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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Champions League - Real Madrid x Manchester United (Oitavos de Final - 1ª Mão)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional com a clara intenção de controlar o jogo. Jogaram com as linhas subidas, sempre com vários jogadores a darem opções ao portador da bola e mantendo-a sempre em andamento, procurando várias desmarcações ofensivas onde os jogadores mais adiantados mostraram sempre muita mobilidade, trocando de posições com algum 'à vontade' onde Khedira também subiu bastante sempre com uma atitude incisiva no processo ofensivo. As transições ofensivas também foram bastante valorizadas sempre que as mesmas eram viáveis. No último terço conseguiram alguns desequilíbrios com esta dinâmica. Sem bola tiveram também uma atitude muito positiva, pressionando sempre muito alto, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, com os jogadores do setor ofensivo a terem um papel muito importante e desempenhando esta função de forma bastante eficaz. Para além da excelente coordenação e atitude dos jogadores na ação defensiva, também se notou a preocupação da equipa tentar impedir a 1ª fase de construção do Manchester United uma vez que De Gea tentava sempre que possível jogar curto.
O Manchester United jogou com um bloco defensivo bastante recuado, com os setores defensivo e médio muito próximos, defendendo sempre dentro do seu próprio meio campo onde Van Persie e Kagawa não assumiam grandes responsabilidades nas ações de recuperação da bola. Ofensivamente, e por força da forte pressão do Real Madrid, tentaram várias vezes sair em contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento da equipa adversária. Apesar disso, tentavam tanto quanto possível construir o jogo desde trás. Os laterais, por força das prioridades defensivas do United (sempre se mostrou confortável com o empate), nunca se aventuraram muito no ataque e os médios ala não se mostraram eficazes nos lances ofensivo, com Rooney a estar apagado no jogo e a ser obrigado a recuar muito no terreno para acompanhar o Fábio Coentrão.

2ª Parte
Não houve susbtituições ao intervalo mas Kagawa passa a jogar do lado esquerdo com Welbeck a passar para a posição dez. O Manchester United passou a jogar mais recuado no terreno, assumindo claramente que queria manter o resultado, deixando a possibilidade de marcar em aberto através de ações de contra-ataque e talvez por isso Welbeck tenha passado para o meio, numa forma de aproveitar a sua velocidade numa posição mais central. Aos 60', Fergunson coloca Valencia no lado direito e faz Rooney voltar à posição em que está mais habituado a jogar. Esta foi uma clara aposta em reforçar a sua estratégia de contra-ataque colocando um jogador muito veloz no corredor esquerdo do Real Madrid, que era o mais ofensivo e como tal o que poderia abrir mais espaços para serem explorados. José Mourinho, para além da habitual troca de pontas de lança, colocou Modric na posição dez, que mostrou mais mobilidade que Özil e trouxe mais energia e velocidade (na posse da bola) ao jogo ofensivo do Real. A entrada de Pepe (render Xabi Alonso que não estava a 100% e dar também alguns minutos na recuperação competitiva de Pepe) e de Anderson (troca por Rooney para dar mais consistência defensiva no meio campo) não trouxeram nada de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Fábio Coentrão conseguiu criar algumas oportunidades de golo aproveitando a liberdade causada pelas corridas desde trás.
No Manchester United, David de Gea fez um grande jogo com um conjunto de defesas de elevado grau de dificuldade.

Marcha no Marcador
20' - 0x1 (Danny Welbeck)
30' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
60' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
64' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Shinji Kagawa. Troca direta.
73' - Entra Antonio Valencia para o lugar de Danny Welbeck. Valencia fica a médio ala direito e Rooney passa para a posição dez.
75' - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Özil passa para extremo direito e Modric joga na posição dez.
84' - Entra Pepe para o lugar de Xabi Alonso. Troca direta.
84' - Entra Anderson para o lugar de Wayne Rooney. Troca direta.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robin van Persie (5'), Rafael da Silva (40') e Antonio Valencia (88').

Assistência: 79429 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (10ºC)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champions League - Braga x Manchester United (4ª Jornada)

1ª Parte
O Braga jogou em ataque posicional, partindo em contra-ataque só quando estavam reunidas condições de sucesso para o mesmo, fazendo disso uma excepção. Éder funcionou como avançado de referência, tendo sido solicitado várias vezes para jogar como apoio para a entrada de colegas. A sua missão alterava-se quando a bola entrava no último terço ofensivo através do corredor lateral, tornando-se no principal finalizador, movimentando-se bem para encontrar espaços para atacar a bola. Usaram muitos movimentos de arraste para desposicionar os defesas do Manchester e abrir espaços para serem explorados por outros jogadores. Defensivamente posicionaram-se no meio campo defensivo com Éder a ter poucas preocupações defensivas (apenas posicionais) e os jogadores do meio preocupados em fechar linhas de passe para os médios adversários. A zona de pressão eram os corredores laterais perto do meio campo onde os extremos faziam a contenção e os médios centro eram rápidos a fechar as linhas de passe interior, deixando o adversário com bola sem soluções e propenso a cometer erros.
No Manchester United, apenas Chicharito se mostrava assertivo no processo defensivo, pressionando sempre a linha defensiva do Braga para tentar condicionar a acção dos defesas centrais e precipitar um lançamento longo para o meio campo. Quando o adversário estava perto da baliza de De Gea, a equipa descia muito as suas linhas, preocupando-se em concentrar muitos jogadores atrás da bola para que o Braga não tivesse soluções ofensivas. Ofensivamente jogaram de uma forma pouco habitual, com muita mobilidade dos jogadores da frente, onde os médios centro cobriam grandes áreas e estavam em constantes trocas posicionais. Isto dificultava muito a acção do Braga para tentar recuperar a bola mas ainda assim conseguiram poucas oportunidades de golo. Apenas Chicharito jogava fixo na frente de ataque mas como o Braga recuou as linhas na fase defensiva, teve dificuldades para aproveitar a sua velocidade que é uma as suas maiores características.

2ª Parte
A única alteração que houve foi depois do golo do Braga (49'), momento a partir do qual o Manchester United começa a pressionar mais alto e a conseguir ganhar a bola mais vezes, com o Braga também a descer mais as linhas e a gerir melhor o ritmo de jogo, apostando mais nas acções ofensivas de contra-ataque. Aos 56' o jogo é interrompido devido a uma falha na iluminação e cerca de 10' mais tarde, o jogo é reiniciado com a entrada de Ferdinand para o lugar de Evans. Algum tempo depois dá-se a substituição que altera o jogo, entrando Van Persie que significou uma alteração táctica para 1-4-4-2. Com dois jogadores muito rápidos na frente, o Manchester tornou-se uma equipa muito perigosa nas transições e foi exactamente assim que aconteceu o golo de Van Persie (após uma má saída de Beto). 4' mais tarde, o Manchester passa para a frente do marcador através de um penalti e Peseiro vê-se obrigado a arriscar mais, colocando Hélder Barbosa e Mossoró, passando a jogar em 1-4-3-3. Conseguiram crescer mais no jogo e aparecer mais na frente mas os adversários ainda tinham duas grandes ameaças na frente e acabaram mesmo por conseguir fazer o 3º golo.

Jogadores-Chave
No Braga, os três médios Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael assumem um papel muito importante tanto no equilíbrio defensivo como nas transições ofensivas.
No Manchester United, Van Persie foi quem virou o jogo, mostrando-se como um dos jogadores mais importantes desta equipa.

