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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Champions League - Manchester City x Real Madrid (5ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Manchester City não pressionava em organização defensiva optando por fechar os espaços aos atacantes do Real Madrid, no entanto faziam-no nas transições defensivas com os jogadores mais adiantados a pressionarem rapidamente o portador da bola. Ofensivamente jogaram um misto de ataque posicional com ataque rápido, sendo que as bolas longas eram por vezes a solução à pressão adversária. Aos 25', após um início de jogo muito pobre tanto defensivamente como ofensivamente, Mancini altera o sistema de jogo para o habitual 1-4-2-3-1 com Zabaleta a passar para lateral esquerdo, Kolarov sobe para extremo esquerdo e Silva passa para extremo direito com Agüero a ficar atrás de Dzeko. Isto aconteceu uma vez que faltavam homens no meio campo para condicionar a fase ofensiva do adversário.
O Real Madrid jogou muito pressionante, não dando espaço aos centrais adversários para concretizarem de forma tranquila a 2ª fase de construção. Em organização defensiva, Di María descia muito no corredor para fechar o corredor do Kolarov, uma vez que Arbeloa tinha de fechar muitas vezes no corredor central para ajudar os dois centrais na ameaça dos dois pontas de lança do Manchester City. Atacaram em ataque posicional, jogando sempre apoiado e gozando de muito espaço para trocar a bola enquanto o City jogou com 3 centrais. Conseguiram muito bem sair de zonas de pressão devido à grande entreajuda dos jogadores, aparecendo sempre soluções ao portador da bola. Notou-se a preocupação dos cruzamentos do lado direito (Di María) procurarem sempre o segundo poste (zona de Zabaleta) que era o defesa mais fraco no jogo aéreo, com Bezema a atacar a bola sempre vindo dessa zona (aconteceu assim o primeiro golo).

2ª Parte
De forma a consolidar o seu sistema de 1-4-2-3-1, Mancini coloca Javi García, libertando Nasri para funções mais ofensivas. De certa forma, acabou por ser uma troca acertada uma vez que o City se tornou mais perigoso, com um ataque de grande mobilidade onde nenhum dos extremos o era verdadeiramente (ambos procuram zonas interiores) e o seu médio ofensivo estava constantemente a procurar espaços nos corredores laterais. Tornaram-se assim mais imprevisíveis no processo ofensivo e ao mesmo tempo conseguiram uma maior consistência defensiva com um meio campo muito forte fisicamente e mais posicional. Ronaldo vinha mostrando muita confiança nas suas ações e eram frequentes os desequilíbrios criados por ele à equipa adversária. Com a entrada de Callejón, Ronaldo passa para a posição dez sendo que raramente se fixava nessa posição, basculando sempre para ambos os corredores laterais o que fez com que os dois médios centro do City nunca tivessem ninguém para marcar. Mourinho tentava assim anular a vantagem defensiva nesse sector. Com a expulsão de Arbeloa, O Real Madrid coloca Varane a defesa direito e Ronaldo passa a jogar a ponta de lança. Este resultado servia ao Real Madrid que assegurava o apuramento (apesar de ser em 2º lugar) e aos 90', Mourinho mostra as suas intenções de manter o resultado colocando mais um médio defensivo.

Jogadores-Chave
No Mancheste City, Maicon foi muito consistente nas subidas pelo corredor direito, conseguindo alguns cruzamentos aproveitando a ausência de Silva que ia muitas vezes para o meio.
No Real Madrid, Ronaldo e Di María estiveram muito bem, cada um no seu papel.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Karim Benzema)
73' - 1x1 (Kun Agüero)

Substituições
Int - Entra Javi García para o lugar de Aleksandar Kolarov. Javi García joga ao lado de Touré e Nasri passa para extremo esquerdo.
60' - Entra Carlos Tévez para o lugar de Samir Nasri. Passam a jogar praticamente em 1-4-2-4 com Tévez a ponta de lança juntamente com Dzeko e Agüero a passar para o lado esquerdo.
68' - Entra José Callejón para o lugar de Luka Modric. Callejón fica como extremo esquerdo e Ronaldo vem para a posição dez.
75' - Entra Raphaël Varane para o lugar de Karim Benzema. Varane fica como lateral direito e Ronaldo como ponta de lança.
88' - Entra James Milner para o lugar de Kun Agüero. Troca direta.
90' - Entra Raúl Albiol para o lugar de Ángel Di María. Passam a jogar em 1-4-3-2 com Albio no meio campo entre Alonso e Khedira, Ronaldo na frente com Callejón.


Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)

Cartões Amarelos: Yaya Touré (29'), Álvaro Arbeloa (32' e 73'), Maicon (40'), Xabi Alonso (48'), Samir Nasri (53'), Pablo Zabaleta (58'), Sergio Ramos (61') e Javi García (95').

Cartão Vermelho: Álvaro Arbeloa (73').

Assistência: 45740 (Etihad Stadium)

Clima: Céu limpo (6ºC)

domingo, 12 de agosto de 2012

Community Shield - Chelsea x Manchester City

1ª Parte
Após a 1ª fase de construção do adversário, o Chelsea preferia fechar as linhas de passe interior que sair na pressão ao portador da bola. Isto deu alguma tranquilidade ao adversário na troca de bola, fazendo com que estes subissem mais as suas linhas no processo ofensivo, expondo-os a contra-ataques. A equipa concentrava-se bem no lado da bola no processo defensivo, havendo uma grande disposição de todos os jogadores em cumprir o seu posicionamento defensivo. No processo ofensivo, sempre que possível tentavam sair em contra-ataque mas não ocorreram grandes oportunidades para que isso acontecesse devido à presença constante de 3 defesas no corredor central do adversário. A cerca de 5' do intrevalo, após a expulsão de Ivanovic, o Chelsea abdicou da posição dez com Ramires a fazer de lateral direito e Mata de extremo direito.
O Manchester City raramente pressionava o portador da bola adversário, mesmo no seu meio campo ofensivo. O facto de jogar com três centrais, limitou o número de jogadores disponíveis para pressionar os adversários no corredor central com os alas a terem de fechar os corredores laterais e Nasri a ter muito pouca influência no processo defensivo. Ofensivamente, uma das melhores armas que o City apresentou foram as movimentações ofensivas de Nasri que aparecia na zonas dos pontas de lança, criando superioridade numérica na zona dos centrais adversários. Ainda assim, não conseguiram criar verdadeiras ocasiões de golo.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram em campo da mesma forma que haviam saído. O Chelsea optou naturalmente por uma abordagem muito conservadora, tentando manter a vantagem com um jogador a menos. O facto de estarem a jogar sem nenhum jogador na posição dez e apenas um ponta de lança, fez com que Yaya Touré se pudesse libertar mais para acções ofensivas o que promoveu uma maior mobilidade à equipa do Manchester City e que criou muitas dificuldades ao Chelsea. O ataque do City é caracterizado por ter um conjunto de jogadores muito criativos e as equipas adversárias não podem dar espaço a tanta criatividade. Apesar da abordagem conservadora do Chelsea, nunca deixaram de tentar subir dois ou três homens nas transições ofensivas e isso fez com que houvesse um grande desgaste dos jogadores uma vez que essas transições tinham uma probabilidade de sucesso mais reduzida e fazia com que tivessem de recuperar depressa as posições para não haver inferioridade na zona defensiva. Assim que o City se colocou em vantagem, já era muito difícil haver uma reacção do Chelsea porque uma abordagem mais arriscada da parte de Di Matteo iria criar mais espaços para o Manchester City explorar, sendo que estes estavam naturalmente melhor fisicamente devido ao maior domínio na posse da bola.

