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sábado, 25 de maio de 2013

Champions League - Dortmund 1 x 2 Bayern Munique (Final)


Marcha no Marcador
60' - 0x1 (Mario Mandzukic)
68' - 1x1 (Ilkay Gündogan)
89' - 1x2 (Arjen Robben)

1ª Parte
Ambas as equipas estiveram muito pressionantes nas transições defensivas e isso resultou num grande número de turnovers, com um jogo muito disputado mas sem grandes oportunidades. O Bayern Munique jogou em ataque posicional e teve por isso uma maior percentagem de posse da bola mas acabou por ter menos remates que o Dortmund (apesar de terem tido as melhores oportunidades de golo), que jogou predominantemente em contra-ataque. Ainda assim o realce vai para a ação defensiva da equipa do Dortmund que tentou claramente impedir que os centrais conseguissem prosseguir com bola com Reus e Lewandowski a posicionarem-se sempre de forma a dificultar a ação com bola de Boateng e Dante. Isto fez com que o Bayern Munique tivesse dificuldades em criar desequilíbrios pelo corredor central, com a equipa a também não conseguir desequilibrar pelos corredores laterais graças à grande disponibilidade defensiva dos extremos do Dortmund que ajudaram sempre que foi preciso os respetivos laterais. Por tudo isto, as melhores oportunidades criadas pelo Bayern Munique surgiram de transições ofensivas. Com o decorrer do jogo, começamos a ver Schweinsteiger a surgir em posições mais recuadas para fazer o transporte de bola que muitas vezes é feito pelos centrais, de forma a desequilibrar a estrutura do Dortmund.

2ª Parte
Com o passar dos minutos, o jogo começa a ficar um pouco mais partido e mais disputado. A primeira substituição só surgiu aos 90' o que mostrou que ambos os técnicos estavam satisfeitos com as respetivas equipas e ambos sentiam que dado o equilíbrio do jogo, era bastante provável que o jogo seguisse para prolongamento e quiseram poupar as substituições para esse período. O momento chave foi naturalmente o golo de Robben que aconteceu após ambos os extremos entrarem na zona central e combinarem entre si, usando a sua grande qualidade para 'destruir' a defesa do Dortmund e marcarem o golo da vitória. Jürgen Klopp ainda coloca mais um avançado para os minutos finais (com Hummels a também subir em algumas situações ofensivas) mas não foi suficiente para alterar o rumo do jogo.

Substituições
91' - Entra Julian Schieber para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Piszczek passa a fazer todo o corredor direito e o Dortmund passa a jogar com dois pontas de lança, Schieber e Lewandowski.
91' - Entra Nuri Sahin para o lugar de Sven Bender. Troca direta.
91' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez, Schweinsteiger sobre para a posição dez e Müller passa para extremo direito.
94' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Dante (29'), Franck Ribéry (73') e Kevin Grosskreutz (73').

Assistência: 86298 (Wembley Stadium)                                                                                   

