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domingo, 13 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 1 x 0 Argentina (Final)

Marcha no Marcador
113' - 1x0 (Mario Götze)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, tal como veio fazendo durante este mundial, trocando muito bem a bola a toda a largura, nunca deixando os seus jogadores darem-se à pressão dos adversários. Jogaram com o seu bloco alto e pressionaram muito à frente, não dando espaço à Argentina para construir desde o seu setor defensivo. A Argentina defendeu mais recuada, descendo as duas linhas de 4 jogadores (setor defensivo e médio) até à sua área, com ambos os setores sempre muito compactos. Tentaram pressionar os alemães nas transições defensivas mas sem grande sucesso. Tentaram quase sempre sair para o ataque através de contra-ataque ou ataques rápidos, usando sempre que possível a condução de Messi que esteve muito bem posicionalmente, encontrando sempre espaços para receber e progredir com bola. 

2ª Parte
Sabella decide mudar o sistema tático ao intervalo com uma substituição e essa troca acabou por se revelar chave no decorrer desta segunda parte. Ao passar a jogar com um losango no meio campo, a Argentina passou a ter três jogadores na frente a impedir a progressão dos jogadores da Alemanha pelo corredor central e estes passaram a criar muito menos perigo, tendo a sua ação limitada aos corredores laterais. Sendo Höwedes menos ofensivo que Lahm, as opções da Alemanha ficavam bastante reduzidas e mesmo Lahm teve de enfrentar o médio interior mais defensivo da Argentina. Acabou por ser uma reestruturação muito inteligente de Sabella que conseguiu controlar assim grande parte do jogo. Schürrle também acabou por não ter impacto positivo na sua equipa desde o momento que entrou na primeira parte, pois é um jogador mais eficaz a explorar situações de contra-ataque e o posicionamento baixo do bloco da Argentina não lhe deu esse espaço. A Alemanha foi tornando-se mais previsível a atacar quase sempre pelo lado direito e a Argentina ainda conseguiu algumas situações de perigo com dois jogadores frescos na frente e Messi que estiveram sempre prontos para explorar as transições ofensivas.
Prolongamento
Já perto do final do tempo regulamentar, houve duas substituições com a entrada de Gago por Enzo e Götze por Klose, duas trocas diretas para refrescar o meio campo Argentino e o ataque Alemão. Sabella optou também por colocar Palacio na posição dez uma vez que estava mais fresco que Messi para ajudar o seu meio campo no processo defensivo. Um pouco contra a corrente do jogo, a Alemanha acaba por marcar, com uma jogada conduzida na esquerda por Schürrle que avança bem, desequilibrando a linha defensiva da Argentina, o que deu espaço para Götze poder receber sozinho e com muita qualidade, rematar para o golo. A partir daqui o jogou partiu-se e houve a intensidade final característica de quem está a correr atrás do prejuízo. Para prevenir a colocação de um homem extra no ataque por parte da Argentina, Joachim Löw ainda coloca Mertesacker no final do jogo e acabou mesmo por conseguir aguentar a vantagem até ao apito final. 

Substituições
32' - Entra André Schürrle para o lugar de Christoph Kramer. Schürrle ficou como extremo esquerdo e Özil ficou como interior direito com Kramer a sair lesionado.
Int - Entra Kun Agüero para o lugar de Ezequiel Lavezzi. Passam a jogar em 4-4-2 losango com Enzo a interior direito, Biglia a interior esquerdo, Messi na posição dez e Agüero na frente com Higuaín.
78' - Entra Rodrigo Palacio para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca direta.
86' - Entra Fernando Gago para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
88' - Entra Mario Götze para o lugar de Miroslav Klose. Troca direta.
120' - Entra Per Mertesacker para o lugar de Mesut Özil. Passam a jogar em 5-4-1 com Mertesacker a ser o terceiro central.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Bastian Schweinsteiger (29'), Benedikt Höwedes (34'), Javier Mascherano (64') e Kun Agüero (65').

Assistência: 74.738 (Estádio Maracanã)

Clima: Céu limpo (24ºC)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Holanda 0 x 0 Argentina (Meias Finais)


1ª Parte
A Holanda jogou em ataque posicional, trocando muito a bola pelos centrais mas com algumas dificuldades em servir os dois avançados com a Argentina a fechar muito bem as linhas de passe da Holanda aquando a sua 2ª fase de construção, com Robben e Sneijder a descerem muitas vezes no terreno para poderem vir buscar jogo. Nigel de Jong acabou por ser muito importante ao marcar individualmente Messi e a anular por completo a maior ameaça da equipa adversária. A Argentina jogou igualmente em ataque posicional e também com dificuldades em encontrar Higuaín ou Messi no corredor central, com este último a também ter de vir a zonas mais recuadas para vir buscar a bola. A meio da primeira parte, Enzo Pérez trocou de corredor com Lavezzi, com este a ser muito mais vertical na abordagem às ações ofensivas e a mostrar-se mais eficiente a ganhar a linha no corredor direito. Enzo Procurou sempre o corredor central e era Rojo a dar profundidade no corredor esquerdo. Ambas as equipas estiveram muito bem defensivamente, nunca dando espaço as unidades nucleares adversárias em zonas adiantadas. Os guarda-redes tiveram pouco trabalho numa primeira parte muito calculista por parte de ambas as equipas. 

