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sábado, 5 de maio de 2012

The FA Cup - Chelsea x Liverpool (Final)

1ª Parte
O Chelsea entrou em jogo com uma postura muito cautelosa, apostando em criar desequilíbrios através das transições ofensivas, colocando para isso dois jogadores muito rápidos nos corredores laterais (Ramires e Kalou). Foi mesmo através de um contra-ataque que Ramires fez o golo. Defensivamente, esperavam pelo Liverpool no seu meio campo, sem intenções de criar grandes transtornos ao adversário na 1ª e 2ª fase de construção. Estiveram muito bem na ocupação dos espaços defensivos, não dando ao Liverpool grandes oportunidades de criar oportunidades no último terço ofensivo.
O Liverpool entrou um pouco mais pressionante que o Chelsea, tentando impedir a 1ª fase de construção, obrigando frequentemente Petr Cech a bater directamente para o meio campo. Esta pressão era mais visível em acções de transição defensiva, sendo que em ataque organizado do adversário, também priorizavam o equilíbrio defensivo, tentando apenas criar dificuldades na 2ª fase de construção do Chelsea com Henderson e Gerrard a pressionarem os jogadores do meio campo adversário que recebiam a bola. O Liverpool optava poucas vezes pelo jogo directo, preferindo trocar a bola entre os jogadores mais recuados, à procura de espaços no meio campo. Para criarem espaços, os 3 médios centro trocavam várias vezes de posição com Spearing a correr em profundidade e Henderson e Gerrard a virem buscar jogo. Estas movimentações tiravam frequentemente Juan Mata da jogada mas Obi Mikel e Lampard estiveram muito bem a fechar o corredor central.
Tacticamente este jogo não teve muito interesse, com o Chelsea a conseguir o seu objectivo relativamente cedo e o Liverpool a não conseguir encontrar soluções para bater a defesa adversária.

2ª Parte
O Chelsea conseguiu logo aos 7' da 2ª parte fazer o 2-0 e só depois se viram as primeiras alterações tácticas no jogo. Primeiro, a mudança do Liverpool para 1-4-4-2 onde se procurou constantemente colocar bolas nos corredores laterais para se fazer o cruzamento para a área onde Andy Carrol era a principal referência, servindo muitas vezes de apoio para os jogadores circundantes ou procurando ele mesmo a finalização. Esta foi mesmo a substituição mais importante, virando o jogo a favor do Liverpool. Com dois pontas de lança na área, os laterais do Chelsea fechavam no corredor central para ajudar na marcação o que abriu mais espaços no corredor lateral e facilitava o aparecimento de vários cruzamentos para a área. Para dificultar os cruzamentos do Liverpool, os extremos do Chelsea tinham de fechar o corredor lateral no seu terço defensivo e assim a estratégia montada em torno da velocidade dos extremos e das saídas para contra-ataque ficavam comprometidas. Foi assim que o Liverpool teve o maior ascendente no jogo, criando várias situações de finalização que não foram aproveitadas. O Chelsea voltou a equilibrar o jogo com a entrada de Meireles e consequente alteração do sistema táctico para 1-4-3-3, ganhando mais homens no meio campo e conseguindo uma maior eficácia na ocupação dos espaços defensivos.

Jogadores-Chave
No Chelsea, não houve nenhum jogador que se destacasse em demasia, viram-se sim vários jogadores importantes no jogo como Drogba, Lampard e Ramires.
No Liverpool, Andy Carrol foi o jogador mais marcante da partida, marcando um golo e criando várias dificuldades à defesa do Chelsea, ganhando várias bolas no último terço ofensivo.

Golos
11' - Numa transição ofensiva, Juan Mata conduz a bola no meio campo e lança Ramires em profundidade que consegue passar em velocidade pelo seu adversário directo e isolado remata para o golo já dentro da área.
52' - Lampard consegue driblar um adversário no meio campo e lançar Drogba que se desmarca entre o central e o lateral direito, enquadra-se com a baliza e remata cruzado com o pé esquerdo fazendo o golo.
64' - Andy Carrol recebe uma bola proveniente de um mau alívio e depois de driblar Terry dentro da área, remata forte para o golo.

Substituições
55' - Entra Andy Carrol para o lugar de Jay Spearing. O Liverpool passa a jogar em 1-4-4-2 com Carrol a jogar na frente de ataque ao lado de Suárez.
77' - Entra Raul Meireles para o lugar de Ramires. Chelsea muda para 1-4-3-3 com Meireles a jogar a interior direito, Lampard a interior esquerdo, Mata vai para o corredor lateral esquerdo e Kalou para o lado direito.
79' - Entra Dirk Kuyt para o lugar de Craig Bellamy. Troca directa.
91' - Entra Florent Malouda para o lugar de Juan Mata. Troca directa.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires (16 - Raul Meireles)
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata (15 - Florent Malouda)
11 - Didier Drogba
12 - John Obi Mikel
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou
26 - John Terry

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
8 - Steven Gerrard
14 - Jordan Henderson
19 - Stewart Downing
20 - Jay Spearing (9 - Andy Carrol)
37 - Martin Skrtel
39 - Craig Bellamy (18 - Dirk Kuyt)

Cartões Amarelos: John Obi Mikel (38'), Daniel Agger (45') e Luis Suárez (83').

