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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Holanda 0 x 0 Argentina (Meias Finais)


1ª Parte
A Holanda jogou em ataque posicional, trocando muito a bola pelos centrais mas com algumas dificuldades em servir os dois avançados com a Argentina a fechar muito bem as linhas de passe da Holanda aquando a sua 2ª fase de construção, com Robben e Sneijder a descerem muitas vezes no terreno para poderem vir buscar jogo. Nigel de Jong acabou por ser muito importante ao marcar individualmente Messi e a anular por completo a maior ameaça da equipa adversária. A Argentina jogou igualmente em ataque posicional e também com dificuldades em encontrar Higuaín ou Messi no corredor central, com este último a também ter de vir a zonas mais recuadas para vir buscar a bola. A meio da primeira parte, Enzo Pérez trocou de corredor com Lavezzi, com este a ser muito mais vertical na abordagem às ações ofensivas e a mostrar-se mais eficiente a ganhar a linha no corredor direito. Enzo Procurou sempre o corredor central e era Rojo a dar profundidade no corredor esquerdo. Ambas as equipas estiveram muito bem defensivamente, nunca dando espaço as unidades nucleares adversárias em zonas adiantadas. Os guarda-redes tiveram pouco trabalho numa primeira parte muito calculista por parte de ambas as equipas. 

2ª Parte
A única alteração ao intervalo foi a saída de Martins Indi (tinha cartão amarelo) sem que tenha havido alterações estruturais. Na Argentina, Enzo voltou ao corredor direito mas também não se viram alterações em termos da forma de jogar. Ambos os treinadores mais não fizeram que gerir as suas equipas, retirando os jogadores que mostravam sinais de maior desgaste.
Prolongamento
Uma vez mais, para além das substituições diretas, as formas de jogar mantiveram-se inalteradas. Curiosamente, as melhores oportunidades do jogo surgiram na 2ª parte do prolongamento com ambas as equipas a terem oportunidades para fazer golo.

Penaltis
1 - Ron Vlaar remata para a direita com Romero a defender.
1 - Lionel Messi remata para a esquerda com Cillessen a cair para o lado contrário.
2 - Arjen Robben remata para o lado direito com Romero a cair para o lado contrário.
2 - Ezequiel Garay remata ao centro com Cillessen a cair para o seu lado direito.
3 - Wesley Sneijder remata para a esquerda com Romero a defender.
3 - Kun Agüero remata para a esquerda e Cillessen adivinha o lado mas não consegue defender.
4 - Dirk Kuyt remata para a direita com Romero a cair para o lado contrário.
4 - Maxi Rodríguez remata para a esquerda e Cillessen adivinha o lado mas não consegue defender.


Substituições
Int - Entra Daryl Janmaat para o lugar de Bruno Martins Indi. Janmaat fica como ala direito, Kuyt passa para o lado esquerdo e Blind fica como central
62' - Entra Jordy Clasie para o lugar de Nigel de Jong. Troca direta.
81' - Entram Rodrigo Palacio e Kun Agüero para os lugares de Enzo Pérez e  Gonzalo Higuaín. Trocas diretas.
96' - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.
101' - Entra Maxi Rodríguez para o lugar de Ezequiel Lavezzi. Troca direta.


Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Bruno Martins Indi (45'), Martín Demichelis (49') e Klaas-Jan Huntelaar (105').

Assistência: 63.267 (Arena Corinthians)

Clima: Aguaceiros (17ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting x Porto (21ª Jornada)


Marcha do Marcador
(Não houve golos)

1ª Parte
O Sporting jogou claramente em contra-ataque e praticamente todas as bolas que recuperavam no seu meio campo defensivo eram bombeadas para o homem mais adiantado, quer para os extremos, quer para o ponta de lança, tentando explorar o habitual adiantamento do terreno da equipa do Porto, principalmente dos laterais. Apesar de Capel ter começado no lado esquerdo, trocou de lado com Labyad ainda muito cedo na partida, talvez com Jesualdo a estar ciente do maior perigo de Alex Sandro, que iria beneficiar do movimento interior do extremo esquerdo da sua equipa (fosse o Varela ou o Izmaylov). Defensivamente mostraram sempre duas linhas de quatro jogadores com Rinaudo entre ambas as linhas, tentando anular Lucho ou qualquer outro jogador que aparecesse nessa zona. Os extremos tiveram sempre a preocupação em acompanhar os laterais adversários. 
O Porto jogou em ataque posicional, procurando muito os corredores laterais para cruzar para a área. Muitas das suas soluções também passavam por colocar a bola entre a linha defensiva e média do Sporting de forma a criar desequilíbrios na defesa adversária para depois poderem explorar desmarcações de rutura para os espaços que eram abertos. Lucho era o médio mais móvel, aparecendo sempre perto da bola a toda a largura. O Porto conseguiu alguns desequilíbrios através das desmarcações dos seus médios interiores para o corredor lateral uma vez que o Sporting se concentrava muito nos laterais e extremos adversários. Foram muito pressionantes defensivamente, principalmente nas transições, não dando espaço aos jogadores adversários.

2ª Parte
O jogo não sofreu alterações ao intervalo e o Sporting manteve-se recuado no campo, uma vez que sabiam que a pressão era maior da parte do Porto e que os visitantes iriam começar a subir mais no terreno e a deixar mais espaços atrás para explorar o contra-ataque. A entrada de James aos 56' foi o primeiro sinal de que Vítor Pereira queria mais do jogo, tentando explorar a eventual falta de experiência de Dier frente a um jogador bastante criativo e também abrindo mais espaço para as subidas de Danilo, uma vez que James tem sempre a tendência para procurar espaços interiores. Por sua vez, Jesualdo Ferreira começa a potenciar o contra-ataque começando com a entrada de Bruma para o lugar de Labyad, com o primeiro a ser mais explosivo e perigoso nas transições ofensivas. Aos 67' Vítor Pereira coloca Atsu e tenta uma diferente abordagem, com Atsu a ficar mais preso à linha e tentando talvez abrir mais a defesa do Sporting. O segundo passo para potenciar o contra-ataque do Sporting foi a colocação de Carrillo na frente (apesar de jogar a avançado, descia no processo ofensivo para ajudar o meio campo) dando mais velocidade ao ataque. E o terceiro passo não aconteceu uma vez que a expulsão de Rojo implicou queimar a última substituição com o central Fokobo, mas com Carrillo a passar para o lado direito, o Sporting ficou com os corredores laterais frescos e sempre prontos para as transições ofensivas. A jogar com mais um jogador, o Porto coloca Liedson, abdicando de um médio centro mas esta substituição, apesar de implicar mais jogadores do Porto no último terço, não significou mais perigo uma vez que o Sporting estava contente com o resultado e com as linhas muito recuadas, sendo que o Porto não conseguiu aproveitar o jogador 'extra' na frente pois faltou um jogador 'extra' na construção e nos desequilíbrios entre linhas.

