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terça-feira, 23 de abril de 2013

Champions League - Bayern Munique 4 x 0 Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
25' - 1x0 (Thomas Müller)
49' - 2x0 (Mario Gómez)
73' - 3x0 (Arjen Robber)
82' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
Logo no pontapé de saída deu para ver um aspeto que pode ter sido uma boa estratégia por parte do Bayern Munique. Com o céu limpo, o centro do terreno estava encharcado, zona do campo muito utilizada pelo Barcelona na construção de jogo, com a equipa da casa a apostar habitualmente mais pelos corredores laterais. Jupp Heynckes tentou assim controlar o jogo do Barcelona logo à partida durante o início do jogo (uma vez que a drenagem do campo resolveu o assunto ainda antes do intervalo). O Barcelona foi igual a si próprio, jogando em ataque posicional, trocando muito a bola pelo meio campo mas mostrando muitas dificuldades em chegar ao último terço, por culpa da excelente ação defensiva do Bayern. Enquanto os médios Müller, Schweinsteiger, e Javi Martínez mostravam uma grande preocupação em pressionar os médios do Barcelona quando estes recebiam a bola (raramente pressionavam os centrais sabendo que estes não iriam criar grandes desequilíbrios), também Mario Gómez foi muito importante defensivamente, fechando muitas vezes o espaço de Busquets, limitando muito a fluidez do jogo do Barcelona e obrigando os adversários a correr mais para criar linhas de passe. Por várias vezes vimos todo o meio campo do Bayern concentrado num dos lados do campo (deixando apenas o extremo contrário a fazer equilíbrio do outro lado) onde o Barcelona tinha a bola, sabendo de antemão que os jogadores adversários jogam sempre muito próximos no processo ofensivo A falta de eficiência na construção de jogo do Barcelona notou-se quando Messi começou a descer até ao meio campo para receber a bola, sinal habitual sua frustração quando não é solicitado em zonas mais ofensivas. O Bayern chegou à vantagem num dos seus pontos fortes já esperados relativamente ao Barcelona, as bolas paradas (canto).

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Bayern consegue marcar cedo, uma vez mais através de canto. O jogo mantinha-se da mesma forma, o Barcelona com mais posse de bola mas sempre inconsequente, com Neuer a ter um jogo descansado enquanto os seus colegas mantinham o Barcelona longe da sua baliza. Jupp Heynckes é o primeiro treinador a mexer, fazendo uma reestruturação do meio campo habitual em situações de vantagem, com Luiz Gustavo a entrar para o lado de Martínez e Schweinsteiger a subir para a posição dez. Minutos depois desta troca, o Bayern faz o terceiro golo num contra-ataque e decide desde logo o jogo a favor da sua equipa. A partir daí, Jupp Heynckes foi gerindo a sua equipa (dá tempo de jogo a Pizarro e Shaqiri) e Tito Vilanova coloca em campo aquela que parecia ser a única alternativa viável que tinha no banco, David Villa, sem que este trouxesse efeitos práticos. Este foi um jogo estranhamente tranquilo para o Bayern Munique, onde ao controlar o meio campo do Barcelona, conseguiu também anular Messi que sem conseguir ser solicitado pelos colegas, passou ao lado do jogo.

Substituições
71' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Mario Gómez. Luiz Gustavo fica a médio centro, Schweinsteiger passa para a posição dez e Müller sobe para ponta de lança.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sánchez. Messi passa para o lado direito e Villa fica a jogar a ponta de lança.
89' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Gómez (37'), Marc Bartra (39'), Javi Martínez (46'), Alexis Sánchez (86'), Bastian Schweinsteiger (87'), Jordi Alba (89') e Andrés Iniesta (92').

