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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Liga Europa - Benfica 1 x 2 Chelsea (Final)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Fernando Torres)
68' - 1x1 (Óscar Cardozo)
93' - 1x2 (Branislav Ivanovic)

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, fazendo uso de várias combinações entre os seus jogadores para fixar os jogadores adversários, preferencialmente no corredor central, para depois abrirem o jogo para os corredores laterais onde os extremos ou laterais aparecem para cruzar a bola para o interior da área. Existiram vários factores que influenciaram a eficiência da posse da bola do Benfica, um deles foi a ação de Rodrigo que ao descer no terreno, dividia a marcação de David Luiz e Lampard que para marcar Rodrigo libertavam invariavelmente um dos médios centro. O Chelsea jogou em contra-ataque, mantendo sempre as linhas recuadas no processo defensivo de forma a terem mais espaço no meio campo adversário para poder explorar as transições ofensivas. No geral, o Benfica acabou por dominar o primeiro tempo e teve várias oportunidades para rematar em zona de finalização, perdendo consecutivas oportunidades. O Chelsea conseguiu um remate perigoso mas pouco mais construiu e para isso contribuiu a excelente ação defensiva do Benfica que impediu quase sempre que a bola chegasse a Lampard, Mata e Oscar.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma até ao golo do Chelsea (num contra-ataque lançado por Petr Cech). A partir daí, Jorge Jesus sentiu a necessidade de fazer alterações e colocou Lima por Rodrigo e Ola John por Melgarejo (que cometeu muitas falhas defensivas). Esta última troca fez com que Gaitán descesse para lateral e Rafael Benítez já estava ciente das dificuldades defensivas de Melgarejo com vários ataques a serem colocados em profundidade em Ramires, com Gaitán nessa posição, pode-se dizer que o Chelsea passou a atacar quase exclusivamente por aquele corredor, sempre solicitando a velocidade de Ramires. Através de uma grande penalidade, o Benfica empata o jogo e este mantém-se equilibrado e apenas um pontapé de canto finalizado por Ivanovic já nos descontos decidiu este jogo a favor do Chelsea. Benítez acabou por não fazer qualquer substituição, possivelmente esperando pelo prolongamento para as fazer (opção sensata dada a estratégia adoptada pela equipa, que estava sempre dependente da velocidade do ataque).

Substituições
66' - Entra Lima para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
66' - Entra Ola John para o lugar de Melgarejo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán desce para lateral esquerdo.
78' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta com Garay a sair lesionado.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Oscar (14'), Ezequiel Garay (45'+1) e Luisão (61').

Assistência: 53000 (Amsterdam ArenA)

Clima: Pouco nublado (13ºC)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Europa League - Atlético Madrid x Athletic Bilbao (Final)

1ª Parte
O Atlético Madrid jogou claramente em contra-ataque, apostando nestas situações sempre que possível. A primeira referência no ataque era Falcao que segurava a bola, conduzindo-a o mais possível para a frente, enquanto Diego e os extremos iam subindo no terreno, sendo que Adrián e Turan tinham responsabilidades defensivas e durante a fase defensiva adoptavam posições muito recuadas. Sem bola, jogavam fechados no seu meio campo, com apenas Falcao e Diego mais avançados. Quando a bola estava na linha defensiva do Bilbao, havia uma preocupação em dificultar a circulação de bola com Falcao a cortar a linha de passe entre os centrais, Diego e cortar linhas de passe interiores e os extremos a pressionarem os laterais. Esta pressão no corredor lateral não se verificava quando eram os centrais do Bilbao com bola nessas zonas, com os extremos do Atlético Madrid preocupados principalmente com os laterais adversários.
O Ahtletic Bilbao jogou como de costume, utilizando o ataque posicional com um jogo muito apoiado, jogando ocasionalmente directo com vários deslocamentos ofensivos dos médios interiores, extremos e laterais de forma a encontrar espaços para receber a bola em profundidade. Na 2ª fase de construção, os centrais abriam nos corredores laterais. O facto de o adversário não dar espaço aos laterais para receberem passes curtos, fez com que estes procurassem receber bolas em profundidade e foram os médios centro os principais jogadores nas transição da bola para o último terço.

2ª Parte
Bielsa foi o único treinador a fazer substtuições ao intervalo e apesar de não alterar o sistema táctico, fez algumas adaptações (já normais no Athletic) e tornou a equipa mais ofensiva. Colocou um médio centro a lateral esquerdo e Muniain passou para médio centro, sendo que este sector ganha mais velocidade e capacidade de penetração. Aos 63', com a entrada de Toquero, o Athletic aposta mais no jogo directo com Toquero, no processo ofensivo, subia para o último terço para ajudar Llorente no jogo aéreo. O Bilbao ainda conseguiu algumas boas oportunidades mas o Atlético de Madrid jogou muito recuado e Courtois mostrou-se muito importante ao ganhar muitas bolas colocadas na área. O Atlético Madrid nunca alterou o seu sistema e as substituições que fez foi apenas para refrescar o flanco direito e depois para queimar tempo, com duas alterações já para lá dos 90'.

