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domingo, 7 de junho de 2015

Champions League - Juventus 1 x 3 Barcelona (Final)



Marcha no Marcador
4' - 0x1 (Ivan Rakitic)
55' - 1x1 (Álvaro Morata)
68' - 1x2 (Luis Suárez)
97' - 1x3 (Neymar)

1ª Parte
Sem esperar grandes surpresas na forma de jogar do Barcelona, confirmou-se a sua estratégia, que é transversal a todos os jogos que realizam. Ataque posicional, com muita posse de bola e uma forte pressão no processo defensivo. Com bola, por força do sistema tático da Juventus que colocava muitos jogadores no corredor central, o Barcelona tentou sempre lateralizar o jogo, mudando várias vezes a bola de corredor de forma a abrir a estrutura defensiva da Juventus. O losango italiano rapidamente se transformava numa linha de 4 no processo defensivo, com Vidal a colocar-se ao lado de Pirlo e com os interiores Pogba e Marchisio a defenderem as respectivas alas. Apesar disso, havia a preocupação da Juventus em pressionar muito forte tanto a saída de bola pelo guarda-redes como nas transições defensivas, o que chegou a criar alguns problemas no início do jogo ao Barcelona. Morata e Tevez também desciam muito no processo defensivo mas não entravam na sua linha de meio campo, mantendo sempre duas opções viáveis para o contra-ataque (método de jogo preferencial da Juventus na primeira parte), onde Morata caia muitas vezes nas costas de Daniel Alves para receber bolas em profundidade. Apesar do natural domínio de jogo do Barcelona e do golo em fasi inicial do jogo, as oportunidades dividiram-se e a Juventus nunca esteve longe do golo. Ainda assim, eles puderam contar com uma grande exibição de Buffon que salvou por várias vezes a sua equipa de sofrer o 2º golo.

2ª Parte
Com o avançar do jogo e o natural desgaste de ambas as equipas, a Juventus conseguiu assumir mais o jogo e teve espaço para explorar o ataque posicional, com Pirlo a ter mais espaço para jogar. Aos 55' Morata faz o golo que mantém o jogo em aberto mas a vantagem durou apenas 13' com Suárez a voltar a colocar a sua equipa em vantagem. O Barcelona conseguiu sempre criar perigo nas transições ofensivas, não se limitando apenas a controlar o ritmo do jogo com bola e a Juventus nunca pode arriscar muito com o risco de o Barcelona a qualquer momento matar o jogo. Por várias vezes, o Barcelona conseguiu superioridade numérica numa transição ofensiva, com os 3 avançados e um médio centro a aparecerem sempre no último terço ofensivo. Ambos os treinadores optaram e refrescar a sua equipa com as primeiras substituições (Xavi podia controlar mais o jogo em vantagem no marcador e Pereyra poderia trazer mais alguma criatividade) mas a 10' do fim Allegri é obrigado a arriscar tirando um lateral e colocando um jogador mais ofensivo, com Luis Enrique a fazer o contrário (Mathieu por Rakitic). Logo depois de Pedro entrar por Suárez, Neymar acaba com o jogo em mais uma transição ofensiva do Barcelona.

Substituições
78' - Entra Xavi para o lugar de Andrés Iniesta. Troca direta.
79' - Entra Roberto Pereyra para o lugar de Arturo Vidal. Troca direta.
85' - Entra Fernando Llorente para o lugar de Álvaro Morata. Troca direta.
89' - Entra Kingsley Coman para o lugar de Patrice Evra. Passam a jogar em 3-5-2 com Lichtsteiner a completar o trio de centrais, Pogba fica na esquerda e Marchisio na direita com Coman a completar o trio de meio campo.
91' - Entra Jérémy Mathieu para o lugar de Ivan Rakitic. Troca direta.
96' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Luis Suárez. Pedro fica na direita e Messi para para avançado.


Cartões Amarelos: Arturo Vidal (11'), Paul Pogba (41') e Luis Suárez (70').

sábado, 24 de maio de 2014

Champions League - Real Madrid 4 x 1 Atlético Madrid (Final)


Marcha no Marcador
36' - 0x1 (Diego Godín)
90'+3 - 1x1 (Sergio Ramos)
110' - 2x1 (Gareth Bale)
118' - 3x1 (Marcelo)
120' - 4x1 (Cristiano Ronaldo)

1ª Parte
O Real Madrid, apesar de ser uma equipa temível no contra-ataque, jogou predominantemente em ataque posicional uma vez que o Atlético não deu espaços nas suas costas para que a equipa de Ancelotti  aproveitasse. Atacaram muito pelos corredores, principalmente pelo esquerdo de onde Ronaldo saia para o meio deixando o espaço aberto para Di María explorar (terá jogado mais tempo no corredor lateral que no centro). O Atlético de Madrid não teve problemas em ter a bola em sua posse e jogou em ataque posicional por várias vezes. As dúvidas sobre a condição física de Diego Costa ficaram dissolvidas logo aos 9' quando o mesmo teve de sair lesionado e assim saiu a principal referência do habitual jogo mais direto do Atlético, tornando o contra-ataque menos viável do que seria com o ponta de lança em campo. Quando organizados defensivamente, eram muito agressivos a pressionar quando havia condições para tal e fizeram o Real Madrid trabalhar bastante para conseguir manter a bola. Esta pressão acontecia principalmente nos corredores laterais onde tentavam dar o mínimo de espaço possível para que o Real não conseguisse criar perigo daquela zona. O golo do Atlético acabou por nascer de uma bola parada.

2ª Parte
O Atlético de Madrid começou inevitavelmente a descer as suas linhas, estando a meio da segunda parte já a defender em 4-5-1 com Adrián a descer para fechar no corredor esquerdo e Koke a passar para uma zona mais central, ficando Villa sozinho na frente. Aos 60' Calo Ancelotti arrisca e muda o sistema para 4-4-2 com Di María no lado esquerdo, Bale no direito e Ronaldo no ataque com Benzema. Marcelo veio dar outra dinâmica e eficiência. Esta mudança de sistema acabou por dar mais alguma posse de bola aos adversários uma vez que tinham agora igualdade numérica no meio campo mas ao Atlético cada vez menos interessava a controlar o jogo com bola e cedeu livremente a iniciativa do jogo, controlando o espaço e tempo dos adversários através da ocupação do seu espaço defensivo. Quando o tempo estava quase no final, Sergio Ramos finaliza um cruzamento na sequência de uma bola parada e o Real Madrid consegue o empate nos momentos finais do jogo.

Prolongamento
O Real Madrid volta ao seu sistema de 4-3-3 e apesar de vários jogadores em dificuldades físicas (de ambos os lados) é o Real que parece procurar mais a vitória, dinamizados por Marcelo que foi sempre muito ativo no processo ofensivo. Na segunda parte do prolongamento, Bale faz uma recarga para o golo depois de um grande trabalho de Di María e já se adivinhavam muitas dificuldades para o Atlético conseguir reagir, uma vez que nunca pareceram uma equipa perto do golo em todo o prolongamento. Perto do fim do jogo, já com a equipa de Simeone a arriscar tudo, com jogo direto e muitas unidades na frente, é Marcelo a matar o jogo ao finalizar uma iniciativa individual com um remate à entrada da área, com Courtois a não ficar isento de culpas. No último minuto o Real Madrid ainda beneficia de um penalti que foi aproveitado para Ronaldo aumentar ainda mais o seu record de golos marcados nesta competição.