Jogadores-Chave
No Chelsea, David Luiz fez algumas boas intercepções na defesa. Torres também esteve bem no ataque, aparecendo sempre que necessário em posições mais recuadas para assegurar a manutenção da posse da bola.
No Manchester City, Nasri foi muito importante no ataque através das suas movimentações. Tévez foi muito perigoso, bem como Touré (quando teve liberdade para subir no terreno).

Marcha do Marcador
39' - 1x0 (Fernando Torres)
53' - 1x1 (Yaya Touré)
59' - 1x2 (Carlos Tévez)
65' - 1x3 (Samir Nasri)
79' - 2x3 (Ryan Bertrand)

Substituições
Int - Entra Gaël Clichy para o lugar de Stefan Savic. Clichy joga descaído para o lado esquerdo e o Zabaleta passa a jogar descaído para o lado direito. 
71' - Entra Ryan Bertrand para o lugar de Eden Hazard. Troca directa.
75' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Juan Mata. Troca directa.
77' - Entra David Silva para o lugar de Samir Nasri. Troca directa.
89' - Entra Edin Dzeko para o lugar de Carlos Tévez. Troca directa.


Árbitro: Kevin Friend

Cartões Amarelos: Stefan Savic (12'), Ramires (32'), Frank Lampard (45'+1), Vicent Kompany (49'), Ashley Cole (62'), Ryan Bertrand (80') e Costel Pantilimon (80').

Cartão Vermelho: Branislav Ivanovic (42').

Assistência: 36394 (Villa Park)

Clima: Céu pouco nublado (20ºC)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Barclays Premier League - Manchester City x Manchester United (36ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Manchester United (83 pontos) 35 jogos
Manchester City (80 pontos) 35 jogos
3º Arsenal (66 pontos) 36 jogos
(...)

1ª Parte
O Manchester City jogou em ataque posicional, preveligiando a posse da bola de forma a procurar linhas de passe que coloquem um atacante em situação clara de finalização ou procurando o cruzamento de um corredor lateral, sendo este o último recurso. Durante o processo ofensivo, o City colocava 7 a 8 homens no último terço, ficando atrás apenas os centrais e um médio centro. Os laterais subiam bastante para dar largura ao ataque e permitir que os extremos procurasse zonas mais interiores, zona onde se sentem confortáveis devido às suas origens (nenhum é extremo de raiz). Os extremos e número 10 mostraram muita mobilidade entre si, trocando de posições com naturalidade (pouco depois do início, Tevez passou para o lado esquerdo, Silva ficou no meio e Nasri foi para o lado direito). Defensivamente, devido à quantidade de jogadores que têm à frente no momento da transição defensiva, pressionam com alguma facilidade e assertividade os jogadores do United, o que lhes permitiu ter o domínio do jogo.
O Manchester United adoptou um posicionamento geral mais cauteloso, recuando as linhas durante o processo defensivo e não se esgotando em acções de pressão para recuperar a bola, preferindo esperar por um erro dos adversários. Devido à pressão do City, tiveram muitas dificuldades em jogar em ataque posicional e muitas vezes viram-se obrigados e dar preferência a acções de contra-ataque para poderem chegar à baliza do City, aproveitando o facto de este ter poucas unidades em zonas mais recuadas aquando o momento da perda da bola.

2ª Parte
As equipas entraram em campo da mesma forma que começaram o jogo. Com o jogo a manter-se com a mesma tendência, foi Fergunson que se viu obrigado a mexer na equipa. Colocando Welbeck por Park, fez com que mantivesse a velocidade na frente de ataque, fazendo descer Rooney para uma posição a que está rotinado dando uma maior qualidade à circulação da bola. Em resposta, Mancini tira Tevez e coloca De Jong o que fez subir Touré para a posição 10. Isto fez com que ganha-se maior força física na frente e deu também uma maior consistência defensiva à equipa. A próxima substituição do United foi a colocação de Valencia por Scholes para dar mais velocidade aos corredores (Giggs passara para médio centro) e mais tarde Young substituiu Nani para refrescar o corredor. No entanto, esta aposta na velocidade surtiu pouco efeito pois o City já havia descido as suas linhas e Mancini já havia colocado mais um central (Richards) em campo para segurar o resultado. Foi uma boa gestão de Mancini que anulou as ameaças do United, respondendo sempre à altura às substituições de Alex Fergunson.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Yaya Touré teve um papel muito importante no meio campo, respondendo sempre da melhor maneira ao que o jogo pedia. Agüero também esteve bem no ataque, mantendo-se sempre activo na procura de oportunidades.
No Manchester United, por força do jogo mais defensivo, não há grandes destaques individuais.

Golos
45'+1 - Canto marcado do lado direito por Silva para a entrada da pequena área onde Kompany salta sozinho e cabeceia para o golo.

Substituições
58' - Entra Danny Welbeck para o lugar de Park Ji-Sung. Welbeck vai jogar para ponta de lança e Rooney desce para as suas costas..
68' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Carlos Tevez. De Jong vai para médio defensivo e Touré sobe para a posição 10.
78' - Entra Luís Valencia para o lugar de Paul Scholes. Giggs passa para médio centro, Nani vai para o lado esquerdo e Valencia fica do lado direito.
83' - Entra Micah Richards para o lugar de David Silva. Richards vai jogar para central e o City fica a jogar com dois jogadores atrás do ponta de lança, e três centrais.
83' - Entra Ashley Young para o lugar de Nani. Troca directa.
93' - Entra James Milner para o lugar de Nasri. Troca directa.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Joleon Lescott
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (7 - James Milner)
21 - David Silva (2 - Micah Richards)
22 - Gaël Clichy
32 - Carlos Tevez (34 - Nigel de Jong)
42 - Yaya Touré

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
12 - Chris Smalling
13 - Park Ji-Sung (19 - Danny Welbeck)
16 - Michael Carrick
17 - Nani (18 - Ashley Young)
22 - Paul Scholes (25 - Luís Valencia)

Cartões Amarelos: Vicent Kompany (19'), Yaya Touré (53'), Phil Jones (69'), Nigel de Jong (76') e Michael Carrick (78').

Assistência: 47259 (Ettihad)

Clima: Céu limpo (14ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Europa League - Manchester City x Sporting (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão

1ª Parte
O Manchester City costuma trocar muito a bola à procura de um espaço livre para na 2ª fase de construção jogar no pé de um dos jogadores criativos (preferencialmente David Silva) e criar desequilíbrios a partir daí, no entanto, devido à forte coesão e proximidade dos sectores médio e defensivo do Sporting, os jogadores do City tiveram muitas dificuldades em receber a bola entre linhas. A consequência foi um elevado número de bolas longas à procura do espaço nas costas da defesa. Isto fazia com que a defesa do Sporting descesse no terreno e aumentasse assim o espaço entre os sectores.
O Sporting deu logicamente preferência às acções de contra-ataque mas não se limitou aos passes longos, tentando sempre ganhar vantagem espacial através de um jogo o mais directo possível mas sempre de forma a que houvessem hipóteses de ser bem sucedido. Quando tal não era possível, guardavam a bola e esperavam por uma nova oportunidade. Defensivamente jogaram muito fechados, anulando o jogo entre linhas do City. 

