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sábado, 22 de março de 2014

Premier League - Chelsea 6 x 0 Arsenal (31ª Jornada)


Marcha do Marcador
5' - 1x0 (Samuel Eto'o)
7' - 2x0 (André Schürrle)
17' - 3x0 (Eden Hazard)
42' - 4x0 (Oscar)
66' - 5x0 (Oscar)
71' - 6x0 (Mohamed Salah)

1ª Parte
Este foi um jogo atípico, não só pelo resultado, uma vez que aos 7' de jogo o Chelsea já vencia por dois golos mas também pela expulsão prematura de Gibbs (engano do árbitro pois deveria ter sido Oxlade-Chamberlain) que deixou o Arsenal a lutar contra uma desvantagem de 3 golos (penalti resultante da expulsão) com apenas 10 jogadores. O Arsenal pareceu jogar da sua forma habitual, ataque posicional, defesa alta tentando controlar o jogo no meio campo ofensivo, sendo que depois da expulsão, passou a jogar em 1-4-4-1 com Podolski a ficar a lateral esquerdo até Vermaelen entrar e Cazorla a ala esquerdo. O Chelsea, jogou em contra-ataque, também como era esperado. O que determinou este resultado foi a ineficácia da equipa do Arsenal em lidar com o contra-ataque adversário (1 golo de penalti (Hazard), 2 de contra-ataque (Eto'o e Schürrle) e 1 de ataque rápido (Oscar)). O problema não estava só na reação à perda pois aí terá sido mais mérito da equipa do Chelsea que é das melhores do mundo a contra-atacar, mas sim na opção do Arsenal manter a sua linha defensiva alta com menos um jogador e sem capacidade de pressionar o Chelsea. O resultado foi-se dilatando de uma forma natural, com o Chelsea a gerir muito bem a bola, mantendo uma boa estrutura defensiva em todos os momentos do jogo, não dando hipóteses do Arsenal chegar ao golo.

2ª Parte
Arsène Wenger esgotou as alterações ao intervalo, retirando Oxlade-Chamberlain para colocar Flamini. Chamberlain esteve apagado numa posição que não é a sua mas Flamini pouco conseguiu fazer para alterar o domínio do Chelsea. A relutância de Wenger em descer as suas linhas para defender a dignidade da sua equipa acabou por lhe custar mais dois golos numa segunda parte em que o Chelsea mais não fez que gerir o resultado e explorar as fragilidades do Arsenal. Numa segunda parte sem história, Mourinho geriu a sua equipa tranquilamente, mantendo sempre uma estrutura sólida em campo.

Substituições
10' - Entra Fernando Torres para o lugar de Samuel Eto'o. Troca direta com Eto'o a sair lesionado.
23' - Entra Thomas Vermaelen para o lugar de Lukas Podolski. Troca direta.
Int - Entram Carl Jenkinson e Mathieu Flamini para os lugares de Laurent Koscielny e Alex Oxlade-Chamberlain. Vermaelen passa para central, Sagna para lateral esquerdo, Jenkinson fica como lateral direito e Flamini substitui Chamberlain no meio campo.
67' - Entra Mohamed Salah para o lugar de Oscar. Troca direta.
72' - Entra John Obi Mikel para o lugar de David Luiz. Troca direta.


Árbitro: Andre Marriner

Cartão Amarelo: Tomás Rosicky (52').

Cartão Vermelho: Kieran Gibbs (16').

Assistência: 41.614 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Champions League - Arsenal 1 x 2 Dortmund (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
16' - 0x1 (Henrikh Mkhitaryan)
41' - 1x1 (Olivier Giroud)
82' - 1x2 (Robert Lewandowski)

1ª Parte
Apesar de haver muita expectativa à volta deste jogo, esta primeira parte acabou por não o justificar em termos de espectáculo, com um Arsenal muito conservador, defendendo atrás da linha do meio campo e sem pressionar os adversários, esperando apenas por um erro e ofensivamente, os seus jogadores foram sempre muito lentos a decidir, principalmente os 3 médios ofensivos (podemos considerar Wilshere e Rosický mais médios organizadores que extremos) e Ramsey que perderam várias bolas por demorar muito na tomada de decisão, tentando sempre conduzir em vez de jogar rápido. A agravar esta falta de definição por parte dos jogadores do Arsenal, estava uma equipa do Dortmund que pressionava muito forte no seu meio campo defensivo, principalmente depois da 2ª fase de construção do Arsenal, não dando espaço aos médios adversários. O Dortmund gozou de muito espaço para trocar a bola em ataque organizado, conseguindo manter a bola por longos períodos enquanto procuravam espaços para atacar (que não eram muitos devido à defesa compacta do Arsenal) mas também souberam fazer bom uso do contra-ataque para aproveitar as fragilidades do Arsenal nas transições defensivas. O Dortmund consegue marcar depois de uma perda de bola do Arsenal junto à sua própria área e o Arsenal marca depois Giroud aproveitar um desentendimento entre Hummels e Weidenfeller.

2ª Parte
Apesar de não ter havido alterações ao intervalo, o jogo parecia outro neste segundo tempo. O Arsenal aumentou o ritmo de jogo e com os seus jogadores a decidirem mais rápido, passaram a ser a equipa mais perigosa no jogo. Os 3 médios mais ofensivos começaram a jogar ao primeiro toque a aproveitar o envolvimento dos laterais para começar a criar mais perigo no último terço do ataque. O Dortmund teve algumas dificuldades em reagir a esta mudança de atitude dos jogadores adversários. O jogo do Arsenal melhorou ainda mais após a entrada de Cazorla que veio dar ainda mais mobilidade ao seu ataque e consequentemente, outra dinâmica às jogadas ofensivas da sua equipa. Com Mkhitaryan mais apagado, a equipa de Jürgen Klopp ainda faz entrar Hofmann para o seu lugar e entra também Aubameyang para dar mais velocidade aos corredores (talvez apostar ainda mais no contra-ataque) mas foram substituições que pareceram não ter surtido efeitos. Ainda assim, depois do envolvimento do lateral Grosskreutz e consequente cruzamento ao segundo poste, Lewandowski finaliza colocando o Dortmund novamente em vantagem já na reta final do jogo. Arsène Wenger coloca em campo Bendtner para preparar a sua equipa para um jogo mais direto e o Dortmund responde colocando Sokratis Paspatathopoulos, um central de origem, no meio campo, equilibrando a sua equipa no que diz respeito ao jogo aéreo (precavendo algum lance de bola parada contra). Nos minutos finais, o Dortmund aproveitou a ansiedade do Arsenal para tentar chegar ao golo controlando o jogo e mantendo a bola sempre longe da sua baliza.

