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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - E. U. A. 2 x 2 Portugal (Grupo G)


Marcha do Marcador
5' - 0x1 (Nani)
64' - 1x1 (Jermaine Jones)
81' - 2x1 (Clint Dempsey)
95' - 2x2 (Silvestre Varela)

1ª Parte
Os Estados Unidos entraram com uma postura muito defensiva, com o bloco muito recuado e os setores muito próximos, tentando reduzir ao máximo o espaço entrelinhas e limitar o jogo de Portugal aos corredores laterais. Apesar de estarem a jogar em 4-2-3-1, defensivamente apresentavam um sistema de 4-5-1 com Bradley a juntar-se aos médios centro. Com Ronaldo a jogar quase sempre pelo corredor central, é compreensível o fecho do bloco defensivo para lhe limitar a ação, no entanto foi através de um cruzamento (e um corte incompleto) que Nani marcou o primeiro golo. Em desvantagem, já subiram mais as linhas mas com o decorrer do jogo, iam pressionando menos até porque as condições climatéricas não permitiam grandes dispêndios energéticos em ações defensivas. Portugal jogou em ataque posicional, com muito espaço para trocar a bola. Na primeira fase de construção os laterais subiam no terreno e Veloso era o 3º homem a mostrar-se disponível para jogar curto, com Portugal a optar sempre por jogar apoiado desde a sua baliza consciente do menor poder físico no meio campo.

2ª Parte
Ao intervalo, Paulo Bento faz a segunda substituição forçada devido à lesão de André Almeida. William Carvalho cumpriu a sua função, tendo um jogo mais curto que Veloso mas também mais seguro, no entanto Veloso acabou por não ser tão produtivo como lateral, deixando-se bater algumas vezes em velocidade pelo adversário direto. Os Estados Unidos, para além da troca de corredores dos extremos, entraram da mesma forma. Aos 64', Portugal sofre golo (mais uma vez neste mundial, no seguimento de um canto) e o resultado volta a interessar aos norte americanos. Pouco tempo depois acontece a primeira alteração tática com Portugal a passar a jogar em 4-4-2 com Ronaldo e Éder no eixo do ataque. Portugal, devido à ação defensiva dos Estados Unidos, apenas estava a ter espaço nos corredores laterais e esta alteração acaba por fazer sentido uma vez que desta forma tinham mais uma referência na área para tentarem a finalização. Aos 81' Dempsey finaliza um cruzamento e coloca momentaneamente Portugal fora do Campeonato do Mundo. Com o empate Portugal tinha uma tarefa muito complicada no 3º jogo, com a derrota deixava de ter hipóteses de se qualificar e isto poderia ter tido um efeito muito negativo na equipa mas nunca deixaram re procurar o golo, desta feita através de um jogo declaradamente direto para o ataque, com Bruno Alves a ser o terceiro homem do ataque, com Paulo Bento a tentar arriscar tudo para conseguir pelo menos o empate. Curiosamente, os Estados Unidos só cederam à pressão portuguesa após terem reformulado o seu sistema tático para colocar mais um homem no setor defensivo para fazer face à superioridade numérica do ataque adversário.

Substituições
16' - Entra Éder para o lugar de Hélder Postiga. Troca direta com Postiga a sair lesionado.
Int - Entra William Carvalho para o lugar de André Almeida. William fica a médio defensivo e Veloso passa para lateral esquerdo. André Almeida saiu lesionado.
69' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 4-4-2 com Varela a médio ala esquerdo e Ronaldo na frente com Éder.
72' - Entra DeAndre Yedin para o lugar de Alejandro Bedoya. Troca direta.
87' - Entra Chris Wondolowski para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
93' - Entra Omar González para o lugar de Graham Zusi. Passam a jogar em 5-4-1 com González a jogar como central.


Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

Cartão Amarelo: Jermaine Jones (75').