2ª Parte
A precisar de marcar 4 golos para seguir em frente na eliminatória, o City tinha de começar a arriscar mais e foi colocando mais jogadores no meio campo ofensivo. Tanto Kolarov como Richards começaram a jogar muito subidos, permitindo que os extremos explorassem posições mais interiores. No entanto, este aglomerado de jogadores do City fez com que o Sporting também concentrasse mais jogadores no meio campo defensivo e acabou por haver muito pouco espaço para jogar. A meio da 2ª parte, o Sporting abdica de Matías Fernández que tem pouca capacidade defensiva para colocar Renato Neto e vincava a sua intenção de apostar quase exclusivamente no processo defensivo para manter a vantagem. As oportunidades foram-se acumulando para o Manchester City e o Sporting foi defendendo como podia. O City ficou perto de ganhar a eliminatória, após um final de jogo emocionante, onde Rui Patrício negou o golo de Joe Hart no último segundo do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Agüero tem de ser destacado pelos 2 golos que marcou, mostrando-se muito objectivo nas acções ofensivas.
No Sporting, Rui Patrício tem de ser destacado por ter salvo a equipa no último minuto.

Substituições
Int - Entra Nigel de Jong para o lugar de Adam Johnson. De Jong fica a jogar como médio defensivo ao lado de Pizarro, Balotelli joga a extremo esquerdo e Silva a extremo direito e Yaya Touré a 10. Johnson estava a ter pouco impacto no jogo.
55' - Entra Edin Dzeko para o lugar de David Pizarro. Dzeko vai para ponta de lança e Yaya Touré fica a jogar a médio defensivo.
64' - Entra Jeffrén Suárez para o lugar de Diego Capel. Troca directa.
64' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars fica a jogar a 10 apesar de ter funções mais defensivas e Renato Neto joga ao lado de Carriço como médio defensivo.
66' - Entra Samir Nasri para o lugar de David Silva. Troca directa.
68' - Entra André Carrillo para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa. Com o Sporting a apostar pouco no ataque, sai o único jogador que estava em risco de exclusão para o próximo jogo.

Golos
33' - Livre directo marcado do lado esquerdo do ataque do Sporting, perto da entrada da área, por Matías Fernández ao 2º poste com Joe Hart a não conseguir defender.
40' - Izmailov recebe um passe em profundidade e sem oposição cruza rasteiro para as costas da defesa do City onde aparece Wolfswinkel a encostar para o golo.
60' - Yaya Touré, junto à entrada da área, passa em profundidade para Agüero que isolado remata forte para o golo.
75' - Balotelli marca o penalti para o lado direito e Rui Patrício fica no centro da baliza.
82' - Canto do lado esquerdo marcado por Kolarov para a entrada da pequena área, um jogador do City cabeceia e a bola sobra para Agüero que sozinho remata de primeira para a baliza.

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
8 - David Pizarro (10 - Edin Dzeko)
11 - Adam Johnson (34 - Nigel de Jong)
13 - Aleksandar Kolarov
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
21 - David Silva (19 - Samir Nasri)
28 - Kolo Touré
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel (18 - André Carrillo)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (17 - Jeffrén Suárez)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
25 - Bruno Pereirinha
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Yaya Touré (13'), Aleksandar Kolarov (22'), Matías Fernández (26'), Daniel Carriço (62'), Stefan Savic (73'), Mario Balotelli (91'), Anderson Polga (91')

Assistência: 38021 (Ettihad)

Clima: Céu nublado (5ºC)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Europa League - Sporting x Manchester City (Oitavos de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
O Sporting entrou com um sistema um pouco diferente do habitual, com 2 médios mais posicionais (Schaars e Carriço) e Matías Fernández como 10, atrás de Wolfswinkel. Como era esperado, teve menos tempo a bola em sua posse ao longo da 1ª parte mas não caiu na tentação de jogar apenas em contra-ataque, optando raramente pelos lançamentos longos para a frente de ataque. Jogou em ataque rápido mas optando sempre por um jogo apoiado para chegar à baliza do City. Os extremos não tiveram muitas oportunidades de desequilibrar mas Matías teve um papel preponderante mostrando uma grande mobilidade e sendo um dos principais jogadores na transição ofensiva.
O Manchester City entrou em campo como é habitual, sendo que a alteração mais significativa na equipa foi a actuação de Clichy no lado direito. Mostrou-se muito mais paciente que o Sporting no processo ofensivo, com a bola a circular bastante pela linha defensiva e pelos 2 médios centro antes de chegar aos jogadores mais adiantados. O período entre a 2ª e 3ª fase de construção do City era caracterizada por uma grande mobilidade dos extremos e Agüero, com várias trocas posicionais entre os jogadores. David Silva mostrava mais mobilidade que qualquer outro jogador, vindo muito para o centro do terreno, fazendo com que Agüero tivesse de fugir para o corredor esquerdo para procurar o espaço vazio. Ainda assim estava movimentação padrão poderia ter sido mais aproveitada por Kolarov que acabou por não ter muita influência no ataque. O empate justifica-se com ambas as equipas a terem um par de oportunidades para marcar.

2ª Parte
Não havia motivos para alterações ao intervalo e portanto tudo se manteve na mesma. Num jogo que continuava equilibrado, o desequilíbrio apareceu através de um lance de bola parada. A partir daqui, Mancini viu-se obrigado a fazer alterações com vista ao aumento de situações de desequilíbrios para a defesa do Sporting mas apenas aos 70', com a entrada de Balotelli, é que o Manchester City começou a destacar-se do Sporting no número de oportunidades. Dzeko pouco conseguiu fazer pois não conseguiu receber a bola nos pés, muito graças ao excelente posicionamento defensivo da equipa do Sporting onde os médios mais defensivos foram incansáveis na protecção do corredor central, nem pelo ar, até porque essa não era uma opção frequente da equipa do City. Mancini optou por explorar ao máximo a maior criatividade e talento da sua equipa. Apesar de as substituições do Sporting terem sido forçadas por eventuais problemas físicos dos seus jogadores, as substituições de Sá Pinto foram felizes, reforçando o meio campo defensivo e refrescando os corredores para manter viva a possibilidade de contra-ataque. Na parte final do jogo valeu um grande espírito de sacrifício e de luta dos jogadores do Sporting para travar a força ofensivo do Manchester City.

Jogadores-Chave
No Sporting, Matías Fernández teve um papel muito importante na manobra ofensiva do Sporting, para além de indirectamente ter feito a assistência para o golo.
No Manchester City foi Balotelli quem mais mexeu com o jogo, fazendo uso da sua enorme capacidade técnica para criar desequilíbrios à defesa do Sporting.