Substituições
9' - Entra Adrián López para o lugar de Diego Costa. Troca direta com Diego Costa a sair lesionado.
59' - Entram Marcelo e Isco para os lugares de Fábio Coentrão e Khedira. Passam a jogar em 4-4-2 com Marcelo a lateral esquerdo, Isco a médio centro com Modric, Di María a ala esquerdo e Ronaldo no ataque com Benzema.
66' - Entra José Sosa para o lugar de Raúl García. Troca direta.
79' - Entra Álvaro Morata para o lugar de Karim Benzema.
83' - Entra Toby Alderweireld para o lugar de Filipe Luís. Troca direta com Filipe Luís a sair lesionado.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Raúl García (27'), Sergio Ramos (27'), Sami Khedira (45'+1), João Miranda (53'), Juanfran (74'), Koke (86'), Gabi (100'), Marcelo (118'), Cristiano Ronaldo (121') e Raphaël Varane (123').

Assistência: 60.966 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu pouco nublado (17ºC)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Champions League - Arsenal 1 x 2 Dortmund (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
16' - 0x1 (Henrikh Mkhitaryan)
41' - 1x1 (Olivier Giroud)
82' - 1x2 (Robert Lewandowski)

1ª Parte
Apesar de haver muita expectativa à volta deste jogo, esta primeira parte acabou por não o justificar em termos de espectáculo, com um Arsenal muito conservador, defendendo atrás da linha do meio campo e sem pressionar os adversários, esperando apenas por um erro e ofensivamente, os seus jogadores foram sempre muito lentos a decidir, principalmente os 3 médios ofensivos (podemos considerar Wilshere e Rosický mais médios organizadores que extremos) e Ramsey que perderam várias bolas por demorar muito na tomada de decisão, tentando sempre conduzir em vez de jogar rápido. A agravar esta falta de definição por parte dos jogadores do Arsenal, estava uma equipa do Dortmund que pressionava muito forte no seu meio campo defensivo, principalmente depois da 2ª fase de construção do Arsenal, não dando espaço aos médios adversários. O Dortmund gozou de muito espaço para trocar a bola em ataque organizado, conseguindo manter a bola por longos períodos enquanto procuravam espaços para atacar (que não eram muitos devido à defesa compacta do Arsenal) mas também souberam fazer bom uso do contra-ataque para aproveitar as fragilidades do Arsenal nas transições defensivas. O Dortmund consegue marcar depois de uma perda de bola do Arsenal junto à sua própria área e o Arsenal marca depois Giroud aproveitar um desentendimento entre Hummels e Weidenfeller.

2ª Parte
Apesar de não ter havido alterações ao intervalo, o jogo parecia outro neste segundo tempo. O Arsenal aumentou o ritmo de jogo e com os seus jogadores a decidirem mais rápido, passaram a ser a equipa mais perigosa no jogo. Os 3 médios mais ofensivos começaram a jogar ao primeiro toque a aproveitar o envolvimento dos laterais para começar a criar mais perigo no último terço do ataque. O Dortmund teve algumas dificuldades em reagir a esta mudança de atitude dos jogadores adversários. O jogo do Arsenal melhorou ainda mais após a entrada de Cazorla que veio dar ainda mais mobilidade ao seu ataque e consequentemente, outra dinâmica às jogadas ofensivas da sua equipa. Com Mkhitaryan mais apagado, a equipa de Jürgen Klopp ainda faz entrar Hofmann para o seu lugar e entra também Aubameyang para dar mais velocidade aos corredores (talvez apostar ainda mais no contra-ataque) mas foram substituições que pareceram não ter surtido efeitos. Ainda assim, depois do envolvimento do lateral Grosskreutz e consequente cruzamento ao segundo poste, Lewandowski finaliza colocando o Dortmund novamente em vantagem já na reta final do jogo. Arsène Wenger coloca em campo Bendtner para preparar a sua equipa para um jogo mais direto e o Dortmund responde colocando Sokratis Paspatathopoulos, um central de origem, no meio campo, equilibrando a sua equipa no que diz respeito ao jogo aéreo (precavendo algum lance de bola parada contra). Nos minutos finais, o Dortmund aproveitou a ansiedade do Arsenal para tentar chegar ao golo controlando o jogo e mantendo a bola sempre longe da sua baliza.

Substituições
58' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Jack Wilshere. Cazorla fica a jogar como extremo esquerdo, Rosický passa para a posição dez e Özil passa para extremo direito.
66' - Entram Jonas Hofmann e Pierre Aubameyang para os lugares de Henrikh Mkhitaryan e Kuba Blaszczkawski. Trocas diretas.
86' - Entra Nicklas Bendtner para o lugar de Aaron Ramsey. Bendtner fica como extremo esquerdo e Cazorla passa para médio centro.
87' - Entra Sokratis Paspatathopoulos para o lugar de Marco Reus. Hofmann passa para extremo esquerdo, Sahin sobe para a posição dez e Sokratis fica como médio centro. 
89' - Entra Sèrge Gnabry para o lugar de Tomás Rosický. Özil volta para a posição dez e Gnabry fica como extremo direito.


Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Cartões Amarelos: Mats Hummels (22'), Tomás Rosický (51'), Robert Lewandowski (64'), Sven Bender (70') e Mesut Özil (85').

Assistência: 60011 (Emirates Stadium)

Clima: Chuva (12ºC)

sábado, 25 de maio de 2013

Champions League - Dortmund 1 x 2 Bayern Munique (Final)


Marcha no Marcador
60' - 0x1 (Mario Mandzukic)
68' - 1x1 (Ilkay Gündogan)
89' - 1x2 (Arjen Robben)

1ª Parte
Ambas as equipas estiveram muito pressionantes nas transições defensivas e isso resultou num grande número de turnovers, com um jogo muito disputado mas sem grandes oportunidades. O Bayern Munique jogou em ataque posicional e teve por isso uma maior percentagem de posse da bola mas acabou por ter menos remates que o Dortmund (apesar de terem tido as melhores oportunidades de golo), que jogou predominantemente em contra-ataque. Ainda assim o realce vai para a ação defensiva da equipa do Dortmund que tentou claramente impedir que os centrais conseguissem prosseguir com bola com Reus e Lewandowski a posicionarem-se sempre de forma a dificultar a ação com bola de Boateng e Dante. Isto fez com que o Bayern Munique tivesse dificuldades em criar desequilíbrios pelo corredor central, com a equipa a também não conseguir desequilibrar pelos corredores laterais graças à grande disponibilidade defensiva dos extremos do Dortmund que ajudaram sempre que foi preciso os respetivos laterais. Por tudo isto, as melhores oportunidades criadas pelo Bayern Munique surgiram de transições ofensivas. Com o decorrer do jogo, começamos a ver Schweinsteiger a surgir em posições mais recuadas para fazer o transporte de bola que muitas vezes é feito pelos centrais, de forma a desequilibrar a estrutura do Dortmund.

2ª Parte
Com o passar dos minutos, o jogo começa a ficar um pouco mais partido e mais disputado. A primeira substituição só surgiu aos 90' o que mostrou que ambos os técnicos estavam satisfeitos com as respetivas equipas e ambos sentiam que dado o equilíbrio do jogo, era bastante provável que o jogo seguisse para prolongamento e quiseram poupar as substituições para esse período. O momento chave foi naturalmente o golo de Robben que aconteceu após ambos os extremos entrarem na zona central e combinarem entre si, usando a sua grande qualidade para 'destruir' a defesa do Dortmund e marcarem o golo da vitória. Jürgen Klopp ainda coloca mais um avançado para os minutos finais (com Hummels a também subir em algumas situações ofensivas) mas não foi suficiente para alterar o rumo do jogo.

Substituições
91' - Entra Julian Schieber para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Piszczek passa a fazer todo o corredor direito e o Dortmund passa a jogar com dois pontas de lança, Schieber e Lewandowski.
91' - Entra Nuri Sahin para o lugar de Sven Bender. Troca direta.
91' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez, Schweinsteiger sobre para a posição dez e Müller passa para extremo direito.
94' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Dante (29'), Franck Ribéry (73') e Kevin Grosskreutz (73').