Substituições
58' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Jack Wilshere. Cazorla fica a jogar como extremo esquerdo, Rosický passa para a posição dez e Özil passa para extremo direito.
66' - Entram Jonas Hofmann e Pierre Aubameyang para os lugares de Henrikh Mkhitaryan e Kuba Blaszczkawski. Trocas diretas.
86' - Entra Nicklas Bendtner para o lugar de Aaron Ramsey. Bendtner fica como extremo esquerdo e Cazorla passa para médio centro.
87' - Entra Sokratis Paspatathopoulos para o lugar de Marco Reus. Hofmann passa para extremo esquerdo, Sahin sobe para a posição dez e Sokratis fica como médio centro. 
89' - Entra Sèrge Gnabry para o lugar de Tomás Rosický. Özil volta para a posição dez e Gnabry fica como extremo direito.


Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Mats Hummels (22'), Tomás Rosický (51'), Robert Lewandowski (64'), Sven Bender (70') e Mesut Özil (85').

Assistência: 60011 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (12ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Arsenal x Bayern Munique (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
7' - 0x1 (Toni Kroos)
21' - 0x2 (Thomas Müller)
55' - 1x2 (Lukas Podolski)
77' - 1x3 (Mario Mandzukic)

1ª Parte
O posicionamento de Walcott na frente de ataque poderia indicar uma estratégia de contra-ataque por parte do Arsenal mas estes mantiveram-se fieis àquilo que costuma ser o seu jogo, com um futebol muito apoiado, arriscando pouco passes longos para o último terço, tentando atacar só na certa. Tiveram várias dificuldades em entrar na estrutura defensiva do Bayern, com os jogadores a não mostrarem a mobilidade suficiente para quebrar a organização defensiva adversária. Sem bola, foram um pouco passivos, defendendo no seu próprio meio campo e dando alguma espaço aos adversários para trocarem a bola. Pressionavam poucas vezes.
O Bayern Munique também defendeu no seu próprio meio campo durante a maior parte do tempo, com uma grande preocupação em fechar as linhas de passe interiores quando a bola estava na defesa adversária. Mandzukic e Kroos foram muito importantes em fechar o corredor lateral, com os dois médios centro e cobrirem rapidamente os médios adversários e os extremos a caírem rapidamente em cima dos laterais mal estes recebiam a bola. Apesar de não terem sido muito pressionantes (apenas o eram nas transições defensivas), estiveram muito bem organizados e conseguiram assim controlar o adversário mesmo quando não tinham a bola. Tal como o Arsenal, também jogaram em ataque posicional com os jogadores da frente a mostraram muita mobilidade com várias desmarcações com vista a abrir espaços para os colegas, com este aspecto a funcionar muito bem com a entrada dos extremos para o corredor central para abrir espaço para a entrada do lateral no corredor.

2º Parte
O Bayern Munique desce mais as linhas e deixa de pressionar tanto o adversário com bola, o que permite ao Arsenal assumir um maior controlo do jogo. Através de um canto, o Arsenal reduz a desvantagem e minutos mais tarde, Jupp Heynckes coloca Robben no lugar de Ribéry (minutos mais tarde trocou de corredor com Müller) que esteve muito apagado durante todo o jogo, talvez na tentativa de reavivar o ataque da sua equipa. Quanto ao Arsène Wenger, só aos 71' mexeu na equipa mas fez-lo claramente para melhor. Apesar de Rosický ter entrado para o lugar de Ramsey, foi a entrada de Giroud que teve mais impacto no jogo com Walcott (não teve qualquer eficácia ou eficiência como ponta de lança) a passar para o lado direito (onde se sente mais à vontade) e Cazorla a passar para o lado esquerdo (facilita os movimentos interiores que ele faz tão bem). Logo alguns minutos depois, Giroud tem uma oportunidade de golo flagrante após cruzamento de Walcott, com o remate forte a ir diretamente para Neuer. Ficou a sensação que com Giroud naquela posição desde o início do jogo (com Walcott no corredor) o Arsenal poderia ter tido mais oportunidades que aquelas que teve até então. Com Heynckes a ver o domínio do Arsenal desde o início da 2ª parte, decide reforçar a sua equipa defensivamente com a entrada de Luiz Gustavo. Ainda colocou Mario Gómez por Mandzukic mas por esta altura já o Bayern vencia por 1-3 e esta substituição acabou por não ter grandes efeitos práticos uma vez que a prioridade nos últimos minutos era defender o resultado.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Wilshere talvez tenha sido o melhor em campo, mostrando sempre uma grande capacidade técnica.
No Bayern Munique, Lahm e Müller estiveram muito bem no corredor direito, com Robben mais tarde a ser também muito eficiente nesse mesmo corredor. Javi Martínez também teve uma importância fulcral nos equilíbrios da sua equipa.

Substituições
63' - Entra Arjen Robben para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.
71' - Entra Tomás Rosický para o lugar de Aaron Ramsey. Troca direta.
72' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Lukas Podolski. Giroud fica como ponta de lança, Walcott passa para extremo direito e Cazorla para extremo esquerdo.
73' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Toni Kroos. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez e Schweinsteiger sobre para a posição dez.
79' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Thomas Vermaelen (15'), Bacary Sagna (23'), Mikel Arteta (24'), Bastian Schweinsteiger (36'), Thomas Müller (58'), Lukas Podolski (66'), Aaron Ramsey (67') e Philipp Lahm (90').

Assistência: 59974 (Emirates Stadium)

Clima: Céu limpo (3ºC)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Premier League - Arsenal x Newcastle (20ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal entrou em campo com Walcott na frente de ataque, sinal claro de que ia aproveitar a velocidade do seu ponta de lança para ganhar as costas da defesa do Newcastle. Jogou em ataque posicional, jogando com a subida dos seus laterais (principalmente Sagna) que iam apoiando o jogo da equipa. Não se viram muitos cruzamentos altos para a área uma vez que Walcott não é uma referência válida para disputar lances de cabeça dentro da área. Viram-se no entanto muitas tentativas de passes de rutura para as costas da defesa, sendo que o golo aconteceu num destes lances após desmarcação de Walcott. Defensivamente baixaram para o seu meio campo defensivo, dando muita liberdade ao Newcastle para trocar a bola. Nunca foram muito assertivos no processo defensivo e permitiram muitas penetrações dos jogadores adversários.
O Newcastle tentou controlar o jogo tanto quanto possível. Também a atacar em ataque posicional, mostraram muita paciência na construção de jogadas de ataque mas também criaram poucas oportunidades de golo com o maior perigo a vir de lances de bola parada (o golo aconteceu no seguimento de um livre direto). Apesar da percentagem da posse de bola ter sido equilibrada, o Newcastle mostrou-se refém da falta de criatividade dos jogadores do seu meio campo com Marveaux a ser o jogador do corredor central mais desequilibrador.

