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sábado, 23 de novembro de 2013

Bundesliga - Dortmund 0 x 3 Bayern Munique (13ª Jornada)


Marcha no Marcador
66' - 0x1 (Mario Götze)
85' - 0x2 (Arjen Robben)
89' - 0x3 (Thomas Müller)

1ª Parte
Este jogo fica marcado à partida pelas várias ausências por lesão da parte do Dortmund, que só na defesa não pode contar com 3 habituais titulares, sendo que Grosskreutz, apesar de habitual titular como lateral direito, só o é porque Piszczek vem de uma longa lesão. A equipa de Jürgen Klopp jogou predominantemente em contra-ataque, tentando aproveitar ao máximo as oportunidades dadas pelo Bayern Munique nas transições. Foram sempre muito sólidos defensivamente, onde apesar de nos minutos iniciais terem entrado a pressionar muito alto, cedo desceram as suas linhas, passando a pressionar o Bayern apenas quando colocavam a bola no lateral. Apesar de alguma insegurança numa ou noutra intercepção, a defesa do Dortmund acabou por ser irrepreensível em todos os lances defensivos, o que fez com que o Bayern tivesse pouquíssimas oportunidades para fazer golo. Jogando de uma forma bastante habitual, com muita posse e muito fortes na pressão ao portador da bola, o Bayern Munique acabou por fazer uma exibição pouco conseguida, com muitas dificuldades em chegar com a bola a zonas de finalização. Com Toni Kroos muito adiantado e Javi Martínez pouco influente, a 3ª fase de construção acabava por ser feita pelos corredores laterais, tornando o jogo muito previsível para o adversário.

2ª Parte
Muito mérito terá de ser dado a Josep Guardiola pela forma como leu o jogo e alterou a sua equipa para benefício próprio. É verdade que todos os jogadores que sairam já estavam amarelados, mas foram os jogadores que entraram que mudaram o rumo da partida, principalmente Götze e Thiago Alcântara, com o primeiro a ser influente pelo primeiro golo da partida, o segundo por toda a criatividade e imprevisibilidade que trouxe ao jogo. Javi Martínez é um jogador predominantemente defensivo, e apesar de bom no passe curto, não é um criativo ao nível de Thiago Alcântara e a forma como Thiago mudou o jogo, acabou por benefeciar bastante a sua equipa. A perder por 0x1, o Dortmund coloca Aubameyang e Hofmann nos corredores, tentando colocar mais velocidade nas transições mas isto fez com que perdessem mais o meio campo (que estava muito mais forte no lado do Bayern), onde Bender e Sahin passaram a jogar quase sozinhos uma vez que Reus é um jogador predominantemente ofensivo. Aubameyang começou no lado direito mas rapidamente mudou para o lado esquerdo (talvez Klopp tenha visto mais facilidade em penetrar pelo lado de Rafinha que do lado de Alaba) mas acabou por ser inconsequente no jogo. A perda do meio campo foi ainda mais agravada a partir do momento que Klopp coloca Piszczek em campo (passando Grosskreutz para médio centro). A última substituição de Guardiola voltou a colocar Lahm na sua posição de origem, com o lateral a mostrar que apesar de ser muito produtivo na posição de médio defensivo, é muito melhor lateral que Rafinha.

Substituições
56' - Entra Mario Götze para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.
64' - Entra Thiago Alcântara para o lugar de Jérôme Boateng. Javi Martínez passa para central e Thiago joga a médio interior.
71' - Entram Jonas Hofmann e Pierre Aubameyang para os lugares de Kuba Blaszczykowski e Henrikh Mkhitaryan. Aubameyang fica como extremo direito, Hofmann como extremo esquerdo e Reus passa para a posição dez.
73' - Entra Lukasz Piszczek para o lugar de Sven Bender. Grosskreutz passa para médio centro e Piszczek fica como lateral direito.
73' - Entra Daniel van Buyten para o lugar de Rafinha. Van Buyten fica como central, Javi Martínez sobe para médio defensivo e Lahm passa para lateral direito.