Assistência: 86298 (Wembley Stadium)                                                                                   

Clima: Céu limpo (14ºC)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Champions League - Dortmund 4 x 1 Real Madrid (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
8' - 1x0 (Robert Lewandowski)
43' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
50' - 2x1 (Robert Lewandowski)
55' - 3x1 (Robert Lewandowski)
67' - 4x1 (Robert Lewandowski)

1ª Parte
No processo ofensivo, o Dortmund jogava em ataque posicional, com uma equipa direcionada para atacar preferencialmente pelos corredores laterais com os laterais muito subidos (eram os médios centro que asseguravam as linhas de passe curto aos centrais). O Real Madrid defendei no seu meio campo, tentando fazer com que a equipa adversária subisse no terreno para explorar o contra-ataque após a recuperação da bola mas a ação defensiva do Dortmund limitou muito a eficiência da estratégia de José Mourinho uma vez que após a perda eram muito rápidos a recuperar a sua posição defensiva, criando logo duas linhas de quatro jogadores que ficavam muito compactas no seu meio campo defensivo. O Real Madrid também foi vítima da desinspiração de Modric na posição dez, tendo falhado várias receções, mostrando muitas dificuldades em construir jogo dentro do bloco defensivo do Bayern Munique. Os golos de ambas as equipas confirmaram as respetivas estratégias com o Dortmund a marcar após cruzamento do corredor esquerdo e o Real Madrid a concretizar um contra-ataque por intermédio de Cristiano Ronaldo.

2ª Parte
Ao intervalo, José Mourinho colocou Özil na posição dez e passou Modric para o lado direito. A capacidade de manter a bola melhorou com Özil a mostrar-se mais confiante nas intervenções sobre a bola. Jürgen Klopp manteve o seu sistema tático inalterável até ao final, trocando apenas os jogadores já perto do final do jogo com o objetivo de quebrar o ritmo do jogo e dar mais consistência defensiva (entrada de Khel). Num jogo relativamente equilibrado, o Real Madrid poderá queixar-se de si próprio com os 3 golos do Dortmund a nascerem de um mau alívio, uma interceção falhada e um penalti, com Lewandowski a mostrar uma eficácia de classe mundial. O Real Madrid tentou tudo, passando para 1-4-4-2 (abdicou da posição dez para ficar com mais um ponta de lança), depois para um 1-4-1-3-2 (retirou um médio centro para ficar com um médio mais ofensivo) e já nos minutos finais, foi Sergio Ramos que passou para ponta de lança de forma a explorar o jogo direto para a área.

Substituições
68' - Entra Karim Benzema para o lugar de Gonzalo Higuaín. Troca direta.
68' - Entra Ángel Di María para o lugar de Luka Modric. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ronaldo a passar para ponta de lança e Di María a ficar  no corredor esquerdo.
80' - Entra Kaká para o lugar de Xabi Alonso. Passam a joga em 1-4-1-3-2 com Khedira a ficar como médio defensivo e Kaká como médio mais ofensivo.
82' - Entra Sebastian Khel para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Khel fica como médio centro, Götze passa para o lado direito e Gündogan sobe para a posição dez.
83' - Entra Kevin Grosskreutz para o lugar de Lukasz Piszczek. Troca direta.
92' - Entra Julian Schieber para o lugar de Ilkay Gündogan. Troca direta.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Sami Khedira (53'), Mesut Özil (64'), Robert Lewandowski (70') e Sergio Ramos (92').

Assistência: 65829 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu pouco nublado (16ºC)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Champions League - Bayern Munique 4 x 0 Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
25' - 1x0 (Thomas Müller)
49' - 2x0 (Mario Gómez)
73' - 3x0 (Arjen Robber)
82' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
Logo no pontapé de saída deu para ver um aspeto que pode ter sido uma boa estratégia por parte do Bayern Munique. Com o céu limpo, o centro do terreno estava encharcado, zona do campo muito utilizada pelo Barcelona na construção de jogo, com a equipa da casa a apostar habitualmente mais pelos corredores laterais. Jupp Heynckes tentou assim controlar o jogo do Barcelona logo à partida durante o início do jogo (uma vez que a drenagem do campo resolveu o assunto ainda antes do intervalo). O Barcelona foi igual a si próprio, jogando em ataque posicional, trocando muito a bola pelo meio campo mas mostrando muitas dificuldades em chegar ao último terço, por culpa da excelente ação defensiva do Bayern. Enquanto os médios Müller, Schweinsteiger, e Javi Martínez mostravam uma grande preocupação em pressionar os médios do Barcelona quando estes recebiam a bola (raramente pressionavam os centrais sabendo que estes não iriam criar grandes desequilíbrios), também Mario Gómez foi muito importante defensivamente, fechando muitas vezes o espaço de Busquets, limitando muito a fluidez do jogo do Barcelona e obrigando os adversários a correr mais para criar linhas de passe. Por várias vezes vimos todo o meio campo do Bayern concentrado num dos lados do campo (deixando apenas o extremo contrário a fazer equilíbrio do outro lado) onde o Barcelona tinha a bola, sabendo de antemão que os jogadores adversários jogam sempre muito próximos no processo ofensivo A falta de eficiência na construção de jogo do Barcelona notou-se quando Messi começou a descer até ao meio campo para receber a bola, sinal habitual sua frustração quando não é solicitado em zonas mais ofensivas. O Bayern chegou à vantagem num dos seus pontos fortes já esperados relativamente ao Barcelona, as bolas paradas (canto).

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Bayern consegue marcar cedo, uma vez mais através de canto. O jogo mantinha-se da mesma forma, o Barcelona com mais posse de bola mas sempre inconsequente, com Neuer a ter um jogo descansado enquanto os seus colegas mantinham o Barcelona longe da sua baliza. Jupp Heynckes é o primeiro treinador a mexer, fazendo uma reestruturação do meio campo habitual em situações de vantagem, com Luiz Gustavo a entrar para o lado de Martínez e Schweinsteiger a subir para a posição dez. Minutos depois desta troca, o Bayern faz o terceiro golo num contra-ataque e decide desde logo o jogo a favor da sua equipa. A partir daí, Jupp Heynckes foi gerindo a sua equipa (dá tempo de jogo a Pizarro e Shaqiri) e Tito Vilanova coloca em campo aquela que parecia ser a única alternativa viável que tinha no banco, David Villa, sem que este trouxesse efeitos práticos. Este foi um jogo estranhamente tranquilo para o Bayern Munique, onde ao controlar o meio campo do Barcelona, conseguiu também anular Messi que sem conseguir ser solicitado pelos colegas, passou ao lado do jogo.

Substituições
71' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Mario Gómez. Luiz Gustavo fica a médio centro, Schweinsteiger passa para a posição dez e Müller sobe para ponta de lança.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sánchez. Messi passa para o lado direito e Villa fica a jogar a ponta de lança.
89' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Gómez (37'), Marc Bartra (39'), Javi Martínez (46'), Alexis Sánchez (86'), Bastian Schweinsteiger (87'), Jordi Alba (89') e Andrés Iniesta (92').