2ª Parte
A diferença mais significativa após o intervalo foi a atitude mais assertiva do Arsenal no processo defensivo, conseguindo dificultar mais a tarefa do Newcastle e consequentemente, criou mais oportunidades de golo, como mostra a marcha no marcador. Este foi um jogo entusiasmante mas com pouco interesse a nível tático com muitos golos a acontecerem devido a erros posicionais dos jogadores de ambas as equipas. Com a sequência de golos a acontecer em espaços temporais curtos, o jogo tornou-se muito partido e as equipas foram perdendo algum rigor tático, com o Newcastle a sofrer mais com esse problema. As substituições de Alan Pardew acabaram por não serem felizes com alguma confusão na disposição tática, havendo dificuldades em perceber as novas missões táticos dos seus jogadores. A saída de Bigirimana fragilizou muito a equipa com a ausência de um dos centro-campistas que tinham uma missão defensiva de equilíbrio muito importante. Em contra-partida, Arsène Wenger foi muito feliz com a entrada de Giroud, que se preparava para entrar quando a sua equipa ainda estava em igualdade. Acabou por ter uma influência direta no resultado, com o Arsenal a ganhar mais soluções de finalização que aquelas que eram dadas por Walcott. O resultado acaba por ser um espetáculo interessante de se assistir mas também um aviso para ambas as equipas que cometeram vários erros defensivos.

Marcha no Marcador
20' - 1x0 (Theo Walcott)
43' - 1x1 (Demba Ba)
50' - 2x1 (Alex Oxlade-Chamberlain)
59' - 2x2 (Sylvain Marveaux)
64' - 3x2 (Lukas Podolski)
69' - 3x3 (Demba Ba)
73' - 4x3 (Theo Walcott)
85' - 5x3 (Olivier Giroud)
87' - 6x3 (Olivier Giroud)
93' - 7x3 (Theo Walcott)

Substituições
74' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Alex Oxlade-Chamberlain. Walcott passa para extremo direito e Giroud joga a ponta de lança.
82' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Gael Bigirimana. Obertan passa para o lado direito, Ameobi fica a extremo esquerdo, Cissé joga na frente com Demba Ba. Ficam apenas com um médio mais defensivo com Demba Ba a descer mais para ajudar no meio campo.
82' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Lukas Podolski. Troca direta.
83' - Entra Shane Fergunson para o lugar de Danny Simpson. Fergunson fica a jogar a lateral esquerdo e Santon passa para lateral direito.
86' - Entra Francis Conquelin para o lugar de Santi Cazorla. Entra um médio mais defensivo para ajudar no processo defensivo.
88' - Entra James Tavernier para o lugar de Sylvain Marveaux. Entra um jogador mais defensivo para libertar Demba Ba.


Árbitro: Christopher Foy

Cartão Amarelo: Davide Santon (91').

Assistência: 60087 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (8ºC)

sábado, 17 de novembro de 2012

Premier League - Arsenal x Tottenham (12ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal defendeu quase sempre atrás do meio campo, com Giroud a pressionar eventualmente os centrais para não os deixar subir com bola, mais preocupado com Vertonghen que era o central com mais propensão ofensiva na condução de bola. A sua zona de pressão eram os corredores laterais, pressionando sempre que a bola chegava a um dos laterais. Com bola jogaram em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para cruzar para a área, situação que lhes valeram dois golos e várias oportunidades de finalização. Depois de estarem a jogar com mais um jogador e em desvantagem, começaram a pressionar mais em cima, criando muitas dificuldades aos adversários na construção.
O Tottenham jogou em ataque posicional, aproveitando a pouca agressividade do Arsenal em zonas adiantadas mas tiveram muitas dificuldades em atacar pelos corredores laterais, com Bale e Lennon a estarem pouco em jogo muito por culpa da ação defensiva dos adversários. Depois da expulsão de Adebayor, o seu processo ofensivo ficou seriamente comprometido por falta de opções, sendo que o seu jogo passou a basear-se em bolas longas para procurar a velocidade de Defoe. Sem bola, também podemos dividir o jogo em duas partes. Com 11 jogadores viram-se os avançados a pressionarem a linha defensiva do Arsenal para dificultar a construção de jogo, com 10 jogadores desceram para o seu meio campo preocupando-se principalmente em fechar espaços. Com os médios ala a terem de descer no terreno para ajudar os seus laterais (o Arsenal estava constantemente a fazer sobreposições nos corredores laterais para conseguir espaço para cruzar), ficaram sem alternativas para as transições com dois médios centro de características defensivas e com os médios ala ocupados defensivamente, sobrando apenas Defoe na frente.

2ª Parte
A única alteração relevante que acontece ao intervalo é da parte do Tottenham que muda para 1-3-2-3-1 com Villas-Boas a apostar em três defesas de forma a disponibilizar um homem extra (Dempsey) no meio campo capaz de fazer melhor a 3ª fase de construção que ficou prejudicada após expulsão de Adebayor. O Arsenal trocou os extremos de lado mas foi uma troca pontual. A equipa da casa estava apostada na segurança defensiva para segurar a vantagem e gerir o jogo da melhor forma e no reinício do jogo o Tottenham gozou de algum domínio aproveitando a posição recuada da equipa adversária para com os setores médio e ofensivo reestruturados conseguir criar mais algum perigo. Ainda assim, o domínio tardou em concretizar-se em golos e como qualquer equipa que arrisca jogar com três defesas, o Tottenham abriu muitos espaços no setor defensivo para o Arsenal explorar. Wenger geriu bem as substituições para numa altura que o Tottenham se balanciava cada vez mais apra o ataque de forma a reduzir a desvantagem, colocou Chamberlain na direita e passou Walcott para o meio, ficando com muito mais velocidade no ataque para explorar situações de contra-ataque frente a uma defesa que estaria sempre desequilibrada.