Jogadores-Chave
No Atlético Madrid, o melhor jogador foi claramente Falcao que se mostrou muito eficaz dentro da área.
No Athletic Bilbao, Muniain foi incansável nas suas movimentações e conseguiu algumas vezes criar espaços no ataque.

Golos
7' - Diego lança Falcao em profundidade e este, já dentro da área descaído para o lado direito, trabalha bem a bola tirando o adversário do caminho e remata em arco ao 2º poste com a bola a entrar no ângulo.
34' - Depois de uma bola ganha pelo Atlético Madrid à entrada da área, Turan recebe a bola e correndo na direcção da linha de fundo, passa para Falcao que após uma simulação consegue espaço para rematar para o golo.
85' - Diego recebeu a bola no corredor central, evitou Toquero, driblou Amorebieta já dentro da área e rematou cruzado com o pé esquerdo para fazer o golo.

Substituições
Int - Entra Iñigo Pérez para o lugar de Ander Iturraspe. Iñigo Troca directa.
Int - Entra Ibai Gómez para o lugar de Jon Autenetxe. Ibai Gómez vai para extremo esquerdo com Muniain e jogar a interior direito, Herrera a interior esquerdo e De Marcos a lateral esquerdo.
63' -  Entra Gaizka Toquero para o lugar de Ander Herrera. Troca directa.
88' - Entra Salvio para o lugar de Adrián López. Troca directa.
90' - Entra Koke para o lugar de Diego. Troca directa.
90' + 3 - Entra Álvaro Domínguez para o lugar de Arda Turan. Troca directa.

Atlético Madrid
13 - Thibaut Courtois
2 - Diego Godín
4 - Mario Suárez
6 - Filipe Luís
7 - Adrián López (8 - Salvio)
9 - Falcao
11 - Arda Turan (18 - Álvaro Domínguez)
14 - Gabi
20 - Juanfran
22 - Diego (19 - Koke)
23 - Miranda

Athletic Bilbao
1 - Gorka Iraizoz
3 - Jon Autenetxe (28 - Ibai Gómez)
5 - Fernando Amorebieta
8 - Ander Iturraspe (17 - Iñigo Pérez)
9 - Fernando Llorente
10 - Óscar De Marcos
14 - Markel Susaeta
15 - Andoni Iraola
19 - Iker Muniain
21 - Ander Herrera (2 - Gaizka Toquero)
24 - Javi Martínez

Cartões Amarelos: Ander Herrera (22'), Falcao (26'), Fernando Amorebieta (65'), Iñigo Pérez (75') e Markel Susaeta (90'+1).

Assistência: 52347 (National Arena - Bucareste)

Clima: Céu nublado (15ºC)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Europa League - Athletic Bilbao x Sporting (Meia-Final - 2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão
Sporting 2 x 1 Athletic Bilbao

1ª Parte
O Athletic jogou em ataque posicional, com grande mobilidade dos sectores médio e ofensivo. Após cada combinação, o jogador que devolve a bola procura de imediato uma desmarcação com outro jogador a ocupar o espaço que foi deixado vago. Desta forma, qualquer tentativa de marcação individual aos jogadores do Athletic resulta em aberturas de espaço em zonas críticas do meio campo. Mostraram claramente uma enorme tendência em procurar zonas laterais do último terço ofensivo para poderem cruzar para a área, à procura da maior referência ofensiva Llorente, sendo que estas zonas eram ocupadas pelos extremos, laterais ou médios interiores que em função das circulações tácticas utilizadas, apareceria sempre um destes jogadores em profundidade. Sem bola, o jogador do Athletic mais perto da bola pressionava rapidamente o adversário de forma a condicionar a sua acção. Llorente era dos jogadores mais assertivos nesta acção, não permitindo que os centrais do Sporting tivessem a bola por muito tempo.
O Sporting entrou em jogo em vantagem na eliminatória e portanto optou por jogar compacto na acção defensiva, procurando o contra-ataque quando possível. Van Wolfswinkel e Matías Fernández formavam uma primeira linha defensiva, sempre que um destes dois, quando a bola estava nos centrais adversário, ficava na zona de acção do médio defensivo Iturraspe, dificultando os ataques pelo corredor central, uma vez que este era um dos principais elementos da 2ª fase de construção. Ofensivamente, o Sporting explorou muito os lances individuais para criar desequilíbrios. Os laterais subiram muito pouco, preferindo assegurar a sua acção defensiva uma vez que o Athletic ataca muito pelos corredores laterais.