Marcha no Marcador
49' - 1x0 (Alan)
80' - 1x1 (Robin van Persie)
84' - 1x2 (Wayne Rooney)
92' - 1x3 (Chicharito)

Substituições
57' - Entra Rio Ferdinand para o lugar de Jonny Evans. Troca directa com Evans a sair lesionado.
64' - Entra Robin van Persie para o lugar de Danny Welbeck. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Rooney a passar para a ala esquerda e Van Persie a jogar na frente com Chicharito.
73' - Entra Rafael para o lugar de Nani. Valencia passa para médio direito e Rafael joga a lateral direito. Nani sai lesionado.
85' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.
86' - Entra Mossoró para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Mossoró e Micael a interiores e Custódio a médio defensivo.
91' - Entra Zé Luis para o lugar de Elderson. Hélder Barbosa passa para lateral esquerdo e Zé Luís fica a jogar a extremo esquerdo.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Chris Smalling (38'), Éder (66') e Custódio (70').

Assistência: 15388 (Estádio AXA)

Clima: Chuva (9ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Premier League - Manchester United x Arsenal (10ª Jornada)

1ª Parte
O Manchester United jogou em ataque posicional, apostando várias vezes em lançamentos longos para os jogadores mais avançados ou para os médios ala, principalmente nas variações do centro do jogo para o outro corredor lateral. Michael Carrick era quem normalmente assumia os passes mais verticais. Em ataque posicional, os laterais subiam no terreno, apoiando sempre os respectivos médios ala, fazendo overlaps sempre que se justificava. Defensivamente, mostraram-se confortáveis a deixar os adversários trocarem a bola no seu meio campo defensivo, até porque entraram praticamente no jogo a vencer. Apesar disso, o seu posicionamento defensivo agia em função das tentativas do adversário em dar seguimento à 2ª fase de cosntrução do jogo, ou seja, havia uma grande preocupação em não deixar os defesas adversários jogarem para os seus médios, com Carrick e Cleverly a pressionarem os adversários sempre que estes se mostravam aos defesas (davam linhas de passe) e um dos avançados a descerem para ajudar a fechar os espaços. Esta acção acabou por ser vital uma vez que o maior perigo dos adversários estava no corredor central e era muito importante impedir que esse jogador (Cazorla) fosse solicitado.
O Arsenal jogou claramente em ataque posicional tentando fazer a bola chegar ao último terço através de um jogo apoiado. Devido à acção defensiva do adversário, foi nos corredores laterais que conseguiram mais espaço para progredir, ainda assim tiveram muitas dificuldades em penetrar na defesa adversária e foram raras as vezes que assustaram o gaurda-redes De Gea. Cazorla viu-se algumas vezes obrigado a descer para junto dos seus centrais para vir buscar jogo, um sinal da sua frustração por não estar a conseguir receber a bola. Defensivamente, deram sempre muito espaço para que os adversários decidissem, e permitiram vários passes longos para as costas da sua defesa e vários cruzamentos dos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve alterações nas estruturas mas o Arsenal entrou com outra mentalidade, pressionando mais e criando mais dificuldades ao Manchester United. Ainda assim, estes últimos continuaram a dar liberdade à equipa do Arsenal na 1ª fase de construção, daí que tivessem muito menos posse de bola no início da segunda parte. O jogo acabou por ficar decidido entre os 67 e 69 minutos. Primeiro o Manchester United chega ao segundo golo através de um canto, depois Wilshere é expulso, deixando o Arsenal sem qualquer capacidade para virar o resultado jogando em 1-4-4-1 com Cazorla a ter de descer no terreno para fechar no meio campo Todas as substituições foram directas com o Arsenal a colocar Walcott (mais ofensivo que Ramsey) e Arshavin (substituiu Podolski que esteve muito apagado) e o Manchester United a colocar Anderson (Cleverly estava provavelmente a uma falta de ser expulso) e Nani. Só na parte final do jogo é que o Arsenal consegue criar algum perigo, chegando inclusive ao golo já no último minuto do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester United, a dupla atacante Rooney e Van Persie é extremamente perigosa e claramente o sector mais forte da equipa.
O Arsenal vive muito dependente da criatividade de Cazorla. Mannone fez uma boa exibição.

Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Robin Van Persie)
67' - 2x0 (Patrice Evra)
95' - 2x1 (Santi Cazorla)

Substituições
52' - Entra Theo Walcott para o lugar de Aaron Ramsey. Troca directa.
61' - Entra Anderson para o lugar de Tom Cleverley. Troca directa.
81' - Entra Andrei Arshavin para o lugar de Lukas Podolski. Troca directa.
82' - Entra Nani para o lugar de Antonio Valencia. Troca directa.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jack Wilshere (14' e 69'), Ashley Young (29'), Tom Cleverly (37'), Robin Van Persie (61'), Anderson (72'), Wayne Rooney (81'), Andrei Arshavin (81') e Mikel Arteta (90').

Cartão Vermelho: Jack Wilshere (69').

Assistência: 75492 (Old Trafford)

Clima: Céu pouco nublado (7ºC)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Barclays Premier League - Manchester City x Manchester United (36ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester United (83 pontos) 35 jogos
2º Manchester City (80 pontos) 35 jogos
3º Arsenal (66 pontos) 36 jogos
(...)

1ª Parte
O Manchester City jogou em ataque posicional, preveligiando a posse da bola de forma a procurar linhas de passe que coloquem um atacante em situação clara de finalização ou procurando o cruzamento de um corredor lateral, sendo este o último recurso. Durante o processo ofensivo, o City colocava 7 a 8 homens no último terço, ficando atrás apenas os centrais e um médio centro. Os laterais subiam bastante para dar largura ao ataque e permitir que os extremos procurasse zonas mais interiores, zona onde se sentem confortáveis devido às suas origens (nenhum é extremo de raiz). Os extremos e número 10 mostraram muita mobilidade entre si, trocando de posições com naturalidade (pouco depois do início, Tevez passou para o lado esquerdo, Silva ficou no meio e Nasri foi para o lado direito). Defensivamente, devido à quantidade de jogadores que têm à frente no momento da transição defensiva, pressionam com alguma facilidade e assertividade os jogadores do United, o que lhes permitiu ter o domínio do jogo.
O Manchester United adoptou um posicionamento geral mais cauteloso, recuando as linhas durante o processo defensivo e não se esgotando em acções de pressão para recuperar a bola, preferindo esperar por um erro dos adversários. Devido à pressão do City, tiveram muitas dificuldades em jogar em ataque posicional e muitas vezes viram-se obrigados e dar preferência a acções de contra-ataque para poderem chegar à baliza do City, aproveitando o facto de este ter poucas unidades em zonas mais recuadas aquando o momento da perda da bola.

2ª Parte
As equipas entraram em campo da mesma forma que começaram o jogo. Com o jogo a manter-se com a mesma tendência, foi Fergunson que se viu obrigado a mexer na equipa. Colocando Welbeck por Park, fez com que mantivesse a velocidade na frente de ataque, fazendo descer Rooney para uma posição a que está rotinado dando uma maior qualidade à circulação da bola. Em resposta, Mancini tira Tevez e coloca De Jong o que fez subir Touré para a posição 10. Isto fez com que ganha-se maior força física na frente e deu também uma maior consistência defensiva à equipa. A próxima substituição do United foi a colocação de Valencia por Scholes para dar mais velocidade aos corredores (Giggs passara para médio centro) e mais tarde Young substituiu Nani para refrescar o corredor. No entanto, esta aposta na velocidade surtiu pouco efeito pois o City já havia descido as suas linhas e Mancini já havia colocado mais um central (Richards) em campo para segurar o resultado. Foi uma boa gestão de Mancini que anulou as ameaças do United, respondendo sempre à altura às substituições de Alex Fergunson.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Yaya Touré teve um papel muito importante no meio campo, respondendo sempre da melhor maneira ao que o jogo pedia. Agüero também esteve bem no ataque, mantendo-se sempre activo na procura de oportunidades.
No Manchester United, por força do jogo mais defensivo, não há grandes destaques individuais.

