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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Premier League - Chelsea 2 x 2 Tottenham (33ª Jornada)


Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Oscar)
26' - 1x1 (Emmanuel Adebayor)
39' - 2x1 (Ramires)
80' - 2x2 (Gylfi Sigurdsson)

1ª Parte
Apesar de jogar em casa, o Chelsea não precisava de correr atrás do resultado uma vez que era o Tottenham que estava atrás na classificação. Defendeu assim com as linhas muito recuadas, no seu próprio meio campo, não fazendo uma pressão muito à frente, dando a iniciativa do jogo ao Tottenham. Esta postura mais sólida e conservadora dificultou a ação dos jogadores mais perigosos do Tottenham que eram os extremos Bale e Lennon que não encontraram espaços para explorar a sua velocidade, também permitia ganhar espaço no meio campo ofensivo para contra-atacar, com o Chelsea a colocar rapidamente 5 jogadores a participar nas transições ofensivas (muita disponibilidade de Ramires) onde também Fernando Torres teve um trabalho tático muito importante, caindo num dos corredores laterais para abrir espaços no meio para a entrada dos seus colegas. A maior força ofensiva do Chelsea residia na criatividade dos seus médios que se traduzia em várias movimentações de rutura e apoio. O Tottenham jogou em ataque posicional aproveitando a maior passividade do Chelsea a defender, para controlar a posse da bola mas mostrou sempre muitas dificuldades em ultrapassar a linha defensiva adversária para chegar à baliza de Cech, só conseguindo marcar com um golo fantástico de Adebayor num contra-ataque em que correu mais de 50 metros sem qualquer pressão de um adversário.

2ª Parte
O Chelsea pareceu subir um pouco as linhas mas as dificuldades do Tottenham mantiveram-se e a primeira substituição do jogo foi feita por André Villas-Boas que colocou um criativo num corredor, ficando agora com dois extremos (Bale do lado direito e Sigurdsson no lado esquerdo) com tendências para procurar o corredor central, tentando encontrar espaços através das combinações entre jogadores e não tanto na exploração do espaço nas costas da defesa. Foi uma alteração que acabou por trazer resultados práticos, com o golo a ser marcado por Sigurdsson que entrou no meio e rematou depois de uma combinação com Adebayor. A outra alteração do Tottenham, ainda antes do golo do empate, foi a retirada de Holtby que apareceu pouco no jogo, colocando Dempsey que será talvez mais ofensivo e mais experiente. Rafael Benítez trocou os extremos no que pareceu mais um acto de gestão do Chelsea, uma vez que ambos fizeram um grande jogo.

Substituições
62' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Aaron Lennon. Bale passa para a ala direita e Sigurdsson fica no lado esquerdo.
70' - Entra Clint Dempsey para o lugar de Lewis Holtby. Troca direta.
73' - Entra Victor Moses para o lugar de Eden Hazard. Troca direta.
84' - Entra Yossi Benayoun para o lugar de Oscar. Troca direta.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jan Vertonghen (79'), Gareth Bale (87') e Ramires (92').

Assistência: 41581 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Premier League - Tottenham x Newcastle (26ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham começou o jogo a tentar controlar o ritmo, jogando em ataque posicional e tentando sempre rodar o jogo com recurso ao passe curto privilegiando assim a segurança. Só a meio da 1ª parte é que começaram a ter mais dificuldades na construção devido à pressão do Newcastle. Mostraram-se sempre pressionantes na transição defensiva, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, em organização defensiva, recuavam até ao seu meio campo defensivo e apenas os jogadores da frente pressionavam um pouco mais alto, principalmente com Holtbya mostrar-se sempre muito disponível para fechar espaços.
O Newcastle tentou atacar de forma mais rápida, usando muitas vezes Cissé como referência para um jogo mais direto. Sissoko também se mostrou muito importante explorando bem o espaço nas costas da defesa adversária onde tentava aparecer sempre que possível. Após o golo do empate, mudaram um pouco a sua atitude, passando a jogar mais curto e tentando controlar mais o jogo. Defensivamente também passaram a pressionar mais à frente após os golos, com os jogadores da frente a serem os mais assertivos nessas ações. O meio campo mostrava por vezes alguma passividade o que causava alguma vulnerabilidade nas transições defensivas, assim que o setor ofensivo era ultrapassado.

2ª Parte
O Tottenham voltou a entrar em campo controlando o jogo, com o Newcastle a assumir uma postura mais sólida a nível defensivo. A alteração que acabou por ditar o rumo do jogo, foi a entrada de Adebayor uma vez que Bale passou a jogar na posição dez e conseguiu aí criar muito mais perigo (marcando inclusivé o golo da vitória). Alan Pardew ainda alterou o seu sistema tático para 1-4-4-2 mas acabou por não ter efeitos práticos uma vez que o Tottenham continuava a ter as melhores oportunidades, mesmo com Lloris a ter sido fundamental num lance de golo do Newcastle.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o jogador mais perigoso tendo criado várias oportunidades de golo para a sua equipa.
No Newcastle, Sissoko fez um jogo interessante na primeira parte mas desceu de rendimento na segunda.

Marcha no Marcador
5' - 1x0 (Gareth Bale)
24' - 1x1 (Yoan Gouffran)
78' - 2x1 (Gareth Bale)

Substituições
59' - Entra Sylvain Marveaux para o lugar de Yoan Gouffran. Troca direta com Gourffan a sair lesionado.
69' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Lewis Holtby. Adebayor fica a jogar a ponta de lança, Dempsey passa para a ala esquerda e Gareth Bale fica na posição dez.
74' - Entra Benôit Assou-Ekotto para o lugar de Kyle Naughton. Troca direta.
82' - Entra Cheick Tioté para o lugar de James Perch. Troca direta.
86' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Jonás Gutiérrez. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ameobi na frente com Cissé e Sissoko a passar para a ala direita.
93' - Entra Jake Livermore para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta com Dembélé a sair lesionado.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Yohan Cabaye (90') e Shola Ameobi (90'+6).

Assistência: 36244 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Premier League - Tottenham x Liverpool (14ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham foi sempre apostado em ataques rápidos e contra-ataques, aproveitando a velocidade dos seus médios ala, principalmente de Gareth Bale que esteve muito forte nos duelos de 1x1, criando vários desequilíbrios defensivos (criou assim o primeiro golo). Já com uma vantagem de 2 golos, criaram menos situações de contra-ataque, dando mais valor à bola tentando atacar mais vezes pela certa. A partir daqui, Dembélé teve mais oportunidades para conduzir a bola pelo meio, fazendo-o algumas vezes com algum perigo mas nunca descorando as suas funções defensivas. Sem bola não pressionavam muito alto, apenas com Defoe e Dempsey a pressionarem os centrais mas sem grande assertividade. Esperavam frequentemente pelo Liverpool no seu meio campo defensivo com os extremos a ajudarem a contrariar as subidas dos laterais adversários.
O Liverpool entrou em campo muito pressionante, com Suárez a não deixar a defesa do Tottenham trocar a bola livremente. Esta pressão foi mais intensa nos primeiros minutos, sendo que era feita principalmente por um homem e dificilmente Suárez aguentava o mesmo ritmo durante todo o jogo. Durante quase toda a primeira parte, defenderam no seu meio campo defensivo. Viu-se no entanto, durante todo o jogo, uma grande entreajuda defensiva dos seus jogadores. com os extremos a ajudarem nas tarefas defensivas. Ofensivamente jogaram em ataque posicional sempre com um grande envolvimentos dos laterais que subiam muito no terreno. Os extremos procuravam muitos movimentos interiores o que facilitava e dava sentido à subida de Downing e Johnson. Apesar do resultado, o Liverpool criou provavelmente mais oportunidades de golo que o Tottenham.