Jogadores-Chave
No Sporting não houve grandes destaques individuais com a equipa a valer pelo todo na sua estratégia mais defensiva e de sacrifício.
No Porto, apesar de pouco visível, Fernando fez um jogo muito bom tendo sido muito importante na ocupação e abertura de espaços, tendo sido muito inteligente nas suas ações sem bola, sempre em prol da equipa.

Substituições
56' - Entra James Rodríguez para o lugar de Marat Izmaylov. James joga a extremo direito e Varela a extremo esquerdo.
61' - Entra Bruma para o lugar de Zakaria Labyad. Troca direta.
67' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
75' - Entra André Carrillo para o lugar de Adrien Silva. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Carrillo a jogar na frente com Wolfswinkel.
80' - Entra Fabrice Fokobo para o lugar de Diego Capel. Passam a jogar em 1-4-4-1 com Fokobo a jogar a central e Carrillo a passar para extremo direito.
81' - Entra Liedson para o lugar de Steven Defour. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Liedson a ponta de lança ao lado de Jackson e Lucho a jogar a médio centro com Fernando.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Marat Izmaylov (38'), Marcos Rojo (44' e 78'), André Carrillo (80'), Maicon (80'), Fernando (86'), Miguel Lopes (89') e Bruma (91').

Cartão Vermelho: Marcos Rojo (78').

Assistência: 27436 (José Alvalade XXI)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sábado, 19 de janeiro de 2013

CAN 2013 (Grupo A) - Angola x Marrocos (1ª Jornada)


1ª Parte
Angola jogou em ataque posicional, raramente recorrendo ao jogo direto para chegar ao último terço. Mostraram um jogo pouco fluído ao nível da construção com os jogadores a recorrerem muitas vezes aos lances individuais para conseguir criar desequilíbrios. Defensivamente não pressionavam os adversários, recolhendo ao seu meio campo defensivo (onde Manucho não participava no processo defensivo). Não mostraram muita solidez defensiva com Lunguinho a ser muito permeável perante o seu adversário direto Assaidi. Foram muito lentos nas transições defensivas, mostraram pouca entreajuda.
Marrocos dependeu muito de Assaidi para conduzir a bola para o ataque, com o extremo esquerdo a ser o autor de grande parte dos ataques da sua equipa. Tal como Angola, o seu jogo dependeu muito das ações individuais dos seus jogadores com o ponta de lança El Hamdaoui a conseguir sozinho criar algumas boas oportunidades de golo. Defensivamente foram bastante assertivos na pressão no seu meio campo defensivo, pressionando muito o jogador adversário que recebia a bola. Os extremos acompanhavam os laterais adversários sempre que os mesmos subiam no terreno. Foram lentos nas transições defensivas.

2ª Parte
Com a mudança de sistema tático no início da 2ª parte, Angola mudou também a sua abordagem ao jogo no processo ofensivo. Tanto Guilherme como Manucho são jogadores fortes fisicamente e acabaram por servir de dupla referência no ataque, com a equipa a jogar agora mais direto para os seus avançados, não só pelo ar mas também nas transições ofensivas, momento do jogo a que foi dada mais atenção. Mateus e Geraldo (depois Gilberto) mostraram uma boa dinâmica ao atacar nos corredores e a equipa começou a tentar fazer mais cruzamentos para a área, criando assim várias oportunidades para marcar golo. Airosa foi uma substituição também muito feliz de Gustavo Ferrín, anulando por completo o seu adversário direto (ganhou todos os duelos individuais defensivos) e mostrando-se também mais eficaz no processo ofensivo, subindo mais e melhor no corredor direito. Rachid Taoussi colocou a sua equipa a jogar em 1-4-2-3-1 aos 64', talvez numa forma de aproveitar a (teoricamente) maior fragilidade do meio campo Angolano (com apenas 2 homens no corredor central) mas as suas alterações acabaram por não trazer grandes benefícios ao jogo da sua equipa, com Lamá a ter uma segunda parte mais descansada que a primeira. No geral, este segundo tempo acabou por ter mais interesse tático que o primeiro, com as equipas a exporem-se mais e a serem obrigadas a reagir ao contexto do jogo. 

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
Int - Entra Guilherme Afonso para o lugar de Mingo Bille. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Guilherme e Manucho como pontas de lança, Geraldo a médio ala esquerdo e Mateus a médio ala direito.
64' - Entra Younès Belhanda para o lugar de Abdelaziz Barrada. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Belhanda a jogar a extremo direito, Amrabat na posição dez e Ahmadi a médio centro juntamente com Hermach.
71' - Entra Youssef El Arabi para o lugar de Mounir El Hamdaoui. Troca direta.
78' - Entra Marco Airosa para o lugar de Lunguinha. Troca direta.
82' - Entra Cahir Belghazouani para o lugar de Karim El Ahmadi. Troca direta.
82' - Entra Gilberto para o lugar de Geraldo. Troca direta.


Árbitro: Badara Diatta (Senegal)

Cartões Amarelos: Manucho (34'), Mehdi Benatia (56') e Younès Belhanda (77').

Assistência: 25000 (Soccer City)

Clima: Céu nublado (16ºC)

CAN 2013 (Grupo A) - África do Sul x Cabo Verde (1ª Jornada)


1ª Parte
A África do Sul foi alternando de certa forma a sua maneira de atacar, tanto com lançamentos longos para os avançados ou médios alas como através de um ataque posicional, nunca mostrando padrões claros de movimentação. Os laterais ajudaram muitas vezes os médios alas com vários overlaps nos corredores laterais Esta subida dos laterais fazia também com que ficassem vulneráveis nas transições ofensivas. Nunca foram muito pressionantes e esperavam acima de tudo por um erro adversário para poderem roubar a bola.
Cabo Verde procurou jogar sempre em ataque posicional com um ritmo de jogo lento, mostrando-se sempre muito pacientes na posse da bola com o jogo a acelerar apenas quando chegava a um dos avançados. Utilizaram um 1-4-4-2 losango que facilmente se confundia com um 1-4-3-3 devido aos espaços laterais cobertos pelos dois avançados. Platini era o homem responsável por ligar o meio campo ao ataque, tendo tido também uma ação defensiva muito importante ao controlar o meio campo adversário. Defenderam no seu meio campo, não pressionando muito os jogadores adversários. Tentaram sempre jogar com os setores de jogo próximos, mostrando muita entreajuda entre os jogadores com os avançados a descerem para ajudarem a defender os corredores laterais, o que fez também com que não fossem uma ameaça séria nas transições ofensivas.

