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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 3 x 1 Braga (25ª Jornada)


Marcha no Marcador
22' - 0x1 (Alan)
37' - 1x1 (James Rodríguez)
83' - 2x1 (Kelvin)
86' - 3x1 (Kelvin)

1ª Parte
Foi um jogo entre duas equipas que assumiram estratégias completamente distintas. Por um lado, o Porto jogou em ataque posicional, assumindo o controlo do jogo do primeiro ao último minuto. Os médios e avançados mostraram uma grande mobilidade, com os interiores Moutinho e Lucho a trocarem várias vezes com os extremos que procuravam constantemente o jogo interior, também os laterais se envolveram muito no ataque, deixando apenas os dois centrais junto à linha do meio campo (estiveram sempre em superioridade numérica porque o Braga apenas deixava Mossoró no ataque). O Porto jogou a toda a largura e procurou sempre os espaços interiores apesar da dificuldade para o fazer devido à ação defensiva do Braga, que tinha uma linha defensiva de 4 jogadores mais uma linha média de 5 jogadores, que apresentaram uma distância intersetorial muito curta e sempre a procurar fechar o corredor central. O Braga defendeu sempre no seu próprio meio campo e apenas pressionava os jogadores adversários quando estes estavam dentro do bloco defensivo, permitindo aos adversários explorar o jogo exterior, tentando apenas fechar as linhas de passe para o corredor central. O jogo ofensivo do Braga resumia-se às suas ações de contra-ataque, onde os seus jogadores tentavam colocar a bola na frente imediatamente após a sua conquista. O Porto também foi sempre muito pressionante sem bola, não permitindo o Braga construir quando tinha oportunidade.
O Braga marcou numa das poucas oportunidades que teve para combinar junto à área adversária, com Alan a rematar de primeira para o golo. James marcou numa das poucas vezes que o Porto conseguiu ter a bola no corredor central em condições para rematar à baliza.

2ª Parte
Com a igualdade na partida, o jogo manteve-se com a mesma tendência, com o Braga a mostrar-se satisfeito com o empate e a defender muito bem o espaço interior, mantendo o Porto longe da baliza. Vítor Pereira, com a sua equipa a dominar claramente o jogo, fez a única coisa que podia fazer para tentar resolver o jogo que foi colocar dois desequilibrados nos corredores laterais para tentar encontrar mais espaços no corredor central, sendo que Kelvin acaba por decidir o jogo. A colocação de James atrás de Jackson acabou por atrair mais atenção por parte dos jogadores do Braga, abrindo mais espaços nos corredores laterais. José Peseiro refrescou a frente de ataque para manter em aberto a sua solução ofensiva, mudando apenas o sistema tático quando em desvantagem, colocando um criativo na posição dez e refrescando o corredor direito mas já era demasiado tarde para alterar o resultado.

Substituições
Int - Entra Abdoulaye para o lugar de Maicon. Troca direta com Maicon a sair lesionado.
62' - Entra Christian Atsu para o lugar de Steven Defour. Troca direta.
68' - Entra Carlão para o lugar de Mossoró. Troca direta.
76' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Fernando e Moutinho a médios centro, James na posição dez e Kelvin a extremo direito.
86' - Entra Rúben Micael para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Rúben Micael a jogar na posição dez e Custódio a jogar a médio centro ao lado de Mauro.
90' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.

Árbitro: Pedro Proença

Cartão Amarelo: Quim (67')

Assistência: 32000 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)


Marcha no Marcador
43' - 1x0 (Éder)
53' - 2x0 (Paulo Vinícius)
59' - 3x0 (Éder)
79' - 3x1 (Paulo Oliveira)
86' - 3x2 (Soudani)

1ª Parte
O Braga jogou predominantemente em ataque posicional, tentando manter o controlo da bola mas alternou muito entre o contra-ataque e ataque rápido, tudo em função da forma e zona em que conseguia recuperar a bola. Procuram muito os extremos antes de colocarem a bola em zonas de finalização. Sem bola, não jogaram muito recuados mas foram organizados. Mauro e Hugo Viana fizeram um bom trabalho a fechar o corredor central.
O Vitória de Guimarães defendeu quase sempre no seu meio campo defensivo, criando sempre duas linhas de quatro jogadores muito compactas com a linha do meio campo a descer muito no terreno quando a bola passava por eles. Em termos práticos, podemos dizer que esta estrutura funcionou uma vez os dois primeiros golos do Braga aconteceram de bola parada. Ofensivamente também souberam trocar a bola em algumas situações mas regra geral, tentavam chegar mais depressa à baliza do Braga com contra-ataques ou ataques rápidos apesar de muito pouco eficazes com os jogadores mais ofensivos a não terem capacidades de desequilibrar o jogo em ações individuais.

2ª Parte
Ao intervalo, Rui Vitória apenas trocou Ricardo de flanco com Marco Matias. José Peseiro, naturalmente, não fez qualquer alteração. O Braga esteve mais cauteloso defensivamente e com o jogo a não se mostrar muito diferente da primeira parte, é o Vitória a primeira equipa a fazer substituições com a entrada de Baldé para ponta de lança, que é um jogador mais possante e começa a adivinhar-se um jogo mais direto por parte dos visitantes. O Braga manteve as suas linhas baixas e conseguiu anular a estratégia do adversário, conseguindo inclusive marcar num ataque rápido o terceiro golo. O Braga ainda coloca Rúben Amorim e Hélder Barbosa que apesar de serem substituições um pouco mais cautelosas (principalmente a entrada de Rúben Amorim), parecem ser trocas para gerir o plantel numa altura que o resultado parece já decidido. Depois de Peseiro colocar também Zé Luís por Éder, é a vez de Rui Vitória alterar o seu sistema tático para 1-4-4-2 com os dois médios ala muito ofensivos para tentar sobrecarregar a defesa do Braga. Foi no mesmo minuto da substituição que no seguimento de um livre indireto Paulo Oliveira reduz e 7 minutos mais tarde Soudani faz o segundo da sua equipa mantendo tudo em aberto até ao apito final.

Jogadores-Chave
No Braga o destaque vai para Éder que continua a mostrar que é dos melhores pontas de lança portugueses.
No Vitória de Guimarães não houve grandes destaques individuais.