Assistência: 89102 (New Wembley Stadium)

Clima: Céu nublado (9ºC)

sábado, 3 de março de 2012

Barclays Premier League - Liverpool x Arsenal (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
4º Arsenal (46 pontos)
7º Liverpool (39 pontos)

1ª Parte
O Liverpool entrou em jogo usando um estilo de jogo muito directo, procurando sempre Suárez na frente de ataque, tentando aproveitar a sua velocidade e capacidade técnica para criar desequilíbrios. Apesar de esta ser a tendência da equipa da casa no início do jogo, ao longo da primeira parte, muito devido à forma de defender do Arsenal, o Liverpool foi tendo mais espaço para jogar e foram utilizando o ataque posicional para tentar criar situações de finalização sendo que frequentemente o último passe era feito de um corredor lateral através de cruzamentos dos extremos ou laterais. Um dos aspectos positivos do jogo do Liverpool foi a sua eficácia nas transições defensivas com uma pressão muito forte ao portador da bola no momento da perda da posse, impedindo quase sempre que o Arsenal conseguisse sair em contra-ataque.
O Arsenal, igual a si próprio, jogou como de costume em ataque posicional, tentando um jogo apoiado, priorizando a posse da bola em detrimento do jogo directo para o sector ofensivo. Tal como o Liverpool, foram vários os cruzamentos para a área mas era notória a preferência do Arsenal em atacar pelo lado direito com Sagna muito activo no processo ofensivo. Benayoun esteve muito apagado tendo muito pouca influência no jogo. O israelita não é um extremo de origem e por vezes trocava momentaneamente a sua posição com Rosicky para tentar explorar a zona central do terreno. Ao longo da 1ª parte, o Arsenal foi reduzindo a sua pressão ao meio campo do Liverpool o que, apesar de ter significado um aumento da percentagem da posse de bola da equipa da casa, fez também com que reduzissem as oportunidades de perigo através do jogo directo.

2ª Parte
À medida que o jogo foi avançando, o Arsenal, apesar de algum ascendente nos primeiros minutos, foi descendo no terreno e era notória a intenção do Liverpool em ganhar o jogo. Com os sectores muito próximos e recuados, o Liverpool gozava de mais espaço para trocar a bola o que promoveu uma maior tendência para colocar bolas altas na área apesar de não terem uma referência no jogo aéreo como seria Andy Carroll. Este tipo de jogo foi prevalecendo durante quase todo o jogo até que o Arsenal, no segundo de 8 minutos de compensação, consegue um golo num ataque rápido e depois disso ganhou confiança e conseguiu controlar a vantagem no tempo restante.

Jogadores-Chave
No Liverpool, Suárez assume um papel importantíssimo no processo ofensivo sendo que todo o jogo é inicialmente direccionado para ele e a sua capacidade física e técnica é suficiente para desequilibrar todo um sector defensivo.
No Arsenal, Szczesny fez um grande exibição na baliza mostrando uma segurança incaracterística para a sua idade. Robin van Persie despensa comentários e assume-se como dos melhores pontas de lança do mundo.

Substituições
52' - Entra Abou Diaby para o lugar de Mikel Arteta. Arteta sai lesionado com Diaby a ir para médio interior esquerdo e Rosicky para interior direito.
73' - Entra Gervinho para o lugar de Yossi Benayoun. Troca directa. Benayoun fez um jogo muito apagado e a sua substituição já era esperada.
80' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Abou Diaby. Troca directa. Diaby estava a ter uma exibição muito discreta e Chamberlain é um jogador mais ofensivo.
87' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Downing. Troca directa. Bellamy é um jogador mais assertivo.

Golos
22' - Henderson leva a bola pelo corredor lateral direito, cruza para a entrada da pequena área e Koscielny a tentar cortar a bola coloca-a dentro da própria baliza.
30' - Sagna recebe a bola no corredor lateral direito, cruza para a zona entre a defesa e o guarda-redes onde Van Persie se antecipa e cabeceia para o golo.
91' - Alex Song faz um passe longo para as costas da defesa onde Van Persie remata de primeira ao 1º poste fazendo o golo.