Assistência: 68000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (16ºC)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Champions League - Juventus 0 x 2 Bayern Munique (Quartos de Final - 2ª Mão)


Marcha no Marcador
64' - 0x1 (Mario Mandzukic)
91' - 0x2 (Claudio Pizarro)

1ª Parte
Ambas as equipas jogavam em ataque posicional, a única diferença na eficácia do seu jogo apoiado residia na ação ofensiva do adversário. O Bayern Munique pressionava a todo o campo, com os jogadores da frente a serem particularmente assertivos nestas ações, o que dificultava muito o processo ofensivo da Juventus. Por outro lado, a Juventus também tentava pressionar o Bayern (a desvantagem na eliminatória obrigava a isso) mas o seu sistema tático era propenso a desequilíbrios ofensivos caso esta pressão fosse feita em zonas muito avançadas no terreno. Jogando com 3 centrais contra uma equipa onde os extremos são os principais desequilibradores, dificulta muito a subida dos alas que são obrigados a defender. Ainda assim, por várias vezes, o Bayern trocou a bola a toda a largura com o objetivo de atrair a equipa adversária (para desposicionar os alas) de forma a encontrar espaço para lançar os extremos no corredor lateral, obrigando um dos centrais a ir ao seu encontro e fragilizando a equipa adversária na zona de finalização. Ribéry assumiu uma importância vital no jogo do Bayern, tendo aparecido várias vezes em zonas centrais para criar superioridade numérica no meio campo, impedindo qualquer tentativa da equipa adversária de realizar marcações individuais, dando sempre muito espaço aos seus colegas para jogar. Shcweinsteiger também mostrou muita mobilidade, dando uma grande dinâmica ofensiva à sua equipa. Na Juventus, era natural a procura dos corredores laterais para atacar mas Alaba e Lahm raramente se deixam surpreender e foi preciso os médios Marchisio e Pogba virem ajudar os seus alas a criar desequilíbrios.

2ª Parte
Apenas aos 66' (2' depois de terem sofrido golo) é que Antonio Conte mexe na equipa colocando Matri por Quagliarella. As outras duas substituições de Conte foram também trocas diretas e apesar de manter o mesmo sistema tático, tendo de marcar dois golos para igualar a eliminatória, pode ser criticado por excesso de conservadorismo mas da forma que o Bayern estava a jogar, era difícil retirar um jogador fosse de que setor fosse para colocar mais um atacante, uma vez que corria o risco de desequilibrar por completo a sua equipa em fase defensiva. Jupp Heynckes, como é habitual, deixou as alterações para o fim do jogo, sendo que a primeira foi feita apenas aos 80' e foi talvez a mais controversa, colocando um jogador em risco de suspensão caso visse um cartão, por troca com Ribéry tendo inclusive um extremo no banco. Poderia até ter a intenção de procurar o cartão para esse jogador para o 'limpar' para a 2ª mão mas apesar de ser bastante arriscado, o jogador não viu o cartão. De resto, o jogo não foi mais que a gestão dos jogadores do Bayern e o tentar o golo de honra por parte da Juventus uma vez que a eliminatória, da forma que o jogo corria, já estava decidida desde o golo de Mandzukic.

Substituições
35' - Entra Jérôme Boateng para o lugar de Daniel van Buyten. Troca direta com Van Buyten a sair lesionado.
66' - Entra Alessandro Matri para o lugar de Fabio Quagliarella. Troca direta.
69' - Entra Mauricio Isla para o lugar de Simone Padoin. Troca direta.
79' - Entra Emanuele Giaccherini para o lugar de Claudio Marchisio. Troca direta.
80' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Franck Ribéry. Müller passa para o lado esquerdo, Schweinsteiger fica na posição dez e Luiz Gustavo vai para médio centro.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Velasco Carballo (Espanha)

Cartões Amarelos: Mario Mandzukic (7') e Leonardo Bonucci (13').

Assistência: 40823 (Juventus)

Clima: Céu limpo (13ºC)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Champions League - Real Madrid 3 x 0 Galatasaray (Quartos de Final - 1ª Mão)

Marcha no Marcador
9' - 1x0 (Cristiano Ronaldo)
29' - 2x0 (Karim Benzema)
73' - 3x0 (Gonzalo Higuaín)

1ª Parte
O Real Madrid apostou muito nas transições ofensivas, aproveitando o facto do Galatasaray deixar poucos elementos atrás em organização ofensiva onde os laterais subiam no terreno para dar solução nos corredores laterais, uma vez que o sistema tático da equipa obrigava os médios ala a procurarem jogo interior. Sneijder assumia um posicionamento muito ofensivo (quase como terceiro avançado) e Filipe Melo ficava por vezes sozinho no corredor central. Benzema foi bastante importante na manobra ofensiva do Real Madrid, onde a sua equipa procurou bastantes passes de rutura e ele tentou jogar sempre no limite do fora de jogo, aproveitando os espaços vazios nas transições, tentando também arrastar os centrais para a entrada dos seus colegas. A equipa do Galatasaray tentou várias vezes jogar rápido para os dois avançados mas também por várias vezes jogou em ataque posicional. Esta facilidade que o Galatasaray teve para subir no terreno com bola controlada poderá ter sido uma nuance estratégica de José Mourinho, permitindo a equipa adversária subir no terreno para poder potenciar as transições ofensivas. Defensivamente, o Real Madrid só se mostrava mais assertivo na pressão quando a bola chegava a Drogba, Yilmaz ou Sneijder. Ainda menos assertivos foram os jogadores do Galatasaray que também jogaram bastante recuados mas eram muito permissivos perante os jogadores do Real Madrid.

2ª Parte
Fatih Terim alterou o seu sistema tático, passando a jogar em 1-3-5-2 onde a entrada de Gökhan Zan por Sneijder significou que o Galatasaray abdicou do jogador na posição dez introduzindo mais um central, permitindo a subida dos laterais. O que poderia parecer uma substituição defensiva, acabou por ser um risco ao colocar a sua defesa em igualdade numérica com o trio ofensivo do Real Madrid, por outro lado tentava assim fechar mais as unidades da defesa para impedir passes de rutura por entre os centrais. Foi uma substituição que acabou por cumprir em termos defensivos, uma vez que o Real Madrid só marcou de livre indireto. Nas restantes substituições do Galatasaray, de salientar a entrada de Bulut que era mais um avançado a mostrar a ambição de Fatih Terim. As substituições de Mourinho foram as habituais, excepto a entrada de Pepe por Di María que teve o intuito de dar mais consistência defensiva ao meio campo, de forma a segurar o excelente resultado que tinha sido conseguido até então.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Benzema foi muito importante nas suas movimentações, tendo criado muitas dificuldades aos centrais adversários e aparecendo sempre no espaço vazio nos corredores laterais.
No Galatasaray, Drogba esteve muito ativo, tendo sido o avançado mais solicitado.

Substituições
Int - Entra Gökhan Zan para o lugar de Wesley Sneijder. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Gökhan a ficar como central e os laterais Riera e Eboué a assumirem todo o corredor lateral.
65' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
78' - Entra Umut Bulut para o lugar de Hamit Altintop. Passam a jogar em 1-3-4-3 com Filipe Melo e Inan a ficarem como médios centro e Bulut a ser o terceiro avançado.
80' - Entra Luka Modric para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
83' - Entra Nordin Amrabat para o lugar de Albert Riera. Troca direta.
86' - Entra Pepe para o lugar de Ángel Di María. Modric passa a jogar como extremo direito, Pepe a médio centro e Khedira fica como médio mais ofensivo.


Árbitro: Svein Oddvar Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Dany Nounkeu (40'), Filipe Melo (71'), Burak Yilmaz (78'), Micahel Essien (84'), Didier Drogba (88'), Sergio Ramos (90') e Luka Modric (92').