Golos
45'+1 - Canto marcado do lado direito por Silva para a entrada da pequena área onde Kompany salta sozinho e cabeceia para o golo.

Substituições
58' - Entra Danny Welbeck para o lugar de Park Ji-Sung. Welbeck vai jogar para ponta de lança e Rooney desce para as suas costas..
68' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Carlos Tevez. De Jong vai para médio defensivo e Touré sobe para a posição 10.
78' - Entra Luís Valencia para o lugar de Paul Scholes. Giggs passa para médio centro, Nani vai para o lado esquerdo e Valencia fica do lado direito.
83' - Entra Micah Richards para o lugar de David Silva. Richards vai jogar para central e o City fica a jogar com dois jogadores atrás do ponta de lança, e três centrais.
83' - Entra Ashley Young para o lugar de Nani. Troca directa.
93' - Entra James Milner para o lugar de Nasri. Troca directa.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Joleon Lescott
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (7 - James Milner)
21 - David Silva (2 - Micah Richards)
22 - Gaël Clichy
32 - Carlos Tevez (34 - Nigel de Jong)
42 - Yaya Touré

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
12 - Chris Smalling
13 - Park Ji-Sung (19 - Danny Welbeck)
16 - Michael Carrick
17 - Nani (18 - Ashley Young)
22 - Paul Scholes (25 - Luís Valencia)

Cartões Amarelos: Vicent Kompany (19'), Yaya Touré (53'), Phil Jones (69'), Nigel de Jong (76') e Michael Carrick (78').

Assistência: 47259 (Ettihad)

Clima: Céu limpo (14ºC)

domingo, 4 de março de 2012

Barclays Premier League - Tottenham x Manchester United (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester City (66 pontos) 27 Jogos
2º Manchester United (61 pontos) 26 Jogos
3º Tottenham (53 pontos) 26 Jogos
4º Arsenal (49 pontos) 27 Jogos

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram de uma forma muito semelhante. O mesmo sistema táctico (1-4-4-2), com os laterais a subirem para ajudarem a criar desequilíbrios no processo ofensivo, um dos pontas de lança a descerem para aproveitar o espaço entre linhas e dar linhas de passe aos médios centro ou para ajudar a ganhar a bola no processo defensivo. Viram-se ambas as equipas a jogarem muito pelo seguro, com os centrais muito solicitados, jogando em ataque posicional. Os dois conjuntos não foram muito pressionantes e esperaram regularmente pela outra equipa no seu meio-campo. Perto do fim, já depois de um golo anulado ao Tottenham, o Manchester United começou a subir ligeiramente no terreno, com ambos os avançados a tentarem dificultar a 1ª fase de construção dos adversários. Acabou por ser uma 1ª parte sem grandes interesses a nível táctico, onde as duas equipas estavam muito dependentes de desequilíbrios individuais e dos erros do adversário em posse da bola. Previsivelmente, o único golo ocorreu de um lance de bola parada.

2ª Parte
Em desvantagem por um golo, o Tottenham teve mais facilidade em usar o jogo directo. Mas o Manchester United manteve-se bastante coeso com os sectores médio e defensivo bastante próximos e a equipa da casa teve muitas dificuldades em criar situações de finalização, optando regularmente por cruzamentos para a área mas sem sucesso. Nos 60', num lance pouco habitual, o Manchester faz o golo e logo a seguir, com a entrada de Giggs, mudaram o sistema de jogo colocando mais um jogador no centro do terreno (Rooney desceu para médio centro) e a partir daí, com superioridade numérica no meio campo, conseguiu controlar o jogo. Chegou naturalmente ao 3º golo e sofreu outro, com De Gea aparentemente a não ver a bola partir.

Jogadores-Chave
No Tottenham não houve nenhum jogador que se destaca-se dos outros.
No Manchester United, Ashley Young teve uma grande influência no resultado com 2 golos marcados e 1 assistência. Rooney também assumiu particular importância na equipa equilibrando bem o meio campo, factor decisivo para o controlo do jogo na 2ª parte.

Substituições
60' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Paul Scholes. Apesar de ser uma troca directa, Rooney, com o resultado já em 0-2, desce mais no terreno actuando como médio centro. O United passa assim a jogar em 1-4-5-1.
79' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Nani. Troca directa. Park é um jogador mais combativo e eficiente no processo defensivo.
79' - Entra Jermaine Defoe para o lugar de Louis Saha. Troca directa.
79' - Entra Niko Kranjcar para o lugar de Sandro. Kranjcar vai jogar para médio esquerdo com Modric a vir para médio centro.
84' - Entra Danny Rose para o lugar de Aaron Lennon. Rose vai para o lado esquerdo com Kranjcar a passar para o lado direito.

Golos
44' - Canto marcado por Young, do lado esquerdo do ataque, para a pequena área onde Rooney se antecipa a Walker e cabeceia para o golo.
59' - Num lançamento do lado direito, no último terço, Nani recebe a bola junto à linha de fundo, cruza e num corte incompleto da defesa, Young remata de primeira com a bola a entrar junto ao 2º poste.
68' - Evra conduz a bola pela esquerda e passa para Young que recebe numa posição mais interior, este conduz na direcção do centro e ainda fora da área remata cruzado ao 2º poste com o pé direito não dando hipóteses a Brad Friedel.
88' - Defoe recupera a bola no meio campo ofensivo, corre na direcção da baliza e arrisca o remate de meia distância batendo De Gea que não vê a bola partida.

Tottenham
24 - Brad Friedel
4 - Younès Kaboul
7 - Aaron Lennon (25 - Danny Rose)
10 - Emmanuel Adebayor
14 - Luka Modric
15 - Louis Saha (18 - Jermaine Defoe)
26 - Ledley King
28 - Kyle Walker
29 - Jake Livermore
30 - Sandro (21 - Niko Kranjcar)
32 - Assou-Ekotto

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
16 - Michael Carrick
17 - Nani (13 - Park Ji-Sung)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
22 - Paul Scholes (11 - Ryan Giggs)

Cartões Amarelos: Phil Jones (27'), Sandro (43') e Jonny Evans (87').

Assistência: 36034 (White Hart Lane)

Clima: Chuva ligeira (4ºC)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Manchester United x Liverpool (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (55 Pontos)
7º Liverpool (39 Pontos)

1ª Parte
O facto do Manchester United ter uma excelente capacidade de fechar e abrir o seu jogo, através do posicionamento dos seus jogadores e a excelente capacidade de pressionar o portador da bola nos momentos de transição defensiva, faz com que a habitual inferioridade numérica no meio campo (apenas 2 médios centro) não se faça sentir. Conseguiram ter a bola em segurança, procurando muitas vezes os corredores laterais durante o processo ofensivo, tentando aproveitar os cruzamentos para a área para conseguir a finalização dos 2 pontas e de Scholes que entrava várias vezes na grande área.
O Liverpool optava por recuar as linhas no processo defensivo e não ousava pressionar muitos o portador da bola com os jogadores do United a terem tempo e espaço para a tomada de decisão, mesmo no corredor central. Optaram claramente por explorar o contra-ataque, tentando aproveitar a velocidade de Suárez que era a referência ofensiva.

2ª Parte
A 2ª parte começou praticamente com o golo do Manchester United e 50' de jogo já o Liverpool perdia por 2-0. Após uma 1ª parte em que o Liverpool criou pouco perigo para o United, era óbvio que alguma coisa tinha de ser alterada na equipa. A opção foi a mudança de sistema de jogo para 1-4-4-2 com Carrol e Suárez como jogadores mais ofensivos. Apesar de o Liverpool ter colocado mais gente na frente, continuou uma equipa muito passiva no processo defensivo e pouco fazia para recuperar a bola. A falta de mobilidade dos seus jogadores  no processo ofensivo também não facilitou a sua acção pois o Manchester United desceu mais as linhas e foram magistrais a fechar os espaços para o adversário. A partir daqui, o Liverpool teve um pouco mais a bola, mais devido ao facto do Manchester ter abdicado de atacar tanto que por mérito próprio, conseguiu marcar de bola parada mas o jogo pareceu sempre controlado para a equipa da casa.

