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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Taça das Confederações - Brasil 3 x 0 Espanha (Final)


Marcha do Marcador
2' - 1x0 (Fred)
44' - 2x0 (Neymar)
47' - 3x0 (Fred)

1ª Parte
O Brasil teve sempre a preocupação em impedir a primeira fase de construção da Espanha, cientes do perigo do adversário a construir jogo desde trás. Também nos lançamentos laterais no meio campo da Espanha, o Brasil subia muito o seu bloco para cortar os espaços de ação dos jogadores da Espanha. Ofensivamente, tentavam sempre chegar rapidamente à baliza adversária, tentando sempre lançar Neymar no lado esquerdo do ataque. Hulk foi pouco solicitado, curiosamente mesmo estando a jogar no corredor lateral que seria mais vulnerável para a Espanha em situações de contra-ataque e ataque rápido devido às características ofensivas de Jordi Alba. À parte dos aspetos táticos e estratégicos, notou-se que a equipa do Brasil estava extremamente motivada com o facto de jogar em casa e pareceu sempre estar acima da Espanha nos aspetos anímicos.
A Espanha jogou em ataque posicional, tentando sempre controlar a bola e pressionando muito quando não tinha a bola mas tiveram muitas dificuldades em chegar com perigo à baliza de Júlio César. Tanto Pedro como Mata fizeram os seus movimentos habituais para o corredor central mas os laterais do Brasil não se deixavam surpreender na fase defensiva e a linha defensiva do Brasil era raramente apanhada em contra-pé. A equipa, no geral, pareceu acusar algum cansaço, muito por culpa de ter um dia a menos de descanso que o Brasil e ter jogado 120' na meia final.

2ª Parte
Ao intervalo, Vicente Del Bosque substitui Arbeloa que teve sempre muitas dificuldades em lidar com Neymar mas o sistema tático mantém-se inalterado. A 2ª parte começou praticamente como a 1ª, com um golo do Brasil. A partir daqui, com a motivação com que o Brasil estava a jogar e com o desgaste a vários níveis da equipa da Espanha, esperar outro resultado que não fosse a vitória do Brasil era muito difícil. Depois do golo, a Espanha faz a substituição habitual sempre que precisa de marca golos no jogo, com a entrada de Jesús Navas que vinha dar mais velocidade e verticalidade ao jogo da sua equipa, escolhendo perder alguma capacidade de manutenção da bola para ganhar em oportunidades de golo mas a substituição não surtiu efeito porque tal como no 1º tempo, ambos os laterais brasileiros foram muito cautelosos a nível defensivo e raramente deram espaço aos extremos adversários. Todas as restantes substituições do jogo acabaram por não ser relevantes até porque com a expulsão de Piqué, a Espanha fica sem capacidade de resposta ao jogo do Brasil uma vez que Busquets é obrigado a fechar a zona central da defesa e os médios Xavi e Iniesta não tem capacidade de controlar o meio campo, uma vez que a sua equipa estava agora a jogar com dois extremos puros o que fragilizava ainda mais o corredor central em todos os momentos do jogo.

Substituições
Int - Entra César Azpilicueta para o lugar de Álvaro Arbeloa. Troca direta.
52' - Entra Jesús Navas para o lugar de Juan Mata. Pedro passa para extremo esquerdo e Navas fica como extremo direito.
59' - Entra David Villa para o lugar de Fernando Torres. Troca direta.
73' - Entra Jádson para o lugar de Hulk. Troca direta.
80' - Entra Jô para o lugar de Fred. Troca direta.
88' - Entra Hernanes para o lugar de Paulinho. Troca direta.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Álvaro Arbeloa (15') e Sergio Ramos (28').

Cartão Vermelho: Gerard Piqué (68').