Assistência: 76462 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (8ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Milan x Barcelona (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
57' - 1x0 (Kevin-Prince Boateng)
81' - 2x0 (Sulley Muntari)

1ª Parte
O Milan entrou em campo com uma postura bastante conservadora, defendendo no seu próprio meio campo e dando toda a iniciativa de jogo ao Barcelona, tentando só pressionar quando a bola entrava dentro da sua estrutura defensiva ou nas transições defensivas, quando havia boas condições para recuperar a bola. Apesar disto, a sua linha defensiva tinha a preocupação de subir ligeiramente para reduzir os espaços entre os setores de jogo, de forma a compactar a equipa e reduzir os espaços para a equipa adversária. Eles sabiam que não havia hipóteses de anular individualmente os jogadores do Barcelona pelo que Allegri foi inteligente em criar uma estratégia que anulasse não os jogadores mas a equipa no seu todo. Durante o processo defensivo, apenas subiam no terreno para impedir a 1ª fase de construção nos pontapés de baliza, obrigando sempre Valdés a bater longo para o meio campo, onde o Milan sabia que tinha superioridade nas bolas divididas. O seu processo ofensivo resumiu-se a lançamentos para contra-ataque procurando os extremos no espaço ou Pazzini no pé que distribuía depois para os extremos ou jogava no apoio frontal para que o médio lançasse nos corredores laterais.
O Barcelona jogou sempre curto e apoiado como de costume, assumindo o controlo da bola como era esperado mas teve sempre muitas dificuldades em chegar à zona de finalização. Fàbregas não teve a influência que se esperava no meio campo e Iniesta acabou por ficar muito longe da ação jogando como extremo esquerdo. Messi viu-se sempre obrigado a descer para perto de Busquets para conseguir receber a bola o que reduzia o número de homens no ataque do Barcelona. Apesar das constantes variações do corredor de jogo, nunca conseguiram desmembrar a defesa do Milan que se mostrou sempre muito organizada e raramente se deixava iludir com a mobilidade dos jogadores do Barcelona. Nas transições defensivas foram muito pressionantes, em organização defensiva, nem tanto. Ficou a ideia que o Milan não teve mais posse de bola porque não quis, uma vez que todas as ações ofensivas tinham o claro objetivo de ser resolvidas o mais depressa possível.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma numa altura que parecia que o empate interessava a ambas as partes até que aos 57' o Milan marcou no seguimento de um livre. A partir daqui o Barcelona aumentou a sua pressão quando não tinha a bola mas a verdade é que ao Milan continuava a não interessar ter a bola uma vez que a estratégia se mantinha a mesma e as dificuldades do Barcelona também. O Barcelona começa por colocar Sánchez retirando Fàbregas e colocando Iniesta no meio, uma troca que já era esperada à algum tempo mas que não teve efeitos práticos. Mais feliz foi o Milan com a entrada de Niang que era mais um trunfo para o contra-ataque (devido à sua velocidade) que acabou por dar frutos 6 minutos mais tarde ao estar ligado ao 2º golo do jogo. Já perto do fim, mais duas substituições com Traoré a render El Shaarawy que já tinha dado sinais de queixas a nível físico e Mascherano a entrar para o lugar de Puyol que estava a sangrar após um golpe feito vários minutos antes. Apesar do Milan ter tido pouco tempo a bola, deu ideia de estar sempre a controlar o jogo, mantendo o Barcelona onde interessava, longe da baliza de Abbiati.

Jogadores-Chave
No Milan, El Shaarawy e Boateng foram sempre muito perigosos nos contra-ataques e eram claramente os homens mais influentes do ataque. Numa equipa em que foram raros os erros defensivos, destaque para Montolivo e Muntari que foram muito importantes a fechar o corredor central, pressionando bem os médios adversários sempre que estes se preparavam para receber a bola.
No Barcelona não houve grandes destaques, tal como não houve grandes oportunidades de golo.

Substituições
62' - Entra Alexis Sánchez para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta passa para interior esquerdo e Alexis fica a jogar a extremo esquerdo.
75' - Entra M'Baye Niang para o lugar de Giampaolo Pazzini. Troca direta.
88' - Entra Bakaye Traoré para o lugar de Stephan El Shaarawy. Troca direta.
88' - Entra Javier Mascherano para o lugar de Carles Puyol. Troca direta com Puyol a sair devido a um corte na cabeça.


Árbitro: Craig Thomson (Escócia)

Cartões Amarelos: Philippe Mexès (25'), Sergio Busquets (54'), Gerard Piqué (57') e Bakaye Traoré (91').

Assistência: 79532 (Giuseppe Meazza)

Clima: Céu nublado (2ºC)

Champions League - Arsenal x Bayern Munique (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
7' - 0x1 (Toni Kroos)
21' - 0x2 (Thomas Müller)
55' - 1x2 (Lukas Podolski)
77' - 1x3 (Mario Mandzukic)

1ª Parte
O posicionamento de Walcott na frente de ataque poderia indicar uma estratégia de contra-ataque por parte do Arsenal mas estes mantiveram-se fieis àquilo que costuma ser o seu jogo, com um futebol muito apoiado, arriscando pouco passes longos para o último terço, tentando atacar só na certa. Tiveram várias dificuldades em entrar na estrutura defensiva do Bayern, com os jogadores a não mostrarem a mobilidade suficiente para quebrar a organização defensiva adversária. Sem bola, foram um pouco passivos, defendendo no seu próprio meio campo e dando alguma espaço aos adversários para trocarem a bola. Pressionavam poucas vezes.
O Bayern Munique também defendeu no seu próprio meio campo durante a maior parte do tempo, com uma grande preocupação em fechar as linhas de passe interiores quando a bola estava na defesa adversária. Mandzukic e Kroos foram muito importantes em fechar o corredor lateral, com os dois médios centro e cobrirem rapidamente os médios adversários e os extremos a caírem rapidamente em cima dos laterais mal estes recebiam a bola. Apesar de não terem sido muito pressionantes (apenas o eram nas transições defensivas), estiveram muito bem organizados e conseguiram assim controlar o adversário mesmo quando não tinham a bola. Tal como o Arsenal, também jogaram em ataque posicional com os jogadores da frente a mostraram muita mobilidade com várias desmarcações com vista a abrir espaços para os colegas, com este aspecto a funcionar muito bem com a entrada dos extremos para o corredor central para abrir espaço para a entrada do lateral no corredor.

2º Parte
O Bayern Munique desce mais as linhas e deixa de pressionar tanto o adversário com bola, o que permite ao Arsenal assumir um maior controlo do jogo. Através de um canto, o Arsenal reduz a desvantagem e minutos mais tarde, Jupp Heynckes coloca Robben no lugar de Ribéry (minutos mais tarde trocou de corredor com Müller) que esteve muito apagado durante todo o jogo, talvez na tentativa de reavivar o ataque da sua equipa. Quanto ao Arsène Wenger, só aos 71' mexeu na equipa mas fez-lo claramente para melhor. Apesar de Rosický ter entrado para o lugar de Ramsey, foi a entrada de Giroud que teve mais impacto no jogo com Walcott (não teve qualquer eficácia ou eficiência como ponta de lança) a passar para o lado direito (onde se sente mais à vontade) e Cazorla a passar para o lado esquerdo (facilita os movimentos interiores que ele faz tão bem). Logo alguns minutos depois, Giroud tem uma oportunidade de golo flagrante após cruzamento de Walcott, com o remate forte a ir diretamente para Neuer. Ficou a sensação que com Giroud naquela posição desde o início do jogo (com Walcott no corredor) o Arsenal poderia ter tido mais oportunidades que aquelas que teve até então. Com Heynckes a ver o domínio do Arsenal desde o início da 2ª parte, decide reforçar a sua equipa defensivamente com a entrada de Luiz Gustavo. Ainda colocou Mario Gómez por Mandzukic mas por esta altura já o Bayern vencia por 1-3 e esta substituição acabou por não ter grandes efeitos práticos uma vez que a prioridade nos últimos minutos era defender o resultado.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Wilshere talvez tenha sido o melhor em campo, mostrando sempre uma grande capacidade técnica.
No Bayern Munique, Lahm e Müller estiveram muito bem no corredor direito, com Robben mais tarde a ser também muito eficiente nesse mesmo corredor. Javi Martínez também teve uma importância fulcral nos equilíbrios da sua equipa.