2ª Parte
À entrada do segundo tempo, Carriço substituiu Matías Fernández, uma forma de reforçar defensivamente o meio campo e ganhar algum poder aéreo nas disputas de bola corrida e nos esquemas tácticos. Capel trocou de corredor com Pereirinha mas ambos tiveram mais preocupações defensivas ajudando os respectivos laterais a fechar os corredores laterais, de forma a tentar impedir as saídas de cruzamentos para Llorente. O Sporting não abdicava de tentar criar situações de contra-ataque, ocasionalmente viram-se os laterais a subir mais no terreno mas à medida que o jogo foi avançado, foi-se conformando com o resultado e pareciam esperar pelo prolongamento. O Athletic foi jogando da mesma forma mas também foi sendo mais cauteloso, consciente que um golo sofrido poderia ditar o afastamento da competição. Num bom lance individual de Ibai Gómez e finalização de Llorente, o Athletic chega à vantagem perto do fim do jogo e Bielsa aproveita o facto de não ter feito qualquer substituição para gastá-las no tempo de compensação, quebrando o ritmo e reduzindo o tempo útil, dificultando as hipóteses do Sporting ganhar a eliminatória. Nestes momentos finais, Carriço vai para central, Carrillo desce ligeiramente no terreno e Xandão sobre para ponta de lança, com o Sporting a jogar directo para o central de forma a conseguir chegar à baliza adversária.

Jogadores-Chave
No Athletic, Fernando Llorent é o jogador mais influente no ataque, com quase todas as acções de bola corrida a serem-lhe dirigidas.
No Sporting, Polga fez um bom jogo defensivamente com vários desarmes e intercepções importantes apesar de ter algumas responsabilidades no último golo do jogo. Ofensivamente, Capel foi muito perigoso na 1ª parte, na 2ª parte perdeu protagonismo no lado direito do ataque e com maiores responsabilidades defensivas.

Golos
17' - Herrera ganha a bola no lado direito, abre em profundidade para Muniain que cruza para Llorente, este amortece a bola para o remate de Susaeta para o golo.
44' - No seguimento de um canto, André Martins aproveita uma sobra fora da área para rematar à baliza, a bola bate em Xandão e Wolfswinkel na recarga remata para o golo.
45'+1 - Llorente recebe uma bola à entrada da área e consegue tirar um defesa do Sporting do caminho e abrir na esquerda para Ibai Gómez que na frente de Rui Patrício não tem problemas em fazer o golo.
88' - Ibai Gómez recebe a bola na esquerda, com um drible tira do lance João Pereira e cruza tenso para o centro da pequena área onde Llorente desvia para o golo.

Substituições
Int - Entra Daniel Carriço para o lugar de Matías Fernández. Carriço vai jogar para a posição de André Martins com este a subir para a posição deixada livre por Matías.
63' - Entra Jeffrén para o lugar de Bruno Pereirinha. Troca directa.
84' - Entra André Carrillo para o lugar de André Martins. Troca directa.
90' - Entra Borja Ekiza para o lugar de Óscar Muniain. Sai um médio e entra um defesa.
93' - Entra Gaizka Toquero para o lugar de Ibai Gómez. Substituição para queimar tempo.
94' - Entra Iñigo Pérez para o lugar de Ander Herrera. Substituição para queimar tempo.

Athletic Bilbao
1 - Gorka Iraizoz
3 - Jon Aurtenetxe
5 - Fernando Amorebieta
8 - Ander Iturraspe
9 - Fernando Llorente
14 - Markel Susaeta
15 - Andoni Iraola
19 - Óscar Muniain (23 - Borja Ekiza)
21 - Ander Herrera (17 - Iñigo Pérez)
24 - Javi Martínez
28 - Ibai Gómez (2 - Gaizka Toquero)

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
11 - Diego Capel
14 - Matías Fernández (3 - Daniel Carriço)
25 - Bruno Pereirinha (17 - Jeffrén)
28 - André Martins (18 - André Carrillo)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Ricky van Wolfswinkel (10'), Fernando Amorebieta (54'), Daniel Carriço (59'), Ibai Gómez (76') e Xandão (94').

Assistência: 37000 (San Mamés)

Clima: Céu nublado (16ºC)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Europa League - Metalist x Sporting (Quartos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão
Sporting 2 x 1 Metalist