2ª Parte
A perder por 2 golos, o Liverpool assume o domínio do jogo, aproveitando uma postura mais cautelosa por parte do Tottenham que começava a atacar predominantemente em contra-ataque. Nem Brendan Rodgers nem André Villas-Boas fizeram alterações táticas, alterando apenas as características dos jogadores com o Liverpool a beneficiar da capacidade de execução de lances de bolas paradas de Shelvey e o Tottenham a beneficiar da maior capacidade defensiva de Huddlestone (poupando também Dembélé que fez o seu primeiro jogo como titular após regressar de lesão). Já com o resultado em 2-1 (auto-golo de Bale), o Liverpool começa a perder o discernimento nos minutos finais do jogo e acaba por perder algum domínio do jogo.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o homem mais perigoso e influente no jogo, tirando grande proveito da sua capacidade de drible.
No Liverpool, José Enrique apareceu sempre bem nas zonas de finalização. Suárez foi dos jogadores mais lutadores, mostrando muita mobilidade ofensiva abrindo espaços para os colegas.

Marcha no Marcador
7' - 1x0 (Aaron Lennon)
16' - 2x0 (Gareth Bale)
72' - 2x1 (Gareth Bale) auto-golo

Substituições
63' - Entra Jonjo Shelvey para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
64' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
78' - Entra Oussama Assaidi para o lugar de Stewart Downing. José Enrique desce para lateral esquerdo e Assaidi fica como extremo esquerdo.
88' - Entra Tom Huddlestone para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Martin Skrtel (38'), Gareth Bale (78') e José Enrique (91').

Assistência: 36162 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

sábado, 17 de novembro de 2012

Premier League - Arsenal x Tottenham (12ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal defendeu quase sempre atrás do meio campo, com Giroud a pressionar eventualmente os centrais para não os deixar subir com bola, mais preocupado com Vertonghen que era o central com mais propensão ofensiva na condução de bola. A sua zona de pressão eram os corredores laterais, pressionando sempre que a bola chegava a um dos laterais. Com bola jogaram em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para cruzar para a área, situação que lhes valeram dois golos e várias oportunidades de finalização. Depois de estarem a jogar com mais um jogador e em desvantagem, começaram a pressionar mais em cima, criando muitas dificuldades aos adversários na construção.
O Tottenham jogou em ataque posicional, aproveitando a pouca agressividade do Arsenal em zonas adiantadas mas tiveram muitas dificuldades em atacar pelos corredores laterais, com Bale e Lennon a estarem pouco em jogo muito por culpa da ação defensiva dos adversários. Depois da expulsão de Adebayor, o seu processo ofensivo ficou seriamente comprometido por falta de opções, sendo que o seu jogo passou a basear-se em bolas longas para procurar a velocidade de Defoe. Sem bola, também podemos dividir o jogo em duas partes. Com 11 jogadores viram-se os avançados a pressionarem a linha defensiva do Arsenal para dificultar a construção de jogo, com 10 jogadores desceram para o seu meio campo preocupando-se principalmente em fechar espaços. Com os médios ala a terem de descer no terreno para ajudar os seus laterais (o Arsenal estava constantemente a fazer sobreposições nos corredores laterais para conseguir espaço para cruzar), ficaram sem alternativas para as transições com dois médios centro de características defensivas e com os médios ala ocupados defensivamente, sobrando apenas Defoe na frente.

2ª Parte
A única alteração relevante que acontece ao intervalo é da parte do Tottenham que muda para 1-3-2-3-1 com Villas-Boas a apostar em três defesas de forma a disponibilizar um homem extra (Dempsey) no meio campo capaz de fazer melhor a 3ª fase de construção que ficou prejudicada após expulsão de Adebayor. O Arsenal trocou os extremos de lado mas foi uma troca pontual. A equipa da casa estava apostada na segurança defensiva para segurar a vantagem e gerir o jogo da melhor forma e no reinício do jogo o Tottenham gozou de algum domínio aproveitando a posição recuada da equipa adversária para com os setores médio e ofensivo reestruturados conseguir criar mais algum perigo. Ainda assim, o domínio tardou em concretizar-se em golos e como qualquer equipa que arrisca jogar com três defesas, o Tottenham abriu muitos espaços no setor defensivo para o Arsenal explorar. Wenger geriu bem as substituições para numa altura que o Tottenham se balanciava cada vez mais apra o ataque de forma a reduzir a desvantagem, colocou Chamberlain na direita e passou Walcott para o meio, ficando com muito mais velocidade no ataque para explorar situações de contra-ataque frente a uma defesa que estaria sempre desequilibrada.

Jogadores-Chave
No Arsenal, a exibição valeu pelo todo sem haver nenhum jogador que se destacasse em demasia dos colegas. Podemos falar da importância de Giroud na estratégia montada devido à sua grande capacidade no jogo aéreo.
No Tottenham, Gareth Bale foi o jogador mais desequilibrador (principalmente na 2ª parte) e Hugo Lloris também fez grandes intervenções. Pela negativa temos de referir a exibição dos dois centrais na 1ª parte.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Emmanuel Adebayor)
24' - 1x1 (Per Mertesacker)
42' - 2x1 (Lukas Podolski)
45' - 3x1 (Olivier Giroud)
60' - 4x1 (Santi Cazorla)
71' - 4x2 (Gareth Bale)
91' - 5x2 (Theo Walcott)

Substituições
Int - Entra Clint Dempsey para o lugar de Kyle Naughton.
Int - Entra Michael Dawson para o lugar de Kyle Walker. Passam a jogar em 1-3-2-3-1 com Gallas, Dawson e Vertonghen na defesa e Demspey na posição dez.
71' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Jack Wilshere. Troca direta.
71' - Entra Tom Carroll para o lugar de Tom Huddlestone. Troca direta.
80' - Entra André Santos para o lugar de Luka Podolski. Troca direta.
86' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Olivier Giroud. Walcott passa para ponta de lança e Chamberlain joga a extremo direito.


Árbitro: Howard Webb

Cartões Amarelos: Aaron Lennon (45'), Sandro (66') e Lukas Podolski (80').

Cartão Vermelho: Emmanuel Adebayor (18')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (11ºC)

sábado, 20 de outubro de 2012

Premier League - Tottenham x Chelsea (8ª Jornada)

1ª Parte
O Tottenham entrou com uma postura muito cautelosa, defendendo no seu meio campo defensivo, deixando os centrais adversários jogarem com espaço, pressionando a partir do momento que a bola chegava aos médios ou laterais do Chelsea. Os extremos desciam muito no terreno nas transições e organização defensiva, principalmente Lennon, de forma a neutralizar as subidas de Ashley Cole. Os jogadores subiam mais no terreno nos lançamentos laterais do adversário onde procuravam ganhar a bola o mais à frente possível. O método ofensivo predominante era o contra-ataque, procurando a velocidade e diagonais de Defoe com contava sempre com uma rápida aproximação dos extremos e Sigdursson. Depois do golo sofrido notou-se uma alteração na postura da equipa, tentando subir mais no terreno e dominar mais o jogo através da posse de bola, contando também com a descida das linhas da equipa adversária.
O Chelsea assumiu desde o início do jogo até aos 30' o controlo da bola, jogando em ataque posicional. Com um extremo destro e outro canhoto no lado esquerdo e direito respectivamente, fazia com que o jogo não fosse tão vertical. Mikel e Ramires foram muito importantes na manutenção da posse de bola, procurando muito bem os espaços para darem soluções à linha defensiva e decidindo quase sempre bem ao nível do passe, apesar das dificuldades criadas pelos adversários no corte das linhas de passe. Sem bola, defendiam no seu meio campo, sem se preocuparem em pressionar os adversários em zonas mais ofensivas.