Clima: Céu limpo (14ºC)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Champions League - Bayern Munique 4 x 0 Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
25' - 1x0 (Thomas Müller)
49' - 2x0 (Mario Gómez)
73' - 3x0 (Arjen Robber)
82' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
Logo no pontapé de saída deu para ver um aspeto que pode ter sido uma boa estratégia por parte do Bayern Munique. Com o céu limpo, o centro do terreno estava encharcado, zona do campo muito utilizada pelo Barcelona na construção de jogo, com a equipa da casa a apostar habitualmente mais pelos corredores laterais. Jupp Heynckes tentou assim controlar o jogo do Barcelona logo à partida durante o início do jogo (uma vez que a drenagem do campo resolveu o assunto ainda antes do intervalo). O Barcelona foi igual a si próprio, jogando em ataque posicional, trocando muito a bola pelo meio campo mas mostrando muitas dificuldades em chegar ao último terço, por culpa da excelente ação defensiva do Bayern. Enquanto os médios Müller, Schweinsteiger, e Javi Martínez mostravam uma grande preocupação em pressionar os médios do Barcelona quando estes recebiam a bola (raramente pressionavam os centrais sabendo que estes não iriam criar grandes desequilíbrios), também Mario Gómez foi muito importante defensivamente, fechando muitas vezes o espaço de Busquets, limitando muito a fluidez do jogo do Barcelona e obrigando os adversários a correr mais para criar linhas de passe. Por várias vezes vimos todo o meio campo do Bayern concentrado num dos lados do campo (deixando apenas o extremo contrário a fazer equilíbrio do outro lado) onde o Barcelona tinha a bola, sabendo de antemão que os jogadores adversários jogam sempre muito próximos no processo ofensivo A falta de eficiência na construção de jogo do Barcelona notou-se quando Messi começou a descer até ao meio campo para receber a bola, sinal habitual sua frustração quando não é solicitado em zonas mais ofensivas. O Bayern chegou à vantagem num dos seus pontos fortes já esperados relativamente ao Barcelona, as bolas paradas (canto).

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Bayern consegue marcar cedo, uma vez mais através de canto. O jogo mantinha-se da mesma forma, o Barcelona com mais posse de bola mas sempre inconsequente, com Neuer a ter um jogo descansado enquanto os seus colegas mantinham o Barcelona longe da sua baliza. Jupp Heynckes é o primeiro treinador a mexer, fazendo uma reestruturação do meio campo habitual em situações de vantagem, com Luiz Gustavo a entrar para o lado de Martínez e Schweinsteiger a subir para a posição dez. Minutos depois desta troca, o Bayern faz o terceiro golo num contra-ataque e decide desde logo o jogo a favor da sua equipa. A partir daí, Jupp Heynckes foi gerindo a sua equipa (dá tempo de jogo a Pizarro e Shaqiri) e Tito Vilanova coloca em campo aquela que parecia ser a única alternativa viável que tinha no banco, David Villa, sem que este trouxesse efeitos práticos. Este foi um jogo estranhamente tranquilo para o Bayern Munique, onde ao controlar o meio campo do Barcelona, conseguiu também anular Messi que sem conseguir ser solicitado pelos colegas, passou ao lado do jogo.

Substituições
71' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Mario Gómez. Luiz Gustavo fica a médio centro, Schweinsteiger passa para a posição dez e Müller sobe para ponta de lança.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sánchez. Messi passa para o lado direito e Villa fica a jogar a ponta de lança.
89' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Gómez (37'), Marc Bartra (39'), Javi Martínez (46'), Alexis Sánchez (86'), Bastian Schweinsteiger (87'), Jordi Alba (89') e Andrés Iniesta (92').

Assistência: 68000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (16ºC)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Champions League - Juventus 0 x 2 Bayern Munique (Quartos de Final - 2ª Mão)


Marcha no Marcador
64' - 0x1 (Mario Mandzukic)
91' - 0x2 (Claudio Pizarro)

1ª Parte
Ambas as equipas jogavam em ataque posicional, a única diferença na eficácia do seu jogo apoiado residia na ação ofensiva do adversário. O Bayern Munique pressionava a todo o campo, com os jogadores da frente a serem particularmente assertivos nestas ações, o que dificultava muito o processo ofensivo da Juventus. Por outro lado, a Juventus também tentava pressionar o Bayern (a desvantagem na eliminatória obrigava a isso) mas o seu sistema tático era propenso a desequilíbrios ofensivos caso esta pressão fosse feita em zonas muito avançadas no terreno. Jogando com 3 centrais contra uma equipa onde os extremos são os principais desequilibradores, dificulta muito a subida dos alas que são obrigados a defender. Ainda assim, por várias vezes, o Bayern trocou a bola a toda a largura com o objetivo de atrair a equipa adversária (para desposicionar os alas) de forma a encontrar espaço para lançar os extremos no corredor lateral, obrigando um dos centrais a ir ao seu encontro e fragilizando a equipa adversária na zona de finalização. Ribéry assumiu uma importância vital no jogo do Bayern, tendo aparecido várias vezes em zonas centrais para criar superioridade numérica no meio campo, impedindo qualquer tentativa da equipa adversária de realizar marcações individuais, dando sempre muito espaço aos seus colegas para jogar. Shcweinsteiger também mostrou muita mobilidade, dando uma grande dinâmica ofensiva à sua equipa. Na Juventus, era natural a procura dos corredores laterais para atacar mas Alaba e Lahm raramente se deixam surpreender e foi preciso os médios Marchisio e Pogba virem ajudar os seus alas a criar desequilíbrios.