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
7 - Luis Suárez
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly
37 - Martin Skrtel

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosicky
8 - Mikel Arteta (2 - Abou Diaby) (15 - Alex Oxlade-Chamberlain)
10 - Robin van Persie
14 - Theo Walcott
17 - Alex Song
28 - Kieran Gibbs
30 - Yossi Benayoun (27 - Gervinho)

Cartão Amarelo: Thomas Vermaelen (63')

Assistência: 44922 (Anfield Road)

Clima: Céu pouco nublado (12ºC)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Manchester United x Liverpool (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (55 Pontos)
7º Liverpool (39 Pontos)

1ª Parte
O facto do Manchester United ter uma excelente capacidade de fechar e abrir o seu jogo, através do posicionamento dos seus jogadores e a excelente capacidade de pressionar o portador da bola nos momentos de transição defensiva, faz com que a habitual inferioridade numérica no meio campo (apenas 2 médios centro) não se faça sentir. Conseguiram ter a bola em segurança, procurando muitas vezes os corredores laterais durante o processo ofensivo, tentando aproveitar os cruzamentos para a área para conseguir a finalização dos 2 pontas e de Scholes que entrava várias vezes na grande área.
O Liverpool optava por recuar as linhas no processo defensivo e não ousava pressionar muitos o portador da bola com os jogadores do United a terem tempo e espaço para a tomada de decisão, mesmo no corredor central. Optaram claramente por explorar o contra-ataque, tentando aproveitar a velocidade de Suárez que era a referência ofensiva.

2ª Parte
A 2ª parte começou praticamente com o golo do Manchester United e 50' de jogo já o Liverpool perdia por 2-0. Após uma 1ª parte em que o Liverpool criou pouco perigo para o United, era óbvio que alguma coisa tinha de ser alterada na equipa. A opção foi a mudança de sistema de jogo para 1-4-4-2 com Carrol e Suárez como jogadores mais ofensivos. Apesar de o Liverpool ter colocado mais gente na frente, continuou uma equipa muito passiva no processo defensivo e pouco fazia para recuperar a bola. A falta de mobilidade dos seus jogadores  no processo ofensivo também não facilitou a sua acção pois o Manchester United desceu mais as linhas e foram magistrais a fechar os espaços para o adversário. A partir daqui, o Liverpool teve um pouco mais a bola, mais devido ao facto do Manchester ter abdicado de atacar tanto que por mérito próprio, conseguiu marcar de bola parada mas o jogo pareceu sempre controlado para a equipa da casa.

Jogadores-Chave
No Manchester United Rooney foi o homem do jogo pela influência directa no resultado. Destaque para o sector médio que esteve muito bem tanto defensivamente como ofensivamente.
No Liverpool não houve ninguém que se destacasse, após uma exibição algo apagada.

Substituições
60' - Entra Andy Carrol para o lugar de Jay Spearing. Sai o médio defensivo e entra um ponta de lança, o Liverpool joga assim em 1-4-4-2.
60' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Dowining. Troca directa. Downing fez um jogo muito apagado e Bellamy é um jogador mais ofensivo.
74' - Entra Charlie Adam para o lugar de Dirk Kuyt. Adams joga no meio campo com Gerrard e Henderson passa para o lado direito. Tentativa de aproveitar o maior virtuosismo de Henderson para criar desequilíbrios na defesa adversária.

Golos
46' - Canto marcado do lado direito por Ryan Giggs para a entrada da pequena área com a bola a ser desviada por Henderson e a sobrar para Rooney que de primeira remata para o golo.
49' - Spearing perde a bola para Valencia que consegue isolar Rooney que já dentro da área, só com Reina pela frente, remata rasteiro para o golo.
79' - Livre marcado a meio do meio campo para a grande área, a bola bate em Ferdinand que não a consegue aliviar e esta sobra para Suárez que remata para o golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
19 - Danny Welbeck
21 - Rafael
22 - Paul Scholes
25 - Luís Valencia

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Jonhson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
8 - Steven Gerrard
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (26 - Charlie Adam)
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing (9 - Andy Carrol)
37 - Martin Skrtel

Cartões Amarelos: Stewart Downing (44') e Michael Carrick (79').

Assistência: 74844 (Old Trafford)

Clima: Céu nublado (0ºC)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Liverpool x Newcastle (19ª Jornada)

Classificação Jornada 18
6º - Liverpool (31 pontos)
7º - Newcastle (30 pontos)

1ª Parte
O Liverpool usa o ataque posicional como método de jogo ofensivo, tentando trocar a bola em segurança à procura de espaço para atacar, preferencialmente pelos corredores laterais. Fizeram vários cruzamentos para a grande área, principalmente do lado direito onde Downing puxava a bola para o pé esquerdo cruzando na direcção da baliza. O Liverpool teve muita facilidade no início do jogo em manter a bola devido à superioridade numérica no meio campo mas com o decorrer do jogo o Newcastle começou a fechar mais o corredor central.
O Newcastle iniciou o jogo apostando claramente no ataque rápido e contra-ataque. Vuckic jogou atrás de Demba Ba e pareceu que o seu papel, defensivamente, era dificultar a 2ª fase de construção do Liverpool, fechando as linhas de passe dos defesas para os médios centro mas mostrou-se pouco eficaz nessa tarefa, tal como ofensivamente que pouco apareceu.

