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sábado, 11 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 2 x 1 Benfica (29ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 0x1 (Lima)
25' - 1x1 (Silvestre Varela)
91' - 2x1 (Kelvin)

1ª Parte
Neste jogo apenas a vitória servia ao Porto e a derrota dava o título ao Benfica. O empate servia mais ao Benfica que estava 2 pontos à frente do Porto. Desta forma, foi a equipa da casa que entrou mais pressionante quando não tinha a bola, tentando ganhá-la o mais à frente possível, jogando sempre com as linhas muito adiantadas tornando muito difícil qualquer tentativa de ataque organizado por parte do Benfica. Tanto Varela como James assumiam um posicionamento muito interior (principalmente do lado direito uma vez que trocaram algumas vezes de lado), para dar espaço para a subida de Danilo que foi o lateral mais ofensivo. Esta foi a principal razão pela qual Ola John jogou tão recuado no terreno (e foi tão importante para a equipa), vendo-se sempre obrigado a fechar o corredor lateral esquerdo da sua equipa (quer pela presença de Lucho como de Danilo), uma vez que André Almeida tinha de fechar no corredor central para acompanhar James. O Benfica tentou várias vezes sair em ataque posicional mas viu-se obrigado a jogar longo por várias vezes, quer pela pressão dos jogadores do Porto ao portador da bola, quer para tentar explorar a subida da linha defensiva adversária.

2ª Parte
Jorge Jesus foi o primeiro treinador a mexer na equipa e fez-lo no sentido da segurança defensiva, colocando Roderick Miranda a médio centro, quando tinha outros jogadores para a posição de Gaitán. Acabou por ser uma alteração compreensível, com um resultado que se mostrava favorável à sua equipa. Pouco depois coloca Cardozo por Lima (provavelmente será essa a dupla na final da Liga Europa) após Vítor Pereira colocar Defour por lesão de Fernando. O jogo mantinha-se com a mesma tendencia, com o Porto a subir bastante no terreno e o Benfica a tentar explorar um contra-ataque para acabar com o jogo. Ainda assim, a alteração chave do jogo acabou por pertencer ao Porto e a dois tempos. A entrada de Kelvin procurou abrir o jogo do Porto, tentando esticar a linha defensiva do Benfica e procurar espaços no corredor central, estratégia que foi potenciada ao máximo com a colocação de mais um ponta de lança, com o Porto a sobrecarregar a zona central do Benfica, zona por onde nasceu o golo da vitória (passe de Liedson para Kelvin).

Substituições
67' - Entra Roderick Miranda para o lugar de Nicolás Gaitán. Roderick fica como médio centro, ao lado de Matic, com Enzo Pérez a subir para segundo ponta de lança.
73' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando. Troca direta com Fernando a sair lesionado.
73' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
79' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho González. Kelvin fica a jogar como extremo esquerdo, Varela passa para o lado direito e James fica a fazer a posição de Lucho.
84' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Ola John. Aimar fica como segundo ponta de lança e Enzo Pérez passa para o lado esquerdo com Ola John a sair lesionado.
84' - Entra Liedson para o lugar de Danilo. Varela faz todo o corredor direito e Liedson fica como ponta de lança ao lado de Jackson.


Árbitro: Pedro Proença

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (46'), James Rodríguez (56'), Nemanja Matic (59'), Fernando (66'), Steven Defour (80'), Artur Moraes (85') e Helton (94').

Assistência: 50117 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (15ºC)

sábado, 4 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Nacional 1 x 3 Porto (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 0x1 (James Rodríguez)
19' - 0x2 (Eliaquim Mangala)
22' - 0x3 (Lucho González)
27' - 1x3 (Daniel Candeias)

1ª Parte
O Porto dominou todo o primeiro tempo, jogando em ataque posicional e mostrando-se muito eficiente na manutenção da posse da bola. O facto do Nacional apenas defender dentro do seu meio campo (apesar de aí se mostrarem pressionantes) ajudou à tranquilidade do Porto com bola mas mais importante foi a mobilidade mostrada pelo seu meio campo e ataque. Tanto Moutinho como Lucho se mostraram muito móveis e jogaram a toda a largura, posicionando-se sempre em função da bola e dos colegas para ocupar racionalmente os espaços, sendo que grande parte das vezes Moutinho mantinha-se mais posicional (equilíbrio na meia direita) com Lucho a jogar mais à frente para fazer a ligação ao ataque. James procurava o espaço interior, abrindo o corredor para Danilo que tinha quase sempre a cobertura quer de Moutinho, quer de Fernando. Também a ação defensiva do Porto contribuiu para o seu domínio com os seus jogadores a pressionarem rapidamente a bola após a perda da posse. A tentativa do Nacional querer pressionar rapidamente o portador da bola após este receber a mesma fazia com que abrisse espaços que foram bem aproveitados nos corredores laterais, principalmente nas costas de Nuno Campos onde aparecia muitas vezes Lucho ou Mangala).

2ª Parte
Manuel Machado mudou o sistema tático ao intervalo, colocando dois médios interiores que subiam bastante no terreno na pressão aos adversários. Foi uma alteração que aparentemente trouxe melhorias à equipa, dificultando a circulação da bola à equipa do Porto mas esta melhoria não trouxe efeitos práticos ao jogo, até porque apesar da subida das linhas, o Nacional tinha muitas dificuldades em lidar com a mobilidade dos jogadores do Porto. A entrada de Barcellos ainda tentou dar mais criatividade ao meio campo do Nacional mas já se mostrava muito difícil alterar o resultado do jogo. A substituição mais importante de Vítor Pereira acabou por ser a entrada de Castro que trouxe mais energia ao meio campo. A entrada de Defour e Izmaylov não foi mais que gestão da equipa, sem trazer grandes alterações ao jogo.

Substituições
Int - Entra Claudemir para o lugar de Moreno. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Ali Ghazal a médio defensivo e Claudemir a médio interior direito ao lado de Jota.
Int - Entra Ladji Keita para o lugar de Mateus. Mario Rondón passa para extremo direito e Keita fica como ponta de lança.
62' - Entra Diego Barcellos para o lugar de Nuno Campos. Claudemir passa para lateral direito e Diego Barcellos fica como médio centro.
69' - Entra André Castro para o lugar de Fernando. Troca direta.
78' - Entra Steven Defour para o lugar de Silvestre Varela. Defour fica como extremo direito e James passa para o lado esquerdo.
85' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: Cosme Machado

Cartões Amarelos: Eliaquim Mangala (26'), Daniel Candeias (30'), Fernando (52'), Helton (71'), Ladji Keita (89') e Marat Izmaylov (91').

Assistência: Desconhecido (Estádio da Madeira)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 3 x 1 Braga (25ª Jornada)


Marcha no Marcador
22' - 0x1 (Alan)
37' - 1x1 (James Rodríguez)
83' - 2x1 (Kelvin)
86' - 3x1 (Kelvin)

1ª Parte
Foi um jogo entre duas equipas que assumiram estratégias completamente distintas. Por um lado, o Porto jogou em ataque posicional, assumindo o controlo do jogo do primeiro ao último minuto. Os médios e avançados mostraram uma grande mobilidade, com os interiores Moutinho e Lucho a trocarem várias vezes com os extremos que procuravam constantemente o jogo interior, também os laterais se envolveram muito no ataque, deixando apenas os dois centrais junto à linha do meio campo (estiveram sempre em superioridade numérica porque o Braga apenas deixava Mossoró no ataque). O Porto jogou a toda a largura e procurou sempre os espaços interiores apesar da dificuldade para o fazer devido à ação defensiva do Braga, que tinha uma linha defensiva de 4 jogadores mais uma linha média de 5 jogadores, que apresentaram uma distância intersetorial muito curta e sempre a procurar fechar o corredor central. O Braga defendeu sempre no seu próprio meio campo e apenas pressionava os jogadores adversários quando estes estavam dentro do bloco defensivo, permitindo aos adversários explorar o jogo exterior, tentando apenas fechar as linhas de passe para o corredor central. O jogo ofensivo do Braga resumia-se às suas ações de contra-ataque, onde os seus jogadores tentavam colocar a bola na frente imediatamente após a sua conquista. O Porto também foi sempre muito pressionante sem bola, não permitindo o Braga construir quando tinha oportunidade.
O Braga marcou numa das poucas oportunidades que teve para combinar junto à área adversária, com Alan a rematar de primeira para o golo. James marcou numa das poucas vezes que o Porto conseguiu ter a bola no corredor central em condições para rematar à baliza.

