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domingo, 18 de maio de 2014

Taça de Portugal - Benfica 1 x 0 Rio Ave (Final)


Marcha no Marcador
20' - 1x0 (Nicolás Gaitán)

1ª Parte
O Benfica traduziu o seu favoritismo com uma estratégia dominadora, claramente em ataque posicional, chegando mesmo, em algumas ocasiões, evitando o contra-ataque para esperar por mais unidades para suportar o ataque. Os laterais tiveram um posicionamento muito ofensivo com Rúben Amorim a ocupar o espaço atrás (primordialmente no lado esquerdo) e com os médios ala a entrarem no corredor central, assegurando assim uma ocupação racional do espaço no meio campo ofensivo o que dificultou muito as transições ofensivas do Rio Ave. Defensivamente foram muito pressionantes, num bloco médio / alto, conscientes do perigo das transições do adversário. O Rio Ave jogou com um bloco baixo, defendendo no seu próprio meio campo e preocupando-se muito em fechar as zonas onde estava a bola, deixando o corredor lateral contrário aberto (algo que não foi aproveitado eficientemente pelo Benfica). Tentavam sempre que possível sair em contra-ataque, não tendo capacidade para construir desde trás devido à ação defensiva do Benfica. O resultado ao intervalo é visto com naturalidade dada a superioridade do Benfica, não só em termos de posse de bola mas também em termos de oportunidades.

2ª Parte
Não havendo alterações ao intervalo, ambas as equipas entraram em campo de forma completamente diferente. Talvez por indicações estratégicas, talvez por influência das ações do adversário ou talvez por ambas as razões, o Rio Ave subiu o seu bloco e começou a controlar mais a bola, jogando no meio campo ofensivo enquanto o Benfica descia as suas linhas e pressionava cada vez menos no processo defensivo, dando muito espaço aos jogadores do Rio Ave. O primeiro treinador a mexer na equipa foi Jorge Jesus que colocou André Gomes por Rúben Amorim, com a equipa a não melhorar o seu rendimento. Todas as substituições subsequentes tiveram mais o objectivo de refrescar as equipas que alterações estratégicas, uma vez que as equipas mantiveram as tendências de jogo verificadas após o intervalo até ao final do jogo. O Rio Ave dispôs de algumas oportunidades para empatar o jogo, sem terem sido eficazes contra uma equipa que acusou algum desgaste no final do jogo, com uma longa época a começar a pesar, juntamente com uma ação defensiva muito agressiva na primeira parte que poderá igualmente ter desgastado muito a equipa. Pelo que o Rio Ave fez na segunda parte, ao contrário de todas as expectativas que houvessem ao intervalo, poderiam ter feito o golo do empate sem que se considerasse o mesmo injusto perante o que foi feito na segunda parte.

Substituições
56' - Entra André Gomes para o lugar de Rúben Amorim. Troca direta.
66' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Rodrigo. Gaitán passa para segundo avançado e Markovic fica a médio ala esquerdo.
77' - Entra Diego Lopes para o lugar de Rúben Ribeiro. Troca direta.
80' - Entra Ahmed Hassan para o lugar de Pedro Santos. Braga passa para extremo esquerdo, Ukra para extremo direito e Hassan fica como ponta de lança.
87' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica como ponta de lança e Lima desce para segundo avançado.
89' - Entra André Vilas Boas para o lugar de Braga. Diego passa para extremo esquerdo, Tarantini sobe para a posição dez e Vilas Boas fica a jogar a médio centro.
 


Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Pedro Santos (29'), Rúben Ribeiro (45'), Lima (54') e Braga (58').

Cartão Vermelho: Lionn (após o final do jogo).

Clima: Céu limpo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Porto (15ª Jornada)


Marcha no Marcador
13' - 1x0 (Rodrigo)
53' - 2x0 (Ezequiel Garay)

1ª Parte
Apesar dos sistemas táticos diferentes, viram-se abordagens a nível defensivo muito semelhantes no que diz respeito à pressão. O Benfica tentava dificultar ao máximo as primeiras fases de construção com Enzo a desempenhar um papel importante ao fechar a zona de Fernando, limitando sempre as opções da linha defensiva onde os centrais eram pressionados por Rodrigo e Lima. Do outro lado, o Porto pressionava alto a defesa do Benfica com Jackson e o extremo do lado da bola a subirem ao portador da bola, e um dos médios (mais Carlos Eduardo) a ajudar quando necessário, o extremo do lado contrário fechava por vezes em zonas interiores para assegurar a consistência do setor médio. Ofensivamente viu-se um Benfica mais vocacionado para as transições ofensivas, tentando tirar proveito da velocidade dos homens da frente para explorar o posicionamento ofensivo do Porto devido ao seu ataque posicional em que os laterais subiam no terreno. Acabou por ser uma primeira parte equilibrada com poucas oportunidades para ambos os lados em que o Benfica foi mais eficaz ao fazer o golo.