Jogadores-Chave
No Arsenal, a exibição valeu pelo todo sem haver nenhum jogador que se destacasse em demasia dos colegas. Podemos falar da importância de Giroud na estratégia montada devido à sua grande capacidade no jogo aéreo.
No Tottenham, Gareth Bale foi o jogador mais desequilibrador (principalmente na 2ª parte) e Hugo Lloris também fez grandes intervenções. Pela negativa temos de referir a exibição dos dois centrais na 1ª parte.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Emmanuel Adebayor)
24' - 1x1 (Per Mertesacker)
42' - 2x1 (Lukas Podolski)
45' - 3x1 (Olivier Giroud)
60' - 4x1 (Santi Cazorla)
71' - 4x2 (Gareth Bale)
91' - 5x2 (Theo Walcott)

Substituições
Int - Entra Clint Dempsey para o lugar de Kyle Naughton.
Int - Entra Michael Dawson para o lugar de Kyle Walker. Passam a jogar em 1-3-2-3-1 com Gallas, Dawson e Vertonghen na defesa e Demspey na posição dez.
71' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Jack Wilshere. Troca direta.
71' - Entra Tom Carroll para o lugar de Tom Huddlestone. Troca direta.
80' - Entra André Santos para o lugar de Luka Podolski. Troca direta.
86' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Olivier Giroud. Walcott passa para ponta de lança e Chamberlain joga a extremo direito.


Árbitro: Howard Webb

Cartões Amarelos: Aaron Lennon (45'), Sandro (66') e Lukas Podolski (80').

Cartão Vermelho: Emmanuel Adebayor (18')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (11ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Premier League - Manchester United x Arsenal (10ª Jornada)

1ª Parte
O Manchester United jogou em ataque posicional, apostando várias vezes em lançamentos longos para os jogadores mais avançados ou para os médios ala, principalmente nas variações do centro do jogo para o outro corredor lateral. Michael Carrick era quem normalmente assumia os passes mais verticais. Em ataque posicional, os laterais subiam no terreno, apoiando sempre os respectivos médios ala, fazendo overlaps sempre que se justificava. Defensivamente, mostraram-se confortáveis a deixar os adversários trocarem a bola no seu meio campo defensivo, até porque entraram praticamente no jogo a vencer. Apesar disso, o seu posicionamento defensivo agia em função das tentativas do adversário em dar seguimento à 2ª fase de cosntrução do jogo, ou seja, havia uma grande preocupação em não deixar os defesas adversários jogarem para os seus médios, com Carrick e Cleverly a pressionarem os adversários sempre que estes se mostravam aos defesas (davam linhas de passe) e um dos avançados a descerem para ajudar a fechar os espaços. Esta acção acabou por ser vital uma vez que o maior perigo dos adversários estava no corredor central e era muito importante impedir que esse jogador (Cazorla) fosse solicitado.
O Arsenal jogou claramente em ataque posicional tentando fazer a bola chegar ao último terço através de um jogo apoiado. Devido à acção defensiva do adversário, foi nos corredores laterais que conseguiram mais espaço para progredir, ainda assim tiveram muitas dificuldades em penetrar na defesa adversária e foram raras as vezes que assustaram o gaurda-redes De Gea. Cazorla viu-se algumas vezes obrigado a descer para junto dos seus centrais para vir buscar jogo, um sinal da sua frustração por não estar a conseguir receber a bola. Defensivamente, deram sempre muito espaço para que os adversários decidissem, e permitiram vários passes longos para as costas da sua defesa e vários cruzamentos dos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve alterações nas estruturas mas o Arsenal entrou com outra mentalidade, pressionando mais e criando mais dificuldades ao Manchester United. Ainda assim, estes últimos continuaram a dar liberdade à equipa do Arsenal na 1ª fase de construção, daí que tivessem muito menos posse de bola no início da segunda parte. O jogo acabou por ficar decidido entre os 67 e 69 minutos. Primeiro o Manchester United chega ao segundo golo através de um canto, depois Wilshere é expulso, deixando o Arsenal sem qualquer capacidade para virar o resultado jogando em 1-4-4-1 com Cazorla a ter de descer no terreno para fechar no meio campo Todas as substituições foram directas com o Arsenal a colocar Walcott (mais ofensivo que Ramsey) e Arshavin (substituiu Podolski que esteve muito apagado) e o Manchester United a colocar Anderson (Cleverly estava provavelmente a uma falta de ser expulso) e Nani. Só na parte final do jogo é que o Arsenal consegue criar algum perigo, chegando inclusive ao golo já no último minuto do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester United, a dupla atacante Rooney e Van Persie é extremamente perigosa e claramente o sector mais forte da equipa.
O Arsenal vive muito dependente da criatividade de Cazorla. Mannone fez uma boa exibição.

Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Robin Van Persie)
67' - 2x0 (Patrice Evra)
95' - 2x1 (Santi Cazorla)

Substituições
52' - Entra Theo Walcott para o lugar de Aaron Ramsey. Troca directa.
61' - Entra Anderson para o lugar de Tom Cleverley. Troca directa.
81' - Entra Andrei Arshavin para o lugar de Lukas Podolski. Troca directa.
82' - Entra Nani para o lugar de Antonio Valencia. Troca directa.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jack Wilshere (14' e 69'), Ashley Young (29'), Tom Cleverly (37'), Robin Van Persie (61'), Anderson (72'), Wayne Rooney (81'), Andrei Arshavin (81') e Mikel Arteta (90').

Cartão Vermelho: Jack Wilshere (69').

Assistência: 75492 (Old Trafford)

Clima: Céu pouco nublado (7ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Barclays Premier League - Arsenal x Chelsea (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester City (77 pontos) 34 jogos
3º Arsenal (64 pontos) 34 jogos
4º Tottenham (59 pontos) 33 jogos
5º Newcastle (59 pontos) 33 jogos
6º Chelsea (57 pontos) 33 jogos
7º Everton (47 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Arsenal tentou impor um maior domínio no jogo, procurando ter a bola durante o tempo suficiente para criar espaços para explorar no último terço. Os laterais subiam muito durante o processo ofensivo, dando largura ao ataque e permitindo que os extremos (principalmente Alex Chamberlain) procurassem espaços mais interiores. Foi mesmo pelo centro que o Arsenal procurava sempre criar desequilíbrios, não aproveitando muito o jogo lateral. O facto de não terem explorado muito os cruzamentos para a área poderá dever-se ao forte jogo aéreo dos centrais do Chelsea que competiam apenas com Van Persie nas bolas altas dado que nenhum dos extremos é forte no jogo de cabeça. Rosický movimenta-se a toda a largura do campo, em função das necessidades da equipa, ocupando sempre os espaços vazios de forma a dar continuidade à manutenção da posse da bola.
O Chelsea assumiu uma postura mais expectante e compacta durante o processo defensivo. Tanto os extremos como Malouda participavam nas acções defensivas. Apesar de haverem momentos em que também tentaram manter a posse da bola, normalmente procuravam aproveitar a velocidade dos extremos para explorar as transições defensivas. Em organização ofensiva, também se viu Bertrand a subir muito no terreno tentando desequilibrar com a sua velocidade aparecendo nas costas do lateral fazendo o overlap a Kalou. Na 2ª fase de construção, apenas um dos médios defensivos vinha buscar jogo para perto da linha defensivo, sendo que na maior parte das vezes era Romeu que tinha essa função. Essien dava linha de passe em posições mais avançadas.