2ª Parte
Com a igualdade na partida, o jogo manteve-se com a mesma tendência, com o Braga a mostrar-se satisfeito com o empate e a defender muito bem o espaço interior, mantendo o Porto longe da baliza. Vítor Pereira, com a sua equipa a dominar claramente o jogo, fez a única coisa que podia fazer para tentar resolver o jogo que foi colocar dois desequilibrados nos corredores laterais para tentar encontrar mais espaços no corredor central, sendo que Kelvin acaba por decidir o jogo. A colocação de James atrás de Jackson acabou por atrair mais atenção por parte dos jogadores do Braga, abrindo mais espaços nos corredores laterais. José Peseiro refrescou a frente de ataque para manter em aberto a sua solução ofensiva, mudando apenas o sistema tático quando em desvantagem, colocando um criativo na posição dez e refrescando o corredor direito mas já era demasiado tarde para alterar o resultado.

Substituições
Int - Entra Abdoulaye para o lugar de Maicon. Troca direta com Maicon a sair lesionado.
62' - Entra Christian Atsu para o lugar de Steven Defour. Troca direta.
68' - Entra Carlão para o lugar de Mossoró. Troca direta.
76' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Fernando e Moutinho a médios centro, James na posição dez e Kelvin a extremo direito.
86' - Entra Rúben Micael para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Rúben Micael a jogar na posição dez e Custódio a jogar a médio centro ao lado de Mauro.
90' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.

Árbitro: Pedro Proença

Cartão Amarelo: Quim (67')

Assistência: 32000 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 2 de março de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting x Porto (21ª Jornada)


Marcha do Marcador
(Não houve golos)

1ª Parte
O Sporting jogou claramente em contra-ataque e praticamente todas as bolas que recuperavam no seu meio campo defensivo eram bombeadas para o homem mais adiantado, quer para os extremos, quer para o ponta de lança, tentando explorar o habitual adiantamento do terreno da equipa do Porto, principalmente dos laterais. Apesar de Capel ter começado no lado esquerdo, trocou de lado com Labyad ainda muito cedo na partida, talvez com Jesualdo a estar ciente do maior perigo de Alex Sandro, que iria beneficiar do movimento interior do extremo esquerdo da sua equipa (fosse o Varela ou o Izmaylov). Defensivamente mostraram sempre duas linhas de quatro jogadores com Rinaudo entre ambas as linhas, tentando anular Lucho ou qualquer outro jogador que aparecesse nessa zona. Os extremos tiveram sempre a preocupação em acompanhar os laterais adversários. 
O Porto jogou em ataque posicional, procurando muito os corredores laterais para cruzar para a área. Muitas das suas soluções também passavam por colocar a bola entre a linha defensiva e média do Sporting de forma a criar desequilíbrios na defesa adversária para depois poderem explorar desmarcações de rutura para os espaços que eram abertos. Lucho era o médio mais móvel, aparecendo sempre perto da bola a toda a largura. O Porto conseguiu alguns desequilíbrios através das desmarcações dos seus médios interiores para o corredor lateral uma vez que o Sporting se concentrava muito nos laterais e extremos adversários. Foram muito pressionantes defensivamente, principalmente nas transições, não dando espaço aos jogadores adversários.

2ª Parte
O jogo não sofreu alterações ao intervalo e o Sporting manteve-se recuado no campo, uma vez que sabiam que a pressão era maior da parte do Porto e que os visitantes iriam começar a subir mais no terreno e a deixar mais espaços atrás para explorar o contra-ataque. A entrada de James aos 56' foi o primeiro sinal de que Vítor Pereira queria mais do jogo, tentando explorar a eventual falta de experiência de Dier frente a um jogador bastante criativo e também abrindo mais espaço para as subidas de Danilo, uma vez que James tem sempre a tendência para procurar espaços interiores. Por sua vez, Jesualdo Ferreira começa a potenciar o contra-ataque começando com a entrada de Bruma para o lugar de Labyad, com o primeiro a ser mais explosivo e perigoso nas transições ofensivas. Aos 67' Vítor Pereira coloca Atsu e tenta uma diferente abordagem, com Atsu a ficar mais preso à linha e tentando talvez abrir mais a defesa do Sporting. O segundo passo para potenciar o contra-ataque do Sporting foi a colocação de Carrillo na frente (apesar de jogar a avançado, descia no processo ofensivo para ajudar o meio campo) dando mais velocidade ao ataque. E o terceiro passo não aconteceu uma vez que a expulsão de Rojo implicou queimar a última substituição com o central Fokobo, mas com Carrillo a passar para o lado direito, o Sporting ficou com os corredores laterais frescos e sempre prontos para as transições ofensivas. A jogar com mais um jogador, o Porto coloca Liedson, abdicando de um médio centro mas esta substituição, apesar de implicar mais jogadores do Porto no último terço, não significou mais perigo uma vez que o Sporting estava contente com o resultado e com as linhas muito recuadas, sendo que o Porto não conseguiu aproveitar o jogador 'extra' na frente pois faltou um jogador 'extra' na construção e nos desequilíbrios entre linhas.

Jogadores-Chave
No Sporting não houve grandes destaques individuais com a equipa a valer pelo todo na sua estratégia mais defensiva e de sacrifício.
No Porto, apesar de pouco visível, Fernando fez um jogo muito bom tendo sido muito importante na ocupação e abertura de espaços, tendo sido muito inteligente nas suas ações sem bola, sempre em prol da equipa.

Substituições
56' - Entra James Rodríguez para o lugar de Marat Izmaylov. James joga a extremo direito e Varela a extremo esquerdo.
61' - Entra Bruma para o lugar de Zakaria Labyad. Troca direta.
67' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
75' - Entra André Carrillo para o lugar de Adrien Silva. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Carrillo a jogar na frente com Wolfswinkel.
80' - Entra Fabrice Fokobo para o lugar de Diego Capel. Passam a jogar em 1-4-4-1 com Fokobo a jogar a central e Carrillo a passar para extremo direito.
81' - Entra Liedson para o lugar de Steven Defour. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Liedson a ponta de lança ao lado de Jackson e Lucho a jogar a médio centro com Fernando.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Marat Izmaylov (38'), Marcos Rojo (44' e 78'), André Carrillo (80'), Maicon (80'), Fernando (86'), Miguel Lopes (89') e Bruma (91').

Cartão Vermelho: Marcos Rojo (78').

Assistência: 27436 (José Alvalade XXI)

Clima: Céu limpo (13ºC)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica x Porto (14ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Benfica atuava num 1-4-4-2 clássico com Enzo Pérez e Matic no corredor central do meio campo e Lima a descer ligeiramente sempre que necessário para ajudar na pressão ao meio defensivo adversário. Não jogaram com um bloco muito alto, pressionando principalmente no seu meio campo defensivo, com os avançados a não serem muito assertivos nas ações de pressão para lá da linha do meio campo. No processo ofensivo, Enzo Pérez subia no terreno jogando praticamente na posição dez. Gaitán, mesmo jogando no corredor esquerdo, tentava vários movimentos interiores com bola, conseguindo alguns desequilíbrios através do drible. Os cruzamentos do lado esquerdo saiam apenas dos pés de Melgarejo. Salvio jogou mais encostado à linha. Tiveram muitas dificuldades em construir devido à pressão do adversário.
O Porto pressionou muito alto, limitando ao máximo as primeiras fases de construção do Benfica. Tentaram sempre ganhar a bola em posições adiantadas do terreno. Ofensivamente, tentaram criar desequilíbrios aproveitando a subida dos seus laterais, principalmente de Danilo que gozava de mais espaço que Alex Sandro uma vez que Defour, extremo direito, aparecia várias vezes no corredor central sem bola, abrindo o corredor para a subida do seu colega. Varela é um jogador mais de corredor e costuma fazer apenas movimentos interiores com bola. 