1ª Parte
O Metalist teve o domínio do jogo mas muito por culpa da acção mais cautelosa do Sporting no processo defensivo, que deu muito espaço aos ucranianos para trocarem a bola em segurança entre sector defensivo e os médios defensivos. Apesar de terem tido muito a bola em sua posse, o Metalist mostrou-se muito perigoso no contra-ataque. Em ataque posicional, mostrou-se uma equipa dividida em seis jogadores defensivos e quatro ofensivos, sendo que os seis jogadores mais defensivos tinham muito pouca influência na criação de situações de finalização. Os jogadores mais ofensivos mostram frequentemente uma criatividade muito grande, principalmente com Taison e Cleiton Xavier a serem muito perigosos com bola. Frequentemente, tentavam virar o cenrto do jogo para o corredor lateral contrário aproveitando a basculação da defesa do Sporting para o lado da bola.
O Sporting entrou forte, com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário nas transições defensivas mas cedo recuou para o seu meio campo, esperando aí a equipa adversária, com Van Wolfswinkel e Matías Fernández a serem os jogadores mais ofensivos, pressionando aí a linha defensiva adversária, sendo que a maior preocupação era em não deixar a bola entrar no corredor central da sua zona defensiva. No geral, tiveram uma postura defensiva muito responsável, jogando com os sectores muito próximos e recuados no seu terço defensivo quando a bola chegava aos jogadores mais ofensivos do Metalist. Ofensivamente, o Sporting optou naturalmente por dar preferência ao contra-ataque no primeiro momento ofensivo.

2ª Parte
A substituição ao intervalo não trouxe grandes alterações tácticas ao Metalist mas promoveu um jogo mais directo para os jogadores da frente. Ainda assim, a principal alteração do jogo ocorreu por parte do Sporting, já após o golo do Metalist, alterando o seu sistema táctico para 1-4-3-3. Esta alteração fez com que o Sporting conseguisse fechar melhor o corredor central através de uma acção mais subida dos médios centro, obrigando o Metalist a jogar ainda mais directo, o que facilitou a acção defensiva do Sporting devido à elevada estatura dos seus centrais, principalmente de Xandão que esteve muito forte no jogo aéreo. Quando o Metalist conseguia colocar a bola jogável no último terço ofensivo, continuavam a predominar as combinações directas e indirectas, sempre com um jogo apoiado. Todas as substituições do Sporting foram com uma tendência mais defensiva ao contrário das do Metalist que foram naturalmente mais ofensivas, no entanto o Sporting não se deixou dominar em demasia, dificultando a entrada do Metalist no seu meio campo defensivo. Muito provavelmente, foi a alteração de sistema táctico de Sá Pinto que valeu a vitória na eliminatória.

Jogadores-Chave
No Metalist, Taison foi sempre um jogador muito perigoso com bola.
No Sporting, Rui Patrício foi muito importante ao defender o penalti mas Xandão tem de ser referido pela segurança que deu ao sector.

Golos
44' - Capel no lado esquerdo flecte para o meio e cruza com o pé direito para Van Wolfswinkel que ao 2º poste cabeceia para o poste contrário, não dando hipóteses ao guarda-redes.
57' - Cruzamento do lado esquerdo para o corredor central onde Devych cabeceia para Cristaldo que em frente a Patrício remata rasteiro para o golo.

Substituições
Int - Entra Marko Devych para o lugar de Edmar. Cleiton Xavier desce para médio defensivo e Devych passa a jogar a 10.
60' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Neto a médio defensivo, André Martins e Schaars a médios interiores.
71' - Entra Marlos para o lugar de Juan Torres. Marlos é um médio mais ofensivo.
72' - Entra André Santos para o lugar de André Martins. Troca directa.
83' - Entra Evaldo para o lugar de Diego Capel. Insúa passa para extremo esquerdo e Evaldo fica como lateral esquerdo. Capel mostrava sinais de estar muito cansado.
85' - Entra Sebastián Blanco para o lugar de Serhiy Pshenichnykh. Blanco é um médio mais ofensivo, Marlos terá ficado responsável por fechar no corredor esquerdo.

Metalist
29 - Oleks Goryainov
3 - Cristian Villagra
4 - Andriy Berezovchuk
8 - Edmar (33 - Marko Devych)
10 - Cleiton Xavier
11 - José Sosa
17 - Serhiy Pshenichnykh (23 - Sebastián Blanco)
19 - Juan Torres (25 - Marlos)
21 - Jonathan Cristaldo
22 - Milan Obradović
77 - Taison

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (6 - Evaldo)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
28 - André Martins (26 - André Santos)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Andriy Berezovchuk (41'), José Sosa (59'), Xandão (63'), Juan Torres (69'), Taison (82'), Evaldo (89') e Milan Obradović (92').

Assistência: 38500 (Oblast Sports Complex Metalist)

Clima: Céu nublado (15ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Europa League - Manchester City x Sporting (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão

1ª Parte
O Manchester City costuma trocar muito a bola à procura de um espaço livre para na 2ª fase de construção jogar no pé de um dos jogadores criativos (preferencialmente David Silva) e criar desequilíbrios a partir daí, no entanto, devido à forte coesão e proximidade dos sectores médio e defensivo do Sporting, os jogadores do City tiveram muitas dificuldades em receber a bola entre linhas. A consequência foi um elevado número de bolas longas à procura do espaço nas costas da defesa. Isto fazia com que a defesa do Sporting descesse no terreno e aumentasse assim o espaço entre os sectores.
O Sporting deu logicamente preferência às acções de contra-ataque mas não se limitou aos passes longos, tentando sempre ganhar vantagem espacial através de um jogo o mais directo possível mas sempre de forma a que houvessem hipóteses de ser bem sucedido. Quando tal não era possível, guardavam a bola e esperavam por uma nova oportunidade. Defensivamente jogaram muito fechados, anulando o jogo entre linhas do City. 