2ª Parte
A única alteração ao intervalo foi a saída de Martins Indi (tinha cartão amarelo) sem que tenha havido alterações estruturais. Na Argentina, Enzo voltou ao corredor direito mas também não se viram alterações em termos da forma de jogar. Ambos os treinadores mais não fizeram que gerir as suas equipas, retirando os jogadores que mostravam sinais de maior desgaste.
Prolongamento
Uma vez mais, para além das substituições diretas, as formas de jogar mantiveram-se inalteradas. Curiosamente, as melhores oportunidades do jogo surgiram na 2ª parte do prolongamento com ambas as equipas a terem oportunidades para fazer golo.

Penaltis
1 - Ron Vlaar remata para a direita com Romero a defender.
1 - Lionel Messi remata para a esquerda com Cillessen a cair para o lado contrário.
2 - Arjen Robben remata para o lado direito com Romero a cair para o lado contrário.
2 - Ezequiel Garay remata ao centro com Cillessen a cair para o seu lado direito.
3 - Wesley Sneijder remata para a esquerda com Romero a defender.
3 - Kun Agüero remata para a esquerda e Cillessen adivinha o lado mas não consegue defender.
4 - Dirk Kuyt remata para a direita com Romero a cair para o lado contrário.
4 - Maxi Rodríguez remata para a esquerda e Cillessen adivinha o lado mas não consegue defender.


Substituições
Int - Entra Daryl Janmaat para o lugar de Bruno Martins Indi. Janmaat fica como ala direito, Kuyt passa para o lado esquerdo e Blind fica como central
62' - Entra Jordy Clasie para o lugar de Nigel de Jong. Troca direta.
81' - Entram Rodrigo Palacio e Kun Agüero para os lugares de Enzo PérezGonzalo Higuaín. Trocas diretas.
96' - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.
101' - Entra Maxi Rodríguez para o lugar de Ezequiel Lavezzi. Troca direta.


Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Bruno Martins Indi (45'), Martín Demichelis (49') e Klaas-Jan Huntelaar (105').

Assistência: 63.267 (Arena Corinthians)

Clima: Aguaceiros (17ºC)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - Brasil 1 x 7 Alemanha (Meias Finais)


Marcha no Marcador
11' - 0x1 (Thomas Müller)
23' - 0x2 (Miroslav Klose)
24' - 0x3 (Toni Kroos)
26' - 0x4 (Toni Kroos)
29' - 0x5 (Sami Khedira)
69' - 0x6 (André Schürrle)
79' - 0x7 (André Schürrle)
90' - 1x7 (Oscar)

1ª Parte
O Brasil entrou em campo com dois aspectos em mente, pressionar alto a equipa da Alemanha para não os deixar controlar o jogo e procurar os extremos nas costas da defesa adversária, muitas vezes com lançamentos de Dante ou David Luiz que era quando a defesa da Alemanha estava mais subida. Com a Alemanha a jogar em bloco alto, muito compacto e a atacar apoiado, acabou por ser um início de jogo muito disputado. O primeiro golo nasceu de um pontapé de canto (falha defensiva). O Brasil manteve a sua estratégia para conseguir o golo mas pareceram acusar muito o momento pois esta pressão foi feita muitas vezes mais com o coração que com a cabeça e muito facilmente a equipa se desequilibrava com alguns jogadores a pressionarem sozinhos e a serem facilmente ultrapassados. A Alemanha conseguiu trocar bem a bola, procurando muito bem o espaço vazio e foram sempre muito incisivos no ataque. Uma intercepção falhada no corredor central acabou por originar o segundo golo e a partir daí assistiu-se a um total desmoronamento da equipa do Brasil com os setores completamente partidos e as falhas a sucederem-se com a Alemanha a marcar 4 golos em 6 minutos e o jogo a não ter mais história até ao intervalo.

2ª Parte
Scolari faz duas substituições ao intervalo, colocando Ramires e Paulinho em campo, com o primeiro a jogar como extremo direito na teoria mas na prática foi mais um médio centro. Este posicionamento de Ramires acabou por fazer sentido uma vez que Höwedes pouco subia no terreno e o corredor central da Alemanha era muito forte. Joachim Löw, depois de colocar Mertesacket ao intervalo, faz mais uma substituição habitual ao colocar Shcürrle por Klose, dando mais velocidade ao ataque na reta final onde se esperava mais espaço em profundidade para a Alemanha atacar. Cerca de 10' depois é o próprio Schürrle que faz o sexto golo da sua equipa. Já com Fred a ser assobiado por todo o estádio, Scolari retira-o de campo e coloca Willian, deixando o Brasil a jogar sem um avançado de referência. O Brasil não alterava a sua estratégia e foram precisos apenas mais 10' para Schürrle bisar. Num jogo absolutamente desastroso para o Brasil, com vários erros defensivos e uma eficácia tremenda da Alemanha, a quem tudo correu bem (até Neuer brilhou a certa altura), valeu à equipa da casa o golo de honra de Oscar aos 90', onde a linha defensiva falhou e deixou Oscar numa situação de 1x1 com Boateng, onde já pareceu haver alguma displicência da Alemanha na forma como sofreu o golo.