2ª Parte
Os segundos 45' acabaram por ser algo desinteressantes a nível táctico, com as equipas a manterem as mesmas estruturas, apesar das substituições. Com o avançar do jogo, ambas as equipas começaram a apostar cada vez mais nas transições ofensivas e o jogo tornou-se num acumular de reacções aos erros adversários. Não houve grandes oportunidades para nenhuma das equipas.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Laurent Koscielny foi dos melhores jogadores em campo com várias intervenções importantes na defesa.
No Chelsea não houve grandes destaques a nível ofensivo. Talvez se possa destacar Petr Cech por algumas boas defesas em situações flagrantes de golo do Arsenal.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Gervinho para o lugar de Theo Walcott. Troca directa. Walcott sai lesionado.
65' - Entra Abou Diaby para o lugar de Tomás Rosický. Ramsey sobe para a posição de Rosický e Diaby fica a jogar ao lado de Song.
66' - Entra John Obi Mikel para o lugar de Oriol Romeu. Troca directa.
70' - Entra André Santos por Alex Oxlade-Chamberlain. Troca directa. Chamberlain teve pouca influência no jogo.
74' - Entra Juan Mata para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
77' - Entra Ashley Cole para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa. Bertrand sai lesionado.

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosický (2 - Abou Diaby)
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (27 - Gervinho)
15 - Alex Oxlade-Chamberlain (11 - André Santos)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
18 - Sébastien Squillaci
28 - Kieran Gibbs

Chelsea
1 - Petr Cech
5 - Michael Essien
6 - Oriol Romeu (12 - John Obi Mikel)
9 - Fernando Torres
15 - Florent Malouda
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (10 - Juan Mata)
23 - Daniel Sturridge
24 - Gary Cahill
26 - John Terry
34 - Ryan Bertrand (3 - Ashley Cole)

Cartões Amarelos: Tomás Rosický (30'), Florent Malouda (49'), Robin Van Persie (50'), José Bosingwa (72'), Abou Diaby (76'), Ashley Cole (81')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 3 de março de 2012

Barclays Premier League - Liverpool x Arsenal (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
4º Arsenal (46 pontos)
7º Liverpool (39 pontos)

1ª Parte
O Liverpool entrou em jogo usando um estilo de jogo muito directo, procurando sempre Suárez na frente de ataque, tentando aproveitar a sua velocidade e capacidade técnica para criar desequilíbrios. Apesar de esta ser a tendência da equipa da casa no início do jogo, ao longo da primeira parte, muito devido à forma de defender do Arsenal, o Liverpool foi tendo mais espaço para jogar e foram utilizando o ataque posicional para tentar criar situações de finalização sendo que frequentemente o último passe era feito de um corredor lateral através de cruzamentos dos extremos ou laterais. Um dos aspectos positivos do jogo do Liverpool foi a sua eficácia nas transições defensivas com uma pressão muito forte ao portador da bola no momento da perda da posse, impedindo quase sempre que o Arsenal conseguisse sair em contra-ataque.
O Arsenal, igual a si próprio, jogou como de costume em ataque posicional, tentando um jogo apoiado, priorizando a posse da bola em detrimento do jogo directo para o sector ofensivo. Tal como o Liverpool, foram vários os cruzamentos para a área mas era notória a preferência do Arsenal em atacar pelo lado direito com Sagna muito activo no processo ofensivo. Benayoun esteve muito apagado tendo muito pouca influência no jogo. O israelita não é um extremo de origem e por vezes trocava momentaneamente a sua posição com Rosicky para tentar explorar a zona central do terreno. Ao longo da 1ª parte, o Arsenal foi reduzindo a sua pressão ao meio campo do Liverpool o que, apesar de ter significado um aumento da percentagem da posse de bola da equipa da casa, fez também com que reduzissem as oportunidades de perigo através do jogo directo.

2ª Parte
À medida que o jogo foi avançando, o Arsenal, apesar de algum ascendente nos primeiros minutos, foi descendo no terreno e era notória a intenção do Liverpool em ganhar o jogo. Com os sectores muito próximos e recuados, o Liverpool gozava de mais espaço para trocar a bola o que promoveu uma maior tendência para colocar bolas altas na área apesar de não terem uma referência no jogo aéreo como seria Andy Carroll. Este tipo de jogo foi prevalecendo durante quase todo o jogo até que o Arsenal, no segundo de 8 minutos de compensação, consegue um golo num ataque rápido e depois disso ganhou confiança e conseguiu controlar a vantagem no tempo restante.

Jogadores-Chave
No Liverpool, Suárez assume um papel importantíssimo no processo ofensivo sendo que todo o jogo é inicialmente direccionado para ele e a sua capacidade física e técnica é suficiente para desequilibrar todo um sector defensivo.
No Arsenal, Szczesny fez um grande exibição na baliza mostrando uma segurança incaracterística para a sua idade. Robin van Persie despensa comentários e assume-se como dos melhores pontas de lança do mundo.

Substituições
52' - Entra Abou Diaby para o lugar de Mikel Arteta. Arteta sai lesionado com Diaby a ir para médio interior esquerdo e Rosicky para interior direito.
73' - Entra Gervinho para o lugar de Yossi Benayoun. Troca directa. Benayoun fez um jogo muito apagado e a sua substituição já era esperada.
80' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Abou Diaby. Troca directa. Diaby estava a ter uma exibição muito discreta e Chamberlain é um jogador mais ofensivo.
87' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Downing. Troca directa. Bellamy é um jogador mais assertivo.

Golos
22' - Henderson leva a bola pelo corredor lateral direito, cruza para a entrada da pequena área e Koscielny a tentar cortar a bola coloca-a dentro da própria baliza.
30' - Sagna recebe a bola no corredor lateral direito, cruza para a zona entre a defesa e o guarda-redes onde Van Persie se antecipa e cabeceia para o golo.
91' - Alex Song faz um passe longo para as costas da defesa onde Van Persie remata de primeira ao 1º poste fazendo o golo.