Jogadores-Chave
No Manchester United Rooney foi o homem do jogo pela influência directa no resultado. Destaque para o sector médio que esteve muito bem tanto defensivamente como ofensivamente.
No Liverpool não houve ninguém que se destacasse, após uma exibição algo apagada.

Substituições
60' - Entra Andy Carrol para o lugar de Jay Spearing. Sai o médio defensivo e entra um ponta de lança, o Liverpool joga assim em 1-4-4-2.
60' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Dowining. Troca directa. Downing fez um jogo muito apagado e Bellamy é um jogador mais ofensivo.
74' - Entra Charlie Adam para o lugar de Dirk Kuyt. Adams joga no meio campo com Gerrard e Henderson passa para o lado direito. Tentativa de aproveitar o maior virtuosismo de Henderson para criar desequilíbrios na defesa adversária.

Golos
46' - Canto marcado do lado direito por Ryan Giggs para a entrada da pequena área com a bola a ser desviada por Henderson e a sobrar para Rooney que de primeira remata para o golo.
49' - Spearing perde a bola para Valencia que consegue isolar Rooney que já dentro da área, só com Reina pela frente, remata rasteiro para o golo.
79' - Livre marcado a meio do meio campo para a grande área, a bola bate em Ferdinand que não a consegue aliviar e esta sobra para Suárez que remata para o golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
19 - Danny Welbeck
21 - Rafael
22 - Paul Scholes
25 - Luís Valencia

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Jonhson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
8 - Steven Gerrard
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (26 - Charlie Adam)
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing (9 - Andy Carrol)
37 - Martin Skrtel

Cartões Amarelos: Stewart Downing (44') e Michael Carrick (79').

Assistência: 74844 (Old Trafford)

Clima: Céu nublado (0ºC)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Manchester United (24ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (54 pontos)
4º Chelsea (42 pontos)

1ª Parte
Os extremos do Chelsea, juntamente com Mata, não tinham muito pressa em descer para ajudar a equipa no processo defensivo, sendo que Meireles e Essien tiveram um papel muito importante ao fechar o corredor central e respectivos corredores laterais nas transições ofensivas do United. No processo ofensivo, o Chelsea jogou em ataque posicional com Torres a descer muitas vezes no campo para vir buscar jogo para distribuir pelos extremos. Mata tinha um papel muito móvel como 10 a procurar sempre o espaço vazio para receber a bola, a toda a largura do campo. Em organização defensiva, Mata pressionava a linha defensiva de forma a tirar tempo e espaço aos centrais para que estes não pudessem criar desequilíbrios.
O Manchester United defendia muito atrás em organização defensiva, como é habitual, juntando as linhas defensiva e média perto da sua área de forma a tirar o máximo de espaço ao adversário nesse terço do campo. Esta poderá ser também uma forma de fazer subir a equipa adversária de forma a torná-la mais vulnerável nas transições. Ofensivamente, devido ao facto do Chelsea estar a fechar muito bem o corredor central, via-se sempre obrigado a procurar os corredores laterais para atacar, com os avançados Welbeck e Rooney a aparecerem várias vezes nas alas para receberem a bola.

2ª Parte
O Chelsea teve uma entrada nesta 2ª parte muito feliz ao marcar 2 golos em 5 minutos. Com o resultado em 3-0, Alex Fergunson fez 2 substituições mais ofensivas, sem mudar o sistema táctico mas alterando a dinâmica do jogo colocando um ponta de lança muito móvel mas melhor finalizador que Welbeck e pondo Scholes fazendo descer Valencia para lateral (jogador ofensivo por natureza) e colocando Welbeck num corredor. Fica assim com um flanco direito muito ofensivo, que faria com que Bosingwa não atacasse tanto como é costume. O Chelsea perde o domínio do jogo e o Manchester United vai criando várias dificuldades, procurando mais o corredor central aproveitando as movimentações de Chicharito que dava linhas de passe e abria espaços para serem explorados por Rooney. Já com o resultado em 3-2, o Chelsea passa a jogar em 1-4-3-3 com um meio campo de características mais defensivas, dando mais consistência a nível da ocupação dos espaços a nível defensivo mas tal não impediu do United empatar o jogo.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Mata teve influência directa com um golo e uma assistência. Ivanovic, apesar do penalti cometido, esteve muito bem defensivamente, principalmente na primeira parte.
No Manchester United, Chicharito teve um papel fundamental dando uma nova dinâmica ao ataque do United, marcando inclusivamente um golo. David De Gea também foi importantíssimo com 2 grandes defesas já perto do fim, a manter o empate.

Substituições
52' - Entra Chicharito para o lugar de Ashley Young. Welbeck passa para o lado esquerdo e Chicharito joga a ponta de lança.
63' - Entra Paul Scholes para o lugar de Rafael. Valencia passa para lateral esquerdo, Welbeck para a direita, Giggs para a esquerda e Scholes para o centro.
70' - Entra Oriol Romeu para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea joga agora em 1-4-3-3 com Romeu e médio defensivo, Meireles e Essien a médios interiores e Mata do lado direito.
84' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.

Golos
35' - Sturridge finta Evra no lado direito, já dentro da área, ganhando a linha e flectindo para o meio cruzando depois para o meio com a bola a bater em Evans e a entrar na baliza.
46' - Ivanovic abre na direita para Torres que cruza à vontade para o 2º poste onde Mata aparece a rematar de primeira para um grande golo.
50' - Livre do lado direito do ataque marcado por Mata para a entrada da pequena área onde David Luiz cabeceia com a bola a desviar em Ferdinand e a entrar na baliza.
57' - Rooney, de penalti, a rematar ao ânglo do lado esquerdo com Cech a atirar-se para o lado contrário.
68' - Rooney, de penalti, atira a meia altura para o lado direito com Cech a atirar-se para o lado contrário.
83' - Depois da defesa de Cech para o lado, Giggs recupera a bola no lado esquerdo e cruza para a pequena área onde Chicharito aparece sozinho a cabecear para o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech (c)
2 - Branislav Ivanovic
4 - David Luiz
5 - Michael Essien
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
15 - Florent Malouda
16 - Raul Meireles
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (6 - Oriol Romeu)
24 - Gary Cahill

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra (c)
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
18 - Ashley Young (14 - Chicharito)
19 - Dany Welbeck (13 - Park Ji-Sung)
21 - Rafael (22 - Paul Scholes)
25 - Luís Valencia

Cartões Amarelos: Fernando Torres (30'), Branislav Ivanovic (45') e Patrice Evra (49').

Assistência: 41668 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (2ºC)

domingo, 23 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Manchester United x Manchester City (9ª Jornada)

Contexto
Jogo entre os 2 primeiros classificados da Premier League, separado por apenas 2 pontos. A pressão é maior para os jogadores do United que em caso de vitória ficam a apenas 1 ponto do City mas em caso de derrota passam para 5 de diferença.