Substituições
Int - Entram Paulinho e Ramires para os lugares de Fernandinho e Hulk. Paulinha fica a médio centro e Ramires a extremo direito com Bernard a extremo esquerdo.
Int - Entra Per Mertesacker para o lugar de Mats Hummels. Troca direta.
58' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Müller passa para ponta de lança e Schürrle fica a extremo direito.
70' - Entra Willian para o lugar de Fred. Willian fica na posição dez e Oscar passa para ponta de lança.
76' - Entra Julian Draxler para o lugar de Sami Khedira. Schweinsteiger desce para médio defensivo, Özil passa para médio centro e Draxler fica como extremo direito com Shcürrle a passar para o lado esquerdo.


Árbitro: Marco Rodríguez (México)

Cartão Amarelo: Dante (68').

Assistência: 58.141 (Estádio Mineirão)

Clima: Céu limpo (22ºC)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Campeonato do Mundo - França 0 x 1 Alemanha (Quartos de Final)

 
Marcha no Marcador
13' - 0x1 (Mats Hummels)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional mas a França foi um pouco mais vertical, procurando muito a bola em profundidade para os corredores laterais. Os seus médios centro tiveram sempre pouco espaço com a equipa da Alemanha sempre preocupada em fechar as linhas de passe nessa zona. Cabaye ainda foi um jogador muito solicitado na 2ª fase de construção mas Kroos estava sempre próximo, inviabilizando muitas vezes o passe dos centrais para o médio defensivo. Defenderam no seu meio campo defensivo, sem pressionar muito a defesa adversária. A Alemanha controlou sempre a posse da bola, jogando com muita paciência e preferencialmente pelo corredor central. Tanto Özil como Müller são jogadores que gostam de receber a bola no corredor central pelo que nem sempre havia essa solução. Esta situação era mais óbvia no lado esquerdo pois Howedes não dava profundidade no corredor e quando Özil entrava no meio, o lado esquerdo ficava vazio. No lado direito, quando Müller estava no meio, era muitas vezes Khedira a cair no corredor para dar solução aos seus colegas. Foram mais pressionantes que a França defensivamente, sendo essa uma das razões pela qual conseguiram ter um domínio tão claro e estiveram sempre muito compactos, com a linha defensiva muito avançada, aproveitando a boa capacidade na saída da baliza do seu guarda-redes para poder tornar a equipa mais agressiva no processo defensivo. O golo da Alemanha acaba por nascer de um livre lateral numa primeira parte foi a França que conseguiu mais remates.

2ª Parte
Sem substituições ao intervalo, foi notória a subida das linhas da França que passou a pressionar no meio campo ofensivo e complicou a troca de bola da equipa adversária. Joachim Löw é o primeiro treinador a mexer na equipa e coloca Schürrle por Klose, aumentando assim a profundidade do seu ataque e deu uma solução muito válida para o contra-ataque, algo natural devido à forma de jogar da França que se mantinha em desvantagem. Aos 73', acontece a primeira alteração tática do jogo com Deschamps a colocar Remy por Cabaye passando a jogar em 4-4-2. O problema desta substituição é que a intenção de colocar um homem mais na frente teria de pressupor um jogo mais direto da França pois sabiam que iam perder o meio campo mas este tipo de jogo nunca seria viável com Valbuena na frente de ataque (o jogador mais baixo em campo), que dificilmente teria espaço para fazer uso das suas qualidades uma vez que a Alemanha tinha recuado ligeiramente as linhas. A substiuição mais natural acabou por acontecer aos 85' com a entrada de Giroud. Já após Löw ter colocado em campo Kramer para dar consistência defensiva à sua equipa, a França ainda conseguiu uma situação de muito perigo com Neuer a salvar (mais uma vez) a sua equipa.

Substituições
69' - Entra André Schürrle para o lugar de Miroslav Klose. Schürrle fica como extremo direito e Müller passa para ponta de lança.
72' - Entra Laurent Koscielny para o lugar de Mamadou Sakho. Troca direta com Sakho a sair lesionado.
73' - Entra Loïc Rémy para o lugar de Yohan Cabaye. Passam a joga em 4-4-2 com Rémy a ala direito e Valbuena a jogar como segundo avançado.
83' - Entra Mario Götze para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
85' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Mathieu Valbuena. Troca direta.
92' - Entra Christoph Kramer para o lugar de Toni Kroos. Troca direta.


Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

Cartões Amarelos: Sami Khedira (54') e Bastian Shcweinsteiger (80').

Assistência: 74.240 (Maracanã)

Clima: Céu limpo (26ºC)

domingo, 29 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Holanda 2 x 1 México (Oitavos de Final)

 
Marcha do Marcador
48' - 0x1 (Giovani dos Santos)
88' - 1x1 (Wesley Sneijder)
94' - 2x1 (Klaas-Jan Huntelaar)

1ª Parte
Ambas as equipas tiveram uma abordagem ao jogo muito semelhante, com sistemas táticos idênticos exceto no triângulo do meio campo, onde Sneijder a atacar era sempre anulado por Salcido e também nos corredores laterais os alas tinham sempre marcação pelo que houve sempre pouco espaço, apesar de jogarem em ataque posicional, para trocar a bola no meio campo ofensivo com as equipas a terem procurar os seus avançados em profundidade a tentarem explorar as costas da defesa adversária. Não houve um claro domínio de nenhuma das equipas e o nulo ao intervalo não foi surpresa.