2ª Parte
Gordon Igesund foi o primeiro treinador a fazer alterações retirando Dikgacoi, que teve uma exibição muito apagada, para colocar Chabangu que atuou como o médio mais ofensivo. A África do Sul pareceu tentar controlar mais o jogo que na primeira parte, apostando agora mais no ataque posicional. Aos 60', fazem uma nova alteração no meio campo colocando Serero como médio mais ofensivo (Chabangu passou para o lado esquerdo). Serero foi um jogador com funções claramente ofensivas, aparecendo várias vezes no último terço do campo, ainda assim não conseguiram criar grandes oportunidades de golo (apenas uma em todo o jogo). Lúcio Antunes só mexeu aos 63' colocando um jogador muito alto que funcionou como referência ofensiva (Júlio Tavares). A partir daqui foram alterando várias vezes de sistema, com o 1-4-4-2 a confundir-se com o 1-4-3-3, não ficando claro se isto acontecia por situações pontuais de desposicionamento defensivo / ofensivo ou por indicação técnica. As restantes alterações de ambas as equipas visaram refrescar o ataque com a equipa de Cabo Verde a mostrar-se claramente mais satisfeita com o empate frente aos anfitriões do torneio.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
Int - Entra Lerato Chabangu para o lugar de Kagisho Dikgacoi. Troca direta.
60' - Entra Thulani Serero para o lugar de Siphiwe Tshabalala. Chabangu passa para médio ala esquerdo e Serero joga como médio mais ofensivo.
63' - Entra Júlio Tavares para o lugar de Platini. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Tavares a ponta de lança e Héldon e Mendes como extremos (foram alterando o corredor entre eles).
68' - Entra Katlego Mphela para o lugar de Lehlohonolo Majoro. Troca direta.
77' - Entra David Silva para o lugar de Héldon. Voltam a jogar em 1-4-4-2 losango com David Silva a médio ofensivo e Mendes e Tavares como avançados.
85' - Entra Rony para o lugar de Ryan Mendes. Voltam a jogar em 1-4-3-3 com Rony a extremo direito, Tavares a ponta de lança e David Silva a extremo esquerdo.


Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)

Cartões Amarelos: Angele Ngcongca (44') e Platini (60').

Assistência: Desconhecido (Soccer City)

Clima: Chuva (19ºC)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Champions League - Barcelona x Benfica (6ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou com o habitual ataque posicional, apesar de bastante condicionado pela ação defensiva do Benfica. Tentaram construir sempre desde a sua linha defensiva, jogando sempre curto e com os jogadores do meio campo a mostrarem muita mobilidade para que a equipa não tivesse de bater longo para o ataque. Normalmente Pinto batia sempre para um dos médios centro quando não tinha alternativas na linha defensiva. Os avançados também mostraram muita mobilidade com os extremos (principalmente Rafinha) a procurarem muito as zonas interiores. Os laterais não subiram tanto como habitual. No último terço, procuraram muitas vezes passes rasteiros de rutura de forma a isolar um dos avançados. Foram pressionantes mas não de uma forma muito assertiva, permitindo várias vezes que o Benfica resolvesse as situações de pressão adversária.
O Benfica foi muito assertivo defensivamente, nunca permitindo que o Barcelona conseguisse sair confortavelmente com passe curto na 1ª fase de construção. Os pontas de lança encostavam nos centrais e André Gomes ficava sempre perto de Song. Jogaram também com a linha defensiva alta de forma a compactar a equipa e a dar mais eficiência à pressão no meio campo ofensivo. Atuaram com a defesa em linha que mostrou uma coordenação muito boa. Ofensivamente tentaram sempre contra-atacar, havendo sempre muita gente disponível para subir no terreno e dar soluções na 3ª fase de construção. Tentaram sempre aproveitar a subida da linha defensiva adversária para lançar os seus jogadores em velocidade.

2ª Parte
O segundo tempo foi caracterizado por uma clara subida de rendimento do Barcelona que conseguiu controlar melhor o jogo e anular mais eficazmente os lançamentos do Benfica para contra-ataque. Isto pode também ter sido consequência de um desgaste dos jogadores do Benfica cuja estratégia os obrigou a muitos sprints na primeira parte. Apesar do domínio do jogo, só após a entrada de Messi é que o Barcelona se tornou mais perigoso com a bola a chegar mais vezes à baliza do Benfica. As substituições de Jorge Jesus acabaram por não trazer nada de novo à equipa com Bruno César a não ser capaz de desequilibrar (quer como segundo avançado, quer como extremo) e as entradas de Cardozo e Almeida (visaram uma alteração do sistema tático) a significar que o Benfica tinha deixado de ser uma ameaça no contra-ataque, arma através da qual tiveram as melhores e únicas oportunidades de golo. O Barcelona ainda jogou cerca de 10' com dez jogadores após a lesão de Messi mas nem assim perdeu o controlo do jogo. Nos minutos finais, referência a colocação de Luisão no ataque com Matic a descer para central, ficando o Benfica a jogar em 1-4-4-2.

Jogadores-Chave
No Barcelona, apesar do reduzido tempo em jogo, foi Messi quem tornou a equipa mais perigosa e o Benfica teve muitas dificuldades em travar as suas ações ofensivas.
No Benfica, Garay foi provavelmente um dos melhores jogadores em campo com excelentes intervenções defensivas.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
58' - Entra Lionel Messi para o lugar de Rafinha. Villa passa para extremo direito e Messi fica como ponta de lança.
63' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Bruno César fica como segundo avançado e Rodrigo passa para extremo esquerdo.
66' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Troca direta com Piqué a jogar descaído para a direita e Puyol para a esquerda.
74' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
74' - Entra André Almeida para o lugar de Rodrigo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com André Almeida no meio com Matic, André Gomes na posição dez (bastante recuado) e Bruno César a extremo esquerdo. 
78' - Entra Gerard Deulofeu para o lugar de Cristian Tello. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Nolito (43'), Rafinha (49'), Ezequiel Garay (56'), Luisão (59'), Adriano (60') e Nemanja Matic (78').