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram o ataque posicional como método predominante de ataque, que se justificava pela grande capacidade técnica de ambas as formações. A grande diferença viu-se ao nível defensivo com o Manchester City a ser mais assertivo na procura da bola, colocando rapidamente vários jogadores na pressão ao portador da mesma de forma a ganhá-la o quanto antes. Isto por si só, quando bem feito, já complica bastante a tarefa da equipa adversária, juntando a superioridade numérica no meio campo do City, foi-lhes ainda mais fácil aplicar esta pressão sobre a bola. Essa inferioridade numérica foi um dos aspectos chave no jogo do Manchester United onde Touré, Barry e Silva tiveram uma relativa facilidade em trocar a bola e a chegar a zona de remate frente à área do United. O City variou bastante o sentido do ataque, utilizando tanto os corredores laterais (com várias permutas ofensivas quer pelos médios centro como pelos laterais) como pelo corredor central, o Manchester United utilizou predominantemente os corredores laterais com Young e Nani a serem muito requisitados e a aproveitarem bem as subidas dos laterais Evra e Smalling.

2ª Parte
Apesar de não terem havido alterações, pode-se dizer que o Manchester United entrou com menos um jogador dado que Evans foi expulso logo aos 46'. Isto condicionou qualquer estratégia que pudesse estar montada para recuperar o resultado. Nos minutos iniciais o United ainda conseguiu equilibrar o jogo mantendo a linha de 4 defesas (Smalling passou para central e Fletcher para lateral direito) e 4 médios (Rooney a passar para médio centro) criando algumas situações de perigo apostando em acelerar o jogo para dessa forma não se submeter à superioridade numérica do City mas estes conseguiram de forma natural alargar a vantagem no jogo criando situações brilhantes de finalização mostrando um entrosamento muito forte aliado ao facto de o United estar a jogar com menos 1 jogador. Nos minutos finais, a procura do golo pela equipa do United abriu espaços que foram aproveitados de forma brilhante pelo ataque do City resultando num resultado final absolutamente anormal tendo em conta as equipas em questão.

Jogadores-Chave
Balotelli, Milner e mesmo Dzeko têm de ser referidos pela influência directa no resultado e respectivas exibições mas considero o melhor em campo David Silva que fez um jogo brilhante no processo ofensivo do Manchester City.
No Manchester United ninguém esteve muito mal da mesma forma que ninguém se destacou dos colegas. Talvez Evans tenha sido o jogador mais influente, pela negativa.

Substituições
64' - Entra Chicharito para o lugar de Nani. Chicharito vai jogar para ponta de lança.
64' - Entra Phil Jones para o lugar de Anderson. Jones fica a jogar como lateral direito, Rooney e Fletcher a médios centro, Young passa para o lado direito e Welbeck fica do lado esquerdo.
69' - Entra Dzeko para o lugar de Mario Bolatelli. Dzeko fica a ponta de lança com Agüero a descair para o lado esquerdo. Uma forma de mostrar as intenções de não recuar perante o resultado, tanto para os jogadores do City como do United.
75' - Entra Samir Nasri para o lugar de Kun Agüero. Nasri vai para o lado direito com Milner a passar para a esquerda.
88' - Entra Aleksander Kolarov para o lugar de James Milner.

Golos
21' - Numa jogada desenvolvida no corredor lateral esquerdo, James Milner faz um passe rasteiro para a entrada da área onde Balotelli, de primeira, remata rasteiro ao 2º poste não dando hipóteses de defesa a De Gea.
59' - Duas excelentes combinações entre Milner e Silva sendo que este último consegue isolar-se e ganhar a linha cruzando rasteiro ao 2º poste onde aparece Balotelli a encostar para a baliza.
68' - Depois de Balotelli devolver de primeira na posição de apoio para Milner, este descobre Richards na direita que ganha a linha e cruza rasteiro para Agüero marcar.
80' - Fletcher tabela com Chicharito ganhando espaço à entrada da área onde remata de primeira com efeito, ao ângulo, não dando hipóteses a Joe Hart.
88' - Canto do lado esquerdo marcado para a entrada da pequena área onde sofre um desvio para o 2º poste onde aparece Lescott a jogar atrasado para Dzeko que sozinho coloca a bola com o joelho na baliza.
90' - Contra-ataque onde Dzeko conduz a bola pelo meio abrindo para Silva na direita que isolado para De Gea não tem problemas em meter a bola por entre as pernas do guarda-redes.
92' - Silva, num contra-ataque, faz um passe espectacular por entre a defesa adversária isolando Dzeko que conduz a bola e faz depois facilmente o golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
8 - Anderson (4 - Phil Jones)
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling
17 - Nani (14 - Chicharito)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
24 - Darren Fletcher

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner (13 - Aleksander Kolarov)
16 - Kun Agüero (19 - Samir Nasri)
18 - Gareth Barry
21 - David Silva
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré
45 - Mario Bolatelli (10 - Dzeko)

Cartões Amarelos: Mario Bolatelli (23'), Vicent Kompany (40'), Anderson (61'), Patrice Evra (66'), Chris Smalling (78'), Danny Welbeck (82') e Micah Richards (85').

Cartão Vermelho: Jonny Evans (46').

Assistência: 75487 (Old Trafford)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sábado, 15 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Liverpool x Manchester United (8ª Jornada)

Contexto
O Liverpool encontra-se em 5º lugar com 4 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Está a 6 pontos do 1º lugar que é o Manchester United que tem 6 vitórias e 1 empate. Em termos de lesionados, apenas o Manchester United tem dois jogadores indisponíveis que são Rafael e Cleverley mas ambos os clubes têm vários jogadores recuperados de lesão que poderão ainda não ter ritmo de jogo como é o caso de Vidic e Gerrard.

1ª Parte
O Liverpool entrou em jogo de uma forma muito cautelosa com os extremos com muitas preocupações defensivas. No processo defensivo, defendiam à zona com um sistema de 1-4-5-1. Ofensivamente mostraram pouca mobilidade com os jogadores muitas vezes a terem de arriscar lances individuais para criar desequilíbrios. Atacaram muito pelo corredor central com os extremos a procurarem muito a bola em zonas interiores.
O Manchester United entrou em campo com várias mudanças no onze habitual. Foi, aparentemente, um onze composto de forma a responder às ameaças do Liverpool. Park, um extremo muito combativo e competente no processo defensivo, do lado direito, parece ter sido uma forma de atenuar as subidas do lateral José Enrique que é muito perigoso no ataque. No processo defensivo optavam por esperar pelo Liverpool no seu meio campo mas tentavam que fosse a linha defensiva do Liverpool a trazer a bola, não permitindo aos médios adversários construir no meio campo adversário. Evra era o lateral mais ofensivo, não só pela sua natureza mas também porque jogando Young do lado esquerdo, ficava sempre a faltar um jogador esquerdino que desse a opção dos cruzamentos da linha de fundo no corredor lateral esquerdo.

2ª Parte
A primeira alteração aconteceu no Liverpool mas a mesma não mudou o sistema táctico apesar de talvez ter colocado mais alguma tendência ofensiva na equipa. O jogou continuou a apresentar poucas oportunidades de golo e o primeiro apareceu mesmo num lance de bola parada. Depois do resultado estar em 1-0 o Manchester United colocou Nani do lado direito, ignorando uma potencial ameaça de José Enrique naquele corredor lateral e entra Rooney para o ataque com Giggs a passar para o lado esquerdo. Apesar de Giggs ter uma excelente visão de jogo e capacidade técnica, não é um jogador de último terço e como tal a mudança do 1-4-4-1-1 para 1-4-4-2 acabou por ser natural dada a necessidade de aumentar o volume ofensivo. No entanto foi a entrada de Chicharito (e a passagem de Rooney para médio centro) que acabou por ser a chave do empate, que surgiu novamente de um lance de bola parada. Assim se resume um jogo pouco interessante.

Jogadores-Chave
Luis Suárez foi incansável no ataque do Liverpool procurando criar situações de perigo em todos os lances apesar de não ter sido muito solicitado.
No Manchester United, David de Gea terá sido dos melhores jogadores fazendo algumas defesas muito importantes.

