jogo não se alterou significativamente e a Alemanha só conseguiu reduzir, já nos descontos, graças a um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, Khedira esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo, aparecendo sempre em zonas desprotegidas pelo adversário.
Na Itália, o destaque vai para Balotelli que foi muito inteligente a aparecer nos espaços e decidiu o jogo com dois golos marcados.

Golos
20' - Chiellini do lado esquerdo passa para Cassano que está no limite da área, este livra-se de dois adversários e cruza para a pequena área onde aparece Balotelli a cabecear para o golo.
36' - Num contra-ataque, Montolivo faz um passe longo para as costas da defesa para a desmarcação de Balotelli que na frente de Neuer remata forte para o golo. 
92' - Özil marca o penalti para o lado direito com Buffon a não chegar à bola. 

Substituições
Int - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
Int - Entra Marco Reus para o lugar de Lukas Podolski. Reus fica a jogar a extremo direito e Kroos passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
63' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
70' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa com Di Natale a jogar descaído para a esquerda e Diamanti para a direita. 
71' - Entra Thomas Müller para o lugar de Jérôme Boateng. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Müller a jogar a extremo direito e Reus a jogar mais na zona central, juntamente com Klose.

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
10 – Lukas Podolski (21 – Marco Reus)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
18 – Toni Kroos
20 – Jérôme Boateng (13 – Thomas Müller)
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Itália
1 – Gianluigi Buffon
3 – Giorgio Chiellini
6 – Federico Balzaretti
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi
18 – Riccardo Montolivo (5 – Thiago Motta)
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (60'), Daniele De Rossi (84'),  Thiago Motta (88') e Mats Hummels (93').

Assistência: 55540 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (19ºC)

domingo, 24 de junho de 2012

Euro 2012 - Inglaterra x Itália (Quartos-de-Final)

1ª Parte
Tal como em jogos anteriores, a Inglaterra deu preferência a uma estrutura sólida em fase defensiva, com as duas linhas de quatro jogadores a descerem rapidamente para o meio campo defensivo, apesar de nos momentos de transição defensiva, em zonas mais avançadas, mostraram por vezes uma postura mais assertiva mas foram pouco eficientes nestes momentos. Com bola, tiveram muitas dificuldades em entrar pelo corredor central, dado o posicionamento dos jogadores adversários. Optavam regularmente por levar as bolas para os corredores laterais, tentando aí os cruzamentos para a área, até porque eram as zonas do campo menos povoadas pelo adversário.
Pelo segundo jogo consecutivo, a Itália utiliza o 1-4-4-2 em losango, assegurando uma forte presença defensiva no corredor central, com Rossi a ser o interior que mais descia, juntando-se muitas vezes a Pirlo nas acções defensivas. Com bola, viram-se os jogadores mais recuados a tentarem vários bolas directas para os dois pontas de lança, apesar de não terem tido muito sucesso a fazê-lo. Devido ao maior povoamento da zona central do campo, aliando-se à pouca assertividade do adversário em fase defensiva, a Itália teve alguma facilidade na manutenção da posse da bola. A mobilidade de Montolivo e foi muito importante neste aspecto, saindo muitas vezes da sua posição para dar linhas de passe. O jogo lateral era assegurado quase sempre pelos dois laterais que subiam frequentemente pelos corredores laterais e pelos pontas de lança, em zonas mais avançadas, que apareciam muitas vezes nos corredores laterais para receber a bola. Os jogadores mais importantes na construção de jogadas ofensivas eram Pirlo e De Rossi que eram sempre os alvos da segunda fase de construção.

2ª Parte
Nada mudou ao intervalo e a Itália ia mantendo o domínio do jogo. A Inglaterra continuava a ignorar a acção ofensiva de Pirlo que gozou sempre de muito espaço para decidir, quando era por ele que passavam todas as jogadas de ataque. A pouca assertividade defensiva da Inglaterra fez com que a Itália raramente se sentisse em apuros. Apesar de nenhuma das equipas ter alterado o seu sistema táctico ao longo do jogo, ambas fizeram substituições ofensivas. A Inglaterra colocou Carroll e Walcott, dando mais objectividade ofensiva no corredor lateral direito e ganhando uma opção viável para jogar como jogador alvo no ataque. A Itália fez uma troca directa no ataque com a entrada de Diamanti e colocou Nocerino por De Rossi, para jogar na mesma posição sendo Nocerino um jogador que gosta de chegar a zonas mais ofensivas com mais frequência que De Rossi. Já perto do fim, entra Maggio por Abate, um lateral mais ofensivo que está habituado a jogar em sistemas tácticos com 3 centrais. A Inglaterra criou um par de boas oportunidades mas a Itália esteve sempre mais perto de chegar à vantagem.