Substituições
63' - Entra Arjen Robben para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.
71' - Entra Tomás Rosický para o lugar de Aaron Ramsey. Troca direta.
72' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Lukas Podolski. Giroud fica como ponta de lança, Walcott passa para extremo direito e Cazorla para extremo esquerdo.
73' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Toni Kroos. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez e Schweinsteiger sobre para a posição dez.
79' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Thomas Vermaelen (15'), Bacary Sagna (23'), Mikel Arteta (24'), Bastian Schweinsteiger (36'), Thomas Müller (58'), Lukas Podolski (66'), Aaron Ramsey (67') e Philipp Lahm (90').

Assistência: 59974 (Emirates Stadium)

Clima: Céu limpo (3ºC)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Champions League - Real Madrid x Manchester United (Oitavos de Final - 1ª Mão)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional com a clara intenção de controlar o jogo. Jogaram com as linhas subidas, sempre com vários jogadores a darem opções ao portador da bola e mantendo-a sempre em andamento, procurando várias desmarcações ofensivas onde os jogadores mais adiantados mostraram sempre muita mobilidade, trocando de posições com algum 'à vontade' onde Khedira também subiu bastante sempre com uma atitude incisiva no processo ofensivo. As transições ofensivas também foram bastante valorizadas sempre que as mesmas eram viáveis. No último terço conseguiram alguns desequilíbrios com esta dinâmica. Sem bola tiveram também uma atitude muito positiva, pressionando sempre muito alto, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, com os jogadores do setor ofensivo a terem um papel muito importante e desempenhando esta função de forma bastante eficaz. Para além da excelente coordenação e atitude dos jogadores na ação defensiva, também se notou a preocupação da equipa tentar impedir a 1ª fase de construção do Manchester United uma vez que De Gea tentava sempre que possível jogar curto.
O Manchester United jogou com um bloco defensivo bastante recuado, com os setores defensivo e médio muito próximos, defendendo sempre dentro do seu próprio meio campo onde Van Persie e Kagawa não assumiam grandes responsabilidades nas ações de recuperação da bola. Ofensivamente, e por força da forte pressão do Real Madrid, tentaram várias vezes sair em contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento da equipa adversária. Apesar disso, tentavam tanto quanto possível construir o jogo desde trás. Os laterais, por força das prioridades defensivas do United (sempre se mostrou confortável com o empate), nunca se aventuraram muito no ataque e os médios ala não se mostraram eficazes nos lances ofensivo, com Rooney a estar apagado no jogo e a ser obrigado a recuar muito no terreno para acompanhar o Fábio Coentrão.

2ª Parte
Não houve susbtituições ao intervalo mas Kagawa passa a jogar do lado esquerdo com Welbeck a passar para a posição dez. O Manchester United passou a jogar mais recuado no terreno, assumindo claramente que queria manter o resultado, deixando a possibilidade de marcar em aberto através de ações de contra-ataque e talvez por isso Welbeck tenha passado para o meio, numa forma de aproveitar a sua velocidade numa posição mais central. Aos 60', Fergunson coloca Valencia no lado direito e faz Rooney voltar à posição em que está mais habituado a jogar. Esta foi uma clara aposta em reforçar a sua estratégia de contra-ataque colocando um jogador muito veloz no corredor esquerdo do Real Madrid, que era o mais ofensivo e como tal o que poderia abrir mais espaços para serem explorados. José Mourinho, para além da habitual troca de pontas de lança, colocou Modric na posição dez, que mostrou mais mobilidade que Özil e trouxe mais energia e velocidade (na posse da bola) ao jogo ofensivo do Real. A entrada de Pepe (render Xabi Alonso que não estava a 100% e dar também alguns minutos na recuperação competitiva de Pepe) e de Anderson (troca por Rooney para dar mais consistência defensiva no meio campo) não trouxeram nada de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Fábio Coentrão conseguiu criar algumas oportunidades de golo aproveitando a liberdade causada pelas corridas desde trás.
No Manchester United, David de Gea fez um grande jogo com um conjunto de defesas de elevado grau de dificuldade.

Marcha no Marcador
20' - 0x1 (Danny Welbeck)
30' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
60' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
64' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Shinji Kagawa. Troca direta.
73' - Entra Antonio Valencia para o lugar de Danny Welbeck. Valencia fica a médio ala direito e Rooney passa para a posição dez.
75' - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Özil passa para extremo direito e Modric joga na posição dez.
84' - Entra Pepe para o lugar de Xabi Alonso. Troca direta.
84' - Entra Anderson para o lugar de Wayne Rooney. Troca direta.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robin van Persie (5'), Rafael da Silva (40') e Antonio Valencia (88').

Assistência: 79429 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (10ºC)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Champions League - Barcelona x Benfica (6ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou com o habitual ataque posicional, apesar de bastante condicionado pela ação defensiva do Benfica. Tentaram construir sempre desde a sua linha defensiva, jogando sempre curto e com os jogadores do meio campo a mostrarem muita mobilidade para que a equipa não tivesse de bater longo para o ataque. Normalmente Pinto batia sempre para um dos médios centro quando não tinha alternativas na linha defensiva. Os avançados também mostraram muita mobilidade com os extremos (principalmente Rafinha) a procurarem muito as zonas interiores. Os laterais não subiram tanto como habitual. No último terço, procuraram muitas vezes passes rasteiros de rutura de forma a isolar um dos avançados. Foram pressionantes mas não de uma forma muito assertiva, permitindo várias vezes que o Benfica resolvesse as situações de pressão adversária.
O Benfica foi muito assertivo defensivamente, nunca permitindo que o Barcelona conseguisse sair confortavelmente com passe curto na 1ª fase de construção. Os pontas de lança encostavam nos centrais e André Gomes ficava sempre perto de Song. Jogaram também com a linha defensiva alta de forma a compactar a equipa e a dar mais eficiência à pressão no meio campo ofensivo. Atuaram com a defesa em linha que mostrou uma coordenação muito boa. Ofensivamente tentaram sempre contra-atacar, havendo sempre muita gente disponível para subir no terreno e dar soluções na 3ª fase de construção. Tentaram sempre aproveitar a subida da linha defensiva adversária para lançar os seus jogadores em velocidade.

2ª Parte
O segundo tempo foi caracterizado por uma clara subida de rendimento do Barcelona que conseguiu controlar melhor o jogo e anular mais eficazmente os lançamentos do Benfica para contra-ataque. Isto pode também ter sido consequência de um desgaste dos jogadores do Benfica cuja estratégia os obrigou a muitos sprints na primeira parte. Apesar do domínio do jogo, só após a entrada de Messi é que o Barcelona se tornou mais perigoso com a bola a chegar mais vezes à baliza do Benfica. As substituições de Jorge Jesus acabaram por não trazer nada de novo à equipa com Bruno César a não ser capaz de desequilibrar (quer como segundo avançado, quer como extremo) e as entradas de Cardozo e Almeida (visaram uma alteração do sistema tático) a significar que o Benfica tinha deixado de ser uma ameaça no contra-ataque, arma através da qual tiveram as melhores e únicas oportunidades de golo. O Barcelona ainda jogou cerca de 10' com dez jogadores após a lesão de Messi mas nem assim perdeu o controlo do jogo. Nos minutos finais, referência a colocação de Luisão no ataque com Matic a descer para central, ficando o Benfica a jogar em 1-4-4-2.

Jogadores-Chave
No Barcelona, apesar do reduzido tempo em jogo, foi Messi quem tornou a equipa mais perigosa e o Benfica teve muitas dificuldades em travar as suas ações ofensivas.
No Benfica, Garay foi provavelmente um dos melhores jogadores em campo com excelentes intervenções defensivas.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
58' - Entra Lionel Messi para o lugar de Rafinha. Villa passa para extremo direito e Messi fica como ponta de lança.
63' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Bruno César fica como segundo avançado e Rodrigo passa para extremo esquerdo.
66' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Troca direta com Piqué a jogar descaído para a direita e Puyol para a esquerda.
74' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
74' - Entra André Almeida para o lugar de Rodrigo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com André Almeida no meio com Matic, André Gomes na posição dez (bastante recuado) e Bruno César a extremo esquerdo. 
78' - Entra Gerard Deulofeu para o lugar de Cristian Tello. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Nolito (43'), Rafinha (49'), Ezequiel Garay (56'), Luisão (59'), Adriano (60') e Nemanja Matic (78').