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
7 - Luis Suárez
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly
37 - Martin Skrtel

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosicky
8 - Mikel Arteta (2 - Abou Diaby) (15 - Alex Oxlade-Chamberlain)
10 - Robin van Persie
14 - Theo Walcott
17 - Alex Song
28 - Kieran Gibbs
30 - Yossi Benayoun (27 - Gervinho)

Cartão Amarelo: Thomas Vermaelen (63')

Assistência: 44922 (Anfield Road)

Clima: Céu pouco nublado (12ºC)

sábado, 29 de outubro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Arsenal (10ª Jornada)

Contexto
Para além de ser um derby londrino, dos mais carismáticos do Reino Unido, é também o encontro entre duas das mais indisciplinadas desta edição da Premier League. O Chelsea está claramente a fazer uma época mais satisfatória encontrando-se no 3º lugar, a 6 pontos do 1º. O Arsenal está no 7º lugar a 12 pontos do 1º.

1ª Parte
O Chelsea jogou com a intenção de controlar a bola através de muitas variações de flanco, procurando sucessivamente espaços na defesa adversária para serem explorados. John Terry funcionou basicamente como um organizador de jogo aproveitando o espaço que tinha para jogar nos médios interiores ou nos extremos. Ashley Cole aproveitou bastante as debilidades defensivas do Arsenal para ganhar vantagens em alguns lances no início do jogo, aos quais ajudou o posicionamento mais interior de Mata de forma a dar espaço a Cole para correr de forma a ganhar a linha de fundo.
Apesar do Arsenal também ser conhecido por ser uma equipa que gosta de ter a bola, no início estavam mais apostados no contra-ataque e ataque rápido tendo tido muitas dificuldades em organizar jogo devido à forte pressão dos jogadores do Chelsea. No processo defensivo dispunham-se em 1-4-5-1 com Gervinho e Walcott a fecharem nos corredores laterais. Van Persie era o jogador mais ofensivo mas falhava constantemente na pressão à linha defensiva do Chelsea o que facilitou a acção ofensiva dos adversários. Os jogadores do Arsenal mostraram muitas dificuldades em fechar os espaços, também devido à excelente eficiência do Chelsea em trocar a bola e fazê-la passar pelos 3 corredores de jogo.

2ª Parte
Nos primeiros 10' da 2ª parte o Arsenal dá a volta ao marcador (2-3). Não se viu uma grande alteração estratégica no Arsenal apesar de André Santos estar a avançar mais no terreno. O Arsenal pareceu mais seguro defensivamente e com o decorrer do jogo, Villas-Boas viu-se obrigado a mudar o seu sistema para 1-4-4-2 apostando num jogo mais directo para os pontas de lança. Conseguiu o empate com um grande golo de Mata mas uma infelicidade de Terry a 5' dos 90' fez com que o Arsenal assumi-se novamente a liderança. Já com o Chelsea a procurar desesperadamente o empate, o Arsenal mata o jogo já nos descontos.

Jogadores-Chave
Terry foi talvez o mais influente jogador na 1ª parte através das suas acções ofensivas através da distribuição de jogo aproveitando o espaço concedido pelo Arsenal. Juan Mata com 1 golo e 1 assistência foi um grande incómodo para a defesa do Arsenal.
Nos visitantes tem de ser referido o inevitável Robin van Persie que fez um hat-trick. Gervinho também foi muito perigoso com várias desmarcações a aproveitar o bloco alto do Chelsea.

Substituições
61' - Entra Florent Malouda para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.
71' - Entra Romelu Lukaku para o lugar de Ramires. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Mata na direita, Malouda na esquerda e Lukaku na frente ao lado de Torres.
74' - Entra Carl Jenkinson para o lugar de Johan Djourou. Troca directa.
75' - Entra Raul Meireles para o lugar de Obi Mikel. Troca directa sendo Meireles um jogador mais ofensivo que Mikel.
78' - Entra Tomás Rosicky para o lugar de Theo Walcott. Rosicky passa para o lado esquerdo e Gervinho para o lado direito.
87' - Entra Thomas Vermaelen para o lugar de Gervinho. O Arsenal passa a jogar com 3 centrais apesar de um deles subir para criar desequilíbrios no ataque.

Golos
13' - Bola colocada no lado direito por John Terry para Mata que recebe, vira para dentro e cruza para dentro da grande área onde aparece Lampard a cabecear para o golo.
35' - Ramsey faz um passe a rasgar a defesa isolando Gervinho que fixa o guarda-redes e passa para o lado esquerdo onde van Persie, de baliza aberta, faz facilmente o golo.
44' - Canto marcado do lado esquerdo por Lampard para a entrada da pequena área onde Terry aparece para enconstar para o golo.
48' - Numa variação de flanco, a bola é colocada para a corrida de André Santos que consegue entrar na área e com Cech na frente remata rasteiro para o golo.
54' -Excelente jogada individual de Walcott que passa por 3 adversários vindo do lado direito e remata já dentro da área para o golo.
79' - Meireles no lado direito passa para o centro onde Mata recebe, vem para dentro e faz um remate fortíssimo de meia distância ao 2º poste não dando hipóteses de defesa.
84' - Malouda faz um passe atrasado para Terry que a atacar a bola escorrega e deixa-a para van Persie que isolado contorna Cech e faz facilmente o golo.
91' - Contra-ataque do Arsenal com 4 jogadores contra 2, conduzido por Rosicky que passa para Arteta no meio e este abre na esquerda para van Persie que já dentro da área remata forte ao 1º poste com Cech à espera do remate cruzado e apanhado assim em contra pé.

Chelsea
1 - Petr Cech
2 - Branislav Ivanovic
3 - Ashley Cole
7 - Ramires (18 - Romelu Lukaku)
8 - Frank Lampard
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
12 - Obi Mikel (16 - Raul Meireles)
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (15 - Florent Malouda)
26 - John Terry

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
4 - Per Mertsacker
6 - Laurent Koscielny
8 - Mikel Arteta
10 - Robin van Persie
11 - André Santos
14 - Theo Walcott (7 - Tomás Rosicky)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
20 - Johan Djourou (25 - Carl Jenkinson)
27 - Gervinho (5 - Thomas Vermaelen)

Cartões Amarelos: Tomasz Szczesny (49') Branislav Ivanovic (77'), Robin van Persie (77'), Alex Song (90') e Raul Meireles (92').