2ª Parte
A precisar de marcar 4 golos para seguir em frente na eliminatória, o City tinha de começar a arriscar mais e foi colocando mais jogadores no meio campo ofensivo. Tanto Kolarov como Richards começaram a jogar muito subidos, permitindo que os extremos explorassem posições mais interiores. No entanto, este aglomerado de jogadores do City fez com que o Sporting também concentrasse mais jogadores no meio campo defensivo e acabou por haver muito pouco espaço para jogar. A meio da 2ª parte, o Sporting abdica de Matías Fernández que tem pouca capacidade defensiva para colocar Renato Neto e vincava a sua intenção de apostar quase exclusivamente no processo defensivo para manter a vantagem. As oportunidades foram-se acumulando para o Manchester City e o Sporting foi defendendo como podia. O City ficou perto de ganhar a eliminatória, após um final de jogo emocionante, onde Rui Patrício negou o golo de Joe Hart no último segundo do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Agüero tem de ser destacado pelos 2 golos que marcou, mostrando-se muito objectivo nas acções ofensivas.
No Sporting, Rui Patrício tem de ser destacado por ter salvo a equipa no último minuto.

Substituições
Int - Entra Nigel de Jong para o lugar de Adam Johnson. De Jong fica a jogar como médio defensivo ao lado de Pizarro, Balotelli joga a extremo esquerdo e Silva a extremo direito e Yaya Touré a 10. Johnson estava a ter pouco impacto no jogo.
55' - Entra Edin Dzeko para o lugar de David Pizarro. Dzeko vai para ponta de lança e Yaya Touré fica a jogar a médio defensivo.
64' - Entra Jeffrén Suárez para o lugar de Diego Capel. Troca directa.
64' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars fica a jogar a 10 apesar de ter funções mais defensivas e Renato Neto joga ao lado de Carriço como médio defensivo.
66' - Entra Samir Nasri para o lugar de David Silva. Troca directa.
68' - Entra André Carrillo para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa. Com o Sporting a apostar pouco no ataque, sai o único jogador que estava em risco de exclusão para o próximo jogo.

Golos
33' - Livre directo marcado do lado esquerdo do ataque do Sporting, perto da entrada da área, por Matías Fernández ao 2º poste com Joe Hart a não conseguir defender.
40' - Izmailov recebe um passe em profundidade e sem oposição cruza rasteiro para as costas da defesa do City onde aparece Wolfswinkel a encostar para o golo.
60' - Yaya Touré, junto à entrada da área, passa em profundidade para Agüero que isolado remata forte para o golo.
75' - Balotelli marca o penalti para o lado direito e Rui Patrício fica no centro da baliza.
82' - Canto do lado esquerdo marcado por Kolarov para a entrada da pequena área, um jogador do City cabeceia e a bola sobra para Agüero que sozinho remata de primeira para a baliza.

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
8 - David Pizarro (10 - Edin Dzeko)
11 - Adam Johnson (34 - Nigel de Jong)
13 - Aleksandar Kolarov
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
21 - David Silva (19 - Samir Nasri)
28 - Kolo Touré
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel (18 - André Carrillo)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (17 - Jeffrén Suárez)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
25 - Bruno Pereirinha
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Yaya Touré (13'), Aleksandar Kolarov (22'), Matías Fernández (26'), Daniel Carriço (62'), Stefan Savic (73'), Mario Balotelli (91'), Anderson Polga (91')

Assistência: 38021 (Ettihad)

Clima: Céu nublado (5ºC)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Europa League - Sporting x Manchester City (Oitavos de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
O Sporting entrou com um sistema um pouco diferente do habitual, com 2 médios mais posicionais (Schaars e Carriço) e Matías Fernández como 10, atrás de Wolfswinkel. Como era esperado, teve menos tempo a bola em sua posse ao longo da 1ª parte mas não caiu na tentação de jogar apenas em contra-ataque, optando raramente pelos lançamentos longos para a frente de ataque. Jogou em ataque rápido mas optando sempre por um jogo apoiado para chegar à baliza do City. Os extremos não tiveram muitas oportunidades de desequilibrar mas Matías teve um papel preponderante mostrando uma grande mobilidade e sendo um dos principais jogadores na transição ofensiva.
O Manchester City entrou em campo como é habitual, sendo que a alteração mais significativa na equipa foi a actuação de Clichy no lado direito. Mostrou-se muito mais paciente que o Sporting no processo ofensivo, com a bola a circular bastante pela linha defensiva e pelos 2 médios centro antes de chegar aos jogadores mais adiantados. O período entre a 2ª e 3ª fase de construção do City era caracterizada por uma grande mobilidade dos extremos e Agüero, com várias trocas posicionais entre os jogadores. David Silva mostrava mais mobilidade que qualquer outro jogador, vindo muito para o centro do terreno, fazendo com que Agüero tivesse de fugir para o corredor esquerdo para procurar o espaço vazio. Ainda assim estava movimentação padrão poderia ter sido mais aproveitada por Kolarov que acabou por não ter muita influência no ataque. O empate justifica-se com ambas as equipas a terem um par de oportunidades para marcar.