Prolongamento 
A Itália com Nocerino em campo, passa a jogar numa espécie de 1-4-4-2 clássico com Montolivo a descer muitas vezes para o lado de Pirlo e Nocerino a jogar bem aberto na esquerda. Arriscavam cada vez menos, sendo que em processo defensivo desciam bastante as suas linhas assegurando uma estrutura sólida no seu meio campo defensivo. Ainda assim estiveram durante a maior parte do tempo com a bola em sua posse e foram claramente a equipa que mais procurou o golo, com a Inglaterra a mostrar-se contente em chegar ao fim do prolongamento em igualdade.

Penaltis
1 - Balotelli remata para o lado esquerdo com Joe Hart a não chegar à bola.
1 - Gerrard remata para o lado esquerdo com Buffon a não chegar à bola.
2 - Montolivo remata para o lado esquerdo com a bola a passar ao lado do poste.
2 - Rooney remata para o lado esquerdo com Buffon a cair para o lado contrário.
3 - Pirlo remata picado para o meio com Joe Hart a cair para o lado esquerdo.
3 - Young remata à trave com Buffon a cair para o lado direito.
4 - Nocerino remata para o lado esquerdo com Joe Hart a cair para o lado contrário.
4 - Ashley Cole remata para o lado direito com Buffon a defender a bola.
5 - Diamanti remata para o meio com Joe Hart a cair para o lado direito.

Jogadores-Chave
Na Inglaterra, não houve grandes destaques, com os centrais a fazerem uma exibição muito segura.
Na Itália, Pirlo foi o jogador mais influente nas acções ofensivas com todo o jogo a passar por ele.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Andy Carroll para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa.
61' - Entra Theo Walcott para o lugar de James Milner. Troca directa.
78' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
80' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Daniele De Rossi. Troca directa.
90'+1 - Entra Christian Maggio para o lugar de Ignazio Abate. Troca directa.
94' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Scott Parker. Henderson passa a jogar do lado direito do centro do meio campo e Gerrard passa para o lado esquerdo.

Inglaterra
1 – Joe Hart
2 – Glen Johnson
3 – Ashley Cole
4 – Steven Gerrard
6 – John Terry
10 – Wayne Rooney
11 – Ashley Young
15 – Joleon Lescott
16 – James Milner (7 – Theo Walcott)
17 – Scott Parker (8 – Jordan Henderson)
22 – Danny Welbeck (9 – Andy Carroll)
Treinador: Roy Hodgson

Itália
1 – Gianluigi Buffon
6 – Federico Balzaretti
7 – Ignazio Abate (2 – Christian Maggio)
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi (23 – Antonio Nocerino)
18 – Riccardo Montolivo
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Andrea Barzagli (82') e Christian Maggio (94').

Assistência: 64340 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Espanha x Itália (1ª Jornada)