Substituições
57' - Entra Amidó Baldé para o lugar de Marco Matias. Soudani passa para extremo esquerdo, Ricardo para extremo direito e Baldé fica como ponta de lança.
71' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Mossoró. Troca direta.
72' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.
76' - Entra Zé Luís para o lugar de Éder. Troca direta.
79' - Entra Josué para o lugar de Tiago Rodrigues. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Josué a médio centro com André André.
79' - Entra Rafael Crivellaro para o lugar de Sieka Bamba. Crivellaro joga na ala esquerda e Soudani fica na frente de ataque juntamente com Baldé.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Siaka Bamba (21'), Éder (67') e Elderson (87' e 92').

Cartão Vermelho: Elderson (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu limpo (11ºC)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Braga (19ª Jornada)


Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Ahmed Hassan)
45'+3 - 1x1 (Alan)

1ª Parte
O Rio Ave jogou predominantemente em contra-ataque, tentando chegar rapidamente ao último terço, normalmente através dos seus extremos que tentavam usar a sua técnica e velocidade para conduzir a bola para a frente e criar desequilíbrios nos duelos de 1x1. Nunca se preocuparam em manter o domínio do jogo pelo que esperavam pacientemente no seu meio campo pela equipa do Braga, mantendo firmes duas linhas de quatro jogadores com Diego Costa e Hassan a serem os únicos que se iam desposicionando para eventualmente sair na pressão à linha defensiva adversária. Apesar disso, nas transições defensivas notou-se alguma lentidão de Bebé e Ukra a recuperarem, principalmente quando a bola estava do lado contrário ao deles.
O Braga tentou assumir o controlo do jogo do princípio ao fim, usando o habitual ataque posicional com várias combinações onde o ritmo apenas abrandava quando a bola chegava a um dos extremos, com estes a tentarem muitas vezes conduzir a bola e a procurarem encontrar situações em que pudessem explorar o drible. Hugo Viana tentou algumas bolas longas para o ataque sendo o único jogador que tentava frequentemente este tipo de solução. Mantiveram sempre a linha defensiva bastante adiantada no processo ofensivo, mesmo perante a constante ameaça de contra-ataque da equipa adversária. Os laterais subiam sempre que tinham essa oportunidade, aproveitando a tendência dos seus extremos para procurarem jogo interior. Sem bola mantinham-se no seu meio campo defensivo, pressionando mais quando a bola chegava ao lateral adversário, tentando cortar linhas de passes interiores de forma a forçar o erro.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo, apenas com uma troca posicional no Rio Ave com Bebé a trocar de flanco com Ukra (voltariam a trocar cerca de 15' depois). Apesar de não ter havido grandes mudanças estratégicas, o Rio Ave pareceu mais seguro e consistente, com a equipa a recuperar mais rapidamente nas transições defensivas. As substituições tardaram e foi Nuno Espírito Santo a fazer as primeiras com a entrada de Filipe Augusto e de Braga (com o intuito de refrescar a equipa). José Peseiro também foi cauteloso nas trocas, colocando primeiro Hélder Barbosa por Alan (aos 81') e já quase no fim, retira o seu dez e coloca mais um ponta de lança, troca que não trouxe grandes benefícios ao jogo da sua equipa, mesmo após estarem a jogar contra 10 jogadores.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, nota-se uma tendência do jogo passar muito pelos seus extremos, com estes a serem os principais desequilibradores da equipa.
No Braga não houve grandes destaques, embora a equipa tivesse o maior domínio do jogo (e maior número de remates), não criaram tanto perigo quanto isso.

Substituições
68' - Entra Filipe Augusto para o lugar de Diego Lopes. Troca direta.
79' - Entra Braga para o lugar de Bebé. Troca direta.
81' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Alan. Troca direta.
87' - Entra Zé Luís para o lugar de Mossoró. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Zé Luís a jogar ao lado de Éder na frente de ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Leandro Salino (23'), Diego Lopes (41'), Wíres (45'+2) e André Vilas Boas (53').

Cartão Vermelho: Ahmed Hassan (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Rio Ave Futebol Clube)

Clima: Céu limpo (12ºC)

domingo, 25 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Porto (10ª Jornada)


1ª Parte
O Braga jogou de uma forma muito conservadora, defendendo no seu meio campo defensivo. Eventualmente mostraram uma pressão forte em lances de transição defensiva de forma a evitar que o Porto consiga jogar rapidamente no ataque, onde a velocidade é uma das características dos seus jogadores. Foram uma imagem do estereótipo de um 'outsider' que aposta na consistência defensiva, tentando surpreender em ações de contra-ataque e lances de bola parada. O contra-ataque nem sempre consistia em lançar bolas longas para as costas da defesa, com os jogadores a apostarem muitas vezes em colocar a bola jogável nos extremos para que estes conduzam rapidamente enquanto Éder luta por ganhar espaço por entre os centrais, atacando normalmente a bola vindo do segundo central na direção do primeiro.
O Porto teve um grande controlo da posse da bola mas não significou que tenha dominado o jogo. Nas circulações táticas, muitas vezes procuravam espaço nos corredores laterais para os cruzamentos dos laterais Alex Sandro e Danilo, com os movimentos interiores de Varela e James a contribuírem para as subidas dos seus colegas. Não tiveram muito espaço para atacar pelo corredor central devido à grande aglomeração de jogadores adversários. Quando os médios recebiam a bola no corredor central, raramente tinham linhas de passe para verticalizar o jogo e tinham de jogar para os apoios nos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve mudanças ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência com o Porto a controlar a bola mas ambas as equipas a chegarem perto da baliza adversária por meios diferentes. A primeira substituição do Braga indicou que o Braga estava à procura de algo mais, com a entrada de Rúben Amorim por Hugo Viana, ganhando mais mobilidade mas perderam também um trunfo importante nas bolas paradas. O Porto coloca logo a seguir Atsu por Varela, tentando refrescar o corredor lateral com mais um desequilibrador. Ambos os treinadores acrediavam que podiam sair vencedores mas já perto dos 90', Peseiro coloca Djamal por Rúben Micael, com o primeiro a ser um médio defensivo muito mais forte no processo defensivo que no ofensivo, dando a entender que era preferível sair com o empate que arriscar sofrer um golo pois era previsível que o Porto subisse mais no terreno. Vítor Pereira coloca Kléber mudando para uma espécie de 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e os extremos a mudarem de flanco com Atsu a passar para o lado direito e James a ficar no lado esquerdo, talvez para explorar a sua capacidade de cruzamentos onde estariam sempre dois jogadores dentro da área adversária. O Porto acabou por marcar pouco depois e já após José Peseiro ter colocado Carlão no ataque, Jackson faz o segundo golo e sentencia o jogo.

