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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - França 0 x 1 Alemanha (Quartos de Final)

 
Marcha no Marcador
13' - 0x1 (Mats Hummels)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional mas a França foi um pouco mais vertical, procurando muito a bola em profundidade para os corredores laterais. Os seus médios centro tiveram sempre pouco espaço com a equipa da Alemanha sempre preocupada em fechar as linhas de passe nessa zona. Cabaye ainda foi um jogador muito solicitado na 2ª fase de construção mas Kroos estava sempre próximo, inviabilizando muitas vezes o passe dos centrais para o médio defensivo. Defenderam no seu meio campo defensivo, sem pressionar muito a defesa adversária. A Alemanha controlou sempre a posse da bola, jogando com muita paciência e preferencialmente pelo corredor central. Tanto Özil como Müller são jogadores que gostam de receber a bola no corredor central pelo que nem sempre havia essa solução. Esta situação era mais óbvia no lado esquerdo pois Howedes não dava profundidade no corredor e quando Özil entrava no meio, o lado esquerdo ficava vazio. No lado direito, quando Müller estava no meio, era muitas vezes Khedira a cair no corredor para dar solução aos seus colegas. Foram mais pressionantes que a França defensivamente, sendo essa uma das razões pela qual conseguiram ter um domínio tão claro e estiveram sempre muito compactos, com a linha defensiva muito avançada, aproveitando a boa capacidade na saída da baliza do seu guarda-redes para poder tornar a equipa mais agressiva no processo defensivo. O golo da Alemanha acaba por nascer de um livre lateral numa primeira parte foi a França que conseguiu mais remates.

2ª Parte
Sem substituições ao intervalo, foi notória a subida das linhas da França que passou a pressionar no meio campo ofensivo e complicou a troca de bola da equipa adversária. Joachim Löw é o primeiro treinador a mexer na equipa e coloca Schürrle por Klose, aumentando assim a profundidade do seu ataque e deu uma solução muito válida para o contra-ataque, algo natural devido à forma de jogar da França que se mantinha em desvantagem. Aos 73', acontece a primeira alteração tática do jogo com Deschamps a colocar Remy por Cabaye passando a jogar em 4-4-2. O problema desta substituição é que a intenção de colocar um homem mais na frente teria de pressupor um jogo mais direto da França pois sabiam que iam perder o meio campo mas este tipo de jogo nunca seria viável com Valbuena na frente de ataque (o jogador mais baixo em campo), que dificilmente teria espaço para fazer uso das suas qualidades uma vez que a Alemanha tinha recuado ligeiramente as linhas. A substiuição mais natural acabou por acontecer aos 85' com a entrada de Giroud. Já após Löw ter colocado em campo Kramer para dar consistência defensiva à sua equipa, a França ainda conseguiu uma situação de muito perigo com Neuer a salvar (mais uma vez) a sua equipa.

Substituições
69' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Schürrle fica como extremo direito e Müller passa para ponta de lança.
72' - Entra Laurent Koscielny para o lugar de Mamadou Sakho. Troca direta com Sakho a sair lesionado.
73' - Entra Loïc Rémy para o lugar de Yohan Cabaye. Passam a joga em 4-4-2 com Rémy a ala direito e Valbuena a jogar como segundo avançado.
83' - Entra Mario Götze para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
85' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Mathieu Valbuena. Troca direta.
92' - Entra Christoph Kramer para o lugar de Toni Kroos. Troca direta.


Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

Cartões Amarelos: Sami Khedira (54') e Bastian Shcweinsteiger (80').

Assistência: 74.240 (Maracanã)

Clima: Céu limpo (26ºC)

domingo, 22 de setembro de 2013

Liga Zon Sagres - Vitória de Guimarães 0 x 1 Benfica (5ª Jornada)


Marcha no Marcador
73' - 0x1 (Óscar Cardozo)

1ª Parte
O Vitória de Guimarães foi muito forte na pressão dentro do seu meio campo defensivo, colocando por vezes dois homens em cima do portador da bola adversário. No meio campo ofensivo, não recuavam de imediato quando ficavam sem bola e apesar de não pressionarem os centrais adversários, podiam por vezes manter o bloco alto para atrasar a progressão do Benfica. Ofensivamente, jogaram em contra-ataque, procurando muitas vezes a referência ofensiva Maazou, que tinha logo os seus colegas Marco Matias e Malonga a atacar o espaço em profundidade. O Benfica não foi tão assertivo na pressão defensiva quanto o Vitória, procurando manter uma postura equilibrada no seu meio campo defensivo. Jogaram em ataque posicional mas devido à forte pressão do Vitória e à inferioridade numérica no meio campo, as melhores oportunidades que criaram foi quando Enzo e/ou Markovic entravam no corredor central com bola, contrariando a inferioridade numérica e usando a sua criatividade para criar desequilíbrios.