Assistência: 73531 (Maracanã)

Clima: Céu nublado (23ºC)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Champions League - Real Madrid 3 x 0 Galatasaray (Quartos de Final - 1ª Mão)

Marcha no Marcador
9' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
29' - 2x0 (Karim Benzema)
73' - 3x0 (Gonzalo Higuaín)

1ª Parte
O Real Madrid apostou muito nas transições ofensivas, aproveitando o facto do Galatasaray deixar poucos elementos atrás em organização ofensiva onde os laterais subiam no terreno para dar solução nos corredores laterais, uma vez que o sistema tático da equipa obrigava os médios ala a procurarem jogo interior. Sneijder assumia um posicionamento muito ofensivo (quase como terceiro avançado) e Filipe Melo ficava por vezes sozinho no corredor central. Benzema foi bastante importante na manobra ofensiva do Real Madrid, onde a sua equipa procurou bastantes passes de rutura e ele tentou jogar sempre no limite do fora de jogo, aproveitando os espaços vazios nas transições, tentando também arrastar os centrais para a entrada dos seus colegas. A equipa do Galatasaray tentou várias vezes jogar rápido para os dois avançados mas também por várias vezes jogou em ataque posicional. Esta facilidade que o Galatasaray teve para subir no terreno com bola controlada poderá ter sido uma nuance estratégica de José Mourinho, permitindo a equipa adversária subir no terreno para poder potenciar as transições ofensivas. Defensivamente, o Real Madrid só se mostrava mais assertivo na pressão quando a bola chegava a Drogba, Yilmaz ou Sneijder. Ainda menos assertivos foram os jogadores do Galatasaray que também jogaram bastante recuados mas eram muito permissivos perante os jogadores do Real Madrid.

2ª Parte
Fatih Terim alterou o seu sistema tático, passando a jogar em 1-3-5-2 onde a entrada de Gökhan Zan por Sneijder significou que o Galatasaray abdicou do jogador na posição dez introduzindo mais um central, permitindo a subida dos laterais. O que poderia parecer uma substituição defensiva, acabou por ser um risco ao colocar a sua defesa em igualdade numérica com o trio ofensivo do Real Madrid, por outro lado tentava assim fechar mais as unidades da defesa para impedir passes de rutura por entre os centrais. Foi uma substituição que acabou por cumprir em termos defensivos, uma vez que o Real Madrid só marcou de livre indireto. Nas restantes substituições do Galatasaray, de salientar a entrada de Bulut que era mais um avançado a mostrar a ambição de Fatih Terim. As substituições de Mourinho foram as habituais, excepto a entrada de Pepe por Di María que teve o intuito de dar mais consistência defensiva ao meio campo, de forma a segurar o excelente resultado que tinha sido conseguido até então.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Benzema foi muito importante nas suas movimentações, tendo criado muitas dificuldades aos centrais adversários e aparecendo sempre no espaço vazio nos corredores laterais.
No Galatasaray, Drogba esteve muito ativo, tendo sido o avançado mais solicitado.

Substituições
Int - Entra Gökhan Zan para o lugar de Wesley Sneijder. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Gökhan a ficar como central e os laterais Riera e Eboué a assumirem todo o corredor lateral.
65' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
78' - Entra Umut Bulut para o lugar de Hamit Altintop. Passam a jogar em 1-3-4-3 com Filipe Melo e Inan a ficarem como médios centro e Bulut a ser o terceiro avançado.
80' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
83' - Entra Nordin Amrabat para o lugar de Albert Riera. Troca direta.
86' - Entra Pepe para o lugar de Ángel Di María. Modric passa a jogar como extremo direito, Pepe a médio centro e Khedira fica como médio mais ofensivo.


Árbitro: Svein Oddvar Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Dany Nounkeu (40'), Filipe Melo (71'), Burak Yilmaz (78'), Micahel Essien (84'), Didier Drogba (88'), Sergio Ramos (90') e Luka Modric (92').