Árbitro: Manuel Gräfe

Cartões Amarelos: Jérôme Boateng (36'), Rafinha (45'), Kevin Grosskreutz (45'), Mario Mandzukic (45') e Henrikh Mkhitaryan (56').

Assistência: 80645 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu pouco nublado (6ºC)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Algarve Cup 2013 (Grupo C) - Portugal x México (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
17' - 0x1 (Nayeli Rangel)
42' - 0x2 (Dinora Garza)
60' - 0x3 (Renae Cuéllar)

1ª Parte
Portugal começou a jogar em ataque posicional, tentando manter a bola e criar oportunidades de finalização através do desposicionamento das jogadoras adversárias mas com o decorrer do jogo foi dando preferência a ações de contra-ataque e ataque rápido, muito por culpa da ação ofensiva do México. As melhores oportunidades criadas partiram de ações de contra-ataque, com a equipa a jogar para as desmarcações das três jogadoras da frente das quais se destacam Ana Borges e Ana Leite pelas dificuldades que criaram à defesa adversária. Defensivamente mantiveram-se recuadas (meio campo defensivo) com as extremos a descerem nos corredores laterais e Edite a juntar-se às médias Dolores e Cláudia Neto, tentando criar superioridade numérica no setor do meio campo. 
O México tentou controlar o jogo, com as suas jogadoras a mostrarem muita mobilidade e escolhendo bem os momentos para fazer a aproximação à bola de forma a dar condições à sua equipa de contornar a teórica inferioridade numérica no meio campo. As laterais subiam no terreno na 2ª fase de construção, de forma a permitir as médias ala subirem mais no terreno e explorar também o espaço interior. Também conseguiram ganhar algumas bolas colocadas nas costas da defesa e a avançada Cuellar explorava muito bem o corredor lateral direito que estava muitas vezes desprotegido pela subida da lateral portuguesa Regina. Defensivamente foram muito pressionantes e tentavam, quando possível, ganhar a bola logo no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Portugal subiu ligeiramente no terreno, com a sua linha defensiva a mostrar-se mais adiantada e tentando recuperar bolas no meio campo ofensivo. Isto acabou por criar algumas dificuldades defensivas com as jogadoras do México, principalmente na parte final do jogo, a conseguirem ganhar muitas vezes as costas da defesa Portuguesa. António Violante só mexe na equipa depois do resultado estar em 0x3, sendo que as substituições visaram não só refrescar a equipa mas também dar a internacionalização a jogadoras que ainda não tinham jogado na prova como a Tita e a Mary Bento. Apesar de continuarem a tentar reduzir a vantagem, já seria muito improvável conseguirem empatar o jogo dada a qualidade das adversárias. Leonardo Cuéllar também se limitou a gerir a sua equipa, sendo que aos 82' muda também o sistema tático para 1-4-3-3 ganhando uma maior consistência defensiva com a utilização de uma pivôt defensiva (Amanda Perez).

Jogadoras-Chave
Na equipa de Portugal, a resolução de problemas ofensivas continua a estar muito dependente de Ana Borges e Jéssica Silva.
No México, Dinora Garza mostrou uma grande qualidade técnica no meio campo. Renae Cuéllar também foi muito importante nas movimentações ofensivas.

Substituições
60' - Entra Teresa Noyola para o lugar de Dinora Garza. Troca direta.
67' - Entra Tita para o lugar de Edite Fernandes. Troca direta.
72' - Entra Andreia Silva para o lugar de Jéssica Silva. Troca direta.
73' - Entra Monica Ocampo para o lugar de Renae Cuéllar. Troca direta.
79' - Entra Mary Bento para o lugar de Mariane Amaro. Troca direta.
82' - Entra Amanda Perez para o lugar de Teresa Worbis. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Amanda Perez a jogar a média defensiva, Ocampo a passar para extremo esquerdo e Nayeli Rangel a passar para interior esquerda.
82' - Entra Desireé Monsivais para o lugar de Maribel Domínguez. Troca direta.
87' - Entra Natalia Junco para o lugar de Veronica Perez. Troca direta.
87' - Entra Cristiana Garcia para o lugar de Dolores Silva. Troca direta.
90' - Entra Ana Valinho para o lugar de Filipa Rodrigues. Troca direta.
90' - Entra Laura Luís para o lugar de Ana Leite. Troca direta.