2ª Parte
O jogo recomeçou após a entrada de Reyes por Moreno que se tinha lesionado ainda na primeira parte. Logo aos 48', Giovani abre o marcador com um bom remate de fora da área e pouco depois Van Gaal reage ao resultado ao mudar o sistema tático para 4-3-3. A intenção seria abrir mais o jogo e com Robben e Depay a virem da ala para o centro, sobrecarregar o corredor central do México com Kuyt a lateral direito a dar muita profundidade no seu corredor. Miguel Herrera colocou Aquino no meio campo (talvez para explorar a sua velocidade no contra-ataque) e mais tarde colocou Chicharito, refrescando a frente de ataque, uma vez mais com o contra-ataque em mente pois adivinhava-se uma avalanche ofensiva da Holanda. Um minuto depois foi isso mesmo que aconteceu, com a entrada de Huntelaar para a frente de ataque (referência para o jogo direto), Kuyt rapidamente se juntou a ele como ponta de lança e a Holanda voltava aos 3 centrais com dois pontas de lança, Robben na direita e Depay na esquerda (3-3-4). Esta insistência holandesa acabou por resultar em golo aos 88' após um remate de ressaca de Sneijder e logo voltaram à segurança do 4-3-3 com Kuyt a regressar a lateral direito. Já se esperava pelo prolongamento quando Robben num lance individual consegue ganhar um penalti (falta de Rafa Márquez) e Huntelaar dá a volta ao marcador com apenas dois minutos de compensação para jogar.

Substituições
9' - Entra Bruno Martins Indi para o lugar de Nigel de Jong. Indi vai para central do lado esquerdo com Blind a passar para médio centro. De Jong sai lesionado.
Int - Entra Diego Reyes para o lugar de Héctor Moreno. Troca direta com Moreno a sair lesionado.
56' - Entra Memphis Depay para o lugar de Paul Verhaegh. Passam a jogar em 4-3-3 com Indi a lateral esquerdo, Kuyt a lateral direito, Blind a médio defensivo, Depay a extremo esquerdo, Robben a extremo direito, Sneijder e Wijnaldum a médios centro.
61' - Entra Javier Aquino para o lugar de Giovani dos Santos. Héctor Herrera passa para a posição dez e Aquino fica a interior direito.
75' - Entra Chicharito para o lugar de Oribe Peralta. Troca direta.
76' - Entra Klaas-Jan Huntelaar para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Paul Aguilar (69'), Rafael Márquez (92') e Andrés Guardado (93').

Assistência: 58.817 (Estádio Castelão)

Clima: Céu limpo (29ºC)

sábado, 28 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Brasil 1 x 1 Chile (Oitavos de Final)


Marcha no Marcador
18' - 1x0 (David Luiz)
32' - 1x1 (Alexis Sánchez)

1ª Parte
O Brasil não jogou muito adiantado, tentando aproveitar o espaço nas costas da defesa do Chile descendo as suas linhas e defendendo no seu meio campo. Apenas nas transições defensivas e no primeiro terço defensivo se via uma postura mais assertiva nas ações defensivas. No processo ofensivo, o Chile subia as suas linhas até ao meio campo ofensivo aproveitando todo o espaço disponível mas o Brasil fez um trabalho posicional no processo defensivo muito eficiente no fecho das linhas de passe no corredor central e obrigou o Chile muitas vezes a tentar os passes longos para os pontas de lança sem terem alternativas viáveis para jogar curto. Defensivamente a pressão do Chile não foi muito eficiente uma vez que os alas estiveram mais preocupados na marcação aos extremos adversários e como tal jogaram muito recuados, sobrando poucas unidades na frente para pressionar os adversários. O Brasil teve mais oportunidades que o Chile, acabando por marcar num canto mas o Chile aproveitou bem um erro defensivo num lançamento lateral adversário para fazer o empate.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma até à primeira alteração de Jorge Sampaoli com a entrada de Gutiérrez. O sistema tático manteve-se inalterado e na teoria a equipa tornar-se-ia mais defensiva com a entrada de um médio centro por um avançado, no entanto, a partir deste momento a equipa tornou-se muito mais dinâmica com os alas a subirem muito mais no terreno. Talvez a segurança dada por jogadores mais defensivos permitisse a subida dos laterais e o maior pendor ofensivo do Chile. Após uma primeira parte com maior domínio do Brasil, o Chile acabou por dar uma boa imagem nesta segunda parte.

Prolongamento
Scolari troca os extremos de lado apostando mais no jogo interior com diagonais de Hulk e Oscar. Com Jô em campo, seria compreensível a aposta em ganhar a linha de fundo, até porque os alas do Chile tinham estado mais ofensivos na segunda parte mas não era menos verdade que Hulk e Oscar têm as suas potencialidades de certa forma limitadas ao jogarem no lado esquerdo e direito respectivamente, principalmente Hulk que tem no remate uma das suas melhores qualidades. Com o avançar do prolongamento as equipas foram sendo dominadas pelo desgaste físico e foram tornando-se mais cautelosas. Ambos os treinadores esgoraram as substituições com Scolari a retirar Oscar que esteve muito apagado e Sampaoli a substituir Medel por lesão (que fez uma das melhores exibições na equipa do Chile).