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, ambas as equipas sabiam o que esperar do jogo e tanto Jorge Jesus como Vítor Pereira preferiram manter-se na espetativa sobre qualquer alteração do adversário. Acabou por ser um jogo equilibrado com ambas as equipas bem organizadas no processo defensivo, obrigando os seus jogadores a tentarem recorrer várias vezes a ações individuais para criarem desequilíbrios. A colocação de Carlos Martins por Enzo Pérez foi uma resposta à forte presença do Porto no meio campo, sendo Enzo Pérez um jogador sem grandes atributos defensivos e já com cartão amarelo. Aimar poderá ter entrado com o objetivo de trazer mais criatividade à equipa mas ao jogar numa posição tão adiantada acabou por não ter soluções nos passes de rutura (Cardozo era mais lento que qualquer um dos centrais do Porto) nem foi uma ameaça ao aparecer nas costas da defesa. A entrada de Izmaylov no Porto acabou por ditar uma alteração no sentido do jogo com Varela a passar para o lado direito e a não dar tanto espaço a Danilo para subir como dava Defour. Izmaylov, sendo destro, acabou por dar esse espaço a Alex Sandro. Dada a consistência defensiva do Porto, Jorge Jesus viu em Ola John o desequilibrador que podia decidir alguma coisa no jogo. Já Vítor Pereira contentou-se com o empate ao colocar mais um defesa e a queimar a última substituição, tirando o capitão que ao trocar a braçadeira conseguiu ganhar alguns segundos preciosos. 

Jogadores-Chave
No Benfica, Jardel e Matic fizeram um jogo muito bom, a nível defensivo. Deram muita segurança à sua equipa.
No Porto, Mangala fez um grande jogo anulando por completo os seus adversários diretos. Alex Sandro esteve em destaque, na segunda parte, no processo ofensivo e também nas ações individuais defensivas.

Marcha no Marcador
8' - 0x1 (Eliaquim Mangala)
10' - 1x1 (Nemanja Matic)
15' - 1x2 (Jackson Martínez)
17' - 2x2 (Nicolás Gaitán)

Substituições
58' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
69' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Lima. Troca direta.
75' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Steven Defour. Izmaylov fica a jogar a extremo esquerdo e Varela passa para o lado direito.
88' - Entra Ola John para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca direta.
88' - Entra Abdoulaye para o lugar de Silvestre Varela. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Izmaylov e Jackson como homens mais adiantados e Abdoulaye a ser o terceiro central.
93' - Entra André Castro para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (47'), Nemanja Matic (63'), João Moutinho (82') e Maxi Pereira (86').

Assistência: 60566 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu pouco nublado (11ºC)

domingo, 25 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Porto (10ª Jornada)


1ª Parte
O Braga jogou de uma forma muito conservadora, defendendo no seu meio campo defensivo. Eventualmente mostraram uma pressão forte em lances de transição defensiva de forma a evitar que o Porto consiga jogar rapidamente no ataque, onde a velocidade é uma das características dos seus jogadores. Foram uma imagem do estereótipo de um 'outsider' que aposta na consistência defensiva, tentando surpreender em ações de contra-ataque e lances de bola parada. O contra-ataque nem sempre consistia em lançar bolas longas para as costas da defesa, com os jogadores a apostarem muitas vezes em colocar a bola jogável nos extremos para que estes conduzam rapidamente enquanto Éder luta por ganhar espaço por entre os centrais, atacando normalmente a bola vindo do segundo central na direção do primeiro.
O Porto teve um grande controlo da posse da bola mas não significou que tenha dominado o jogo. Nas circulações táticas, muitas vezes procuravam espaço nos corredores laterais para os cruzamentos dos laterais Alex Sandro e Danilo, com os movimentos interiores de Varela e James a contribuírem para as subidas dos seus colegas. Não tiveram muito espaço para atacar pelo corredor central devido à grande aglomeração de jogadores adversários. Quando os médios recebiam a bola no corredor central, raramente tinham linhas de passe para verticalizar o jogo e tinham de jogar para os apoios nos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve mudanças ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência com o Porto a controlar a bola mas ambas as equipas a chegarem perto da baliza adversária por meios diferentes. A primeira substituição do Braga indicou que o Braga estava à procura de algo mais, com a entrada de Rúben Amorim por Hugo Viana, ganhando mais mobilidade mas perderam também um trunfo importante nas bolas paradas. O Porto coloca logo a seguir Atsu por Varela, tentando refrescar o corredor lateral com mais um desequilibrador. Ambos os treinadores acrediavam que podiam sair vencedores mas já perto dos 90', Peseiro coloca Djamal por Rúben Micael, com o primeiro a ser um médio defensivo muito mais forte no processo defensivo que no ofensivo, dando a entender que era preferível sair com o empate que arriscar sofrer um golo pois era previsível que o Porto subisse mais no terreno. Vítor Pereira coloca Kléber mudando para uma espécie de 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e os extremos a mudarem de flanco com Atsu a passar para o lado direito e James a ficar no lado esquerdo, talvez para explorar a sua capacidade de cruzamentos onde estariam sempre dois jogadores dentro da área adversária. O Porto acabou por marcar pouco depois e já após José Peseiro ter colocado Carlão no ataque, Jackson faz o segundo golo e sentencia o jogo.

Jogadores-Chave
No Braga, Douglão fez algumas intervenções importantes, tendo sido infeliz, apesar de não ter sido culpado, no primeiro golo. 
No Porto, os laterais Danilo e Alex Sandro fizeram um bom jogo com excelentes tempos de subida pelos corredores laterais.

Marcha no Marcador
90' - 0x1 (James Rodríguez)
93' - 0x2 (Jackson Martínez)

Substituições
67' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Hugo Viana. Troca direta.
69' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca direta.
81' - Entra Steven Defour para o lugar de João Moutinho. Troca direta.
86' - Entra Djamal para o lugar de Rúben Micael. Djamal fica a médio centro com Custódio, Rúben Amorim vai para extremo esquerdo e Mossoró fica a jogar na posição dez.
88' - Entra Kléber para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Kléber e Jackson no ataque, Defour ao lado de Fernando no meio campo e Atsu a trocar de corredor lateral com James.
92' - Entra Carlão para o lugar de Custódio. Passam a jogar em 1-4-4-2 com o meio campo entregue a Mossoró e Djamal e Carlão na frente com Éder.


Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Fernando (38'), Custódio (52'), Silvestre Varela (63'), Ismaily (72') e Leandro Salino (87').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu nublado (6ºC)

domingo, 7 de outubro de 2012

Liga Zon Sagres - Porto x Sporting (6ª Jornada)

1ª Parte
O Porto jogou em ataque posicional, procurando frequentemente atacar pelo lado esquerdo, talvez de forma a explorar a maior inexperiência de Cédric. James do lado contrário fazia os habituais movimentos interiores. Foram sempre muito pacientes na troca de bola e quando conseguiam atacar pelo corredor central, a referência era quase sempre Jackson que depois servia os colegas que faziam as movimentações ofensivas na direcção da bola ou da baliza. Os extremos trocaram algumas vezes de corredor lateral. Defensivamente, tinham um bloco médio alto que nem sempre pressionavam de forma assertiva no meio campo ofensivo, dando inclusive muito espaço aos médios adversários.
O Sporting também jogou em ataque posicional e apesar de apresentarem boas movimentações ofensivas, com os jogadores sem bola a trabalharem bem para dar linhas de passe aos portadores da bola, os jogadores falharam muitos passes e essa foi a razão da fraca ineficiência das acções ofensivas. Defensivamente ficaram sempre no seu meio campo defensivo, jogando de forma compacta e sem grandes preocupações em preparar a transição ofensiva, uma vez que o ataque posicional eram predominante e assim podiam concentrar-se totalmente no processo defensivo quando não tinham a bola.