Assistência: 50659 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (10ºC)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Champions League - Manchester City x Real Madrid (5ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Manchester City não pressionava em organização defensiva optando por fechar os espaços aos atacantes do Real Madrid, no entanto faziam-no nas transições defensivas com os jogadores mais adiantados a pressionarem rapidamente o portador da bola. Ofensivamente jogaram um misto de ataque posicional com ataque rápido, sendo que as bolas longas eram por vezes a solução à pressão adversária. Aos 25', após um início de jogo muito pobre tanto defensivamente como ofensivamente, Mancini altera o sistema de jogo para o habitual 1-4-2-3-1 com Zabaleta a passar para lateral esquerdo, Kolarov sobe para extremo esquerdo e Silva passa para extremo direito com Agüero a ficar atrás de Dzeko. Isto aconteceu uma vez que faltavam homens no meio campo para condicionar a fase ofensiva do adversário.
O Real Madrid jogou muito pressionante, não dando espaço aos centrais adversários para concretizarem de forma tranquila a 2ª fase de construção. Em organização defensiva, Di María descia muito no corredor para fechar o corredor do Kolarov, uma vez que Arbeloa tinha de fechar muitas vezes no corredor central para ajudar os dois centrais na ameaça dos dois pontas de lança do Manchester City. Atacaram em ataque posicional, jogando sempre apoiado e gozando de muito espaço para trocar a bola enquanto o City jogou com 3 centrais. Conseguiram muito bem sair de zonas de pressão devido à grande entreajuda dos jogadores, aparecendo sempre soluções ao portador da bola. Notou-se a preocupação dos cruzamentos do lado direito (Di María) procurarem sempre o segundo poste (zona de Zabaleta) que era o defesa mais fraco no jogo aéreo, com Bezema a atacar a bola sempre vindo dessa zona (aconteceu assim o primeiro golo).

2ª Parte
De forma a consolidar o seu sistema de 1-4-2-3-1, Mancini coloca Javi García, libertando Nasri para funções mais ofensivas. De certa forma, acabou por ser uma troca acertada uma vez que o City se tornou mais perigoso, com um ataque de grande mobilidade onde nenhum dos extremos o era verdadeiramente (ambos procuram zonas interiores) e o seu médio ofensivo estava constantemente a procurar espaços nos corredores laterais. Tornaram-se assim mais imprevisíveis no processo ofensivo e ao mesmo tempo conseguiram uma maior consistência defensiva com um meio campo muito forte fisicamente e mais posicional. Ronaldo vinha mostrando muita confiança nas suas ações e eram frequentes os desequilíbrios criados por ele à equipa adversária. Com a entrada de Callejón, Ronaldo passa para a posição dez sendo que raramente se fixava nessa posição, basculando sempre para ambos os corredores laterais o que fez com que os dois médios centro do City nunca tivessem ninguém para marcar. Mourinho tentava assim anular a vantagem defensiva nesse sector. Com a expulsão de Arbeloa, O Real Madrid coloca Varane a defesa direito e Ronaldo passa a jogar a ponta de lança. Este resultado servia ao Real Madrid que assegurava o apuramento (apesar de ser em 2º lugar) e aos 90', Mourinho mostra as suas intenções de manter o resultado colocando mais um médio defensivo.

Jogadores-Chave
No Mancheste City, Maicon foi muito consistente nas subidas pelo corredor direito, conseguindo alguns cruzamentos aproveitando a ausência de Silva que ia muitas vezes para o meio.
No Real Madrid, Ronaldo e Di María estiveram muito bem, cada um no seu papel.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Karim Benzema)
73' - 1x1 (Kun Agüero)

Substituições
Int - Entra Javi García para o lugar de Aleksandar Kolarov. Javi García joga ao lado de Touré e Nasri passa para extremo esquerdo.
60' - Entra Carlos Tévez para o lugar de Samir Nasri. Passam a jogar praticamente em 1-4-2-4 com Tévez a ponta de lança juntamente com Dzeko e Agüero a passar para o lado esquerdo.
68' - Entra José Callejón para o lugar de Luka Modric. Callejón fica como extremo esquerdo e Ronaldo vem para a posição dez.
75' - Entra Raphaël Varane para o lugar de Karim Benzema. Varane fica como lateral direito e Ronaldo como ponta de lança.
88' - Entra James Milner para o lugar de Kun Agüero. Troca direta.
90' - Entra Raúl Albiol para o lugar de Ángel Di María. Passam a jogar em 1-4-3-2 com Albio no meio campo entre Alonso e Khedira, Ronaldo na frente com Callejón.


Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)

Cartões Amarelos: Yaya Touré (29'), Álvaro Arbeloa (32' e 73'), Maicon (40'), Xabi Alonso (48'), Samir Nasri (53'), Pablo Zabaleta (58'), Sergio Ramos (61') e Javi García (95').

Cartão Vermelho: Álvaro Arbeloa (73').

Assistência: 45740 (Etihad Stadium)

Clima: Céu limpo (6ºC)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champions League - Braga x Manchester United (4ª Jornada)

1ª Parte
O Braga jogou em ataque posicional, partindo em contra-ataque só quando estavam reunidas condições de sucesso para o mesmo, fazendo disso uma excepção. Éder funcionou como avançado de referência, tendo sido solicitado várias vezes para jogar como apoio para a entrada de colegas. A sua missão alterava-se quando a bola entrava no último terço ofensivo através do corredor lateral, tornando-se no principal finalizador, movimentando-se bem para encontrar espaços para atacar a bola. Usaram muitos movimentos de arraste para desposicionar os defesas do Manchester e abrir espaços para serem explorados por outros jogadores. Defensivamente posicionaram-se no meio campo defensivo com Éder a ter poucas preocupações defensivas (apenas posicionais) e os jogadores do meio preocupados em fechar linhas de passe para os médios adversários. A zona de pressão eram os corredores laterais perto do meio campo onde os extremos faziam a contenção e os médios centro eram rápidos a fechar as linhas de passe interior, deixando o adversário com bola sem soluções e propenso a cometer erros.
No Manchester United, apenas Chicharito se mostrava assertivo no processo defensivo, pressionando sempre a linha defensiva do Braga para tentar condicionar a acção dos defesas centrais e precipitar um lançamento longo para o meio campo. Quando o adversário estava perto da baliza de De Gea, a equipa descia muito as suas linhas, preocupando-se em concentrar muitos jogadores atrás da bola para que o Braga não tivesse soluções ofensivas. Ofensivamente jogaram de uma forma pouco habitual, com muita mobilidade dos jogadores da frente, onde os médios centro cobriam grandes áreas e estavam em constantes trocas posicionais. Isto dificultava muito a acção do Braga para tentar recuperar a bola mas ainda assim conseguiram poucas oportunidades de golo. Apenas Chicharito jogava fixo na frente de ataque mas como o Braga recuou as linhas na fase defensiva, teve dificuldades para aproveitar a sua velocidade que é uma as suas maiores características.

