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domingo, 13 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 1 x 0 Argentina (Final)

Marcha no Marcador
113' - 1x0 (Mario Götze)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, tal como veio fazendo durante este mundial, trocando muito bem a bola a toda a largura, nunca deixando os seus jogadores darem-se à pressão dos adversários. Jogaram com o seu bloco alto e pressionaram muito à frente, não dando espaço à Argentina para construir desde o seu setor defensivo. A Argentina defendeu mais recuada, descendo as duas linhas de 4 jogadores (setor defensivo e médio) até à sua área, com ambos os setores sempre muito compactos. Tentaram pressionar os alemães nas transições defensivas mas sem grande sucesso. Tentaram quase sempre sair para o ataque através de contra-ataque ou ataques rápidos, usando sempre que possível a condução de Messi que esteve muito bem posicionalmente, encontrando sempre espaços para receber e progredir com bola. 

2ª Parte
Sabella decide mudar o sistema tático ao intervalo com uma substituição e essa troca acabou por se revelar chave no decorrer desta segunda parte. Ao passar a jogar com um losango no meio campo, a Argentina passou a ter três jogadores na frente a impedir a progressão dos jogadores da Alemanha pelo corredor central e estes passaram a criar muito menos perigo, tendo a sua ação limitada aos corredores laterais. Sendo Höwedes menos ofensivo que Lahm, as opções da Alemanha ficavam bastante reduzidas e mesmo Lahm teve de enfrentar o médio interior mais defensivo da Argentina. Acabou por ser uma reestruturação muito inteligente de Sabella que conseguiu controlar assim grande parte do jogo. Schürrle também acabou por não ter impacto positivo na sua equipa desde o momento que entrou na primeira parte, pois é um jogador mais eficaz a explorar situações de contra-ataque e o posicionamento baixo do bloco da Argentina não lhe deu esse espaço. A Alemanha foi tornando-se mais previsível a atacar quase sempre pelo lado direito e a Argentina ainda conseguiu algumas situações de perigo com dois jogadores frescos na frente e Messi que estiveram sempre prontos para explorar as transições ofensivas.
Prolongamento
Já perto do final do tempo regulamentar, houve duas substituições com a entrada de Gago por Enzo e Götze por Klose, duas trocas diretas para refrescar o meio campo Argentino e o ataque Alemão. Sabella optou também por colocar Palacio na posição dez uma vez que estava mais fresco que Messi para ajudar o seu meio campo no processo defensivo. Um pouco contra a corrente do jogo, a Alemanha acaba por marcar, com uma jogada conduzida na esquerda por Schürrle que avança bem, desequilibrando a linha defensiva da Argentina, o que deu espaço para Götze poder receber sozinho e com muita qualidade, rematar para o golo. A partir daqui o jogou partiu-se e houve a intensidade final característica de quem está a correr atrás do prejuízo. Para prevenir a colocação de um homem extra no ataque por parte da Argentina, Joachim Löw ainda coloca Mertesacker no final do jogo e acabou mesmo por conseguir aguentar a vantagem até ao apito final. 

Substituições
32' - Entra André Schürrle para o lugar de Christoph Kramer. Schürrle ficou como extremo esquerdo e Özil ficou como interior direito com Kramer a sair lesionado.
Int - Entra Kun Agüero para o lugar de Ezequiel Lavezzi. Passam a jogar em 4-4-2 losango com Enzo a interior direito, Biglia a interior esquerdo, Messi na posição dez e Agüero na frente com Higuaín.
78' - Entra Rodrigo Palacio para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca direta.
86' - Entra Fernando Gago para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
88' - Entra Mario Götze para o lugar de Miroslav Klose. Troca direta.
120' - Entra Per Mertesacker para o lugar de Mesut Özil. Passam a jogar em 5-4-1 com Mertesacker a ser o terceiro central.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Bastian Schweinsteiger (29'), Benedikt Höwedes (34'), Javier Mascherano (64') e Kun Agüero (65').