2ª Parte
Numa tentativa de aumentar a criatividade do meio campo, Rui Vitória coloca Tiago Rodrigues em campo mas o momento que marca o jogo é o segundo cartão amarelo de David Addy três minutos depois que coloca o Vitória a jogar em 1-4-4-1 com Pedro Correia a passar para lateral esquerdo, Marco Matias desce para lateral direito e Tiago Rodrigues passa para médio direito. O Benfica marca doze minutos depois através de um pontapé de canto e a partir daí era de esperar que o Benfica aproveitasse a superioridade numérica geral para controlar mais o jogo mas os jogadores mostraram que são mais vocacionados a ter uma abordagem de ataque mais vertiginosa e concederam um maior controlo do jogo ao Vitória do que seria de esperar. Jorge Jesus ainda coloca em campo Maxi, no corredor direito, talvez para aproveitar o facto do Vitória estar a defender esse corredor com um jogador fora de posição mas não houve mais alterações no resultado, apesar do Vitória ter dado a sensação de que podia empatar o jogo a qualquer momento, até ao final do jogo.

Substituições
58' - Entra Tiago Rodrigues para o lugar de André André. André Santos desce para médio centro e Tiago Rodrigues fica na posição dez.
65' - Entra Lima para o lugar de Filip Djuricic. Troca direta.
75' - Entra Nii Plange para o lugar de Chris Malonga. Plange fica no lado direito e Tiago Rodrigues passa para o lado esquerdo.
81' - Entra Maxi Pereira para o lugar de Guilherme Siqueira. Maxi fica a lateral direito e André Almeida passa para lateral esquerdo.
82' - Entra Ricardo Gomes para o lugar de André Santos. Tiago Rodrigues passa para médio centro e Ricardo Gomes fica do lado esquerdo.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: André André (2'), David Addy (26' e 61'), Paulo Oliveira (38'), Guilherme Siqueira (45'), Nemanja Matic (81'), Marco Matias (89'), André Almeida (90') e Enzo Pérez (91').

Cartão Vermelho: David Addy (61').

Assistência: Desconhecido (Estádio D. Afonso Henriques)

Clima: Céu limpo (31ºC)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting x Paços de Ferreira (13ª Jornada)


1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, acelerando sempre o jogo quando a bola chegava aos extremos ou quando os laterais faziam overlaps no corredor lateral. Notou-se alguma preocupação em fechar as linhas de passe para Josué (apesar do mesmo ter feito a assistência para o golo). Pranjic era o médio interior que mais subia no terreno, principalmente para pressionar o adversário embora o Sporting não tenha jogado com o bloco alto, pressionando sempre perto da linha do meio campo. O jogo passava muito pelos corredores laterais onde conseguiram criar mais espaços.
O Paços de Ferreira também jogou em ataque posicional, resistindo à tentação de chegar depressa ao último terço ofensivo. O duplo pivot teve uma tarefa muito importante na circulação da bola apoiando sempre a linha defensiva. Apesar do golo, foram pouco eficientes no processo ofensivo criando poucas oportunidades. Defensivamente pressionavam alto com Angulo e Josué a incomodarem bastante a linha defensiva adversária mas o setor defensivo e médio recuava até ao meio campo com os extremos a descerem para ajudarem os laterais.

2ª Parte
Sem alterações de ambas as equipas ao intervalo, o Paços de Ferreira desceu ligeiramente as linhas e começou a valorizar mais os momentos de transição ofensiva, dando prioridade ao processo defensivo para segurar a vantagem. O Sporting foi tendo um maior controlo do jogo e levou a bola para perto da baliza adversária mais vezes sem ter conseguido criar uma oportunidade clara de golo. A entrada de Carrillo foi dar mais algum virtuosismo e imprevisibilidade ao ataque mas a saída de Adrian significou a perda do médio centro com maior capacidade de desequilíbrio, quando lhe é dada essa liberdade. 