Jogadores-Chave
No Braga, Douglão fez algumas intervenções importantes, tendo sido infeliz, apesar de não ter sido culpado, no primeiro golo. 
No Porto, os laterais Danilo e Alex Sandro fizeram um bom jogo com excelentes tempos de subida pelos corredores laterais.

Marcha no Marcador
90' - 0x1 (James Rodríguez)
93' - 0x2 (Jackson Martínez)

Substituições
67' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Hugo Viana. Troca direta.
69' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
81' - Entra Steven Defour para o lugar de João Moutinho. Troca direta.
86' - Entra Djamal para o lugar de Rúben Micael. Djamal fica a médio centro com Custódio, Rúben Amorim vai para extremo esquerdo e Mossoró fica a jogar na posição dez.
88' - Entra Kléber para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e Atsu a trocar de corredor lateral com James.
92' - Entra Carlão para o lugar de Custódio. Passam a jogar em 1-4-4-2 com o meio campo entregue a Mossoró e Djamal e Carlão na frente com Éder.


Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Fernando (38'), Custódio (52'), Silvestre Varela (63'), Ismaily (72') e Leandro Salino (87').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu nublado (6ºC)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champions League - Braga x Manchester United (4ª Jornada)

1ª Parte
O Braga jogou em ataque posicional, partindo em contra-ataque só quando estavam reunidas condições de sucesso para o mesmo, fazendo disso uma excepção. Éder funcionou como avançado de referência, tendo sido solicitado várias vezes para jogar como apoio para a entrada de colegas. A sua missão alterava-se quando a bola entrava no último terço ofensivo através do corredor lateral, tornando-se no principal finalizador, movimentando-se bem para encontrar espaços para atacar a bola. Usaram muitos movimentos de arraste para desposicionar os defesas do Manchester e abrir espaços para serem explorados por outros jogadores. Defensivamente posicionaram-se no meio campo defensivo com Éder a ter poucas preocupações defensivas (apenas posicionais) e os jogadores do meio preocupados em fechar linhas de passe para os médios adversários. A zona de pressão eram os corredores laterais perto do meio campo onde os extremos faziam a contenção e os médios centro eram rápidos a fechar as linhas de passe interior, deixando o adversário com bola sem soluções e propenso a cometer erros.
No Manchester United, apenas Chicharito se mostrava assertivo no processo defensivo, pressionando sempre a linha defensiva do Braga para tentar condicionar a acção dos defesas centrais e precipitar um lançamento longo para o meio campo. Quando o adversário estava perto da baliza de De Gea, a equipa descia muito as suas linhas, preocupando-se em concentrar muitos jogadores atrás da bola para que o Braga não tivesse soluções ofensivas. Ofensivamente jogaram de uma forma pouco habitual, com muita mobilidade dos jogadores da frente, onde os médios centro cobriam grandes áreas e estavam em constantes trocas posicionais. Isto dificultava muito a acção do Braga para tentar recuperar a bola mas ainda assim conseguiram poucas oportunidades de golo. Apenas Chicharito jogava fixo na frente de ataque mas como o Braga recuou as linhas na fase defensiva, teve dificuldades para aproveitar a sua velocidade que é uma as suas maiores características.

2ª Parte
A única alteração que houve foi depois do golo do Braga (49'), momento a partir do qual o Manchester United começa a pressionar mais alto e a conseguir ganhar a bola mais vezes, com o Braga também a descer mais as linhas e a gerir melhor o ritmo de jogo, apostando mais nas acções ofensivas de contra-ataque. Aos 56' o jogo é interrompido devido a uma falha na iluminação e cerca de 10' mais tarde, o jogo é reiniciado com a entrada de Ferdinand para o lugar de Evans. Algum tempo depois dá-se a substituição que altera o jogo, entrando Van Persie que significou uma alteração táctica para 1-4-4-2. Com dois jogadores muito rápidos na frente, o Manchester tornou-se uma equipa muito perigosa nas transições e foi exactamente assim que aconteceu o golo de Van Persie (após uma má saída de Beto). 4' mais tarde, o Manchester passa para a frente do marcador através de um penalti e Peseiro vê-se obrigado a arriscar mais, colocando Hélder Barbosa e Mossoró, passando a jogar em 1-4-3-3. Conseguiram crescer mais no jogo e aparecer mais na frente mas os adversários ainda tinham duas grandes ameaças na frente e acabaram mesmo por conseguir fazer o 3º golo.

Jogadores-Chave
No Braga, os três médios Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael assumem um papel muito importante tanto no equilíbrio defensivo como nas transições ofensivas.
No Manchester United, Van Persie foi quem virou o jogo, mostrando-se como um dos jogadores mais importantes desta equipa.

Marcha no Marcador
49' - 1x0 (Alan)
80' - 1x1 (Robin van Persie)
84' - 1x2 (Wayne Rooney)
92' - 1x3 (Chicharito)

Substituições
57' - Entra Rio Ferdinand para o lugar de Jonny Evans. Troca directa com Evans a sair lesionado.
64' - Entra Robin van Persie para o lugar de Danny Welbeck. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Rooney a passar para a ala esquerda e Van Persie a jogar na frente com Chicharito.
73' - Entra Rafael para o lugar de Nani. Valencia passa para médio direito e Rafael joga a lateral direito. Nani sai lesionado.
85' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.
86' - Entra Mossoró para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Mossoró e Micael a interiores e Custódio a médio defensivo.
91' - Entra Zé Luis para o lugar de Elderson. Hélder Barbosa passa para lateral esquerdo e Zé Luís fica a jogar a extremo esquerdo.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Chris Smalling (38'), Éder (66') e Custódio (70').

