Marcha no Marcador
109' - 1x0 (Éder)
1ª Parte
Tal como se esperava, a França entrou em campo determinada em assumir o controlo do jogo, sendo que apesar disso, ao chegar perto do último terço ofensivo o seu jogo era sempre bastante objectivo em termos de rapidez com que pretendiam chegar à baliza. Os seus jogadores mostraram muita mobilidade com Griezmann a cobrir uma grande área do terreno para criar vantagem no meio onde estavam 2 médios franceses para 4 portugueses. Os alas procuravam muito o jogo interior com Evra e Sagna a subirem muito no terreno quando a bola circulava para o seu lado. Portugal não se preocupou em pressionar alto e esperou sempre no seu meio campo defensivo com os avançados a fecharem principalmente o corredor central, com Adrien a ter um papel importante para seguir o médio francês (Matuidi ou Pogba) que descia para vir buscar jogo. Após a saída de Ronaldo, Portugal passou a jogar em 4-3-3 o que fez com que a equipa conseguisse uma maior consistência defensiva no setor médio mas também desceu mais a equipa devido à menor capacidade de pressão no frente. Esta alteração acabou por permitir a Portugal abrir mais o jogo no processo ofensivo e conseguir dessa forma mais espaço para jogar no corredor central (algo que não acontecia em 4-4-2 losango). No geral, ficou clara a superioridade física, em termos de força, da equipa francesa em relação à portuguesa com as bolas divididas a serem ganhas predominantemente pelos franceses.
2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo pouco mudou desde a 1ª parte. Ambos os treinadores se preocuparam em substituir os jogadores mais desgastados, mantendo a sua equipa com algum potencial ofensivo à medida que o desgaste em ambas as equipas ia aumentando. Notou-se a espaços que a França, a partir de meio da 2ª parte começou a querer pressionar mais alto mas principalmente nas saídas de bola pelo guarda-redes, mantendo sempre várias cautelas defensivas quando não tinha a bola. A substituição que mais marcou Portugal acabou por ser a entrada de Éder que esteve muito bem no seu papel, servindo como jogador de referência no ataque e ganhando várias bolas aéreas e protegendo bolas rasteiras enquanto servia os seus extremos que criaram muito mais perigo nas suas posições de origem.
Prolongamento
Nestas competições, nos prolongamentos as equipas tendem a ser mais cautelosas e a frescura física das equipas tende a ser muito determinante. A França talvez tenha demorado muito a fazer a 3ª substituição para dar mais frescura à sua equipa. Portugal continuava a ter algumas oportunidades de bolas paradas e acabou mesmo por ser Éder, com um remate de meia distância, a fazer a diferença ao marcar o único golo do jogo. A partir daí, Portugal aumentou a sua consistência defensiva mas manteve sempre aberta a via do contra-ataque o que talvez tenha aumentado a relutância de Didier Deschamps de colocar mais homens na frente de ataque, mesmo já em desvantagem.
Substituições
25' - Entra Ricardo Quaresma para o lugar de Cristiano Ronaldo. Com Ronaldo a sair lesionado, Portugal passa a jogar em 4-3-3 com Quaresma na direita, João Mário na esquerda e Nani na frente com Adrien a jogar a médio centro ao lado de Renato Sanches.
58' - Entra Kingsley Coman para o lugar de Dimitry Payet. Troca direta.
67' - Entra João Moutinho para o lugar de Adrien Silva. Moutinho joga a médio centro descaído para a direita com Renato Sanches a passar para o lado esquerdo do centro do meio campo.
78' - Entra André-Pierre Gignac para o lugar de Olivier Giroud. Troca direta.
79' - Entra Éder para o lugar de Renato Sanches. Nani passa para a direita, Quaresma para a esquerda e Éder fica a jogar como ponta de lança.
109' - Entra Anthony Martial para o lugar de Moussa Sissoko. Martial fica a jogar a extremo esquerdo com Coman a passar para o lado direito.