2ª Parte
Apenas aos 66' (2' depois de terem sofrido golo) é que Antonio Conte mexe na equipa colocando Matri por Quagliarella. As outras duas substituições de Conte foram também trocas diretas e apesar de manter o mesmo sistema tático, tendo de marcar dois golos para igualar a eliminatória, pode ser criticado por excesso de conservadorismo mas da forma que o Bayern estava a jogar, era difícil retirar um jogador fosse de que setor fosse para colocar mais um atacante, uma vez que corria o risco de desequilibrar por completo a sua equipa em fase defensiva. Jupp Heynckes, como é habitual, deixou as alterações para o fim do jogo, sendo que a primeira foi feita apenas aos 80' e foi talvez a mais controversa, colocando um jogador em risco de suspensão caso visse um cartão, por troca com Ribéry tendo inclusive um extremo no banco. Poderia até ter a intenção de procurar o cartão para esse jogador para o 'limpar' para a 2ª mão mas apesar de ser bastante arriscado, o jogador não viu o cartão. De resto, o jogo não foi mais que a gestão dos jogadores do Bayern e o tentar o golo de honra por parte da Juventus uma vez que a eliminatória, da forma que o jogo corria, já estava decidida desde o golo de Mandzukic.

Substituições
35' - Entra Jérôme Boateng para o lugar de Daniel van Buyten. Troca direta com Van Buyten a sair lesionado.
66' - Entra Alessandro Matri para o lugar de Fabio Quagliarella. Troca direta.
69' - Entra Mauricio Isla para o lugar de Simone Padoin. Troca direta.
79' - Entra Emanuele Giaccherini para o lugar de Claudio Marchisio. Troca direta.
80' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Müller passa para o lado esquerdo, Schweinsteiger fica na posição dez e Luiz Gustavo vai para médio centro.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Velasco Carballo (Espanha)

Cartões Amarelos: Mario Mandzukic (7') e Leonardo Bonucci (13').

Assistência: 40823 (Juventus)

Clima: Céu limpo (13ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Arsenal x Bayern Munique (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
7' - 0x1 (Toni Kroos)
21' - 0x2 (Thomas Müller)
55' - 1x2 (Lukas Podolski)
77' - 1x3 (Mario Mandzukic)

1ª Parte
O posicionamento de Walcott na frente de ataque poderia indicar uma estratégia de contra-ataque por parte do Arsenal mas estes mantiveram-se fieis àquilo que costuma ser o seu jogo, com um futebol muito apoiado, arriscando pouco passes longos para o último terço, tentando atacar só na certa. Tiveram várias dificuldades em entrar na estrutura defensiva do Bayern, com os jogadores a não mostrarem a mobilidade suficiente para quebrar a organização defensiva adversária. Sem bola, foram um pouco passivos, defendendo no seu próprio meio campo e dando alguma espaço aos adversários para trocarem a bola. Pressionavam poucas vezes.
O Bayern Munique também defendeu no seu próprio meio campo durante a maior parte do tempo, com uma grande preocupação em fechar as linhas de passe interiores quando a bola estava na defesa adversária. Mandzukic e Kroos foram muito importantes em fechar o corredor lateral, com os dois médios centro e cobrirem rapidamente os médios adversários e os extremos a caírem rapidamente em cima dos laterais mal estes recebiam a bola. Apesar de não terem sido muito pressionantes (apenas o eram nas transições defensivas), estiveram muito bem organizados e conseguiram assim controlar o adversário mesmo quando não tinham a bola. Tal como o Arsenal, também jogaram em ataque posicional com os jogadores da frente a mostraram muita mobilidade com várias desmarcações com vista a abrir espaços para os colegas, com este aspecto a funcionar muito bem com a entrada dos extremos para o corredor central para abrir espaço para a entrada do lateral no corredor.