Assistência: 68000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (16ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
6' - 1x0 (Karim Benzema)
18' - 1x1 (Lionel Messi)
82' - 2x1 (Sergio Ramos)

1ª Parte
O Real Madrid defendeu muito atrás, colocando muitas vezes todos os jogadores atrás da linha da bola em organização defensiva. Os extremos desceram sempre muito no terreno para acompanhar as subidas dos laterais adversários, tendo também ajudado o lateral para que este não ficasse em igualdade numérica em lances individuais dos extremos adversários (conseguiram assim anular o jogo exterior do adversário). Kaká ou Benzema cobriam o espaço de Busquets e com isto quebraram alguma dinâmica no Barcelona, sendo que a sua principal preocupação não era o jogador em si mas o espaço central onde tentavam criar superioridade numérica no meio campo defensivo onde Messi aparecia várias vezes e Iniesta tentava algumas penetrações e passes de rutura. Apenas se mostravam mais pressionantes nas transições defensivas de forma a dar tempo à sua equipa a organizar-se defensivamente. Com bola, jogaram preferencialmente em contra-ataque com os extremos Morata e Callejón a serem habitualmente solicitados no espaço.
O Barcelona jogou em ataque posicional, mostrando no entanto algumas dificuldades em explorar os corredores laterais devido ao posicionamento defensivo do adversário. Jogaram muito pelo corredor central, trocando várias vezes a bola na mesma zona com o objetivo de desposicionar a equipa do Real. Messi descia muito no terreno para tentar arrastar jogadores adversários, abrindo assim espaço para as diagonais dos extremos mas não tiveram muito sucesso devido à rigidez defensiva da equipa adversária. O golo nasceu do único passe feito com sucesso para as costas da defesa onde Messi se conseguiu desmarcar no limite do fora-de-jogo. 

2ª Parte
Sem mudanças ao intervalo, a primeira alteração foi feita por José Mourinho, que colocou Ronaldo e Khedira dando uma nova dimensão ofensiva ao seu jogo (aproveitando também para fazer descansar Benzema). O Real Madrid mantém a sua estratégia mas ganha um novo trunfo nos lances individuais, explosividade dos contra-ataques e uma solução fortíssima nas bolas paradas com Ronaldo em campo. Jordi Roura (adjunto de Tito Vilanova) refresca a equipa com a entrada de Alexis Sánchez por Villa tentando explorar o lateral Essien que estava a jogar fora da sua melhor posição. A terceira substituição do Real Madrid foi condicionada pelo cartão amarelo de Coentrão (entrada de Arbeloa), uma vez que a velocidade de Pedro Rodríguez poderia condicionar a ação de Coentrão no processo defensivo. O Barça ainda coloca Adriano como extremo direito mas depois do golo decide descer Messi para médio centro colocando Tello na esquerda e Alexis a ponta de lança, sendo este último um jogador mais fixo e mais forte fisicamente quando joga naquela posição, sendo esta a forma escolhida para procurar o empate nos minutos finais.
(A expulsão de Valdés ocorre já depois do apito final).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Callejón e Morata foram muito importantes no processo defensivo (com Morata a fazer também a assistência para o primeiro golo). Ronaldo também veio trazer mais oportunidades, principalmente de bola parada. Varane fez também um grande jogo.
No Barcelona, Messi tem de ser destacado pelo aproveitamento da única oportunidade de golo que teve.

Substituições
57' - Entra Cristiano Ronaldo para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
57' - Entra Sami Khedira para o lugar de Kaká. Mordic sobe para a posição dez e Khedira joga a médio centro ao lado de Pepe.
67' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca direta.
68' - Entra Álvaro Arbeloa para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta.
77' - Entra Adriano para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca direta.
85' - Entra Cristian Tello para o lugar de Thiago Alcântara. Messi para para interior direito, Tello fica como extremo esquerdo e Alexis Sánchez vai para ponta de lança.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (51'), Jordi Alba (55'), Gerard Piqué (58'), Fábio Coentrão (61'), Thiago Alcântara (64'), Álvaro Morata (68'), Daniel Alves (91'), Álvaro Arbeloa (92'), Andrés Iniesta (93') e Víctor Valdés (FJ).