Assistência: 76462 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (8ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Benfica x Vitória de Guimarães (8ª Jornada)


1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, atacando preferencialmente pelos corredores laterais com os laterais a envolverem-se bastante nas acções ofensivas. A esmagadora maioria dos últimos passes dos ataques do Benfica surgiam de cruzamentos nos corredores laterais por parte dos extremos ou laterais. Defensivamente tentavam pressionar a bola na zona em que a perdiam. Em organização defensiva, defendiam com duas linhas de quatro jogadores, ficando apenas os dois pontas de lança na frente para pressionarem a linha defensiva adversária.
O Vitória de Guimarães desciam muito as suas linhas em fase defensiva com os médios centro El Adoua e Leonel Olímpio a juntarem-se aos centrais nas acções junto à sua área, de forma a diminuir as probabilidades de sucesso dos muitos cruzamentos que o Benfica fez. No entanto, esta acção fez com que deixassem muito espaço para os adversários explorarem na zona da entrada da grande área. Os extremos também desciam fazendo duas linhas de quatro jogadores, apesar de João Ribeiro não se ter mostrado tão empenhado na fase defensiva como Ricardo. Ofensivamente tentaram vários ataques rápidos mas foram raras as ocasiões de perigo eminente para a baliza adversária.

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o jogo manteve-se com a mesma tendência e logo aos 48 minutos o Benfica marca o segundo golo e fica com o jogo na mão. Conseguiu sempre controlar a bola ofensivamente, criando várias situações de cruzamento nos corredores laterais e fechando muito bem os espaços defensivamente. O Vitória, dentro do mesmo sistema táctico, foi fazendo algumas trocas mas nenhuma teve efeitos práticos. Depois da expulsão, o Benfica passou Lima para extremo esquerdo e Bruno César para a posição dez. O Vitória chegou a jogar os minutos finais com dois pontas de lança mas o resultado já estava feito.

Jogadores-Chave
No Benfica, Salvio é um dos jogadores mais influentes do ataque, sendo o principal desequilibrador. Cardozo é o jogador de referência e apesar de pouco móvel, muito jogo passa por ele.
No Vitória de Guimarães não houve grandes destaques, onde se pode referir ambos os centrais pela relativa eficácia com que defenderam os cruzamentos adversários.

Marcha do Marcador
37' - 1x0 (Óscar Cardozo)
48' - 2x0 (Óscar Cardozo)
67' - 3x0 (Lima)

Substituições
45'+1 - Entra André Gomes para o lugar de Carlos Martins. Troca directa com Carlos Martins a sair lesionado.
58' - Entra Marco Matias para o lugar de André André. Marco Matias fica a jogar a extremo direito, Ricardo passa para o lado esquerdo e João Ribeiro fica a jogar na posição dez.
68' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Salvio. Troca directa.
73' - Entra Bruno César para o lugar de Ola John. Troca directa.
78' - Entra Milan Lalkovic para o lugar de Ricardo. Troca directa.
84' - Entra Amido Baldé para o lugar de João Ribeiro. Passam a jogar num 1-4-4-2 com Baldé a jogar ao lado de Toscano no ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Rodrigo Defendi (21') e David Addy (47').

Cartão Vermelho: André Gomes (79').

Assistência: Desconhecido (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva (17ºC)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Europa League - Atlético Madrid x Athletic Bilbao (Final)

1ª Parte
O Atlético Madrid jogou claramente em contra-ataque, apostando nestas situações sempre que possível. A primeira referência no ataque era Falcao que segurava a bola, conduzindo-a o mais possível para a frente, enquanto Diego e os extremos iam subindo no terreno, sendo que Adrián e Turan tinham responsabilidades defensivas e durante a fase defensiva adoptavam posições muito recuadas. Sem bola, jogavam fechados no seu meio campo, com apenas Falcao e Diego mais avançados. Quando a bola estava na linha defensiva do Bilbao, havia uma preocupação em dificultar a circulação de bola com Falcao a cortar a linha de passe entre os centrais, Diego e cortar linhas de passe interiores e os extremos a pressionarem os laterais. Esta pressão no corredor lateral não se verificava quando eram os centrais do Bilbao com bola nessas zonas, com os extremos do Atlético Madrid preocupados principalmente com os laterais adversários.
O Ahtletic Bilbao jogou como de costume, utilizando o ataque posicional com um jogo muito apoiado, jogando ocasionalmente directo com vários deslocamentos ofensivos dos médios interiores, extremos e laterais de forma a encontrar espaços para receber a bola em profundidade. Na 2ª fase de construção, os centrais abriam nos corredores laterais. O facto de o adversário não dar espaço aos laterais para receberem passes curtos, fez com que estes procurassem receber bolas em profundidade e foram os médios centro os principais jogadores nas transição da bola para o último terço.