Jogadores-Chave
O Josué terá sido um dos homens do jogo após ter feito uma grande assistência para o único golo e por toda a dinâmica que dava ao ataque do Paços de Ferreira quando tinha a bola nos pés.

Marcha no Marcador
45' - 0x1 (Paolo Hurtado)

Substituições
62' - Entra Cícero para o lugar de Vinicio Angulo. Troca direta.
64' - Entra André Carrillo para o lugar de Jeffrén. Troca direta.
71' - Entra Valentín Viola para o lugar de Adrien Silva. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Viola a ser o segundo ponta de lança e Rinaudo a jogar ao lado de Pranjic.
73' - Entra Vítor Silva para o lugar de Manuel José. Vítor fica a jogar na posição dez e Josué passa para extremo direito.
89' - Entra Ricardo Esgaio para o lugar de Cédric Soares. Troca direta.
92' - Entra Caetano para o lugar de Josué. Troca direta.


Árbitro: Rui Silva

Cartões Amarelos: Tiago Valente (41'), Josué (51'), André Leão (79') e Cássio (93').

Assistência: 20613 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu nublado (14ºC)

domingo, 11 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Benfica (9ª Jornada)

1ª Parte
O Rio Ave nunca se precipitou a lançar a bola longo para o ataque, apesar de algumas vezes ter sido obrigado a isso devido à pressão do Benfica. O João Tomás não tem velocidade para receber bolas longas nas costas da defesa e os extremos Ukra e Filipe Augusto estavam normalmente muito recuados nos momentos de transição ofensiva para darem solução para um passe longo. Atacaram mais eficazmente pelo lado esquerdo, com Filipe Augusto muitas vezes a receber a bola para dentro e permitir que Edimar subisse no corredor lateral. Edimar mostrou-se mais ofensivo que Lionn e Wíres (jogadores que atuaram como laterais direitos). Sem bola, pressionavam o guarda-redes adversário para obrigá-lo a jogar longo de forma a prejudicar as hipóteses de saírem na 1ª fase de construção com bola controlada. Uma vez que tinham quase sempre superioridade numérica no meio campo, era uma forma de aumentarem as hipóteses de conseguir ganhar as bolas divididas. Estruturalmente, defendiam com duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a descerem no terreno de forma a ajudarem a controlar as subidas dos laterais adversários.
O Benfica jogou em ataque posicional, rodando sempre a bola de forma a que esta chegasse aos corredores laterais, sendo aí que o Benfica dava seguimento à esmagadora maioria dos ataques. Ola John e Salvio eram normalmente responsáveis pelos últimos passes para os avançados. Com os jogadores do corredor central em inferioridade numérica e sem darem grandes mostras de poderem desequilibrar em lances individuais, estes serviam apenas de apoios para darem seguimento à circulação da bola. Salvio esteve mais desamparado no ataque com André Almeida a apoiar pouco as ações de ataque por esse corredor, no lado esquerdo Melgarejo subiu muito no corredor mas Ola John arriscava muitas vezes lances individuais e não deu toda a produtividade a esse corredor de forma a aumentar o número de cruzamentos para a área.

2ª Parte
No intervalo, o Rio Ave faz algumas mudanças posicionais dentro do seu sistema tático com Filipe Augusto a descer para médio centro (ao lado de Tarantini), Braga a passar para extremo esquerdo e Vítor Gomes a subir para a posição dez. Foi uma forma eficiente de aproveitar a criatividade de Vítor Gomes que acabou por significar mais perigo para a baliza adversária. Apesar do Benfica não fazer grandes mudanças, Lima começou a descer frequentemente no terreno para vir buscar jogo e dar assim mais apoio no corredor central para a 2ª e 3ª fase de construção. Apesar do resultado não se alterar até ao fim do jogo, a entrada de Tope Obadeyi alterou significativamente a tendência do jogo com nenhum dos laterais direitos (primeiro André Almeida, depois Miguel Vítor) a conseguirem lidar com a sua velocidade e capacidade de drible. O Benfica altera o seu sistema para uma espécie de 1-4-2-3-1 com Bruno César a ficar como médio centro perto de Matic, Miguel Vítor a ir para lateral direito e André Almeida a subir para extremo direito (já tinha amarelo e um desequilibrador como adversário direto) e Gaitán a ficar como segundo avançado. Num dos ataques pelo lado esquerdo, no último ataque do Rio Ave, um passe atrasado para Vítor Gomes só não deu golo depois de uma brilhante defesa de Artur.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, Vítor Gomes fez um bom jogo na posição dez. Tope também conseguiu vários desequilíbrios no corredor esquerdo apesar de pouco tempo em jogo.
No Benfica, Matic fez um jogo muito bom a nível defensivo, conseguindo equilibrar um meio campo em inferioridade numérica durante quase todo o jogo.