2ª Parte
Não se esperavam alterações do lado do Benfica e Paulo Fonseca decidiu deixar tudo na mesma depois do intervalo pelo que também não se verificaram alterações estratégicas muito grandes. O segundo golo nasce de um canto e logo aos 53', altura em que Paulo Fonseca decide lançar em campo Quaresma, jogador que já era esperado por muitos ao intervalo mas que ainda mantinha muitas dúvidas acerca da sua forma. O jogo manteve-se sempre muito disputado e Josué ainda rendeu Lucho do lado do Porto mas as coisas complicaram-se bastante para a equipa de Paulo Fonseca com a expulsão de Danilo, com Varela a ficar responsável por todo o corredor direito e Quaresma a passar para o lado esquerdo. Por esta altura e dadas as condicionantes, não se adivinhavam alterações no resultado e o jogo continuou sem grandes surpresas.

Substituições
53' - Entra Ricardo Quaresma para o lugar de Licá. Quaresma vai para o lado direito e Varela passa para extremo esquerdo.
70' - Entra Josué para o lugar de Lucho González. Troca direta.
84' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta.
86' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Rodrigo. Enzo Pérez passa para segundo avançado e Rúben Amorim completa o meio campo.


Arbitro: Artur Soares Dias

Cartões Amarelos: Jackson Martínez (57'), Ricardo Quaresma (58'), Nemanja Matic (59'), Danilo (61' e 75'), Lucho González (69'), Fernando (88') e Enzo Pérez (93').

Cartão Vermelho: Danilo (75').

Assistência: 62508 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva

domingo, 1 de dezembro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave 1 x 3 Benfica (11ª Jornada)


Marcha no Marcador
38' - 0x1 (Rodrigo)
57' - 1x1 (Ukra)
63' - 1x2 (Lima)
78' - 1x3 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional, aproveitando qualquer oportunidade que houvesse para partirem em contra-ataque. No Rio Ave, Wakaso era o médio mais defensivo, que se colocava próximo da linha defensiva durante o processo defensivo para fazer face à igualdade numérica que havia entre os seus centrais e os avançados do Benfica. Ukra, Braga e Diego Lopes eram os principais dinamizadores das ações ofensivas, com Hassan a ser um avançado de referência no jogo da sua equipa. No Benfica, Fejsa foi o médio equilibrador com Matic a ter mais liberdade para ingressar nas ações ofensivas da sua equipa. Os dois avançados jogaram muito fixos na frente e mostraram pouca dinâmica sem bola, esperando quase sempre pelos cruzamentos dos extremos ou laterais. Num jogo equilibrado, foi através de um contra-ataque que Lima cruzou para Rodrigo que graças a uma intervenção falhada de Ederson, consegue encostar facilmente para o golo.

2ª Parte
O Benfica entrou para o segundo tempo em 1-4-3-3, procurando uma maior consistência defensiva aumentando o número de jogadores no meio campo. Apesar disso, o Rio Ave consegue empatar o jogo após um cruzamento de Hassan para a direita onde Ukra aproveita uma intercepção falhada para fazer o golo. Poucos minutos depois, Lima volta a colocar a sua equipa em vantagem através de um livre direto e 5 minutos depois, Wakaso vê o segundo cartão amarelo, momento que acaba por decidir o jogo pois com um jogador a menos, o Rio Ave vê-se obrigado a descer mais os seus extremos e fica apenas com Hassan na frente, um jogador mais posicional, sem capacidade para desequilibrar frente à defesa adversária. A partir daqui o Benfica domina naturalmente o jogo e ainda consegue aumentar a vantagem. 

Substituições
74' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Nicolás Gaitán. Markovic fica a jogar na direita e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
82' - Entra Miralem Sulejmani para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
82' - Entram Roderick Miranda, Joeano e Yonathan Del Valle para os lugares de Diego Lopes, Ahmed Hassan e Braga. Trocas diretas.
93' - Entra André Gomes para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.


Árbitro: Bruno Paixão

Cartões Amarelos: Tarantini (26'), Nicolás Gaitán (35'), Ezequiel Garay (40'), Maxi Pereira (50'), Alhassan Wakaso (58' e 68') e Nemanja Matic (89').