Assistência: 40.123 (Arena da Amazônia)

Clima: Céu limpo (31ºC)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 4 x 0 Portugal (Grupo G)


Marcha no Marcador
12' - 1x0 (Thomas Müller)
32' - 2x0 (Mats Hummels)
45'+1 - 3x0 (Thomas Müller)
78' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
As duas equipas jogaram em ataque posicional e com o bloco alto mas sem pressionarem muito alto, talvez com consciência da dificuldade de jogar de tal forma com o calor e humidade característicos deste mundial. A Alemanha trocou muito bem a bola, com a preocupação de rodar o centro do jogo com grande frequência para abrir espaços na equipa adversária. Portugal pareceu sempre condicionado no último terço em procurar Ronaldo, mostrando uma dependência que acabou por prejudicar em alguns momentos. Num jogo que se esperava complicado para Portugal, que era claramente o outsider, sofrer um golo aos 12' (de penalti) acabou por ser um obstáculo demasiado grande, com um efeito negativo nas aspirações da equipa, acentuado aos 32' depois de sofrer um golo de canto (sendo as bolas paradas defensivas uma lacuna já bem conhecida da equipa portuguesa). Por esta altura já se adivinhava uma tarefa muito complicada virar o jogo, com uma Alemanha muito confiante e calma e um Portugal com a perfeita noção da dificuldade que era alterar o resultado. O momento que acabou por condenar o jogo a uma derrota de Portugal foi a expulsão de Pepe, que deitou por terra qualquer aspirações que ainda houvessem, tendo um efeito de balde de água fria para a motivação dos portugueses. No decorrer da espiral descendente do rendimento da equipa portuguesa, Müller consegue aproveitar um cruzamento da esquerda para matar o jogo ainda antes do intervalo.

2ª Parte
Após a expulsão de Pepe, tinha sido Meireles a ocupar a posição de central e Paulo Bento colocou ao intervalo Ricardo Costa no eixo defensivo num jogo em que não valia a pena arriscar o que quer que fosse. A Alemanha soube sempre aproveitar a vantagem numérica e geriu o esforço durante o resto do jogo com Joachim Löw a poder alterar as suas peças em função do próximo jogo e com Paulo Bento a pouco poder fazer, tendo tido ainda a contrariedade da lesão de Coentrão que se juntou a Hugo Almeida como possíveis lesionados para o próximo jogo. Com uma segunda parte sem grande história, fica o registo de mais um golo de Müller aos 78' e um resultado que acabou por não chocar ninguém que tivesse visto o jogo desde o início.

Substituições
28' - Entra Éder para o lugar de Hugo Almeida. Troca direta com Hugo Almeida a sair lesionado.
Int - Entra Ricardo Costa para o lugar de Miguel Veloso. Ricardo Costa fica a central com Bruno Alves.
63' - Entra André Schürrle para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
65' - Entra André Almeida para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta com Coentrão a sair lesionado.
73' - Entra Shkodran Mustafi para o lugar de Mats Hummels. Troca direta com Hummels a sair lesionado.
82' - Entra Lukas Podolski para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.


Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)

Cartão Amarelo: João Pereira (Amarelo)

Cartão Vermelho: Pepe (37').

Assistência: 51.081 (Arena Fonte Nova)

Clima: Céu limpo (29')

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012 - Portugal x Espanha (Meia-Final)

1ª Parte
Portugal teve uma grande preocupação em tentar limitar a 1ª fase de construção do adversário, dado que estes são muito fortes na condução de bola desde a sua área através de jogo apoiado. Assim, obrigavam-nos a bater a bola para o meio campo onde estavam mais jogadores portugueses para poderem disputar a bola. Quando não conseguiam, desciam para trás da linha da bola, onde mostravam uma excelente capacidade de basculação defensiva, sempre com a preocupação de cortar linhas de passe interior. Moutinho foi o médio centro que mais subia na pressão (jogaram praticamente em 1-4-2-3-1), sempre para o seu lado direito (Hugo Almeida ficava com o lado esquerdo) o que fez com que o Nani não precisasse de subir na pressão, guardando melhor o flanco mais perigoso do adversário, juntamente com João Pereira. Com bola, a aposta era no contra-ataque e no ataque rápido. Eram recorrentes as bolas directas para os jogadores mais adiantados, usando muitas vezes Hugo Almeida como jogador-alvo, bem como as bolas batidas para o lateral do lado contrário que subia sempre para aproveitar o espaço dado pela zona pressionante da Espanha.
Tal como Portugal, a Espanha tentava sempre impedir as primeiras fases de construção de Portugal. Mostraram quase sempre uma pressão muito alta e assertiva tornando muito difícil o adversário conseguir sair em ataque posicional. Ao contrário do que se passou em outros jogos, onde Iniesta era o jogador que fazia mais o movimento interior e Alba era o lateral mais ofensivo, desta vez foi Silva que saía recorrentemente do seu corredor, jogando a toda a largura do campo, o que fez com que Arbeloa fosse o lateral que mais subia no corredor. Isto pode ter sido consequência da acção defensiva de Portugal, cujos jogadores do corredor lateral direito raramente se desposicionaram, ou uma aposta estratégica, de forma a tentar limitar as subidas de Coentrão e até mesmo Ronaldo. É preciso notar que, devido à grande ocupação espacial a nível defensivo adversário da zona à frente da defesa, Xavi teve muito poucas oportunidades de jogar a bola em zonas mais avançadas, o que fez com que ele tivesse de descer ao nível do duplo pivot defensivo para vir buscar jogo.