Penaltis
1 - David Luiz remata para a esquerda com Claudio Bravo a cair para o lado contrário.
1 - Mauricio Pinilla remata para o meio com Júlio César a defender.
2 - Willian remata para a esquerda mas falha a baliza.
2 - Alexis Sánchez remata para a esquerda mas Júlio César defende.
3 - Marcelo remata para a direita com Claudio Bravo a tocar na bola mas a não conseguir defender.
3 - Charles Aránguiz remata muito forte ao ângulo direito com Júlio César a ficar no meio da baliza.
4 - Hulk remata para o meio com Claudio Bravo a defender.
4 - Marcelo Díaz remata para o meio com Júlio César a cair para a sua esquerda.
5 - Neymar remata para a esquerda com Claudio Bravo a cair para o lado contrário.
5 - Gonzalo Jara remata para a direita com a bola a bater na parte de dentro do poste e a sair do lado contrário.

Substituições
57' - Entra Felipe Gutiérrez para o lugar de Eduardo Vargas. Gutiérrez fica na posição dez e Vidal passa para avançado.
64' - Entra para o lugar de Fred. Troca direta.
72' - Entra Ramires para o lugar de Fernandinho. Troca direta.
87' - Entra Mauricio Pinilla para o lugar de Arturo Vidal. Troca direta.
Int Prol. - Entra Willian para o lugar de Oscar. Troca direta.
108' - Entra José Rojas para o lugar de Gary Medel. Troca direta com Medel a sair lesionado.


Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Cartões Amarelos: Eugenio Mena (17'), Francisco Silva (40'), Hulk (55'), Jô (93'), Mauricio Pinilla (102') e Daniel Alves (105'+1).

Assistência: 57.714 (Estádio Mineirão)

Clima: Céu limpo (24ºC)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - E. U. A. 2 x 2 Portugal (Grupo G)


Marcha do Marcador
5' - 0x1 (Nani)
64' - 1x1 (Jermaine Jones)
81' - 2x1 (Clint Dempsey)
95' - 2x2 (Silvestre Varela)

1ª Parte
Os Estados Unidos entraram com uma postura muito defensiva, com o bloco muito recuado e os setores muito próximos, tentando reduzir ao máximo o espaço entrelinhas e limitar o jogo de Portugal aos corredores laterais. Apesar de estarem a jogar em 4-2-3-1, defensivamente apresentavam um sistema de 4-5-1 com Bradley a juntar-se aos médios centro. Com Ronaldo a jogar quase sempre pelo corredor central, é compreensível o fecho do bloco defensivo para lhe limitar a ação, no entanto foi através de um cruzamento (e um corte incompleto) que Nani marcou o primeiro golo. Em desvantagem, já subiram mais as linhas mas com o decorrer do jogo, iam pressionando menos até porque as condições climatéricas não permitiam grandes dispêndios energéticos em ações defensivas. Portugal jogou em ataque posicional, com muito espaço para trocar a bola. Na primeira fase de construção os laterais subiam no terreno e Veloso era o 3º homem a mostrar-se disponível para jogar curto, com Portugal a optar sempre por jogar apoiado desde a sua baliza consciente do menor poder físico no meio campo.

2ª Parte
Ao intervalo, Paulo Bento faz a segunda substituição forçada devido à lesão de André Almeida. William Carvalho cumpriu a sua função, tendo um jogo mais curto que Veloso mas também mais seguro, no entanto Veloso acabou por não ser tão produtivo como lateral, deixando-se bater algumas vezes em velocidade pelo adversário direto. Os Estados Unidos, para além da troca de corredores dos extremos, entraram da mesma forma. Aos 64', Portugal sofre golo (mais uma vez neste mundial, no seguimento de um canto) e o resultado volta a interessar aos norte americanos. Pouco tempo depois acontece a primeira alteração tática com Portugal a passar a jogar em 4-4-2 com Ronaldo e Éder no eixo do ataque. Portugal, devido à ação defensiva dos Estados Unidos, apenas estava a ter espaço nos corredores laterais e esta alteração acaba por fazer sentido uma vez que desta forma tinham mais uma referência na área para tentarem a finalização. Aos 81' Dempsey finaliza um cruzamento e coloca momentaneamente Portugal fora do Campeonato do Mundo. Com o empate Portugal tinha uma tarefa muito complicada no 3º jogo, com a derrota deixava de ter hipóteses de se qualificar e isto poderia ter tido um efeito muito negativo na equipa mas nunca deixaram re procurar o golo, desta feita através de um jogo declaradamente direto para o ataque, com Bruno Alves a ser o terceiro homem do ataque, com Paulo Bento a tentar arriscar tudo para conseguir pelo menos o empate. Curiosamente, os Estados Unidos só cederam à pressão portuguesa após terem reformulado o seu sistema tático para colocar mais um homem no setor defensivo para fazer face à superioridade numérica do ataque adversário.