1ª Parte
Defensivamente, a Espanha mostrou uma pressão forte, subindo sempre no terreno para obrigar o adversário a bater a bola para a frente. Na pressão à linha defensiva, eram os médios interiores que ajudavam o ponta de lança a fechar o espaço aos três centrais pois os extremos viam-se obrigados a descer no terreno para cobrir o espaço aos alas de Itália. Ofensivamente tiveram muitas dificuldades em atacar pelo corredor central devido à grande aglomeração de jogadores da Itália pelo que quase todos os desequilíbrios que aí aconteciam tinham origem em lances individuais. A forma mais fácil de conseguirem chegar ao último terço ofensivo era através dos corredores laterais apesar de não interessar à Espanha ganhar a linha de fundo devido à diferença de estatura entre seus avançados (que não são sequer avançados de origem) e os três centrais adversários.
A Itália variou a altura do seu bloco nas acções defensivas, sendo que umas vezes subia o bloco para pressionar a Espanha no meio campo adversário e noutras ocasiões esperou pelos adversários no seu meio campo defensivo. Com o seu sistema táctico, os médios alas desciam no processo defensivo, permitindo aos centrais concentrarem-se no corredor central que, juntamente com os três médios centro, criavam uma barreira muito difícil de transpor pela Espanha através de combinações e eliminou todas as tentativas de passes de ruptura. Os avançados tiveram muitas vezes de defender o seu corredor lateral para incomodar a acção da Espanha no corredor lateral, visto que os alas desciam muito no acompanhamento aos extremos. Nas transições defensivas pressionavam os adversários com alguma assertividade, tentando também cortar as linhas de passe, jogando em antecipação, do portador da bola. A primeira opção de ataque da Itália era o contra-ataque, tentando sempre servir um dos avançados que aparecia num dos corredores laterais, aproveitando a subida dos laterais adversários. Apesar de o terem feito algumas vezes, não tiveram muitas oportunidades para construir desde o seu sector defensivo devido à pressão da equipa adversária.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram em jogo com a mesma forma de jogar. O primeiro treinador a fazer alterações foi o italiano, colocando Di Natale por Balotelli que já tinha um cartão amarelo e tinha-se mostrado muito pouco eficiente no ataque. Foi mesmo Di Natale que fez o primeiro golo minutos depois de entrar em campo, depois de um excelente trabalho de Pirlo. Apesar da Espanha ter empatado 3 minutos depois, o golo de Itália originou uma alteração em cada equipa, com Prandelli a colocar Giovinco, tentando explorar uma maior velocidade no ataque, presumindo que a Espanha ia abrir mais espaços para tentar a vitória e Del Bosque coloca Jesús Navas que entrou para a posição de Silva mas pelas suas características ia ter uma acção muito diferente, pelo que Navas é um extremo puro e iria invariavelmente dar mais largura ao ataque e ia procurar mais vezes a linhas de fundo. Mas a substituição mais marcante e que alterou mais o jogo aconteceu 10' mais tarde com a entrada de Torres. Apesar de ter sido uma troca directa com Fàbregas, Torres é um ponta de lança de raiz e mostrou-se claramente como um jogador mais objectivo em acções ofensivas, procurando sempre o caminho mais curto para a baliza, usando sempre processos mais simples para conseguir situações de finalização. Por esta altura, a Espanha estava a ser a equipa mais perigosa e apenas por infelicidade não conseguiu o golo da vitória.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Iniesta fez um grande jogo, conseguindo sempre vários desequilíbrios com bola, apesar de todas as dificuldades criadas pela Itália. Busquets foi mais discreto mas foi (e é quase sempre) fundamental na circulação da bola, criando vários espaços através das suas movimentações sem bola.
Na Itália, Pirlo foi sempre um jogador perigoso e seguro quando tinha a bola. De Rossi mostrou-se muito forte numa posição que não é habitualmente a sua, tanto nas acções defensivas como na distribuição, mostrando uma capacidade de passe muito acima da média.

Golos
61' - Pirlo passa por um adversário no meio campo e faz um passe de ruptura para Di Natale que isolado faz o golo.
64' - David Silva recebe uma bola à entrada da área, faz um passe de ruptura para Fàbregas que na frente de Buffon faz o golo.

Substituições
56' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa.
64' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
64' - Entra Sebastian Giovinco para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa.
74' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
90' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Thiago Motta. Troca directa.

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi
10 – Cesc Fàbregas (9 – Fernando Torres)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Itália
1 – Gianluigi Buffon
2 – Christian Maggio
3 – Giorgio Chiellini
5 – Thiago Motta (23 – Antonio Nocerino)
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (20 – Sebastian Giovinco)
13 – Emanuele Giaccherini
16 – Daniele De Rossi
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (66'), Jordi Alba (68'), Giorgio Chiellini (80'), Álvaro Arbeloa (84'), Fernando Torres (84') e Christian Maggio (89').

Assistência: 38869 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Pouco nublado (18ºC)