Substituições
56' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Lucas Leiva. Henderson passa a jogar atrás de Suárez com Gerrard a descer para médio centro, jogando ao lado de Adam.
68' - Entra Nani para o lugar de Ashley Young. Nani vai jogar para o lado direito.
68' - Entra Wayne Rooney para o lugar de Park Ji-Sung. Rooney fica a jogar como 2º avançado com Giggs a passar para o corredor lateral esquerdo.
75' - Entra Chicharito para o lugar de Phil Jones. Chicharito fica a avançado juntamente com Welbeck com Rooney a descer para médio centro.

Golos
67' - Livre para o Liverpool à entrada da área, descaído para a direita, marcado por Gerrard a passar entre os dois últimos jogadores da barreira (Giggs desvia-se da bola) e a entrar na baliza.
80' - Nani marca um canto do lado esquerdo do ataque para a entrada da pequena área onde Welbeck desvia de cabeça e Chicharito cabeceia para a baliza fazendo o golo.

Liverpool
25 - Pep Reina
3 - José Enrique
7 - Luis Suárez
8 -Steven Gerrard
18 - Dirk Kuyt
19 - Stewart Downing
21 - Lucas Leiva (14 - Jordan Henderson)
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly
37 - Martin Skrtel

Manchester United
1 - David de Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones (14 - Chicharito)
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
11 - Ryan Giggs
12 - Chris Smalling
13 - Park Ji-Sung (10 - Wayne Rooney)
18 - Ashley Young (17 - Nani)
19 - Danny Welbeck
24 - Darren Fletcher

Cartões Amarelos: Lucas Leiva (27'), Ashley Young (42'), Rio Ferdinand (53') e Patrice Evra (64').

Assistência: 45065 (Anfield Road)

Clima: Céu limpo (15ºC)

domingo, 18 de setembro de 2011

Barclays Premier League - Manchester United x Chelsea (5ª Jornada)

Contexto
O Manchester United ocupava à partida o 1º lugar a par do Manchester City, com 4 vitórias em 4 jogos.
O Chelsea estava em 3º lugar com 3 vitórias e 1 empate.

1ª Parte
O Manchester United, na fase ofensiva, jogou de uma forma mista alternando o ataque posicional com lançamentos longos para os corredores laterais no terço ofensivo, tentando com isto explorar a subida dos laterais do Chelsea e fazer com que estes não subam tanto a atacar pois é uma das armas perigosas do adversário. Jogando em ataque posicional, de forma a compensar a inferioridade numérica no meio campo, Rooney descia habitualmente até à zona dos médios centro de forma a dar solução de passe, os centrais abriam para que os laterais subam e criem linhas de passe nos corredores laterais (nesta situação, Anderson ou Fletcher desciam mais para dar equilíbrio na zona defensiva. Na fase defensiva, Chicharito e Rooney ficava no ataque e criavam-se 2 linhas defensivas de 4 jogadores que jogavam muito compactos e recuados.
O Chelsea apostava mais no ataque posicional, usando pouco os passes longos, tentando chegar à baliza através de uma forma sustentada de passe. Ramires era o médio centro que mais procurava desmarcações de rotura tentando bater a linha defensiva do Manchester. Durante toda a primeira parte, o Chelsea acumulou oportunidades e mostrou-se mais perigoso mas o Manchester United conseguiu nos 3 remates que fez, fazer 3 golos.

2ª Parte
O Chelsea mudou o seu sistema de jogo com a entrada de Anelka, passando agora a jogar em 1-4-2-3-1 com Mata a jogar como 10. O jogo começou logo com um golo para o Chelsea mas o Manchester United foi aumentando o seu domínio. A mudança de sistema do Chelsea acabou por não produzir grandes mudanças e a sua necessidade de fazer golos acabou por fazer com que se abrissem mais espaços a nível defensivo e as oportunidades foram aumentando de ambos os lados.

Jogadores-Chave
No Manchester United, Nani foi um desequilibrador, marcando um golo fantástico numa jogada individual e originando outro. Também os centrais Evans e Jones estiveram muito bem, tanto defensiva como ofensivamente.
No Chelsea, Ramires esteve muito bem nos processos ofensivos e defensivos. Também Torres fez um bom jogo, mostrando muita inteligência nas suas movimentações, tendo falhado apenas um golo claro. 

Substituições
Int - Entra Nicolas Anelka para o lugar de Frank Lampard. O Chelsea muda para 1-4-2-3-1 com Anelka a extremo esquerdo, Mata a 10, Meireles e Ramires a médios centro. Talvez uma tentativa de explorar a colocação de um jogador entre as duas linhas defensivas do Manchester United.
61' - Entra Luís Valencia para o lugar de Chris Smalling. Troca directa entrando um jogador mais ofensivo.
61' - Entra Michael Carrick para o lugar de Anderson. Troca directa entrando um jogador mais defensivo. Uma forma de equilibrar a maior tendência ofensiva de Valencia e a direccionar o jogo ainda mais para os corredores laterais dado que o Chelsea tinha reforçado o seu meio campo defensivo.
67' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa entrando um jogador mais possante e menos móvel.
78' - Entra Obi Mikel para o lugar de Raul Meireles. Troca directa. A partir daqui, Anelka ocupa uma posição mais central atrás de Torres e Mata descai mais para o lado esquerdo.
78' - Entra Dimitar Berbatov para o lugar de Chicharito. Troca directa.

Golos
7' - Livre do lado esquerdo do ataque do Manchester United, marcado por Young ao 2º poste onde Smalling aparece sozinho a cabecear para o golo.
36' - Evans faz um passe longo a virar o flanco para Nani, do lado direito, que recebe a bola, dribla um jogador para o meio, avança e coloca a bola a jeito do remate com o pé direito, fazendo depois um remate cruzado poderoso ao ângulo do 2º poste.
44' - Jones arranca com a bola desde o meio campo até à grande área onde joga para a frente aproveitando uma desmarcação de Nani, este tenta devolver para o meio, a bola é interceptada pelos jogadores do Chelsea mas a tentativa para tirar a bola da zona de perigo corre mal, a bola é chutada contra Nani e sobra para Rooney que faz facilmente o golo.
46' - Anelka recebe a bola perto do meio campo, no corredor lateral esquerdo, vem para o meio e ao ver a desmarcação de Torres faz um passe de ruptura para o mesmo que na frente de De Gea faz um bom golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
6 - Jonny Evans
8 - Anderson (16 - Michael Carrick)
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling (25 - Luís Valencia)
14 - Chicharito (9 - Dimitar Berbatov)
17 - Nani
18 - Ashley Young
24 - Darren Fletcher

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires
8 - Frank Lampard (39 - Nicolas Anelka)
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
16 - Raul Meireles (12 - Obi Mikel)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (18 - Romelu Lukaku)
26 - John Terry

Cartões Amarelos: Ramires (48'), John Terry (55'), Valencia (79') e Darren Flatcher (84').

Assistência: 75455 (Old Trafford)

Clima: Céu limpo (16ºC)

domingo, 7 de agosto de 2011

F.A. Community Shield - Manchester City x Manchester United

Contexto
É o primeiro jogo oficial da época para ambas as equipas. O United teve o seu último jogo de preparação apenas 2 dias antes, frente ao New York Cosmos onde venceu por 6-0. O City jogou o seu último jogo de preparação no dia 31 de Julho onde bateu o Inter de Milão por 3-0 na final do Dublin Supercup 2011. Neste jogo, caso as equipas estejam empatadas após os 90', é decidido nas grandes penalidades. Cada equipa pode fazer 6 substituições.