2ª Parte
A primeira alteração ocorreu da parte da Espanha, com a entrada de Fàbregas para o ataque, jogador que era previsto no onze inicial. Negredo tinha tido pouca influência no jogo e acabou por facilitar a acção defensiva de Portugal, dando-se à marcação a um dos centrais, obrigando Silva a ser o homem a aparecer entre-linhas. 6' depois entra Navas para o lado direito. É uma substituição habitual que confere instantaneamente outro tipo de jogo à Espanha, tendo um homem junto à linha sempre pronto para aparecer nas costas da defesa (Navas) e um jogador entre-linhas a distribuir e a conferir mais segurança na manutenção da posse da bola (Fàbregas). Apesar da maior facilidade em jogar à frente da defesa portuguesa, ambas as equipas continuaram algo distantes do golo, com os guarda-redes a intervirem mais com os pés (passe e recepção) que com as mãos. A cerca de 10' do fim, Nelson Oliveira entra por Hugo Almeida e já perto do fim, a Espanha passa a jogar com dois extremos puros após a entrada de Pedro, com os laterais a terem ainda mais preocupações e com Nani a descer cada vez mais no terreno.

Prolongamento
Apenas na 2ª parte do prolongamento é que Portugal esgotou as duas subtituições, alterando o sistema táctico para 1-4-2-3-1. O duplo pivot defensivo ajudou a estancar a zona entre-linhas que estava a ser muito bem explorada por Fàbregas mas esta alteração não teve grandes efeitos práticos porque com as constantes subidas de Moutinho no terreno em fase defensiva, em acções de pressão, Portugal acabou por jogar durante grande parte da partida com dois pivots defensivos, embora não tão declarados como após a entrada de Custódio.

Penaltis
1 - Xabi Alonso remata para o lado direito com Rui Patrício a defender a bola.
1 - João Moutinho remata para a esquerda com Iker Casillas a defender a bola.
2 - Andrés Iniesta remata para a direita com Rui Patrício a cair para o lado contrário.
2 - Pepe remata para o lado esquerdo com Iker Casillas a não chegar à bola. 
3 - Gerard Piqué remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 
3 - Nani remata ao ângulo esquerdo com Iker Casillas a cair para o lado contrário.
4 - Sergio Ramos remata picado para o meio com Rui Patrício a cair para a direita.
4 - Bruno Alves remata à trave com Iker Casillas a cair para o lado direito. 
5 - Cesc Fàbregas remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, houve vários jogadores em grande destaque mas João Moutinho teve um papel fundamental na acção defensiva.
Na Espanha, Fàbregas e Navas vieram dar outra dinâmica ao jogo, travando um pouco a iniciativa ofensiva portuguesa.

Golos
(Não houve).

Substituições
54' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Álvaro Negredo. Troca directa.
60' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida. Troca directa.
87' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Xavi. Pedro fica a jogar a extremo esquerdo e Iniesta passa para a posição dez.  
Int P. - Entra Custódio para o lugar de Miguel Veloso. Troca directa.
113' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Moutinho a médios defensivos, Nani na posição dez e Varela a extremo direito. 