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Sporting optou por continuar na mesma forma, uma vez que apesar das falhas técnicas individuais, a equipa não tinha estado mal em termos de movimentações ofensivas. A entrada de Adrien Silva aos 60' foi possivelmente uma tentativa de acelerar os processos ofensivos, tentando dar uma maior quantidade de passes em detrimento à condução de bola. Com a quantidade de cartões amarelos que os jogadores de Sporting já tinham, Vítor Pereira coloca um desequilibrador no corredor (Atsu) que acabou por ter um papel importante nos desequilíbrios ofensivos do Porto. Aos 71', Rojo é expulso e Oceano faz uma série de adaptações para compensar a falta do central. Insúa passa para central, Pranjic desce para lateral esquerdo. Jeffrén ainda entra para refrescar o ataque mas é aos 85', depois de sofrer o segundo golo, que Oceano retira um médio para colocar um avançado, já depois do Porto passar a jogar em 1-4-2-3-1 com dois pivots defensivos para dar mais consistência defensiva à equipa. Nos últimos minutos de jogo, o Porto também passa a jogar com dez jogadores após a lesão de Alex Sandro.

Jogadores-Chave
No Porto, Jackson mostrou-se um jogador muito importante ao ser uma das principais referências no ataque. João Moutinho foi também muito importante na manobra ofensiva da equipa.
No Sporting, Izmailov e Carrillo são os jogadores mais desequilibradores e é por eles que passam muitos dos ataques.

Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Jackson Martínez)
84' - 2x0 (James Rodríguez)

Substituições
17' - Entra Eliaquim Mangala para o lugar de Maicon. Troca directa com Mangala a ficar descaído para o lado esquerdo e Otamendi para o lado direito.
60' - Entra Adrien Silva para o lugar de Marat Izmailov. Troca directa.
66' - Entra Christian Atsu para o lugar de Silvestre Varela. Troca directa.
74' - Entra Jeffrén para o lugar de André Carrillo. Troca directa. Troca directa.
75'' - Entra Steven Defour para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com James na posição dez, Defour a extremo direito e Moutinho fica ao lado de Fernando como médio centro.
85' - Entra Valentín Viola para o lugar de Elias. Passam a jogar em 1-4-2-3 com Schaars e Adrien no meio campo e Viola a extremo esquerdo.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Lucho González (24'), James Rodríguez (26'), Stijn Schaars (34'), André Carrillo (40'), Fernando (40'), Marat Izmailov (51'), Danijel Pranjic (65'), Adrien Silva (68'), Marcos Rojo (69' e 71'), Alex Sandro (79'), Khalid Boulahrouz (83'), Elias (84') e Ricky van Wolfswinkel (88').

Cartão Vermelho: Marcos Rojo (71').

Assistência: 38909 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (19ºC)

domingo, 12 de agosto de 2012

Supertaça Cândido Oliveira - Porto x Académica

1ª Parte
O Porto jogou em ataque posicional. Como de costume, tentou sempre ter o domínio da posse da bola e controlar assim o jogo. Atacou preferencialmente pelos corredores laterais, com Atsu pelo lado esquerdo e Miguel Lopes pelo lado direito com James a abrir-lhe espaço com movimentos interiores. Defenderam sempre com um bloco muito alto, tentando sempre impedir as primeiras fases de construção do adversário, obrigando-os a jogar longo.
A Académica é uma equipa que se sente confortável a jogar em ataque posicional mas a forte pressão do adversário fez com que apostassem forte nas transições ofensivas, aproveitando a velocidade dos seus avançados para surpreender o adversário. Defensivamente, esperavam pelo Porto no seu meio campo defensivo, pressionando a linha defensiva adversária muito esporadicamente.

2ª Parte
A entrada de Moutinho aos 57' teve um bom efeito na equipa e deu mais critério às acções ofensivas do Porto. Ainda assim, o jogo pouco teve de interesse a nível táctico ao longo desta segunda parte, com a única alteração táctica a acontecer minutos antes do golo do Porto, com a entrada de Varela que fez com que James jogasse mais perto de Jackson. Passaram a jogar em 1-4-2-3-1 que pode ser também interpretado num 1-4-3-3 com James a ter um papel muito mais ofensivo que Moutinho.

Marcha do Marcador
90' - 1x0 (Jackson Martínez)

Substituições
57' - Entra João Moutinho para o lugar de Steven Defour. Troca directa.
57' - Entra Djalma para o lugar de Christian Atsu. Djalma fica como extremo direito e James passa para o lado esquerdo.
71' - Entra John Ogu para o lugar de Afonso. Troca directa.
86' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Lucho González. Passam a jogar em 1-4-2-3-1, onde Varela passa para extremo esquerdo, Moutinho joga ao lado de Fernando e James joga na posição dez.
87' - Entra Magique para o lugar de Marinho. Troca directa.


Árbitro: Olegário Benquerença

Cartões Amarelos: Steven Defour (53'), Hélder Cabral (60'), Nicolás Otamendi (88') e Jackson Martínez (90'+1).

Assistência: 26825 (Estádio Municipal de Aveiro)

Clima: Céu pouco nublado (20ºC)

sábado, 28 de abril de 2012

Liga Zon Sagres - Marítimo x Porto (28ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Porto (66 pontos) 27 jogos
2º Benfica (62 pontos) 27 jogos
(...)
4º Sporting (53 pontos) 27 jogos
Marítimo (48 pontos) 27 jogos
6º Vitória de Guimarães (42 pontos) 28 jogos

1ª Parte
O Marítimo começou o jogo com grandes dificuldades em manter a posse da bola, muito por culpa da acção defensiva do Porto. Uma das razões terá sido o Marítimo não ter começado com nenhum médio defensivo de raiz, com Olberdam a jogar nessa posição durante metade dos 45'. Já depois do golo do Porto, Rafael Miranda passa para médio defensivo e o Marítimo conseguiu outra tranquilidade na construção do jogo, com uma melhor ocupação do espaço por parte do pivot defensivo. Procuraram jogar em ataque posicional com os laterais bem subidos de forma a dar uma maior amplitude e largura à equipa, com Rafael Miranda a ter uma função de equilíbrio muito importante. Apesar disso não conseguiram criar perigo à defesa do Porto durante a 1ª parte.
O Porto jogou como de costume mas apresentou o Hulk como ponta de lança o que significou uma maior mobilidade dos atacantes. Hulk raramente se limitava à posição central e descaia com frequência para os corredores laterais com o respectivo extremo a ocupar a sua posição central. Esta movimentação permitia a criação de espaços na zona entre o central e lateral ou mesmo nas costas do lateral. A acção defensiva do Porto foi muito importante porque a sua pressão ao portador da bola no momento da transição defensiva impediu que o Marítimo pudesse explorar situações de contra-ataque.

2ª Parte
Pedro Martins procurou uma maior dinâmida no ataque ao colocar Héldon e passar Danilo Dias para médio interior. A vantagem interessava muito ao Porto pela situação classificativa e com o decorrer da 2ª parte foi dada cada vez mais importância à fase defensiva. A entrada de Benachour no jogo deu uma nova cara ao ataque e a sua capacidade técnica marcou a viragem do jogo a favor do Marítimo que criou boas oportunidades para empatar o jogo. Vítor Pereira sentiu-se na obrigação de reforçar a equipa a nível defensivo, tirando o ponta de lança e deixando o seu ataque à mercê das acções individuais de Djalma e Hulk. O Marítimo ainda tira um central para colocar um ponta de lança, tentando arriscar tudo para chegar ao ponta de lança mas já perto dos 90', entra Rolando pelo Lucho e a equipa do Porto encosta à sua linha defensiva e o Marítimo pouco mais pode fazer que jogar directo para o seu ataque. Num contra-ataque, o Porto ainda consegue ganhar mais um penalti matando o jogo com o segundo golo.

Jogadores-Chave
No Porto, Hulk, independentemente dos 2 golos, é o jogador mais perigoso no ataque. Moutinho também assumiu uma importância muito grande na qualidade que colocou na manutenção da posse de bola como nas acções defensivas pressionando muito bem e mostrando uma cultura táctica brilhante.
No Marítimo, Rafael Miranda foi muito importante neste jogo, conseguindo equilibrar a equipa na fase ofensiva e defensiva. Benachour foi muito importante no plano ofensivo, antes do Porto aumentar a densidade defensiva.