Assistência: 50659 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (10ºC)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012 - Portugal x Espanha (Meia-Final)

1ª Parte
Portugal teve uma grande preocupação em tentar limitar a 1ª fase de construção do adversário, dado que estes são muito fortes na condução de bola desde a sua área através de jogo apoiado. Assim, obrigavam-nos a bater a bola para o meio campo onde estavam mais jogadores portugueses para poderem disputar a bola. Quando não conseguiam, desciam para trás da linha da bola, onde mostravam uma excelente capacidade de basculação defensiva, sempre com a preocupação de cortar linhas de passe interior. Moutinho foi o médio centro que mais subia na pressão (jogaram praticamente em 1-4-2-3-1), sempre para o seu lado direito (Hugo Almeida ficava com o lado esquerdo) o que fez com que o Nani não precisasse de subir na pressão, guardando melhor o flanco mais perigoso do adversário, juntamente com João Pereira. Com bola, a aposta era no contra-ataque e no ataque rápido. Eram recorrentes as bolas directas para os jogadores mais adiantados, usando muitas vezes Hugo Almeida como jogador-alvo, bem como as bolas batidas para o lateral do lado contrário que subia sempre para aproveitar o espaço dado pela zona pressionante da Espanha.
Tal como Portugal, a Espanha tentava sempre impedir as primeiras fases de construção de Portugal. Mostraram quase sempre uma pressão muito alta e assertiva tornando muito difícil o adversário conseguir sair em ataque posicional. Ao contrário do que se passou em outros jogos, onde Iniesta era o jogador que fazia mais o movimento interior e Alba era o lateral mais ofensivo, desta vez foi Silva que saía recorrentemente do seu corredor, jogando a toda a largura do campo, o que fez com que Arbeloa fosse o lateral que mais subia no corredor. Isto pode ter sido consequência da acção defensiva de Portugal, cujos jogadores do corredor lateral direito raramente se desposicionaram, ou uma aposta estratégica, de forma a tentar limitar as subidas de Coentrão e até mesmo Ronaldo. É preciso notar que, devido à grande ocupação espacial a nível defensivo adversário da zona à frente da defesa, Xavi teve muito poucas oportunidades de jogar a bola em zonas mais avançadas, o que fez com que ele tivesse de descer ao nível do duplo pivot defensivo para vir buscar jogo.

2ª Parte
A primeira alteração ocorreu da parte da Espanha, com a entrada de Fàbregas para o ataque, jogador que era previsto no onze inicial. Negredo tinha tido pouca influência no jogo e acabou por facilitar a acção defensiva de Portugal, dando-se à marcação a um dos centrais, obrigando Silva a ser o homem a aparecer entre-linhas. 6' depois entra Navas para o lado direito. É uma substituição habitual que confere instantaneamente outro tipo de jogo à Espanha, tendo um homem junto à linha sempre pronto para aparecer nas costas da defesa (Navas) e um jogador entre-linhas a distribuir e a conferir mais segurança na manutenção da posse da bola (Fàbregas). Apesar da maior facilidade em jogar à frente da defesa portuguesa, ambas as equipas continuaram algo distantes do golo, com os guarda-redes a intervirem mais com os pés (passe e recepção) que com as mãos. A cerca de 10' do fim, Nelson Oliveira entra por Hugo Almeida e já perto do fim, a Espanha passa a jogar com dois extremos puros após a entrada de Pedro, com os laterais a terem ainda mais preocupações e com Nani a descer cada vez mais no terreno.

Prolongamento
Apenas na 2ª parte do prolongamento é que Portugal esgotou as duas subtituições, alterando o sistema táctico para 1-4-2-3-1. O duplo pivot defensivo ajudou a estancar a zona entre-linhas que estava a ser muito bem explorada por Fàbregas mas esta alteração não teve grandes efeitos práticos porque com as constantes subidas de Moutinho no terreno em fase defensiva, em acções de pressão, Portugal acabou por jogar durante grande parte da partida com dois pivots defensivos, embora não tão declarados como após a entrada de Custódio.

Penaltis
1 - Xabi Alonso remata para o lado direito com Rui Patrício a defender a bola.
1 - João Moutinho remata para a esquerda com Iker Casillas a defender a bola.
2 - Andrés Iniesta remata para a direita com Rui Patrício a cair para o lado contrário.
2 - Pepe remata para o lado esquerdo com Iker Casillas a não chegar à bola. 
3 - Gerard Piqué remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 
3 - Nani remata ao ângulo esquerdo com Iker Casillas a cair para o lado contrário.
4 - Sergio Ramos remata picado para o meio com Rui Patrício a cair para a direita.
4 - Bruno Alves remata à trave com Iker Casillas a cair para o lado direito. 
5 - Cesc Fàbregas remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, houve vários jogadores em grande destaque mas João Moutinho teve um papel fundamental na acção defensiva.
Na Espanha, Fàbregas e Navas vieram dar outra dinâmica ao jogo, travando um pouco a iniciativa ofensiva portuguesa.

Golos
(Não houve).

Substituições
54' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Álvaro Negredo. Troca directa.
60' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida. Troca directa.
87' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Xavi. Pedro fica a jogar a extremo esquerdo e Iniesta passa para a posição dez.  
Int P. - Entra Custódio para o lugar de Miguel Veloso. Troca directa.
113' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Moutinho a médios defensivos, Nani na posição dez e Varela a extremo direito. 

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso (6 – Custódio)
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
9 – Hugo Almeida (11 – Nélson Oliveira)
16 – Raul Meireles (18 – Silvestre Varela)
17 – Nani
21 – João Pereira
Treinador: Paulo Bento

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (7 – Pedro Rodríguez)
11 – Álvaro Negredo (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Cüneyt Cakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (40'), Fábio Coentrão (45'), Sergio Busquets (60'), Pepe (61'), João Pereira (64'), Álvaro Arbeloa (83'), Bruno Alves (86'), Miguel Veloso (90'+3) e Xabi Alonso (113').