2ª Parte
Bielsa foi o único treinador a fazer substtuições ao intervalo e apesar de não alterar o sistema táctico, fez algumas adaptações (já normais no Athletic) e tornou a equipa mais ofensiva. Colocou um médio centro a lateral esquerdo e Muniain passou para médio centro, sendo que este sector ganha mais velocidade e capacidade de penetração. Aos 63', com a entrada de Toquero, o Athletic aposta mais no jogo directo com Toquero, no processo ofensivo, subia para o último terço para ajudar Llorente no jogo aéreo. O Bilbao ainda conseguiu algumas boas oportunidades mas o Atlético de Madrid jogou muito recuado e Courtois mostrou-se muito importante ao ganhar muitas bolas colocadas na área. O Atlético Madrid nunca alterou o seu sistema e as substituições que fez foi apenas para refrescar o flanco direito e depois para queimar tempo, com duas alterações já para lá dos 90'.

Jogadores-Chave
No Atlético Madrid, o melhor jogador foi claramente Falcao que se mostrou muito eficaz dentro da área.
No Athletic Bilbao, Muniain foi incansável nas suas movimentações e conseguiu algumas vezes criar espaços no ataque.

Golos
7' - Diego lança Falcao em profundidade e este, já dentro da área descaído para o lado direito, trabalha bem a bola tirando o adversário do caminho e remata em arco ao 2º poste com a bola a entrar no ângulo.
34' - Depois de uma bola ganha pelo Atlético Madrid à entrada da área, Turan recebe a bola e correndo na direcção da linha de fundo, passa para Falcao que após uma simulação consegue espaço para rematar para o golo.
85' - Diego recebeu a bola no corredor central, evitou Toquero, driblou Amorebieta já dentro da área e rematou cruzado com o pé esquerdo para fazer o golo.

Substituições
Int - Entra Iñigo Pérez para o lugar de Ander Iturraspe. Iñigo Troca directa.
Int - Entra Ibai Gómez para o lugar de Jon Autenetxe. Ibai Gómez vai para extremo esquerdo com Muniain e jogar a interior direito, Herrera a interior esquerdo e De Marcos a lateral esquerdo.
63' -  Entra Gaizka Toquero para o lugar de Ander Herrera. Troca directa.
88' - Entra Salvio para o lugar de Adrián López. Troca directa.
90' - Entra Koke para o lugar de Diego. Troca directa.
90' + 3 - Entra Álvaro Domínguez para o lugar de Arda Turan. Troca directa.

Atlético Madrid
13 - Thibaut Courtois
2 - Diego Godín
4 - Mario Suárez
6 - Filipe Luís
7 - Adrián López (8 - Salvio)
9 - Falcao
11 - Arda Turan (18 - Álvaro Domínguez)
14 - Gabi
20 - Juanfran
22 - Diego (19 - Koke)
23 - Miranda

Athletic Bilbao
1 - Gorka Iraizoz
3 - Jon Autenetxe (28 - Ibai Gómez)
5 - Fernando Amorebieta
8 - Ander Iturraspe (17 - Iñigo Pérez)
9 - Fernando Llorente
10 - Óscar De Marcos
14 - Markel Susaeta
15 - Andoni Iraola
19 - Iker Muniain
21 - Ander Herrera (2 - Gaizka Toquero)
24 - Javi Martínez

Cartões Amarelos: Ander Herrera (22'), Falcao (26'), Fernando Amorebieta (65'), Iñigo Pérez (75') e Markel Susaeta (90'+1).