Marcha no Marcador
45'+2 - 0x1 (Lima)

Substituições
14' - Entra Vítor Gomes para o lugar de Lionn. Vítor Gomes passa para médio centro e Wíres desce para lateral direito. Lionn saiu lesionado.
31' - Entra Bruno César para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo Pérez a sair lesionado.
63' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Salvio. Troca direta.
80' - Entra Tope Obadeyi para o lugar de Braga. Troca direta.
83' - Entra Miguel Vítor para o lugar de Lima. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Miguel Vítor a lateral direito, André Almeida a extremo direito, Gaitán na posição dez e Bruno César a médio centro ao lado de Matic.
88' - Entra Esmael Gonçalves para o lugar de Ukra. Troca direta.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: Nemanja Matic (68'), Marcelo (78'), André Almeida (80') e Artur Moraes (83').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Seco (8ºC)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Euro 2012 - República Checa x Portugal (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A República Checa defende de uma forma organizada a nível posicional mas é pouco assertiva na pressão ao adversário com bola, esperando normalmente pelo erro o que faz com que todos desçam quase sempre até ao seu meio campo defensivo quando não têm a bola. Com bola, tentaram várias vezes organizar o seu ataque através do ataque posicional mas mostraram muitas dificuldades a manter a bola em sua posse durante o tempo suficiente para criar perigo, ao falharem muitos passes. O seu ponto forte é claramente o corredor lateral direito onde o lateral Gebre Selassie e o extremo Jiracek se complementam muito bem com o primeiro a ser muito ofensivo e o último muito inteligente nas suas movimentações interiores e trabalhador em acção defensiva.
Portugal entrou em jogo mais pressionante e com o bloco mais subido que o habitual, não deixando o adversário trocar a bola livremente no próprio meio campo. Fábio Coentrão mostrou-se sempre muito atento defensivamente no seu corredor, contrariando a maior ameaça dos adversários. Pouco depois do início do jogo, Ronaldo chegou a estar algum tempo no corredor direito, trocando com Nani e parecia uma forma de dar mais segurança defensiva ao lado esquerdo mas minutos mais tarde a troca foi desfeita. Ofensivamente, jogaram claramente em ataque posicional, muito por culpa da acção do adversário que era muito rápido a descer os seus elementos nas transições defensivas. Ainda assim tentavam o contra-ataque sempre que o mesmo parecia viável. As maiores situações de perigo ocorreram quando havia um movimento de um jogador do corredor lateral para o central, com os defesas adversários a terem muitas dificuldades em lidar com mais que um jogador nessa zona.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência, no entanto a República Checa ia-se resignando às acções defensivas mostrando que estavam à vontade para levar o jogo a prolongamento sendo que a primeira alteração feita foi a entrada de Rezek com o objectivo de mudar o jogador na posição dez, Darida, que não tinha tido quase nenhuma influência até então. As primeiras alterações tácticas ocorreram por parte de Portugal e só após o golo, com a habitual substituição quando se encontram em vantagem perto do fim do jogo, entrando Custódio para inverter o triângulo do meio campo dando assim mais consistência ofensiva. Teoricamente, o meio campo ofensivo da República Checa ficava assim em inferioridade numérica em 1x2 com Jiracek a ter dois jogadores adversários na sua área de acção. Bílek responde de imediato com a colocação de mais um ponta de lança, substituição precedida da entrada de mais um central para Portugal. A partir daí o jogo resumiu-se à República Checa a tentar bombear bolas para a área e Portugal a tentar manter a bola no meio campo ofensivo.

Jogadores-Chave
Na República Checa o destaque vai para Petr Cech que fez algumas boas defesas em boas situações de finalização do adversário. 
Na equipa de Portugal, Ronaldo foi o jogador mais perigoso no ataque, marcando um e estando muito perto de fazer mais golos.