2ª Parte
O Newcastle procurava constantemente Demba Ba através do jogo directo mas os centrais do Liverpool fizeram um excelente trabalho ao anular o jogador senegalês. Com o decorrer da 2ª parte viu-se uma ligeira alteração da tendência do jogo com o Newcastle a assumir um maior controlo do jogo e o Liverpool a descer bastante as suas linhas defensiva e do meio campo de forma a consolidar a sua presença no terço mais defensivo. Apesar disso o Newcastle não soube usar essa maior facilidade na troca de bola para criar situações perigosas de finalização. O jogo voltou a alterar-se com a entrada de Gerrard com o Liverpool a tornar-se imediatamente mais perigoso e com os golos a aparecerem naturalmente com o decorrer do jogo.

Jogadores-Chave
No Liverpool, Bellamy foi muito importante pelos golos que marcou mas Gerrard, apesar de entrar apenas na 2ª parte, foi marcante pelo perigo que criou através da sua capacidade de passe e também pelo golo que marcou.
No Newcastle não houve grandes destaques, sendo que até o golo foi marcado por um jogador do Liverpool.

Substituições
Int - Entra Davide Santon para o lugar de Ryan Taylor. O Liverpool atacou muito pelo lado direito e Taylor já tinha um cartão amarelo pelo que era um risco tê-lo em campo.
58' - Entra Steven Gerrard para o lugar de Charlie Adam. Gerrard vem de lesão e não é titular pela falta de ritmo. Passa a jogar com uma função mais ofensiva que os colegas do meio campo.
64' - Entra Hatem Ben Arfa para o lugar de Haris Vuckic. Troca directa. Vuckic fez um jogo muito discreto e a sua saída era já esperada.
73' - Entra Dirk Kuyt para o lugar de Craig Bellamy. Troca directa com Bellamy a sair com um corte na sobrancelha.
84' - Entra Sami Ameobi para o lugar de Gabriel Obertan. Troca directa.

Golos
24' - Cruzamento do lado esquerdo de Ryan Taylor, com o pé direito, com a bola a bater no ombro de Agger, já dentro da pequena área e a trair Reina.
28' - Adam ganha uma sobra no lado direito da grande área, ganha a linha de fundo e cruza tenso para a pequena área com a defesa do Newcastle a tirar a bola para o centro da área onde Bellamy aparece sozinho para rematar para o golo.
66' - Livre directo a meio do meio campo ofensivo, descaído para o lado direito, marcado por Bellamy em força com Simpson a atrapalhar a acção de Krul e a facilitar o golo.
77' - Henderson recebe bola à entrada da área, no centro descaído para o lado esquerdo, e faz um passe de ruptura para Gerrard que perto da baliza remata rasteiro e cruzado para o golo.

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
9 - Andy Carroll
14 - Jordan Henderson
19 - Stewart Downing
20 - Jay Spearing
26 - Charlie Adam (8 - Steven Gerrard)
37 - Martin Skrtel
39 - Craig Bellamy (18 - Dirk Kuyt)

Newcastle
26 - Tim Krul
2 - Fabricio Coloccini
4 - Yohan Cabaye
5 - Danny Simpson
6 - Mike Williamson
16 - Ryan Taylor (3 - Davide Santon)
18 - Jonás Gutiérrez
19 - Demba Ba
24 - Cheik Tioté
25 - Gabriel Obertan (28 - Sami Ameobi)
29 - Haris Vuckic (10 - Hatem Ben Arfa)

Cartões Amarelos: Jonás Gutiérrez (27') e Ryan Taylor (35')

Assistência: 44372 (Anfield Road)

Clima: Noite (9ºC)

domingo, 27 de novembro de 2011

Barclays Premier League - Liverpool x Manchester City (13ª Jornada)

Contexto
O Liverpool está em 7º lugar com possibilidade de igualar o Chelsea no 5º lugar em caso de vitória.
O Manchester City está em 1º lugar a 4 pontos do 2º e com menos um jogo, e está a 12 pontos do Liverpool.

1ª Parte
O Liverpool apresenta-se muito consistente defensivamente, processo onde apenas Suárez ficava à frente da linha da bola. Defendia com 2 linhas de 4 jogadores com Lucas entre ambas as linhas. Ofensivamente, o Liverpool tentava construir jogo, quase sempre pelos corredores laterais com ambos os defesas laterais a fazer overlap aos extremos com bola. Apesar da criatividade de Henderson e a capacidade de passe de Adam, a 3º fase de construção raramente se fazia pelo corredor central. Muitas vezes tentavam também o contra-ataque mas sem sucesso.
O Manchester City conseguiu um maior domínio do jogo, jogando em ataque posicional e mostrando uma enorme paciência para construir jogo. Silva era claramente o elo de ligação entre o meio campo e o ataque. Touré não se mostrou tão ofensivo como é habitual, dando uma enorme consistência defensiva ao City no corredor central. Sempre que podiam, os laterais subiam no terreno de forma a criarem desequilíbrios.