Assistência: 52347 (National Arena - Bucareste)

Clima: Céu nublado (15ºC)

terça-feira, 5 de julho de 2011

FIFA Women's World Cup 2011 (Grupo D) - Brasil x Noruega (2ª Jornada)

Contexto
Este jogo pertence à 2ª Jornada do Grupo D. No 1º jogo, o Brasil venceu a Austrália por 1-0 enquanto a Noruega venceu a Guiné Equatorial por 1-0. No outro jogo da 2ª Jornada, a Austrália venceu a Guiné Equatorial por 3-2, igualando em pontos o Brasil e a Noruega na frente do grupo.

1ª Parte
O Brasil, em fase defensiva, manteve-se no seu meio campo, pressionando as adversárias muito raramente em posições mais avançadas. Manteve as linhas juntas e apostou na ocupação dos espaços para recuperar a bola. No processo ofensivo, apostaram no ataque posicional mas tiveram muitas dificuldades em chegar com perigo à baliza adversária, muito por culpa da acção defensiva da Noruega.
A Noruega foi o oposto do Brasil. No ataque foi clara a aposta no jogo directo para as jogadoras mais adiantadas enquanto que no processo defensivo as jogadoras pressionaram as adversárias em zonas muito avançadas do terreno assim que perdiam a bola, para dificultar ao máximo o jogo de posse do Brasil. Quando as adversárias conseguiam estabilizar o seu jogo, a Noruega também recuava para o seu meio campo onde a sua acção defensiva era bastante assertiva.

2ª Parte
A 2ª parte começou basicamente com 2 golos do Brasil o que condicionou todo o restante jogo. Com o resultado em 3-0, a Noruega começou a subir mais as linhas com as laterais a subirem mais no terreno e as extremos a virem mais para o meio o que fez com que o jogo directo passasse a fazer mais sentido com vários cruzamentos para a área. No entanto, o Brasil com as suas 3 centrais e com Fabiana e Maurine a recuarem muito no terreno para acompanharem as adversárias directas fizeram com que a Noruega não fosse tão eficaz mas também com que criassem menos perigo no ataque porque a principal preocupação era defender o resultado e estavam apenas dependentes de eventuais rasgos de génio por parte de Marta ou Cristane.

Jogadoras-Chave
Marta foi claramente a melhor jogadora em campo. Marcou 2 golos, fez 1 assistência e teve pormenores muito bons durante todo o jogo.

Substituições
Int - Entra Elise Thorsnes para o lugar de Leni Kaurin. Troca directa.
51' - Entra Cecilie Pedersen para o lugar de Emilie Haavi. Pederson passa a actuar a ponta de lança e Herlovsen ocupa a posição de Haavi no flanco direito.
66' - Entra Gry Tofte Ims para o lugar de Ingvild Stensland. Troca directa.
75' - Entra Francielle para o lugar de Fabiana. Francielle fica a jogar no meio campo, Rosana passa para o flanco esquerdo e Maurine para o lado direito. Passa a jogar num 1-5-3-2.
84' - Entra Renata Costa para o lugar de Daiane. Troca directa.
88' - Entra Grazielle para o lugar de Ester.

Golos
21' - Erika recupera a bola no primeiro terço do campo e lança directo para as costas da defesa Norueguesa onde Marta se mostra mais forte que a adversária directa ganhando-lhe posição e, já dentro da área, passa por mais uma adversária antes de rematar para o golo.
45' (2ª Parte) - Marta arranca desde o meio campo até à grande área adversária onde vai abrir o jogo para o lado direito para a Rosana que remata para o golo.
47' - Uma defesa da Noruega faz um passe fraco para a sua guarda-redes que não consegue chegar primeiro que Cristiane que remata à baliza mas o remate é interceptado por uma defesa, ainda assim a bola sobra para Marta que tranquilamente coloca a bola na baliza depois de tirar uma adversária do caminho.