Golos
79' - Moutinho recebe orientado para a linha de fundo um passe da direita de Nani e cruza para a entrada da pequena área onde Ronaldo aparece nas costas de Hugo Almeida a cabecear para o golo.

Substituições
40' - Entra Hugo Almeida para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa com Postiga a sair lesionado.
61' - Entra Jan Rezek para o lugar de Vladimír Darida. Rezek fica a jogar a extremo esquerdo, Pilar passa para o lado direito e Jiracek fica na posição dez.
84' - Entra Custódio para o lugar de Nani. Passam a jogar em 1-4-2-3-1. Moutinho passa para o lado direito, Meireles fica na posição dez e Custódio fica a jogar ao lado de Miguel Veloso. 
86' - Entra Tomás Pekhart para o lugar de Tomás Hübschman. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Pekhart a jogar ao lado de Baros no ataque, Jiracek e Plasil como médios centro.
88' - Entra Rolando para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Rolando a ser o terceiro central, a jogar descaído para a direita, Ronaldo e Hugo Almeida no ataque e Moutinho a fechar no meio com Custódio e Veloso. 

República Checa
1 – Petr Cech
2 – Theodor Gebre Selassie
3 – Michal Kadlec
6 – Tomás Sivok
8 – David Limberský
13 – Jaroslav Plasil
14 – Václav Pilar
15 – Milan Baros
17 – Tomás Hübschman (20 – Tomás Pekhart)
19 – Petr Jirácek
22 – Vladimír Darida (9 – Jan Rezek)
Treinador: Michal Bílek

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (14 – Rolando)
17 – Nani (6 – Custódio)
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (9 – Hugo Almeida)
Treinador: Paulo Bento

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Cartões Amarelos: Nani (26'), Miguel Veloso (27') e David Limberský (89').

Assistência: 55590 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (23ºC)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Croácia x Espanha (3ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Espanha (4 pontos) 2 jogos
2º Croácia (4 pontos) 2 jogos
3º Itália (2 pontos) 2 jogos
4º República da Irlanda (0 pontos) 2 jogos

1ª Parte
A Croácia em fase defensiva jogou com duas linhas de quatro jogadores, muito próximas entre si, mostrando uma grande coordenação nas suas acções. Quando os adversários atacavam pelo corredor lateral, da linha defensiva saia apenas o lateral à bola com o resto da linha a ficar no corredor central, na linha do meio campo ia o extremo (que era mais um médio ala) e o médio centro desse lado aproximava para aumentar a pressão em possíveis combinações interiores dos jogadores adversários. De salientar a grande entreajuda entre os extremos e laterais, o que ajudou muito ao controlo das acções defensivas nos corredores laterais. No ataque, apostaram naturalmente nos contra-ataques e ataques rápidos, até porque a acção defensiva da equipa adversária tornava muito complicado jogar em ataque posicional. O principal jogador das transições ofensivas era Modric, por quem passava quase todo o jogo ofensivo.
A Espanha defendeu sempre em zonas avançadas, mostrando uma pressão muito forte nos momentos de transição defensiva, momentos em que apareciam sempre dois ou três jogadores a fechar os caminhos ao portador da bola. Com bola, mantiveram a sua identidade jogando em ataque posicional, utilizando quase sempre o passe curto, virando o centro de jogo quantas vezes fossem precisas para que alguma desconcentração defensiva do adversário resultasse em eventuais espaços a explorar no último terço ofensivo.
Apesar de a Espanha ter o (já esperado) domínio do jogo, não conseguiu concretizar esse mesmo domínio em situações de finalização e o resultado de 0-0 ao intervalo acaba por ser justo para o que aconteceu no jogo.