2ª Parte
Ambas as equipas entram da mesma forma que saíram na 1ª parte mas o jogo começa com o Liverpool a querer impor o seu domínio libertando mais jogadores no processo ofensivo. As subidas constantes dos laterais do Liverpool fez com que Milner tivesse de se preocupar mais a nível defensivo mas isso não aconteceu do lado esquerdo da defesa do City com Nasri (depois Balotelli) a serem quase inexistentes a nível defensivo. A entrada de Dzeko poderá ter sido um indicador de Mancini para promover o jogo directo como forma de contra-ataque de forma a tentar aproveitar o domínio do Liverpool para criar situações de surpresa para defesa adversária, no entanto as coisas ficaram diferentes no minuto seguinte após a expulsão de Balotelli (2º amarelo). Silva teve de passar para o corredor lateral esquerdo (ele cujo processo ofensivo não é definitivamente a sua especialidade) onde, com a equipa em superioridade numérica, tinha de se preocupar em fechar o corredor para impedir as subidas de Richards. Desta forma, só com Dzeko na frente, o City quase que deixou de incomodar Reina e Dalglish lança Carrol mudando para 1-4-4-2. Continuando perigosos no jogo lateral, agora tinham 2 referências na área e conseguiram assim criar situações flagrantes de golo (valei Joe Hart ao City). Mancini viu-se, perto do fim, obrigado a colocar Touré como 3º central, assumindo de forma clara que o objectivo passava a ser o empate. Esta solução perfeitamente compreensível dado as características do jogo do Liverpool que estava apostado em criar perigo através de cruzamentos para os 2 pontas de lança.

Jogadores-Chave
No Liverpool, a equipa valeu como um todo na forma como defendeu. O sector defensivo esteve particularmente bem no jogo.
No Manchester City o melhor em campo foi claramente Joe Hart com um conjunto de defesas fantásticas, salvando o City da derrota.

Substituições
64' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Samir Nasri. Troca directa com Balotelli a mostrar menos preocupações defensivas que Nasri que esteve muito pouco em jogo.
81' - Entra Dzeko para o lugar de Kun Agüero. Troca directa entrando um jogador mais possante, possivelmente para o jogo directo do contra-ataque.
83' - Entra Andy Carrol para o lugar de Dirk Kuyt. Carrol fica a jogar a ponta de lança com Henderson a passar para o lado direito do meio campo e o Liverpool passa a jogar em 1-4-4-2.
90' - Entra Kolo Touré para o lugar de David Silva. Touré vai jogar para central com o City a jogar em 1-5-3-1.

Golos
30' - Canto marcado por David Silva, do lado direito do ataque, ao 1º poste onde aparece Kompany com o ombro a desviar a bola que entra ao 2º poste.
32' - Adam, no corredor central arrisca o remate de meia distância que é desviado por Lescott para a baliza, traindo Joe Hart.

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
14 - Jordan Henderson 
18 - Dirk Kuyt (9 - Andy Carrol)
19 - Stewart Downing
21 - Lucas Leiva
26 - Charlie Adam
37 - Martin Skrtel

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner
16 - Kun Agüero (10 - Dzeko)
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (45 - Mario Balotelli)
21 - David Silva (28 - Kolo Touré)
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré

Cartões Amarelos: Vicent Kompany (12'), Gareth Barry (31'), Mario Balotelli (76' e 82'), James Milner (85') e Andy Carrol (89').

Cartões Vermelhos: Mario Balotelli (82').

Assistência: 45071 (Anfield Road)

Clima: Céu pouco nublado (10ºC)

domingo, 20 de novembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Liverpool (12ª Jornada)

Contexto
O Chelsea está em 4º lugar e em caso de vitória fica a 9 pontos do 1º.
O Liverpool está em 7º lugar e em caso de vitória fica a 12 pontos do 1º.

1ª Parte
O Chelsea jogou da sua forma habitual, ataque posicional a valorizar muito a posse da bola, com os centrais sempre muito em jogo a procurarem espaço para a 2ª fase de construção que acontecia normalmente com passe curto para um dos médios centro ou através de penetrações pelo corredor central de David Luiz. Aproveitaram bem a passividade dos avançados do Liverpool com os centrais a terem sempre muito espaço. Apesar da maior percentagem de posse da bola, o Chelsea não foi muito objectivo (muito por culpa da grande preocupação defensiva dos sectores defensivo e médio do Liverpool) não criando situações claras de finalização.
O Liverpool tinha um jogo mais directo, normalmente característico das equipas que jogam em 1-4-4-2 clássico. Quando tentavam jogar com passe curto faziam-no sempre direccionando o jogo para um dos corredores laterais devido à inferioridade numérica no meio campo (2 médios centro contra 3 do Chelsea). Ainda assim, os laterais Glen Johnson e José Enrique não subiram no terreno para ajudar no ataque de forma a controlar melhor o ataque do Chelsea.