2ª Parte
Não havia motivos para alterações ao intervalo e portanto tudo se manteve na mesma. Num jogo que continuava equilibrado, o desequilíbrio apareceu através de um lance de bola parada. A partir daqui, Mancini viu-se obrigado a fazer alterações com vista ao aumento de situações de desequilíbrios para a defesa do Sporting mas apenas aos 70', com a entrada de Balotelli, é que o Manchester City começou a destacar-se do Sporting no número de oportunidades. Dzeko pouco conseguiu fazer pois não conseguiu receber a bola nos pés, muito graças ao excelente posicionamento defensivo da equipa do Sporting onde os médios mais defensivos foram incansáveis na protecção do corredor central, nem pelo ar, até porque essa não era uma opção frequente da equipa do City. Mancini optou por explorar ao máximo a maior criatividade e talento da sua equipa. Apesar de as substituições do Sporting terem sido forçadas por eventuais problemas físicos dos seus jogadores, as substituições de Sá Pinto foram felizes, reforçando o meio campo defensivo e refrescando os corredores para manter viva a possibilidade de contra-ataque. Na parte final do jogo valeu um grande espírito de sacrifício e de luta dos jogadores do Sporting para travar a força ofensivo do Manchester City.

Jogadores-Chave
No Sporting, Matías Fernández teve um papel muito importante na manobra ofensiva do Sporting, para além de indirectamente ter feito a assistência para o golo.
No Manchester City foi Balotelli quem mais mexeu com o jogo, fazendo uso da sua enorme capacidade técnica para criar desequilíbrios à defesa do Sporting.

Substituições
11' - Entra Lescott para o lugar de Vicent Kompany. Troca directa com Kompany a sair lesionado.
58' - Entra Samir Nasri para o lugar de Gareth Barry. Nasri vai jogar para o lado direito e Milner vem para médio centro, ao lado de De Jong. Uma opção mais ofensiva, sendo Nasri um jogador mais criativo.
58' - Entra Bruno Pereirinha para o lugar de Marat Izmailov. Troca directa. Izmailov já tinha um cartão amarelo, pelo seu historial requer cuidado a nível físico e Pereirinha vem dar mais consistência defensiva.
68' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars sobe no terreno e Renato joga ao lado de Carriço. Mais uma substituição com maior pendor defensivo, facilitada pelos problemas físicos de Matías.
70' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Edin Dzeko. Balotelli vai para o lado esquerdo, Agüero fica como ponta de lança e Silva como 10. Dzeko pouco conseguiu fazer ao longo do jogo.
74' - Entra André Carrillo para o lugar de Diego Capel. Troca directa.


Golos
50' - Livre directo do lado esquerdo marcado por Matías Fernández ao 2º poste com Hart a defender e Xandão à 2ª, na recarga, a marcar golo de calcanhar.

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
10 - Marat Izmailov (25 - Bruno Pereirinha)
11 - Diego Capel (18 - André Carrillo)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany (6 - Lescott)
7 - James Milner
10 - Edin Dzeko (45 - Mario Balotelli)
13 - Aleksandar Kolarov
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry (19 - Samir Nasri)
21 - David Silva
22 - Gaël Clichy
28 - Kolo Touré 
34 - Nigel de Jong

Cartões Amarelos: Marat Izmailov (44'), Nigel de Jong (45'), Anderson Polga (77'), João Pereira (80'), Renato Neto (83') e Aleksandar Kolarov (93').