Substituições
11' - Entra Lescott para o lugar de Vicent Kompany. Troca directa com Kompany a sair lesionado.
58' - Entra Samir Nasri para o lugar de Gareth Barry. Nasri vai jogar para o lado direito e Milner vem para médio centro, ao lado de De Jong. Uma opção mais ofensiva, sendo Nasri um jogador mais criativo.
58' - Entra Bruno Pereirinha para o lugar de Marat Izmailov. Troca directa. Izmailov já tinha um cartão amarelo, pelo seu historial requer cuidado a nível físico e Pereirinha vem dar mais consistência defensiva.
68' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars sobe no terreno e Renato joga ao lado de Carriço. Mais uma substituição com maior pendor defensivo, facilitada pelos problemas físicos de Matías.
70' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Edin Dzeko. Balotelli vai para o lado esquerdo, Agüero fica como ponta de lança e Silva como 10. Dzeko pouco conseguiu fazer ao longo do jogo.
74' - Entra André Carrillo para o lugar de Diego Capel. Troca directa.


Golos
50' - Livre directo do lado esquerdo marcado por Matías Fernández ao 2º poste com Hart a defender e Xandão à 2ª, na recarga, a marcar golo de calcanhar.

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
10 - Marat Izmailov (25 - Bruno Pereirinha)
11 - Diego Capel (18 - André Carrillo)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany (6 - Lescott)
7 - James Milner
10 - Edin Dzeko (45 - Mario Balotelli)
13 - Aleksandar Kolarov
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry (19 - Samir Nasri)
21 - David Silva
22 - Gaël Clichy
28 - Kolo Touré 
34 - Nigel de Jong

Cartões Amarelos: Marat Izmailov (44'), Nigel de Jong (45'), Anderson Polga (77'), João Pereira (80'), Renato Neto (83') e Aleksandar Kolarov (93').

Assistência: 34371 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (18ºC)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Europa League - Porto x Manchester City (1/16 de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
Ambas as equipas jogam em ataque posicional. O Porto mostrou muita qualidade na troca da bola, procurando bastante os médios centro que tinham como missão abrir nos corredores laterais, normalmente em profundidade. Também foi notável a capacidade dos jogadores do Porto saírem das zonas de pressão do Manchester City quase sempre de forma apoiada mantendo as opções de ataque organizado em aberto. Defensivamente, escolheram as zonas do corredor lateral como a sua zona de pressão onde os médios interiores, laterais e extremos ajudavam na pressão ao portador da bola e na intercepção das linhas de passe.
O Manchester City jogou com um bloco baixo durante a fase defensiva, optando por esperar o Porto no seu meio campo defensivo. Apenas Balotelli incomodava eventualmente os centrais do Porto com Touré a preocupar-se mais em fechar a zona interior onde estava habitualmente Fernando. A boa actuação defensiva do sector ofensivo e médio do Porto fez com que o City fosse obrigado a jogar longo algumas vezes e foi assim que criou as melhores ocasiões de golo. De referir que depois da entrada de Mangala (e passagem de Maicon para o lado direito da defesa), David Silva trocou de flanco com Nasri. Maicon é menos perigoso ofensivamente do que seria Danilo e David Silva estava a comprometer defensivamente do lado direito pelo que a troca foi perfeitamente lógica na optimização das características naturais do jogador espanhol.

2ª Parte
O Manchester City entrou mais ofensivo com David Silva do lado direito do ataque a entrar para dentro e Richards a subir muito no terreno. Era uma tentativa de explorar a grande tendência ofensiva de Álvaro Pereira. Apesar disso, foi com mais um lançamento longo que o Manchester City conseguiu o golo do empate. A partir daí o jogo ficou a favor do City que foi consolidando a equipa defensivamente, através das substituições, e conseguiu ainda marcar o golo da vitória. O Porto tentou várias bolas nas costas da defesa do City mas eram sempre direccionadas para zonas menos perigosas, nos corredores laterais pelo que a defesa conseguiu sempre recuperar a posição e pouco perigo houve para os mesmos nesta 2ª parte.

Jogadores-Chave
No Porto, Fernando fez um grande jogo a nível defensivo com várias intercepções e sempre no local certo ofensivamente dando linhas de passe seguras para o portador da bola. 
No Manchester City Lescott fez um grande jogo anulando Hulk enquanto este jogou como ponta de lança. Touré também teve um papel muito importante na manobra ofensiva da equipa. 

Substituições
21' - Entra Mangala para o lugar de Danilo. Danilo lesionou-se, Mangala entra para central e Maicon passa para lateral direito.
76' - Entra Kléber para o lugar de Silvestre Varela. Kléber fica como ponta de lança e Hulk passa para o lado direito. Hulk rende claramente mais no corredor lateral e Kléber é uma opção mais viável para o jogo aéreo.
77' - Entra Kun Agüero para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa.
81' - Entra Aleksandar Kolarov para o lugar de David Silva. Troca directa dado que Silva estava a jogar do lado esquerdo.
87' - Entra Pablo Zabaleta para o lugar de Samir Nasri. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.
88' - Entra Steven Defour para o lugar de Mangala. Mangala lesionou-se, Fernando passa para lateral direito, Moutinho fica a médio defensivo e Defour fica como médio interior.

Golos
26' - Lucho abre Hulk na esquerda que perto da linha de fundo cruza rasteiro para o centro da pequena área onde Varela se antecipa à defensa do City e encosta para a baliza.
54' - Bola lançada em profundidade para Balotelli, bate nas costas de Álvaro Pereira que estava na marcação a Balotelli e acaba por trair Helton.
83' - Nasri desmarca Touré que fixa Helton e passa para a direita onde Agüero marca de baliza aberta.

Porto
1 - Helton
2 - Danilo (22 - Mangala) (35 - Steven Defour)
3 - Lucho González
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira
8 - João Moutinho
12 - Hulk
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (11 - Kléber)
19 - James Rodríguez
25 - Fernando

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (5 - Pablo Zabaleta)
21 - David Silva (13 - Aleksandar Kolarov)
22 - Gaël Clichy
34 - Nigel de Jong
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli (16 - Kun Agüero)

Cartões Amarelos: Danilo (19'), Yaya Youré (24'), Álvaro Pereira (53'), Vicent Kompany (56'), Nigel de Jong (59'), Gareth Barry (60'), Samir Nasri (73') e Micah Richards (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (13ºC)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Barclays Premier League - Sunderland x Manchester City (19ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester City (45 pontos)
15º Sunderland (18 pontos)

1ª Parte
O Sunderland, para além de uma oportunidade no início do jogo (Bendtner isolado permite a defesa de Joe Hart), poucas oportunidade de perigo conseguiu criar. Defendiam em 1-4-5-1 que se desdobrava de várias formas no contra-ataque, dependendo de quem recuperava a bola. Normalmente era Sessègnon o jogador que assumia a iniciativa mas acabou por ser várias vezes inconsequente, ainda assim mostrou ser um jogador desequilibrador. Bendtner acabou por ser pouco participativo por estar quase sempre rodeado pelos centrais e médios defensivos do City.
A equipa de Manchester não apresentou qualquer surpresa no seu sistema táctico. Como era esperado, tiveram uma grande percentagem de posse da bola mas esta posse parecia ser desprovida de um objectivo prático. O Sunderland fechava muito bem os espaços defensivos e o City teve muitas dificuldades em colocar a bola no último terço do campo, obrigando a bola a passar constantemente pelos centrais.