2ª Parte
A única alteração no início da 2ª parte foi da parte do Chelsea. Villas-Boas abdicou do seu médio defensivo e colocou mais um jogador na frente. Esta troca fez com que o Chelsea acelera-se o jogo na direcção da baliza adversária devido à maior insegurança na troca de bola no sector recuado. Assim, naturalmente aumentaram as oportunidades para o Chelsea ao mesmo tempo que reduziu ligeiramente a percentagem da posse da bola e o empate apareceu de forma esperada. A partir daí ambas as equipas mantiveram a sua forma de jogar apesar de o Chelsea mostrar mais vontade de chegar ao golo e assumir uma postura cada vez mais ofensiva o que fez com que se reduzisse a responsabilidade nas transições defensivas. O golo do Liverpool aconteceu já perto do fim do jogo com Glen Johnson a aproveitar a subida de Ashley Cole. Notou-se neste jogo que Drogba é um jogador que está feito para o jogo directo, daí a razão pela qual não estar a ter um nível como em épocas anteriores.

Jogadores-Chave
David Luiz assume um papel importante no ataque do Chelsea tendo um papel desequilibrador, apesar de não ter sido eficaz neste jogo. Em termos exibicionais não houve grandes destaques.
José Enrique caminha no sentido de se tornar um dos melhores laterais esquerdos desta liga (provavelmente já o é) sendo muito forte nas duas fases do jogo. Charlie Adam é de uma simplicidade e eficácia muito grande, dando uma grande consistência a este meio campo de apenas 2 jogadores, tanto defensivamente (grande atitude) como ofensivamente.

Substituições
Int. - Entra Daniel Sturridge para o lugar de John Obi Mikel. Mudam para uma espécie de 1-4-4-2 com Mata a fica atrás de Drogba e Sturridge a ir para o lado direito. Ramires e Lampard ficam sós no meio.
65' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Craig Bellamy. Entra basicamente para a mesma posição de Bellamy mas tem uma maior preocupação defensiva e recua bastante para ir buscar jogo.
77' - Entra Stewart Downing para o lugar de Maxi Rodríguez. Troca directa.
83' - Entra Fernando Torres para o lugar de Didier Drogba. Troca directa.
83' - Entra Raul Meireles para o lugar de Ramires. Troca directa. Uma forma de privilegiar a meia distância.
89' - Entra Andy Carrol para o lugar de Luis Suárez. Troca directa.

Golos
32' - Na primeira vez que o Liverpool tenta incomodar a 1ª fase de construção, num pontapé de baliza, Petr Cech passa para o meio, para Obi Mikel que demora muito a decidir e permite que Adam lhe roube a bola, Bellamy faz depois uma tabela com Suárez antes de abrir na esquerda para Maxi Rodríguez que isolado faz facilmente o golo.
54' - Malouda conduz a bola pelo lado esquerdo, flectindo para dentro sem oposição, remata cruzado à entrada da área com Sturridge a desviar ao 2º poste para o golo.
86' - Glen Johnson recebe um grande passe, de Adam, do lado direito e avança para área, dribla um adversário e remata já dentro da área facilmente ao 2º poste fazendo o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
7 - Ramires (16 - Raul Meireles)
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba (9 - Fernando Torres)
12 - John Obi Mikel (23 - Daniel Sturridge)
15 - Florent Malouda
26 - John Terry

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez (9 - Andy Carrol)
11 - Maxi Rodríguez (19 - Stewart Downing)
18 - Dirk Kuyt
21 - Lucas Leiva
26 - Charlie Adam
37 - Martin Skrtel
39 - Craig Bellamy (14 - Jordan Henderson)

Cartões Amarelos: Lucas Leiva (28'), David Luiz (41'), Ramires (61'), Dirk Kuyt (63') e Ivanovic (78').

Assistência: 41820 (Stamford Brigde)

Clima: Céu limpo (10ºC)

sábado, 15 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Liverpool x Manchester United (8ª Jornada)

Contexto
O Liverpool encontra-se em 5º lugar com 4 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Está a 6 pontos do 1º lugar que é o Manchester United que tem 6 vitórias e 1 empate. Em termos de lesionados, apenas o Manchester United tem dois jogadores indisponíveis que são Rafael e Cleverley mas ambos os clubes têm vários jogadores recuperados de lesão que poderão ainda não ter ritmo de jogo como é o caso de Vidic e Gerrard.