Assistência: 74.738 (Estádio Maracanã)

Clima: Céu limpo (24ºC)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Brasil 1 x 7 Alemanha (Meias Finais)


Marcha no Marcador
11' - 0x1 (Thomas Müller)
23' - 0x2 (Miroslav Klose)
24' - 0x3 (Toni Kroos)
26' - 0x4 (Toni Kroos)
29' - 0x5 (Sami Khedira)
69' - 0x6 (André Schürrle)
79' - 0x7 (André Schürrle)
90' - 1x7 (Oscar)

1ª Parte
O Brasil entrou em campo com dois aspectos em mente, pressionar alto a equipa da Alemanha para não os deixar controlar o jogo e procurar os extremos nas costas da defesa adversária, muitas vezes com lançamentos de Dante ou David Luiz que era quando a defesa da Alemanha estava mais subida. Com a Alemanha a jogar em bloco alto, muito compacto e a atacar apoiado, acabou por ser um início de jogo muito disputado. O primeiro golo nasceu de um pontapé de canto (falha defensiva). O Brasil manteve a sua estratégia para conseguir o golo mas pareceram acusar muito o momento pois esta pressão foi feita muitas vezes mais com o coração que com a cabeça e muito facilmente a equipa se desequilibrava com alguns jogadores a pressionarem sozinhos e a serem facilmente ultrapassados. A Alemanha conseguiu trocar bem a bola, procurando muito bem o espaço vazio e foram sempre muito incisivos no ataque. Uma intercepção falhada no corredor central acabou por originar o segundo golo e a partir daí assistiu-se a um total desmoronamento da equipa do Brasil com os setores completamente partidos e as falhas a sucederem-se com a Alemanha a marcar 4 golos em 6 minutos e o jogo a não ter mais história até ao intervalo.

2ª Parte
Scolari faz duas substituições ao intervalo, colocando Ramires e Paulinho em campo, com o primeiro a jogar como extremo direito na teoria mas na prática foi mais um médio centro. Este posicionamento de Ramires acabou por fazer sentido uma vez que Höwedes pouco subia no terreno e o corredor central da Alemanha era muito forte. Joachim Löw, depois de colocar Mertesacket ao intervalo, faz mais uma substituição habitual ao colocar Shcürrle por Klose, dando mais velocidade ao ataque na reta final onde se esperava mais espaço em profundidade para a Alemanha atacar. Cerca de 10' depois é o próprio Schürrle que faz o sexto golo da sua equipa. Já com Fred a ser assobiado por todo o estádio, Scolari retira-o de campo e coloca Willian, deixando o Brasil a jogar sem um avançado de referência. O Brasil não alterava a sua estratégia e foram precisos apenas mais 10' para Schürrle bisar. Num jogo absolutamente desastroso para o Brasil, com vários erros defensivos e uma eficácia tremenda da Alemanha, a quem tudo correu bem (até Neuer brilhou a certa altura), valeu à equipa da casa o golo de honra de Oscar aos 90', onde a linha defensiva falhou e deixou Oscar numa situação de 1x1 com Boateng, onde já pareceu haver alguma displicência da Alemanha na forma como sofreu o golo.

Substituições
Int - Entram Paulinho e Ramires para os lugares de Fernandinho e Hulk. Paulinha fica a médio centro e Ramires a extremo direito com Bernard a extremo esquerdo.
Int - Entra Per Mertesacker para o lugar de Mats Hummels. Troca direta.
58' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Müller passa para ponta de lança e Schürrle fica a extremo direito.
70' - Entra Willian para o lugar de Fred. Willian fica na posição dez e Oscar passa para ponta de lança.
76' - Entra Julian Draxler para o lugar de Sami Khedira. Schweinsteiger desce para médio defensivo, Özil passa para médio centro e Draxler fica como extremo direito com Shcürrle a passar para o lado esquerdo.


Árbitro: Marco Rodríguez (México)

Cartão Amarelo: Dante (68').

Assistência: 58.141 (Estádio Mineirão)

Clima: Céu limpo (22ºC)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - França 0 x 1 Alemanha (Quartos de Final)