1ª Parte
O Manchester United entrou mais controlador no jogo, apostando claramente no ataque posicional com Anderson a ser muito importante ao dar soluções no meio campo. Atacaram ligeiramente mais pelo corredor lateral esquerdo apesar de fazerem variar muito o seu jogo. No processo defensivo, faziam 2 linhas de 4 jogadores com Welbeck a recuar ligeiramente para ocupar a zona central impedindo que Nigel de Jong tivesse espaço para jogar.
O Manchester City foi uma equipa mais direccionada para o ataque rápido com os jogadores na posse da bola a procurarem sempre um jogador mais adiantado para fazer a bola progredir com mais velocidade, ainda assim em relativa segurança não arriscando muito os passes longos. Defensivamente foram muito coesos não dando muito espaço entre-linhas aos jogadores do United.

2ª Parte
Ambas as equipas mantiveram a estrutura ao início da 2ª parte apesar das substituições do United. Apesar disso, o United entrou muito bem no jogo e ia tendo mais espaço para jogar com Cleverley a mostrar-se um jogador muito mais dinâmico a nível de movimentações que Carrick. Talvez por isso, Mancini decidiu retirar Balotelli e colocar mais um médio centro de forma a dificultar a manutenção da posse da bola por parte do United mas pouco tempo depois, o City volta a colocar um extremo em campo e volta também à sua forma inicial. O jogo tornou-se mais equilibrado e apenas um erro defensivo, já no final do jogo, permitiu que o United marcasse o 3º golo e decidi-se a partida.

Jogadores-Chave
No Mancester United, Nani foi claramente o melhor jogador pela influência directa no resultado. Não se perdeu em dribles e a sua qualidade e objectividade permitiram-lhe criar várias dificuldades ao City.
No Manchester City, Milner foi importante nas movimentações ofensivas através da criação de espaços e linhas de passe. David Silva também fez um bom jogo procurando sempre os espaços livres quer nos corredores laterais como no central (abrindo espaço para a subida do lateral).

Substituições
Int - Entra Tom Cleverley para o lugar de Michael Carrick. Troca directa.
Int - Entra Jonny Evans para o lugar de Nemanja Vidic. Troca directa.
Int - Entra Phil Jones para o lugar de Rio Ferdinand. Troca directa.
58' - Entra Gareth Barry para o lugar de Mario Balotelli. Barry foi jogar para o meio campo dando mais consistência e segurança. Talvez uma tentativa de se superiorizar ao United no meio campo onde estes só tinham 2 jogadores.
66' - Entra Adam Johnson para o lugar de James Milner. O City volta a actuar com 2 alas de raiz. Para além de Milner já ter um cartão amarelo, o facto de Evra também o ter visto na 1ª parte pode ter sido a razão para ter colocado um desequilibrador nesse corredor.
71' - Entra Rafael para o lugar de Patrice Evra. Troca directa. Parece ter sido uma substituição em resposta à anterior, tirando Evra que tinha um amarelo, 70' de jogo e um adversário directo desequilibrador e acabado de entrar.
72' - Entra Gaël Clichy para o lugar de Kolarov. Troca directa. Para além de refrescar o lado esquerdo da defesa, Kolarov já tinha um cartão amarelo e não era tão forte ofensivamente quanto Clichy.
88' - Entra Dimitar Berbatov para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa, provavelmente com Alex Fergunson a ter já em vista a experiência e qualidade de Berbatov para as grandes penalidades.

Golos
37' - David Silva marca um livre no lado direito do ataque do Man. City para o centro da área onde aparece Lescott a cabecear para o golo.
44' - Dzeko recebe um passe do lado esquerdo e, a meio do meio-campo do ataque, sem grande oposição por parte dos jogadores do Man. United, remata para o golo.
51' - Ashley Young marca um livre do lado esquerdo do seu ataque para o centro da área onde Chris Smalling consegue desviar com o pé para a baliza do City.
57' - Cleverley joga para a entrada da área para Danny Welbeck que de calcanhar passa de primeira para Rooney, este joga para Nani que está no meio à entrada da área. Nani devolve a Rooney que de calcanhar joga para Cleverley que toca de primeira para Nani que pica a bola por cima do Joe Hart.
93' - Num canto defensivo, Rooney chuta a bola para o meio-campo para tirar a bola da zona de perigo. Kompany falha a intercepção e Nani consegue isolar-se e só teve de driblar o Joe Hart para fazer o golo.

Man. City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
7 - James Milner (11 - Adam Johnson)
10 - Dzeko
13 - Kolarov (22 - Gaël Clichy)
21 - David Silva
34 - Nigel de Jong
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli (18 - Gareth Barry)

Man. United
1 - David de Gea
3 - Patrice Evra (21 - Rafael)
5 - Rio Ferdinand (4 - Phil Jones)
8 - Anderson
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling
15 - Nemanja Vidic (23 - Jonny Evans)
16 - Michael Carrick (35 - Tom Cleverley)
17 - Nani
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck (9 - Dimitar Berbatov)
Cartões Amarelos: Anderson (19'), Dzeko (19'), Micah Richards (21'), Yaya Touré (33'), Patrice Evra (39'), James Milner (55') e Kolarov (60').

Assistência: 77169 (New Wembley Stadium)

Clima: Chuva com abertas (17ºC)

sábado, 28 de maio de 2011

Champions League - Barcelona x Manchester United (Final)

Contexto
Vão estar na final 2 equipas que venceram os respectivos campeonatos. O Barcelona, pela espectacularidade do seu futebol, é considerado o favorito à vitória. Jogaram o último jogo no dia 21 de Maio, com o Málaga, fora, onde ganharam 3-1. O Manchester United fez o seu último jogo oficial no dia 22 de Maio, em casa, frente ao Blackpool vencendo por 4-2

1ª Parte
O Barcelona entrou igual a si próprio. Procurou muito a posse da bola e pressionou sempre o portador da bola adversário durante o processo defensivo. Não houve grandes surpresas no 11 inicial (excepto a ausência de Puyol). David Villa que actualmente joga do lado esquerdo do ataque, apareceu hoje no lado direito trocando com Pedro.
O Manchester United entrou muito pressionante nos primeiros minutos, causando várias perdas de bola dos jogadores do Barcelona mas depois dos 10' ou 15' começou a ficar patente as dificuldades em pressionar os jogadores do Barcelona, muito devido à constante inferioridade numérica dos jogadores do Manchester United no meio-campo, sendo que Giggs não tinha capacidade física para pressionar a bola que estava em constante movimento a toda a largura do campo e Carrick estava a pressionar sozinho, contanto por vezes com o auxílio de Park que vinha do seu corredor para fechar o corredor central e Rooney que se viu igualmente obrigado a abandonar a sua zona para pressionar o pivôt defensivo. O Barcelona tinha nessa zona Busquets, Xavi, Iniesta e Messi que estavam em constante movimentação. Em termos ofensivos, o Manchester United optou claramente pelo jogo directo para tentar aproveitar a velocidade de Chicharito de forma bater a linha defensiva do Barcelona que está, por defeito, bastante adiantada.

2ª Parte
No início da 2ª parte tudo permaneceu igual mas passados alguns minutos, viu-se Giggs a passar para o lado esquerdo trocando com Park. Eram notórias as dificuldades que o Manchester United sentia no corredor central e era preciso mais espírito de sacrifício para tentar reduzir o espaço disponível para os médios do Barcelona. Apesar da excelente capacidade técnica e inteligência de Ryan Giggs, ficou a clara ideia de que este não estava a conseguir lidar com o jogo a nível defensivo e parece que Alex Fergunson quis manter-se leal ao Giggs, mantendo-o em campo quando estava Anderson no banco. Nada mudou em termos de tendências de jogo com as substituições,  excepto o facto de que o Barcelona tinha cada vez mais espaço para jogar devido ao cansaço dos jogadores do Manchester United e o vencedor estava praticamente definido ainda antes do 3º golo dos catalães.

