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domingo, 18 de maio de 2014

Taça de Portugal - Benfica 1 x 0 Rio Ave (Final)


Marcha no Marcador
20' - 1x0 (Nicolás Gaitán)

1ª Parte
O Benfica traduziu o seu favoritismo com uma estratégia dominadora, claramente em ataque posicional, chegando mesmo, em algumas ocasiões, evitando o contra-ataque para esperar por mais unidades para suportar o ataque. Os laterais tiveram um posicionamento muito ofensivo com Rúben Amorim a ocupar o espaço atrás (primordialmente no lado esquerdo) e com os médios ala a entrarem no corredor central, assegurando assim uma ocupação racional do espaço no meio campo ofensivo o que dificultou muito as transições ofensivas do Rio Ave. Defensivamente foram muito pressionantes, num bloco médio / alto, conscientes do perigo das transições do adversário. O Rio Ave jogou com um bloco baixo, defendendo no seu próprio meio campo e preocupando-se muito em fechar as zonas onde estava a bola, deixando o corredor lateral contrário aberto (algo que não foi aproveitado eficientemente pelo Benfica). Tentavam sempre que possível sair em contra-ataque, não tendo capacidade para construir desde trás devido à ação defensiva do Benfica. O resultado ao intervalo é visto com naturalidade dada a superioridade do Benfica, não só em termos de posse de bola mas também em termos de oportunidades.

2ª Parte
Não havendo alterações ao intervalo, ambas as equipas entraram em campo de forma completamente diferente. Talvez por indicações estratégicas, talvez por influência das ações do adversário ou talvez por ambas as razões, o Rio Ave subiu o seu bloco e começou a controlar mais a bola, jogando no meio campo ofensivo enquanto o Benfica descia as suas linhas e pressionava cada vez menos no processo defensivo, dando muito espaço aos jogadores do Rio Ave. O primeiro treinador a mexer na equipa foi Jorge Jesus que colocou André Gomes por Rúben Amorim, com a equipa a não melhorar o seu rendimento. Todas as substituições subsequentes tiveram mais o objectivo de refrescar as equipas que alterações estratégicas, uma vez que as equipas mantiveram as tendências de jogo verificadas após o intervalo até ao final do jogo. O Rio Ave dispôs de algumas oportunidades para empatar o jogo, sem terem sido eficazes contra uma equipa que acusou algum desgaste no final do jogo, com uma longa época a começar a pesar, juntamente com uma ação defensiva muito agressiva na primeira parte que poderá igualmente ter desgastado muito a equipa. Pelo que o Rio Ave fez na segunda parte, ao contrário de todas as expectativas que houvessem ao intervalo, poderiam ter feito o golo do empate sem que se considerasse o mesmo injusto perante o que foi feito na segunda parte.

Substituições
56' - Entra André Gomes para o lugar de Rúben Amorim. Troca direta.
66' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Rodrigo. Gaitán passa para segundo avançado e Markovic fica a médio ala esquerdo.
77' - Entra Diego Lopes para o lugar de Rúben Ribeiro. Troca direta.
80' - Entra Ahmed Hassan para o lugar de Pedro Santos. Braga passa para extremo esquerdo, Ukra para extremo direito e Hassan fica como ponta de lança.
87' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica como ponta de lança e Lima desce para segundo avançado.
89' - Entra André Vilas Boas para o lugar de Braga. Diego passa para extremo esquerdo, Tarantini sobe para a posição dez e Vilas Boas fica a jogar a médio centro.
 


Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Pedro Santos (29'), Rúben Ribeiro (45'), Lima (54') e Braga (58').

Cartão Vermelho: Lionn (após o final do jogo).

Clima: Céu limpo

domingo, 1 de dezembro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave 1 x 3 Benfica (11ª Jornada)


Marcha no Marcador
38' - 0x1 (Rodrigo)
57' - 1x1 (Ukra)
63' - 1x2 (Lima)
78' - 1x3 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional, aproveitando qualquer oportunidade que houvesse para partirem em contra-ataque. No Rio Ave, Wakaso era o médio mais defensivo, que se colocava próximo da linha defensiva durante o processo defensivo para fazer face à igualdade numérica que havia entre os seus centrais e os avançados do Benfica. Ukra, Braga e Diego Lopes eram os principais dinamizadores das ações ofensivas, com Hassan a ser um avançado de referência no jogo da sua equipa. No Benfica, Fejsa foi o médio equilibrador com Matic a ter mais liberdade para ingressar nas ações ofensivas da sua equipa. Os dois avançados jogaram muito fixos na frente e mostraram pouca dinâmica sem bola, esperando quase sempre pelos cruzamentos dos extremos ou laterais. Num jogo equilibrado, foi através de um contra-ataque que Lima cruzou para Rodrigo que graças a uma intervenção falhada de Ederson, consegue encostar facilmente para o golo.