2º Parte
O Bayern Munique desce mais as linhas e deixa de pressionar tanto o adversário com bola, o que permite ao Arsenal assumir um maior controlo do jogo. Através de um canto, o Arsenal reduz a desvantagem e minutos mais tarde, Jupp Heynckes coloca Robben no lugar de Ribéry (minutos mais tarde trocou de corredor com Müller) que esteve muito apagado durante todo o jogo, talvez na tentativa de reavivar o ataque da sua equipa. Quanto ao Arsène Wenger, só aos 71' mexeu na equipa mas fez-lo claramente para melhor. Apesar de Rosický ter entrado para o lugar de Ramsey, foi a entrada de Giroud que teve mais impacto no jogo com Walcott (não teve qualquer eficácia ou eficiência como ponta de lança) a passar para o lado direito (onde se sente mais à vontade) e Cazorla a passar para o lado esquerdo (facilita os movimentos interiores que ele faz tão bem). Logo alguns minutos depois, Giroud tem uma oportunidade de golo flagrante após cruzamento de Walcott, com o remate forte a ir diretamente para Neuer. Ficou a sensação que com Giroud naquela posição desde o início do jogo (com Walcott no corredor) o Arsenal poderia ter tido mais oportunidades que aquelas que teve até então. Com Heynckes a ver o domínio do Arsenal desde o início da 2ª parte, decide reforçar a sua equipa defensivamente com a entrada de Luiz Gustavo. Ainda colocou Mario Gómez por Mandzukic mas por esta altura já o Bayern vencia por 1-3 e esta substituição acabou por não ter grandes efeitos práticos uma vez que a prioridade nos últimos minutos era defender o resultado.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Wilshere talvez tenha sido o melhor em campo, mostrando sempre uma grande capacidade técnica.
No Bayern Munique, Lahm e Müller estiveram muito bem no corredor direito, com Robben mais tarde a ser também muito eficiente nesse mesmo corredor. Javi Martínez também teve uma importância fulcral nos equilíbrios da sua equipa.

Substituições
63' - Entra Arjen Robben para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.
71' - Entra Tomás Rosický para o lugar de Aaron Ramsey. Troca direta.
72' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Lukas Podolski. Giroud fica como ponta de lança, Walcott passa para extremo direito e Cazorla para extremo esquerdo.
73' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Toni Kroos. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez e Schweinsteiger sobre para a posição dez.
79' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Thomas Vermaelen (15'), Bacary Sagna (23'), Mikel Arteta (24'), Bastian Schweinsteiger (36'), Thomas Müller (58'), Lukas Podolski (66'), Aaron Ramsey (67') e Philipp Lahm (90').