Cartão Vermelho: Alhassan Wakaso (68').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Céu limpo (8ºC)

domingo, 22 de setembro de 2013

Liga Zon Sagres - Vitória de Guimarães 0 x 1 Benfica (5ª Jornada)


Marcha no Marcador
73' - 0x1 (Óscar Cardozo)

1ª Parte
O Vitória de Guimarães foi muito forte na pressão dentro do seu meio campo defensivo, colocando por vezes dois homens em cima do portador da bola adversário. No meio campo ofensivo, não recuavam de imediato quando ficavam sem bola e apesar de não pressionarem os centrais adversários, podiam por vezes manter o bloco alto para atrasar a progressão do Benfica. Ofensivamente, jogaram em contra-ataque, procurando muitas vezes a referência ofensiva Maazou, que tinha logo os seus colegas Marco Matias e Malonga a atacar o espaço em profundidade. O Benfica não foi tão assertivo na pressão defensiva quanto o Vitória, procurando manter uma postura equilibrada no seu meio campo defensivo. Jogaram em ataque posicional mas devido à forte pressão do Vitória e à inferioridade numérica no meio campo, as melhores oportunidades que criaram foi quando Enzo e/ou Markovic entravam no corredor central com bola, contrariando a inferioridade numérica e usando a sua criatividade para criar desequilíbrios.

2ª Parte
Numa tentativa de aumentar a criatividade do meio campo, Rui Vitória coloca Tiago Rodrigues em campo mas o momento que marca o jogo é o segundo cartão amarelo de David Addy três minutos depois que coloca o Vitória a jogar em 1-4-4-1 com Pedro Correia a passar para lateral esquerdo, Marco Matias desce para lateral direito e Tiago Rodrigues passa para médio direito. O Benfica marca doze minutos depois através de um pontapé de canto e a partir daí era de esperar que o Benfica aproveitasse a superioridade numérica geral para controlar mais o jogo mas os jogadores mostraram que são mais vocacionados a ter uma abordagem de ataque mais vertiginosa e concederam um maior controlo do jogo ao Vitória do que seria de esperar. Jorge Jesus ainda coloca em campo Maxi, no corredor direito, talvez para aproveitar o facto do Vitória estar a defender esse corredor com um jogador fora de posição mas não houve mais alterações no resultado, apesar do Vitória ter dado a sensação de que podia empatar o jogo a qualquer momento, até ao final do jogo.

Substituições
58' - Entra Tiago Rodrigues para o lugar de André André. André Santos desce para médio centro e Tiago Rodrigues fica na posição dez.
65' - Entra Lima para o lugar de Filip Djuricic. Troca direta.
75' - Entra Nii Plange para o lugar de Chris Malonga. Plange fica no lado direito e Tiago Rodrigues passa para o lado esquerdo.
81' - Entra Maxi Pereira para o lugar de Guilherme Siqueira. Maxi fica a lateral direito e André Almeida passa para lateral esquerdo.
82' - Entra Ricardo Gomes para o lugar de André Santos. Tiago Rodrigues passa para médio centro e Ricardo Gomes fica do lado esquerdo.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: André André (2'), David Addy (26' e 61'), Paulo Oliveira (38'), Guilherme Siqueira (45'), Nemanja Matic (81'), Marco Matias (89'), André Almeida (90') e Enzo Pérez (91').

Cartão Vermelho: David Addy (61').

Assistência: Desconhecido (Estádio D. Afonso Henriques)

Clima: Céu limpo (31ºC)

sábado, 31 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting 1 x 1 Benfica (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Fredy Montero)
65' - 1x1 (Lazar Markovic)

1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, fazendo uso da sua superioridade numérica no meio campo para conseguir rodar o centro do jogo com mais facilidade. A grande mobilidade do seus jogadores permitiu o portador da bola ter sempre uma linha de passe viável, destaque para André Martins e Fredy Montero que saiam várias vezes das suas posições para dar solução. Este último funcionou várias vezes como apoio, jogando de costas para a baliza antes de servir de primeira os médios ou extremos para atacar depois a zona de finalização (tal como aconteceu no golo). Um dos aspectos mais importantes do jogo do Sporting, que limitou muito a ação do Benfica, foi a pressão defensiva que aliada a uma maior povoação do meio campo, foi muito eficiente para recuperar a bola. Isto fez com que o Benfica tivesse muitas dificuldades em jogar no corredor central, com os extremos a entrarem várias vezes no meio para procurar a bola. Com os laterais a subirem pouco e os extremos a aparecerem muito no corredor central, acabou por não haver muitas situações de cruzamento para tirar proveito dos dois pontas de lança em zona de finalização.