2ª Parte
O Tottenham coloca Dempsey no meio e Sigdursson no lado esquerdo, não alterando o sistema táctico. O jogo recomeçou praticamente com um golo do Tottenham e pouco tempo depois, conseguem passar para a frente do marcador num período em que ambas as equipas estão mais abertas, sempre à procura do golo. Mata empata e coloca o Chelsea em vantagem num espaço de 3', com a entrada de Livermore por Huddlestone entre ambos os golos. O jogo mostrou-se muito mais atractivo com várias oportunidades para ambos os lados. Em desvantagem, Adebayor entra para o lugar de Dempsey, com Sigdursson a passar para médio ofensivo e Defoe para extremo esquerdo. Com Adebayor na frente de ataque, o Tottenham preparava-se para atacar uma equipa que se ia encostar à sua baliza para defender o resultado, ganhar mais poder físico mas as verdadeiras oportunidades surgiram de fora da área com remates de meia distância. O Chelsea ainda colocou Sturridge a extremo direito com Mata a ir para a posição dez, sendo que mais tarde entrou Lampard para essa mesmo posição com Mata a passar para o lado esquerdo, posição de onde criou o quarto e último golo da sua equipa.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Defoe é muito importante nas acções ofensivas, com e sem bola. Lennon e Sigdursson também criaram boas oportunidades.
No Chelsea, Juan Mata foi fundamental com influência directa no marcador com 2 golos e 1 assistência.

Marcha no Marcador
17' - 0x1 (Gary Cahill)
47' - 1x1 (William Gallas)
54' - 2x1 (Jermain Defoe)
66' - 2x2 (Juan Mata)
69' - 2x3 (Juan Mata)
91' - 2x4 (Daniel Sturridge)

Substituições
67' - Entra Jake Livermore para o lugar de Tom Huddlestone. Troca directa com Livermore a jogar mais descaído para o lado esquerdo e Sandro para o lado direito.
74' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Clint Dempsey. Adebayor vai para ponta de lança, Sigdursson passa para a posição dez e Dempsey vai para extremo esquerdo.
83' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Oscar. Mata vai para a posição dez com Sturridge a ficar como extremo direito.
90' - Entra Frank Lampard para o lugar de Eden Hazard. Mata vai para extremo esquerdo e Lampard fica na posição dez.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Branislav Ivanovic (25'), Tom Huddlestone (37'), William Gallas (40'), Kyle Walker (45'+2) e Ramires (45'+3).

Assistência: 36060 (White Hart Lane)

Clima: Céu limpo (14ºC)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Manchester United (24ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (54 pontos)
4º Chelsea (42 pontos)

1ª Parte
Os extremos do Chelsea, juntamente com Mata, não tinham muito pressa em descer para ajudar a equipa no processo defensivo, sendo que Meireles e Essien tiveram um papel muito importante ao fechar o corredor central e respectivos corredores laterais nas transições ofensivas do United. No processo ofensivo, o Chelsea jogou em ataque posicional com Torres a descer muitas vezes no campo para vir buscar jogo para distribuir pelos extremos. Mata tinha um papel muito móvel como 10 a procurar sempre o espaço vazio para receber a bola, a toda a largura do campo. Em organização defensiva, Mata pressionava a linha defensiva de forma a tirar tempo e espaço aos centrais para que estes não pudessem criar desequilíbrios.
O Manchester United defendia muito atrás em organização defensiva, como é habitual, juntando as linhas defensiva e média perto da sua área de forma a tirar o máximo de espaço ao adversário nesse terço do campo. Esta poderá ser também uma forma de fazer subir a equipa adversária de forma a torná-la mais vulnerável nas transições. Ofensivamente, devido ao facto do Chelsea estar a fechar muito bem o corredor central, via-se sempre obrigado a procurar os corredores laterais para atacar, com os avançados Welbeck e Rooney a aparecerem várias vezes nas alas para receberem a bola.

2ª Parte
O Chelsea teve uma entrada nesta 2ª parte muito feliz ao marcar 2 golos em 5 minutos. Com o resultado em 3-0, Alex Fergunson fez 2 substituições mais ofensivas, sem mudar o sistema táctico mas alterando a dinâmica do jogo colocando um ponta de lança muito móvel mas melhor finalizador que Welbeck e pondo Scholes fazendo descer Valencia para lateral (jogador ofensivo por natureza) e colocando Welbeck num corredor. Fica assim com um flanco direito muito ofensivo, que faria com que Bosingwa não atacasse tanto como é costume. O Chelsea perde o domínio do jogo e o Manchester United vai criando várias dificuldades, procurando mais o corredor central aproveitando as movimentações de Chicharito que dava linhas de passe e abria espaços para serem explorados por Rooney. Já com o resultado em 3-2, o Chelsea passa a jogar em 1-4-3-3 com um meio campo de características mais defensivas, dando mais consistência a nível da ocupação dos espaços a nível defensivo mas tal não impediu do United empatar o jogo.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Mata teve influência directa com um golo e uma assistência. Ivanovic, apesar do penalti cometido, esteve muito bem defensivamente, principalmente na primeira parte.
No Manchester United, Chicharito teve um papel fundamental dando uma nova dinâmica ao ataque do United, marcando inclusivamente um golo. David De Gea também foi importantíssimo com 2 grandes defesas já perto do fim, a manter o empate.

Substituições
52' - Entra Chicharito para o lugar de Ashley Young. Welbeck passa para o lado esquerdo e Chicharito joga a ponta de lança.
63' - Entra Paul Scholes para o lugar de Rafael. Valencia passa para lateral esquerdo, Welbeck para a direita, Giggs para a esquerda e Scholes para o centro.
70' - Entra Oriol Romeu para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea joga agora em 1-4-3-3 com Romeu e médio defensivo, Meireles e Essien a médios interiores e Mata do lado direito.
84' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.

Golos
35' - Sturridge finta Evra no lado direito, já dentro da área, ganhando a linha e flectindo para o meio cruzando depois para o meio com a bola a bater em Evans e a entrar na baliza.
46' - Ivanovic abre na direita para Torres que cruza à vontade para o 2º poste onde Mata aparece a rematar de primeira para um grande golo.
50' - Livre do lado direito do ataque marcado por Mata para a entrada da pequena área onde David Luiz cabeceia com a bola a desviar em Ferdinand e a entrar na baliza.
57' - Rooney, de penalti, a rematar ao ânglo do lado esquerdo com Cech a atirar-se para o lado contrário.
68' - Rooney, de penalti, atira a meia altura para o lado direito com Cech a atirar-se para o lado contrário.
83' - Depois da defesa de Cech para o lado, Giggs recupera a bola no lado esquerdo e cruza para a pequena área onde Chicharito aparece sozinho a cabecear para o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech (c)
2 - Branislav Ivanovic
4 - David Luiz
5 - Michael Essien
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
15 - Florent Malouda
16 - Raul Meireles
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (6 - Oriol Romeu)
24 - Gary Cahill

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra (c)
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
18 - Ashley Young (14 - Chicharito)
19 - Dany Welbeck (13 - Park Ji-Sung)
21 - Rafael (22 - Paul Scholes)
25 - Luís Valencia

Cartões Amarelos: Fernando Torres (30'), Branislav Ivanovic (45') e Patrice Evra (49').