 
Marcha no Marcador
13' - 0x1 (Mats Hummels)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional mas a França foi um pouco mais vertical, procurando muito a bola em profundidade para os corredores laterais. Os seus médios centro tiveram sempre pouco espaço com a equipa da Alemanha sempre preocupada em fechar as linhas de passe nessa zona. Cabaye ainda foi um jogador muito solicitado na 2ª fase de construção mas Kroos estava sempre próximo, inviabilizando muitas vezes o passe dos centrais para o médio defensivo. Defenderam no seu meio campo defensivo, sem pressionar muito a defesa adversária. A Alemanha controlou sempre a posse da bola, jogando com muita paciência e preferencialmente pelo corredor central. Tanto Özil como Müller são jogadores que gostam de receber a bola no corredor central pelo que nem sempre havia essa solução. Esta situação era mais óbvia no lado esquerdo pois Howedes não dava profundidade no corredor e quando Özil entrava no meio, o lado esquerdo ficava vazio. No lado direito, quando Müller estava no meio, era muitas vezes Khedira a cair no corredor para dar solução aos seus colegas. Foram mais pressionantes que a França defensivamente, sendo essa uma das razões pela qual conseguiram ter um domínio tão claro e estiveram sempre muito compactos, com a linha defensiva muito avançada, aproveitando a boa capacidade na saída da baliza do seu guarda-redes para poder tornar a equipa mais agressiva no processo defensivo. O golo da Alemanha acaba por nascer de um livre lateral numa primeira parte foi a França que conseguiu mais remates.

2ª Parte
Sem substituições ao intervalo, foi notória a subida das linhas da França que passou a pressionar no meio campo ofensivo e complicou a troca de bola da equipa adversária. Joachim Löw é o primeiro treinador a mexer na equipa e coloca Schürrle por Klose, aumentando assim a profundidade do seu ataque e deu uma solução muito válida para o contra-ataque, algo natural devido à forma de jogar da França que se mantinha em desvantagem. Aos 73', acontece a primeira alteração tática do jogo com Deschamps a colocar Remy por Cabaye passando a jogar em 4-4-2. O problema desta substituição é que a intenção de colocar um homem mais na frente teria de pressupor um jogo mais direto da França pois sabiam que iam perder o meio campo mas este tipo de jogo nunca seria viável com Valbuena na frente de ataque (o jogador mais baixo em campo), que dificilmente teria espaço para fazer uso das suas qualidades uma vez que a Alemanha tinha recuado ligeiramente as linhas. A substiuição mais natural acabou por acontecer aos 85' com a entrada de Giroud. Já após Löw ter colocado em campo Kramer para dar consistência defensiva à sua equipa, a França ainda conseguiu uma situação de muito perigo com Neuer a salvar (mais uma vez) a sua equipa.

Substituições
69' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Schürrle fica como extremo direito e Müller passa para ponta de lança.
72' - Entra Laurent Koscielny para o lugar de Mamadou Sakho. Troca direta com Sakho a sair lesionado.
73' - Entra Loïc Rémy para o lugar de Yohan Cabaye. Passam a joga em 4-4-2 com Rémy a ala direito e Valbuena a jogar como segundo avançado.
83' - Entra Mario Götze para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
85' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Mathieu Valbuena. Troca direta.
92' - Entra Christoph Kramer para o lugar de Toni Kroos. Troca direta.


Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

Cartões Amarelos: Sami Khedira (54') e Bastian Shcweinsteiger (80').

Assistência: 74.240 (Maracanã)

Clima: Céu limpo (26ºC)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 4 x 0 Portugal (Grupo G)


Marcha no Marcador
12' - 1x0 (Thomas Müller)
32' - 2x0 (Mats Hummels)
45'+1 - 3x0 (Thomas Müller)
78' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
As duas equipas jogaram em ataque posicional e com o bloco alto mas sem pressionarem muito alto, talvez com consciência da dificuldade de jogar de tal forma com o calor e humidade característicos deste mundial. A Alemanha trocou muito bem a bola, com a preocupação de rodar o centro do jogo com grande frequência para abrir espaços na equipa adversária. Portugal pareceu sempre condicionado no último terço em procurar Ronaldo, mostrando uma dependência que acabou por prejudicar em alguns momentos. Num jogo que se esperava complicado para Portugal, que era claramente o outsider, sofrer um golo aos 12' (de penalti) acabou por ser um obstáculo demasiado grande, com um efeito negativo nas aspirações da equipa, acentuado aos 32' depois de sofrer um golo de canto (sendo as bolas paradas defensivas uma lacuna já bem conhecida da equipa portuguesa). Por esta altura já se adivinhava uma tarefa muito complicada virar o jogo, com uma Alemanha muito confiante e calma e um Portugal com a perfeita noção da dificuldade que era alterar o resultado. O momento que acabou por condenar o jogo a uma derrota de Portugal foi a expulsão de Pepe, que deitou por terra qualquer aspirações que ainda houvessem, tendo um efeito de balde de água fria para a motivação dos portugueses. No decorrer da espiral descendente do rendimento da equipa portuguesa, Müller consegue aproveitar um cruzamento da esquerda para matar o jogo ainda antes do intervalo.