2ª Parte
Após uma primeira parte que foi dominada pelo Sporting, o Benfica aparece melhor na segunda, com a entrada de Markovic a ter um efeito muito positivo, principalmente depois de Jorge Jesus ter trocado os extremos de flanco, mostrando sempre uma grande capacidade de drible que criou vários desequilíbrios na defesa do Sporting, conseguindo ficar por duas vezes isolado na frente de Patrício (marcando um golo na segunda oportunidade). Leonardo Jardim, momentos antes do golo do Benfica, coloca Dier em campo alterando o sistema tático para 1-4-2-3-1, colocando a equipa mais defensiva. Acabou por ser uma troca infeliz porque o golo nasceu no espaço de Dier e Rojo (as duas trocas na linha defensiva) e porque a equipa ficou sem capacidade de resposta à subida de rendimento do Benfica que se tinha tornado numa equipa mais confiante. Leonardo Jardim ainda refresca o ataque, mudando o sistema para 1-4-4-2 com a entrada de Slimani mas foi uma alteração que não teve efeitos práticos.

Substituições
43' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo a sair lesionado.
45' + 4' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta com Salvio a sair lesionado.
50' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica a ponta de lança e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
62' - Entra Eric Dier para o lugar de Wilson Eduardo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Dier a central, Rojo a passar para lateral esquerdo, Adrien a médio centro com William Carvalho, André Martins na posição dez e Jefferson a subir para extremo esquerdo.
74' - Entra Diego Capel para o lugar de André Carrillo. Troca direta.
85' - Entra Islam Slimani para o lugar de Jefferson. Passam a jogar em 1-4-4-2 com André Martins no corredor direito, Capel no esquerdo e Montero na frente com Slimani.


Árbitro: Hugo Miguel

Cartões Amarelos: Marcos Rojo (9'), Nemanja Matic (41'), Maxi Pereira (45'+1), Fredy Montero (50'), André Carrillo (54') e Rúben Amorim (85').

Assistência: 46109 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (26ºC)

domingo, 26 de maio de 2013

Taça de Portugal - Benfica 1 x 2 Vitória de Guimarães (Final)


Marcha no Marcador
30' - 1x0 (Nicolás Gaitán)
79' - 1x1 (Soudani)
81' - 1x2 (Ricardo)

1ª Parte
Como era esperado, o Vitória assumiu uma postura mais cautelosa, defendendo no seu meio campo mas mantendo sempre aberta a possibilidade de contra-ataque, momento em que colocavam vários homens na frente. Os médios André André e Leonel Olímpio tiveram uma missão defensiva muito importante, responsabilizando-se muitas vezes pelos movimentos interiores dos extremos do Benfica. Soudani e Ricardo tinham como missão defensiva acompanhar os laterais adversários de forma a que o Benfica não tivesse superioridade numérica nos corredores laterais. Estrategicamente, isto foi um pormenor importante porque o Benfica ataca sempre preferencialmente pelos corredores laterais, apesar de os extremos, partindo sempre da linha lateral, entrarem muito no corredor central para abrir espaço para a subida do lateral e para conseguir desequilibrar as estruturas defensivas adversárias que, caso contrário, tinham relativa facilidade em lidar com um meio campo de apenas dois jogadores (Matic e Enzo Pérez). Defensivamente o Benfica é muito pressionante, principalmente nas transições defensivas, o que fazia com que o Vitória recorresse muitas vezes a bolas longas, tendo dificuldades em jogar apoiado. Baldé servia muitas vezes de apoio, esperando pela subida/overlap dos extremos de forma a servi-los. Também Addy foi muito importante nas transições, tendo inclusive duas grandes oportunidades para fazer golo.

2ª Parte
Com o Vitória de Guimarães em desvantagem e sem dar mostras de poder mudar o resultado, Rui Vitória coloca Marco Matias como extremo e Ricardo como lateral. Ricardo é um extremo de raiz que já fez alguns jogos esta época como lateral e ia dar um claro pendor ofensivo ao corredor direito. Jorge Jesus responde colocando Urreta no corredor esquerdo. A intenção poderá ter sido colocar um jogador rápido num corredor que poderia ser explorado nas transições devido às previsíveis subidas de Ricardo. Aos 77', Rui Vitória coloca Crivellaro como segundo ponta de lança e dois minutos depois, o próprio Crivellaro assiste Soudani para o golo do empate e dois minutos depois, é Ricardo numa diagonal para o corredor central a rematar para o golo da vitória. A partir daqui, Crivellaro desce no terreno para dar mais consistência defensiva à sua equipa e já perto do final, Rui Vitória fecha as portas em termos defensivos com a entrada de N'Diaye para o meio campo, passando a jogar em 1-4-5-1 com Crivellaro a passar para o corredor esquerdo e Soudani a ficar como ponta de lança. Jorge Jesus pouco podia fazer e apesar de ainda colocar Rodrigo na frente e Aimar no meio campo, já não conseguiu alterar o rumo do jogo.