Árbitra: Margaret Domka (Estados Unidos)

Cartões Amarelos: Dinora Garza (31') e Mónica Mendes (69').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Algarve)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sábado, 22 de setembro de 2012

Premier League - Swansea x Everton (5ª Jornada)

1ª Parte
O Swansea mostrou-se muito passivo nas acções defensivas, dando total iniciativa do jogo ao Everton. Para além da passividade dos jogadores perante o portador da bola adversário, também houve falhas graves a nível posicional, principalmente na linha defensivas com os jogadores a darem espaço para a entrada nas costas em situação legal, com o primeiro central a ser frequentemente o jogador mais recuado. Apesar de ser uma equipa caracterizada pelo seu futebol apoiado, sempre que recuperavam a bola tentavam lançamentos longos para o ataque, por vezes sem qualquer critério. Esta opção foi muitas vezes forçada pela acção defensiva do adversário.
A nível defensivo, o Everton foi extremamente eficaz, pressionando muito forte no seu meio campo defensivo, não dando liberdade aos adversários para trocarem a bola em zonas avançadas. Ao recuperarem a bola, tentaram muitas vezes os lançamentos longos para os jogadores mais avançados, principalmente Fellaini que pelo seu poder físico foi muitas vezes a referência no ataque. Para além dos ataques rápidos e contra-ataques, conseguiram muitas vezes jogar em ataque posicional, gozando do muito espaço dado pelos adversários.

2ª Parte
A entrada de Dyer para o lugar de Pablo Hernández foi a única alteração ao intervalo. O Swansea era a única equipa que tinha razões para mexer, dada a sua fraca prestação na primeira parte. A substituição não surtiu efeito e dez minutos mais tarde entra um médio, Britton por um central. Muito provavelmente, a intenção de Laudrup seria passar a jogar com apenas 3 defesas e arriscar uma superioridade numérica no meio campo, no entanto, Dyer foi expulso três minutos depois, e aí Ki passou a jogar a central. Esta expulsão deitou praticamente por terra quaisquer hipóteses do Swansea virar o jogo, com o Everton a dominar por completo o jogo a partir desse momento. O Everton fez as três substituições que pouca importância tiveram, servindo mais para dar minutos a uns jogadores a poupar outros.

Jogadores-Chave
No Swansea, Vorm foi provavelmente o melhor jogador em campo, tendo sido a solução para muitas falhas defensivas da sua equipa.
No Everton, Fellaini foi o jogador mais influente no processo ofensivo, sendo uma das principais referências das jogadas de ataque.

Marcha no Marcador
22' - 0x1 (Victor Anichebe)
43' - 0x2 (Kevin Mirallas)
82' - 0x3 (Marouane Fellaini)

Substitições
Int - Entra Nathan Dyer para o lugar de Pablo Hernández. Troca directa.
55' - Entra Leon Britton para o lugar de Alan Tate. Ki desce para central e Britton fica a jogar a médio centro.
71' - Entra Steven Naismith para o lugar de Kevin Mirallas. Troca directa.
72' - Entra Itay Shechter para o lugar de Danny Graham. Troca directa.
86' - Entra Magaye Gueye para o lugar de Steven Pienaar. Gueye entra para extremo direito e Naismith passa a jogar atrás do ponta de lança.
86' - Entra Bryan Oviedo para o lugar de Marouane Fellaini. Oviedo fica a jogar a extremo esquerdo.
 

Árbitro: Anthony Taylor

Cartões Amarelos: Ashley Williams (6'), Ki Sung-Yueng (31'), Nathan Dyer (55' e 58'), Ángel Rangel (57'), Michu (65') e Leon Osman (71').