2ª Parte
Após a expulsão de Pepe, tinha sido Meireles a ocupar a posição de central e Paulo Bento colocou ao intervalo Ricardo Costa no eixo defensivo num jogo em que não valia a pena arriscar o que quer que fosse. A Alemanha soube sempre aproveitar a vantagem numérica e geriu o esforço durante o resto do jogo com Joachim Löw a poder alterar as suas peças em função do próximo jogo e com Paulo Bento a pouco poder fazer, tendo tido ainda a contrariedade da lesão de Coentrão que se juntou a Hugo Almeida como possíveis lesionados para o próximo jogo. Com uma segunda parte sem grande história, fica o registo de mais um golo de Müller aos 78' e um resultado que acabou por não chocar ninguém que tivesse visto o jogo desde o início.

Substituições
28' - Entra Éder para o lugar de Hugo Almeida. Troca direta com Hugo Almeida a sair lesionado.
Int - Entra Ricardo Costa para o lugar de Miguel Veloso. Ricardo Costa fica a central com Bruno Alves.
63' - Entra André Schürrle para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
65' - Entra André Almeida para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta com Coentrão a sair lesionado.
73' - Entra Shkodran Mustafi para o lugar de Mats Hummels. Troca direta com Hummels a sair lesionado.
82' - Entra Lukas Podolski para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.


Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)

Cartão Amarelo: João Pereira (Amarelo)

Cartão Vermelho: Pepe (37').

Assistência: 51.081 (Arena Fonte Nova)

Clima: Céu limpo (29')

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Itália (Meia-Final)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, com o habitual envolvimento ofensivo de um dos médios defensivos (normalmente Khedira). Apesar de Kroos ser supostamente o extremo direito, poucas vezes apareceu junto à linha lateral para receber a bola, pelo que procurava bastante as zonas mais interiores, tendo sido várias as vezes em que é Özil que vai dar solução ao corredor lateral. Isto fez com que Boateng subisse mais no terreno do que aquilo que é habitual, tendo feito alguns cruzamentos para a área em zonas mais adiantadas. Khedira também apareceu várias vezes no lado direito do ataque. Defensivamente, viu-se alguma preocupação em retirar tempo e espaço a Pirlo (principal organizador de jogo de Itália). O facto de Kroos defender também muito dentro, fez com que Chiellini subisse bastante no terreno, mesmo sendo um jogador claramente mais defensivo que ofensivo, tendo inclusive estado na construção do primeiro golo do jogo. 
A Itália atacou predominantemente pelo corredor central, jogando um futebol apoiado mas não abdicando de alguns lançamentos longos directamente para os jogadores mais adiantados, com Cassano e Balotelli a darem soluções fora das suas posições, quer nos corredores, quer em zonas mais recuadas para servir de apoio à entrada dos médios em zona mais adiantada. O lateral esquerdo é central de raiz e o lateral direito é lateral esquerdo de raiz (apesar de também fazerem de forma competente as posições em que jogaram hoje) pelo que a equipa não aproveitou muito a largura dada pelos laterais da forma como poderia ter feito com jogadores mais habituados a essas missões tácticas. Chiellini subiu no corredor para servir como apoio, não dando garantias à sua equipa na condução da bola, e Balzarett, melhor ofensivamente, acabava por não criar perigo no cruzamento pois tinha de puxar sempre a bola para o seu pé esquerdo, perdendo tempo de acção. Sem bola, jogaram com os sectores defensivo e médio muito coesos, no entanto os avançados pouco defendiam, guardando-se para as transições ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Alemanha retira Gómez e Podolski, dois jogadores com muito pouca influência no jogo, para colocar Klose e Reus. Não mudou muito o sistema de jogo, melhorando apenas a eficiência do jogo ofensivo no corredor lateral direito mas o esquerdo manteve-se inconsequente, com grande parte das acções ofensivas a serem levadas a cabo pelo lateral Lahm. As substituições da parte de Itália não foram surpresa, com os dois avançados substituídos (algo habitual ao longo do torneio) e Motta a entrar por Motolivo, garantido mais poder defensivo no meio campo. Aos 71' a Alemanha tira um defesa para acrescentar um avançado e começa a jogar de uma forma menos organizada, até porque seria a primeira derrota em mais de 15 jogos oficiais e era natural que não estivessem devidamente preparados para jogar daquela forma. A tendência do jogo não se alterou significativamente e a Alemanha só conseguiu reduzir, já nos descontos, graças a um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, Khedira esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo, aparecendo sempre em zonas desprotegidas pelo adversário.
Na Itália, o destaque vai para Balotelli que foi muito inteligente a aparecer nos espaços e decidiu o jogo com dois golos marcados.