Substituições
64' - Entra Marco Matias para o lugar de Kanú. Marco Matias fica como extremo direito e Ricardo desce para lateral direito.
70' - Entra Urreta para o lugar de Óscar Cardozo. Urreta fica como extremo esquerdo e Gaitán passa para avançado centro.
77' - Entra Rafael Crivellaro para o lugar de Leonel Olímpio. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Tiago a jogar no meio campo com André André e Crivellaro a ficar na frente com Baldé.
83' - Entra Rodrigo para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca direta.
87' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
92' - Entra Mahamadou N'Diaye para o lugar de Amido Baldé. Passam a jogar em 1-4-5-1 com Soudani como ponta de lança, Crivellaro no lado esquerdo e N'Diaye a fechar o meio campo com André André e Tiago Rodrigues.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Nemanja Matic (34'), Enzo Pérez (41'), Amido Baldé (71'), David Addy (74') e Eduardo Salvio (84').

Assistência: 36850 (Jamor)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Liga Europa - Benfica 1 x 2 Chelsea (Final)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Fernando Torres)
68' - 1x1 (Óscar Cardozo)
93' - 1x2 (Branislav Ivanovic)

1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, fazendo uso de várias combinações entre os seus jogadores para fixar os jogadores adversários, preferencialmente no corredor central, para depois abrirem o jogo para os corredores laterais onde os extremos ou laterais aparecem para cruzar a bola para o interior da área. Existiram vários factores que influenciaram a eficiência da posse da bola do Benfica, um deles foi a ação de Rodrigo que ao descer no terreno, dividia a marcação de David Luiz e Lampard que para marcar Rodrigo libertavam invariavelmente um dos médios centro. O Chelsea jogou em contra-ataque, mantendo sempre as linhas recuadas no processo defensivo de forma a terem mais espaço no meio campo adversário para poder explorar as transições ofensivas. No geral, o Benfica acabou por dominar o primeiro tempo e teve várias oportunidades para rematar em zona de finalização, perdendo consecutivas oportunidades. O Chelsea conseguiu um remate perigoso mas pouco mais construiu e para isso contribuiu a excelente ação defensiva do Benfica que impediu quase sempre que a bola chegasse a Lampard, Mata e Oscar.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma até ao golo do Chelsea (num contra-ataque lançado por Petr Cech). A partir daí, Jorge Jesus sentiu a necessidade de fazer alterações e colocou Lima por Rodrigo e Ola John por Melgarejo (que cometeu muitas falhas defensivas). Esta última troca fez com que Gaitán descesse para lateral e Rafael Benítez já estava ciente das dificuldades defensivas de Melgarejo com vários ataques a serem colocados em profundidade em Ramires, com Gaitán nessa posição, pode-se dizer que o Chelsea passou a atacar quase exclusivamente por aquele corredor, sempre solicitando a velocidade de Ramires. Através de uma grande penalidade, o Benfica empata o jogo e este mantém-se equilibrado e apenas um pontapé de canto finalizado por Ivanovic já nos descontos decidiu este jogo a favor do Chelsea. Benítez acabou por não fazer qualquer substituição, possivelmente esperando pelo prolongamento para as fazer (opção sensata dada a estratégia adoptada pela equipa, que estava sempre dependente da velocidade do ataque).

Substituições
66' - Entra Lima para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
66' - Entra Ola John para o lugar de Melgarejo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán desce para lateral esquerdo.
78' - Entra Jardel para o lugar de Ezequiel Garay. Troca direta com Garay a sair lesionado.


Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)

Cartões Amarelos: Oscar (14'), Ezequiel Garay (45'+1) e Luisão (61').