Assistência: 59974 (Emirates Stadium)

Clima: Céu limpo (3ºC)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Bundesliga - Bayern Munique x Dortmund (15ª Jornada)


1ª Parte
O Bayern Munique entrou a dominar o jogo, jogando em ataque posicional e atacando muito pelos corredores laterais, preferencialmente pelo corredor esquerdo com Alaba e Ribéry muito em jogo. Kroos recuava muito no terreno para vir buscar jogo, deixando Mandzukic muito desamparado para que fosse viável um atacante pelo corredor central. Quando tal acontecia, Mandzukic era sempre solicitado pelo ar. A primeira fase de construção era sempre curta, com os defesas a serem sempre solicitados por Neuer. Sem bola, defenderam de forma compacta no seu próprio meio campo.
O Dortmund jogou de forma pressionante no setor ofensivo com a linha defensiva adversária a ter pouco tempo para manter a posse da bola e a ser obrigada a jogar várias vezes para o seu guarda-redes. Apesar desta pressão dos seus atacantes, a linha defensiva ficava sempre atrás da linha do meio campo, o que dá a entender que o objetivo da pressão era que o adversário batesse longo de forma a ganhar a bola em zonas mais recuadas. Apesar de jogarem em ataque posicional, mostraram um jogo muito objetivo e vertical, tentando sempre chegar de forma rápida ao último terço. A maioria dos ataques aconteceram pelo corredor direito com Götze a ser dos jogadores mais solicitados e Pisczcek a acompanhar sempre as jogadas com vários overlaps. Götze mostrou sempre uma grande mobilidade e por vezes entrava no corredor central, dando espaço a Kuba para explorar o corredor direito.

2ª Parte
A segunda parte veio sem alterações mas passados alguns minutos começou-se a notar que ambas as equipas começaram a ter um jogo cada vez mais vertiginoso e vertical, algo mais visível do lado do Bayern Munique que tinha vindo a praticar um jogo mais paciente. Foi exatamente através de um lançamento direto para o ataque que surgiu o primeiro golo de Kroos. Pouco tempo depois Götze marca no seguimento de um canto. No lado do Bayern não houve grande interesse nas substituições com uma a ser forçada e a outra foi uma troca direta colocando Gómez que vem recuperando o ritmo competitivo após lesão. Klopp tentou mudar o jogo puxando Götze para o meio mas tal não surtiu grandes efeitos. Nos minutos finais o Bayern Munique mostrou-se muito perigoso, conseguindo controlar o jogo e criando várias oportunidades, negadas pelo guarda-redes Weidenfeller.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, grande parte do jogo passa por Frank Ribéry e David Alaba.
No Dortmund, Götze é o jogador que mais desequilibra ofensivamente. Pela exibição na parte final do jogo, Weidenfeller tem de ser considerado um dos melhores em campo.

Marcha no Marcador
67' - 1x0 (Toni Kroos)
74' - 1x1 (Mario Götze)

Substituições
37' - Entra Jérôme Boateng para o lugar de Holger Badstuber. Badstuber sai lesionado, Boateng fica no eixo da defesa descaído para o lado direito com Dante ficar descaído para o lado esquerdo.
73' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Perisic fica a jogar a extremo esquerdo, Götze vai para a posição dez e Reus passa para o lado direito.
81' - Entra Felipe Santana para o lugar de Neven Subotic. Troca direta com Subotic a sair lesionado.
86' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.
90' - Entra Julian Schieber para o lugar de Mario Götze. Troca direta.


Árbitro: Peter Gagelmann

Assistência: 71000 (Allianz Arena)

Clima: Céu nublado (-3ºC)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DFL Supercup - Bayern Munique x Dortmund