2ª Parte
O Benfica entrou para o segundo tempo em 1-4-3-3, procurando uma maior consistência defensiva aumentando o número de jogadores no meio campo. Apesar disso, o Rio Ave consegue empatar o jogo após um cruzamento de Hassan para a direita onde Ukra aproveita uma intercepção falhada para fazer o golo. Poucos minutos depois, Lima volta a colocar a sua equipa em vantagem através de um livre direto e 5 minutos depois, Wakaso vê o segundo cartão amarelo, momento que acaba por decidir o jogo pois com um jogador a menos, o Rio Ave vê-se obrigado a descer mais os seus extremos e fica apenas com Hassan na frente, um jogador mais posicional, sem capacidade para desequilibrar frente à defesa adversária. A partir daqui o Benfica domina naturalmente o jogo e ainda consegue aumentar a vantagem. 

Substituições
74' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Nicolás Gaitán. Markovic fica a jogar na direita e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
82' - Entra Miralem Sulejmani para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
82' - Entram Roderick Miranda, Joeano e Yonathan Del Valle para os lugares de Diego Lopes, Ahmed Hassan e Braga. Trocas diretas.
93' - Entra André Gomes para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.


Árbitro: Bruno Paixão

Cartões Amarelos: Tarantini (26'), Nicolás Gaitán (35'), Ezequiel Garay (40'), Maxi Pereira (50'), Alhassan Wakaso (58' e 68') e Nemanja Matic (89').

Cartão Vermelho: Alhassan Wakaso (68').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Céu limpo (8ºC)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Braga (19ª Jornada)


Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Ahmed Hassan)
45'+3 - 1x1 (Alan)

1ª Parte
O Rio Ave jogou predominantemente em contra-ataque, tentando chegar rapidamente ao último terço, normalmente através dos seus extremos que tentavam usar a sua técnica e velocidade para conduzir a bola para a frente e criar desequilíbrios nos duelos de 1x1. Nunca se preocuparam em manter o domínio do jogo pelo que esperavam pacientemente no seu meio campo pela equipa do Braga, mantendo firmes duas linhas de quatro jogadores com Diego Costa e Hassan a serem os únicos que se iam desposicionando para eventualmente sair na pressão à linha defensiva adversária. Apesar disso, nas transições defensivas notou-se alguma lentidão de Bebé e Ukra a recuperarem, principalmente quando a bola estava do lado contrário ao deles.
O Braga tentou assumir o controlo do jogo do princípio ao fim, usando o habitual ataque posicional com várias combinações onde o ritmo apenas abrandava quando a bola chegava a um dos extremos, com estes a tentarem muitas vezes conduzir a bola e a procurarem encontrar situações em que pudessem explorar o drible. Hugo Viana tentou algumas bolas longas para o ataque sendo o único jogador que tentava frequentemente este tipo de solução. Mantiveram sempre a linha defensiva bastante adiantada no processo ofensivo, mesmo perante a constante ameaça de contra-ataque da equipa adversária. Os laterais subiam sempre que tinham essa oportunidade, aproveitando a tendência dos seus extremos para procurarem jogo interior. Sem bola mantinham-se no seu meio campo defensivo, pressionando mais quando a bola chegava ao lateral adversário, tentando cortar linhas de passes interiores de forma a forçar o erro.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo, apenas com uma troca posicional no Rio Ave com Bebé a trocar de flanco com Ukra (voltariam a trocar cerca de 15' depois). Apesar de não ter havido grandes mudanças estratégicas, o Rio Ave pareceu mais seguro e consistente, com a equipa a recuperar mais rapidamente nas transições defensivas. As substituições tardaram e foi Nuno Espírito Santo a fazer as primeiras com a entrada de Filipe Augusto e de Braga (com o intuito de refrescar a equipa). José Peseiro também foi cauteloso nas trocas, colocando primeiro Hélder Barbosa por Alan (aos 81') e já quase no fim, retira o seu dez e coloca mais um ponta de lança, troca que não trouxe grandes benefícios ao jogo da sua equipa, mesmo após estarem a jogar contra 10 jogadores.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, nota-se uma tendência do jogo passar muito pelos seus extremos, com estes a serem os principais desequilibradores da equipa.
No Braga não houve grandes destaques, embora a equipa tivesse o maior domínio do jogo (e maior número de remates), não criaram tanto perigo quanto isso.

Substituições
68' - Entra Filipe Augusto para o lugar de Diego Lopes. Troca direta.
79' - Entra Braga para o lugar de Bebé. Troca direta.
81' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Alan. Troca direta.
87' - Entra Zé Luís para o lugar de Mossoró. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Zé Luís a jogar ao lado de Éder na frente de ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Leandro Salino (23'), Diego Lopes (41'), Wíres (45'+2) e André Vilas Boas (53').