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso (6 – Custódio)
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
9 – Hugo Almeida (11 – Nélson Oliveira)
16 – Raul Meireles (18 – Silvestre Varela)
17 – Nani
21 – João Pereira
Treinador: Paulo Bento

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (7 – Pedro Rodríguez)
11 – Álvaro Negredo (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Cüneyt Cakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (40'), Fábio Coentrão (45'), Sergio Busquets (60'), Pepe (61'), João Pereira (64'), Álvaro Arbeloa (83'), Bruno Alves (86'), Miguel Veloso (90'+3) e Xabi Alonso (113').

Assistência: 48000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (22ºC)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Euro 2012 - República Checa x Portugal (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A República Checa defende de uma forma organizada a nível posicional mas é pouco assertiva na pressão ao adversário com bola, esperando normalmente pelo erro o que faz com que todos desçam quase sempre até ao seu meio campo defensivo quando não têm a bola. Com bola, tentaram várias vezes organizar o seu ataque através do ataque posicional mas mostraram muitas dificuldades a manter a bola em sua posse durante o tempo suficiente para criar perigo, ao falharem muitos passes. O seu ponto forte é claramente o corredor lateral direito onde o lateral Gebre Selassie e o extremo Jiracek se complementam muito bem com o primeiro a ser muito ofensivo e o último muito inteligente nas suas movimentações interiores e trabalhador em acção defensiva.
Portugal entrou em jogo mais pressionante e com o bloco mais subido que o habitual, não deixando o adversário trocar a bola livremente no próprio meio campo. Fábio Coentrão mostrou-se sempre muito atento defensivamente no seu corredor, contrariando a maior ameaça dos adversários. Pouco depois do início do jogo, Ronaldo chegou a estar algum tempo no corredor direito, trocando com Nani e parecia uma forma de dar mais segurança defensiva ao lado esquerdo mas minutos mais tarde a troca foi desfeita. Ofensivamente, jogaram claramente em ataque posicional, muito por culpa da acção do adversário que era muito rápido a descer os seus elementos nas transições defensivas. Ainda assim tentavam o contra-ataque sempre que o mesmo parecia viável. As maiores situações de perigo ocorreram quando havia um movimento de um jogador do corredor lateral para o central, com os defesas adversários a terem muitas dificuldades em lidar com mais que um jogador nessa zona.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência, no entanto a República Checa ia-se resignando às acções defensivas mostrando que estavam à vontade para levar o jogo a prolongamento sendo que a primeira alteração feita foi a entrada de Rezek com o objectivo de mudar o jogador na posição dez, Darida, que não tinha tido quase nenhuma influência até então. As primeiras alterações tácticas ocorreram por parte de Portugal e só após o golo, com a habitual substituição quando se encontram em vantagem perto do fim do jogo, entrando Custódio para inverter o triângulo do meio campo dando assim mais consistência ofensiva. Teoricamente, o meio campo ofensivo da República Checa ficava assim em inferioridade numérica em 1x2 com Jiracek a ter dois jogadores adversários na sua área de acção. Bílek responde de imediato com a colocação de mais um ponta de lança, substituição precedida da entrada de mais um central para Portugal. A partir daí o jogo resumiu-se à República Checa a tentar bombear bolas para a área e Portugal a tentar manter a bola no meio campo ofensivo.

Jogadores-Chave
Na República Checa o destaque vai para Petr Cech que fez algumas boas defesas em boas situações de finalização do adversário. 
Na equipa de Portugal, Ronaldo foi o jogador mais perigoso no ataque, marcando um e estando muito perto de fazer mais golos.

Golos
79' - Moutinho recebe orientado para a linha de fundo um passe da direita de Nani e cruza para a entrada da pequena área onde Ronaldo aparece nas costas de Hugo Almeida a cabecear para o golo.