2ª Parte
Não houve alterações nos sistemas tácticos de ambas as equipas apesar do Manchester City ter entrado no jogo muito mais pressionante o que fez com o Sunderland não conseguisse jogar em ataque posicional reduzindo as suas opções ofensivas para o contra-ataque. O City dominou por completo a 2ª parte, principalmente após a entrada de David Silva que teve muita influência no processo ofensivo, com muita fluidez nos seus movimentos, aparecendo nos 3 corredores de jogo para receber a bola, o que criou muitas dificuldades à defesa do Sunderland. Apesar de ter várias oportunidades de golo, de ter jogado quase toda a 2ª parte no seu meio campo ofensivo, o City não conseguiu marcar e por ironia do destino, é o Sunderland que, num contra-ataque, faz o golo da vitória, no último minuto do jogo.

Jogadores-Chave
No Sunderland, Sessègnon foi dos jogadores mais influentes no ataque, procurando sempre desequilíbrios quando tinha a bola nos pés. Cattermole foi muito importante no equilíbrio defensivo ocupando bem os espaços. Gardner também fez boas intercepções no lado direito da defesa.
No Manchester City, David Silva teve um papel muito importante no ataque, criando vários desequilíbrios através da sua excelente capacidade de passe. Touré também esteve bem tanto a número 10 como a médio defensivo, mostrando uma autoridade notável no campo.

Substituições
25' - Entra Matthew Kilgallon para o lugar de Wes Brown. Troca directa com Brown a sair lesionado.
Int - Entra Kun Agüero para o lugar de Nigel de Jong. Touré passa para a posição de De Jong e Agüero fica a jogar atrás de Dzeko.
54' - Entra David Silva para o lugar de Samir Nasri. Troca directa mas Silva tem um papel muito mais livre, aparecendo recorrentemente no corredor central.
66' - Entra Micah Richards para o lugar de Aleksandar Kolarov. Richards vai para lateral direito e Zabaleta para lateral esquerdo.
77' - Entra Ji Dong-Won para o lugar de Nicklas Bendtner. Troca directa. Entra um jogador mais rápido, mais indicado para o contra-ataque que era cada vez mais a única realidade ofensiva do Sunderland.
81' - Entra Ahmed Elmohamady para o lugar de David Vaughan. Troca directa.

Golos
92' - Ji recebe a bola no lado esquerdo, vem para o meio e passa para Sessègnon que está à entrada da área, este devolve para Ji que dribla Hart e faz o golo.

Sunderland
22 - Simon Mignolet
5 - Wes Brown (12 Matthew Kilgallon)
6 - Lee Cattermole
7 - Sebastian Larsson
8 - Craig Gardner
14 - Jack Colback 
15 - David Vaughan (27 - Ahmed Elmohamady)
16 - John O'Shea
23 - James McClean
28 - Stéphane Sessègnon
52 - Nicklas Bendtner (17 - Ji Dong-Won)

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Lescott
10 - Edin Dzeko
11 - Adam Johnson
13 - Aleksandar Kolarov (2 - Micah Richards)
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (21 - David Silva)
34 - Nigel de Jong (16 - Kun Agüero)
42 - Yaya Touré

Cartões Amarelos: Nigel de Jong (7') e Sebastian Larsson (65').

Assistência: 40625 (Stadium of Light)

Clima: Céu nublado (6ºC)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Manchester City (15ª Jornada)

Contexto
O Manchester City está em 1º lugar com 38 pontos. Ainda não perdeu esta época e tem apenas 2 empates.
O Chelsea está em 5º lugar com 28 pontos e em caso de vitória igual a nível pontual o Tottenham no 3º lugar.

1ª Parte
O Chelsea teve muitas dificuldades em impor o seu jogo devido à forte pressão do City. Os jogadores mostraram alguma rigidez posicional o que facilitou a tarefa defensiva dos adversários. Nos últimos jogos foi notório o recuo da linha defensiva do Chelsea em relação ao que era habitual no início da época, no entanto foi através de um passe para as costas da defesa que o City marcou o 1º golo.
O Manchester City comandou o jogo, conseguindo com relativa facilidade manter a bola em seu poder, muito graças à grande mobilidade dos seus jogadores. Silva jogou um pouco mais recuado que o habitual o que promoveu muitos movimentos ofensivos, Balotelli do lado direito também ia muitas vezes para a zona central e Milner do lado esquerdo também tinha facilidade em abandonar o flanco para outras zonas. Defensivamente o City entrou a pressionar muito alto não permitindo o Chelsea trocar a bola como está habituado. A meio da primeira parte houve um abrandamento na pressão do City mas ainda assim mostravam-se muito assertivos na ocupação dos espaços no meio campo defensivo.

2ª Parte
Na 2ª parte David Silva apareceu numa posição mais avançada, à imagem do que vem sendo habitual num sistema de 1-4-2-3-1. Apesar da mudança, o jogo mantinha-se equilibrado e o factor de desequilíbrio aconteceu aquando a expulsão de Clichy. Zabaleta passa para lateral esquerdo, Milner faz de lateral direito até à entrada de Kolo Touré e o City perde por completo a iniciativa. O Chelsea tinha então o domínio do jogo e procurava os espaços para criar perigo mas o bom posicionamento dos jogadores do City fez com que o Chelsea tivesse muitas vezes de optar pelos cruzamentos para a área onde o City era mais forte devido ao maior poder físico. Mesmo com o maior domínio do Chelsea, natural pela superioridade numérica no campo, foi preciso um penalti (mão de Lescott na área) para desbloquear o resultado. Depois disso os papeis de Mancini (que estava conformado com o empate) e Villas-Boas alterou-se com as substituições a serem no sentido do jogo directo por parte do City e da segurança defensiva por parte do Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Juan Mata mostrou-se sempre muito perigoso no flanco esquerdo. Ramires assumiu uma maior preponderância na 2ª parte com boas incursões ofensivas.
No City, David Silva fez um bom jogo ofensivamente, com uma excelente capacidade de passe e de ocupação dos espaços livres mas também defensivamente com algumas recuperações de bola por antecipação.

Substituições
63' - Entra Kolo Touré para o lugar de Kun Agüero. O City joga agora em 1-4-4-1 com Balotelli a ponta de lança, Milner na esquerda e Silva do lado direito.
72' - Entra Frank Lampard para o lugar de Raul Meireles. Troca directa.
74' - Entra Nigel de Jong para o lugar de David Silva. Barry passa para o lado esquerdo, Milner para o lado direito e de Jong joga no meio com Touré. Uma forma de aumentar a consistência defensiva do meio campo.
83' - Entra Florent Malouda para o lugar de Juan Mata. Troca directa.
85' - Entra Dzeko para o lugar de Lescott. O City joga agora num 1-3-4-2 com Mancini a tirar um central para colocar um ponta de lança.
87' - Entra Obi Mikel para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea ganha assim vantagem em termos de força e altura abdicando de um extremo para colocar um homem extra no meio campo com tendência defensiva.