Substituições
16' - Entra Éder para o lugar de Hélder Postiga. Troca direta com Postiga a sair lesionado.
Int - Entra William Carvalho para o lugar de André Almeida. William fica a médio defensivo e Veloso passa para lateral esquerdo. André Almeida saiu lesionado.
69' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 4-4-2 com Varela a médio ala esquerdo e Ronaldo na frente com Éder.
72' - Entra DeAndre Yedin para o lugar de Alejandro Bedoya. Troca direta.
87' - Entra Chris Wondolowski para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
93' - Entra Omar González para o lugar de Graham Zusi. Passam a jogar em 5-4-1 com González a jogar como central.


Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)

Cartão Amarelo: Jermaine Jones (75').

Assistência: 40.123 (Arena da Amazônia)

Clima: Céu limpo (31ºC)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 4 x 0 Portugal (Grupo G)


Marcha no Marcador
12' - 1x0 (Thomas Müller)
32' - 2x0 (Mats Hummels)
45'+1 - 3x0 (Thomas Müller)
78' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
As duas equipas jogaram em ataque posicional e com o bloco alto mas sem pressionarem muito alto, talvez com consciência da dificuldade de jogar de tal forma com o calor e humidade característicos deste mundial. A Alemanha trocou muito bem a bola, com a preocupação de rodar o centro do jogo com grande frequência para abrir espaços na equipa adversária. Portugal pareceu sempre condicionado no último terço em procurar Ronaldo, mostrando uma dependência que acabou por prejudicar em alguns momentos. Num jogo que se esperava complicado para Portugal, que era claramente o outsider, sofrer um golo aos 12' (de penalti) acabou por ser um obstáculo demasiado grande, com um efeito negativo nas aspirações da equipa, acentuado aos 32' depois de sofrer um golo de canto (sendo as bolas paradas defensivas uma lacuna já bem conhecida da equipa portuguesa). Por esta altura já se adivinhava uma tarefa muito complicada virar o jogo, com uma Alemanha muito confiante e calma e um Portugal com a perfeita noção da dificuldade que era alterar o resultado. O momento que acabou por condenar o jogo a uma derrota de Portugal foi a expulsão de Pepe, que deitou por terra qualquer aspirações que ainda houvessem, tendo um efeito de balde de água fria para a motivação dos portugueses. No decorrer da espiral descendente do rendimento da equipa portuguesa, Müller consegue aproveitar um cruzamento da esquerda para matar o jogo ainda antes do intervalo.

2ª Parte
Após a expulsão de Pepe, tinha sido Meireles a ocupar a posição de central e Paulo Bento colocou ao intervalo Ricardo Costa no eixo defensivo num jogo em que não valia a pena arriscar o que quer que fosse. A Alemanha soube sempre aproveitar a vantagem numérica e geriu o esforço durante o resto do jogo com Joachim Löw a poder alterar as suas peças em função do próximo jogo e com Paulo Bento a pouco poder fazer, tendo tido ainda a contrariedade da lesão de Coentrão que se juntou a Hugo Almeida como possíveis lesionados para o próximo jogo. Com uma segunda parte sem grande história, fica o registo de mais um golo de Müller aos 78' e um resultado que acabou por não chocar ninguém que tivesse visto o jogo desde o início.

Substituições
28' - Entra Éder para o lugar de Hugo Almeida. Troca direta com Hugo Almeida a sair lesionado.
Int - Entra Ricardo Costa para o lugar de Miguel Veloso. Ricardo Costa fica a central com Bruno Alves.
63' - Entra André Schürrle para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
65' - Entra André Almeida para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta com Coentrão a sair lesionado.
73' - Entra Shkodran Mustafi para o lugar de Mats Hummels. Troca direta com Hummels a sair lesionado.
82' - Entra Lukas Podolski para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.


Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)

Cartão Amarelo: João Pereira (Amarelo)

Cartão Vermelho: Pepe (37').

Assistência: 51.081 (Arena Fonte Nova)

Clima: Céu limpo (29')

domingo, 15 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Inglaterra 1 x 2 Itália (Grupo D)


Marcha no Marcador
37' - 0x1 (Claudio Marchisio)
37' - 1x1 (Daniel Sturridge)
50' - 1x2 (Mario Balotelli)

1ª Parte
Estas duas equipas apresentam um paradigma do que convencionalmente se pensa delas. A Inglaterra com jogadores muito talentosos no último terço, sendo claramente refém da sua criatividade para criar situações de finalização e uma Itália a sair poucas vezes no contra-ataque, preferindo jogar apoiado com um ritmo lento, a toda a largura, com dois playmakers (Pirlo e Verratti) a procurar espaços para fazer o último passe para a frente de ataque ou o penúltimo passe para as alas. Na Itália, estes dois jogadores eram claramente os jogadores-chave, com todo o jogo a passar pelo corredor central. Seria de esperar uma maior atenção dos ingleses para o meio campo de Itália, sabendo-se de antemão que quando se condiciona o jogo do Pirlo, está a condicionar-se o jogo de toda a equipa, no entanto tiveram sempre muito espaço para decidir e para ditar o ritmo do jogo. Balotelli acabou por jogar um pouco desamparado, tendo intervido no jogo poucas vezes. A Inglaterra jogou com uma estrutura pouco móvel, com Gerrard e Henderson a jogarem muito fixos e a servirem-se da velocidade dos atacantes para sair no contra-ataque (foi assim que marcaram o golo do empate) ou na sua capacidade técnica e criativa para criar perigo através de ataque posicional. O primeiro golo do jogo nasceu de um pontapé de canto.