Brasil
1 - Andreia
2 - Maurine
3 - Daiane (5 - Renata Costa)
4 - Aline
6 - Rosana
7 - Ester (19 - Grazielle)
8 - Formiga
10 - Marta
11 - Cristiane
13 - Erika
14 - Fabiana (15 - Francielle)

Noruega
1 - Ingrid Hjelmseth
2 - Nora Holstad-Berge
3 - Maren Mjelde
4 - Ingvild Stensland (14 - Gry Tofte Ims)
5 - Marita Skammelsrud Lund
7 - Trine Rønning
9 - Isabell Herlovsen
11 - Leni Kaurin (16 - Elise Thorsnes)
13 - Madeleine Giske
18 - Guro Knutsen
19 - Emilie Haavi (10 - Cecilie Pedersen)

Cartões Amarelos: Daiane (18')

Assistência: 26067

Clima: Chuva ligeira (13ºC)

domingo, 3 de julho de 2011

FIFA Women's World Cup 2011 (Grupo C) - E.U.A. x Colômbia (2ª Jornada)

Contexto
Este jogo faz parte da 2ª Jornada do Grupo C. No primeiro jogo, os Estados Unidos venceram a Coreia do Norte por 2-0 enquanto a Colômbia perdeu 1-0 com a Suécia. No outro jogo do Grupo C, na 2ª Jornada, a Suécia venceu a Coreia do Norte por 1-0.

1ª Parte
A equipa dos Estados Unidos entrou determinada a pressionar a portadora da bola com uma grande assertividade em qualquer zona do campo o que fez com que a Colômbia tivesse muitas dificuldades em manter a posse da bola.O seu método de jogo ofensivo era o ataque posicional. O ataque passou muito pelos corredores laterais com alguns bons cruzamentos a serem feitos, tendo como maior referência a ponta de lança Wambach. Amy Rodriguez tinha um papel mais móvel na frente de ataque.
A Colômbia optou por atacar em ataque posicional mas não conseguiu lidar com a pressão norte-americana pelo que tiveram várias perdas de bola quer em desarmes, quer em intercepções. A meio da 1ª parte, começaram a jogar um pouco mais directo para tentar evitar a pressão adversária mas sem nunca alterar o seu método de jogo ofensivo predominante. No processo defensivo, também utilizaram uma pressão alta mas era uma pressão feita individualmente o que acabou por surtir pouco efeito.

2ª Parte
Não houve alterações na forma de jogar na forma de jogar de ambas as equipas. Nos Estados Unidos, após a saída de Amy Rodriguez, Wambach passou a ter um maior protagonismo no ataque a ser o alvo de várias bolas colocadas no ataque e a estar perto do golo em várias ocasiões. Na Colômbia nenhuma das alterações trouxe melhorias à equipa e esta continuou a ser dominada pelas adversárias.

Jogadoras-Chave
Nos Estados Unidos, apesar de não ter marcado nenhum golo, Wambach criou muito perigo no ataque, não só ao culminar situações de finalização como ao servir de apoio às colegas de equipa. Rapinou também foi muito activa no flanco esquerdo, criando vários desequilíbrios.
Na Colômbia, até ao 3º golo do Estados Unidos, a guarda-redes Sandra Sepúlveda estava a ter uma exibição muito segura.

Substituições
Int - Entra Megan Rapinoe para o lugar de Amy Rodriguez. Rapinou passa a jogar a médio ala esquerda e Cheney passa para o lugar de Amy Rodriguez.
52' - Entra Orianica Velasquez para o lugar de Catalina Usme. Na frente de ataque, Velasques joga descaída para o lado direito e Castro descaída para o lado esquerdo.
54' - Entra Yorely Rincon para o lugar de Liana Salazar. Troca directa.
55' - Entra Stephanie Cox para o lugar de Amy LePeilbet. Troca directa.
61' - Entra Tobin Heath para o lugar de Heather O'Reilly. Troca directa.