Golos
1' - Agüero conduz a bola da direita para o centro, no meio campo, e faz um passe de ruptura isolando Balotelli que passa por Cech e marca facilmente.
32' - Sturridge recebe a bola na direita, dribla um adversário e ganha a linha de fundo cruzando a meia altura para o centro da área onde aparece Meireles a rematar para o golo.
81' - De penalti, Lampard remata forte ao centro da baliza com Hart a cair para o seu lado esquerdo.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
6 - Oriol Romeu
7 - Ramires
10 - Juan Mata (15 - Florent Malouda)
11 - Didier Drogba
16 - Raul Meireles (8 - Frank Lampard)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (12 - Obi Mikel)
26 - John Terry

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Lescott (10 - Dzeko)
7 - James Milner
16 - Kun Agüero (28 - Kolo Touré)
18 - Gareth Barry
21 - David Silva (34 - Nigel de Jong)
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Cartões Amarelos: Raul Meireles (35'), Lescott (40'), Gaël Clichy (46' e 57'), Oriol Romeu (62'), Ramires (73') e Didier Drogba (77').

Cartão Vermelho: Gaël Clichy (57')

Assistência: Desconhecido (Stamford Bridge)

Clima: Chuva (9ºC)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UEFA Champions League (Grupo A) - Manchester City x Bayern Munique (6ª Jornada)

Contexto
O Manchester City está em 3º lugar (sem hipóteses de chegar ao 1º). Para se manter na Champions League precisa de ganhar e esperar que o Nápoles não ganhe.
O Bayern Munique já tem o 1º lugar do grupo garantido.

1ª Parte
Com a vitória a interessar mais ao City que ao Bayern, era naturalmente a equipa da casa a assumir o controlo do jogo, até porque o Bayern entrou com uma equipa de recurso (naturalmente, dado que tinham o 1º lugar assegurado) deixando no banco jogadores como Neuer, Van Buyten, Lahm, Ribéry e Gómez. O City, das poucas vezes que não tinha a posse da bola, pressionava alto e quando tinham a posse da bola, preferiam jogar em segurança, trocando a bola entre os sectores defensivo e médio de forma a encontrar espaço para atacar a baliza de Butt. Ainda perto do início do jogo, Nasri troca com Silva, algo que acabou por ser muito importante com um claro aumento de produção do jogador espanhol.
O Bayern, sem bola, defendia no seu meio campo, tentando dificultar a troca de bola dos médios adversários mas sem nunca comprometer a coesão defensiva, que era maior no corredor central, tanto que o Manchester City tinha muitas dificuldades, apesar do domínio, em criar situações de perigo. Grande parte das jogadas de perigo do City aconteciam através de desequilíbrios individuais. Devido à forte pressão do City, o Bayern quase não existiu em termos ofensivos e viam-se muitas vezes obrigados a chutar a bola sem critério nem êxito para o meio campo adversário.

2ª Parte
Na 2ª parte, Silva voltou para o lado esquerdo e Nasri para a direita e foi esta a única alteração que aconteceu. O Bayern estava a fechar muito bem o corredor central e talvez esta mudança tenha sido uma forma de aproveitar os cruzamentos para a área e o fortíssimo jogo aéreo de Dzeko. O jogo esteve mais aberto, com o City a ser menos incisivo na pressão ao portador da bola o que permitiu o Bayern tê-la durante mais tempo mas nem assim foram muito perigosos para a baliza de Joe Hart. O golo do City surgiu relativamente cedo (51') e a partir daí já se notou que ambas as equipas estavam a aceitar o resultado como certo apesar de o Bayern ainda procurar o golo de honra mas sempre sem sucesso. Pouco tempo depois soube-se que o Nápoles estava em vantagem o que apesar da vitória do City, colocava a equipa inglesa na Europa League.

Jogadores-Chave
No City temos de referir, apesar de pouco vistoso, Dzeko que fez as 2 assistências para golo que apesar de não serem espectaculares foram muito eficazes e mostraram um excelente sentido de equipa do ponta de lança Bósnio.
No Bayern pouco se viu, talvez seja de realçar o jogo de Tymoschuk que esteve muito bem defensivamente com intercepções importantes.

Substituições
76' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Dzeko. De Jong vai para o lugar de Touré com este a subir para extremo esquerdo e Silva para a posição 10.
80' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Yaya Touré. Troca directa.
80' - Entra Takashi Usami para o lugar de Nils Peterson. Usami vai para extremo direito, Pranjic para extremo esquerdo, Alaba para 10 e Olic para ponta de lança.
83' - Entra Adam Johnson para o lugar de David Silva. Johnson passa a jogar a estremo esquerdo com Balotelli a passar para a posição 10.

Golos 
36' - Depois de um lançamento de Savic, Barry cruza do lado direito para a entrada da área onde Dzeko combina de primeira com Silva e este remate ao 2º poste sem hipóteses de defesa.
51' - Touré no meio campo passa para Agüero na direita e procura o espaço na frente, Agüero passa para Dzeko na esquerda que dá de primeira para Touré que isolado remata rasteiro para o golo.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
10 - Dzeko (34 - Nigel de Jong)
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri
21 - David Silva (11 - Adam Johnson
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré (45 - Mario Balotelli)

Bayern Munique
22 - Hans-Jörg Butt 
9 - Nils Peterson (14 - Takashi Usami)
11 - Ivica Olic
13 - Rafinha
17 - Jérôme Boateng
23 - Danijel Pranjic
26 - Diego Contento
27 - David Alaba
28 - Holger Badstuber
30 - Luiz Gustavo
44 - Anatoliy Tymoschuk

Cartões Amarelos: Ivica Olic (13') e Luiz Gustavo (34').

Assistência: 46002 (Ettihad Stadium)

Clima: Céu nublado (5ºC)

domingo, 27 de novembro de 2011

Barclays Premier League - Liverpool x Manchester City (13ª Jornada)

Contexto
O Liverpool está em 7º lugar com possibilidade de igualar o Chelsea no 5º lugar em caso de vitória.
O Manchester City está em 1º lugar a 4 pontos do 2º e com menos um jogo, e está a 12 pontos do Liverpool.

1ª Parte
O Liverpool apresenta-se muito consistente defensivamente, processo onde apenas Suárez ficava à frente da linha da bola. Defendia com 2 linhas de 4 jogadores com Lucas entre ambas as linhas. Ofensivamente, o Liverpool tentava construir jogo, quase sempre pelos corredores laterais com ambos os defesas laterais a fazer overlap aos extremos com bola. Apesar da criatividade de Henderson e a capacidade de passe de Adam, a 3º fase de construção raramente se fazia pelo corredor central. Muitas vezes tentavam também o contra-ataque mas sem sucesso.
O Manchester City conseguiu um maior domínio do jogo, jogando em ataque posicional e mostrando uma enorme paciência para construir jogo. Silva era claramente o elo de ligação entre o meio campo e o ataque. Touré não se mostrou tão ofensivo como é habitual, dando uma enorme consistência defensiva ao City no corredor central. Sempre que podiam, os laterais subiam no terreno de forma a criarem desequilíbrios.