Assistência: 53000 (Amsterdam ArenA)

Clima: Pouco nublado (13ºC)

sábado, 11 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Porto 2 x 1 Benfica (29ª Jornada)


Marcha no Marcador
19' - 0x1 (Lima)
25' - 1x1 (Silvestre Varela)
91' - 2x1 (Kelvin)

1ª Parte
Neste jogo apenas a vitória servia ao Porto e a derrota dava o título ao Benfica. O empate servia mais ao Benfica que estava 2 pontos à frente do Porto. Desta forma, foi a equipa da casa que entrou mais pressionante quando não tinha a bola, tentando ganhá-la o mais à frente possível, jogando sempre com as linhas muito adiantadas tornando muito difícil qualquer tentativa de ataque organizado por parte do Benfica. Tanto Varela como James assumiam um posicionamento muito interior (principalmente do lado direito uma vez que trocaram algumas vezes de lado), para dar espaço para a subida de Danilo que foi o lateral mais ofensivo. Esta foi a principal razão pela qual Ola John jogou tão recuado no terreno (e foi tão importante para a equipa), vendo-se sempre obrigado a fechar o corredor lateral esquerdo da sua equipa (quer pela presença de Lucho como de Danilo), uma vez que André Almeida tinha de fechar no corredor central para acompanhar James. O Benfica tentou várias vezes sair em ataque posicional mas viu-se obrigado a jogar longo por várias vezes, quer pela pressão dos jogadores do Porto ao portador da bola, quer para tentar explorar a subida da linha defensiva adversária.

2ª Parte
Jorge Jesus foi o primeiro treinador a mexer na equipa e fez-lo no sentido da segurança defensiva, colocando Roderick Miranda a médio centro, quando tinha outros jogadores para a posição de Gaitán. Acabou por ser uma alteração compreensível, com um resultado que se mostrava favorável à sua equipa. Pouco depois coloca Cardozo por Lima (provavelmente será essa a dupla na final da Liga Europa) após Vítor Pereira colocar Defour por lesão de Fernando. O jogo mantinha-se com a mesma tendencia, com o Porto a subir bastante no terreno e o Benfica a tentar explorar um contra-ataque para acabar com o jogo. Ainda assim, a alteração chave do jogo acabou por pertencer ao Porto e a dois tempos. A entrada de Kelvin procurou abrir o jogo do Porto, tentando esticar a linha defensiva do Benfica e procurar espaços no corredor central, estratégia que foi potenciada ao máximo com a colocação de mais um ponta de lança, com o Porto a sobrecarregar a zona central do Benfica, zona por onde nasceu o golo da vitória (passe de Liedson para Kelvin).

Substituições
67' - Entra Roderick Miranda para o lugar de Nicolás Gaitán. Roderick fica como médio centro, ao lado de Matic, com Enzo Pérez a subir para segundo ponta de lança.
73' - Entra Steven Defour para o lugar de Fernando. Troca direta com Fernando a sair lesionado.
73' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
79' - Entra Kelvin para o lugar de Lucho González. Kelvin fica a jogar como extremo esquerdo, Varela passa para o lado direito e James fica a fazer a posição de Lucho.
84' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Ola John. Aimar fica como segundo ponta de lança e Enzo Pérez passa para o lado esquerdo com Ola John a sair lesionado.
84' - Entra Liedson para o lugar de Danilo. Varela faz todo o corredor direito e Liedson fica como ponta de lança ao lado de Jackson.


Árbitro: Pedro Proença

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (46'), James Rodríguez (56'), Nemanja Matic (59'), Fernando (66'), Steven Defour (80'), Artur Moraes (85') e Helton (94').

Assistência: 50117 (Estádio do Dragão)

Clima: Céu limpo (15ºC)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 1 x 1 Estoril (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Jefferson)
68' - 1x1 (Maxi Pereira)

1ª Parte
O Benfica entrou muito forte em jogo, criando várias oportunidades de golo e mostrando uma enorme motivação nos lances. Jogando em ataque posicional, quando em organização ofensiva no meio campo adversário, procurava colocar a bola nos corredores laterais para o extremo e lateral desse lado conseguirem encontrar espaço para os cruzamentos. Com o decorrer do jogo e a perda do domínio do mesmo, foram notórias as várias tentativas para colocar as bolas por entre a linha defensiva para a desmarcação dos avançados e extremos, criando desta forma alguns desequilíbrios à equipa adversária. O Estoril tentou sempre jogar um futebol apoiado (apesar das dificuldades nos primeiros minutos) e conseguiu aproveitar muito bem a superioridade numérica no meio campo. Após a lesão do Enzo Pérez e a entrada de Carlos Martins do lado do Benfica, o Estoril aproveitou o facto do Benfica ser menos pressionante para assumir o controlo do jogo. Defensivamente, os jogadores do Estoril foram muito solidários e para além dos extremos que desciam sempre para ajudar os seus laterais (muito por causa da constante subida dos laterais adversários), também no corredor central se verificaram várias coberturas defensivas, sendo sempre visível uma grande aglomeração de jogadores no corredor central.