Cartão Vermelho: Víctor Valdés (FJ)

Assistência: 78000 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (11ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Milan x Barcelona (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
57' - 1x0 (Kevin-Prince Boateng)
81' - 2x0 (Sulley Muntari)

1ª Parte
O Milan entrou em campo com uma postura bastante conservadora, defendendo no seu próprio meio campo e dando toda a iniciativa de jogo ao Barcelona, tentando só pressionar quando a bola entrava dentro da sua estrutura defensiva ou nas transições defensivas, quando havia boas condições para recuperar a bola. Apesar disto, a sua linha defensiva tinha a preocupação de subir ligeiramente para reduzir os espaços entre os setores de jogo, de forma a compactar a equipa e reduzir os espaços para a equipa adversária. Eles sabiam que não havia hipóteses de anular individualmente os jogadores do Barcelona pelo que Allegri foi inteligente em criar uma estratégia que anulasse não os jogadores mas a equipa no seu todo. Durante o processo defensivo, apenas subiam no terreno para impedir a 1ª fase de construção nos pontapés de baliza, obrigando sempre Valdés a bater longo para o meio campo, onde o Milan sabia que tinha superioridade nas bolas divididas. O seu processo ofensivo resumiu-se a lançamentos para contra-ataque procurando os extremos no espaço ou Pazzini no pé que distribuía depois para os extremos ou jogava no apoio frontal para que o médio lançasse nos corredores laterais.
O Barcelona jogou sempre curto e apoiado como de costume, assumindo o controlo da bola como era esperado mas teve sempre muitas dificuldades em chegar à zona de finalização. Fàbregas não teve a influência que se esperava no meio campo e Iniesta acabou por ficar muito longe da ação jogando como extremo esquerdo. Messi viu-se sempre obrigado a descer para perto de Busquets para conseguir receber a bola o que reduzia o número de homens no ataque do Barcelona. Apesar das constantes variações do corredor de jogo, nunca conseguiram desmembrar a defesa do Milan que se mostrou sempre muito organizada e raramente se deixava iludir com a mobilidade dos jogadores do Barcelona. Nas transições defensivas foram muito pressionantes, em organização defensiva, nem tanto. Ficou a ideia que o Milan não teve mais posse de bola porque não quis, uma vez que todas as ações ofensivas tinham o claro objetivo de ser resolvidas o mais depressa possível.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma numa altura que parecia que o empate interessava a ambas as partes até que aos 57' o Milan marcou no seguimento de um livre. A partir daqui o Barcelona aumentou a sua pressão quando não tinha a bola mas a verdade é que ao Milan continuava a não interessar ter a bola uma vez que a estratégia se mantinha a mesma e as dificuldades do Barcelona também. O Barcelona começa por colocar Sánchez retirando Fàbregas e colocando Iniesta no meio, uma troca que já era esperada à algum tempo mas que não teve efeitos práticos. Mais feliz foi o Milan com a entrada de Niang que era mais um trunfo para o contra-ataque (devido à sua velocidade) que acabou por dar frutos 6 minutos mais tarde ao estar ligado ao 2º golo do jogo. Já perto do fim, mais duas substituições com Traoré a render El Shaarawy que já tinha dado sinais de queixas a nível físico e Mascherano a entrar para o lugar de Puyol que estava a sangrar após um golpe feito vários minutos antes. Apesar do Milan ter tido pouco tempo a bola, deu ideia de estar sempre a controlar o jogo, mantendo o Barcelona onde interessava, longe da baliza de Abbiati.

Jogadores-Chave
No Milan, El Shaarawy e Boateng foram sempre muito perigosos nos contra-ataques e eram claramente os homens mais influentes do ataque. Numa equipa em que foram raros os erros defensivos, destaque para Montolivo e Muntari que foram muito importantes a fechar o corredor central, pressionando bem os médios adversários sempre que estes se preparavam para receber a bola.
No Barcelona não houve grandes destaques, tal como não houve grandes oportunidades de golo.