2ª Parte
Ambas as equipas entram da mesma forma que saíram na 1ª parte mas o jogo começa com o Liverpool a querer impor o seu domínio libertando mais jogadores no processo ofensivo. As subidas constantes dos laterais do Liverpool fez com que Milner tivesse de se preocupar mais a nível defensivo mas isso não aconteceu do lado esquerdo da defesa do City com Nasri (depois Balotelli) a serem quase inexistentes a nível defensivo. A entrada de Dzeko poderá ter sido um indicador de Mancini para promover o jogo directo como forma de contra-ataque de forma a tentar aproveitar o domínio do Liverpool para criar situações de surpresa para defesa adversária, no entanto as coisas ficaram diferentes no minuto seguinte após a expulsão de Balotelli (2º amarelo). Silva teve de passar para o corredor lateral esquerdo (ele cujo processo ofensivo não é definitivamente a sua especialidade) onde, com a equipa em superioridade numérica, tinha de se preocupar em fechar o corredor para impedir as subidas de Richards. Desta forma, só com Dzeko na frente, o City quase que deixou de incomodar Reina e Dalglish lança Carrol mudando para 1-4-4-2. Continuando perigosos no jogo lateral, agora tinham 2 referências na área e conseguiram assim criar situações flagrantes de golo (valei Joe Hart ao City). Mancini viu-se, perto do fim, obrigado a colocar Touré como 3º central, assumindo de forma clara que o objectivo passava a ser o empate. Esta solução perfeitamente compreensível dado as características do jogo do Liverpool que estava apostado em criar perigo através de cruzamentos para os 2 pontas de lança.

Jogadores-Chave
No Liverpool, a equipa valeu como um todo na forma como defendeu. O sector defensivo esteve particularmente bem no jogo.
No Manchester City o melhor em campo foi claramente Joe Hart com um conjunto de defesas fantásticas, salvando o City da derrota.

Substituições
64' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Samir Nasri. Troca directa com Balotelli a mostrar menos preocupações defensivas que Nasri que esteve muito pouco em jogo.
81' - Entra Dzeko para o lugar de Kun Agüero. Troca directa entrando um jogador mais possante, possivelmente para o jogo directo do contra-ataque.
83' - Entra Andy Carrol para o lugar de Dirk Kuyt. Carrol fica a jogar a ponta de lança com Henderson a passar para o lado direito do meio campo e o Liverpool passa a jogar em 1-4-4-2.
90' - Entra Kolo Touré para o lugar de David Silva. Touré vai jogar para central com o City a jogar em 1-5-3-1.

Golos
30' - Canto marcado por David Silva, do lado direito do ataque, ao 1º poste onde aparece Kompany com o ombro a desviar a bola que entra ao 2º poste.
32' - Adam, no corredor central arrisca o remate de meia distância que é desviado por Lescott para a baliza, traindo Joe Hart.

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
14 - Jordan Henderson 
18 - Dirk Kuyt (9 - Andy Carrol)
19 - Stewart Downing
21 - Lucas Leiva
26 - Charlie Adam
37 - Martin Skrtel

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner
16 - Kun Agüero (10 - Dzeko)
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (45 - Mario Balotelli)
21 - David Silva (28 - Kolo Touré)
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré

Cartões Amarelos: Vicent Kompany (12'), Gareth Barry (31'), Mario Balotelli (76' e 82'), James Milner (85') e Andy Carrol (89').

Cartões Vermelhos: Mario Balotelli (82').

Assistência: 45071 (Anfield Road)

Clima: Céu pouco nublado (10ºC)

domingo, 23 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Manchester United x Manchester City (9ª Jornada)

Contexto
Jogo entre os 2 primeiros classificados da Premier League, separado por apenas 2 pontos. A pressão é maior para os jogadores do United que em caso de vitória ficam a apenas 1 ponto do City mas em caso de derrota passam para 5 de diferença.

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram o ataque posicional como método predominante de ataque, que se justificava pela grande capacidade técnica de ambas as formações. A grande diferença viu-se ao nível defensivo com o Manchester City a ser mais assertivo na procura da bola, colocando rapidamente vários jogadores na pressão ao portador da mesma de forma a ganhá-la o quanto antes. Isto por si só, quando bem feito, já complica bastante a tarefa da equipa adversária, juntando a superioridade numérica no meio campo do City, foi-lhes ainda mais fácil aplicar esta pressão sobre a bola. Essa inferioridade numérica foi um dos aspectos chave no jogo do Manchester United onde Touré, Barry e Silva tiveram uma relativa facilidade em trocar a bola e a chegar a zona de remate frente à área do United. O City variou bastante o sentido do ataque, utilizando tanto os corredores laterais (com várias permutas ofensivas quer pelos médios centro como pelos laterais) como pelo corredor central, o Manchester United utilizou predominantemente os corredores laterais com Young e Nani a serem muito requisitados e a aproveitarem bem as subidas dos laterais Evra e Smalling.

2ª Parte
Apesar de não terem havido alterações, pode-se dizer que o Manchester United entrou com menos um jogador dado que Evans foi expulso logo aos 46'. Isto condicionou qualquer estratégia que pudesse estar montada para recuperar o resultado. Nos minutos iniciais o United ainda conseguiu equilibrar o jogo mantendo a linha de 4 defesas (Smalling passou para central e Fletcher para lateral direito) e 4 médios (Rooney a passar para médio centro) criando algumas situações de perigo apostando em acelerar o jogo para dessa forma não se submeter à superioridade numérica do City mas estes conseguiram de forma natural alargar a vantagem no jogo criando situações brilhantes de finalização mostrando um entrosamento muito forte aliado ao facto de o United estar a jogar com menos 1 jogador. Nos minutos finais, a procura do golo pela equipa do United abriu espaços que foram aproveitados de forma brilhante pelo ataque do City resultando num resultado final absolutamente anormal tendo em conta as equipas em questão.

Jogadores-Chave
Balotelli, Milner e mesmo Dzeko têm de ser referidos pela influência directa no resultado e respectivas exibições mas considero o melhor em campo David Silva que fez um jogo brilhante no processo ofensivo do Manchester City.
No Manchester United ninguém esteve muito mal da mesma forma que ninguém se destacou dos colegas. Talvez Evans tenha sido o jogador mais influente, pela negativa.

Substituições
64' - Entra Chicharito para o lugar de Nani. Chicharito vai jogar para ponta de lança.
64' - Entra Phil Jones para o lugar de Anderson. Jones fica a jogar como lateral direito, Rooney e Fletcher a médios centro, Young passa para o lado direito e Welbeck fica do lado esquerdo.
69' - Entra Dzeko para o lugar de Mario Bolatelli. Dzeko fica a ponta de lança com Agüero a descair para o lado esquerdo. Uma forma de mostrar as intenções de não recuar perante o resultado, tanto para os jogadores do City como do United.
75' - Entra Samir Nasri para o lugar de Kun Agüero. Nasri vai para o lado direito com Milner a passar para a esquerda.
88' - Entra Aleksander Kolarov para o lugar de James Milner.