Assistência: 15388 (Estádio AXA)

Clima: Chuva (9ºC)

sábado, 31 de março de 2012

Liga Zon Sagres - Benfica x Braga (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (60 pontos) 25 jogos
2º Braga (58 pontos) 24 jogos
3º Benfica (56 pontos) 24 jogos
4º Marítimo (48 pontos) 25 jogos

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, aproveitando o facto do Braga descer muito no processo defensivo para poder trocar a bola com calma. Os laterais Maxi e Capdevila assumiam um posicionamento mais interior com os extremos a abrirem nos corredores laterais. Isto fez com que o Benfica conseguisse uma superioridade numérica no meio campo, aproveitando o facto de Mossoró não priorizar as acções defensivas. Para equilibrar defensivamente, Javi García descia por vezes para o centro da defesa, colocando-se entre os dois centrais. Na transição defensiva notou-se uma grande preocupação por parte dos jogadores do Benfica em pressionar rapidamente o portador da bola para retardar a transição ofensiva do Braga que é claramente o seu ponto forte.
Sem bola, o Braga defendia com duas linhas de 4 jogadores, muito recuadas e compactas com o objectivo de oferecer consistência e solidez defensiva à equipa, dificultando o ataque posicional do Benfica. Apenas Lima e Mossoró ficavam mais adiantados para pressionarem a linha defensiva do Benfica. Nas transições, um dos elementos mais importantes do Braga era Mossoró, quer pela capacidade de conduzir a bola em velocidade, quer pela sua inteligência para encontrar espaços vazios para receber a mesma, aparecendo muitas vezes entre o central e o lateral adversário, como forma de fugir à zona de acção de Javi García. Nas transições ofensivas, os extremos Hélder Barbosa e Alan também subiam rapidamente (apesar de raramente o fazerem ao mesmo tempo), dando largura ao ataque e procurando abrir espaços para serem explorados por Mossoró e Lima.
Não houve grandes oportunidades de golo, onde apesar do domínio do Benfica, a melhor oportunidade surgiu para o Braga com Alan a cruzar atrasado para a desmarcação de Mossoró que rematou para a defesa de Artur.

2ª Parte
O Braga começou a abrir mais a sua equipa e com isso começaram a surgir oportunidades de finalização, através de transições ofensivas, de ambos os lados, com o Benfica a ser mais perigoso. Apenas depois do 1º golo o Benfica altera o seu sistema táctico para 1-4-2-3-1 de forma a dar mais consistência defensiva, no entanto essa alteração foi efémera pois o Braga conseguiu o golo 4' depois e voltou tudo ao que estava. Antes do golo do empate, o Braga tinha colocado mais um atacante jogando praticamente com dois pontas de lança mas essa alteração táctica também foi desfeita 4' depois. Estas alterações mostravam que o Braga se conformava com o empate e o Benfica queria a vitória.

Jogadores-Chave
No Benfica, Gaitán teve um sucesso considerável nos desequilíbrios com bola, e num deles fez a assistência para o golo da vitória.
No Braga, Mossoró foi o jogador mais influente conduzindo praticamente todas as transições ofensivas.

Substituições
63' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Óscar Cardozo. Troca directa.
68' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Miguel Vítor. O central saiu lesionado, para a sua posição foi Javi García com Matic a ficar como médio defensivo.
79' - Entra Paulo César para o lugar de Alan. Troca directa. Alan vem de lesão e poderia não estar nas melhores condições.
79' - Entra Nolito para o lugar de Rodrigo. Nolito vai para o lado esquerdo, Bruno César fica como médio ofensivo, Gaitán vai para o lado direito e Witsel desce no terreno, ficando o Benfica a jogar em 1-4-2-3-1.
82' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Paulo César vai para o lado esquerdo, Nuno Gomes fica a ponta de lança e Lima mantém a posição com responsabilidades para descair para o lado direito.
86' - Entra Luis Alberto para o lugar de Mossoró. Hugo Viana fica a médio mais adiantado, Luiz Alberto faz dupla com Custódio a médio defensivo. O Braga volta a equilibrar a equipa no meio campo.

Golos
78' - Penalti marcado por Witsel para o lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
82' - Livre no corredor lateral direito marcado directamente à baliza por Hugo Viana com Artur a defender para o lado e Elderson de primeira aproveita a recarga para encostar para o golo.
92' - Gaitán dribla um adversário pelo lado direito, já dentro da área, vindo para o meio e cruzando atrasado para Bruno César que remata rasteiro ao 2º poste para o golo.

Benfica
1 - Artur Moraes
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (16 - Nelson Oliveira)
8 - Bruno César
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (9 - Nolito)
20 - Nicolás Gaitán
27 - Miguel Vítor (21 - Nemanja Matic)
28 - Axel Witsel
38 - Joan Capdevila

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (88 - Luis Alberto)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
30 - Alan (9 - Paulo César)
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Cartões Amarelos: Douglão (13'), Miguel Vítor (31') e Luisão (65').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva (15ºC)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Taça da Liga - Gil Vicente x Braga (Meia-Final)

1ª Parte
Ambas as equipas tinham como primeira opção ofensiva o contra-ataque, no entanto, abordavam esses lances de forma diferente. O Gil Vicente procurava recorrentemente colocar a bola nas costas da defesa do Braga, procurando a velocidade de Hugo Vieira que tentava jogar sempre no limite do fora de jogo. Contrariamente ao que seria de esperar de uma equipa que joga em contra-ataque, o Gil Vicente não esperava pelo Braga no seu meio campo defensivo e Hugo Vieira mostrou-se muito activo na pressão à linha defensiva do Braga e o golo que conseguiram nasceu de uma recuperação da bola no meio campo ofensivo.
No Braga, a primeira referência dos contra-ataques era Lima mas nunca recebia a bola nas costas, optando por dar profundidade num primeiro momento, de forma a aumentar o espaço entre linhas e depois recebia a bola num dos corredores laterais ou no corredor central entre os sectores defensivo e médio adversário, jogando depois para a entrada de um dos extremos ou de Mossoró que aproveitavam os espaços deixados livres pelo defesa que era arrastado pela marcação a Lima. Mossoró também teve um papel importante no ataque mostrando uma grande mobilidade com frequentes trocas posicionais com os extremos, o que dificultava a defesa do Gil Vicente pois nunca puderam contar com um posicionamento fixo e previsível dos jogadores mais adiantados do Braga.