Golos
16' - Hulk marca o penalti para o lado direito com Salin a não chegar à bola.
89' - Hulk marca o penalti para o lado esquerdo com Salin a não chegar à bola.

Substituições
Int - Entra Héldon para o lugar de João Luiz. Héldon vai para extremo direito e Danilo Dias baixa para médio interior.
62' - Entra Benachour para o lugar de Danilo Dias. Troca directa.
63' - Entra Djalma para o lugar de Silvestre Varela. Troca directa. Varela fez um jogo muito discreto.
75' - Entra Steven Defour para o lugar de James Rodríguez. O Porto abdica do ponta de lança, actuando numa espécie de 1-4-4-2 losango mas em vez de 2 pontas de lança, jogou com 2 extremos com Hulk a ir para extremo direito. Lucho ficou responsável por ocupar a zona central do ataque.
81' - Entra Pouga para o lugar de Roberge. Sai um central e entra um ponta de lança.
88' - Entra Rolando para o lugar de Lucho González. Sai um médio ofensivo e entra um central.

Marítimo
77 - Romain Salin
3 - Robson
13 - Olberdam
16 - Roberge (10 - Pouga)
17 - Leocísio Sami
21 - Briguel
25 - Rafael Miranda
28 - João Luiz (20 - Héldon)
30 - Danilo Dias (81 - Benachour)
35 - Fidélis
41 - Rúben Ferreira

Porto
1 - Helton
3 - Lucho González (14 - Rolando)
4 - Maicon
8 - João Moutinho
12 - Hulk
17 - Silvestre Varela (20 - Djalma)
19 - James Rodríguez (35 - Steven Defour)
21 - Cristian Sapunaru
25 - Fernando
26 - Alex Sandro
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Rafael Miranda (20' e 89'), Rúben Ferreira (31'), Robson (48'), Alex Sandro (55'), Benachour (67'), Olberdam (69'), Hulk (74') e Héldon (84').

Cartão Vermelho: Rafael Miranda (89').

Assistência: Desconhecido (Barreiros)

Clima: Céu nublado (16ºC)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Vitória de Setúbal x Porto (19ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Porto (43 pontos)
16º Vitória de Setúbal (14 pontos)

1ª Parte
O Vitória de Setúbal optou por defender no seu próprio meio campo, não pressionando a linha defensiva do Porto. Apenas os médios interiores eram pressionados pelo marcador directo quando recebiam a bola. Tentaram marcar individualmente a equipa do Porto, com esta marcação a ser mais visível nos jogadores das alas pois a mobilidade dos jogadores do meio campo do Porto tornou muito difícil a tarefa do Vitória.
De forma a explorar a forma de jogar do Vitória, viram-se vários movimentos na equipa que visaram as trocas posicionais de forma a abrir espaços a serem explorados pelos jogadores de outras posições. O melhor exemplo foi o constante movimento interior dos extremos e o desdobramento ofensivo para os corredores laterais dos médios interiores que apareciam sozinhos nessa zona, sendo muitas vezes o alvo de passes longos desde o sector defensivo. Foi através desses desdobramentos que aconteceram os 2 golos da 1ª parte, com Moutinho a aparecer no corredor lateral direito no primeiro golo e com o desdobramento de Fernando que apareceu na zona de finalização.

2ª Parte
Não houve alterações nos sistemas tácticos e a substituição do Vitória não surtiu efeitos na tendência do jogo. Notou-se alguma preocupação do Vitória de Setúbal em pressionar mais alto mas essa pressão era feita através de iniciativas individuais ao portador da bola, não havendo a preocupação de cortar linhas de passe de forma a sufocar o jogo do Porto. O Porto alterou a meio da 2ª parte o sistema táctico, mudando para um 1-4-2-3-1 e essa mudança acabou por entorpecer o jogo com Fernando e Defour a não terem um papel tão eficaz a dar linhas de passe aos portadores da bola na posição de médios defensivos. Apesar disso, o Porto conseguiu usufruir o facto de o Vitória estar menos coeso defensivamente o que compensou a menor fluidez do seu jogo e a continuidade do domínio do jogo. 

Jogadores-Chave
No Vitória de Setúbal, talvez o maior destaque vá para Meyong, já que foi o responsável pelo golo marcado pela sua equipa mas no geral, não houve destaques significativos.
No Porto, os extremos tiveram um papel importantíssimo na criação de espaços e mesmo não tendo influência directa em alguns lances, foram dos principais responsáveis por várias situações de perigo.

Substituições
36' - Entra Bruno Gallo para o lugar de Neca. Neca sai lesionado, Gallo fica a jogar a extremo esquerdo e Targino passa para o lado direito.
Int - Entra Rafael Lopes para o lugar de Djikiné. Rafael vai jogar a extremo direito, Targino do lado esquerdo, Gallo passa para médio interior e Hugo Leal joga a médio defensivo. O Vitória, apesar de manter o mesmo sistema, fica mais ofensivo.
58' - Entra Steven Defour para o lugar de Lucho González. Defour joga como interior esquerdo e Moutinho como interior direito. Provavelmente para poupar Lucho para o jogo da Liga dos Campeões.
66' - Entra Cristián Rodríguez para o lugar de Hulk. Cristián vai jogar para extremo esquerdo e Varela passa para o lado direito.
66' - Entra James Rodríguez para o lugar de João Moutinho. O Porto passa a jogar em 1-4-2-3-1 com Defour e Fernando a jogarem como médios defensivos e James como médio ofensivo. Em termos tácticos não houve melhorias o que leva a crer que foi mais uma substituição para poupar um jogador.
85' - Entra Bruno Severino para o lugar de Tiago Targino. Troca directa.

Golos
2' - João Moutinho no corredor lateral direito cruza para a entrada da pequena área onde Janko cabeceia facilmente para o golo.
25' - Fernando intercepta um passe, a bola sobra para Hulk que vê a desmarcação de Fernando em profundidade e desmarca-o com este a rematar já dentro da área para o golo.
74' - Livre directo à entrada da área marcado por Meyong com a bola a entrar junto à trave.
78' - Cristián Rodríguez, depois de uma combinação com Alex Sandro, ganha a linha de fundo e cruza atrasado para Varela que remata para o golo.

Vitória de Setúbal
76 - Ricardo
3 - Ricardo Silva
5 - Miguelito
6 - Amoreirinha
17 - Djikiné (9 - Rafael Lopes)
18 - Meyong
20 - Hugo Leal
37 - Bruno Amaro
68 - Ney Santos 
86 - Tiago Targino (28 - Bruno Severino)
99 - Neca (7 - Bruno Gallo)

Porto
1 - Helton
3 - Lucho González (35 - Steven Defour)
8 - João Moutinho (19- James Rodríguez)
12 - Hulk (10 - Cristián Rodríguez)
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela
21 - Cristian Sapunaru
25 - Fernando
26 - Alex Sandro
29 - Marc Janko
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Ney Santos (13'), Amoreirinha (20'), Cristian Sapunaru (68'), Nicolás Otamendi (73') e Bruno Amaro (81').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Bonfim)

Clima: Céu limpo (14ºC)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Europa League - Porto x Manchester City (1/16 de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
Ambas as equipas jogam em ataque posicional. O Porto mostrou muita qualidade na troca da bola, procurando bastante os médios centro que tinham como missão abrir nos corredores laterais, normalmente em profundidade. Também foi notável a capacidade dos jogadores do Porto saírem das zonas de pressão do Manchester City quase sempre de forma apoiada mantendo as opções de ataque organizado em aberto. Defensivamente, escolheram as zonas do corredor lateral como a sua zona de pressão onde os médios interiores, laterais e extremos ajudavam na pressão ao portador da bola e na intercepção das linhas de passe.
O Manchester City jogou com um bloco baixo durante a fase defensiva, optando por esperar o Porto no seu meio campo defensivo. Apenas Balotelli incomodava eventualmente os centrais do Porto com Touré a preocupar-se mais em fechar a zona interior onde estava habitualmente Fernando. A boa actuação defensiva do sector ofensivo e médio do Porto fez com que o City fosse obrigado a jogar longo algumas vezes e foi assim que criou as melhores ocasiões de golo. De referir que depois da entrada de Mangala (e passagem de Maicon para o lado direito da defesa), David Silva trocou de flanco com Nasri. Maicon é menos perigoso ofensivamente do que seria Danilo e David Silva estava a comprometer defensivamente do lado direito pelo que a troca foi perfeitamente lógica na optimização das características naturais do jogador espanhol.