Assistência: 41801 (Stamford Bridge)

Clima: Céu pouco nublado (16ºC)

sábado, 20 de agosto de 2011

Barclays Premier League - Arsenal x Liverpool (2ª Jornada)

Contexto
Ambas as equipas partiram para este jogo com apenas um ponto, com o Arsenal a empatar na 1ª jornada, 0-0 com o Newcastle (fora) e o Liverpool a empatar em casa 1-1 com o Sunderland. Para além disso, o Arsenal não pode contar com Alex Song e Gervinho, ambos expulsos no último jogo.

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram como método de jogo ofensivo o ataque posicional e utilizaram sistemas de jogo de alguma forma parecidos. Apesar disso, o Arsenal utilizou mais o centro de jogo para chegar à baliza devido às características dos seus jogadores. Arshavin tem uma clara tendência de flectir para o centro do terreno sendo que a largura, do lado esquerdo, era normalmente assegurada pelo lateral Sagna que não sendo esquerdino, raramente utilizou o cruzamento como arma ofensiva. Do lado direito, Walcott jogou mais colado à linha lateral o que fez com que o lateral direito Jenkinson não tivesse tantas oportunidades para subir no terreno. Tudo isto fez com que o jogo se afunilasse com os médios Nasri e Ramsey a mostrarem uma grande mobilidade no corredor central de forma a criarem espaços para jogarem.
O Liverpool utilizou um 1-4-3-3 mais definido com Downing e Kuyt nos corredores esquerdo e direito respectivamente apesar de trocarem entre eles pontualmente. Kuyt tem uma maior tendência de ir para a zona de finalização enquanto Downing gosta mais de fazer a bola chegar à área através do cruzamento pelo que essa troca poderia ser uma forma de fazer variar a forma como a bola chegava ao último terço ofensivo. Ambos os laterais subiram muito no terreno e tiveram bastante influência a nível ofensivo tal como ambos os extremos, no processo defensivo, desciam para se juntarem à linha do meio campo.

2ª Parte
Nenhum dos treinadores arriscou alterações no início da 2ª parte. O jogo mantinha-se com a mesma tendência até àquele que foi o momento chave da partida, a expulsão de Frimpong. Com Ramsey e Nasri bastante móveis no meio campo do Arsenal, Frimpong era responsável por se posicionar no espaço vazio para equilibrar a sua equipa no processo ofensivo e transições defensivas. A sua saída significou que o Arsenal passou a jogar em inferioridade numérica no meio campo numa altura em que o Liverpool se preparava para lançar Suárez e Meireles, dos jogadores mais influentes no plantel do Liverpool. A sistema táctico dos visitantes sofreu algumas mudanças devido às diferentes características dos jogadores que entraram. Passou a ter um médio mais ofensivo e por conseguinte, Adam passou a ter funções mais defensivas para equilibrar a equipa no meio campo. Devido ao facto de o Liverpool ter mais um jogador, Meireles deu-se ao luxo de actuar praticamente como 2º avançado subindo bastante no terreno e causando vários desequilíbrios, tanto que ambos os golos surgiram por acção sua.

Jogadores-Chave
Numa exibição pouco exuberante por parte do Arsenal, talvez o guarda-redes Szczesny se destaque por algumas excelentes intervenções que teve durante o jogo. Nada pôde fazer em ambos os golos.
No Liverpool, a dupla Luis Suárez e Raul Meireles esteve na origem dos dois golos. O lateral esquerdo José Enrique também esteve muito bem tanto defensiva como ofensivamente.

Substituições
15' - Entra Ignasi Miquel para o lugar de Koscielny. Este último sai lesionado e Miquel vai para central descaído para o lado esquerdo com Vermaelen a passar para o lado direito do centro da defesa.
70' - Entra Luis Suárez para o lugar de Andy Carrol. Troca directa.
70' - Entra Raul Meireles para o lugar de Dirk Kuyt. Henderson passa para o lado direito do meio campo com Lucas e Adam a ficarem como médios centro mais recuados e Raul Meireles a jogar na posição 10 no apoio a Suárez.
71' - Entra Henri Lansbury para o lugar de Arshavin. Lansbury vai ocupar a posição deixada livre após a expulsão de Frimpong, dando mais consistência ao meio campo com Nasri a passar para o lado esquerdo. Jogam agora em 1-4-4-1.
79' - Entra Bendtner para o lugar de Theo Walcott. Bendtner vai jogar ao lado de Van Persie. Com a equipa em desvantagem esta é uma aposta de reforçar o ataque com a equipa agora a jogar em 1-4-3-2.

Golos
77' - Meireles à entrada da grande área adversária, descaído para o lado direito, faz um passe de ruptura para Suárez que é interceptado por Miquel que ao tentar aclarar, atira contra Ramsey que coloca a bola com o peito na própria baliza.
89' - Lucas leva a bola pelo corredor central fixando o seu adversário directo, abre depois na direita para Meireles que de primeira coloca rasteiro no meio para Suárez que remata para o golo.

Arsenal
13 - Szczesny
3 - Sagna
5 - Vermaelen
6 - Koscielny (49 - Ignasi Miquel)
8 - Samir Nasri
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (52 - Bendtner)
16 - Ramsey
23 - Arshavin (46 - Henri Lansbury)
25 - Carl Jenkinson
26 - Emmanuel Frimpong

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
9 - Andy Carrol (7 - Luis Suárez)
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (4 - Raul Meireles)
19 - Stewart Downing
21 - Lucas
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly

Cartões Amarelos: Emmanuel Frimpong (7' e 69'), Andy Carrol (26') e Lucas (43').

Cartões Vermelhos: Emmanuel Frimpong (69').

Assistência: 60090 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (17ºC)

terça-feira, 8 de março de 2011

Champions League - Barcelona x Arsenal (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Relativamente ao Barcelona, a sua forma de jogar manteve-se inalterável em relação aos jogos anteriores. É uma equipa com uma identidade muito marcada e sempre fiel aos seus princípios de jogo. Sempre a jogar pela segurança com Xavi, Iniesta e Mascherano em constantes movimentações para procurar os espaços vazios para receberem a bola e, sempre que possível, a lançarem bolas em profundidade para as costas da defesa, grande parte delas a irem para o corredor lateral direito onde Daniel Alves apareceu muitas vezes sozinho devido ao arrastamento de Clichy para o corredor central por parte de Pedro.

O Arsenal, devido à vantagem à partida na eliminatória (venceu em casa 2-1), fez um jogo mais defensivo que o habitual, com os extremos Nasri e Rosický a fecharem muitas vezes os respectivos corredores laterais de modo a compensarem as subidas dos laterais do Barcelona. No meio fechavam sempre Wilshere, Diaby e Fàbregas sendo que van Persie ficava encarregue de pressionar os defesas adversários. Foi assim que o Arsenal jogou durante grande parte da 1º parte (depois de nos primeiros minutos esboçar uma linha defensiva mais alta).