Substituições
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para interior esquerdo e Alexis fica a jogar a extremo esquerdo.
75' - Entra M'Baye Niang para o lugar de Giampaolo Pazzini. Troca direta.
88' - Entra Bakaye Traoré para o lugar de Stephan El Shaarawy. Troca direta.
88' - Entra Javier Mascherano para o lugar de Carles Puyol. Troca direta com Puyol a sair devido a um corte na cabeça.


Árbitro: Craig Thomson (Escócia)

Cartões Amarelos: Philippe Mexès (25'), Sergio Busquets (54'), Gerard Piqué (57') e Bakaye Traoré (91').

Assistência: 79532 (Giuseppe Meazza)

Clima: Céu nublado (2ºC)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Atlético Madrid (16ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou como habitualmente o faz, em ataque posicional, com os jogadores em constantes movimentações para garantirem linhas de passe ao portador da bola, arriscando eventualmente alguns lançamentos longos para o ataque ou para o flanco contrário, aproveitando o posicionamento recuado do Atlético para conseguir uma grande percentagem de posse de bola e o controlo do jogo. Jogaram sempre a toda a largura, procurando preferencialmente os espaços interiores para conseguirem fazer passes de rutura ou combinações diretas de forma a ganharem espaço em zonas de finalização. Sem bola foram sempre pressionantes, não dando descanso a qualquer jogador adversário que tivesse a bola.
O Atlético Madrid teve duas abordagens diferentes sem bola. Em organização defensiva, defendia no seu próprio meio campo, com as duas linhas de quatro jogadores muito próximas e dando muito pouco espaço interior para o Barcelona explorar, tendo obrigado o adversário a rodar o jogo pela linha defensiva e pelos corredores laterais, sabendo que pouco perigo viria daí devido ao fraco poder aéreo do ataque do Barcelona. Diego Costa era o avançado mais recuado, ajudando frequentemente o seu meio campo na ocupação de espaços. Nas transições defensivas eram bastante pressionantes tentando antes de mais impedir qualquer contra-ataque adversário e também recuperar a bola em zonas mais adiantadas. Ofensivamente tentaram vários cruzamentos para a área aproveitando o bom jogo aéreo dos seus avançados e também vários passes de rutura para a velocidade de Falcao.

2ª Parte
Depois de Diego Simeone tirar Filipe Luís por lesão e Suárez por estar próximo de ver o segundo amarelo, coloca Tiago em campo para alterar o sistema de jogo. Curiosamente, a perder por 4-1, retira um avançado para colocar mais um médio (Tiago). Pode ter sido um sinal de conformismo para com o resultado mas o que é certo é que esta troca permitiu aumentar bastante a eficiência defensiva da equipa no corredor central, obrigando o Barcelona a lateralizar bastante o jogo, mantendo os adversários mais longe da sua baliza (o 4º golo nasceu de uma perda de bola de Godín). Também perdeu algum poder ofensivo, não tendo uma referência que ligasse a equipa para a 3ª fase de construção. Tito Vilanova foi alterando o posicionamento dos jogadores com as substituições mas sem nunca alterar o sistema ou o modelo de jogo, até porque tinha o controlo da partida e o resultado dificilmente iria fugir à sua equipa.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi foi dos maiores destaques, não só pelos golos mas pelo seu posicionamento que dá sempre garantias ao Barcelona para manter a bola.
No Atlético Madrid, Falcao é claramente o jogador mais importante da equipa, com quase todas as ações ofensivas de maior perigo a terem-no como protagonista.