Cartão Vermelho: Ahmed Hassan (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Rio Ave Futebol Clube)

Clima: Céu limpo (12ºC)

domingo, 11 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Benfica (9ª Jornada)

1ª Parte
O Rio Ave nunca se precipitou a lançar a bola longo para o ataque, apesar de algumas vezes ter sido obrigado a isso devido à pressão do Benfica. O João Tomás não tem velocidade para receber bolas longas nas costas da defesa e os extremos Ukra e Filipe Augusto estavam normalmente muito recuados nos momentos de transição ofensiva para darem solução para um passe longo. Atacaram mais eficazmente pelo lado esquerdo, com Filipe Augusto muitas vezes a receber a bola para dentro e permitir que Edimar subisse no corredor lateral. Edimar mostrou-se mais ofensivo que Lionn e Wíres (jogadores que atuaram como laterais direitos). Sem bola, pressionavam o guarda-redes adversário para obrigá-lo a jogar longo de forma a prejudicar as hipóteses de saírem na 1ª fase de construção com bola controlada. Uma vez que tinham quase sempre superioridade numérica no meio campo, era uma forma de aumentarem as hipóteses de conseguir ganhar as bolas divididas. Estruturalmente, defendiam com duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a descerem no terreno de forma a ajudarem a controlar as subidas dos laterais adversários.
O Benfica jogou em ataque posicional, rodando sempre a bola de forma a que esta chegasse aos corredores laterais, sendo aí que o Benfica dava seguimento à esmagadora maioria dos ataques. Ola John e Salvio eram normalmente responsáveis pelos últimos passes para os avançados. Com os jogadores do corredor central em inferioridade numérica e sem darem grandes mostras de poderem desequilibrar em lances individuais, estes serviam apenas de apoios para darem seguimento à circulação da bola. Salvio esteve mais desamparado no ataque com André Almeida a apoiar pouco as ações de ataque por esse corredor, no lado esquerdo Melgarejo subiu muito no corredor mas Ola John arriscava muitas vezes lances individuais e não deu toda a produtividade a esse corredor de forma a aumentar o número de cruzamentos para a área.

2ª Parte
No intervalo, o Rio Ave faz algumas mudanças posicionais dentro do seu sistema tático com Filipe Augusto a descer para médio centro (ao lado de Tarantini), Braga a passar para extremo esquerdo e Vítor Gomes a subir para a posição dez. Foi uma forma eficiente de aproveitar a criatividade de Vítor Gomes que acabou por significar mais perigo para a baliza adversária. Apesar do Benfica não fazer grandes mudanças, Lima começou a descer frequentemente no terreno para vir buscar jogo e dar assim mais apoio no corredor central para a 2ª e 3ª fase de construção. Apesar do resultado não se alterar até ao fim do jogo, a entrada de Tope Obadeyi alterou significativamente a tendência do jogo com nenhum dos laterais direitos (primeiro André Almeida, depois Miguel Vítor) a conseguirem lidar com a sua velocidade e capacidade de drible. O Benfica altera o seu sistema para uma espécie de 1-4-2-3-1 com Bruno César a ficar como médio centro perto de Matic, Miguel Vítor a ir para lateral direito e André Almeida a subir para extremo direito (já tinha amarelo e um desequilibrador como adversário direto) e Gaitán a ficar como segundo avançado. Num dos ataques pelo lado esquerdo, no último ataque do Rio Ave, um passe atrasado para Vítor Gomes só não deu golo depois de uma brilhante defesa de Artur.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, Vítor Gomes fez um bom jogo na posição dez. Tope também conseguiu vários desequilíbrios no corredor esquerdo apesar de pouco tempo em jogo.
No Benfica, Matic fez um jogo muito bom a nível defensivo, conseguindo equilibrar um meio campo em inferioridade numérica durante quase todo o jogo.

Marcha no Marcador
45'+2 - 0x1 (Lima)

Substituições
14' - Entra Vítor Gomes para o lugar de Lionn. Vítor Gomes passa para médio centro e Wíres desce para lateral direito. Lionn saiu lesionado.
31' - Entra Bruno César para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo Pérez a sair lesionado.
63' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Salvio. Troca direta.
80' - Entra Tope Obadeyi para o lugar de Braga. Troca direta.
83' - Entra Miguel Vítor para o lugar de Lima. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Miguel Vítor a lateral direito, André Almeida a extremo direito, Gaitán na posição dez e Bruno César a médio centro ao lado de Matic.
88' - Entra Esmael Gonçalves para o lugar de Ukra. Troca direta.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: Nemanja Matic (68'), Marcelo (78'), André Almeida (80') e Artur Moraes (83').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Seco (8ºC)