Assistência: 48000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (22ºC)

domingo, 24 de junho de 2012

Euro 2012 - Inglaterra x Itália (Quartos-de-Final)

1ª Parte
Tal como em jogos anteriores, a Inglaterra deu preferência a uma estrutura sólida em fase defensiva, com as duas linhas de quatro jogadores a descerem rapidamente para o meio campo defensivo, apesar de nos momentos de transição defensiva, em zonas mais avançadas, mostraram por vezes uma postura mais assertiva mas foram pouco eficientes nestes momentos. Com bola, tiveram muitas dificuldades em entrar pelo corredor central, dado o posicionamento dos jogadores adversários. Optavam regularmente por levar as bolas para os corredores laterais, tentando aí os cruzamentos para a área, até porque eram as zonas do campo menos povoadas pelo adversário.
Pelo segundo jogo consecutivo, a Itália utiliza o 1-4-4-2 em losango, assegurando uma forte presença defensiva no corredor central, com Rossi a ser o interior que mais descia, juntando-se muitas vezes a Pirlo nas acções defensivas. Com bola, viram-se os jogadores mais recuados a tentarem vários bolas directas para os dois pontas de lança, apesar de não terem tido muito sucesso a fazê-lo. Devido ao maior povoamento da zona central do campo, aliando-se à pouca assertividade do adversário em fase defensiva, a Itália teve alguma facilidade na manutenção da posse da bola. A mobilidade de Montolivo e foi muito importante neste aspecto, saindo muitas vezes da sua posição para dar linhas de passe. O jogo lateral era assegurado quase sempre pelos dois laterais que subiam frequentemente pelos corredores laterais e pelos pontas de lança, em zonas mais avançadas, que apareciam muitas vezes nos corredores laterais para receber a bola. Os jogadores mais importantes na construção de jogadas ofensivas eram Pirlo e De Rossi que eram sempre os alvos da segunda fase de construção.

2ª Parte
Nada mudou ao intervalo e a Itália ia mantendo o domínio do jogo. A Inglaterra continuava a ignorar a acção ofensiva de Pirlo que gozou sempre de muito espaço para decidir, quando era por ele que passavam todas as jogadas de ataque. A pouca assertividade defensiva da Inglaterra fez com que a Itália raramente se sentisse em apuros. Apesar de nenhuma das equipas ter alterado o seu sistema táctico ao longo do jogo, ambas fizeram substituições ofensivas. A Inglaterra colocou Carroll e Walcott, dando mais objectividade ofensiva no corredor lateral direito e ganhando uma opção viável para jogar como jogador alvo no ataque. A Itália fez uma troca directa no ataque com a entrada de Diamanti e colocou Nocerino por De Rossi, para jogar na mesma posição sendo Nocerino um jogador que gosta de chegar a zonas mais ofensivas com mais frequência que De Rossi. Já perto do fim, entra Maggio por Abate, um lateral mais ofensivo que está habituado a jogar em sistemas tácticos com 3 centrais. A Inglaterra criou um par de boas oportunidades mas a Itália esteve sempre mais perto de chegar à vantagem.

Prolongamento 
A Itália com Nocerino em campo, passa a jogar numa espécie de 1-4-4-2 clássico com Montolivo a descer muitas vezes para o lado de Pirlo e Nocerino a jogar bem aberto na esquerda. Arriscavam cada vez menos, sendo que em processo defensivo desciam bastante as suas linhas assegurando uma estrutura sólida no seu meio campo defensivo. Ainda assim estiveram durante a maior parte do tempo com a bola em sua posse e foram claramente a equipa que mais procurou o golo, com a Inglaterra a mostrar-se contente em chegar ao fim do prolongamento em igualdade.

Penaltis
1 - Balotelli remata para o lado esquerdo com Joe Hart a não chegar à bola.
1 - Gerrard remata para o lado esquerdo com Buffon a não chegar à bola.
2 - Montolivo remata para o lado esquerdo com a bola a passar ao lado do poste.
2 - Rooney remata para o lado esquerdo com Buffon a cair para o lado contrário.
3 - Pirlo remata picado para o meio com Joe Hart a cair para o lado esquerdo.
3 - Young remata à trave com Buffon a cair para o lado direito.
4 - Nocerino remata para o lado esquerdo com Joe Hart a cair para o lado contrário.
4 - Ashley Cole remata para o lado direito com Buffon a defender a bola.
5 - Diamanti remata para o meio com Joe Hart a cair para o lado direito.

Jogadores-Chave
Na Inglaterra, não houve grandes destaques, com os centrais a fazerem uma exibição muito segura.
Na Itália, Pirlo foi o jogador mais influente nas acções ofensivas com todo o jogo a passar por ele.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Andy Carroll para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa.
61' - Entra Theo Walcott para o lugar de James Milner. Troca directa.
78' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
80' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Daniele De Rossi. Troca directa.
90'+1 - Entra Christian Maggio para o lugar de Ignazio Abate. Troca directa.
94' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Scott Parker. Henderson passa a jogar do lado direito do centro do meio campo e Gerrard passa para o lado esquerdo.

Inglaterra
1 – Joe Hart
2 – Glen Johnson
3 – Ashley Cole
4 – Steven Gerrard
6 – John Terry
10 – Wayne Rooney
11 – Ashley Young
15 – Joleon Lescott
16 – James Milner (7 – Theo Walcott)
17 – Scott Parker (8 – Jordan Henderson)
22 – Danny Welbeck (9 – Andy Carroll)
Treinador: Roy Hodgson

Itália
1 – Gianluigi Buffon
6 – Federico Balzaretti
7 – Ignazio Abate (2 – Christian Maggio)
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi (23 – Antonio Nocerino)
18 – Riccardo Montolivo
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Andrea Barzagli (82') e Christian Maggio (94').

Assistência: 64340 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Barclays Premier League - Arsenal x Chelsea (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester City (77 pontos) 34 jogos
3º Arsenal (64 pontos) 34 jogos
4º Tottenham (59 pontos) 33 jogos
5º Newcastle (59 pontos) 33 jogos
6º Chelsea (57 pontos) 33 jogos
7º Everton (47 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Arsenal tentou impor um maior domínio no jogo, procurando ter a bola durante o tempo suficiente para criar espaços para explorar no último terço. Os laterais subiam muito durante o processo ofensivo, dando largura ao ataque e permitindo que os extremos (principalmente Alex Chamberlain) procurassem espaços mais interiores. Foi mesmo pelo centro que o Arsenal procurava sempre criar desequilíbrios, não aproveitando muito o jogo lateral. O facto de não terem explorado muito os cruzamentos para a área poderá dever-se ao forte jogo aéreo dos centrais do Chelsea que competiam apenas com Van Persie nas bolas altas dado que nenhum dos extremos é forte no jogo de cabeça. Rosický movimenta-se a toda a largura do campo, em função das necessidades da equipa, ocupando sempre os espaços vazios de forma a dar continuidade à manutenção da posse da bola.
O Chelsea assumiu uma postura mais expectante e compacta durante o processo defensivo. Tanto os extremos como Malouda participavam nas acções defensivas. Apesar de haverem momentos em que também tentaram manter a posse da bola, normalmente procuravam aproveitar a velocidade dos extremos para explorar as transições defensivas. Em organização ofensiva, também se viu Bertrand a subir muito no terreno tentando desequilibrar com a sua velocidade aparecendo nas costas do lateral fazendo o overlap a Kalou. Na 2ª fase de construção, apenas um dos médios defensivos vinha buscar jogo para perto da linha defensivo, sendo que na maior parte das vezes era Romeu que tinha essa função. Essien dava linha de passe em posições mais avançadas.