Golos
20' - Chiellini do lado esquerdo passa para Cassano que está no limite da área, este livra-se de dois adversários e cruza para a pequena área onde aparece Balotelli a cabecear para o golo.
36' - Num contra-ataque, Montolivo faz um passe longo para as costas da defesa para a desmarcação de Balotelli que na frente de Neuer remata forte para o golo. 
92' - Özil marca o penalti para o lado direito com Buffon a não chegar à bola. 

Substituições
Int - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
Int - Entra Marco Reus para o lugar de Lukas Podolski. Reus fica a jogar a extremo direito e Kroos passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
63' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
70' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa com Di Natale a jogar descaído para a esquerda e Diamanti para a direita. 
71' - Entra Thomas Müller para o lugar de Jérôme Boateng. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Müller a jogar a extremo direito e Reus a jogar mais na zona central, juntamente com Klose.

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
10 – Lukas Podolski (21 – Marco Reus)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
18 – Toni Kroos
20 – Jérôme Boateng (13 – Thomas Müller)
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Itália
1 – Gianluigi Buffon
3 – Giorgio Chiellini
6 – Federico Balzaretti
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi
18 – Riccardo Montolivo (5 – Thiago Motta)
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (60'), Daniele De Rossi (84'),  Thiago Motta (88') e Mats Hummels (93').

Assistência: 55540 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (19ºC)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Grécia (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A Alemanha era claramente favorita neste jogo e jogou de acordo com esse estatuto. Ofensivamente jogou como fez nos outros jogos, em ataque posicional, com vários desdobramentos ofensivos dos seus médios defensivos, sendo que apenas um ficava atrás para garantir equilíbrios. Foi no meio campo que mostraram mais mobilidade com os médios defensivos e Özil em constantes movimentações para tentar desposicionar os defensores adversários, para através de combinações ganhar espaços em zonas mais adiantadas. Eles sabiam que iam ter a posse da bola durante a maior parte do jogo e como tal não desperdiçaram muita energia na fase defensiva, evitando pressionar em zonas muito elevadas, preferindo esperar que a bola fosse para o corredor lateral e aí cortar as linhas de passe ao portador da bola.
A Grécia entrou em campo como era esperando, com uma mentalidade muito defensiva, descendo as suas linhas para o seu meio campo defensivo e tentando ao máximo fechar os espaços de jogo do adversário. A maior preocupação do meio campo era impedir que os adversários recebessem a bola no corredor central, com os três médios (todos de características defensivas) a tentarem antecipar as movimentações do meio campo adversário de forma a tentar impedir que os jogadores recebessem a bola em zonas adiantadas e tirando-lhes tempo de acção, não os permitindo jogar para os últimos homens. O objectivo era claramente aguentar o máximo de tempo sem sofrer golos, aproveitando todas as oportunidades de contra-ataque com Samaras e Salpingidis a serem os jogadores mais solicitados nessas situações ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Grécia faz duas alterações que acabaram por ser importantes no golo da igualdade, entrando Fotakis (Maniatis passou para lateral) que passou a ser o único médio com características ofensivas e Gekas que permitiu Salpingidis jogar no corredor lateral onde tem mais espaço para explorar a sua velocidade. Foi através de um passe de Fotakis que Salpingidis se lançou no ataque para criar o golo do empate. Depois deste golo, a Grécia desceu ainda mais as linhas e chegou a estar a defender quase dentro da área, tendo sido num destes lances que nasceu o segundo golo da Alemanha. O terceiro golo surge 7' depois o que obriga Fernando Santos a lançar mais um avançado, abrindo ainda mais um meio campo que por si só já tinha apenas um médio com características defensivas (foi Makos que saiu para a entrada de Liberopoulos). A partir daí a Alemanha conseguiu controlar o jogo com mais serenidade, mostrando-se mais confiante na manutenção da posse da bola e acabando por marcar o quarto golo. A Alemanha ainda substituiu dois jogadores do ataque (estreou-se na prova o jovem promissor Götze e entrou Gómez) mas foi a Grécia que ainda reduziu através de um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, houve vários jogadores que merecem destaque, no entanto Özil foi dos mais importantes na manobra ofensiva da equipa. 
Na Grécia, Salpingidis e Samaras foram os jogadores mais influentes no ataque.