Assistência: 41668 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (2ºC)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Aston Villa (19ª Jornada)

Classificação Jornada 18
4º Chelsea (34 pontos)
12º Aston Villa (20 pontos)

1ª Parte
O Chelsea teve um grande domínio na posse da bola durante toda a 1ª parte. Trocou muito a bola procurando espaços no corredor central. Mata caía muito no centro deixando o corredor para Cole aproveitar mas o Chelsea não tentou muitos cruzamentos. Houve muita dificuldade em chegar à área adversária devido à acção dos adversários e como tal, Meireles tentou muitas vezes o passe longo para os jogadores de ataque para conseguir progredir no terreno. Defensivamente não se mostrou muito assertivo na procura da bola, descendo até ao seu meio campo e procurando ganhar aí a bola.
O Aston Villa utilizou um sistema táctico mais rígido que o Chelsea, com as posições dos jogadores bem definida. Tiveram uma postura muito defensiva, com as linhas muito juntas e recuadas. Apostou claramente no contra-ataque onde os extremos procuravam bolas em profundidade com Ireland a ajudar nos desequilíbrios.

2ª Parte
Com o decorrer da 2ª parte ia-se notando na intenção do Aston Villa manter este resultado, continuando fechados no seu meio campo defensivo, deixando apenas o ponta de lança na frente para assegurar a via do contra-ataque. O Chelsea continuou a dominar o jogo mas também continuou a utilizar vários passes longos para os jogadores da frente. Com a alteração do sistema táctico (de 1-4-3-3 para 1-4-4-2 lonsango) as coisas mantiveram-se na mesma, o Chelsea com imenso espaço para jogar, a avançarem com muitos homens (eram frequentes as penetrações de David Luiz apesar de serem inconsequentes) e o Aston Villa a defenderem muito bem e a lançarem logo que possível o contra-ataque. O Chelsea tem de se queixar de si próprio depois de consentir os 2 últimos golos com erros infantis dos seus jogadores (o 2º golo do Villa foi mostra dum péssimo posicionamento de John Terry e David Luiz e o 3º foi uma infantilidade de Lampard a falhar um passe no corredor central, isolando Ireland). Apesar disso também é preciso notar que não conseguiu criar grandes oportunidades, as melhores surgiram de tentativas de longe de Torres e Bosingwa.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Mata foi dos jogadores mais solicitados, dando a entender ser o principal elo de ligação na 3ª fase de construção.
No Aston Villa, Ireland fez um grande jogo mostrando ter uma capacidade técnica e visão de jogo acima da média. Ambos os centrais, Collins e Dunne, também estiveram muito fortes anulando por completo o jogo directo do Chelsea.

Substituições
56' - Entra Frank Lampard para o lugar de Oriol Romeu. Meireles passa para médio defensivo.
62' - Entra Fernando Torres para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea passa a jogar em 1-4-4-2 losango com Torres e Drogba na frente e Mata a 10.
74' - Entra José Bosingwa para o lugar de Paulo Ferreira. Paulo Ferreira é mais defensivo que Bosingwa e com o novo sistema exigia-se um lateral ofensivo.
77' - Entra Darren Bent para o lugar de Charles N'Zogbia. Bent fica a jogar a ponta de lança e Agbonlahor vai para o lado esquerdo.
77' - Entra Gary Gardner para o lugar de Marc Albrighton. Troca directa.
83' - Entra Barry Bannan para o lugar de Stilian Petrov. Troca directa depois de Petrov ter pedido para sair.

Golos
22' - Penalti marcado por Drogba, rasteiro ao centro da baliza, descaído para o lado direito, com a bola a passar por baixo do corpo do guarda-redes.
27' - N'Zogbia arranca para dentro da área do lado esquerdo, ganha a linha de fundo e passa atrasado para Ireland que remata de primeira contra Terry que está em cima da linha de golo, na recarga faz o golo.
82' - Clark faz um passe para Petrov que aparece entre os centrais, este isola-se e frente ao guarda-redes remata rasteiro para o golo.
85' - Ireland intercepta um passe de Lampard e isola-se, fixa o guarda-redes e passa para o lado direito para Bent rematar para o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz 
6 - Oriol Romeu (8 - Frank Lampard)
7 - Ramires
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
16 - Raul Meireles
19 - Paulo Ferreira (17 - José Bosingwa)
23 - Daniel Sturridge (9 - Fernando Torres)
26 - John Terry

Aston Villa
22 - Brad Guzan
3 - Stephen Warnock
5 - Richard Dunne
6 - James Collins 
7 - Stephen Ireland
10 - Charles N'Zogbia (9 - Darren Bent)
11 - Gabriel Agbonlahor
12 - Marc Albrighton (38 - Gary Gardner)
19 - Stiliyan Petrov (25 - Barry Bannan)
21 - Ciaran Clark
24 - Carlos Cuéllar

Cartões Amarelos: John Terry (31') e Carlos Cuéllar (66').

Assistência: 41332 (Stamford Brigde)

Clima: Céu pouco nublado (13ºC)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Manchester City (15ª Jornada)

Contexto
O Manchester City está em 1º lugar com 38 pontos. Ainda não perdeu esta época e tem apenas 2 empates.
O Chelsea está em 5º lugar com 28 pontos e em caso de vitória igual a nível pontual o Tottenham no 3º lugar.

1ª Parte
O Chelsea teve muitas dificuldades em impor o seu jogo devido à forte pressão do City. Os jogadores mostraram alguma rigidez posicional o que facilitou a tarefa defensiva dos adversários. Nos últimos jogos foi notório o recuo da linha defensiva do Chelsea em relação ao que era habitual no início da época, no entanto foi através de um passe para as costas da defesa que o City marcou o 1º golo.
O Manchester City comandou o jogo, conseguindo com relativa facilidade manter a bola em seu poder, muito graças à grande mobilidade dos seus jogadores. Silva jogou um pouco mais recuado que o habitual o que promoveu muitos movimentos ofensivos, Balotelli do lado direito também ia muitas vezes para a zona central e Milner do lado esquerdo também tinha facilidade em abandonar o flanco para outras zonas. Defensivamente o City entrou a pressionar muito alto não permitindo o Chelsea trocar a bola como está habituado. A meio da primeira parte houve um abrandamento na pressão do City mas ainda assim mostravam-se muito assertivos na ocupação dos espaços no meio campo defensivo.

2ª Parte
Na 2ª parte David Silva apareceu numa posição mais avançada, à imagem do que vem sendo habitual num sistema de 1-4-2-3-1. Apesar da mudança, o jogo mantinha-se equilibrado e o factor de desequilíbrio aconteceu aquando a expulsão de Clichy. Zabaleta passa para lateral esquerdo, Milner faz de lateral direito até à entrada de Kolo Touré e o City perde por completo a iniciativa. O Chelsea tinha então o domínio do jogo e procurava os espaços para criar perigo mas o bom posicionamento dos jogadores do City fez com que o Chelsea tivesse muitas vezes de optar pelos cruzamentos para a área onde o City era mais forte devido ao maior poder físico. Mesmo com o maior domínio do Chelsea, natural pela superioridade numérica no campo, foi preciso um penalti (mão de Lescott na área) para desbloquear o resultado. Depois disso os papeis de Mancini (que estava conformado com o empate) e Villas-Boas alterou-se com as substituições a serem no sentido do jogo directo por parte do City e da segurança defensiva por parte do Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Juan Mata mostrou-se sempre muito perigoso no flanco esquerdo. Ramires assumiu uma maior preponderância na 2ª parte com boas incursões ofensivas.
No City, David Silva fez um bom jogo ofensivamente, com uma excelente capacidade de passe e de ocupação dos espaços livres mas também defensivamente com algumas recuperações de bola por antecipação.