1ª Parte
Apesar de o Bayern Munique ter utilizado o ataque posicional na maior parte das suas acções ofensivas, tentavam várias vezes o ataque rápido, tentando colocar a bola nas costas da defesa de forma a aproveitar a velocidade dos seus extremos. Quando os extremos recebiam a bola no pé, eram recorrentes as iniciativas individuais, tentando vencer os duelos individuais para criar desequilíbrios. Sem bola, jogaram com um bloco médio/alto, com Mandzukic e Müller responsáveis por pressionar a linha defensiva no meio campo ofensivo.
O Dortmund jogou com a linha defensiva muito avançada, o que lhes criou problemas nos dois golos sofridos. Apesar da linha defensiva estar subida, os jogadores mais ofensivos pouco trabalharam na frente para pressionar os adversários, o que deu a iniciativa do jogo ao adversário. No processo ofensivo, atacaram mais e melhor pelo lado direito, com o lateral Piszczek a subir muito bem no terreno. À excepção do corredor lateral direito, a equipa não mostrou muita mobilidade e teve dificuldades em criar desequilíbrios no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Com uma desvantagem de dois golos, o Dortmund subiu naturalmente no terreno e começou a pressionar os defensores do Bayern mais perto da baliza de Neuer. Não houve alterações nos sistemas tácticos mas as substituições de Klopp tiveram um impacto positivo no jogo, que começou a ser mais equilibrado. Em contrapartida, o Bayern foi assegurando uma maior solidez defensiva com a entrada de Badstuber para lateral esquerdo e Tumoshchuk para o meio campo. Apesar do bom golo do Dortmund, o Bayern pareceu ter sempre o jogo controlado.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, todo o quarteto ofensivo este bem, responsáveis por grande parte das situações de perigo criadas pela equipa.
No Dortmund, os laterais tiveram uma boa influência no jogo ofensivo.

Marcha do Marcador
6' - 1x0 (Mario Mandzukic)
11' - 2x0 (Thomas Müller)
75' - 2x1 (Robert Lewandowski)

Substituições
64' - Entra Mario Götze para o lugar de Moritz Leitner. Götze joga na posição dez com Reus a passar para o lado esquerdo.
64' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Kevin Grosskreutz. Perisic fica a jogar a médio centro.
70' - Entra Holger Badstuber para o lugar de Emre Can. Troca directa.
71' - Entra Julian Schieber para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Schieber fica na posição dez com Götze a passar para o lado direito.
80' - Entra Anatoliy Tymoshchuk para o lugar de Frank Ribéry. Kroos vai para a posição dez, Müller passa para extremo direito e Tymoshchuk joga a médio centro.
86' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Arjen Robben. Troca directa.


Árbitro: Michael Weiner

Cartões Amarelos: Luiz Gustavo (28'), Emre Can (37'), Marcel Schmelzer (42'), Mario Mandzukic (68') e Arjen Robben (82').

Assistência: 69000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sábado, 19 de maio de 2012

Champions League - Bayern Munique x Chelsea (Final)

1ª Parte
As principais dificuldades defensivas do Bayern Munique aconteceram em momentos de transição defensiva, até porque tiveram a maior percentagem de posse da bola. Ainda assim estiveram muito seguros com o Chelsea a conseguir poucas oportunidades de finalização. Ofensivamente, davam preferência aos corredores laterais para progredir no terreno. Devido à forma de defender do Chelsea, era aí que conseguiam mais espaço para decidir. A partir daí, ou surgiram cruzamentos por parte dos extremos ou dos laterais que faziam o overlap, ou os extremos entravam no corredor central com bola controlada para tentar o remate cruzado.
O Chelsea não se preocupou em pressionar os adversários em zonas avançadas, preferindo assegurar uma boa ocupação racional do espaço nas zonas mais perto da sua baliza. Mostraram uma boa coordenação inter e intra-sectorial, com as linhas próximas e muito concentrados no corredor central, anulando quase por completo Thomas Müller. Apesar de dar a iniciativa de jogo ao Bayern, não se limitaram ao contra-ataque quando tinham a bola, aliás, esta solução era usada apenas em condições claramente favoráveis. Muitas vezes tentaram usar o ataque posicional para subir no terreno mas a pouca mobilidade dos jogadores mais ofensivos fez com que a equipa procurasse os desequilíbrios com acções individuais dos seus jogadores, havendo várias tentativas de drible no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Apesar de o Chelsea parecer ter adoptado uma mentalidade mais ofensiva, o jogo manteve-se com a mesma tendência ao longo do jogo com nenhum dos treinadores a fazer alterações no jogo. Só aos 73', com a entrada de Malouda, é que Di Matteo deu a entender que estava a procurar algo mais. Malouda tem mais experiência e características mais ofensivas que Bertrand (lateral a jogar a extremo). O Bayern, depois do golo marcado, coloca Van Buyten e apesar de não alterar o sistema, fica com um onze mais defensivo.