Golos
11' - Liana Salazar recebe mal uma bola deixando-a à mercê de Heather O'Reilly que conduz uns metros antes de fazer um remate cruzado de fora da área, do lado direito, não dando hipóteses à Sandra Sepúlveda.
49' - Megan Rapinoe faz um lançamento do lado esquerdo para Lauren Cheney que dribla para o meio enquanto a Megan sobe para a área, Lauren faz então um passe de ruptura para a Megan que recebe junto à entrada da área, anda uns metros para o centro e remata para o golo numa posição quase frontal à baliza.
56' - Carli Lloyd recebe um cruzamento do lado esquerdo de Stephanie Cox, ainda a meio do meio-campo ofensivo, consegue driblar uma jogadora adversária com um ressalto e remata de meia distância para fazer o golo, com Sandra Sepúlveda a ser muito mal batida.

E.U.A.
1 - Hope Solo
3 - Christie Rampone
6 - Amy LePeilbet (14 - Stephanie Cox)
8 - Amy Rodriguez (15 - Megan Rapinoe)
9 - Heather O'Reilly (17 - Tobin Heath)
10 - Carli Lloyd
11 - Ali Krieger
12 - Lauren Cheney
16 - Lori Lindsey
19 - Rachel Buehler
20 - Abby Wambach

Colômbia
12 - Sandra Sepúlveda
3 - Natalia Gaitan
4 - Diana Ospina
5 - Nataly Arias
7 - Catalina Usme (20 - Orianica Velasquez)
9 - Carmen Rodallega
11 - Liana Salazar (10 - Yorely Rincon)
13 - Yulieht Dominguez
14 - Kelis Peduzine
18 - Katerin Castro
19 - Fatima Montaño

Cartões Amarelos: Abby Wambach (83')

Assistência: 25475

Clima: Céu pouco nublado (19ºC)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Champions League - Real Madrid x Lyon (Oitavos de Final - 2ª Mão)

O Real Madrid jogou o seu jogo habitual, aproveitando as características individuais dos seus jogadores para criar desequilíbrios à equipa do Lyon. A opção mais utilizada no processo ofensivo (também nos contra-ataques) era o passe para Ronaldo ou Di María que tinham a clara tendência de fazer penetrações para o corredor central, abrindo espaços nos corredores laterais para a subida de Marcelo e Sérgio Ramos. Houve também uma clara tendência de impedir a 2ª fase de construção do Lyon, obrigando a linha defensiva a jogar longo directamente para o ataque, prevenindo assim a participação de Gourcuff que era provavelmente o jogador do Lyon mais perigoso no meio-campo.

O Lyon aproveitou bem a subida dos seus laterais, principalmente Cissokho, que tinham sempre espaço para receber a bola quando esta vinha do corredor central pois a defesa à zona do Real fazia com que a linha defensiva fichasse o corredor central abrindo o lateral. Gourcuff, no processo defensivo, muitas vezes ocupava o lugar de segundo avançado, sendo um dos responsáveis (juntamente com Lisandro) em pressionar a linha defensiva do Real Madrid, também tentando impedir a 2ª fase de construção do adversário.

Foi o Real Madrid que mais perigo criou na 1ª parte, com várias oportunidades de golo e aos 37' surgiu naturalmente o golo do Real que acabou por não ter grande efeito na forma de jogar do Lyon dado que nada mudava no ruma da eliminatória (tal como no início do jogo, o Lyon precisava de marcar pelo menos um golo).