Substituições
63' - Entra Kolo Touré para o lugar de Kun Agüero. O City joga agora em 1-4-4-1 com Balotelli a ponta de lança, Milner na esquerda e Silva do lado direito.
72' - Entra Frank Lampard para o lugar de Raul Meireles. Troca directa.
74' - Entra Nigel de Jong para o lugar de David Silva. Barry passa para o lado esquerdo, Milner para o lado direito e de Jong joga no meio com Touré. Uma forma de aumentar a consistência defensiva do meio campo.
83' - Entra Florent Malouda para o lugar de Juan Mata. Troca directa.
85' - Entra Dzeko para o lugar de Lescott. O City joga agora num 1-3-4-2 com Mancini a tirar um central para colocar um ponta de lança.
87' - Entra Obi Mikel para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea ganha assim vantagem em termos de força e altura abdicando de um extremo para colocar um homem extra no meio campo com tendência defensiva.


Golos
1' - Agüero conduz a bola da direita para o centro, no meio campo, e faz um passe de ruptura isolando Balotelli que passa por Cech e marca facilmente.
32' - Sturridge recebe a bola na direita, dribla um adversário e ganha a linha de fundo cruzando a meia altura para o centro da área onde aparece Meireles a rematar para o golo.
81' - De penalti, Lampard remata forte ao centro da baliza com Hart a cair para o seu lado esquerdo.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
6 - Oriol Romeu
7 - Ramires
10 - Juan Mata (15 - Florent Malouda)
11 - Didier Drogba
16 - Raul Meireles (8 - Frank Lampard)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (12 - Obi Mikel)
26 - John Terry

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Lescott (10 - Dzeko)
7 - James Milner
16 - Kun Agüero (28 - Kolo Touré)
18 - Gareth Barry
21 - David Silva (34 - Nigel de Jong)
22 - Gaël Clichy
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Cartões Amarelos: Raul Meireles (35'), Lescott (40'), Gaël Clichy (46' e 57'), Oriol Romeu (62'), Ramires (73') e Didier Drogba (77').

Cartão Vermelho: Gaël Clichy (57')

Assistência: Desconhecido (Stamford Bridge)

Clima: Chuva (9ºC)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Newcastle x Chelsea (14ª Jornada)

Contexto
O Newcastle está em 4º lugar a 9 pontos do 1º lugar.
O Chelsea está em 5º lugar a apenas 1 ponto do Newcastle.

1ª Parte
O Newcastle entrou em campo determinado a pressionar bem alto, no meio campo do Chelsea, tentando recuperar a bola o mais à frente possível. Nas transições defensivas, era notória a preocupação em cortar as linhas de passe curto do portador da bola, especialmente a Oriol Romeu que era normalmente o jogador requisitado para rodar o centro do jogo. No processo ofensivo, utilizavam o ataque posicional para tentar criar situações de perigo.
O Chelsea esteve mais retraído no processo defensivo, preocupando-se em defender de forma coesa no seu próprio meio campo, permitindo o Newcastle construir jogo desde o seu guarda-redes sem grandes interferências. Villas-Boas apostou nas transições ofensivas e foi de situações de contra-ataque que criou várias situações de perigo. O jogador alvo foi quase sempre Sturridge que soube aproveitar muito bem o espaço entre o central e o lateral esquerdo Ryan Taylor que subia regularmente no terreno. O facto de o Newcastle jogar com a linha defensiva avançada fez com que houvesse muito espaço entre os centrais e o guarda-redes e o primeiro instinto dos jogadores do Chelsea após recuperarem a bola era ver se havia condições de explorar o jogo directo. Quando não era possível, utilizava-se o ataque posicional característico da equipa de Londres.

2ª Parte
O Newcastle começa a 2ª parte com 2 avançados muito fortes fisicamente (entrada de Shola Ameobi) e a sua necessidade de marcar para anular a desvantagem fez com que o jogo fosse mais aberto, com mais oportunidades. Com isto, aumentaram também as oportunidades do Chelsea que continuou a explorar, e bem, o contra-ataque. Não houve alterações nos sistemas tácticos com as substituições e estas visaram um maior risco ofensivo por parte do Newcastle, devido às características dos jogadores e uma gestão de esforço por parte do Chelse que a meio da semana vai ter um jogo decisivo para a Champions League. Os dois golos no final coincidiram com a lesão de Steven Taylor que apesar de continuar no campo não estava com condições de participar eficazmente nas acções defensivas.

Jogadores-Chave
No Newcastle, Demba Ba na 1ª parte e Shola Ameobi na 2ª foram extremamente perigosos, sendo muito inteligentes na forma como abordam os lances ofensivos. A melhor exibição, ainda assim, foi para Tim Krul que levou a melhor em todas as situação de 1x1, salvando o Newcastle de uma derrota mais dilatada.
No Chelsea, Sturridge foi dos jogadores mais importantes pois era o alvo de todos os contra-ataques e cumpriu a sua missão criando muito perigo.

Substituições
27' - Entra James Perch para o lugar de Fabricio Coloccini. Troca directa. Coloccini estava a conceder muito espaço nas suas costas para Sturridge e Pardew ou quis colocar alguém mais rápido para que pudesse continuar a jogar com a linha defensiva avançada ou viu algum problema físico em Coloccini quer estaria a comprometer a organização defensiva. 
Int - Entra Shola Ameobi para o lugar de Hatem Ben Arfa. Ben Arfa esteve muito apagado na 1ª parte e assim o Newcastle ganha outra referência na frente de ataque.
60' - Entra Raul Meireles para o lugar de Frank Lampard. Troca directa.
70' - Entra Sammy Ameobi para o lugar de Peter Lovenkrands. Troca directa. Sammy é um jogador mais explosivo e com boa capacidade de drible, capaz de criar mais desequilíbrios através de acções individuais.
74' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Juan Mata. Troca directa. Provavelmente a pensar no jogo com o Valencia a meio da semana, uma forma de poupar Mata.
78' - Entra Fernando Torres para o lugar de Didier Drogba. Troca directa. Refresca-se o ataque com um jogador mais explosivo.

Golos
37' - Do lado esquerdo do ataque, Cole faz o lançamento para Mata que recebe e junto à linha de fundo cruza ao 1º poste onde aparece Drogba a cabecear para o golo.
88' - Torres isola-se e conduz a bola até à área, deixou-se alcançar por um adversário, ainda tentou o remate mas depois de ficar com o ressalto, passou para o meio onde Kalou, sozinho, rematou para o golo.
91' - Sturridge na área, do lado direito, corta para dentro e remata rasteiro ao 2º poste fazendo o golo.

Newcastle
26 - Tim Krul
2 - Fabricio Coloccini (14 - James Perch)
4 - Yohan Cabaye
5 - Danny Simpson
8 - Danny Guthrie
10 - Hatem Ben Arfa (23 - Shola Ameobi)
11 - Peter Lovenkrands (28 - Sammy Ameobi)
16 - Ryan Taylor
19 - Demba Ba
25 - Gabriel Obertan
27 - Steven Taylor

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
6 - Oriol Romeu
7 - Ramires
8 - Frank Lampard (16 - Raul Meireles)
10 - Juan Mata (21 - Salomon Kalou)
11 - Didier Drogba (9 - Fernando Torres)
23 - Daniel Sturridge
26 - John Terry

Cartões Amarelos: David Luiz (3'), Sturridge (84'), Danny Simpson (86'), Ryan Taylor (93') e John Terry (93').

Assistência: 52305 (Sports Direct Arena)

Clima: Céu nublado (7ºC)

domingo, 20 de novembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Liverpool (12ª Jornada)

Contexto
O Chelsea está em 4º lugar e em caso de vitória fica a 9 pontos do 1º.
O Liverpool está em 7º lugar e em caso de vitória fica a 12 pontos do 1º.