Marcha no Marcador
31' - 0x1 (Radamel Falcao)
36' - 1x1 (Adriano)
45' - 2x1 (Sergio Busquets)
57' - 3x1 (Lionel Messi)
88' - 4x1 (Lionel Messi)

Substituições
Int - Entra Cata Díaz para o lugar de Filipe Luís. Cata Diáz fica a jogar a lateral direito e Juanfran passa para o lado esquerdo. Filipe Luís saiu com problemas físicos.
56' - Entra Adrián López para o lugar de Mario Suárez. Koke passa para médio centro e Adrián fica a jogar a médio ala direito.
60' - Entra Tiago para o lugar de Diego Costa. Passam a jogar num 1-4-5-1 com Tiago a médio centro entre Koke e Gabi.
75' - Entra Thiago Alcântara para o lugar de Alexis Sánchez. Iniesta passa para extremo esquerdo e Thiago fica a jogar como médio centro.
80' - Entra David Villa para o lugar de Pedro Rodríguez. Iniesta passa para extremo direito e Villa fica a extremo esquerdo.
85' - Entra Daniel Alves para o lugar de Adriano. Troca direta com Adriano a sair com problemas físicos.


Árbitro: Pérez Lasa

Cartões Amarelos: Mario Suárez (47') e Thiago Alcântara (86').

Assistência: 86637 (Camp Nou)

Clima: Céu nublado (15ºC)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Champions League - Barcelona x Benfica (6ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou com o habitual ataque posicional, apesar de bastante condicionado pela ação defensiva do Benfica. Tentaram construir sempre desde a sua linha defensiva, jogando sempre curto e com os jogadores do meio campo a mostrarem muita mobilidade para que a equipa não tivesse de bater longo para o ataque. Normalmente Pinto batia sempre para um dos médios centro quando não tinha alternativas na linha defensiva. Os avançados também mostraram muita mobilidade com os extremos (principalmente Rafinha) a procurarem muito as zonas interiores. Os laterais não subiram tanto como habitual. No último terço, procuraram muitas vezes passes rasteiros de rutura de forma a isolar um dos avançados. Foram pressionantes mas não de uma forma muito assertiva, permitindo várias vezes que o Benfica resolvesse as situações de pressão adversária.
O Benfica foi muito assertivo defensivamente, nunca permitindo que o Barcelona conseguisse sair confortavelmente com passe curto na 1ª fase de construção. Os pontas de lança encostavam nos centrais e André Gomes ficava sempre perto de Song. Jogaram também com a linha defensiva alta de forma a compactar a equipa e a dar mais eficiência à pressão no meio campo ofensivo. Atuaram com a defesa em linha que mostrou uma coordenação muito boa. Ofensivamente tentaram sempre contra-atacar, havendo sempre muita gente disponível para subir no terreno e dar soluções na 3ª fase de construção. Tentaram sempre aproveitar a subida da linha defensiva adversária para lançar os seus jogadores em velocidade.

2ª Parte
O segundo tempo foi caracterizado por uma clara subida de rendimento do Barcelona que conseguiu controlar melhor o jogo e anular mais eficazmente os lançamentos do Benfica para contra-ataque. Isto pode também ter sido consequência de um desgaste dos jogadores do Benfica cuja estratégia os obrigou a muitos sprints na primeira parte. Apesar do domínio do jogo, só após a entrada de Messi é que o Barcelona se tornou mais perigoso com a bola a chegar mais vezes à baliza do Benfica. As substituições de Jorge Jesus acabaram por não trazer nada de novo à equipa com Bruno César a não ser capaz de desequilibrar (quer como segundo avançado, quer como extremo) e as entradas de Cardozo e Almeida (visaram uma alteração do sistema tático) a significar que o Benfica tinha deixado de ser uma ameaça no contra-ataque, arma através da qual tiveram as melhores e únicas oportunidades de golo. O Barcelona ainda jogou cerca de 10' com dez jogadores após a lesão de Messi mas nem assim perdeu o controlo do jogo. Nos minutos finais, referência a colocação de Luisão no ataque com Matic a descer para central, ficando o Benfica a jogar em 1-4-4-2.