2ª Parte
A Espanha continuou a ter muita posse da bola mas a ser pouco objectiva pelo que a primeira alteração foi feita por Del Bosque aos 61' com a entrada de Navas. Por um lado a substituição foi bastante lógica pois Navas é um jogador mais incisivo nas suas acções ofensivas, procurando sempre ganhar a linha para cruzar para o meio, dando assim mais sentido e direcção às jogadas ofensivas da sua equipa, por outro lado retirou o único finalizador que tinham em campo e a solução dos cruzamentos acabou por ser inconsequente. 5' mais tarde, Bilic altera quase toda a estrutura da sua equipa, voltando a repetir a constituição inicial dos últimos dois jogos. Isto significava uma equipa mais ofensiva com dois pontas de lança na frente e Modric no centro do meio campo, jogador que tem sempre tendência a subir no terreno e jogar como organizador. Significa também que iam perder mais consistência defensiva, no entanto apenas a vitória interessava porque no outro jogo a Itália estava em vantagem. Com estas alterações, permitiram à Espanha chegar mais vezes à baliza mas também criaram mais situações de finalização. A 10' do fim, a Croácia coloca mais um ponta de lança mas toda a sua estratégia caiu por terra aos 87' com o golo da Espanha em que Fàbregas mostra a função de um 'falso ponta de lança' ao servir os dois extremos que se isolam nas costas da linha defensiva.

Jogadores-Chave
Na Croácia, Modric foi o jogador que mais dificuldades criou à Espanha, com a sua qualidade técnica a ser utilizada sempre em prol da equipa.
Na Espanha, não houve grandes destaques na equipa pelo que Casillas acabou por ser fundamental pelas defesas importantes que fez no jogo.

Golos
87' - Fàbregas pica a bola por cima da linha defensiva, encontrando Iniesta que completamente isolado, fixa o guarda-redes e passa para a direita onde Navas marca com a baliza aberta.

Substituições
61' - Entra Jesús Navas para o lugar de Fernando Torres. Navas fica a jogar a extremo direito e Silva passa para ponta de lança.
66' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Danijel Pranjic. Troca directa.
66' - Entra Nikica Jelavic para o lugar de Domagoj Vida. Srna desce para lateral direito, Modric desce para médio centro, Rakitic passa para extremo direito, Mandzukic fica como segundo avançado e Jelavic vai para ponta de lança.
73' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Eduardo para o lugar de Ognjen Vukojevic. Jelavic descai para o lado direito, Eduardo fica a ponta de lança e Rakitic volta para médio centro.
89' - Entra Álvaro Negredo para o lugar de Xavi. Negredo vai para ponta de lança e Fàbregas desce para a posição dez.

Croácia
1 – Stipe Pletikosa
2 – Ivan Strinic
5 – Vedran Corluka
6 – Danijel Pranjic (20 – Ivan Perisic)
7 – Ivan Rakitic
8 – Ognjen Vukojevic (22 – Eduardo)
10 – Luka Modric
11 – Darijo Srna
13 – Gordon Schildenfeld
17 – Mario Mandzukic
21 – Domagoj Vida (9 – Nikica Jelavic)
Treinador: Slaven Bilic

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (11 – Álvaro Negredo)
9 – Fernando Torres (22 – Jesús Navas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (10 – Cesc Fàbregas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

Cartões Amarelos: Vedran Corluka (28'), Darijo Srna (44'), Ivan Strinic (53'), Nikica Jelavic (90'+1), Mario Mandzukic (90'+1) e Ivan Rakitic (90'+4).

Assistência: 39076 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Champions League - Tottenham x Real Madrid (Quartos de Final - 2ª Mão)


Contexto
Na primeira mão, o Real Madrid ganhou o jogo em Madrid por 4-0, tendo uma enorme vantagem para este jogo o que lhes dá segurança para controlar o jogo. O Tottenham tinha de, na melhor das hipóteses, marcar 4 golos para igualar a eliminatória.

Ambas as equipas começaram o jogo tendo como primeira opção de ataque o contra-ataque ou ataque rápido, o que fez com que o jogo tivesse um ritmo inicial muito grande. Depois dos 10', o ritmo desceu ligeiramente com as equipas a preferir o ataque posicional assim que ganhavam a posse de bola.

O Tottenham optou por um jogo mais directo para o ataque ou para o corredor lateral esquerdo, sendo que esta última opção era a mais usada com Gareth Bale a ser muito solicitado. O meio campo não participou muito no jogo, muito por culpa desta forma de jogar. Huddlestone era o médio mais defensivo, relegando as responsabilidades de construir jogo para os restantes jogadores do meio-campo.