Substituições
40' - Entra Hugo Almeida para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa com Postiga a sair lesionado.
61' - Entra Jan Rezek para o lugar de Vladimír Darida. Rezek fica a jogar a extremo esquerdo, Pilar passa para o lado direito e Jiracek fica na posição dez.
84' - Entra Custódio para o lugar de Nani. Passam a jogar em 1-4-2-3-1. Moutinho passa para o lado direito, Meireles fica na posição dez e Custódio fica a jogar ao lado de Miguel Veloso. 
86' - Entra Tomás Pekhart para o lugar de Tomás Hübschman. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Pekhart a jogar ao lado de Baros no ataque, Jiracek e Plasil como médios centro.
88' - Entra Rolando para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Rolando a ser o terceiro central, a jogar descaído para a direita, Ronaldo e Hugo Almeida no ataque e Moutinho a fechar no meio com Custódio e Veloso. 

República Checa
1 – Petr Cech
2 – Theodor Gebre Selassie
3 – Michal Kadlec
6 – Tomás Sivok
8 – David Limberský
13 – Jaroslav Plasil
14 – Václav Pilar
15 – Milan Baros
17 – Tomás Hübschman (20 – Tomás Pekhart)
19 – Petr Jirácek
22 – Vladimír Darida (9 – Jan Rezek)
Treinador: Michal Bílek

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (14 – Rolando)
17 – Nani (6 – Custódio)
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (9 – Hugo Almeida)
Treinador: Paulo Bento

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Cartões Amarelos: Nani (26'), Miguel Veloso (27') e David Limberský (89').

Assistência: 55590 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (23ºC)

domingo, 17 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo B) - Portugal x Holanda (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Alemanha (6 pontos) 2 jogos
Portugal (3 pontos) 2 jogos
3º Dinamarca (3 pontos) 2 jogos
Holanda (0 pontos) 2 jogos

1ª Parte
Sem bola, Portugal preocupa-se principalmente em fechar os espaços e não tanto em pressionar o portador da bola, com Postiga a fechar linhas de passe entre centrais e os médios a impedirem que os médios adversários tivessem tempo para decidir, caindo rapidamente em cima deles assim que recebiam a bola. Depois de sofrerem golo, assumem imediatamente uma postura mais pressionante, subindo as linhas, impedindo inclusive a 1ª fase de construção da Holanda. Com bola, tentaram várias bolas em profundidade aproveitando a desmarcação dos jogadores mais adiantados, jogando também curto e em ataque posicional quando a defesa adversária estava já organizada ou não havia possibilidades de desmarcação nas costas da defesa.
A Holanda jogou em ataque posicional e até ao golo marcado conseguiram assumir o domínio do jogo. Com os extremos a abrirem o jogo nas linhas laterais e Van der Vaart a subir no terreno para a zona de Veloso onde já se encontrava Van Persie, mostraram alguma facilidade em trocar a bola e abrir espaços no seu meio campo ofensivo. Depois do golo, com a subida do bloco de Portugal e uma maior pressão dos adversários, os jogadores começaram a cometer mais erros e se o aproveitamento dos avançados adversários fosse melhor, poderiam ter ido para o intervalo em desvantagem. Sem bola, apenas Van Persie e Huntelaar não desciam mas a equipa conseguia, por norma, pressionar bem o adversário de forma a recuperar a bola.

2ª Parte
Ao intervalo há alterações posicionais em ambas as equipas. Portugal troca os interiores com Moutinho a jogar descaído para o lado direito e Meireles para o lado esquerdo. A Holanda coloca Sneijder na posição dez, Robben a extremo esquerdo (talvez para promover mais cruzamentos para o jogo aéreo de Huntelaar) e Van Persie a extremo direito que era o flanco menos protegido por Portugal. Sem haver alterações nos sistemas de jogo, a Holanda sobe mais o seu bloco, pressionando em zonas mais avançadas e impedindo que Portugal conseguisse construir desde trás, tal como Portugal fez depois do golo sofrido. Aos 67', Van Marwijk altera o sistema táctico da sua equipa para 1-3-2-3-2 com três defesas (saiu Jetro Willems), dois médios mais defensivos embora Van der Vaart terá sempre a tendência de subir mais no terreno, dois extremos, dois pontas de lança e um jogador na posição dez. Esta alteração foi um risco pois colocou a sua defesa em igualdade numérica com o ataque de Portugal mas fez com que acontecesse o mesmo no sentido inverso. No entanto Paulo Bento inverteu o triângulo do meio campo com a entrada de Custódio (que jogou ao lado de Veloso) e isto condenou a estratégia holandesa pois entrou na equipa portuguesa um homem extra para tarefas defensivas enquanto a igualdade numérica na defesa holandesa se mantinha com a agravante que Moutinho estava agora mais liberto para ajudar Nelson Oliveira na pressão à linha defensiva, o que fez com que a Holanda fosse fustigada por contra-ataques perigosos até ao final do jogo, sendo que um deles resultou no golo da vitória portuguesa. No fim, Portugal coloca mais um central e acaba com as aspirações da Holanda, sobrepovoando a sua zona defensiva.