1ª Parte
O Chelsea jogou da sua forma habitual, ataque posicional a valorizar muito a posse da bola, com os centrais sempre muito em jogo a procurarem espaço para a 2ª fase de construção que acontecia normalmente com passe curto para um dos médios centro ou através de penetrações pelo corredor central de David Luiz. Aproveitaram bem a passividade dos avançados do Liverpool com os centrais a terem sempre muito espaço. Apesar da maior percentagem de posse da bola, o Chelsea não foi muito objectivo (muito por culpa da grande preocupação defensiva dos sectores defensivo e médio do Liverpool) não criando situações claras de finalização.
O Liverpool tinha um jogo mais directo, normalmente característico das equipas que jogam em 1-4-4-2 clássico. Quando tentavam jogar com passe curto faziam-no sempre direccionando o jogo para um dos corredores laterais devido à inferioridade numérica no meio campo (2 médios centro contra 3 do Chelsea). Ainda assim, os laterais Glen Johnson e José Enrique não subiram no terreno para ajudar no ataque de forma a controlar melhor o ataque do Chelsea.

2ª Parte
A única alteração no início da 2ª parte foi da parte do Chelsea. Villas-Boas abdicou do seu médio defensivo e colocou mais um jogador na frente. Esta troca fez com que o Chelsea acelera-se o jogo na direcção da baliza adversária devido à maior insegurança na troca de bola no sector recuado. Assim, naturalmente aumentaram as oportunidades para o Chelsea ao mesmo tempo que reduziu ligeiramente a percentagem da posse da bola e o empate apareceu de forma esperada. A partir daí ambas as equipas mantiveram a sua forma de jogar apesar de o Chelsea mostrar mais vontade de chegar ao golo e assumir uma postura cada vez mais ofensiva o que fez com que se reduzisse a responsabilidade nas transições defensivas. O golo do Liverpool aconteceu já perto do fim do jogo com Glen Johnson a aproveitar a subida de Ashley Cole. Notou-se neste jogo que Drogba é um jogador que está feito para o jogo directo, daí a razão pela qual não estar a ter um nível como em épocas anteriores.

Jogadores-Chave
David Luiz assume um papel importante no ataque do Chelsea tendo um papel desequilibrador, apesar de não ter sido eficaz neste jogo. Em termos exibicionais não houve grandes destaques.
José Enrique caminha no sentido de se tornar um dos melhores laterais esquerdos desta liga (provavelmente já o é) sendo muito forte nas duas fases do jogo. Charlie Adam é de uma simplicidade e eficácia muito grande, dando uma grande consistência a este meio campo de apenas 2 jogadores, tanto defensivamente (grande atitude) como ofensivamente.

Substituições
Int. - Entra Daniel Sturridge para o lugar de John Obi Mikel. Mudam para uma espécie de 1-4-4-2 com Mata a fica atrás de Drogba e Sturridge a ir para o lado direito. Ramires e Lampard ficam sós no meio.
65' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Craig Bellamy. Entra basicamente para a mesma posição de Bellamy mas tem uma maior preocupação defensiva e recua bastante para ir buscar jogo.
77' - Entra Stewart Downing para o lugar de Maxi Rodríguez. Troca directa.
83' - Entra Fernando Torres para o lugar de Didier Drogba. Troca directa.
83' - Entra Raul Meireles para o lugar de Ramires. Troca directa. Uma forma de privilegiar a meia distância.
89' - Entra Andy Carrol para o lugar de Luis Suárez. Troca directa.

Golos
32' - Na primeira vez que o Liverpool tenta incomodar a 1ª fase de construção, num pontapé de baliza, Petr Cech passa para o meio, para Obi Mikel que demora muito a decidir e permite que Adam lhe roube a bola, Bellamy faz depois uma tabela com Suárez antes de abrir na esquerda para Maxi Rodríguez que isolado faz facilmente o golo.
54' - Malouda conduz a bola pelo lado esquerdo, flectindo para dentro sem oposição, remata cruzado à entrada da área com Sturridge a desviar ao 2º poste para o golo.
86' - Glen Johnson recebe um grande passe, de Adam, do lado direito e avança para área, dribla um adversário e remata já dentro da área facilmente ao 2º poste fazendo o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz
7 - Ramires (16 - Raul Meireles)
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba (9 - Fernando Torres)
12 - John Obi Mikel (23 - Daniel Sturridge)
15 - Florent Malouda
26 - John Terry

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Johnson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez (9 - Andy Carrol)
11 - Maxi Rodríguez (19 - Stewart Downing)
18 - Dirk Kuyt
21 - Lucas Leiva
26 - Charlie Adam
37 - Martin Skrtel
39 - Craig Bellamy (14 - Jordan Henderson)

Cartões Amarelos: Lucas Leiva (28'), David Luiz (41'), Ramires (61'), Dirk Kuyt (63') e Ivanovic (78').

Assistência: 41820 (Stamford Brigde)

Clima: Céu limpo (10ºC)

sábado, 29 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Arsenal (10ª Jornada)

Contexto
Para além de ser um derby londrino, dos mais carismáticos do Reino Unido, é também o encontro entre duas das mais indisciplinadas desta edição da Premier League. O Chelsea está claramente a fazer uma época mais satisfatória encontrando-se no 3º lugar, a 6 pontos do 1º. O Arsenal está no 7º lugar a 12 pontos do 1º.

1ª Parte
O Chelsea jogou com a intenção de controlar a bola através de muitas variações de flanco, procurando sucessivamente espaços na defesa adversária para serem explorados. John Terry funcionou basicamente como um organizador de jogo aproveitando o espaço que tinha para jogar nos médios interiores ou nos extremos. Ashley Cole aproveitou bastante as debilidades defensivas do Arsenal para ganhar vantagens em alguns lances no início do jogo, aos quais ajudou o posicionamento mais interior de Mata de forma a dar espaço a Cole para correr de forma a ganhar a linha de fundo.
Apesar do Arsenal também ser conhecido por ser uma equipa que gosta de ter a bola, no início estavam mais apostados no contra-ataque e ataque rápido tendo tido muitas dificuldades em organizar jogo devido à forte pressão dos jogadores do Chelsea. No processo defensivo dispunham-se em 1-4-5-1 com Gervinho e Walcott a fecharem nos corredores laterais. Van Persie era o jogador mais ofensivo mas falhava constantemente na pressão à linha defensiva do Chelsea o que facilitou a acção ofensiva dos adversários. Os jogadores do Arsenal mostraram muitas dificuldades em fechar os espaços, também devido à excelente eficiência do Chelsea em trocar a bola e fazê-la passar pelos 3 corredores de jogo.

2ª Parte
Nos primeiros 10' da 2ª parte o Arsenal dá a volta ao marcador (2-3). Não se viu uma grande alteração estratégica no Arsenal apesar de André Santos estar a avançar mais no terreno. O Arsenal pareceu mais seguro defensivamente e com o decorrer do jogo, Villas-Boas viu-se obrigado a mudar o seu sistema para 1-4-4-2 apostando num jogo mais directo para os pontas de lança. Conseguiu o empate com um grande golo de Mata mas uma infelicidade de Terry a 5' dos 90' fez com que o Arsenal assumi-se novamente a liderança. Já com o Chelsea a procurar desesperadamente o empate, o Arsenal mata o jogo já nos descontos.

Jogadores-Chave
Terry foi talvez o mais influente jogador na 1ª parte através das suas acções ofensivas através da distribuição de jogo aproveitando o espaço concedido pelo Arsenal. Juan Mata com 1 golo e 1 assistência foi um grande incómodo para a defesa do Arsenal.
Nos visitantes tem de ser referido o inevitável Robin van Persie que fez um hat-trick. Gervinho também foi muito perigoso com várias desmarcações a aproveitar o bloco alto do Chelsea.