2ª Parte
Com o Braga em vantagem, o Gil Vicente começou a assumir o jogo e o Braga, com o decorrer do jogo, foi recuando as suas linhas e assumindo uma postura mais prudente, dando ainda mais ênfase ao contra-ataque. Esta tendência foi mais marcante a partir do momento que o Gil Vicente alterou o seu sistema táctico, jogando com 2 pontas de lança e aumentando o número de bolas altas colocadas na área onde João Vilela se juntava frequentemente aos 2 jogadores mais ofensivos na zona de finalização. Em 1-4-4-2, os laterais Rodrigo Galo e Júnior Caiçara tiveram um papel muito importante dando largura ao jogo e tirando partido de deslocamentos em profundidade para aumentar as oportunidades de cruzamento para a área.

Penaltis
1 - Lima remata para o lado direito com Adriano a adivinhar o lado mas a não conseguir defender.
1 - João Vilela remata para o lado esquerdo a meia altura com Quim a adivinhar mas a não conseguir defender.
2 - Custódio remata para o lado esquerdo com Adriano a cair para o lado contrário.
2 - Cláudio remata ao ângulo do lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
3 - Hélder Barbosa remata para a direita a meia altura com Adriano a defender.
3 - Rodrigo Galo remata para a direita com Quim a cair para o lado contrário.
4 - Ukra a rematar para o lado esquerdo com Adriano a defender.
4 - Júnior Caiçara remata ao ângulo esquerdo com Quim a cair para o lado contrário.

Jogadores-Chave
No Gil Vicente, Hugo Vieira foi claramente dos jogadores mais importantes no processo ofensivo, sendo a referência da maioria dos ataques. Adriano Facchini fez também uma excelente exibição com intervenções muito importantes, tanto nos 90' como nos penaltis.
No Braga, Lima teve um papel preponderante em quase todas as oportunidades de golo da sua equipa, tanto como finalizador, como a abrir espaços e a servir os colegas.

Substituições
Int - Entra Zé Luís para o lugar de Luis Carlos. Troca directa.
60' - Entra João Vilela para o lugar de André Cunha. Troca directa.
65' - Entra Ukra para o lugar de Paulo César. Troca directa.
76' - Entra Éder para o lugar de César Peixoto. Mudam para 1-4-4-2 com Éder a médio direito, Richard a médio esquerdo, Luís Manuel e Vilela a médios centro com Vilela numa posição mais ofensiva, Zé Luís e Hugo Vieira a pontas de lança.
78' - Entra Édson Rivera para o lugar de Mossoró. Rivera vai para extremo esquerdo e Hélder Barbosa joga a 10.
88' - Entra Djamal para o lugar de Hugo Viana. Troca directa.

Golos
16' - César Peixoto rouba a bola a Hugo Viana no meio campo ofensivo e desmarca de imediato Hugo Vieira que conduz a bola até dentro da área e, já pressionado pelos centrais, pica a bola por cima de Quim.
25' - Lima recebe a bola e abre para Mossoró na esquerda que avança no terreno e já na área, cruza para o meio onde Lima se antecipa ao defesa e desvia para a baliza.
31' - Do lado esquerdo, Lima dribla um adversário dentro da área e remata, Adriano defende para o centro da área onde Hélder Barbosa, na recarga, faz o golo.
89' - Caiçara aproveita uma sobra para, na entrada da área, rematar de primeira rasteiro ao segundo poste com Quim a ser mal batido e a deixar a bola passar por baixo dos braços.

Gil Vicente
1 - Adriano Facchini
2 - Rodrigo Galo
10 - André Cunha (77 - João Vilela)
25 - César Peixoto (20 - Éder)
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (99 - Zé Luís)
66 - Luís Manuel
70 - Hugo Vieira
80 - Júnior Caiçara
89 - Richard

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (11 - Édson Rivera)
9 - Paulo César (7 - Ukra)
10 - Hélder Barbosa
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
44 - Douglão
45 - Hugo Viana (22 - Djamal)

Cartões Amarelos: Hugo Vieira (24'), Hélder Barbosa (59'), Douglão (82'), Hugo Viana (83'), Richard (86') e Júnior Caiçara (90').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Barcelos)

Clima: Céu limpo (10ºC)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Braga (43 pontos)
6º Vitória de Guimarães (29 pontos)

1ª Parte
O Braga apostou no ataque posicional, procurando sempre o domínio do jogo através de uma posse de bola que procurava invariavelmente o espaço nos corredores laterais. Os defesas laterais jogaram abertos e subidos no terreno de forma a que os extremos adversários recuassem e os centrais tivessem tempo e espaço para serem uma opção segura ao portador da bola. Mostraram-se muito fortes nas transições defensivas com os jogadores com uma grande predisposição para pressionar o portador da bola adversário de forma a impedir um contra-ataque.
O Vitória de Guimarães defendeu com os sectores defensivo e médio muito próximos criando várias dificuldades ao Braga quando estes tentavam chegar ao último terço ofensivo. Barrientos ajudava Edgar a pressionar a linha defensiva do Braga quando já defendiam no seu próprio meio campo mas era uma pressão sem grande assertividade. Nas transições ofensivas, Edgar era o alvo preferencial dos jogadores do Guimarães apesar de estar muitas vezes sem apoio directo dos colegas.
Apesar do domínio do Braga, ambos os golos surgiram de lances de bola parada.

2ª Parte
Com o resultado em 2-0 e com um jogador a menos, o Vitória de Guimarães tinha já poucas esperanças de virar o resultado. Ficaram reféns de lances individuais e rasgos de criatividade dos seus jogadores, onde Urreta tentava várias vezes o drible sem qualquer apoio e Edgar recebia várias bolas com a responsabilidade de encontrar espaço no meio dos jogadores do Braga sem ter qualquer jogador na cobertura. Ao longo da 2ª parte os jogadores do Braga foram fazendo desdobramentos ofensivos com mais frequência com o Guimarães a ter muitos dificuldades em atacar, devido à grande eficácia do Braga nos primeiros momentos das transições defensivas. Depois do penalti convertido pelo Lima, o jogo ficou decidido com ambas as equipas já à espera do apito final. Já perto do fim, Ukra com uma boa jogada individual faz o resultado final.