2ª Parte
Os segundos 45' acabaram por ser algo desinteressantes a nível táctico, com as equipas a manterem as mesmas estruturas, apesar das substituições. Com o avançar do jogo, ambas as equipas começaram a apostar cada vez mais nas transições ofensivas e o jogo tornou-se num acumular de reacções aos erros adversários. Não houve grandes oportunidades para nenhuma das equipas.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Laurent Koscielny foi dos melhores jogadores em campo com várias intervenções importantes na defesa.
No Chelsea não houve grandes destaques a nível ofensivo. Talvez se possa destacar Petr Cech por algumas boas defesas em situações flagrantes de golo do Arsenal.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Gervinho para o lugar de Theo Walcott. Troca directa. Walcott sai lesionado.
65' - Entra Abou Diaby para o lugar de Tomás Rosický. Ramsey sobe para a posição de Rosický e Diaby fica a jogar ao lado de Song.
66' - Entra John Obi Mikel para o lugar de Oriol Romeu. Troca directa.
70' - Entra André Santos por Alex Oxlade-Chamberlain. Troca directa. Chamberlain teve pouca influência no jogo.
74' - Entra Juan Mata para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
77' - Entra Ashley Cole para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa. Bertrand sai lesionado.

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosický (2 - Abou Diaby)
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (27 - Gervinho)
15 - Alex Oxlade-Chamberlain (11 - André Santos)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
18 - Sébastien Squillaci
28 - Kieran Gibbs

Chelsea
1 - Petr Cech
5 - Michael Essien
6 - Oriol Romeu (12 - John Obi Mikel)
9 - Fernando Torres
15 - Florent Malouda
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (10 - Juan Mata)
23 - Daniel Sturridge
24 - Gary Cahill
26 - John Terry
34 - Ryan Bertrand (3 - Ashley Cole)

Cartões Amarelos: Tomás Rosický (30'), Florent Malouda (49'), Robin Van Persie (50'), José Bosingwa (72'), Abou Diaby (76'), Ashley Cole (81')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 24 de março de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Tottenham (30ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Arsenal (55 pontos)
4º Tottenham (54 pontos)
5º Chelsea (49 pontos)
6º Newcastle (47 pontos)

1ª Parte
O Chelsea usou um sistema táctico que não lhe é estranho, no entanto o posicionamento mostra algumas alterações ao normal, principalmente a colocação de Ramires a extremo direito e Sturridge a extremo esquerdo. Como do lado esquerdo do Tottenham costuma jogar Gareth Bale, o jogador mais influente da equipa, a colocação de Ramires nesse flanco poderá ter sido uma forma de consolidar defensivamente esse corredor, visto que Bosingwa não é um lateral que defende tão bem como Ivanovic, que se encontra lesionado. Defensivamente notou-se uma preocupação em não deixar os jogadores do corredor central (excepto os centrais) receber a bola à vontade o que dificultou muito a construção de jogo do Tottenham.
Habituados a jogar em 1-4-4-2, o Tottenham jogou numa espécie de 1-4-5-1, com 3 médios no corredor central para evitar uma grande inferioridade numérica nessa zona. Ainda assim, devido à forte pressão do Chelsea nesse corredor, só conseguiram levar a bola para o última terço através dos corredores laterais. Tiveram mais espaço no corredor lateral direito onde Sturridge não investia muito em movimentos defensivos mas Van der Vaart tinha a tendência para explorar zonas mais interiores e naturalmente, a equipa tentava procurar Bale sempre que possível colocando o jogo mais vezes no corredor contrário.

2ª Parte
Apesar de nenhuma equipa ter alterado do seu sistema táctico, o Tottenham começou a ter um ligeiro domínio do jogo, ao contrário do que aconteceu na 1ª parte. No geral, os segundos 45' foram mal jogados e excepto três situações de bola corrida em que o Tottenham poderia ter marcado golo (duas delas negadas por Cahill), praticamente todas as situações de perigo surgiram através de lances de bola parada. Com o decorrer do jogo, ambas as equipas iam aumentando a percentagem de ataques através de jogo directo para os homens da frente com o Chelsea a não conseguir construir jogo devido à elevada concentração de jogadores do Tottenham no seu meio campo defensivo, e estes últimos por começar a apostar no contra-ataque mostrando que se sentiam confortáveis com o empate que lhes permitia cumprir o objectivo classificativo de não perder pontos para o Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Gary Cahill destacou-se ao salvar a equipa 2 vezes em lances claros de golo para o Tottenham.
No Tottenham, Gareth Bale criou algumas situações de perigo para a sua equipa e era muitas vezes solicitado pelos seus colegas.

Substituições
60' - Entra David Luiz para o lugar de José Bosingwa. Troca directa, talvez para dar mais consistência defensiva ao corredor de forma a limitar a acção de Gareth Bale.
76' - Entra Fernando Torres para o lugar de Michael Essien. Torres fica a jogar a extremo direito e Ramires a médio centro. Uma substituição mais ofensiva com Ramires a conseguir cobrir uma maior área do campo no meio, ficando o Chelsea com um extremo direito com maior capacidade de finalização.
76' - Entra Louis Saha para o lugar de Rafael Van der Vaart. Troca directa. Van der Vaart teve pouca influência jogo jogo.
77' - Entra Jake Livermore para o lugar de Sandro. Troca directa.
89' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.