Golos
21' - Numa jogada desenvolvida no corredor lateral esquerdo, James Milner faz um passe rasteiro para a entrada da área onde Balotelli, de primeira, remata rasteiro ao 2º poste não dando hipóteses de defesa a De Gea.
59' - Duas excelentes combinações entre Milner e Silva sendo que este último consegue isolar-se e ganhar a linha cruzando rasteiro ao 2º poste onde aparece Balotelli a encostar para a baliza.
68' - Depois de Balotelli devolver de primeira na posição de apoio para Milner, este descobre Richards na direita que ganha a linha e cruza rasteiro para Agüero marcar.
80' - Fletcher tabela com Chicharito ganhando espaço à entrada da área onde remata de primeira com efeito, ao ângulo, não dando hipóteses a Joe Hart.
88' - Canto do lado esquerdo marcado para a entrada da pequena área onde sofre um desvio para o 2º poste onde aparece Lescott a jogar atrasado para Dzeko que sozinho coloca a bola com o joelho na baliza.
90' - Contra-ataque onde Dzeko conduz a bola pelo meio abrindo para Silva na direita que isolado para De Gea não tem problemas em meter a bola por entre as pernas do guarda-redes.
92' - Silva, num contra-ataque, faz um passe espectacular por entre a defesa adversária isolando Dzeko que conduz a bola e faz depois facilmente o golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
8 - Anderson (4 - Phil Jones)
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling
17 - Nani (14 - Chicharito)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
24 - Darren Fletcher

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner (13 - Aleksander Kolarov)
16 - Kun Agüero (19 - Samir Nasri)
18 - Gareth Barry
21 - David Silva
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré
45 - Mario Bolatelli (10 - Dzeko)

Cartões Amarelos: Mario Bolatelli (23'), Vicent Kompany (40'), Anderson (61'), Patrice Evra (66'), Chris Smalling (78'), Danny Welbeck (82') e Micah Richards (85').

Cartão Vermelho: Jonny Evans (46').

Assistência: 75487 (Old Trafford)

Clima: Céu nublado (16ºC)

domingo, 7 de agosto de 2011

F.A. Community Shield - Manchester City x Manchester United

Contexto
É o primeiro jogo oficial da época para ambas as equipas. O United teve o seu último jogo de preparação apenas 2 dias antes, frente ao New York Cosmos onde venceu por 6-0. O City jogou o seu último jogo de preparação no dia 31 de Julho onde bateu o Inter de Milão por 3-0 na final do Dublin Supercup 2011. Neste jogo, caso as equipas estejam empatadas após os 90', é decidido nas grandes penalidades. Cada equipa pode fazer 6 substituições.

1ª Parte
O Manchester United entrou mais controlador no jogo, apostando claramente no ataque posicional com Anderson a ser muito importante ao dar soluções no meio campo. Atacaram ligeiramente mais pelo corredor lateral esquerdo apesar de fazerem variar muito o seu jogo. No processo defensivo, faziam 2 linhas de 4 jogadores com Welbeck a recuar ligeiramente para ocupar a zona central impedindo que Nigel de Jong tivesse espaço para jogar.
O Manchester City foi uma equipa mais direccionada para o ataque rápido com os jogadores na posse da bola a procurarem sempre um jogador mais adiantado para fazer a bola progredir com mais velocidade, ainda assim em relativa segurança não arriscando muito os passes longos. Defensivamente foram muito coesos não dando muito espaço entre-linhas aos jogadores do United.

2ª Parte
Ambas as equipas mantiveram a estrutura ao início da 2ª parte apesar das substituições do United. Apesar disso, o United entrou muito bem no jogo e ia tendo mais espaço para jogar com Cleverley a mostrar-se um jogador muito mais dinâmico a nível de movimentações que Carrick. Talvez por isso, Mancini decidiu retirar Balotelli e colocar mais um médio centro de forma a dificultar a manutenção da posse da bola por parte do United mas pouco tempo depois, o City volta a colocar um extremo em campo e volta também à sua forma inicial. O jogo tornou-se mais equilibrado e apenas um erro defensivo, já no final do jogo, permitiu que o United marcasse o 3º golo e decidi-se a partida.

Jogadores-Chave
No Mancester United, Nani foi claramente o melhor jogador pela influência directa no resultado. Não se perdeu em dribles e a sua qualidade e objectividade permitiram-lhe criar várias dificuldades ao City.
No Manchester City, Milner foi importante nas movimentações ofensivas através da criação de espaços e linhas de passe. David Silva também fez um bom jogo procurando sempre os espaços livres quer nos corredores laterais como no central (abrindo espaço para a subida do lateral).

Substituições
Int - Entra Tom Cleverley para o lugar de Michael Carrick. Troca directa.
Int - Entra Jonny Evans para o lugar de Nemanja Vidic. Troca directa.
Int - Entra Phil Jones para o lugar de Rio Ferdinand. Troca directa.
58' - Entra Gareth Barry para o lugar de Mario Balotelli. Barry foi jogar para o meio campo dando mais consistência e segurança. Talvez uma tentativa de se superiorizar ao United no meio campo onde estes só tinham 2 jogadores.
66' - Entra Adam Johnson para o lugar de James Milner. O City volta a actuar com 2 alas de raiz. Para além de Milner já ter um cartão amarelo, o facto de Evra também o ter visto na 1ª parte pode ter sido a razão para ter colocado um desequilibrador nesse corredor.
71' - Entra Rafael para o lugar de Patrice Evra. Troca directa. Parece ter sido uma substituição em resposta à anterior, tirando Evra que tinha um amarelo, 70' de jogo e um adversário directo desequilibrador e acabado de entrar.
72' - Entra Gaël Clichy para o lugar de Kolarov. Troca directa. Para além de refrescar o lado esquerdo da defesa, Kolarov já tinha um cartão amarelo e não era tão forte ofensivamente quanto Clichy.
88' - Entra Dimitar Berbatov para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa, provavelmente com Alex Fergunson a ter já em vista a experiência e qualidade de Berbatov para as grandes penalidades.

Golos
37' - David Silva marca um livre no lado direito do ataque do Man. City para o centro da área onde aparece Lescott a cabecear para o golo.
44' - Dzeko recebe um passe do lado esquerdo e, a meio do meio-campo do ataque, sem grande oposição por parte dos jogadores do Man. United, remata para o golo.
51' - Ashley Young marca um livre do lado esquerdo do seu ataque para o centro da área onde Chris Smalling consegue desviar com o pé para a baliza do City.
57' - Cleverley joga para a entrada da área para Danny Welbeck que de calcanhar passa de primeira para Rooney, este joga para Nani que está no meio à entrada da área. Nani devolve a Rooney que de calcanhar joga para Cleverley que toca de primeira para Nani que pica a bola por cima do Joe Hart.
93' - Num canto defensivo, Rooney chuta a bola para o meio-campo para tirar a bola da zona de perigo. Kompany falha a intercepção e Nani consegue isolar-se e só teve de driblar o Joe Hart para fazer o golo.

Man. City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner (11 - Adam Johnson)
10 - Dzeko
13 - Kolarov (22 - Gaël Clichy)
21 - David Silva
34 - Nigel de Jong
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli (18 - Gareth Barry)

Man. United
1 - David de Gea
3 - Patrice Evra (21 - Rafael)
5 - Rio Ferdinand (4 - Phil Jones)
8 - Anderson
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling
15 - Nemanja Vidic (23 - Jonny Evans)
16 - Michael Carrick (35 - Tom Cleverley)
17 - Nani
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck (9 - Dimitar Berbatov)
Cartões Amarelos: Anderson (19'), Dzeko (19'), Micah Richards (21'), Yaya Touré (33'), Patrice Evra (39'), James Milner (55') e Kolarov (60').

Assistência: 77169 (New Wembley Stadium)

Clima: Chuva com abertas (17ºC)