1ª Parte do Prolongamento
Aqui houve apenas uma substituição forçada devido a lesão de Ribéry. De salientar apenas a grande penalidade falhada por Robben (defesa de Petr Cech).

2ª Parte do Prolongamento
Nada a apontar.

Penaltis
1 - Lahm remata para o lado direito com Cech ainda a tocar na bola.
1 - Mata remata para o lado direito com Neuer a defender a bola.
2 - Gómez remata para o lado direito com Cech a não chegar à bola.
2 - David Luiz remata para o lado direito ao ângulo com Neuer a cair para o lado esquerdo.
3 - Neuer remata para o lado esquerdo com Cech a não chegar à bola.
3 - Lampard remata forte e alto para o meio da baliza com Neuer a cair para o lado esquerdo.
4 - Olic remata para o lado direito com Cech a defender.
4 - Ashley Cole remata para o lado direito com Neuer a não chegar à bola.
5 - Schweinsteiger remata ao poste do lado direito.
5 - Drogba remata para o lado esquerdo com Neuer a cair para o lado direito.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, Robben foi quem mais criou perigo, mostrando muita facilidade em entrar em zonas centrais, desequilibrando assim a defesa adversária.
No Chelsea, tanto Mikel como Lampard foram muito importantes em acções de contenção e cobertura defensiva. Drogba, para além do golo, mostrou sempre autoridade no ataque, mesmo desapoiado pelos colegas.

Golos
83' - Toni Kroos, no vértice da grande área do lado esquerdo, cruza ao 2º poste onde Thomas Müller aparece para cabecear para o golo.
88' - Mata marca o canto do lado direito ao 1º poste onde aparece Drogba a cabecear para o golo.

Substituições
73' - Entra Florent Malouda para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa.
84' - Entra Fernando Torres para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
87' - Entra Daniel van Buyten para o lugar de Thomas Müller. Van Buyten vai para central, Tymoschuk passa para médio defensivo e Kroos vai para a posição 10.
97' - Entra Ivica Olica para o lugar de Franck Ribéry. Troca directa.

Bayern Munique
1 - Manuel Neuer
7 - Franck Ribéry (11 - Ivica Olica)
10 - Arjen Robben
17 - Jérôme Boateng
21 - Philipp Lahm
25 - Thomas Müller (5 - Daniel van Buyten)
26 - Diego Contento
31 - Bastian Schweinsteiger
33 - Mario Gómez
39 - Toni Kroos
44 - Anatoliy Tymoschuk
Treinador: Jupp Heynckes

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
12 - John Obi Mikel
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (9 - Fernando Torres)
24 - Gary Cahill
34 - Ryan Bertrand (15 - Florent Malouda)
Treinador: Roberto Di Matteo

Cartões Amarelos: Bastian Schweinsteiger (2'), Ashley Cole (82'), David Luiz (86'), Didier Drogba (94'), Fernando Torres (120').

Assistência: 62500 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (20ºC)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UEFA Champions League (Grupo A) - Manchester City x Bayern Munique (6ª Jornada)

Contexto
O Manchester City está em 3º lugar (sem hipóteses de chegar ao 1º). Para se manter na Champions League precisa de ganhar e esperar que o Nápoles não ganhe.
O Bayern Munique já tem o 1º lugar do grupo garantido.