Cartão Vermelho: Nathan Dyer (58').

Assistência: 20464 (Liberty Stadium)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Newcastle x Chelsea (14ª Jornada)

Contexto
O Newcastle está em 4º lugar a 9 pontos do 1º lugar.
O Chelsea está em 5º lugar a apenas 1 ponto do Newcastle.

1ª Parte
O Newcastle entrou em campo determinado a pressionar bem alto, no meio campo do Chelsea, tentando recuperar a bola o mais à frente possível. Nas transições defensivas, era notória a preocupação em cortar as linhas de passe curto do portador da bola, especialmente a Oriol Romeu que era normalmente o jogador requisitado para rodar o centro do jogo. No processo ofensivo, utilizavam o ataque posicional para tentar criar situações de perigo.
O Chelsea esteve mais retraído no processo defensivo, preocupando-se em defender de forma coesa no seu próprio meio campo, permitindo o Newcastle construir jogo desde o seu guarda-redes sem grandes interferências. Villas-Boas apostou nas transições ofensivas e foi de situações de contra-ataque que criou várias situações de perigo. O jogador alvo foi quase sempre Sturridge que soube aproveitar muito bem o espaço entre o central e o lateral esquerdo Ryan Taylor que subia regularmente no terreno. O facto de o Newcastle jogar com a linha defensiva avançada fez com que houvesse muito espaço entre os centrais e o guarda-redes e o primeiro instinto dos jogadores do Chelsea após recuperarem a bola era ver se havia condições de explorar o jogo directo. Quando não era possível, utilizava-se o ataque posicional característico da equipa de Londres.

2ª Parte
O Newcastle começa a 2ª parte com 2 avançados muito fortes fisicamente (entrada de Shola Ameobi) e a sua necessidade de marcar para anular a desvantagem fez com que o jogo fosse mais aberto, com mais oportunidades. Com isto, aumentaram também as oportunidades do Chelsea que continuou a explorar, e bem, o contra-ataque. Não houve alterações nos sistemas tácticos com as substituições e estas visaram um maior risco ofensivo por parte do Newcastle, devido às características dos jogadores e uma gestão de esforço por parte do Chelse que a meio da semana vai ter um jogo decisivo para a Champions League. Os dois golos no final coincidiram com a lesão de Steven Taylor que apesar de continuar no campo não estava com condições de participar eficazmente nas acções defensivas.

Jogadores-Chave
No Newcastle, Demba Ba na 1ª parte e Shola Ameobi na 2ª foram extremamente perigosos, sendo muito inteligentes na forma como abordam os lances ofensivos. A melhor exibição, ainda assim, foi para Tim Krul que levou a melhor em todas as situação de 1x1, salvando o Newcastle de uma derrota mais dilatada.
No Chelsea, Sturridge foi dos jogadores mais importantes pois era o alvo de todos os contra-ataques e cumpriu a sua missão criando muito perigo.

Substituições
27' - Entra James Perch para o lugar de Fabricio Coloccini. Troca directa. Coloccini estava a conceder muito espaço nas suas costas para Sturridge e Pardew ou quis colocar alguém mais rápido para que pudesse continuar a jogar com a linha defensiva avançada ou viu algum problema físico em Coloccini quer estaria a comprometer a organização defensiva. 
Int - Entra Shola Ameobi para o lugar de Hatem Ben Arfa. Ben Arfa esteve muito apagado na 1ª parte e assim o Newcastle ganha outra referência na frente de ataque.
60' - Entra Raul Meireles para o lugar de Frank Lampard. Troca directa.
70' - Entra Sammy Ameobi para o lugar de Peter Lovenkrands. Troca directa. Sammy é um jogador mais explosivo e com boa capacidade de drible, capaz de criar mais desequilíbrios através de acções individuais.
74' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Juan Mata. Troca directa. Provavelmente a pensar no jogo com o Valencia a meio da semana, uma forma de poupar Mata.
78' - Entra Fernando Torres para o lugar de Didier Drogba. Troca directa. Refresca-se o ataque com um jogador mais explosivo.