O Real Madrid jogou da forma habitual, com a frente de ataque a ter um jogo muito fluído, não só em termos de passe como em termos de movimentações, com os jogadores a terem muita liberdade para se movimentarem pelos 3 corredores de jogo. Os laterais tinham por isso de subir no terreno para permitir que o Real tivesse uma ocupação racional do espaço de jogo (com Sérgio Ramos a subir mais que Arbeloa porque Ronaldo, mais que Marcelo, saía muitas vezes do seu corredor de jogo). Esta tendência de Ronaldo fazia também com que Özil caísse mais no corredor direito.

Ambas as equipas entraram na 2ª parte tal como saíram da 1ª. Aos 50', Ronaldo acaba definitivamente com a eliminatória (se é que já não estava decidida) e a partir daí, o jogo tornou-se num jogo de gestão por parte do Real. O Tottenham baixou claramente os braços e apesar de ainda procurar o golo (mais não fosse, tinham de lutar pelo orgulho da equipa), notou-se uma clara desmotivação na maior parte dos jogadores.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale, tal como é habitual, foi um jogador muito activo e participou em vários ataques da equipa da casa. Na 2ª parte foi Defoe a ter maior influência criando as oportunidades de golo mais importantes.
No Real Madrid, todo o sector médio e ofensivo (incluindo os defesas laterais) foi muito importante na dinâmica ofensiva da equipa, sendo que os centrais não estão incluídos porque pouco trabalho tiveram.

Substituições
57' - Entra Granero por Sérgio Ramos. Marcelo passa para lateral esquerdo, Arbeloa para lateral direito, Granero para direito e Ronaldo para extremo esquerdo. Sérgio Ramos estava em risco de suspensão e depois de Ricardo Carvalho ter visto o cartão amarelo, que o colocou de fora da 1ª mão da meia-final, esta foi uma forma de impedir que a defesa ficasse ainda mais desfalcada para esse jogo.
61' - Entra Defoe por Lennon. Van der Vaart passa para o lado direito e Defoe joga a ponta de lança. O Tottenham passa assim a jogar com 2 avançados, tentando com isso criar mais perigo. A colocação de van der Vaart no lado direito fez com que Corluka subisse mais no terreno por o primeiro tinha muito a tendência de flectir para o corredor central.
65' - Entra Kaká por Cristiano Ronaldo. Kaká fica a jogar a número 10 com Özil a passar para extremo. Ronaldo era outro jogar em risco de suspensão.
71' - Entra Sandro por Huddlestone. Troca directa, entrando um jogador mais forte tecnicamente e capaz de criar mais perigo no processo ofensivo.
75' - Entra Benzema por Xabi Alonso. Granero fica a jogar na posição de Xabi Alonso, com Benzema a ir para extremo esquerdo e Özil para o lado direito. Mais um acto de gestão da equipa. Com 3 pontas de lança no plantel, é agora importante que todos tenham mais minutos para estarem em boa forma desportiva e como tal, foi Xabi Alonso a ser poupado.
83' - Entra Kranjcar por Modric. Troca directa sem grande influência no jogo.

Golos
50' - Cristiano Ronaldo recebe um passe curto no corredor central e, ainda longe da baliza, aproveita o espaço livre para arriscar (e é mesmo este o termo) o remate, sendo que Gomes, numa intervenção muito infeliz, vê a bola passar por entre as mãos para depois entrar caprichosamente na baliza.

Tottenham
Gomes
Corluka
Gallas
Dawson
Assou-Ekotto
Lennon (Defoe - 61')
Huddleston (Sandro - 71')
Luka Modric (Kranjcar - 83')
Gareth Bale
van der Vaart
Pavlyuchenko

Real Madrid
Casillas
Sérgio Ramos (Granero - 57')
Albiol
Ricardo Carvalho
Arbeloa
Khedira
Xabi Alonso (Benzema - 75')
Cristiano Ronaldo (Kaká - 65')
Mesut Özil
Marcelo
Adebayor

Cartões Amarelos: Ricardo Carvalho (39') e Granero (79').