Golos
(Não houve)

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
5 - Michael Essien (9 - Fernando Torres)
7 - Ramires
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
17 - José Bosingwa (4 - David Luiz)
23 - Daniel Sturridge (21 - Salomon Kalou)
24 - Gary Cahill
26 - John Terry

Tottenham
24 - Brad Friedel
3 - Gareth Bale
4 - Younes Kaboul
8 - Scott Parker 
10 - Emmanuel Adebayor
11 - Rafael Van der Vaart (15 - Louis Saha)
13 - William Gallas 
14 - Luka Modric
28 - Kyle Walker
30 - Sandro (29 - Jake Livermore)
32 - Benoit Assou-Ekotto

Cartões Amarelos: Michael Essien (50'), Benoit Assou-Ekotto (64') e Sandro (66')

Assistência: 41830 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo (15ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Copa Libertadores (Grupo 6) - Cruz Azul x Corinthians (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Cruz Azul (6 pontos) 2 Jogos
2º Corinthians (4 pontos) 2 Jogos
3º Nacional (3 pontos) 3 Jogos

1ª Parte
Foi notório que a equipa do Cruz Azul gostava de ter a bola em sua posse e o jogo directo para os seus dois avançados não era opção nas primeiras fases de construção. Os centrais sentiam-se confortáveis com a bola nos pés e procuravam pacientemente a melhor solução com a bola a circular por toda a linha defensiva. Acabavam quase sempre a atacar pelos dois corredores laterais, quer pelo lado direito através do lateral Flores como pelo lado esquerdo, através do extremo Maranhão.
O Corinthians teve menos iniciativa do jogo mas fecharam muito bem os espaços ao ataque adversário. Todos os jogadores, excepto Liedson, tinham papel activo no processo defensivo da equipa. Com bola, era frequente o recurso ao ataque rápido, tentando chegar o mais depressa possível ao último terço mas usando recurso ao passe curto. Curiosamente, o médio ala que jogava mais aberto era Jorge Henrique, do lado esquerdo, no mesmo corredor do seu lateral mais ofensivo Fábio Santos, algo que limitou as suas subidas no terreno. Apesar da melhor oportunidade ter pertencido ao Corinthians, o 0-0 é perfeitamente aceitável.

2ª Parte
Ao longo da 2ª parte, ambas as equipas foram subindo os seus sectores ofensivos tornando muito difícil as 1ª e 2ª fases de construção. Tornou-se um jogo mais rápido e objectivo e foi aumentando o recurso ao jogo directo por parte das duas equipas. Houve mais oportunidades nas duas balizas e apesar de o jogo merecer golos, ambos os treinadores terão ficado contentes com o empate, dado aquilo que foi o jogo.

Jogadores-Chave
No Cruz Azul destaca-se a exibição de Maranhão que foi muito perigoso no processo ofensivo criando vários desequilíbrios no corredor esquerdo.
No Corinthians, apesar de não haver grandes destaques, pode-se referir a grande segurança dos centrais Chicão e Castán.

Substituições
Int - Entra Manuel Mariaca para o lugar de Julio César Domínguez. Troca directa com Domínguez a sair lesionado.
61' - Entra Omar Bravo para o lugar de Israel Castro. Bravo fica a jogar como extremo direito e Giménez joga agora no meio, como médio ofensivo.
68' - Entra Emerson para o lugar de Liedson. Troca directa.
80' - Entra Edixon Perea para o lugar de Emanuel Villa. Troca directa.
83' - Entra Élton para o lugar de Danilo. Troca directa. Élton é um ponta de lança de origem e irá aparecer mais na zona de finalização.
91' - Entra Luis Ramirez para o lugar de Jorge Henrique. Substituição fora de horas para queimar tempo.

Golos
(Não houve)

Cruz Azul
1 - José Corona
4 - Julio César Domínguez (17 - Manuel Mariaca)
8 - Israel Castro (19 - Omar Bravo)
10 - Christian Giménez
15 - Gerardo Flores
16 - Jair Pereira 
18 - Maranhão
20 - Emanuel Villa (9 - Edixon Perea)
21 - Héctor Gutiérrez
22 - Adrián Cortés
24 - Javier Orozco

Corinthians
1 - Júlio César
3 - Chicão
4 - Leandro Castán
5 - Ralf
6 - Fábio Santos
8 - Paulinho
9 - Liedson (11 - Emerson)
12 - Alex
20 - Danilo (19 - Élton)
21 - Edenílson
23 - Jorge Henrique (14 - Luiz Ramirez)

Cartão Amarelo: Paulinho (54')

Assistência: Desconhecido (Estadio Azul)

Clima: Céu nublado (22ºC)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Porto (14ª Jornada)


Classificação Antes do Jogo
1º Porto (33 Pontos)
3º Sporting (27 Pontos)

1ª Parte
Tanto o Sporting como o Porto tiveram uma abordagem muito semelhante ao jogo. Após a recuperação da bola, tentaram lançar rapidamente o contra-ataque caso a defesa adversária estivesse desorganizada. Se não fosse o caso, mantinham a bola e trocavam-na em segurança à procura de espaços para atacar, preferencialmente pelos corredores laterais. O Porto optou mais pelo corredor esquerdo pois Maicon mostrava-se ineficiente na condução de bola, recorrendo quase sempre por processos simples. O processo defensivo foi uma prioridade para ambas as equipas o que acabou por fazer com que houvessem poucas oportunidades de golo. Os extremos desciam para fechar o corredor e com pouca gente na frente, quase não houve a exploração de bolas nas costas dos laterais nos contra-ataques, algo habitual nos sistemas de 1-4-3-3.

2ª Parte
Apesar de durante o jogo não ter havido alterações estruturais, as substituições visaram sempre uma postura mais ofensiva por parte das duas equipas (excepto a passagem de Insúa para extremo esquerdo) e isto fez com que o jogo se abrisse um pouco mais e que tivesse havido mais oportunidades que na 1ª parte. Ainda assim, a qualidade do futebol pouco melhorou e grande parte das oportunidades das equipas tiveram origem em erros adversários.

Jogadores-Chave
No Porto Álvaro Pereira assumiu uma grande importância nas transições ofensivas e Hulk foi a principal referência no ataque, sendo muitas vezes solicitado. Helton fez algumas defesas difíceis.
No Sporting, Onyewu fez uma exibição muito sólida com desarmes importantes. Rui Patrício conseguiu uma boa exibição fazendo algumas boas defesas.