Durante toda a 1ª parte, o domínio do jogo foi, como esperado, para o Barcelona com o Arsenal a cumprir muito bem a sua função defensiva, anulando grande parte das jogadas ofensivas do Barcelona. Ainda assim, a equipa da casa conseguiu algumas vezes aparecer na zona de finalização, com Almunia (substituiu Szczesny aos 19' que se lesionou num dedo) a fazer um conjunto de defesas muito importantes. Apesar do bom trabalho defensivo do Arsenal, o Barcelona consegue marcar golo aos 45'+3' com um golo fantástico de Messi em mais um passe de ruptura pelo corredor central.

Na 2ª parte, com o Arsenal a precisar de marcar um golo para passar à frente da eliminatória, Fàbregas não desceu tanto como na 1ª parte e aparecia mais frequentemente próximo de van Persie a pressionar a defensiva e meio campo do Barcelona. Aos 52' o Arsenal marca o golo do empate (que lhe dava vantagem na eliminatória) através de canto e volta logo de seguida à estratégia inicial.

Momento do Jogo
Aos 55', van Persie leva o segundo cartão amarelo, o Arsenal passa a jogar sem avançado, dando mais espaço e tempo para construir jogo desde o seu meio-campo. Ainda assim, o Barcelona, mesmo nas transições ofensivas, continuava a não perder o critério no lançamento de bolas em profundidade e continuava a jogar pelo seguro. É aos 68' que Xavi, numa jogada brilhante do Barcelona, consegue igualar a eliminatória que, devido à expulsão de van Persie, estava completamente desequilibrada para o lado do Barcelona. O Arsenal não podia limitar-se a defender durante o resto do jogo pois na melhor das hipóteses conseguia ir a prolongamento jogando com menos um jogador, contra a equipa que melhor cria espaços em todo o mundo. Era Fàbregas que ocupava mais o espaço adiantado do Arsenal mas sempre tendo mais responsabilidades defensivas que ofensivas. 2' depois do golo de Xavi, penalti a favor do Barcelona convertido facilmente por Messi. O jogo manteve-se igual, agora com a certeza que não haveria prolongamento mas o Arsenal mantinha a esperança pelo que apenas um golo dava-lhes acesso à próxima eliminatória.

Era de esperar que o Barcelona começasse a preocupar-se mais a nível defensivo mas manteve a sua forma de jogar, sendo que a opção mais defensiva que Guardiola escolheu foi colocar Afellay por Villa, um jogador com uma tendência mais defensiva que no processo defensivo fechava melhor o corredor para ajudar Adriano (mais tarde Maxwell) a anular Arshavin.

Jogadores-Chave
No Barcelona, é difícil escolher o jogador mais influente porque todos eles têm as suas missões bem definidas e cada movimentação de qualquer jogador tem um propósito. No entanto, a genialidade de Messi (já um cliché no futebol moderno) acaba por se destacar pela imprevisibilidade de acções, criando perigo quando menos se espera. Uma equipa pode criar estratégias para anular as acções padrão do adversário mas não há estratégia que pare Lionel Messi. Também Iniesta teve muita influência na partida, a fazer uma assistência e a fazer um trabalho fantástico para o golo de Xavi.
No Arsenal, Nasri e Wilshere fizeram um grande jogo, o primeiro criando muito perigo nas transições ofensivas e o último tendo um papel muito importante na recuperação de bolas no meio campo. Almunia fez uma exibição muito boa e anulou várias oportunidades flagrantes do Barcelona.

Substituições
A primeira substituição do jogo foi forçada por uma lesão de Szczesny (entrada do guarda-redes Almunia).
A entrada de Arshavin aos 73' pelo Rosický veio procurar uma dinâmica mais ofensiva, explorando o talento do russo para criar situações de perigo no ataque.
Bendtner entrou aos 78' para o lugar do capitão Fàbregas, com Wenger a definir assim a sua decisão de colocar um homem com características mais ofensivas no meio, passando a jogar em 1-4-4-1 (em detrimento do anterior 1-4-5-0 com Fàbregas a jogar como falso avançado).
Afellay entrou aos 82' para o lugar de Villa, com Guardiola a aproveitar a sua tendência 'não tão ofensiva' como Villa para segurar mais o corredor esquerdo onde Arshavin era um jogador capaz de criar perigo a qualquer altura.
Aos 88' Keita entrou para o lugar de Mascherano, sendo um jogador mais possante a nível físico, dando mais segurança ao meio campo defensivo após a entrada de Bendtner.
Maxwell entrou aos 90' para o lugar de Adriano, refrescando o corredor onde o Arsenal poderia criar mais perigo.

Golos
45'+3' - A fechar a primeira parte, Iniesta ganha uma bola perto da área adversária, com um excelente trabalho tira 2 jogadores do caminho fazendo um passe de ruptura onde aparece Messi que com um toque brilhante levanta a bola sobre Almunia para depois, sem deixar cair a bola, rematar para a baliza.
52' - Canto para o Arsenal, marcado por Nasri para a entrada da pequena área, com Busquets a cabecear para a própria baliza.
68' - Iniesta consegue passar por 2 jogadores em direcção à entrada da área, passa para Villa que de primeira isola Xavi que na cara de Almunia não tem problemas em marcar o segundo golo do Barcelona.
70' - Pedro ganha o penalti, Messi na marcação coloca no lado esquerdo do guarda-redes Almunia que fica no meio da baliza.

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Sergio Busquets
Éric Abidal
Adriano (Maxwell - 90')
Javier Mascherano (Seydou Keita - 88')
Xavi Hernández
Andrés Iniesta
Pedro Rodríguez
Lionel Messi
David Villa (Ibrahim Afellay - 82')

Arsenal
Wojciech Szczesny (Manuel Almunia - 19')
Bacary Sagna
Johan Djourou
Laurent Kozcielny
Gaël Clichy
Abou Diaby
Jack Wilshere
Cesc Fàbregas (Nicklas Bendtner - 78')
Tomás Rosický (Andrey Arshavin - 73')
Samir Nasri
Robin van Persie

Cartões Amarelos: Laurent Kozcielny (16'), Bacary Sagna (29'), Jack Wilshere (37'), Robin van Persie (45'+1') e (56').

Cartões Vermelhos: Robin van Persie (56')

Assistência: 96000

Condições Climatéricas: Céu limpo, 12ºC