Assistências: (Desconhecido)

Clima: Céu nublado (8ºC)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Champions League - Chelsea x Manchester United (Quartos de Final - 1ª Mão)


O Chelsea não entrou com uma atitude dominadora em fase defensiva (deixava o Manchester trocar a bola na linha defensiva sem grandes problemas) com Torres muitas vezes a aproximar-se da sua linha média. A excepção era quando a bola era recebida por Rafael, em que Zhirkov tinha a preocupação de pressionar de imediato para forçar o erro do lateral brasileiro. Quando optavam pelo ataque posicional, havia uma tendência para atacar pelos corredores laterais com Bosingwa a fazer muitas vezes o overlap a Ramires e a ganhar a linha de fundo. Mesmo quando os médios centro levavam a bola pelo corredor central, havia uma clara tendência para os avançados darem linha de passe no corredor lateral, não havendo assim passes de ruptura para as costas da defesa adversária. No entanto, foram muitas as vezes em que optaram pelo ataque rápido com bolas directas para o ataque, com Drogba a ser o alvo preferencial.

Tal como o Chelsea, também o Manchester United optava por não pressionar a linha defensiva adversária apesar de jogar ainda mais recuado que o Chelsea, esperando a equipa adversária no próprio meio campo. Valencia e Park mostraram uma grande preocupação em fechar o corredor lateral no processo defensivo. O golo marcado relativamente cedo (23') também ajudou a esta mentalidade mais defensiva.

Durante praticamente todo o jogo, o Chelsea teve um maior domínio do jogo com o Manchester a criar poucas oportunidades de finalização. Ainda assim, foi na 2ª parte que a superioridade do Chelsea foi maior. Mesmo com os médios alas do Manchester a terem uma grande preocupação defensiva, foi dos corredores laterais que sairam os lances de maior perigo para o Chelsea. Após a substituição de Bosingwa, Essien que havia passado para defesa direito, acabou por ter um papel importante a nível defensiva porque, apesar de em processo defensivo ter assumir o mesmo papel que Bosingwa, no processo ofensivo tinha uma clara tendência de flectir para o meio, criando superioridade numérica. A partir deste momento, o Manchester United foi totalmente dominado pelo Chelsea mas mantendo ainda assim o resultado. Um empate não teria sido injusto, apesar da 'justiça' nos resultados ser algo muito relativo.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Fernando Torres foi um jogador muito participativo no ataque e conseguia dar seguimento aos lances com relativa facilidade. Bosingwa também esteve bem nas penetrações pelos corredores laterais com um par de cruzamentos muito perigosos para a área.
No Manchester United, o maior destaque terá de ir para van der Sar que fez um conjunto de defesas importantíssimas que permitiu à sua equipa não sofrer golos no jogo. Park também foi muito importante no processo defensivo, tanto ao nível do desarme como a nível posicional.

Substituições
Aos 51' Nani entra para Rafael que sai lesionado num joelho. Nani assume a posição de médio ala direito, passando Valencia a ocupar a posição de Rafael.
Malouda entra aos 70' para o lugar de Zhirkov. Este último teve uma exibição algo apagada e não sendo um jogador tão talentoso quanto Malouda, acabou por ser uma opção inteligente para explorar a falta de rotina de Valencia como lateral direito.
Também aos 70', Anelka substitui Drogba, não havendo grandes alterações na forma de jogar da equipa.
Aos 78' entra John Obi Mikel para o lugar de Bosingwa. Com esta troca, Mikel fica no meio campo e Essien passa para lateral direito.
Aos 78' entra também Berbatov para o lugar de Chicharito, que havia tido uma exibição fraca, sem grande participação no jogo.
Aos 94' entra Smalling para o lugar de Park Jin-Sung com o único propósito de queimar tempo.

Golos
23' - Carrick faz um passe a virar o centro de jogo para o corredor lateral esquerdo onde Giggs recebe orientado para a baliza ao chegar à linha de fundo, faz um passe atrasado para Rooney que de primeira remata para o 2º poste com a bola a bater no poste e a entrar.

Chelsea
Petr Cech
Bosingwa (John Obi Mikel - 78')
Ivanovic
John Terry
Ashley Cole
Ramires
Michael Essien
Lampard
Zhirkov (Malouda - 70')
Drogba (Anelka - 70')
Fernando Torres

Manchester United
Edwin van der Sar
Rafael (Nani - 51')
Rio Ferdinand
Vidic
Evra
Valencia
Carrick
Ryan Giggs
Park Ji-Sung (Smalling - 94')
Rooney
Chicharito (Berbatov - 78')

Cartões Amarelos: Zhirkov (36'), Ramires (60'), Michael Essien (66'), Vidic (74'), Edwin van der Sar (80'), Fernando Torres (90').

Assistência: (Desconhecido)

Condições Climatéricas: Céu limpo (22ºC)