2ª Parte
O Manchester City entrou mais ofensivo com David Silva do lado direito do ataque a entrar para dentro e Richards a subir muito no terreno. Era uma tentativa de explorar a grande tendência ofensiva de Álvaro Pereira. Apesar disso, foi com mais um lançamento longo que o Manchester City conseguiu o golo do empate. A partir daí o jogo ficou a favor do City que foi consolidando a equipa defensivamente, através das substituições, e conseguiu ainda marcar o golo da vitória. O Porto tentou várias bolas nas costas da defesa do City mas eram sempre direccionadas para zonas menos perigosas, nos corredores laterais pelo que a defesa conseguiu sempre recuperar a posição e pouco perigo houve para os mesmos nesta 2ª parte.

Jogadores-Chave
No Porto, Fernando fez um grande jogo a nível defensivo com várias intercepções e sempre no local certo ofensivamente dando linhas de passe seguras para o portador da bola. 
No Manchester City Lescott fez um grande jogo anulando Hulk enquanto este jogou como ponta de lança. Touré também teve um papel muito importante na manobra ofensiva da equipa. 

Substituições
21' - Entra Mangala para o lugar de Danilo. Danilo lesionou-se, Mangala entra para central e Maicon passa para lateral direito.
76' - Entra Kléber para o lugar de Silvestre Varela. Kléber fica como ponta de lança e Hulk passa para o lado direito. Hulk rende claramente mais no corredor lateral e Kléber é uma opção mais viável para o jogo aéreo.
77' - Entra Kun Agüero para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa.
81' - Entra Aleksandar Kolarov para o lugar de David Silva. Troca directa dado que Silva estava a jogar do lado esquerdo.
87' - Entra Pablo Zabaleta para o lugar de Samir Nasri. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.
88' - Entra Steven Defour para o lugar de Mangala. Mangala lesionou-se, Fernando passa para lateral direito, Moutinho fica a médio defensivo e Defour fica como médio interior.

Golos
26' - Lucho abre Hulk na esquerda que perto da linha de fundo cruza rasteiro para o centro da pequena área onde Varela se antecipa à defensa do City e encosta para a baliza.
54' - Bola lançada em profundidade para Balotelli, bate nas costas de Álvaro Pereira que estava na marcação a Balotelli e acaba por trair Helton.
83' - Nasri desmarca Touré que fixa Helton e passa para a direita onde Agüero marca de baliza aberta.

Porto
1 - Helton
2 - Danilo (22 - Mangala) (35 - Steven Defour)
3 - Lucho González
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira
8 - João Moutinho
12 - Hulk
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (11 - Kléber)
19 - James Rodríguez
25 - Fernando

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
4 - Vicent Kompany
6 - Lescott
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (5 - Pablo Zabaleta)
21 - David Silva (13 - Aleksandar Kolarov)
22 - Gaël Clichy
34 - Nigel de Jong
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli (16 - Kun Agüero)

Cartões Amarelos: Danilo (19'), Yaya Youré (24'), Álvaro Pereira (53'), Vicent Kompany (56'), Nigel de Jong (59'), Gareth Barry (60'), Samir Nasri (73') e Micah Richards (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Porto (14ª Jornada)


Classificação Antes do Jogo
1º Porto (33 Pontos)
3º Sporting (27 Pontos)

1ª Parte
Tanto o Sporting como o Porto tiveram uma abordagem muito semelhante ao jogo. Após a recuperação da bola, tentaram lançar rapidamente o contra-ataque caso a defesa adversária estivesse desorganizada. Se não fosse o caso, mantinham a bola e trocavam-na em segurança à procura de espaços para atacar, preferencialmente pelos corredores laterais. O Porto optou mais pelo corredor esquerdo pois Maicon mostrava-se ineficiente na condução de bola, recorrendo quase sempre por processos simples. O processo defensivo foi uma prioridade para ambas as equipas o que acabou por fazer com que houvessem poucas oportunidades de golo. Os extremos desciam para fechar o corredor e com pouca gente na frente, quase não houve a exploração de bolas nas costas dos laterais nos contra-ataques, algo habitual nos sistemas de 1-4-3-3.

2ª Parte
Apesar de durante o jogo não ter havido alterações estruturais, as substituições visaram sempre uma postura mais ofensiva por parte das duas equipas (excepto a passagem de Insúa para extremo esquerdo) e isto fez com que o jogo se abrisse um pouco mais e que tivesse havido mais oportunidades que na 1ª parte. Ainda assim, a qualidade do futebol pouco melhorou e grande parte das oportunidades das equipas tiveram origem em erros adversários.

Jogadores-Chave
No Porto Álvaro Pereira assumiu uma grande importância nas transições ofensivas e Hulk foi a principal referência no ataque, sendo muitas vezes solicitado. Helton fez algumas defesas difíceis.
No Sporting, Onyewu fez uma exibição muito sólida com desarmes importantes. Rui Patrício conseguiu uma boa exibição fazendo algumas boas defesas.

Substituições
52' - Entra Matías Fernández para o lugar de Renato Neto. Schaars passa a jogar a médio defensivo e Fernández joga ao lado de Elias. Renato Neto fazia o primeiro jogo da época pelo Sporting e estava a ter um papel unicamente de equilíbrio, sem acrescentar muito ofensivamente.
58' - Entra James Rodríguez para o lugar de Djalma. James passava para o lado esquerdo e Cristián Rodríguez para o lado direito. O Porto perdia uma maior capacidade defensiva mas ganhava mais criatividade o sector ofensivo.
61' - Entra Marat Izmailov para o lugar de André Carrillo. Troca directa.
67' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando Belluschi. Troca directa.
67' - Entra Evaldo para o lugar de Diego Capel. Evaldo joga a lateral esquerdo e Insúa passa para extremo. Insúa conseguiu criar alguns desequilíbrios como lateral, driblando bem para o corredor central e talvez houvesse a intenção de explorar esse tipo de jogo.
76' - Entra Kléber para o lugar de Cristián Rodríguez. Kléber vai para ponta de lança, Hulk passa para o lado direito, a posição em que costuma ser mais perigoso. Ganha-se uma referência na área para os cruzamentos.

Golos
(Não houve).

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
5 - Oguchi Onyewu
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
11 - Diego Capel (6 - Evaldo)
18 - André Carrillo (10 - Marat Izmailov)
31 - Renato Neto (14 - Matías Fernández)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
77 - Elias

Porto
1 - Helton
4 -Maicon
5 - Álvaro Pereira
7 - Fernando Belluschi (35 - Steven Defour)
8 - João Moutinho
10 - Cristián Rodríguez (11 - Kléber)
12 - Hulk
14 - Rolando
20 - Djalma (19 - James Rodríguez)
25 - Fernando
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Elias (1'), João Moutinho (25'), Nicolás Otamendi (28'), André Carrillo (45'), Anderson Polga (46'), Fernando (62'), Hulk (65') e Stijn Schaars (83').

Assistências: 45858 (José Alvalade)

Clima: Céu limpo (13ºC)

sábado, 24 de setembro de 2011

Liga Zon Sagres - Porto x Benfica (6ª Jornada)

Contexto
Ambas as equipas estão em igualdade pontual no 1º lugar do campeonato, ambas estão a participar nas mesmas competições e ambas têm apenas 2 jogadores indisponíveis; o Porto tem James Rodríguez castigado e Sapunaru lesionado enquanto o Benfica tem Enzo Pérez e Nelson Oliveira lesionados.