2ª Parte
A única troca ao intervalo foi a de corredor dos extremos de Inglaterra (Rooney com Welbeck). Não foram precisos mais de 5 minutos para Balotelli finalizar um grande cruzamento de Candreva e colocar novamente a Itália na frente do marcador. A equipa de Prandelli continuava a ter o controlo do jogo, ainda assim é ele o primeiro a mexer na equipa colocando Motta por Verratti, numa substituição mais defensiva. As substituições de Hodgson acabaram por tornar a equipa mais perigosa, principalmente a entrada de Barkley que tornou o ataque muito mais objectivo. A jogar na posição dez, Barkley foi um jogador mais incisivo e pragmático que Sterling que apesar de muito virtuoso perde um pouco na tomada de decisão. As entradas de Wilshere e, mais tarde, de Lallana tiveram sempre o intuito de aumentar os índices de criatividade mas o resultado acabou por não se alterar. Prandelli mais não fez que gerir a equipa num jogo que apesar das oportunidades criadas pela Inglaterra, nunca pareceu fora de controlo.

Substituições
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Marco Verratti. Troca direta.
61' - Entra Ross Barkley para o lugar de Danny Welbeck. Barkley fica na posição dez e Sterling passa para extremo esquerdo.
73' - Entra Ciro Immobile para o lugar de Mario Balotelli. Troca direta.
73' - Entra Jack Wilshere para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
79' - Entra Marco Parolo para o lugar de Antonio Candreva. Parolo fica a extremo esquerdo e Marchisio passa para o lado direito.
80' - Entra Adam Lallana para o lugar de Daniel Sturridge. Lallana fica a médio esquerdo, Sterling a médio direito e Rooney passa para ponta de lança.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartão Amarelo: Raheem Sterling (92').

Assistência: 39.800 (Arena Amazônia)

Clima: Céu limpo (29ºC)

sábado, 14 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Espanha 1 x 5 Holanda (Grupo B)


Marcha no Marcador
27' - 1x0 (Xabi Alonso)
44' - 1x1 (Robin van Persie)
53' - 1x2 (Arjen Robben)
64' - 1x3 (Stefan Vrij)
73' - 1x4 (Robin van Persie)
80' - 1x5 (Arjen Robben)

1ª Parte
A Espanha jogou predominantemente em ataque posicional, optando algumas vezes pelo jogo direto no início mas sempre sem sucesso, com Diego Costa sempre marcado pelos centrais da Holanda. A jogar com três centrais, a equipa de Van Gaal conseguiu lidar relativamente bem com o processo ofensivo da Espanha, principalmente porque ambos os extremos espanhóis, Silva e Iniesta, estiveram o tempo quase todo no corredor central e nos corredores atacaram apenas os laterais Alba e Azpilicueta, que foram sempre acompanhados por Janmaat e Blind. Ainda assim, os centrais holandeses tiveram algumas dificuldades com a mobilidade dos adversários, deixando-se por vezes arrastar para fora da posição e abrindo espaços entre a defesa que foram aproveitados por Diego Costa (quando ganhou o penalti) e por Silva que falhou o chapéu só com Caillessen pela frente. Nenhuma das equipas gastou muito energia a pressionar as linhas defensivas adversárias mas a Espanha foi sempre muito forte na pressão aquando as transições defensivas e quando a bola chegava ao setor médio ou avançado da Holanda, fazendo com que muitas vezes a bola passasse diretamente dos centrais para o ataque. A Holanda defendeu no seu meio campo e preocupou-se muito em tentar fechar linhas de passe em antecipação, o que apesar de ter sido algo eficiente, também foi a causa dos desposicionamentos, principalmente quando a Espanha ultrapassava o setor médio adversário uma vez que o corredor central apenas era defendido nesse caso por De Jong e De Guzmán para além dos centrais. O golo do empate acabou por surgir numa bola longa para Van Persie que aproveitou o mau posicionamento de Ramos em relação ao primeiro central para encontrar o espaço suficiente para finalizar de cabeça.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e logo aos 53', Robben marcou na sequência de um contra-ataque e o jogou alterou-se por completo. A Espanha expõe-se naturalmente a situações de contra-ataque quando a pressão feita nas transições defensivas não funciona e esse é um problema natural da estratégia por eles usada e neste jogo foram vítimas disso mesmo no 2º golo. Aos 63' Del Bosque retira Xabi Alonso e Diego Costa, com este última a não se enquadrar no modelo da Espanha e a torná-la de certa forma refém dos passes longos, dando poucas soluções no passe curto de forma a abrir espaços para a entrada de outros jogadores nas suas costas como era habitual quando usavam um falso nove. Logo após a substituição, sofreram o 3º golo num livre onde houve falta não assinalada sobre Casillas. Cerca de 10 minutos mais tarde, é Casillas a receber mal a bola com os pés e a oferecer autenticamente o golo a Van Persie. Este era claramente um daqueles jogos em que nada corria bem à seleção espanhola. Já com Fàbregas em campo, sem ter havido nenhuma alteração relevante, sofreram já nos 80' um 5º golo num contra-ataque em que Robben se superiorizou à defesa de Espanha em velocidade e conseguiu finalizar em grande estilo. Van Gaal teve intervenções mais discretas, limitando-se a substituir os seus jogadores amarelados (De Guzmán já tinha arriscado um segundo amarelo) e conseguiu controlar o jogo sem precisar de fazer alterações estratégicas ao longo do jogo.