Jogadores-Chave
No Barcelona, apesar do reduzido tempo em jogo, foi Messi quem tornou a equipa mais perigosa e o Benfica teve muitas dificuldades em travar as suas ações ofensivas.
No Benfica, Garay foi provavelmente um dos melhores jogadores em campo com excelentes intervenções defensivas.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
58' - Entra Lionel Messi para o lugar de Rafinha. Villa passa para extremo direito e Messi fica como ponta de lança.
63' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Bruno César fica como segundo avançado e Rodrigo passa para extremo esquerdo.
66' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Troca direta com Piqué a jogar descaído para a direita e Puyol para a esquerda.
74' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
74' - Entra André Almeida para o lugar de Rodrigo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com André Almeida no meio com Matic, André Gomes na posição dez (bastante recuado) e Bruno César a extremo esquerdo. 
78' - Entra Gerard Deulofeu para o lugar de Cristian Tello. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Nolito (43'), Rafinha (49'), Ezequiel Garay (56'), Luisão (59'), Adriano (60') e Nemanja Matic (78').

Assistência: 50659 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (10ºC)

domingo, 7 de outubro de 2012

Liga BBVA - Barcelona x Real Madrid (7ª Jornada)

1ª Parte
O Barcelona pressionou alto mas quando se encontrava em organização defensiva, como nos pontapés de baliza adversários, fazia-o com pouca intensidade, preferindo que o adversário construa jogo desde trás. Isto fazia com que o Barcelona fosse acrescentando homens no meio campo ofensivo lentamente de forma a tentar encurralar os jogadores adversários em zonas perigosas para aí ganhar a bola. Na transição defensiva eram mais agressivos tentando ganhar a bola de imediato. Com bola jogaram em ataque posicional, jogando a toda a largura do campo. Procuraram várias vezes ganhar espaço no corredor lateral, principalmente do lado direito, com Pedro a ser alguma vezes solicitado em profundidade. Pelo centro cabia frequentemente a Xavi, Fàbregas ou Iniesta (que procurava muito o jogo interior) combinarem ou conduzirem a bola, com Messi a ser sempre uma ameaça ofensiva. Daniel Alves saiu lesionado.
Em organização defensiva, o Real Madrid defendia no seu próprio meio campo, não arriscando pressionar muito alto de forma a não ser batido nos duelos individuais que criaria obrigatoriamente situações de superioridade numérica adversária no meio campo defensivo. A excepção aconteceu nos esquemas tácticos adversários (pontapés de baliza e lançamentos) onde o Real Madrid subia os seus jogadores para obrigar os adversários a baterem a bola para a frente, de forma a não permitirem que utilizem o seu ponto forte que é o ataque posicional. Ofensivamente utilizaram preferencialmente o contra-ataque, tendo sido muito objectivos na procura de situações de finalização. Mesmo quando conseguiam algum espaço para trocarem a bola com passes curtos, não faziam muitos até que tentavam uma bola longa, fosse através de bolas em profundidade para as costas da defesa adversária ou em cruzamentos para a área.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e tudo se manteve na mesma uma vez que qualquer equipa se via com possibilidades de marcar a qualquer momento. O Barcelona acaba por chegar à vantagem através de um livre directo e esse golo precipita uma substituição para cada lado, sendo estas já esperadas e habituais. Sem alterações nos sistemas tácticos, o Real Madrid consegue igualar num passe de rutura. A partir daqui, o jogo começou a ficar mais aberto com ambas as equipas a ambicionarem os três pontos. Isto acabou por favorecer o jogo do Barcelona que começou a criar mais oportunidades de perigo com o decorrer do jogo. O Real Madrid, talvez para dar mais alguma segurança defensiva, colocou Essien no meio campo mas o jogo manteve-se com a mesma tendência.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Messi com dois golos marcados acabou por ter influência directa no marcador. Busquets fez também um jogo muito importante a nível defensivo, dando sempre equilíbrios à sua equipa.
No Real Madrid, Ronaldo foi naturalmente dos jogadores mais importantes, sendo sempre uma ameaça ofensiva. Pepe, apesar das responsabilidades num dos golos sofridos, fez uma exibição muito boa, tanto defensivamente como nas primeiras fases de construção.