1ª Parte
O Liverpool entrou em jogo de uma forma muito cautelosa com os extremos com muitas preocupações defensivas. No processo defensivo, defendiam à zona com um sistema de 1-4-5-1. Ofensivamente mostraram pouca mobilidade com os jogadores muitas vezes a terem de arriscar lances individuais para criar desequilíbrios. Atacaram muito pelo corredor central com os extremos a procurarem muito a bola em zonas interiores.
O Manchester United entrou em campo com várias mudanças no onze habitual. Foi, aparentemente, um onze composto de forma a responder às ameaças do Liverpool. Park, um extremo muito combativo e competente no processo defensivo, do lado direito, parece ter sido uma forma de atenuar as subidas do lateral José Enrique que é muito perigoso no ataque. No processo defensivo optavam por esperar pelo Liverpool no seu meio campo mas tentavam que fosse a linha defensiva do Liverpool a trazer a bola, não permitindo aos médios adversários construir no meio campo adversário. Evra era o lateral mais ofensivo, não só pela sua natureza mas também porque jogando Young do lado esquerdo, ficava sempre a faltar um jogador esquerdino que desse a opção dos cruzamentos da linha de fundo no corredor lateral esquerdo.

2ª Parte
A primeira alteração aconteceu no Liverpool mas a mesma não mudou o sistema táctico apesar de talvez ter colocado mais alguma tendência ofensiva na equipa. O jogou continuou a apresentar poucas oportunidades de golo e o primeiro apareceu mesmo num lance de bola parada. Depois do resultado estar em 1-0 o Manchester United colocou Nani do lado direito, ignorando uma potencial ameaça de José Enrique naquele corredor lateral e entra Rooney para o ataque com Giggs a passar para o lado esquerdo. Apesar de Giggs ter uma excelente visão de jogo e capacidade técnica, não é um jogador de último terço e como tal a mudança do 1-4-4-1-1 para 1-4-4-2 acabou por ser natural dada a necessidade de aumentar o volume ofensivo. No entanto foi a entrada de Chicharito (e a passagem de Rooney para médio centro) que acabou por ser a chave do empate, que surgiu novamente de um lance de bola parada. Assim se resume um jogo pouco interessante.

Jogadores-Chave
Luis Suárez foi incansável no ataque do Liverpool procurando criar situações de perigo em todos os lances apesar de não ter sido muito solicitado.
No Manchester United, David de Gea terá sido dos melhores jogadores fazendo algumas defesas muito importantes.

Substituições
56' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Lucas Leiva. Henderson passa a jogar atrás de Suárez com Gerrard a descer para médio centro, jogando ao lado de Adam.
68' - Entra Nani para o lugar de Ashley Young. Nani vai jogar para o lado direito.
68' - Entra Wayne Rooney para o lugar de Park Ji-Sung. Rooney fica a jogar como 2º avançado com Giggs a passar para o corredor lateral esquerdo.
75' - Entra Chicharito para o lugar de Phil Jones. Chicharito fica a avançado juntamente com Welbeck com Rooney a descer para médio centro.

Golos
67' - Livre para o Liverpool à entrada da área, descaído para a direita, marcado por Gerrard a passar entre os dois últimos jogadores da barreira (Giggs desvia-se da bola) e a entrar na baliza.
80' - Nani marca um canto do lado esquerdo do ataque para a entrada da pequena área onde Welbeck desvia de cabeça e Chicharito cabeceia para a baliza fazendo o golo.

Liverpool
25 - Pep Reina
3 - José Enrique
7 - Luis Suárez
8 -Steven Gerrard
18 - Dirk Kuyt
19 - Stewart Downing
21 - Lucas Leiva (14 - Jordan Henderson)
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly
37 - Martin Skrtel

Manchester United
1 - David de Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones (14 - Chicharito)
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
11 - Ryan Giggs
12 - Chris Smalling
13 - Park Ji-Sung (10 - Wayne Rooney)
18 - Ashley Young (17 - Nani)
19 - Danny Welbeck
24 - Darren Fletcher

Cartões Amarelos: Lucas Leiva (27'), Ashley Young (42'), Rio Ferdinand (53') e Patrice Evra (64').

Assistência: 45065 (Anfield Road)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sábado, 20 de agosto de 2011

Barclays Premier League - Arsenal x Liverpool (2ª Jornada)

Contexto
Ambas as equipas partiram para este jogo com apenas um ponto, com o Arsenal a empatar na 1ª jornada, 0-0 com o Newcastle (fora) e o Liverpool a empatar em casa 1-1 com o Sunderland. Para além disso, o Arsenal não pode contar com Alex Song e Gervinho, ambos expulsos no último jogo.