Substituições
62' - Entra Georginio Wijnaldum para o lugar de Jonathan de Guzmán. Troca direta.
63' - Entram Fernando Torres e Pedro Rodríguez para os lugares de Diego Costa e Xabi Alonso. Torres fica como ponta de lança, Pedro como extremo esquerdo e Iniesta passa para médio centro.
77' - Entra Jöel Veltman para o lugar de Stefan de Vrij. Troca direta.
78' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de David Silva. Iniesta passa para extremo esquerdo e Fàbregas fica como médio centro.
79' - Entra Jeremain Lens para o lugar de Robin van Persie. Troca direta.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Jonathan de Guzmán (25'), Stefan de Vrij (41'), Iker Casillas (65') e Robin van Persie (66').

Assistência: 48.173 (Arena Fonte Nova)

Clima: Chuva (27ºC)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Brasil 3 x 1 Croácia (Grupo A)


Marcha no Marcador
11' - 0x1 (Marcelo) auto-golo
29' - 1x1 (Neymar)
71' - 2x1 (Neymar)
91' - 3x1 (Oscar)

1ª Parte
O Brasil jogou em ataque posicional mas teve sempre muitas dificuldades em criar situações de perigo dada a boa organização defensiva da Croácia que defendeu no seu próprio meio campo e sempre com as linhas juntas, mostrando uma grande entreajuda entre os seus jogadores. O Brasil tentou muitas vezes penetrar pelos corredores laterais e para isso foram muito importantes os extremos (mais Oscar uma vez que o Brasil atacou predominantemente pelo corredor direito) que fazia vários movimentos para arrastar o marcador direto e abrir espaço para a entrada dos laterais ou para as diagonais de Neymar. A Croácia jogou claramente em contra-ataque, procurando sempre Olic ou Perisic nos corredores para levarem o contra-ataque, com o golo a nascer numa destas situações. Esta sua estratégia acabou por não aproveitar muito a sua maior força que estava no trio do meio campo, com estes a servirem apenas como elementos de transição, lançando o seu ataque em profundidade. Após uma primeira parte com o Brasil a criar vários ataques laterais e a procurar o cruzamento para a área, foi no corredor central que nasceu o golo do empate num ataque rápido após ganharem a bola no corredor central. Foi através das transições ofensivas que o Brasil conseguiu contornar a grande densidade de jogadores da Croácia aproveitando momentos de desorganização para encontrarem mais espaço para fazer valer a sua superioridade técnica.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo pouco mudou em relação à primeira parte. As primeiras substituições de ambos os treinadores consistiram em trocas diretas, retirando jogadores que não vinham sendo tão influentes na partida como foram os casos de Paulinho e Kovacic. O primeiro muito por culpa pelo pouco fluxo ofensivo que o Brasil teve pelo corredor central, o segundo foi vítima do jogo direto da Croácia que não permitiu jogar pela posição dez com as bolas a serem lançadas diretamente nos corredores laterais. Poucos minutos mais tarde, Scolari volta a fazer uso do mesmo critério para retirar Hulk do campo e 1 minuto depois o Brasil 'ganha' um penalti que Neymar converteu. Já em desvantagem, a equipa da Croácia vê-se obrigada a subir o seu bloco e a colocar mais homens na frente no processo ofensivo, o que faz com que o jogo fique mais partido, resultando num maior número de situações de contra-ataque. Niko Kovac coloca Olic no meio, refrescando o corredor esquerdo e aumenta o volume de jogo direto com o avançar da partida. Já com Oscar a jogar na posição dez, o Brasil aproveita naturalmente o espaço deixado no meio campo defensivo da Croácia para num contra-ataque aumentar a vantagem e matar assim o jogo.

Substituições
61' - Entra Marcelo Brozovic para o lugar de Mateo Kovacic. Troca direta.
63' - Entra Hernanes para o lugar de Paulinho. Troca direta.
68' - Entra Bernard para o lugar de Hulk. Troca direta.
78' - Entra Ante Rebic para o lugar de Nikica Jelavic. Rebic fica a jogar a extremo esquerdo e Olic passa para ponta de lança.
88' - Entra Ramires para o lugar de Neymar. Oscar passa para a posição dez e Ramires fica a extremo direito.


Árbitro: Yuichi Nshimura (Japão)

Cartões Amarelos: Neymar (27'), Vedran Corluka (65'), Dejan Lovren (69') e Luiz Gustavo (88').

Assistência: 62.103 (Arena Corinthians)

Clima: Céu limpo (25ºC)