Cartões Amarelos: Cédric Soares (34'), João Mário (62'), Samuel Umtiti (80'), Raphael Guerreiro (95'), Blaise Matuidi (97'), William Carvalho (98') e Rui Patrício (120'+2).
Mostrar mensagens com a etiqueta Didier Deschamps. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Didier Deschamps. Mostrar todas as mensagens
domingo, 10 de julho de 2016
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Campeonato do Mundo - França 0 x 1 Alemanha (Quartos de Final)
Marcha no Marcador
13' - 0x1 (Mats Hummels)
1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional mas a França foi um pouco mais vertical, procurando muito a bola em profundidade para os corredores laterais. Os seus médios centro tiveram sempre pouco espaço com a equipa da Alemanha sempre preocupada em fechar as linhas de passe nessa zona. Cabaye ainda foi um jogador muito solicitado na 2ª fase de construção mas Kroos estava sempre próximo, inviabilizando muitas vezes o passe dos centrais para o médio defensivo. Defenderam no seu meio campo defensivo, sem pressionar muito a defesa adversária. A Alemanha controlou sempre a posse da bola, jogando com muita paciência e preferencialmente pelo corredor central. Tanto Özil como Müller são jogadores que gostam de receber a bola no corredor central pelo que nem sempre havia essa solução. Esta situação era mais óbvia no lado esquerdo pois Howedes não dava profundidade no corredor e quando Özil entrava no meio, o lado esquerdo ficava vazio. No lado direito, quando Müller estava no meio, era muitas vezes Khedira a cair no corredor para dar solução aos seus colegas. Foram mais pressionantes que a França defensivamente, sendo essa uma das razões pela qual conseguiram ter um domínio tão claro e estiveram sempre muito compactos, com a linha defensiva muito avançada, aproveitando a boa capacidade na saída da baliza do seu guarda-redes para poder tornar a equipa mais agressiva no processo defensivo. O golo da Alemanha acaba por nascer de um livre lateral numa primeira parte foi a França que conseguiu mais remates.
2ª Parte
Sem substituições ao intervalo, foi notória a subida das linhas da França que passou a pressionar no meio campo ofensivo e complicou a troca de bola da equipa adversária. Joachim Löw é o primeiro treinador a mexer na equipa e coloca Schürrle por Klose, aumentando assim a profundidade do seu ataque e deu uma solução muito válida para o contra-ataque, algo natural devido à forma de jogar da França que se mantinha em desvantagem. Aos 73', acontece a primeira alteração tática do jogo com Deschamps a colocar Remy por Cabaye passando a jogar em 4-4-2. O problema desta substituição é que a intenção de colocar um homem mais na frente teria de pressupor um jogo mais direto da França pois sabiam que iam perder o meio campo mas este tipo de jogo nunca seria viável com Valbuena na frente de ataque (o jogador mais baixo em campo), que dificilmente teria espaço para fazer uso das suas qualidades uma vez que a Alemanha tinha recuado ligeiramente as linhas. A substiuição mais natural acabou por acontecer aos 85' com a entrada de Giroud. Já após Löw ter colocado em campo Kramer para dar consistência defensiva à sua equipa, a França ainda conseguiu uma situação de muito perigo com Neuer a salvar (mais uma vez) a sua equipa.
Substituições
69' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Schürrle fica como extremo direito e Müller passa para ponta de lança.
72' - Entra Laurent Koscielny para o lugar de Mamadou Sakho. Troca direta com Sakho a sair lesionado.
73' - Entra Loïc Rémy para o lugar de Yohan Cabaye. Passam a joga em 4-4-2 com Rémy a ala direito e Valbuena a jogar como segundo avançado.
83' - Entra Mario Götze para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
85' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Mathieu Valbuena. Troca direta.
92' - Entra Christoph Kramer para o lugar de Toni Kroos. Troca direta.
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Cartões Amarelos: Sami Khedira (54') e Bastian Shcweinsteiger (80').
Assistência: 74.240 (Maracanã)
Clima: Céu limpo (26ºC)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