Marcha no Marcador
23' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
31' - 1x1 (Lionel Messi)
61' - 2x1 (Lionel Messi)
66' - 2x2 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
28' - Entra Martín Montoya para o lugar de Daniel Alves. Troca directa. 
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para o centro e Alexis joga a extremo esquerdo.
62' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
80' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
88' - Entra Michael Essien para o lugar de Ángel Di María. Essien fica a jogar a médio centro, Kaká passa para o lado direito e Khedira joga na posição dez.


Árbitro: Delgado Ferreiro

Cartões Amarelos: Pedro Rodríguez (40'), Xabi Alonso (43'), Sergio Busquets (54'), Mesut Özil (57'), Pepe (78') e Álvaro Arbeloa (90').

Assistência: 95000 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (24ºC)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Supercopa - Real Madrid x Barcelona (2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão

1ª Parte
O Real Madrid jogou com uma linha defensiva subida, apostando no encurtamento do espaço entrelinhas de forma a não dar espaço ao meio campo adversário em servir os jogadores mais ofensivos. Pressionaram alto, tentando sempre impedir a 1ª e 2ª fase de construção, impedindo os centrais de subirem no terreno e direccionando o jogo ofensivo da equipa adversária para os corredores laterais. Ofensivamente, variaram muitos os métodos de jogo ofensivo mas sempre que possível, partiram em contra-ataque com bolas a procurarem rasgar a defesa adversária de forma a que os jogadores do ataque conseguissem isolar-se nas costas da defesa.
O Barcelona pressionou alto, tentando sempre recuperar a bola o mais depressa possível, quer nas transições defensivas como em organização defensiva. Ofensivamente jogaram em ataque posicional, nunca estando em condições de partir em contra-ataque devido à pouca profundidade dada pelos seus jogadores. Messi descia muito no terreno e os extremos jogaram muito próximos da linha lateral para serem uma ameaça real aos centrais adversários. O facto dos extremos não entrarem tanto quanto o desejável para o corredor central fez com que não houvesse profundidade no corredor central nem nos corredores laterais, uma vez que os laterais tinham também pouco espaço para subir no terreno. Houve assim poucas ameaças em situações de um contra o guarda-redes para a baliza do Real Madrid. Os centrais (principalmente Piqué) procuraram muito subir com bola no terreno para criar desequilíbrios no meio campo.

2ª Parte
O Barcelona tornou-se menos pressionante pois estava a defender em 1-4-4-1, com Iniesta a fechar o corredor lateral esquerdo, o que fez com que ficasse Messi sozinho na frente. Com menos homens em zonas mais avançadas, o Barcelona permitiu ao Real Madrid trocar a bola com mais segurança. Defensivamente, o Real começou também a pressionar mais, preocupando-se em primeira instância em impedir que as bolas entrassem no corredor central do seu meio campo defensivo, tentando criar eventuais situações de passes de ruptura que pudessem surpreender a sua defesa. As substituições não constituíram nenhuma surpresa, tendo sido feitas apenas trocas directas que poderão ser justificadas com uma intenção de refrescar as equipas e aproveitar outras características que diferenciaram os jogadores, não sendo estas demasiado significativas.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Pepe esteve muito forte defensivamente. Ronaldo e Higuaín foram ameaças permanentes no contra-ataque.
No Barcelona não houve nenhum jogador que se destacasse em relação aos colegas.

Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
19' - 2x0 (Cristiano Ronaldo)
45' - 2x1 (Lionel Messi)

Substituições
32' - Entra Martín Montoya para o lugar de Alexis Sánchez. Passam a jogar em 1-4-3-2 (devido à expulsão) com Pedro a passar para o lado direito e Montoya a jogar como lateral direito.
75' - Entra Alex Song para o lugar de Sergio Busquets. Troca directa.
79' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
81' - Entra Cristian Tello para o lugar de Pedro Rodríguez. Troca directa.
81' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca directa.
83' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.