Substituições
61' - Entra Florent Malouda para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.
71' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Ramires. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Mata na direita, Malouda na esquerda e Lukaku na frente ao lado de Torres.
74' - Entra Carl Jenkinson para o lugar de Johan Djourou. Troca directa.
75' - Entra Raul Meireles para o lugar de Obi Mikel. Troca directa sendo Meireles um jogador mais ofensivo que Mikel.
78' - Entra Tomás Rosicky para o lugar de Theo Walcott. Rosicky passa para o lado esquerdo e Gervinho para o lado direito.
87' - Entra Thomas Vermaelen para o lugar de Gervinho. O Arsenal passa a jogar com 3 centrais apesar de um deles subir para criar desequilíbrios no ataque.

Golos
13' - Bola colocada no lado direito por John Terry para Mata que recebe, vira para dentro e cruza para dentro da grande área onde aparece Lampard a cabecear para o golo.
35' - Ramsey faz um passe a rasgar a defesa isolando Gervinho que fixa o guarda-redes e passa para o lado esquerdo onde van Persie, de baliza aberta, faz facilmente o golo.
44' - Canto marcado do lado esquerdo por Lampard para a entrada da pequena área onde Terry aparece para enconstar para o golo.
48' - Numa variação de flanco, a bola é colocada para a corrida de André Santos que consegue entrar na área e com Cech na frente remata rasteiro para o golo.
54' -Excelente jogada individual de Walcott que passa por 3 adversários vindo do lado direito e remata já dentro da área para o golo.
79' - Meireles no lado direito passa para o centro onde Mata recebe, vem para dentro e faz um remate fortíssimo de meia distância ao 2º poste não dando hipóteses de defesa.
84' - Malouda faz um passe atrasado para Terry que a atacar a bola escorrega e deixa-a para van Persie que isolado contorna Cech e faz facilmente o golo.
91' - Contra-ataque do Arsenal com 4 jogadores contra 2, conduzido por Rosicky que passa para Arteta no meio e este abre na esquerda para van Persie que já dentro da área remata forte ao 1º poste com Cech à espera do remate cruzado e apanhado assim em contra pé.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires (18 - Romelu Lukaku)
8 - Frank Lampard
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
12 - Obi Mikel (16 - Raul Meireles)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (15 - Florent Malouda)
26 - John Terry

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
4 - Per Mertsacker
6 - Laurent Koscielny
8 - Mikel Arteta
10 - Robin van Persie
11 - André Santos
14 - Theo Walcott (7 - Tomás Rosicky)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
20 - Johan Djourou (25 - Carl Jenkinson)
27 - Gervinho (5 - Thomas Vermaelen)

Cartões Amarelos: Tomasz Szczesny (49') Branislav Ivanovic (77'), Robin van Persie (77'), Alex Song (90') e Raul Meireles (92').

Assistência: 41801 (Stamford Bridge)

Clima: Céu pouco nublado (16ºC)

domingo, 18 de setembro de 2011

Barclays Premier League - Manchester United x Chelsea (5ª Jornada)

Contexto
O Manchester United ocupava à partida o 1º lugar a par do Manchester City, com 4 vitórias em 4 jogos.
O Chelsea estava em 3º lugar com 3 vitórias e 1 empate.

1ª Parte
O Manchester United, na fase ofensiva, jogou de uma forma mista alternando o ataque posicional com lançamentos longos para os corredores laterais no terço ofensivo, tentando com isto explorar a subida dos laterais do Chelsea e fazer com que estes não subam tanto a atacar pois é uma das armas perigosas do adversário. Jogando em ataque posicional, de forma a compensar a inferioridade numérica no meio campo, Rooney descia habitualmente até à zona dos médios centro de forma a dar solução de passe, os centrais abriam para que os laterais subam e criem linhas de passe nos corredores laterais (nesta situação, Anderson ou Fletcher desciam mais para dar equilíbrio na zona defensiva. Na fase defensiva, Chicharito e Rooney ficava no ataque e criavam-se 2 linhas defensivas de 4 jogadores que jogavam muito compactos e recuados.
O Chelsea apostava mais no ataque posicional, usando pouco os passes longos, tentando chegar à baliza através de uma forma sustentada de passe. Ramires era o médio centro que mais procurava desmarcações de rotura tentando bater a linha defensiva do Manchester. Durante toda a primeira parte, o Chelsea acumulou oportunidades e mostrou-se mais perigoso mas o Manchester United conseguiu nos 3 remates que fez, fazer 3 golos.

2ª Parte
O Chelsea mudou o seu sistema de jogo com a entrada de Anelka, passando agora a jogar em 1-4-2-3-1 com Mata a jogar como 10. O jogo começou logo com um golo para o Chelsea mas o Manchester United foi aumentando o seu domínio. A mudança de sistema do Chelsea acabou por não produzir grandes mudanças e a sua necessidade de fazer golos acabou por fazer com que se abrissem mais espaços a nível defensivo e as oportunidades foram aumentando de ambos os lados.

Jogadores-Chave
No Manchester United, Nani foi um desequilibrador, marcando um golo fantástico numa jogada individual e originando outro. Também os centrais Evans e Jones estiveram muito bem, tanto defensiva como ofensivamente.
No Chelsea, Ramires esteve muito bem nos processos ofensivos e defensivos. Também Torres fez um bom jogo, mostrando muita inteligência nas suas movimentações, tendo falhado apenas um golo claro. 

Substituições
Int - Entra Nicolas Anelka para o lugar de Frank Lampard. O Chelsea muda para 1-4-2-3-1 com Anelka a extremo esquerdo, Mata a 10, Meireles e Ramires a médios centro. Talvez uma tentativa de explorar a colocação de um jogador entre as duas linhas defensivas do Manchester United.
61' - Entra Luís Valencia para o lugar de Chris Smalling. Troca directa entrando um jogador mais ofensivo.
61' - Entra Michael Carrick para o lugar de Anderson. Troca directa entrando um jogador mais defensivo. Uma forma de equilibrar a maior tendência ofensiva de Valencia e a direccionar o jogo ainda mais para os corredores laterais dado que o Chelsea tinha reforçado o seu meio campo defensivo.
67' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa entrando um jogador mais possante e menos móvel.
78' - Entra Obi Mikel para o lugar de Raul Meireles. Troca directa. A partir daqui, Anelka ocupa uma posição mais central atrás de Torres e Mata descai mais para o lado esquerdo.
78' - Entra Dimitar Berbatov para o lugar de Chicharito. Troca directa.

Golos
7' - Livre do lado esquerdo do ataque do Manchester United, marcado por Young ao 2º poste onde Smalling aparece sozinho a cabecear para o golo.
36' - Evans faz um passe longo a virar o flanco para Nani, do lado direito, que recebe a bola, dribla um jogador para o meio, avança e coloca a bola a jeito do remate com o pé direito, fazendo depois um remate cruzado poderoso ao ângulo do 2º poste.
44' - Jones arranca com a bola desde o meio campo até à grande área onde joga para a frente aproveitando uma desmarcação de Nani, este tenta devolver para o meio, a bola é interceptada pelos jogadores do Chelsea mas a tentativa para tirar a bola da zona de perigo corre mal, a bola é chutada contra Nani e sobra para Rooney que faz facilmente o golo.
46' - Anelka recebe a bola perto do meio campo, no corredor lateral esquerdo, vem para o meio e ao ver a desmarcação de Torres faz um passe de ruptura para o mesmo que na frente de De Gea faz um bom golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
6 - Jonny Evans
8 - Anderson (16 - Michael Carrick)
10 - Wayne Rooney
12 - Chris Smalling (25 - Luís Valencia)
14 - Chicharito (9 - Dimitar Berbatov)
17 - Nani
18 - Ashley Young
24 - Darren Fletcher

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires
8 - Frank Lampard (39 - Nicolas Anelka)
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
16 - Raul Meireles (12 - Obi Mikel)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (18 - Romelu Lukaku)
26 - John Terry

Cartões Amarelos: Ramires (48'), John Terry (55'), Valencia (79') e Darren Flatcher (84').