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram como método de jogo ofensivo o ataque posicional e utilizaram sistemas de jogo de alguma forma parecidos. Apesar disso, o Arsenal utilizou mais o centro de jogo para chegar à baliza devido às características dos seus jogadores. Arshavin tem uma clara tendência de flectir para o centro do terreno sendo que a largura, do lado esquerdo, era normalmente assegurada pelo lateral Sagna que não sendo esquerdino, raramente utilizou o cruzamento como arma ofensiva. Do lado direito, Walcott jogou mais colado à linha lateral o que fez com que o lateral direito Jenkinson não tivesse tantas oportunidades para subir no terreno. Tudo isto fez com que o jogo se afunilasse com os médios Nasri e Ramsey a mostrarem uma grande mobilidade no corredor central de forma a criarem espaços para jogarem.
O Liverpool utilizou um 1-4-3-3 mais definido com Downing e Kuyt nos corredores esquerdo e direito respectivamente apesar de trocarem entre eles pontualmente. Kuyt tem uma maior tendência de ir para a zona de finalização enquanto Downing gosta mais de fazer a bola chegar à área através do cruzamento pelo que essa troca poderia ser uma forma de fazer variar a forma como a bola chegava ao último terço ofensivo. Ambos os laterais subiram muito no terreno e tiveram bastante influência a nível ofensivo tal como ambos os extremos, no processo defensivo, desciam para se juntarem à linha do meio campo.

2ª Parte
Nenhum dos treinadores arriscou alterações no início da 2ª parte. O jogo mantinha-se com a mesma tendência até àquele que foi o momento chave da partida, a expulsão de Frimpong. Com Ramsey e Nasri bastante móveis no meio campo do Arsenal, Frimpong era responsável por se posicionar no espaço vazio para equilibrar a sua equipa no processo ofensivo e transições defensivas. A sua saída significou que o Arsenal passou a jogar em inferioridade numérica no meio campo numa altura em que o Liverpool se preparava para lançar Suárez e Meireles, dos jogadores mais influentes no plantel do Liverpool. A sistema táctico dos visitantes sofreu algumas mudanças devido às diferentes características dos jogadores que entraram. Passou a ter um médio mais ofensivo e por conseguinte, Adam passou a ter funções mais defensivas para equilibrar a equipa no meio campo. Devido ao facto de o Liverpool ter mais um jogador, Meireles deu-se ao luxo de actuar praticamente como 2º avançado subindo bastante no terreno e causando vários desequilíbrios, tanto que ambos os golos surgiram por acção sua.

Jogadores-Chave
Numa exibição pouco exuberante por parte do Arsenal, talvez o guarda-redes Szczesny se destaque por algumas excelentes intervenções que teve durante o jogo. Nada pôde fazer em ambos os golos.
No Liverpool, a dupla Luis Suárez e Raul Meireles esteve na origem dos dois golos. O lateral esquerdo José Enrique também esteve muito bem tanto defensiva como ofensivamente.

Substituições
15' - Entra Ignasi Miquel para o lugar de Koscielny. Este último sai lesionado e Miquel vai para central descaído para o lado esquerdo com Vermaelen a passar para o lado direito do centro da defesa.
70' - Entra Luis Suárez para o lugar de Andy Carrol. Troca directa.
70' - Entra Raul Meireles para o lugar de Dirk Kuyt. Henderson passa para o lado direito do meio campo com Lucas e Adam a ficarem como médios centro mais recuados e Raul Meireles a jogar na posição 10 no apoio a Suárez.
71' - Entra Henri Lansbury para o lugar de Arshavin. Lansbury vai ocupar a posição deixada livre após a expulsão de Frimpong, dando mais consistência ao meio campo com Nasri a passar para o lado esquerdo. Jogam agora em 1-4-4-1.
79' - Entra Bendtner para o lugar de Theo Walcott. Bendtner vai jogar ao lado de Van Persie. Com a equipa em desvantagem esta é uma aposta de reforçar o ataque com a equipa agora a jogar em 1-4-3-2.

Golos
77' - Meireles à entrada da grande área adversária, descaído para o lado direito, faz um passe de ruptura para Suárez que é interceptado por Miquel que ao tentar aclarar, atira contra Ramsey que coloca a bola com o peito na própria baliza.
89' - Lucas leva a bola pelo corredor central fixando o seu adversário directo, abre depois na direita para Meireles que de primeira coloca rasteiro no meio para Suárez que remata para o golo.

Arsenal
13 - Szczesny
3 - Sagna
5 - Vermaelen
6 - Koscielny (49 - Ignasi Miquel)
8 - Samir Nasri
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (52 - Bendtner)
16 - Ramsey
23 - Arshavin (46 - Henri Lansbury)
25 - Carl Jenkinson
26 - Emmanuel Frimpong

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
9 - Andy Carrol (7 - Luis Suárez)
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (4 - Raul Meireles)
19 - Stewart Downing
21 - Lucas
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly

Cartões Amarelos: Emmanuel Frimpong (7' e 69'), Andy Carrol (26') e Lucas (43').

Cartões Vermelhos: Emmanuel Frimpong (69').

Assistência: 60090 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (17ºC)