Substituições
52' - Entra Matías Fernández para o lugar de Renato Neto. Schaars passa a jogar a médio defensivo e Fernández joga ao lado de Elias. Renato Neto fazia o primeiro jogo da época pelo Sporting e estava a ter um papel unicamente de equilíbrio, sem acrescentar muito ofensivamente.
58' - Entra James Rodríguez para o lugar de Djalma. James passava para o lado esquerdo e Cristián Rodríguez para o lado direito. O Porto perdia uma maior capacidade defensiva mas ganhava mais criatividade o sector ofensivo.
61' - Entra Marat Izmailov para o lugar de André Carrillo. Troca directa.
67' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando Belluschi. Troca directa.
67' - Entra Evaldo para o lugar de Diego Capel. Evaldo joga a lateral esquerdo e Insúa passa para extremo. Insúa conseguiu criar alguns desequilíbrios como lateral, driblando bem para o corredor central e talvez houvesse a intenção de explorar esse tipo de jogo.
76' - Entra Kléber para o lugar de Cristián Rodríguez. Kléber vai para ponta de lança, Hulk passa para o lado direito, a posição em que costuma ser mais perigoso. Ganha-se uma referência na área para os cruzamentos.

Golos
(Não houve).

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
5 - Oguchi Onyewu
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
11 - Diego Capel (6 - Evaldo)
18 - André Carrillo (10 - Marat Izmailov)
31 - Renato Neto (14 - Matías Fernández)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
77 - Elias

Porto
1 - Helton
4 -Maicon
5 - Álvaro Pereira
7 - Fernando Belluschi (35 - Steven Defour)
8 - João Moutinho
10 - Cristián Rodríguez (11 - Kléber)
12 - Hulk
14 - Rolando
20 - Djalma (19 - James Rodríguez)
25 - Fernando
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Elias (1'), João Moutinho (25'), Nicolás Otamendi (28'), André Carrillo (45'), Anderson Polga (46'), Fernando (62'), Hulk (65') e Stijn Schaars (83').

Assistências: 45858 (José Alvalade)

Clima: Céu limpo (13ºC)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Liga Zon Sagres - Gil Vicente x Marítimo (9ª Jornada)


Contexto
O Gil Vicente está em 11º lugar com a possibilidade de ficar com os mesmos pontos do 7º no caso de vitória.
O Marítimo está a ser a equipa sensação da competição, estando em 5º lugar mas com possibilidade de ficar com os mesmos pontos que o 3º (Sporting) no caso de vencer este jogo.

1ª Parte
O contra-ataque era o método de jogo ofensivo predominante de ambas as equipas apesar de ser o Marítimo quem mais apostava em jogar com o erro do adversário. No entanto o Gil Vicente ainda tentou construir algum jogo usando e abusando o ataque pelo corredor lateral esquerdo. Júnior Caiçara é um lateral com características muito ofensivas e o facto do Gil Vicente jogar com 2 médios defensivos, dava-lhe liberdade para atacar. Richard tentou ser a ligação para a 3ª fase de construção, jogando a toda a largura do campo mas ambas as equipas tiveram dificuldades em construir jogo no meio campo ofensivo e portanto faziam-no quer através do jogo directo ou do ataque pelos corredores laterais. Uma das razões pela qual o Marítimo se viu obrigado a usar o jogo directo foi o facto dos médios do Gil Vicente estarem a fazer uma forte pressão aos médios do Marítimo não lhes dando tempo nem espaço para construir jogo. Quando o Marítimo não conseguia aproveitar a transição ofensiva, procurava um espaço para começar um ataque rápido dando preferência ao jogo directo para o ponta de lança Baba ou ao jogo para os corredores de forma a sair cruzamento para a finalização na grande área. Era notória a importância de Baba no modelo de jogo da equipa e disso é prova o grande número de golos marcados pelo mesmo.

2ª Parte
O Marítimo entrou muito pressionante na 2ª parte criando muitas dificuldades ao Gil Vicente o que obrigou Caiçara a limitar as suas subidas e com isso todo o dinamismo ofensivo do Gil Vicente foi afectado. Infelizmente para o Marítimo, que estava a dominar o jogo nesta altura, o nevoeiro fez com que o árbitro se visse obrigado a interromper o jogo aos 50' e isso cortou o ritmo de ambas as equipas. Depois de reiniciado o jogo, este manteve-se como estava na 1ª parte com algumas tentativas de ataque de ambos os lados mas sem criar grandes oportunidades. Paulo Alves ainda tentou mudar o ritmo ofensivo com a entrada de Hugo Vieira mas o jogo pouco mudou. Houve mais duas interrupções devido ao nevoeiro sendo a última a 14' minutos do fim (já tinha sido mostrada a placa com indicação de 19' de compensação). O jogo viria a ser recomeçado no dia seguinte mas o marcador já não se alterou.

Jogadores-Chave
No Gil Vicente, Júnior Caiçara foi dos que mais ataques conduziu sendo uma das principais ligações da defesa ao ataque. Richard também esteve muito em jogo, mais na 2ª parte, tendo sido muito importante no direccionamento dos ataques da equipa da casa. Por fim, há que referir Adriano Facchini pelas importantes defesas que fez.
No Marítimo nota-se que Baba é dos jogadores mais importantes da equipa tendo sido o jogador-alvo de grande parte dos ataques da sua equipa.

Substituições
61' - Entra Hugo Vieira para o lugar de Luis Carlos. Troca directa entrando um jogador que é habitualmente titular e capaz de vários desequilíbrios tanto nos corredores latetais como no corredor central.
73' - Entra Héldon para o lugar de Danilo Dias. Troca directa.
76' - Entra Laionel para o lugar de Guilherme. Troca directa.
76' - Entra Benachour para o lugar de Olberdam. Troca directa, entrando um jogador com características mais ofensivas.
88' - Entra Yero para o lugar de Roberto. Troca directa.
88' - Entra Christian Pouga para o lugar de Sami. Troca directa entrando um jogador mais forte fisicamente.

Golos
(Não houve)

Gil Vicente
1 - Adriano  Facchini
6 - Daniel Faria
19 - Mauro
29 - Roberto (13 - Yero)
40 - Guilherme (7 - Laionel)
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (70 - Hugo Vieira)
66 - Luís Manuel
80 - Júnior Caiçara
88 - Richard

Marítimo
1 - Peçanha
8 - Roberto Sousa
9 - Baba
13 - Olberdam (81 - Benachour)
16 - Roberge
17 - Sami (10 - Christian Pouga)
21 - Briguel
25 - Rafael Miranda
30 - Danilo Dias (20 - Héldon)
41 - Rúben Ferreira
44 - João Guilherme

Cartões Amarelos: Rafael Miranda (15') e Roberge (60').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Barcelos)

Clima: Céu nublado / Nevoeiro (13ºC)