Jogadores-Chave
No Braga, Hugo Viana é um jogador muito importante nas transições com uma excelente capacidade de passe. O Lima é sempre a referência do ataque nas transições ofensivas, muito inteligente nas decisões quer com bola como sem bola.
No Vitória de Guimarães, Edgar mostrou-se a principal solução ofensiva sendo o alvo de quase todos os lances de ataque.

Substituição
38' - Entra N'Diaye para o lugar de Paulo Sérgio. Para equilibrar a linha defensiva devido à expulsão de Freire. N'Diaye joga a central, Barrientos vai para o lado esquerdo do meio campo. Jogam agora em 1-4-4-1.
Int - Entra Urreta para o lugar de Jean Barrientos. Troca directa, entrando um extremo de raiz para o lugar de Barrientos que estava adaptado a extremo esquerdo desde a expulsão de Freire.
66' - Entra Mossoró para o lugar de Paulo César. Mossoró passa a jogar a 10 e Rúben Amorim vai para o lado direito.
72' - Entra Nuno Assis para o lugar de João Alves. Entra um médio com características mais ofensivas para tentar tirar partido de um eventual desequilíbrio criado por lances individuais.
82' - Entra Ukra para o lugar de Leandro Salino. Rúben Amorim passa para lateral direito e Ukra joga a extremo direito.
88' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Mossoró vai para a esquerda e Nuno Gomes fica a jogar no apoio a Lima.

Golos
3' - Livre a meio do meio campo, do lado direito do ataque do Braga, marcado por Hugo Viana para o centro da área com Elderson a desviar para a baliza, aproveitando uma saída em falso de Nilson.
18' - Canto do lado direito marcado por Hugo Viana para a entrada da pequena área com Nilson a sair em falso e Custódio a cabecear para a baliza.
76' - Lima marca o penalti forte para o lado direito com Nilson a advinhar o lado mas a não chegar à bola.
87' - Ukra, numa jogada individual pelo corredor lateral direito, dribla um adversário dentro da área e remata cruzado para o golo.

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
9 - Paulo César (8 - Mossoró)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
18 - Lima
20 - Elderson
25 - Leandro Salino (7 - Ukra)
27 - Custódio
44 - Douglão 
45 - Hugo Viana
90 - Rúben Amorim

Vitória de Guimarães
1 - Nilson
2 - Leandro Freire
3 - Rodrigo Defendi
6 - Bruno Teles
8 - Marcelo Toscano
14 - Jean Barrientos (17 - Urreta)
18 - Leonel Olímpio
23 - Paulo Sérgio (44 - N'Diaye)
29 - Edgar Silva
79 - Alex
80 - João Alves (10 - Nuno Assis)

Cartões Amarelos: Rúben Amorim (39'), Douglão (64') e N'Diaye (75').

Cartões Vermelhos: Leandro Freire (30')

Assistência: Desconhecido (Estádio Axa)

Clima: Céu nublado (11ºC)

domingo, 15 de janeiro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Sporting (15ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Sporting (28 Pontos)
4º Braga (28 Pontos)

1ª Parte
O Braga opta por usar o ataque posicional como método ofensivo, procurando trocar a bola em segurança e a toda a largura do campo. Mossoró procura muitas vezes desmarcações em profundidade dando uma grande amplitude e dinâmica ao ataque. O lado direito esteve mais activo nos ataques da equipa com Salino e Alan a serem muito objectivos nas suas acções ofensivas. Defensivamente viu-se o Braga a não pressionar a linha defensiva mas Lima fechava frequentemente as linhas de passe para o Rodríguez que é o central com maior capacidade de penetração da equipa do Sporting.
O Sporting também jogou em ataque posicional mas mostrou mais dificuldades no ataque pela zona central, muito por culpa do excelente posicionamento dos médios Custódio e Hugo Viana que fechava sempre as linhas de passe para Matías. A acção do meio campo do Braga, incluindo a frequente pressão de Mossoró na zona central, fez com que o Sporting atacasse muito pelos corredores laterais, procurando frequentemente os cruzamentos para a área à procura do jogo aéreo de Ribas.

2ª Parte
Não havendo alterações nas equipas, também a forma de jogar se manteve em ambas as equipas. Apesar do Braga estar a jogar em ataque posicional, foi em contra-ataque que marcou os 2 golos que alterou significativamente a sua forma de jogar. Após estar em vantagem por 2 golos, o Braga passou a defender no seu meio campo e retirou o seu principal elemento das transições e coloca um jogador mais defensivo (Luiz Alberto), uma clara aposta no processo defensivo para a manutenção do resultado. O Sporting ganhou outra dinâmica com a entrada de Carrillo que foi mais desequilibrador que Insúa. O facto de o Sporting ao longo do jogo ter atacado mais pelo lado direito pode não ser coincidência dado que Custódio (a jogar descaído para o lado direito) tem uma maior capacidade defensiva que Hugo Viana.

Jogadores-Chave
No Braga, Mossoró foi claramente o jogador mais importante no processo ofensivo da equipa, tendo sido sempre muito objectivo nas transições. Na primeira parte, Alan e Salino estiveram muito bem nas acções pelo corredor direito.
No Sporting, não houve grandes destaques. Talvez Matías pelo perigo que criou através da sua capacidade de remate.

Substituições
53' - Entra André Carrillo para o lugar de Emiliano Insúa. Carrillo passa para o lado direito e Capel para o lado esquerdo. Insúa esteve muito apagado durante todo o jogo e esta era uma substituição esperada.
67' - Entra Luiz Alberto para o lugar de Mossoró. Luiz Alberto passa a jogar ao lado de Custódio com Hugo Viana ligeiramente mais ofensivo. Substituição com intenção de dar mais consistência defensiva à equipa.
67' - Entra Bojinov para o lugar de Seba Ribas. Troca directa.
71' - Entra André Martins para o lugar de Elias. Troca directa. Elias teve pouco influência no jogo com poucas oportunidades de conduzir o ataque.
79' - Entra Carlão para o lugar de Hélder Barbosa. Troca directa apesar de Carlão aparecer mais em zonas centrais devido à sua tendência natural de jogar no corredor central.
86' - Entra Paulo César para o lugar de Lima. Paulo César vai para extremo esquerdo e Carlão para ponta de lança.