Assistência: 34371 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (18ºC)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Europa League - Porto x Manchester City (1/16 de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
Ambas as equipas jogam em ataque posicional. O Porto mostrou muita qualidade na troca da bola, procurando bastante os médios centro que tinham como missão abrir nos corredores laterais, normalmente em profundidade. Também foi notável a capacidade dos jogadores do Porto saírem das zonas de pressão do Manchester City quase sempre de forma apoiada mantendo as opções de ataque organizado em aberto. Defensivamente, escolheram as zonas do corredor lateral como a sua zona de pressão onde os médios interiores, laterais e extremos ajudavam na pressão ao portador da bola e na intercepção das linhas de passe.
O Manchester City jogou com um bloco baixo durante a fase defensiva, optando por esperar o Porto no seu meio campo defensivo. Apenas Balotelli incomodava eventualmente os centrais do Porto com Touré a preocupar-se mais em fechar a zona interior onde estava habitualmente Fernando. A boa actuação defensiva do sector ofensivo e médio do Porto fez com que o City fosse obrigado a jogar longo algumas vezes e foi assim que criou as melhores ocasiões de golo. De referir que depois da entrada de Mangala (e passagem de Maicon para o lado direito da defesa), David Silva trocou de flanco com Nasri. Maicon é menos perigoso ofensivamente do que seria Danilo e David Silva estava a comprometer defensivamente do lado direito pelo que a troca foi perfeitamente lógica na optimização das características naturais do jogador espanhol.

2ª Parte
O Manchester City entrou mais ofensivo com David Silva do lado direito do ataque a entrar para dentro e Richards a subir muito no terreno. Era uma tentativa de explorar a grande tendência ofensiva de Álvaro Pereira. Apesar disso, foi com mais um lançamento longo que o Manchester City conseguiu o golo do empate. A partir daí o jogo ficou a favor do City que foi consolidando a equipa defensivamente, através das substituições, e conseguiu ainda marcar o golo da vitória. O Porto tentou várias bolas nas costas da defesa do City mas eram sempre direccionadas para zonas menos perigosas, nos corredores laterais pelo que a defesa conseguiu sempre recuperar a posição e pouco perigo houve para os mesmos nesta 2ª parte.

Jogadores-Chave
No Porto, Fernando fez um grande jogo a nível defensivo com várias intercepções e sempre no local certo ofensivamente dando linhas de passe seguras para o portador da bola. 
No Manchester City Lescott fez um grande jogo anulando Hulk enquanto este jogou como ponta de lança. Touré também teve um papel muito importante na manobra ofensiva da equipa. 

Substituições
21' - Entra Mangala para o lugar de Danilo. Danilo lesionou-se, Mangala entra para central e Maicon passa para lateral direito.
76' - Entra Kléber para o lugar de Silvestre Varela. Kléber fica como ponta de lança e Hulk passa para o lado direito. Hulk rende claramente mais no corredor lateral e Kléber é uma opção mais viável para o jogo aéreo.
77' - Entra Kun Agüero para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa.
81' - Entra Aleksandar Kolarov para o lugar de David Silva. Troca directa dado que Silva estava a jogar do lado esquerdo.
87' - Entra Pablo Zabaleta para o lugar de Samir Nasri. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.
88' - Entra Steven Defour para o lugar de Mangala. Mangala lesionou-se, Fernando passa para lateral direito, Moutinho fica a médio defensivo e Defour fica como médio interior.

Golos
26' - Lucho abre Hulk na esquerda que perto da linha de fundo cruza rasteiro para o centro da pequena área onde Varela se antecipa à defensa do City e encosta para a baliza.
54' - Bola lançada em profundidade para Balotelli, bate nas costas de Álvaro Pereira que estava na marcação a Balotelli e acaba por trair Helton.
83' - Nasri desmarca Touré que fixa Helton e passa para a direita onde Agüero marca de baliza aberta.

Porto
1 - Helton
2 - Danilo (22 - Mangala) (35 - Steven Defour)
3 - Lucho González
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira
8 - João Moutinho
12 - Hulk
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (11 - Kléber)
19 - James Rodríguez
25 - Fernando

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (5 - Pablo Zabaleta)
21 - David Silva (13 - Aleksandar Kolarov)
22 - Gaël Clichy
34 - Nigel de Jong
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli (16 - Kun Agüero)

Cartões Amarelos: Danilo (19'), Yaya Youré (24'), Álvaro Pereira (53'), Vicent Kompany (56'), Nigel de Jong (59'), Gareth Barry (60'), Samir Nasri (73') e Micah Richards (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (13ºC)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Europa League - Porto x Braga (Final)

Contexto
Esta foi a primeira final europeia disputada entre duas equipas portuguesas.

O Porto, campeão da Liga Zon Sagres com 21 pontos de diferença para o 2º classificado, tem feito uma época absolutamente brilhante. Vem de uma vitória fora, frente ao Marítimo (14 de Maio) para a última jornada da Liga Zon Sagres e tem ainda pela frente mais uma final, da Taça de Portugal, frente ao Vitória de Guimarães (22 de Maio). Kieszek e Mariano González ficaram de fora por não estarem inscritos nas competições europeias, enquanto que Fucile, Cristián Rodríguez e Rafa ficaram de fora por lesão.