1ª Parte
Com a vitória a interessar mais ao City que ao Bayern, era naturalmente a equipa da casa a assumir o controlo do jogo, até porque o Bayern entrou com uma equipa de recurso (naturalmente, dado que tinham o 1º lugar assegurado) deixando no banco jogadores como Neuer, Van Buyten, Lahm, Ribéry e Gómez. O City, das poucas vezes que não tinha a posse da bola, pressionava alto e quando tinham a posse da bola, preferiam jogar em segurança, trocando a bola entre os sectores defensivo e médio de forma a encontrar espaço para atacar a baliza de Butt. Ainda perto do início do jogo, Nasri troca com Silva, algo que acabou por ser muito importante com um claro aumento de produção do jogador espanhol.
O Bayern, sem bola, defendia no seu meio campo, tentando dificultar a troca de bola dos médios adversários mas sem nunca comprometer a coesão defensiva, que era maior no corredor central, tanto que o Manchester City tinha muitas dificuldades, apesar do domínio, em criar situações de perigo. Grande parte das jogadas de perigo do City aconteciam através de desequilíbrios individuais. Devido à forte pressão do City, o Bayern quase não existiu em termos ofensivos e viam-se muitas vezes obrigados a chutar a bola sem critério nem êxito para o meio campo adversário.

2ª Parte
Na 2ª parte, Silva voltou para o lado esquerdo e Nasri para a direita e foi esta a única alteração que aconteceu. O Bayern estava a fechar muito bem o corredor central e talvez esta mudança tenha sido uma forma de aproveitar os cruzamentos para a área e o fortíssimo jogo aéreo de Dzeko. O jogo esteve mais aberto, com o City a ser menos incisivo na pressão ao portador da bola o que permitiu o Bayern tê-la durante mais tempo mas nem assim foram muito perigosos para a baliza de Joe Hart. O golo do City surgiu relativamente cedo (51') e a partir daí já se notou que ambas as equipas estavam a aceitar o resultado como certo apesar de o Bayern ainda procurar o golo de honra mas sempre sem sucesso. Pouco tempo depois soube-se que o Nápoles estava em vantagem o que apesar da vitória do City, colocava a equipa inglesa na Europa League.

Jogadores-Chave
No City temos de referir, apesar de pouco vistoso, Dzeko que fez as 2 assistências para golo que apesar de não serem espectaculares foram muito eficazes e mostraram um excelente sentido de equipa do ponta de lança Bósnio.
No Bayern pouco se viu, talvez seja de realçar o jogo de Tymoschuk que esteve muito bem defensivamente com intercepções importantes.

Substituições
76' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Dzeko. De Jong vai para o lugar de Touré com este a subir para extremo esquerdo e Silva para a posição 10.
80' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Yaya Touré. Troca directa.
80' - Entra Takashi Usami para o lugar de Nils Peterson. Usami vai para extremo direito, Pranjic para extremo esquerdo, Alaba para 10 e Olic para ponta de lança.
83' - Entra Adam Johnson para o lugar de David Silva. Johnson passa a jogar a estremo esquerdo com Balotelli a passar para a posição 10.

Golos 
36' - Depois de um lançamento de Savic, Barry cruza do lado direito para a entrada da área onde Dzeko combina de primeira com Silva e este remate ao 2º poste sem hipóteses de defesa.
51' - Touré no meio campo passa para Agüero na direita e procura o espaço na frente, Agüero passa para Dzeko na esquerda que dá de primeira para Touré que isolado remata rasteiro para o golo.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
10 - Dzeko (34 - Nigel de Jong)
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri
21 - David Silva (11 - Adam Johnson
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré (45 - Mario Balotelli)

Bayern Munique
22 - Hans-Jörg Butt 
9 - Nils Peterson (14 - Takashi Usami)
11 - Ivica Olic
13 - Rafinha
17 - Jérôme Boateng
23 - Danijel Pranjic
26 - Diego Contento
27 - David Alaba
28 - Holger Badstuber
30 - Luiz Gustavo
44 - Anatoliy Tymoschuk

Cartões Amarelos: Ivica Olic (13') e Luiz Gustavo (34').

Assistência: 46002 (Ettihad Stadium)

Clima: Céu nublado (5ºC)