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, Ronaldo foi claramente o jogador mais marcante pelos dois golos e oportunidades criadas. Pepe fez um jogo extraordinário na defesa e Nani foi sempre muito perigoso no ataque.
Na Holanda, Van der Vaart foi o jogador que mais perigo criou marcando um golo e estando muito próximo do segundo.

Golos
11' - Robben recebe a bola no lado direito e trás a bola para dentro junto à entrada da área, joga curto para Van der Vaart que ao segundo toque remata ao segundo poste, fazendo o golo. 
28' - No meio campo ofensivo, João Pereira recebe no corredor direito e arranca para o corredor central, fazendo depois um passe de ruptura de trivela onde aparece Ronaldo isolado para fazer o golo.
74' - Moutinho lança Nani em profundidade pelo lado direito numa situação de contra-ataque de 3x2, com Nani a avançar no terreno e a cruzar largo e rasteiro pelas costas da defesa para Ronaldo que já dentro da área recebe a bola e enquadra-se com a baliza para fazer o golo.

Substituições
64' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa. 
67' - Entra Ibrahim Afellay para o lugar de Jetro Willems. Passam a jogar em 1-3-2-3-2 com Afellay a jogar a extremo direito, Robben a extremo esquerdo, Huntelaar na frente com Van Persie e Sneijder na posição dez.
72' - Entra Custódio para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Veloso a médios defensivos e Moutinho na posição dez.
87' - Entra Rolando para o lugar de Nani. Passam a jogar em 1-5-4-1 com Rolando a ser o terceiro central e Moutinho a fazer o lado esquerdo do meio campo.

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (6 – Custódio)
17 – Nani (14 – Rolando)
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (11 – Nélson Oliveira)
Treinador: Paulo Bento

Holanda
1 – Maarten Stekelenburg
2 – Gregory van der Wiel
4 – Joris Mathijsen
8 – Nigel de Jong
9 – Klaas-Jan Huntelaar
10 – Wesley Sneijder
11 – Arjen Robben 
13 - Ron Vlaar
15 – Jetro Willems (20 – Ibrahim Afellay)
16 – Robin van Persie
23 – Rafael van der Vaart
Treinador: Bert van Marwijk

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Jetro Willems (51'), Robin van Persie (69') e João Pereira (90' + 2).

Assistência: 37445 (Oblast Sports Complex Metalist - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 9 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo B) - Alemanha x Portugal (1ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Dinamarca (3 pontos) 1 jogo
Alemanha (0 pontos) 0 jogos
Portugal (0 pontos) 0 jogos
4º Holanda (0 pontos) 1 jogo