O Braga, 4º classificado da Liga Zon Sagres, a 38 pontos do Porto, fez uma época algo irregular nas competições internas mas tem estado em evidência nas competições europeias. Na Champions League venceu equipas como o Sevilla e Arsenal e ficou em 3ºlugar na fase de grupos. Vem de uma derrota, frente ao Sporting (14 de Maio) para a última jornada da Liga Zon Sagres sendo que este é o último jogo da sua época desportiva. Domingos convocou nada menos que 28 jogadores (todo o plantel mais alguns jogadores que actuaram regularmente no Vizela, clube satélite do Braga).

1ª Parte: O Porto entrou mais sereno no jogo, utilizando o habitual ataque posicional com Fernando a recuar para entre os centrais e os médios interiores (Guarín e Moutinho) a caírem muitas vezes nos corredores laterais, fazendo com que os laterais subissem mais no terreno dando mais amplitude ao ataque. Apesar disso, o Porto utilizou muitas vezes o lançamento longo para o ataque, principalmente para os corredores laterais, aproveitando a supremacia dos seus extremos, em termos técnicos e atléticos em relação aos laterais do Braga. Viu-se também muitas vezes, em ataque posicional, o Porto a explorar os cruzamentos para a área à procura do jogo aéreo de Falcao.
O Braga a apostar claramente no contra-ataque, não se preocupava em pressionar a linha defensiva, deixando Rolando e Otamendi jogarem à vontade. Lima preocupava-se em pressionar Fernando, o médio defensivo do Porto, que era o jogador por onde passava grande parte das vezes a 2ª fase de construção. Hugo Viana, apesar de jogar como médio ofensivo, não ocupava uma posição muito avançada no centro, procurando jogar mais próximo de Vandinho e Custódio para dar mais consistência ao meio-campo. Era notória a preocupação do meio-campo do Braga em não deixar nenhum jogador do Porto, nessa zona, receber a bola à vontade algo que também foi responsável pelo Porto utilizar muito os corredores laterais para atacar.

2ª Parte: Em termos estruturais tudo se manteve idêntico, mesmo apesar das substituições que foram todas trocas directas. O Braga entrou naturalmente com uma mentalidade mais ofensiva que aquela que demonstrou na primeira parte mas utilizando o mesmo método de jogo. Nos últimos minutos do jogo, Paulão passou a jogar a ponta de lança ao lado de Meyong com Vandinho responsável pela posição deixada vaga no eixo da defesa.

Jogadores-Chave
No Porto, é preciso referir Falcao que é sempre perigosíssimo no jogo aéreo e mais uma vez conseguiu demonstrá-lo nesta final. De resto, todo o colectivo cumpriu a sua missão e o Braga pouco conseguiu fazer perante o domínio do Porto.
No Braga, Paulão foi claramente o melhor jogador em campo, fazendo um jogo muito bom com bastantes intercepções.

Substituições
Int: Entra Kaká para o lugar de Rodríguez. Troca directa, possivelmente por lesão.
Int: Entra Mossoró por Hugo Viana. Talvez fosse intenção do Domingos dar mais irreverência ao meio-campo pois Mossoró é um jogador com tendências mais ofensivas e mais à vontade na condução de bola.
65' - Entra Meyong por Lima. Troca directa entre 2 jogadores com características ligeiramente diferentes. O Braga ganha mais poder no jogo aéreo e numa altura em que o avançado deve pressionar mais a linha defensiva adversária, um jogador acabado de entrar é sempre uma boa aposta.
72' - Entra Belluschi por Guarín. Troca directa. Belluschi é um jogador muito tecnicista, muito bom com a bola nos pés. Uma forma de promover a manutenção da posse da bola.
78' - Entra James Rodríguez por Varela. Sai um destro e entra um esquerdino, não alterações no sistema táctico mas talvez seja uma forma de aumentar o número de cruzamentos para a grande área onde aparecerão 2 grandes finalizadores (Falcao e Hulk).

Golos
43' - Rodríguez tenta uma penetração pelo corredor central mas a sua bola é interceptada por Guarín que inicia de imediato um contra-ataque pelo corredor lateral direito onde, à entrada do último terço ofensivo, faz um cruzamento para a grande área onde Falcao aparece sozinho a cabecear para a baliza, não dando hipóteses a Artur Moraes.

Porto
Helton
Sapunaru
Rolando
Otamendi
Álvaro Pereira
Fernando
Guarín (Belluschi - 72')
João Moutinho
Hulk
Varela (James Rodríguez - 78')
Falcao

Braga
Artur Moraes
Miguel Garcia
Paulão
Rodríguez (Kaká - Int.)
Sílvio
Custódio
Vandinho
Hugo Viana (Mossoró - Int.)
Alan
Paulo César
Lima (Meyong - 65')

Cartões Amarelos: Hugo Viana (23'), Sílvio (29'), Sapunaru (59'), Miguel Garcia (54'), Mossoró (58'), Kaká (79')

Assistência: 45000

Clima: Céu pouco nublado, 13ºC