2ª Parte
Num jogo em que apenas a vitória interessava ao Benfica, após o golo do Estoril (através de um livre lateral) Marco Silva coloca em campo Gerso, dando mais velocidade ao seu ataque e adivinhando várias oportunidades de contra-ataque devido à subida das linhas do Benfica. Apesar disso, o Benfica consegue o golo do empate 4 minutos depois mas continua com os jogadores à procura do golo da vitória sendo que a estratégia do Estoril se mantinha válida e com algum grau de eficiência, com Gerso a conseguir os desequilíbrios que se pretendiam dele, apesar de não mostrar uma boa tomada de decisão na conclusão das suas ações ofensivas. A colocação posterior de Diogo Amado em campo mostrou a intenção do Estoril ter mais consistência defensiva, em contraste com a alteração feita por Jorge Jesus, colocando Rodrigo e descendo Gaitán para lateral (que continuou praticamente como extremo descendo muito pouco no terreno). Com o decorrer do jogo, a equipa do Benfica ia ficando mais partida e o Estoril teve várias oportunidades para marcar, com o Benfica a ter ainda mais dificuldades após a expulsão do Carlos Martins, ficando com Matic sozinho no meio campo (para enfrentar 3 médios do Estoril), contando apenas com o apoio de um dos extremos e Lima, jogadores estes que pensavam mais nas ações no último terço ofensivo que no apoio ao meio campo.

Substituições
32' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
64' - Entra Gerso para o lugar de Luís Leal. Gerso fica a jogar como extremo esquerdo e Licá passa para ponta de lança.
72' - Entra Diogo Amado para o lugar de Evandro. Diogo Amado fica como médio centro e Carlos Eduardo sobe para a posição dez.
73' - Entra Rodrigo para o lugar de Melgarejo. Rodrigo fica como extremo esquerdo e Nicolás Gaitán desce para lateral esquerdo.
80' - Entra João Coimbra para o lugar de Carlos Eduardo. Troca direta.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Evandro (21'), Carlos Martins (69' e 78'), Yohan Tavares (92') e Vagner (93').

Cartão Vermelho: Carlos Martins (78').

Assistência: 60897 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (19ºC)

domingo, 21 de abril de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 2 x 0 Sporting (26ª Jornada)


Marcha no Marcador
36' - 1x0 (Eduardo Salvio)
75' - 2x0 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional e ambas procuravam muito os corredores laterais para cruzar para a área, variando a forma como a bola entrava nos corredores. O Benfica fazia a bola entrar muitas vezes no corredor central, daí ia para os corredores laterais e esta tendência pode parecer paradigmática uma vez que na teoria, o Sporting tinha superioridade numérica no centro do terreno mas o posicionamento dos laterais e dos extremos do Benfica compensavam a falta de homens nessa zona do campo com constantes linhas de passe ao portador da bola uma vez que os extremos (principalmente Gaitán) apareciam muito no corredor central, também para facilitar a profundidade do lateral do lado da bola e o lateral do lado contrário também fecha sempre dentro numa zona entre a linha dos centrais e a do meio campo. O Sporting já colocava a bola nos corredores em profundidade desde trás, principalmente para o lado direito de forma a aproveitar a velocidade e força de Bruma. Em ataque organizado, a subida dos laterais para fazer o overlap aos extremos criaram muitas dificuldades à defesa do Benfica e apenas o bom trabalho ao nível das interceções da linha defensiva do Benfica impediu que o Sporting tivesse marcado nestas situações. Em termos defensivos,  Benfica defendeu em zonas mais adiantadas do terreno, principalmente depois do primeiro golo. O Sporting defendeu perto do meio campo, com André Martins a juntar-se a Wolfswinkel na pressão à linha defensiva adversária e atrás deles, jogarem duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a mostrarem-se muito disciplinados no processo defensivo.

2ª Parte
A primeira alteração tática foi feita por Jesualdo Ferreira aos 64', mudando o sistema para 1-4-3-3 o que permitiu subir um médio no terreno e potenciar mais a capacidade para circular a bola em zonas mais adiantadas, reforçando a superioridade numérica nesse setor. Talvez por isso, a resposta de Jorge Jesus consistiu em retirar Cardozo para colocar, na sua posição, Gaitán que assumiu naturalmente um posicionamento defensivo mais recuado de forma a ajudar mais o setor médio. Pouco tempo depois do segundo golo, Jesus coloca André Gomes e passa a jogar em 1-4-3-3 de forma a dar mais consistência defensiva no setor intermédio e conseguiu assim controlar o jogo até ao final.