Na 2ª parte, o Lyon colocou em campo Gomis que passou a jogar a ponta de lança, com Lisandro a descair mais para o lado esquerdo e Delgado a passar para o lado direito). Foi uma clara opção de ataque que acabou também por acarretar maiores riscos defensivos. Cissokho passava a ter mais espaço para explorar do lado esquerdo do ataque (Lisandro jogava numa posição mais interior que Delgado) mas o Real também veio mais prevenido na 2ª parte para o perigo de Cissokho e Di María passou a ter funções mais defensivas a fechar o corredor lateral, dando uma preciosa ajuda a Sérgio Ramos que passou a preocupar-se mais com o corredor central no processo defensivo. À medida que o tempo ia avançando, o Lyon passava a ter cada vez menos precauções no processo defensivo e mais uma vez, o golo do Real apareceu com alguma naturalidade. Com o resultado em 2-0, o Lyon arriscou tudo e acabou por sofrer o 3-0, num jogo que já era dominado (em termos qualitativos e não quantitativos) pelo Real Madrid.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Benzema esteve incansável na procura de espaços no ataque, jogando em sintonia com Di María e Ronaldo. Também Di María teve um importante papel, anulando por completo Cissokho que era o responsável por grande parte das jogadas de ataque do Lyon. No entanto é difícil escolher o melhor jogador em campo quando se vê uma equipa a jogar 'como equipa', com todos os jogadores a terem as suas missões bem definidas em todas as fases do jogo.
No Lyon, o melhor jogador em campo foi Lloris que fez um conjunto de defesas brilhantes em grandes oportunidades do Real que poderiam ter decidido o jogo ainda na 1ª parte.

Substituições
Ao intervalo, Gomis entra pelo lugar de Briand, ocupando a posição de ponta de lança com Lisandro a actuar ao seu lado, mais descaído para o lado esquerdo. Isto fez com que o Cissokho tivesse mais espaço para atacar.
Aos 69' entra Pied para o lugar de Gourcuff. Este último, já com cartão amarelo, estava a ter muito pouca influência no jogo.
Aos 74' Adebayor substitui Ronaldo que esteve em dúvida para o jogo devido a lesão. Já com o resultado em 2-0, não se justificava arriscar um agravamento de uma eventual lesão do jogador mais influente da equipa.
Aos 78' é Granero a entrar para o lugar de Di María. Um clara opção de gestão da equipa quando o resultado já estava em 3-0.
Aos 80' Pjanic substitui Delgado, já sem grandes hipóteses de alterar o resultado.
84' é quando Lass Diarra entra para o lugar de Benzema que recebe os merecidos aplausos. Esta substituição sela o jogo, dando mais consistência defensiva num jogo que já estava decidido.

Golos
37' - Marcelo passa para Ronaldo e continua a sua corrida para o corredor central, onde recebe novamente a bola de Ronaldo, tirando 2 adversários do caminho antes de rematar para o golo.
66' - Marcelo com um passe longo do corredor lateral tenta colocar a bola em Özil que não chega à bola, tal como o defensor do Lyon, quando de trás aparece Benzema a isolar-se (Cris não se fez ao lance) e a marcar facilmente na cara de Lloris.
76' - Özil consegue ganhar uma bola aérea, isolando Di María que na cara de Lloris, picou a bola por cima do mesmo. Um golo merecido depois de uma exibição menos exuberante devido às suas missões tácticas.

Real Madrid
Casillas
Sérgio Ramos
Ricardo Carvalho
Pepe
Marcelo
Khedira
Xabi Alonso
Di María (Granero - 78')
Özil
Ronaldo (Adebayor - 74')
Benzema (Lass Diarra - 84')

Lyon
Lloris
Réveillère
Cris
Lovren
Cissokho
Toulalan
Gourcuff (Pied - 69')
Källström
Briand (Gomis - Int)
César Delgado (Pjanic - 80')
Lisandro

Cartões Amarelos: Pepe (9'), Ricardo Carvalho (30'), Gourcuff (38'), Cissokho (54').

Assistência: (Desconhecido)

Condições Climatéricas: Céu nublado, 10ºC.