2ª Parte
A única alteração que houve foi depois do golo do Braga (49'), momento a partir do qual o Manchester United começa a pressionar mais alto e a conseguir ganhar a bola mais vezes, com o Braga também a descer mais as linhas e a gerir melhor o ritmo de jogo, apostando mais nas acções ofensivas de contra-ataque. Aos 56' o jogo é interrompido devido a uma falha na iluminação e cerca de 10' mais tarde, o jogo é reiniciado com a entrada de Ferdinand para o lugar de Evans. Algum tempo depois dá-se a substituição que altera o jogo, entrando Van Persie que significou uma alteração táctica para 1-4-4-2. Com dois jogadores muito rápidos na frente, o Manchester tornou-se uma equipa muito perigosa nas transições e foi exactamente assim que aconteceu o golo de Van Persie (após uma má saída de Beto). 4' mais tarde, o Manchester passa para a frente do marcador através de um penalti e Peseiro vê-se obrigado a arriscar mais, colocando Hélder Barbosa e Mossoró, passando a jogar em 1-4-3-3. Conseguiram crescer mais no jogo e aparecer mais na frente mas os adversários ainda tinham duas grandes ameaças na frente e acabaram mesmo por conseguir fazer o 3º golo.

Jogadores-Chave
No Braga, os três médios Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael assumem um papel muito importante tanto no equilíbrio defensivo como nas transições ofensivas.
No Manchester United, Van Persie foi quem virou o jogo, mostrando-se como um dos jogadores mais importantes desta equipa.

Marcha no Marcador
49' - 1x0 (Alan)
80' - 1x1 (Robin van Persie)
84' - 1x2 (Wayne Rooney)
92' - 1x3 (Chicharito)

Substituições
57' - Entra Rio Ferdinand para o lugar de Jonny Evans. Troca directa com Evans a sair lesionado.
64' - Entra Robin van Persie para o lugar de Danny Welbeck. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Rooney a passar para a ala esquerda e Van Persie a jogar na frente com Chicharito.
73' - Entra Rafael para o lugar de Nani. Valencia passa para médio direito e Rafael joga a lateral direito. Nani sai lesionado.
85' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.
86' - Entra Mossoró para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Mossoró e Micael a interiores e Custódio a médio defensivo.
91' - Entra Zé Luis para o lugar de Elderson. Hélder Barbosa passa para lateral esquerdo e Zé Luís fica a jogar a extremo esquerdo.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Chris Smalling (38'), Éder (66') e Custódio (70').

Assistência: 15388 (Estádio AXA)

Clima: Chuva (9ºC)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Champions League (Grupo D) - Dortmund x Real Madrid (3ª Jornada)


1ª Parte
O Dortmund jogou em ataque posicional, nunca abdicando de saídas rápidas para o ataque no momento de transição ofensiva, com Lewandowski a ser o alvo preferencial. Apesar da intenção em trocar a bola em segurança para criar oportunidades de golo, tiveram muitas dificuldades em fazê-lo devido à pressão da equipa adversária pelo que o golo surgiu de um erro defensivo e numa jogada de contra-ataque. Sem bola, tentaram pressionar alto apesar dos homens nas avançados não serem muito assertivos na procura da bola.
O Real Madrid também jogou em ataque posicional mas tal como o Dortmund, procurava sempre transições ofensivas rápidas, procurando a velocidade dos seus extremos nos corredores laterais. Defensivamente, toda a equipa se mostrou coesa na pressão ao adversário que se fazia em zonas muito avançadas. O objectivo era tirar o tempo de decisão aos jogadores adversários e não os permitir assumir o controlo do jogo em sua casa.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve a mesma tendência da primeira parte com ambas as equipas a aproveitarem sempre que podiam situações de contra-ataque e com o Real Madrid a ter o controlo do jogo através da manutenção da posse da bola. Aos 64', o Dortmund chega à vantagem e a partir daí notou-se um natural crescimento do Real Madrid, com Di María e Ronaldo a descerem menos de forma a estarem sempre disponíveis para o processo ofensivo. Todas as substituições foram trocas directas e as equipas fizeram por gerir o jogo em função das suas necessidades.

Jogadores-Chave
No Dortmund, Lewandowski é um jogador muito importante, sendo sempre a principal referência do ataque, principalmente das soluções de contra-ataque.
No Real Madrid, Özil e Di María foram dos principais desequilibrados a nível ofensivo e criaram muitas dificuldades à defesa adversária, quer através do passe como do drible.

Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Robert Lewandowski)
38' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)
64' - 2x1 (Marcel Schmelzer)

Substituições
19' - Entra Luka Modric para o lugar de Sami Khedira. Troca directa com Khedira a sair lesionado.
67' - Entra Ilkay Gündogan para o lugar de Sven Bender. Troca directa.
73' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
87' - Entra Julian Schieber para o lugar de Mario Götze. Troca directa.
91' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Marco Reus. Troca directa.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (46'), Xabi Alonso (62') e Ilkay Gündogan (93').

Assistência: 65829 (Signal Iduna Park)

Clima: Céu nublado (12ºC)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Champions League (Grupo E) - Chelsea x Juventus (1ª Jornada)

1ª Parte
O Chelsea jogou em ataque posicional, gozando de muito espaço para poderem trocar a bola e fazerem várias mudanças de corredor. Defensivamente, começaram o jogo de uma forma mais pressionante mas cedo começaram a descer as suas linhas defensivas de forma a tirar espaço nas costas da sua defesa ao adversário.
A Juventus procurou muitas vezes jogar directo para os seus dois atacantes, tentando explorar o espaço nas costas da defesa adversária, no entanto, o facto de o Chelsea jogar com um bloco baixo, fez com que atacassem muitas vezes através de um jogo mais apoiado. No entanto Pirlo, o melhor organizador de jogo da Juventus, esteve pouco em jogo, muito por culpa da acção de Oscar que fez um bom trabalho ao ocupar a zona de acção do médio defensivo da Juventus. Sem bola, jogaram muito recuados, com os alas a verem-se obrigados a descerem no terreno para fecharem os corredores laterais o que fez com que apenas dois homens fossem responsáveis por pressionarem os adversários no meio campo, uma vez que Pirlo jogou entrelinhas.

2ª Parte
Não houve substituições nem alterações tácticas ao intervalo. A primeira alteração do jogo foi feita pelo Chelsea com Bertrand a entrar por Ramires. Terá sido uma substituição forçada uma vez que caso o objectivo fosse dar mais consistência defensiva à equipa, teria de ser Hazard a sair. Aparentemente, a saída de Oscar também terá sido forçada por lesão, no entanto Mata é um habitual titular pelo que poderia também ser uma substituição esperada, apesar de não mudar muito o jogo. A Juventus fez três alterações mas não mudou nada a nível táctico. Apesar de já se esperar uma vitória do Chelsea, Quagliarella aproveitou uma falha defensiva para se desmarcar e assim conseguir o golo. 

Jogadores-Chave
No Chelsea, Oscar, com dois golos marcados, terá sido o jogador mais importante, até pelo seu papel defensivo ao anular a acção ofensiva de Andrea Pirlo.
Na Juventus, Marchisio foi muito importante nas suas movimentações ofensivas, criando alguns desequilíbrios. Chiellini também esteve muito activo defensivamente com alguns desarmes importantes.

Marcha no Marcador
31' - 1x0 (Oscar)
33' - 2x0 (Oscar)
38' - 2x1 (Arturo Vidal)
80' - 2x2 (Fabio Quagliarella)

Substituições
69' - Entra Ryan Bertrand para o lugar de Ramires. Bertrand fica a jogar a extremo esquerdo e Hazard passa para o lado direito.
75' - Entra Juan Mata para o lugar de Oscar. Troca directa.
75' - Entra Fabio Quagliarella para o lugar de Giovinco. Troca directa.
77' - Entra Mauricio Isla para o lugar de Stefan Lichsteiner. Troca directa.
88' - Entra Alessandro Matri para o lugar de Mirko Vucinic. Troca directa.
 

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Ramires (60') e Arturo Vidal (66').

Assistência: 40918 (Stamford Brigde)

Clima: Pouco nublado (15ºC)