1ª Parte
Ambas as equipas são caracterizadas pelo uso do ataque posicional no processo ofensivo e assim aconteceu na maior parte dos ataques. As diferenças notaram-se ao nível do processo defensivo, talvez por influência dos diferentes sistemas tácticos. O Porto optou por recuar até ao seu meio campo dando primazia à consistência defensiva (deixando apenas Kléber mais avançado) enquanto o Benfica tentava pressionar sempre a acção dos centrais através da pressão de Cardozo e Aimar. No entanto não pressionaram muito à frente nos corredores laterais porque os extremos tiveram uma missão defensiva mais vincada que o habitual, onde desciam até ao seu 1/3 defensivo para ajudar a defender os corredores laterais devido à habitual subida dos laterais do Porto no seu processo ofensivo. Apesar de Nolito ter começado no lado direito, rapidamente, trocou de lado com Gaitán e mantiveram essas posições no resto do jogo.
Talvez devido ao facto de os sistemas tácticos de ambas as equipas, a nível estrutural, se complementem, nenhuma das equipas teve muito espaço para jogar e muitos dos lances de perigo foram criados através de lances individuais que se tornaram a forma mais eficaz de criar desequilíbrios.

2ª Parte
Não houve alterações no reinício do jogo. No Benfica, os extremos vinham muito para uma posição mais interior para abrir espaço para a subida dos laterais. Já não pressionaram tanto nas saídas de bola do Porto onde Cardozo apenas cortava a linha de passe entre os centrais e Aimar tinha como função fechar o espaço interior. O Porto optava por atacar através das diagonais interiores dos seus extremos, o Benfica procurou as combinações nos corredores laterais mas teve dificuldades no jogo interior pois Witsel jogou muito recuado preocupando-se principalmente em manter a sua posição. O jogo acabou por ser muito disputado e nunca houve alterações estratégicas em função das alterações de resultado, excepto no fim do jogo em que o Benfica adopta uma estratégia mais defensiva com vista à manutenção do resultado.

Jogadores-Chave
No Porto Hulk foi bastante forte mas a presença de Emerson e Javi García acabou por impedir que fizesse mais no jogo.
No Benfica, Nolito combinou bastante bem com Emerson e ambos criaram boas jogadas de ataque.

Substituições
68' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Troca directa.
68' - Entra Saviola para o lugar de Pablo Aimar. Apesar de ser uma troca directa, Saviola tem uma tendência mais ofensiva que Aimar e após esta substituição, o 1-4-2-3-1 tornou-se num 1-4-4-2.
76' - Entra Belluschi para o lugar de Fredy Guarín. Troca directa. Entra um jogador menos pressionante mas com maior capacidade técnica.
79' - Entra Cristián Rodríguez para o lugar de Kléber. Este último pediu para sair, possivelmente por lesão. Cristián fica do lado esquerdo, Varela para para o lado direito e Hulk a ponta de lança.
85' - Entra Walter para o lugar de Silvestre Varela. Walter fica a ponta de lança e Hulk regressa para o lado direito.
90' - Entra Nemanja Matic para o lugar de Óscar Cardozo. O Benfica volta a jogar em 1-4-2-3-1 com Matic a ficar a médio defensivo, Witsel a passar para a posição 10 e Saviola a ficar sozinho na frente de ataque.

Golos
36' - Livre lateral do lado esquerdo do ataque do Porto, marcado por Fredy Guarín para a entrada da pequena área onde Kléber se antecipa, na direcção do 1º poste, para cabecear ao 2º poste sem hipóteses de defesa.
46' - Aimar passa para Nolito que está à entrada da área, este vira-se para o meio e passa para Cardozo que faz uma diagonal para as costas da defesa, ele dribla o Helton e faz o golo.
49' - O Porto marca um canto curto no lado direito, a bola é colocada para a linha de fundo dentro da área onde Varela recebe e cruza para a pequena área onde aparece Otamendi a encostar para o golo.
81' - Saviola abre na esquerda para Gaitán que remata forte com a bola a bater na barra e a entrar, não dando hipóteses a Helton.

Porto
1 - Helton
5 - Álvaro Pereira
6 - Fredy Guarín (7 - Belluschi)
8 - João Moutinho
11 - Kléber (10 - Cristián Rodríguez)
12 - Hulk
13 - Jorge Fucile
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (18 - Walter)
25 - Fernando
30 - Nicolás Otamendi

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García
7 - Óscar Cardozo (21 - Nemanja Matic)
9 - Nolito (8 - Bruno César)
10 - Pablo Aimar (30 - Saviola)
14 - Maxi Pereira
20 - Nicolás Gaitán
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Nicolás Otamendi (8'), Luisão (39'), Javi García (39'), Óscar Cardozo (42'), Jorge Fucile (42'), Álvaro Pereira (56'), Kléber (76'), Fernando (77'), Bruno César (87') e João Moutinho (91').

Assistência: 49511 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu nublado (16ºC)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

UEFA Super Cup - Barcelona x Porto

Contexto
Este jogo é a primeira final europeia da época 2011/2012, onde vão jogar o vencedor da Champions League (Barcelona) com o vencedor da Europa League (Porto).
O Barcelona fez o seu último jogo no dia 22 de Agosto (há 4 dias atrás) em casa, contra o Nápoles, onde venceu por 5-0 num jogo a contar para o troféu Joan Gamper 2011. O seu próximo jogo depois da UEFA Super Cup será a contar para a Liga BBVA frente ao Villareal no dia 29 de Agosto. Os únicos jogadores lesionados são os centrais Carles Puyol e Gerard Piqué.
O Porto fez o seu último jogo contra o Gil Vicente, em casa, para a Liga Zon Sagres onde ganhou por 3-1 no dia 19 de Agosto (há 7 dias atrás). O seu próximo jogo será no dia 6 de Setembro, contra o União de Leiria na Marinha Grande, também para a Liga Zon Sagres. Para além dos lesionados Emídio Rafael e Alex Sandro, também Álvaro Pereira não foi convocado por estar envolvido num processo negocial (todos eles laterais esquerdos).

1ª Parte
O Barcelona a jogar como de costume, teve algumas dificuldades no início durante a 1ª e 2ª fase de construção porque o Porto entrou determinado a impedir que o Barcelona jogasse à vontade no seu sector defensivo. Kléber era o responsável por cortar as linhas de passe entre os centrais e ambos os extremos ajudavam na pressão tentando tirar tempo e espaço aos defensores do Barcelona. Quando o Porto não conseguia recuperar rapidamente a bola, desciam até ao seu meio campo e preocupavam-se fundamentalmente em fechar os espaços no corredor central de forma a cortar o fornecimento dos avançados do Barcelona. Apesar disso, o Porto jogou com uma linha defensiva bastante avançada e em linha, tentando impedir que o Barcelona avançasse no campo. Estiveram muito coordenados neste aspecto com os seus adversários a ficarem várias vezes em fora-de-jogo. Para contrariar esta forma de jogar do Porto, o Barcelona começou a explorar mais os corredores e Pedro começou a entrar mais no corredor central de forma a abrir espaço a Daniel Alves no corredor lateral direito. O facto do Porto estar muito fechado no corredor central fez com que Daniel Alves conseguisse bastante espaço no seu meio campo ofensivo. Ambas as equipas procurarem explorar o ataque posicional apesar de o Porto ser muito pouco eficiente no seu processo ofensivo. Curiosamente, tentaram poucas vezes o contra-ataque.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram da mesma forma que saíram. Não houve grandes mudanças nas dinâmicas das equipas, tirando o facto de Daniel Alves já não subir tanto pelo que Pedro jogou mais encostado à linha. Nenhuma das alterações mudou os respectivos sistemas de jogo pelo que tentaram alterar as dinâmicas do mesmo mas este foi um jogo em que a supremacia técnico-táctica dos jogadores do Barcelona levou a melhor. Através de um excelente posicionamento (e respectivas movimentações) dos jogadores do Barcelona, estes conseguiam estar no local certo a atacar (criação de linhas de passe) e a defender (rápida pressão colectiva sobre a bola para a recuperar de imediato).