Golos
39' - Lahm recebe a bola no lado esquerdo, perto da área, conduz para dentro e remata cruzado para o golo. 
55' - Fotakis lança Salpingidis em profundidade, no corredor direito, que corre desde o meio campo e já perto da área cruza largo e rasteiro para o segundo poste onde aparece Samaras a encostar para o golo.
61' - Özil, na entrada da área, abre para Boateng na direita que cruza para a área onde aparece Khedira a rematar de primeira para o golo.
68' - Livre lateral do lado esquerdo (perto do canto) marcado por Özil para a entrada da pequena área onde Klose salta mais alto e cabeceia para a baliza com o guarda-redes a sair em falso.
74' - Özil lança Klose em profundidade com este, isolado, a rematar para a defesa de Sifakis e Reus na recarga remata de primeira para um golo de belo efeito.
89' - Salpingidis marca o penalti para o lado direito com Neuer a cair para o lado contrário.

Substituições
Int - Entra Fanis Gekas para o lugar de Sotiris Ninis. Gekas fica a jogar a ponta de lança e Salpingidis passa para extremo direito.
Int - Entra Georgios Fotakis para o lugar de Georgios Tzavellas. Fotakis fica como médio mais ofensivo, Maniatis passa para lateral direito e Torosidis vai para lateral esquerdo. 
67' - Entra Thomas Müller para o lugar de André Schürrle. Müller fica a jogar a extremo direito e Reus passa para extremo esquerdo.  
72' - Entra Nikos Liberopoulos para o lugar de Grigoris Makos. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Liberopoulos a ser o ponta de lança mais recuado, Katsouranis e Fotakis jogam sozinhos no eixo do meio campo. 
80' - Entra Mario Gómez para o lugar de Miroslav Klose. Troca directa. 
80' - Entra Mario Götze para o lugar de Marco Reus. Troca directa. 

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
9 – André Schürrle (13 – Thomas Müller)
11 – Miroslav Klose (23 – Mario Gómez)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
20 – Jérôme Boateng
21 – Marco Reus (19 – Mario Götze)
Treinador: Joachim Löw

Grécia
13 – Michalis Sifakis
2 – Giannis Maniatis
3 – Georgios Tzavellas (16 – Georgios Fotakis)
5 – Kyriakos Papadopoulos
6 – Grigoris Makos (9 – Nikos Liberopoulos)
7 – Georgios Samaras
14 – Dimitris Salpingidis
15 – Vassilis Torosidis
18 – Sotiris Ninis (17 – Fanis Gekas)
19 – Sokratis Papastathopoulos
21 – Kostas Katsouranis
Treinador: Fernando Santos

Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia)

Cartões Amarelos: Georgios Samaras (16') e Sokratis Papastathopoulos (75').

Assistência: 38751 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Céu nublado (17ºC)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo B) - Holanda x Alemanha (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Alemanha (3 pontos) 1 jogo
2º Portugal (3 pontos) 2 jogos
3º Dinamarca (3 pontos) 2 jogos
Holanda (0 pontos) 1 jogo

