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domingo, 16 de dezembro de 2012

Campeonato do Mundo de Clubes 2012 - Corinthians x Chelsea (Final)


1ª Parte
O Corinthians tentou jogar quase sempre apoiado em ataque posicional, apesar da ação defensiva do Chelsea. Apesar de jogarem em 1-4-4-2, tentaram quase sempre afunilar o jogo, jogando nos corredores laterais apenas como recurso. Emerson era o avançado mais móvel, vindo muitas vezes até ao meio campo para ajudar na manutenção da posse da bola e descaindo várias vezes para o corredor esquerdo para dar solução nas transições. Nas situações de contra-ataque, eram poucas as bolas longas para as costas da defesa, com a equipa a preferir passes mais seguros pelo chão e procurar uma desmarcação já perto do último terço. Defensivamente foram pressionantes apenas no seu meio campo defensivo. Os médios ala do corredor contrário da bola fechavam bem no corredor central para colmatar a inferioridade numérica no setor intermédio, Emerson também descia por vezes para fechar a zona central.
O Chelsea foi muito pressionante em todo o terreno de jogo, tentando anular a forma de jogar apoiada do Corinthians. Acabaram por ser eficazes nesta estratégia, limitando muito a ação ofensiva da equipa adversária e mantendo-a relativamente longe da sua baliza. Apesar de jogarem em ataque posicional a toda a largura do campo, também tentaram vários lançamentos longos de contra-ataque procurando as costas da defesa adversária. Não tiveram um padrão de ataque alternando muito os métodos de jogo ofensivo.

2ª Parte
A única alteração tática no jogo aconteceu já depois do minuto 90 com Tite a colocar mais um central (tirando um ponta de lança). Estes segundos 45' acabaram por ser mais partidos e com mais oportunidades para ambas as equipas, com o Chelsea a ter as mais flagrantes mas a não aproveitar. Todas as substituições de Rafael Benítez foram trocas diretas e acabaram por não trazer muito ao jogo. 

Jogadores-Chave
No Corinthians, Cássio poderá ter sido o melhor jogador com defesas em lances de golo para o Chelsea.
No Chelsea não houve grandes destaques individuais apesar de a equipa não ter jogado tão mal quanto isso.

Marcha no Marcador
69' - 1x0 (Paolo Guerrero)

Substituições
72' - Entra Oscar para o lugar de Victor Moses. Troca direta.
82' - Entra César Azpilicueta para o lugar de Branislav Ivanovic. Troca direta.
86' - Entra Juan Manuel Martínez para o lugar de Paolo Guerrero. Troca direta.
86' - Entra Marko Marin para o lugar de Eden Hazard. Troca direta.
91' - Entra Wallace para o lugar de Emerson. Passam a jogar em 1-5-4-1 com Wallace a ser o terceiro central.


Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Jorge Henrique (56') e David Luiz (72').

Cartão Vermelho: Gary Cahill (89').

Assistência: 68275 (International Stadium Yokohama)

Clima: Céu limpo (13ºC)

domingo, 18 de dezembro de 2011

FIFA Club World Cup 2011 - Santos x Barcelona (Final)

Contexto
O Santos eliminou nas meias-finais o Kashiwa Reysol por 3-1.
O Barcelona eliminou nas meias-finais o Al-Sadd por 4-0.

1ª Parte
O Santos teve muitas dificuldades em manter a posse da bola e apostou claramente nos contra-ataques para poder criar perigo. Apesar de jogarem com 3 centrais, o facto de terem 2 avançados centro fez com que perdessem o meio campo com uma clara inferioridade numérica. Em condições normais, isto é algo que prejudica a capacidade de uma equipa em construir jogo, frente ao Barcelona torna a tarefa quase impossível. No centro do terreno estavam apenas Henrique e Arouca com o Danilo (acabou por ser substituído) e Léo muito colados ao corredor lateral. Defensivamente não pressionaram muito, preocupando-se principalmente em fechar espaços e cortar linhas de passe.
O Barcelona jogou com o seu já habitual 1-3-4-3 com um losango no meio campo que dominou por completo a posse da bola. A grande mobilidade do sector ofensivo e médio fez com que os 2 médios centro adversários não conseguissem acompanhar a bola e fixar a jogada.

2ª Parte
No início desta 2ª parte, a diferença mais significativa em relação à primeira parte foi o facto de Elano ocupar agora uma posição mais central e com Léo mais recuado o que transformou o sistema táctico do Santos uma espécie de 1-4-3-1-2. A vantagem desta alteração foi o Santos passar a ter uma maior ocupação do corredor central com o Barcelona a ter um pouco mais de dificuldades a avançar no terreno por esse corredor, por outro lado abriram mais espaço nos corredores laterais e foi exactamente aí que o Barcelona começou a avançar no terreno e a criar perigo. O domínio da equipa europeia manteve-se com os jogadores sempre no sítio certo para dar linhas de passe ao portador da bola e nas raras vezes que isso não acontecia, era a capacidade individual que vinha ao de cima para desequilibrar a organização defensiva dos brasileiros.

Jogadores-Chave
No Santos, apesar dos 4 golos sofridos, Rafael fez uma exibição bastante razoável na baliza. Ganso foi dos mais influentes no meio campo com uma visão de jogo acima da média.
No Barcelona foi o inevitável Messi a destacar-se no meio de toda a excelência da equipa do Barcelona.

Substituições
30' - Entra Elano para o lugar de Danilo. Troca directa.
55' - Entra Javier Mascherano para o lugar de Gerard Piqué. Troca directa.
78' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Thiago Alcântara. Troca directa.
78' - Entra Alan Kardec para o lugar de Borges. Troca directa.
82' - Entra Ibson para o lugar de Ganso. Troca directa.
84' - Entra Andreu Fontàs para o lugar de Carles Puyol. Troca directa.

Golos
16' - Messi à entrada da área, descaído para o lado direito, faz uma combinação directa com Xavi e já dentro da área fixa o guarda-redes e pica a bola por cima do mesmo.
23' - Daniel Alves vindo do lado direito aproxima-se da grande área e cruza rasteiro para Xavi que aparece à entrada da área vindo de trás, este tira um adversário do caminho e remata rasteiro para o golo.
44' - Na direita Daniel Alves cruza para Messi que aguenta uma carga, mantém a bola e devolve a Daniel Alves que da linha de fundo cruza com o Rafael a desviar para o meio, Thiago cabeceia, Rafael volta a defender mas a bola sobra para Fàbregas que remata para o golo.
81' - Num contra-ataque, Daniel Alves recebe a bola à entrada da área e passa para Messi que se isola, tira o Rafael do caminho e faz facilmente o golo.

Santos
1 - Rafael Cabral
2 - Edu Dracena
3 - Léo
4 - Danilo (8 - Elano)
5 - Arouca
6 - Durval
7 - Henrique
9 - Borges (19 - Alan Kardec)
10 - Ganso (18 - Ibson)
11 - Neymar
14 - Bruno Rodrigo

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué (14 - Javier Mascherano)
4 - Cesc Fàbregas
5 - Carles Puyol (24 - Andreu Fontàs)
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta
10 - Lionel Messi
11 - Thiago Alcântara (17 - Pedro Rodríguez)
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (38'), Javier Mascherano (70'), Ganso (72') e Edu Dracena (73').

Assistência: 68166 (International Stadium Yokohama)

Clima: Noite (9ºC)