Jogadores-Chave
No Barcelona o inevitável Messi destacou-se no meio de todo o brilhantismo do resto da equipa. Um golo, uma assistência e um sem número de acções durante o jogo que foram causadoras de vários desequilíbrios.
O Porto teve pouca posse de bola pelo que ofensivamente poucos se destacaram dada a baixa eficiência desse processo. Defensivamente, Sapunaru fez um jogo muito seguro, não dando margem ao seu adversário directo.

Substituições
60' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de David Villa. Troca directa.
63' - Entra Sergio Busquets para o lugar de Adriano. Abidal vai jogar para lateral esquerdo, Busquets fica a central do lado direito e Mascherano a central do lado esquerdo. Adriano saiu com problemas físicos.
68' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Cristián Rodríguez. Troca directa. Rodríguez estava a fazer o seu primeiro jogo oficial e durante o jogo deu algumas mostras de não ter o ritmo competitivo dos seus colegas.
76' - Entra Belluschi para o lugar de Kléber. Guarín passa a jogar a ponta de lança e Belluschi fica a médio centro. Dada a ineficácia da construção de jogo do Porto, o que os impediu de chegar regularmente ao último terço ofensivo, talvez esta tenha sido uma aposta na meia distância de forma a atacar a baliza em posições mais recuadas. Kléber também fez um jogo muito discreto.
76' - Entra Fernando para o lugar de Souza. Troca directa. Souza teve um aproveitamento reduzido, a nível do passe, para um médio defensivo.
79' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Pedro Rodríguez. Iniesta vai para extremos esquerdo, Alexis passa para o lado direito e Fàbregas fica a jogar a médio centro. Esta troca permitiu dar mais consistência a nível da posse de bola pelo que Pedro era a escolha óbvia para a substituição dada a maior influência no modelo de jogo de todos os outros candidatos a sair.

Golos
38' - Guraín falha um passe para o sector defensivo e a bola vai ter a Messi que estava atrás da linha defensiva que recolhe a bola, dribla Helton e faz o golo.
82' - Messi tem a bola próximo da área, descaído para o lado direito, vem para o meio e pica a bola por cima da defesa do Porto onde aparece Fàbregas a bater a defesa em linha e a receber com o peito e a rematar de primeira para o golo.

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
6 - Xavi
7 - David Villa (9 - Alexis Sánchez)
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
14 - Javier Mascherano
15 - Seydou Keita
17 - Pedro Rodríguez (4 - Cesc Fàbregas)
21 - Adriano (16 - Sergio Busquets)
22 - Abidal

Porto
1 - Helton
6 - Fredy Guarín
8 - João Moutinho
10 - Cristián Rodríguez (17 - Silvestre Varela)
11 - Kléber (7 - Belluschi)
12 - Hulk
13 - Jorge Fucile
14 - Rolando
21 - Sapunaru
23 - Souza (25 - Fernando)
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Cristián Rodríguez (29'), Andrés Iniesta (50'), Rolando (65' e 85') e Fredy Guarín (82').

Cartões Vermelhos: Rolando (85') e Fredy Guarín (89').

Assistência: 18048 (Louis II)

Clima: Céu nublado (27ºC)

domingo, 7 de agosto de 2011

Supertaça Cândido de Oliveira - Porto x Vitória de Guimarães

Contexto
O Porto fez 7 jogos de preparação antes deste, com o último a acontecer no dia 31 de Julho (derrota por 2-1 com o Lyon, em França). O Porto está nesta Supertaça como vencedor do campeonato e da Taça.
Para o Vitória de Guimarães este foi o 11º jogo da temporada, sendo que pelo meio já fez 2 jogos oficiais para a Europa League, entre eles o seu último, no dia 4 de Agosto, com uma vitória sobre o Midtjylland, em casa, por 2-1. O Vitória está nesta Supertaça como finalista vencido da Taça.

1ª Parte
O Porto não mostrou grandes alterações em relação à época anterior no que ao seu modelo de jogo diz respeito. Manteve a sua predisposição para controlar a posse da bola e a sua assertividade nas transições defensivas com os jogadores mais próximos da bola a pressionarem rapidamente o portador da mesma.
O Vitória de Guimarães utilizou um sistema táctico de 1-4-2-3-1, possivelmente com a ideia de a nível defensivo o posicionamento dos seus jogadores permitir uma maior proximidade dos seus adversários. Utilizaram um jogo muito directo com um envolvimento primordial dos 3 jogadores mais avançados juntamente com Barrientos. Era depois notório a separação de sectores nas transições defensivas onde permaneciam os 4 defesas e os 2 médios defensivos.

2ª Parte
A primeira alteração na forma de jogar ocorreu aos 65' com a alteração do sistema táctico do Vitória. Arriscaram a consistência defensiva que o 4-2-3-1 lhes poderia dar para passarem a jogar em 1-4-4-2, ficando com 2 referências no ataque. João Alves que ficou do lado direito do meio-campo, como médio centro que é, mostrou muito a tendência de fechar muito os espaços interiores o que não criou problemas pois coincidiu com a entrada de Falcao que deslocou para esse corredor Kléber que também teve a clara tendência de fechar no meio dada a sua natureza táctica. Apesar da mudança, o jogo manteve-se com o ritmo e tendência de jogo da primeira parte, sem grandes oportunidades. Targino, apesar de ser o médio ala mais avançado após os 65', pouco perigo criou pois Sapunaru abdicou das suas movimentações ofensivas para dar segurança defensiva no seu corredor.

Jogadores-Chave
No Porto tanto Rolando como Hulk estiveram nos dois golos (um a marcar e outro a assistir respectivamente). Hulk mostrou-se muito inteligente e esteve sempre em cumprimento com o modelo de jogo, utilizando as suas capacidades em prol da equipa.
No Vitória de Guimarães foi a dupla de centrais João Paulo e N'Diaye que tiveram maior destaque com um bom entendimento entre eles e um conjunto de desarmes importantíssimos.

Substituições
56' - Entra Maranhão para o lugar de Faouzi. Troca directa.
65' - Entra João Alves para o lugar de Jean Barrientos. O Vitória passa a jogar com um sistema parecido com um 1-4-4-2 com Targino na esquerda, João Alves na direita (a fechar mais no meio que Targino) e Olímpio e El Adoua no meio (este último mais defensivo). Maranhão joga ao lado de Toscano.
65' - Entra Falcao para o lugar de Silvestre Varela. Falcao vai para ponta de lança com Kléber a ficar no corredor esquerdo.
65' - Entra Freddy Guarín para o lugar de Rúben Micael. Guarín joga mais descaído para o lado direito e João Moutinho para o lado esquerdo.
71' - Entra Pedro Mendes para o lugar de Leonel Olímpio. Troca directa.
83' - Entra Belluschi para o lugar de João Moutinho. Troca directa.

Golos
3' - Numa 2ª vaga após a marcação de um livre, Moutinho isola de calcanhar Hulk que consegue ganhar a linha e cruzar de letra do lado direito para a cabeça de Rolando, que faz o golo.
32' - Canto do lado esquerdo marcado ao primeiro poste onde aparece Marcelo Toscano a cabecear para o golo.
40' - Livre do lado direito marcado por Hulk, para a área, com a bola a sobrar para o pé de Rolando que remata para o golo.

Porto
1 - Helton
4 - Maicon
8 - João Moutinho (7 - Belluschi)
11 - Kléber
12 - Hulk
13 - Jorge Fucile
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela (9 - Falcao)
21 - Sapunaru
23 - Souza
28 - Rúben Micael (6 - Freddy Guarín)

Vitória Guimarães
1 - Nilson
5 - El Adoua
7 - Tiago Targino
8 - Marcelo Toscano
14 - Jean Barrientos (80 - João Alves)
18 - Leonel Olímpio (4 - Pedro Mendes)
20 - Faouzi (77 - Maranhão)
33 - Anderson Santana
40 - João Paulo
44 - N'Diaye
79 - Alex

Cartões Amarelos: Jorge Fucile (57'), João Paulo (63'), Tiago Targino (69') e N'Diaye (72').

Assistência: (18313 - Estádio Municipal de Aveiro)

Clima: Céu nublado (17ºC)