Golos
50' - Mossoró abre na direita para Lima que no corredor lateral direito cruza rasteiro para a entrada da pequena área onde, depois de um desentendimento entre João Pereira e Onyewu, Hélder Barbosa recebe a bola só com Patrício pela frente e faz facilmente o golo.
63' - Mossoró faz um passe rasteiro de ruptura isolando Lima que ganha vantagem ao João Pereira e isolado faz o golo.
73' - Canto do lado esquerdo do ataque do Sporting, marcado por Matías para a pequena área na zona do 2º poste onde Quim soca a bola para o centro da área onde estava Carrillo que remata para o golo.

Braga
1 - Quim
5 - Ewerton
8 - Mossoró (88 - Luiz Alberto)
10 - Hélder Barbosa (83 - Carlão)
18 - Lima (9 - Paulo César)
20 - Elderson
25 - Leandro Salino
27 - Custódio
30 - Alan
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Sporting
1 - Rui Patrício
2 - Alberto Rodríguez
5 - Oguchi Onyewu
6 - Evaldo
8 - Stijn Schaars
11 - Diego Capel
14 - Matías Fernández
32 - Seba Ribas (7 - Bojinov)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa (18 - André Carrillo)
77 - Elias (28 - André Martins)

Cartões Amarelos: Elias (28'), Alberto Rodríguez (35'), Emiliano Insúa (49'), Hugo Viana (51') e Paulo César (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio Axa)

Clima: Céu nublado (8ºC)

domingo, 6 de novembro de 2011

Liga Zon Sagres - Braga x Benfica (10ª Jornada)

 Contexto
O Braga está a 5 pontos do Benfica, no 5º lugar. Vem de um jogo para a Europa League na 5ª Feira onde venceu confortavelmente.
O Benfica está em 2º lugar mas em caso de vitória fica em 1º isolado, a 2 pontos do 2º. Também jogou a meio da semana para a Champions League, em casa onde empatou 1-1.

1ª Parte
O Braga entrou em campo determinado a impor as suas condições, pressionando muito alto tentando impedir a 1ª fase de construção do Benfica fechando o espaço e as linhas de passe da linha defensiva obrigando Artur a bater para a frente. Caso a defesa do Benfica tivesse a bola, Lima fechava o espaço entre os centrais e os extremos pressionavam o lateral de forma a que este ficasse com as soluções reduzidas.
O Benfica tentou, dentro do possível, atacar com o seu habitual jogo apoiado com grande mobilidade dos jogadores do meio campo. Rúben Amorim aparecia regularmente em zonas centrais apesar de estar a jogar no corredor lateral o que acabava por criar desequilíbrios pois tornava-se no 'elemento estranho' para a defesa do Braga e gozava habitualmente de liberdade para receber e passar.
Apesar dos aspectos tácticos, este jogo ficou marcado por 3 paragens de jogo devido à falha parcial da iluminação do Estádio AXA. Com o total das paragens, jogaram-se 34' de compensação. Depois da última paragem (45'+19') o Braga já não entrou tão pressionante, as equipas pareciam gozar de mais espaço para jogar (a desconcentração poderá ser uma das causas das 3 longas paragens) e o golo acaba por aparecer de penalti causado pela mão de Emerson após um cruzamento de Salino.

2ª Parte
O Benfica entra em campo com um sistema táctico diferente, um pouco mais ofensivo e com menos garantias de segurança no meio campo. Aimar passou a sentir necessidade de vir buscar jogo a zonas muito recuadas mas ainda assim conseguiu em acções de penetração criar muitos desequilíbrios mas acabou por não ter efeitos práticos no jogo. Rodrigo assumia o papel de avançado mais móvel tendo a responsabilidade de ocupar o espaço entre o avançado e os médios. O Braga manteve o mesmo sistema ao longo do jogo, com todas as substituições a serem directas. Apesar de Hugo Viana e Djamal darem muita segurança defensiva, o Braga nunca deixou de procurar o golo com ambos os laterais a subirem no terreno para criarem desequilíbrios. Já nos últimos minutos, Jorge Jesus arrisca a segurança em detrimento de uma postura mais ofensiva colocando Bruno César por Rúben Amorim mas o golo acabou por não aparecer.

Jogadores-Chave
Hugo Viana era uma peça fundamental nas transições do Braga. Ewerton também fez uma exibição muito segura no centro da defesa.
Aimar foi a referência no Benfica, principalmente na 2ª parte, sendo sempre solicitado no processo ofensivo. Rodrigo também teve um par de boas oportunidades de fazer golo, marcou por uma vez com ajuda de Douglão.

Substituições
21' - Entra Leandro Salino para o lugar de Baiano. Troca directa entrando um médio centro para a posição de lateral direito por lesão de Baiano.
Int - Entra Rodrigo para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica muda para 1-4-4-2 losango com Witsel do lado direito, Amorim do lado esquerdo e Aimar na posição 10 com Rodrigo e Cardozo no ataque.
73' - Entra Nolito para o lugar de Pablo Aimar. Nolita vai para o lado esquerdo, Amorim para a direita e Witsel para a posição 10.
73' - Entra Paulo César para o lugar de Hélder Barbosa. Troca directa.
77' - Entra Fran Mérida para o lugar de Mossoró. Troca directa.
83' - Entra Bruno César para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.

Golos
45' + 33' - Lima marca penalti para o centro da baliza com Artur Moraes a cair para o lado direito.
71' - Cruzamento do lado direito do ataque do Benfica para a grande área onde Salino cabeceia para a frente com a bola a ir ter a Rodrigo, este remata e a bola desvia em Douglão entrando na baliza.