Golos
37' - Do lado esquerdo do ataque, Cole faz o lançamento para Mata que recebe e junto à linha de fundo cruza ao 1º poste onde aparece Drogba a cabecear para o golo.
88' - Torres isola-se e conduz a bola até à área, deixou-se alcançar por um adversário, ainda tentou o remate mas depois de ficar com o ressalto, passou para o meio onde Kalou, sozinho, rematou para o golo.
91' - Sturridge na área, do lado direito, corta para dentro e remata rasteiro ao 2º poste fazendo o golo.

Newcastle
26 - Tim Krul
2 - Fabricio Coloccini (14 - James Perch)
4 - Yohan Cabaye
5 - Danny Simpson
8 - Danny Guthrie
10 - Hatem Ben Arfa (23 - Shola Ameobi)
11 - Peter Lovenkrands (28 - Sammy Ameobi)
16 - Ryan Taylor
19 - Demba Ba
25 - Gabriel Obertan
27 - Steven Taylor

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
6 - Oriol Romeu
7 - Ramires
8 - Frank Lampard (16 - Raul Meireles)
10 - Juan Mata (21 - Salomon Kalou)
11 - Didier Drogba (9 - Fernando Torres)
23 - Daniel Sturridge
26 - John Terry

Cartões Amarelos: David Luiz (3'), Sturridge (84'), Danny Simpson (86'), Ryan Taylor (93') e John Terry (93').

Assistência: 52305 (Sports Direct Arena)

Clima: Céu nublado (7ºC)

domingo, 2 de outubro de 2011

Serie A - Inter x Nápoles (6ª Jornada)

Contexto
O Inter encontra-se em 16º lugar com 4 pontos em 4 jogos. Depois de um péssimo início de campeonato, o Inter trocou de treinador e foi aí que conseguiu a primeira vitória no campeonato. Está habituado a uma dinâmica influenciada pela utilização de um sistema de 3 centrais. Tem Wesley Sneijder e Thiago Motta lesionados.
O Nápoles está em 7º lugar a 1 ponto do 1º. Habituados também a jogar com um sistema de 3 centrais. Têm feito um bom campeonato e na Champions League têm uma vitória e um empate. Têm Edinson Cavani indisponível por lesão, uma das suas principais referências no ataque.

1ª Parte
O Inter utiliza o ataque posicional como método de jogo ofensivo mas colocando pouca velocidade nas combinações. Utilizaram um sistema próximo de um 1-4-4-2 losango onde Maicon explorava o ataque no corredor lateral direito e Forlán descaía frequentemente para o corredor lateral esquerdo onde Obi também tinha uma acção importante. As acções ofensivas dependiam muito das penetrações de alguns jogadores que tentavam criar desequilíbrios através da superioridade numérica momentânea.
A equipa do Nápoles também jogou em ataque posicional, com 3 jogadores mais avançados situados numa posição mais central, assegurando sempre a presença de homens na área em situações de finalização e mostrando muita mobilidade com eles a trocar várias vezes de posição. Defensivamente mostraram-se também muito passivos e não aproveitavam o facto de ter 3 jogadores na frente de ataque para tentar ganhar a bola em posições mais avançadas. Os 3 centrais preocupavam-se em segurar a zona central do terreno, sendo que os corredores laterais eram defendidos pelos médios ala Zúniga e Maggio. Esta missão dos alas faz com que, naturalmente, o meio campo fique enfraquecido com o Nápoles a ter pouco poder de pressão nessa zona.