Assistência: 75455 (Old Trafford)

Clima: Céu limpo (16ºC)

domingo, 22 de maio de 2011

Taça de Portugal - Vitória de Guimarães x Porto (Final)

Contexto
O Vitória de Guimarães vai tentar conquistar a sua primeira Taça de Portugal apesar de já ter estado presente em algumas finais no passado. Acabou a Liga Zon Sagres em 5º lugar e fez o seu último jogo no dia 14 de Maio com uma vitória por 3-0 frente à Naval, na Figueira da Foz.
O Porto está a uma vitória de conseguir o seu 4º título esta época, depois de ter vencido a Supertaça, a Liga Zon Sagres e a UEFA Europa League. Em competições nacionais apenas perdeu 2 jogos, com o Nacional (Bwin Cup) e Benfica (Taça de Portugal). O seu último jogo foi no dia 18 de Maio, frente ao Braga, que terminou com uma vitória por 1-0 na final da UEFA Europa League.

1ª Parte: O Vitória de Guimarães utilizou o ataque posicional como método de jogo ofensivo. Apesar de ter utilizado algumas vezes o corredor lateral direito com algum perigo, tentavam muitas vezes as bolas colocadas nas costas da defesa tentando surpreender o Porto. Devido à enorme pressão dos jogadores do Porto sobre o portador da bola, os jogadores do Vitória de Guimarães viram-se obrigados a optar muitas vezes pelo passe longo para procurarem zonas de menor pressão. Defensivamente, utilizavam a marcação homem-a-homem nos esquemas tácticos e em várias situações pontuais no meio campo. Tentaram 'encaixar' com os jogadores do meio-campo do Porto de forma a reduzir o espaço dos mesmos para jogar.
O Porto jogou sem a sua maior referência do ataque, Falcao, jogando Hulk no centro do ataque com características muito diferentes do primeiro. Desta forma, o ataque do Porto apresentou uma estrutura mais móvel que o habitual com Hulk a cair frequentemente nos corredores laterais para receber a bola, principalmente nos lances de contra-ataque. De resto, a forma de jogar do Porto manteve-se semelhante àquela apresentada nos últimos jogos, atacando em ataque posicional dando preferência ao contra-ataque caso as condições sejam favoráveis. Defenderam à zona.

2ª Parte: Ambas as equipas entraram no jogo da mesma forma que saíram, apesar das substituições. Aos 55' dá-se a principal alteração no jogo com a alteração do 1-4-2-3-1 do Vitória de Guimarães para um 1-4-4-2. A alteração do sistema táctico acabou por não resultar num aumento de oportunidades de golo até porque o vencedor, face ao resultado, já estava praticamente definido e o Porto jogava com muita tranquilidade não facilitando defensivamente e criando algumas boas oportunidades para aumentar a vantagem, conseguindo ainda um golo.

Jogadores-Chave
No Vitória de Guimarães é difícil eleger um jogador de destaque mas ainda assim pode-se referir o nome de Anderson Santana que está na origem dos dois golos através de um livre lateral e de um canto.
No Porto, James Rodríguez conseguiu um hat-trick e foi marcante no jogo. Também Hulk foi muito importante nas movimentações ofensivas do Porto. Beto também tem de ser referido pois defendeu o penalti que daria ao Vitória de Guimarães o resultado de 3-4 e voltaria a equilibrar o jogo.

Substituições
Int - Entra João Alves para o lugar de Renan Silva. Troca directa.
Int - Entra Guarín para o lugar de Fernando. Guarín ocupa o lugar de Fernando, sendo um jogador forte fisicamente mas com mais tendências ofensivas. A substituição poderá ter-se devido ao facto de Fernando já ter o cartão amarelo apesar de Fernando não ter feito um jogo brilhante, cometendo alguns erros no processo ofensivo.
55' - Entra Jorge Ribeiro para o lugar de Tiago Targino. Na alteração para o sistema 1-4-4-2, Jorge Ribeiro está mais rotinado para a posição de médio interior esquerdo.
55' - Entra Marcelo Toscano para o lugar de Cléber. Na alteração para o sistema de 1-4-4-2, Marcelo Toscano ocupa a posição de médio interior direito, passando João Alves para médio defensivo e Rui Alves continua como médio ofensivo. Edgar Silva e Faouzi jogam como avançados.
61' - Entra Souza para o lugar de Belluschi. Souza passa a jogar a médio defensivo, subindo Guarín para o lugar que era ocupado por Belluschi. O Porto volta assim a jogar com um médio defensivo de raíz, ficando Guarín com maior liberdade ofensiva, algo que respeita mais as suas características.
75' - Entra Mariano González para o lugar de Varela. Troca directa para assinalar a eventual despedida de Mariano que está em final de contracto e é um dos capitães do Porto, numa altura em que o Porto já fazia a festa devido ao resultado.

Golos
2' - Hulk trabalha a bola dentro da área e, reodeado de adversários, joga a bola atrasada para o remate de Belluschi que ressalta da defesa do Vitória e sobra para James Rodríguez que, isolado, faz facilmente o golo.
19' - Livre lateral do lado direito do ataque do Vitória de Guimarães, marcado por Anderson Santana para o interior da área, onde Rolando desvia na direcção da baliza e Álvaro Pereira, tentando impedir que a bola entre, acaba por colocar a bola na baliza.
20' - James Rodríguez no lado esquerdo do ataque, roda para se enquadrar com o corredor central, cruza ao 2º poste onde aparece Varela a rematar de primeira para a baliza fazendo o golo.
22' - Canto do lado direito do ataque do Vitória de Guimarães marcado por Anderson Santana para fora da zona da defesa do Porto onde aparece Edgar Silva para cabecear para a baliza, sem qualquer marcação.
34' - Livre lateral do lado esquerdo do ataque do Porto marcado ao 2º poste onde Maicon cabeceia à barra e Rolando confirma empurrando para a baliza.
41' - Canto do lado direito do ataque do Porto, marcado directamente à baliza por Hulk com Nilson a ser mal batido e a bola a entrar para o 1º poste.
45'+1' - Hulk conduz um contra-ataque pelo corredor lateral esquerdo cruzando largo e rasteiro para o 2º poste onde aparece James Rodríguez que recebe orientado para o lado esquerdo deixando Nilson fora da jogada e coloca a bola facilmente dentro da baliza.
72' - Álvaro Pereira coloca uma bola longa nas costas da defesa, lançando Varela num contra-ataque pelo lado esquerdo. Varela sem hipóteses de prosseguir, faz um passe em diagonal para o lado direito à procura de Hulk que já dentro da área, cruza ao 2º poste e James Rodríguez mergulha para cabecear facilmente para a baliza.

Vitória de Guimarães
Nilson
Alex
Leandro Freire
João Paulo
Anderson Santana
Renan Silva (João Alves - Int)
Cléber (Marcelo Toscano - 55')
Rui Miguel
Tiago Targino (Jorge Ribeiro - 55')
Faouzi
Edgar Silva

Porto
Beto
Sapunaru
Rolando
Maicon
Álvaro Pereira
Fernando (Guarín - Int)
Belluschi (Souza - 61')
João Moutinho
Varela (Mariano González - 75')
James Rodríguez
Hulk

Cartões Amarelos: Hulk (29'), Fernando (44'), Souza (73').

Assistência: 41000

Clima: Céu limpo (26ºC)