Braga
1 - Quim
5 - Ewerton
8 - Mossoró (17 - Fran Mérida)
10 - Hélder Barbosa (9 - Paulo César)
15 - Baiano (25 - Leandro Salino)
18 - Lima
22 - Djamal
26 - Paulo Vinícius
30 - Alan
44 - Douglão
45 - Hugo Viana

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão 
5 - Rúben Amorim (8 - Bruno César)
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo
10 - Pablo Aimar (9 - Nolito)
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán (19 - Rodrigo)
24 - Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Djamal (5'), Emerson (45' + 31'), Javi García (54'), Hugo Viana (58'), Mossoró (70'), Garay (75'), Alan (78') e Rúben Amorim (81').

Assistência: 18688 (Estádio Axa)

Clima: Noite (14ºC)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Europa League - Porto x Braga (Final)

Contexto
Esta foi a primeira final europeia disputada entre duas equipas portuguesas.

O Porto, campeão da Liga Zon Sagres com 21 pontos de diferença para o 2º classificado, tem feito uma época absolutamente brilhante. Vem de uma vitória fora, frente ao Marítimo (14 de Maio) para a última jornada da Liga Zon Sagres e tem ainda pela frente mais uma final, da Taça de Portugal, frente ao Vitória de Guimarães (22 de Maio). Kieszek e Mariano González ficaram de fora por não estarem inscritos nas competições europeias, enquanto que Fucile, Cristián Rodríguez e Rafa ficaram de fora por lesão.

O Braga, 4º classificado da Liga Zon Sagres, a 38 pontos do Porto, fez uma época algo irregular nas competições internas mas tem estado em evidência nas competições europeias. Na Champions League venceu equipas como o Sevilla e Arsenal e ficou em 3ºlugar na fase de grupos. Vem de uma derrota, frente ao Sporting (14 de Maio) para a última jornada da Liga Zon Sagres sendo que este é o último jogo da sua época desportiva. Domingos convocou nada menos que 28 jogadores (todo o plantel mais alguns jogadores que actuaram regularmente no Vizela, clube satélite do Braga).

1ª Parte: O Porto entrou mais sereno no jogo, utilizando o habitual ataque posicional com Fernando a recuar para entre os centrais e os médios interiores (Guarín e Moutinho) a caírem muitas vezes nos corredores laterais, fazendo com que os laterais subissem mais no terreno dando mais amplitude ao ataque. Apesar disso, o Porto utilizou muitas vezes o lançamento longo para o ataque, principalmente para os corredores laterais, aproveitando a supremacia dos seus extremos, em termos técnicos e atléticos em relação aos laterais do Braga. Viu-se também muitas vezes, em ataque posicional, o Porto a explorar os cruzamentos para a área à procura do jogo aéreo de Falcao.
O Braga a apostar claramente no contra-ataque, não se preocupava em pressionar a linha defensiva, deixando Rolando e Otamendi jogarem à vontade. Lima preocupava-se em pressionar Fernando, o médio defensivo do Porto, que era o jogador por onde passava grande parte das vezes a 2ª fase de construção. Hugo Viana, apesar de jogar como médio ofensivo, não ocupava uma posição muito avançada no centro, procurando jogar mais próximo de Vandinho e Custódio para dar mais consistência ao meio-campo. Era notória a preocupação do meio-campo do Braga em não deixar nenhum jogador do Porto, nessa zona, receber a bola à vontade algo que também foi responsável pelo Porto utilizar muito os corredores laterais para atacar.

2ª Parte: Em termos estruturais tudo se manteve idêntico, mesmo apesar das substituições que foram todas trocas directas. O Braga entrou naturalmente com uma mentalidade mais ofensiva que aquela que demonstrou na primeira parte mas utilizando o mesmo método de jogo. Nos últimos minutos do jogo, Paulão passou a jogar a ponta de lança ao lado de Meyong com Vandinho responsável pela posição deixada vaga no eixo da defesa.

Jogadores-Chave
No Porto, é preciso referir Falcao que é sempre perigosíssimo no jogo aéreo e mais uma vez conseguiu demonstrá-lo nesta final. De resto, todo o colectivo cumpriu a sua missão e o Braga pouco conseguiu fazer perante o domínio do Porto.
No Braga, Paulão foi claramente o melhor jogador em campo, fazendo um jogo muito bom com bastantes intercepções.

Substituições
Int: Entra Kaká para o lugar de Rodríguez. Troca directa, possivelmente por lesão.
Int: Entra Mossoró por Hugo Viana. Talvez fosse intenção do Domingos dar mais irreverência ao meio-campo pois Mossoró é um jogador com tendências mais ofensivas e mais à vontade na condução de bola.
65' - Entra Meyong por Lima. Troca directa entre 2 jogadores com características ligeiramente diferentes. O Braga ganha mais poder no jogo aéreo e numa altura em que o avançado deve pressionar mais a linha defensiva adversária, um jogador acabado de entrar é sempre uma boa aposta.
72' - Entra Belluschi por Guarín. Troca directa. Belluschi é um jogador muito tecnicista, muito bom com a bola nos pés. Uma forma de promover a manutenção da posse da bola.
78' - Entra James Rodríguez por Varela. Sai um destro e entra um esquerdino, não alterações no sistema táctico mas talvez seja uma forma de aumentar o número de cruzamentos para a grande área onde aparecerão 2 grandes finalizadores (Falcao e Hulk).

Golos
43' - Rodríguez tenta uma penetração pelo corredor central mas a sua bola é interceptada por Guarín que inicia de imediato um contra-ataque pelo corredor lateral direito onde, à entrada do último terço ofensivo, faz um cruzamento para a grande área onde Falcao aparece sozinho a cabecear para a baliza, não dando hipóteses a Artur Moraes.

Porto
Helton
Sapunaru
Rolando
Otamendi
Álvaro Pereira
Fernando
Guarín (Belluschi - 72')
João Moutinho
Hulk
Varela (James Rodríguez - 78')
Falcao

Braga
Artur Moraes
Miguel Garcia
Paulão
Rodríguez (Kaká - Int.)
Sílvio
Custódio
Vandinho
Hugo Viana (Mossoró - Int.)
Alan
Paulo César
Lima (Meyong - 65')

Cartões Amarelos: Hugo Viana (23'), Sílvio (29'), Sapunaru (59'), Miguel Garcia (54'), Mossoró (58'), Kaká (79')

Assistência: 45000

Clima: Céu pouco nublado, 13ºC