1ª Parte
Na equipa da Holanda, jogando em ataque posicional, foi notória a quantidade de situações criadas pelo corredor central, através do movimento interior dos extremos, em que eram efectuados (apesar de com pouco sucesso) passes de ruptura entre a linha defensiva adversária. Ainda assim, as melhores oportunidades surgiram através de bolas altas para as costas da defesa aproveitando a desmarcação de Van Persie que era claramente o alvo principal das jogadas de ataque. Quando não tinham a bola, a Holanda preocupou-se demasiado com as marcações individuais e este aspecto criou-lhes bastantes dificuldades. Isto viu-se mais nos laterais que ao estarem preocupados com os extremos adversários, abriram muito espaço para o central, com os golos a surgirem de situações originadas pelo fraco posicionamento da defesa holandesa.
A Alemanha nunca foi muito assertiva na pressão ao portador da bola sendo que esperavam quase sempre que a bola caísse no corredor lateral do seu meio campo defensivo para pressionar o portador da bola. Um dos pontos em que estiveram muito bem foi na coordenação inter e intrasectorial, tanto no sector defensivo como médio, dificultando ao máximo a acção ofensiva da Holanda. Com bola, souberam ser pacientes, esperando sempre pelo momento certo para atacar a baliza. Fizeram a bola circular pelos três corredores, aproveitando a marcação individual adversária a seu favor, com Gómez a estar brilhante ao nível da desmarcação.

2ª Parte
A perder por 2-0, a Holanda retira um médio defensivo e coloca um médio de características ofensivas (Van der Vaart), colocando também mais um ponta de lança com Van Persie a cair para a linha. Passaram assim a jogar em 1-4-3-3. A Alemanha manteve sempre a mesmo jogo, tendo os devidos cuidados em função do resultado mas sem nunca alterar o seu sistema. A alteração da Holanda pareceu surtir efeito com Sneijder e Van der Vaart a serem muito mais eficientes ofensivamente que o meio campo da 1ª parte. O carácter mais ofensivo deste meio campo fez com que Khedira e Schweinsteiger não arriscassem tanto no ataque, dando um maior domínio à Holanda que aquele que tinham tido até então. Ao longo destes 45', Van Persie e Robben alteraram algumas vezes de corredor apesar de ter sido com o primeiro a extremo esquerdo que conseguiram marcar o 2-1. Nos últimos 10' mudaram para 1-4-4-2 com Van Persie e Huntelaar na frente, Robben (mais tarde Kuyt) num corredor e Sneijder no outro mas a alteração não surtiu efeito, com a Alemanha determinada a conservar o resultado.

Jogadores-Chave
Na Holanda, talvez Van Persie tenha sido o melhor elemento, tendo criado o golo praticamente sozinho.
Na Alemanha, a dupla Gómez e Schweinsteiger merece destaque por ter estado em ambos os golos. Özil é outro jogador que teve um desempenho muito bom, tendo sido muito inteligente nas movimentações com vista à criação de espaços.

Golos
24' - Schweinsteiger recebe a bola sozinho no corredor central e desmarca Gómez que no limite do fora de jogo recebe na direcção da baliza e faz o golo.
38' - Schweinsteiger volta a receber numa zona livre, após um passe de Özil, e dá de primeira para a desmarcação de Gómez que isola-se na área e remata cruzado com o pé direito para fazer o golo.
73' - Van Persie recebe a bola do lado esquerdo, roda para dentro e conduz até à entrada da área rematando de pé direito ao 2ª poste fazendo o golo.

Substituições
Int - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Ibrahim Afellay. Huntelaar fica a ponta de lança com Van Persie a passar para extremo esquerdo.
Int - Entra Rafael van der Vaart para o lugar de Mark van Bommel. Passando a jogar em 1-4-3-3, van der Vaart faz dupla de médios interiores com Sneijder (este último do lado esquerdo). 
72' - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
81' - Entra Toni Kroos para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. 
83' - Entra Dirk Kuyt para o lugar de Arjen Robben. Troca directa.
92' - Entra Lars Bender para o lugar de Thomas Müller. Troca directa. 

Holanda
1 – Maarten Stekelenburg
2 – Gregory van der Wiel
3 – John Heitinga
4 – Joris Mathijsen
6 – Mark van Bommel (23 – Rafael van der Vaart)
8 – Nigel de Jong
10 – Wesley Sneijder
11 – Arjen Robben (7 – Dirk Kuyt)
15 – Jetro Willems
16 – Robin van Persie
20 – Ibrahim Afellay (9 – Klaas-Jan Huntelaar)
Treinador: Bert van Marwijk

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil (18 – Toni Kroos)
10 – Lukas Podolski
13 – Thomas Müller (15 – Lars Bender)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
20 – Jérôme Boateng
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia) 

Cartões Amarelos: Nigel de Jong (80'), Jérôme Boateng (87') e Jetro Willems (90').

Assistência: 37750 (Oblast Sports Complex Metalist - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (29ºC)