2ª Parte
Depois da expulsão de Joel Obi, Álvarez passou a jogar no corredor lateral esquerdo e Forlán descaía mais para o lado direito, jogando numa espécie de 1-4-4-1 sendo que Forlán subia bastante ocupando sempre que possível a posição mais avançada. As substituições eram todas troca por troca não trazendo nada de novo à forma de jogar de ambas as equipas. O Nápoles, ao jogar contra 10 jogadores, fez do seu sistema táctico um trunfo valioso por para além dos 4 jogadores do meio campo, haviam sempre 2 avançados que se mostravam à bola para dar solução aos colegas e se com 11 jogadores o Inter já mostrava dificuldades em pressionar o adversário, agora estava ainda mais fácil para o Nápoles trocar a bola. Os jogadores do Inter mostraram-se muito desgastados mentalmente mostrando muito pouca atitude, talvez devido ao início de temporada atribulado que têm tido. Depois do 2º golo do Nápoles, Hamsik desceu no terreno e a sua equipa apresentou um sistema de 1-3-5-2 vincando ainda mais a intenção de controlar o jogo.

Jogadores-Chave
No Inter Lúcio foi muito consistente na defesa, usando a sua assertividade para dar segurança à sua defesa (mesmo que tendo pouca ajuda dos colegas), Maicon também foi muito incisivo nas acções ofensivas apesar de serem muitas vezes inconsequentes.
No Nápoles os médios ala foram muito importantes. Tanto Maggio como Zúniga souberam sempre quando atacar e quando defender. Lavezzi também esteve bem no ataque mostrando muita criatividade. No geral toda a equipa esteve bem com o meio campo muito forte na manutenção da posse de bola.

Substituições
42' - Entra Yuto Nagatomo para o lugar de Cristan Chivu. Chivu sai com problemas físicos.
50' - Entra Giuseppe Mascara para o lugar de Goran Pandev. Troca directa.
60' - Entra Dejan Stankovic para o lugar de Ricky Álvarez. Troca directa.
67' - Entra Mauro Zárate para o lugar de Diego Forlán. Troca directa.
78' - Entra Cristian Chávez para o lugar de Ezequiel Lavezzi. Troca directa com Lavezzi a queixar-se em algumas situações de um problema numa perna.
86' - Entra Federico Fernández para o lugar de Salvatore Aronica. Troca directa. Sendo o sector defensivo um sector em que não se deve mexer muito, talvez tenha sido uma substituição para dar minutos a um central.

Golos
42' - Hamsik marca penalti para o lado direito, Júlio César defende e Campagnaro na recarga remata para o golo.
55' - Mascara tem a bola no meio campo, à vontade, sem pressão dos adversários mas sem opções na frente, até que Maggio inicia uma desmarcação de rotura para as costas da defesa recebendo o passe picado e só com a pressão de Nagatomo consegue picar a bola por cima de Júlio César.
74' - Boa troca de bola no meio campo até que Lavezzi faz um passe para a desmarcação de Hamsik que isolado faz facilmente o golo.

Inter
1 - Júlio César
4 - Javier Zanetti
6 - Lúcio
7 - Giampaolo Pazzini
9 - Diego Forlán (28 - Mauro Zárate)
11 - Ricky Álvarez (5 - Dejan Stankovic)
13 - Maicon
19 - Esteban Cambiasso
20 - Joel Obi
25 - Walter Samuel
26 - Cristian Chivu (55 - Yuto Nagamoto)

Nápoles
1 - Morgan De Sanctis
6 - Salvatore Aronica (21 - Federico Fernández)
11 - Christian Maggio
14 - Hugo Campagnaro
17 - Marek Hamsik
18 - Camilo Zúniga
22 - Ezequiel Lavezzi (32 - Cristian Chávez)
23 - Walter Gargano
28 - Paolo Cannavaro
29 - Goran Pandev (9 - Giuseppe Mascara)
88 - Gökhan Inler

Cartões Amarelos: Joel Obi (9' e 40'), Camilo Zúniga (27'), Cristian Chivu (36'), Javier Zanetti (44') e Júlio César (45')

Cartões Vermelhos: Joel Obi (40')

Assistência: 64824 (Giuseppe Meazza)

Clima: Céu limpo (20ºC)