Jogadores-Chave
No Barcelona, o inevitável Messi voltou a destacar-se no meio de toda a genialidade da equipa. Ele conseguiu desequilibrar a equipa do Manchester United cada vez que teve a bola nos pés.
No Manchester United, Vidic fez uma exibição segura, com intervenções muito importantes. Rooney e Park também foram incansáveis na luta contra a superioridade numérica do Barcelona em todos os sectores.

Substituições
68' - Entra Nani para o lugar de Fábio. Valencia passa a jogar a lateral direito e Nani fica a médio ala direito. O Manchester United ganha assim mais criatividade naquele corredor.
75' - Entra Paul Scholes para o lugar de Michael Carrick. Troca directa, provavelmente para refrescar o meio-campo.
85' - Entra Keita para o lugar de David Villa. Andrés Iniesta passa para o lugar de David Villa e Keita passa a jogar no meio-campo.
87' - Entra Carles Puyol para o lugar de Daniel Alves. Troca directa, entrando um jogador com características mais defensivas. Pode também ter sido uma substituição para homenagear o capitão do Barcelona, Puyol, numa altura que o jogo estava praticamente decidido.
90'+1' - Entra Afellay para o lugar de Pedro. Troca directa.

Golos
26' - No meio campo, Iniesta faz um passe curto em profundidade para Xavi que conduz a bola na direcção da baliza e antes de chegar à entrada da área, abre na direita para Pedro que remata para fazer o golo.
33' - Fábio recupera a bola depois de um lançamento de Abidal. Joga curto para Rooney que faz uma combinação directa com Carrick tirando um adversário do caminho, conduz a bola na direcção da baliza e antes de chegar à área faz nova combinação directa com Giggs e depois Rooney remata cruzado para a baliza não dando hipóteses a Valdés.
53' - Xavi e Iniesta trocam a bola à entrada da área do Manchester United, este último faz um passe lateral para Messi que está descaído para o lado direito. Messi puxa a bola para o meio e remata de fora da área para fazer o golo.
68' - No lado direito do ataque do Barcelona, Messi dribla Nani e entra na grande área, tenta jogar atrasado e após alguns ressaltos de bola e a ineficácia da defesa do Manchester United para tirar a mesma da zona de perigo, é David Villa que acaba por recebê-la à entrada da área rematando em arco e não dando hipóteses a van der Sar.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves (5 - Carles Puyol)
14 - Javier Mascherano
3 - Gerard Piqué
22 - Éric Abidal
16 - Sergio Busquets
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta
7 - David Villa (15 - Keita)
17 - Pedro (20 - Afellay)
10 - Lionel Messi

Manchester United
1 - Edwin van der Sar
20 - Fábio (17 - Nani)
5 - Rio Ferdinand
15 - Nemanja Vidic
3 - Patrice Evra
25 - Luís Valencia
16 - Michael Carrick (18 - Paul Scholes)
11 - Ryan Giggs
13 - Park Ji-Sung
10 - Wayne Rooney
14 - Chicharito

Cartões Amarelos: Daniel Alves (59'), Michael Carrick (60'), Luís Valencia (79'), Víctor Valdés (84')

Assistência: 87695

Clima: Céu limpo (15ºC)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Champions League - Chelsea x Manchester United (Quartos de Final - 1ª Mão)


O Chelsea não entrou com uma atitude dominadora em fase defensiva (deixava o Manchester trocar a bola na linha defensiva sem grandes problemas) com Torres muitas vezes a aproximar-se da sua linha média. A excepção era quando a bola era recebida por Rafael, em que Zhirkov tinha a preocupação de pressionar de imediato para forçar o erro do lateral brasileiro. Quando optavam pelo ataque posicional, havia uma tendência para atacar pelos corredores laterais com Bosingwa a fazer muitas vezes o overlap a Ramires e a ganhar a linha de fundo. Mesmo quando os médios centro levavam a bola pelo corredor central, havia uma clara tendência para os avançados darem linha de passe no corredor lateral, não havendo assim passes de ruptura para as costas da defesa adversária. No entanto, foram muitas as vezes em que optaram pelo ataque rápido com bolas directas para o ataque, com Drogba a ser o alvo preferencial.

Tal como o Chelsea, também o Manchester United optava por não pressionar a linha defensiva adversária apesar de jogar ainda mais recuado que o Chelsea, esperando a equipa adversária no próprio meio campo. Valencia e Park mostraram uma grande preocupação em fechar o corredor lateral no processo defensivo. O golo marcado relativamente cedo (23') também ajudou a esta mentalidade mais defensiva.

Durante praticamente todo o jogo, o Chelsea teve um maior domínio do jogo com o Manchester a criar poucas oportunidades de finalização. Ainda assim, foi na 2ª parte que a superioridade do Chelsea foi maior. Mesmo com os médios alas do Manchester a terem uma grande preocupação defensiva, foi dos corredores laterais que sairam os lances de maior perigo para o Chelsea. Após a substituição de Bosingwa, Essien que havia passado para defesa direito, acabou por ter um papel importante a nível defensiva porque, apesar de em processo defensivo ter assumir o mesmo papel que Bosingwa, no processo ofensivo tinha uma clara tendência de flectir para o meio, criando superioridade numérica. A partir deste momento, o Manchester United foi totalmente dominado pelo Chelsea mas mantendo ainda assim o resultado. Um empate não teria sido injusto, apesar da 'justiça' nos resultados ser algo muito relativo.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Fernando Torres foi um jogador muito participativo no ataque e conseguia dar seguimento aos lances com relativa facilidade. Bosingwa também esteve bem nas penetrações pelos corredores laterais com um par de cruzamentos muito perigosos para a área.
No Manchester United, o maior destaque terá de ir para van der Sar que fez um conjunto de defesas importantíssimas que permitiu à sua equipa não sofrer golos no jogo. Park também foi muito importante no processo defensivo, tanto ao nível do desarme como a nível posicional.

Substituições
Aos 51' Nani entra para Rafael que sai lesionado num joelho. Nani assume a posição de médio ala direito, passando Valencia a ocupar a posição de Rafael.
Malouda entra aos 70' para o lugar de Zhirkov. Este último teve uma exibição algo apagada e não sendo um jogador tão talentoso quanto Malouda, acabou por ser uma opção inteligente para explorar a falta de rotina de Valencia como lateral direito.
Também aos 70', Anelka substitui Drogba, não havendo grandes alterações na forma de jogar da equipa.
Aos 78' entra John Obi Mikel para o lugar de Bosingwa. Com esta troca, Mikel fica no meio campo e Essien passa para lateral direito.
Aos 78' entra também Berbatov para o lugar de Chicharito, que havia tido uma exibição fraca, sem grande participação no jogo.
Aos 94' entra Smalling para o lugar de Park Jin-Sung com o único propósito de queimar tempo.

Golos
23' - Carrick faz um passe a virar o centro de jogo para o corredor lateral esquerdo onde Giggs recebe orientado para a baliza ao chegar à linha de fundo, faz um passe atrasado para Rooney que de primeira remata para o 2º poste com a bola a bater no poste e a entrar.

Chelsea
Petr Cech
Bosingwa (John Obi Mikel - 78')
Ivanovic
John Terry
Ashley Cole
Ramires
Michael Essien
Lampard
Zhirkov (Malouda - 70')
Drogba (Anelka - 70')
Fernando Torres

Manchester United
Edwin van der Sar
Rafael (Nani - 51')
Rio Ferdinand
Vidic
Evra
Valencia
Carrick
Ryan Giggs
Park Ji-Sung (Smalling - 94')
Rooney
Chicharito (Berbatov - 78')

Cartões Amarelos: Zhirkov (36'), Ramires (60'), Michael Essien (66'), Vidic (74'), Edwin van der Sar (80'), Fernando Torres (90').

Assistência: (Desconhecido)

Condições Climatéricas: Céu limpo (22ºC)