1ª Parte
Defensivamente, a Alemanha mostrou sempre uma atitude pressionante no ataque, com os jogadores a pressionarem rapidamente o portador da bola aquando o momento de transição defensiva. Em organização defensiva, Özil e Gómez ficavam naturalmente em posições mais avançadas para dificultar a acção ofensiva com bola dos centrais adversários, com Gómez a mostrar-se muitas vezes assertivo na pressão ao portador da bola de forma a precipitar uma bola batida pelo central ou qualquer outro erro (note-se que os jogadores da Alemanha são significativamente mais altos que os de Portugal e teoricamente levam vantagem no jogo aéreo). Ofensivamente, mostraram uma boa circulação de bola, tentando-a fazer de forma rápida e eficaz, virando o centro de jogo várias vezes para conseguir encontrar espaços na defesa de Portugal. Os laterais subiam no terreno e os extremos costumavam procurar posições interiores quando isso acontecia. Apesar disso, a 2ª fase de construção acontecia geralmente através do corredor central, quer através da recepção de bola de um dos pivôts defensivos (Khedira ou Schweisteiger procuravam sempre espaço entre os médios interiores portugueses) ou no caso destes não conseguirem linhas de passe, através da penetração de um dos centrais (geralmente Hummels). Um dos maiores factores desequilibradores da Alemanha foram os dois pivôts defensivos que mostraram grande mobilidade e coordenação entre eles, com um dos dois a subir geralmente (com ou sem bola) de forma a desequilibrar a linha defensiva, aproveitando o facto de apenas Veloso estar a jogar entre linhas. Com bola jogavam praticamente em 1-4-3-3.
Portugal jogou muito recuado, respeitando a condição de favoritos da Alemanha e a sua forma de jogar. Ao recuar as linhas e aproximar os sectores, impediu que a Alemanha conseguisse criar perigo através das transições ofensivas mas teve muitas dificuldades em lidar com a mobilidade da equipa adversária. Tentavam sair em contra-ataque com Postiga a procurar muitas vezes a bola no corredor lateral, aproveitando a subida dos laterais adversários. Ainda assim, a melhor oportunidade ocorreu através de um canto. Os médios interiores Moutinho e Meireles não pressionavam muito à frente, privilegiando a sua estrutura defensiva mas tiveram algumas dificuldades a fechar as linhas de passe no corredor central, o que foi compensado com uma excelente coordenação da linha defensiva. Os extremos também tiveram um bom trabalho defensivo, principalmente Nani que descia bastante no corredor.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram sem alterações mas Portugal melhorou bastante com grande responsabilidade para os médios Moutinho e Meireles que cumpriram muito melhor as suas funções de cobertura no meio campo, coordenando bem as suas acções com o ponta de lança. Paulo Bento lançou Nelson Oliveira, tendo ganho um maior potencial nas bolas em profundidade (partindo do princípio que a Alemanha ia abrir mais espaços para ir à procura do resultado) e também preveniu assim um eventual segundo cartão para Postiga. Apesar de um jogo mais equilibrado e um maior ascendente de Portugal, é a Alemanha a marcar o golo. A partir daí, a Alemanha desceu no terreno e procurou conservar o resultado. Portugal coloca Varela em campo, com Nani a passar para o corredor central (uma espécie de segundo avançado) e as oportunidades multiplicaram-se. Com Portugal a jogar a toda a largura e com Coentrão muito eficaz nas penetrações, a Alemanha teve dificuldades em fechar os espaços no seu terço defensivo e houve algumas oportunidades flagrantes para o golo do empate. A Alemanha limitou-se a realizar substituições defensivas com a entrada de Kroos e Bender.

Jogadores-Chave
Na Alemanha Khedira fez um jogo extraordinário, estando brilhante a jogar sem bola, criando espaços no meio campo e participando na 3ª fase de construção. Hummels também esteve muito bem na saída com bola, bem como nos lances aéreos defensivos.
Na equipa de Portugal, Coentrão fez um jogo muito bom a nível ofensivo, Nani também esteve bem tanto ofensiva como defensivamente. Defensivamente, Pepe esteve muito seguro e teve boas intervenções.

Golos
72' - Após uma boa circulação de bola, Khedira recebe do lado direito e cruza ao 2º poste onde Gómez cabeceia cruzado para o golo.

Substituições
70' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa. 
80' - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
80' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Varela para para extremo direito, Nani passa para a posição 10.
87' - Entra Toni Kroos para o lugar de Mesut Özil. Troca directa.
94' - Entra Lars Bender para o lugar de Thomas Müller. Entra um médio defensivo para o lugar de um extremo.

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil (18 – Toni Kroos)
10 – Lukas Podolski 
13 – Thomas Müller (15 – Lars Bender)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
20 – Jérôme Boateng
23 – Mario Gomez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (18 – Silvestre Varela)
17 – Nani
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (11 – Nélson Oliveira)
Treinador: Paulo Bento

Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Cartões Amarelos: Hélder Postiga (13'), Holger Badstuber (43'), Fábio Coentrão (60') e Jérôme Boateng (69').

Assistência: 32990 (Arena Lviv - Ucrânia)

Clima: Céu nublado (22ºC)