Árbitro: Mateu Lahoz

Cartões Amarelos: Javier Mascherano (14'), Pepe (20'), Álvaro Arbeloa (37'), Gerard Piqué (50'), Sami Khedira (63') e Sergio Ramos (73').

Cartão Vermelho: Adriano (28').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (28ºC)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Supercopa - Barcelona x Real Madrid (1ª Mão)


1ª Parte
O Barcelona fez sempre uma pressão muito forte sobre o portador da bola, em zonas muito avançadas. Com bola fizeram o seu habitual jogo de posse, mantendo a bola durante grandes períodos e a reclamar o domínio do jogo. Em organização ofensiva, os extremos vinham muito para o corredor central, sobrepovoando essa zona de forma a dificultar a marcação da defesa adversária. Era este movimento que permitia a subida dos laterais no terreno, que gozavam muitas vezes de muito espaço livre para receber a bola. Ainda assim, era pelo corredor central que o Barcelona mais atacava, usando os corredores laterais apenas como recurso para quando todas as linhas de passe no meio estavam tapadas.
O Real Madrid não gastou muita energia a reclamar o domínio do jogo para si e conformaram-se em ter menos tempo a bola, apostando as suas acções ofensivas em contra-ataques e ataques rápidos. Sempre que tinham a bola, tinham a preocupação em não parar a bola de forma a não se darem à pressão adversária. Assim, as suas acções ofensivas tinham sempre um ritmo muito elevado. Defenderam no seu próprio meio campo, com os extremos a descerem no terreno de forma a fechar o espaço à subida dos laterais adversários. Apesar de defenderem com o seu bloco no meio campo defensivo, mantiveram a sua linha defensiva subida, compactando muito as linhas defensivas, limitando o espaço aos jogadores adversários. Nos pontapés de baliza do adversário, subiam três jogadores de forma a não permitirem ao guarda-redes jogar curto, fazendo-o bater a bola para o meio campo onde o Real Madrid tinha vantagem no jogo aéreo.

2ª Parte
As duas primeiras substituições do Real Madrid resultaram de um plano de gestão de esforço que Mourinho tem vindo a praticar na equipa, com trocas de Benzema e Callejón por Higuaín e Di María respectivamente. A segunda foi condicionada pelo resultado, com a equipa a perder por dois golos, alteram o sistema táctico para um 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a jogar ao lado de Higuaín. Antes disso, Tello tinha entrado no Barcelona, tendo-se mostrado muito activo nas acções ofensivas. Tito Vilanova nunca alterou o seu sistema táctico, até porque esteve quase sempre em vantagem e não tinha necessidade de o fazer. Todas as trocas visaram refrescar a equipa. De notar que depois do golo do Real Madrid, Mourinho voltou ao sistema inicial com Marcelo a fazer a posição dez e Ronaldo a voltar para o corredor lateral esquerdo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Iniesta e Xavi estiveram muito fortes na manutenção da posse da bola e condução do jogo para o último terço ofensivo.
No Real Madrid, os destaques vão para Ronaldo e Di María muito pelos golos que marcaram.

Marcha no Marcador
55' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
57' - 1x1 (Pedro Rodríguez)
70' - 2x1 (Lionel Messi)
78' - 3x1 (Xavi)
85' - 3x2 (Ángel Di María)

Substituições
61' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
66' - Entra Ángel Di María para o lugar de Callejón. Troca directa.
72' - Entra Cristian Tello para o lugar de Alexis Sánchez. Tello fica a jogar do lado esquerdo e Pedro passa para o lado direito.
82' - Entra Marcelo para o lugar de Mesut Özil. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a ponta de lança com Higuaín.
83' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Xavi. Troca directa.
87' - Entra Jordi Alba para o lugar de Pedro Rodríguez. Alba fica a lateral esquerdo com Adriano a subir para extremo esquerdo.

Árbitro: Carlos Clos Gómez

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (11'), Álvaro Arbeloa (44'), Javier Mascherano (45'), Raúl Albiol (50') e Sergio Ramos (69')

Assistência: 91728 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (28ºC)