Substituições
64' - Entra Stijn Schaars para o lugar de Eric Dier. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Rinaudo a ficar como médio defensivo, Schaars e André Martins a médios centro. Eric Dier sai lesionado.
65' - Entra Valentín Viola para o lugar de Diego Capel. Viola vai para extremo direito e Bruma passa para extremo esquerdo.
69' - Entra Ola John para o lugar de Óscar Cardozo. Ola John fica como extremo esquerdo e Gaitán passa para avançado.
74' - Entra Khalid Boulahrouz para o lugar de Miguel Lopes. Boulahrouz fica como central e Ilori passa para lateral direito. Miguel Lopes sai lesionado.
81' - Entra André Gomes para o lugar de Nicolás Gaitán. O Benfica passa a jogar em 1-4-3-3 com André Gomes e Enzo Pérez a jogarem como médios centro e Matic a ficar como médio defensivo.
92' - Entra Jardel para o lugar de Luisão. Troca direta.


Árbitro: João Capela

Cartões Amarelos: Luisão (66'), Valentín Viola (84') e Fito Rinaudo (89').

Assistência: 62553 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (15ºC)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica x Porto (14ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Benfica atuava num 1-4-4-2 clássico com Enzo Pérez e Matic no corredor central do meio campo e Lima a descer ligeiramente sempre que necessário para ajudar na pressão ao meio defensivo adversário. Não jogaram com um bloco muito alto, pressionando principalmente no seu meio campo defensivo, com os avançados a não serem muito assertivos nas ações de pressão para lá da linha do meio campo. No processo ofensivo, Enzo Pérez subia no terreno jogando praticamente na posição dez. Gaitán, mesmo jogando no corredor esquerdo, tentava vários movimentos interiores com bola, conseguindo alguns desequilíbrios através do drible. Os cruzamentos do lado esquerdo saiam apenas dos pés de Melgarejo. Salvio jogou mais encostado à linha. Tiveram muitas dificuldades em construir devido à pressão do adversário.
O Porto pressionou muito alto, limitando ao máximo as primeiras fases de construção do Benfica. Tentaram sempre ganhar a bola em posições adiantadas do terreno. Ofensivamente, tentaram criar desequilíbrios aproveitando a subida dos seus laterais, principalmente de Danilo que gozava de mais espaço que Alex Sandro uma vez que Defour, extremo direito, aparecia várias vezes no corredor central sem bola, abrindo o corredor para a subida do seu colega. Varela é um jogador mais de corredor e costuma fazer apenas movimentos interiores com bola. 

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, ambas as equipas sabiam o que esperar do jogo e tanto Jorge Jesus como Vítor Pereira preferiram manter-se na espetativa sobre qualquer alteração do adversário. Acabou por ser um jogo equilibrado com ambas as equipas bem organizadas no processo defensivo, obrigando os seus jogadores a tentarem recorrer várias vezes a ações individuais para criarem desequilíbrios. A colocação de Carlos Martins por Enzo Pérez foi uma resposta à forte presença do Porto no meio campo, sendo Enzo Pérez um jogador sem grandes atributos defensivos e já com cartão amarelo. Aimar poderá ter entrado com o objetivo de trazer mais criatividade à equipa mas ao jogar numa posição tão adiantada acabou por não ter soluções nos passes de rutura (Cardozo era mais lento que qualquer um dos centrais do Porto) nem foi uma ameaça ao aparecer nas costas da defesa. A entrada de Izmaylov no Porto acabou por ditar uma alteração no sentido do jogo com Varela a passar para o lado direito e a não dar tanto espaço a Danilo para subir como dava Defour. Izmaylov, sendo destro, acabou por dar esse espaço a Alex Sandro. Dada a consistência defensiva do Porto, Jorge Jesus viu em Ola John o desequilibrador que podia decidir alguma coisa no jogo. Já Vítor Pereira contentou-se com o empate ao colocar mais um defesa e a queimar a última substituição, tirando o capitão que ao trocar a braçadeira conseguiu ganhar alguns segundos preciosos. 

Jogadores-Chave
No Benfica, Jardel e Matic fizeram um jogo muito bom, a nível defensivo. Deram muita segurança à sua equipa.
No Porto, Mangala fez um grande jogo anulando por completo os seus adversários diretos. Alex Sandro esteve em destaque, na segunda parte, no processo ofensivo e também nas ações individuais defensivas.

Marcha no Marcador
8' - 0x1 (Eliaquim Mangala)
10' - 1x1 (Nemanja Matic)
15' - 1x2 (Jackson Martínez)
17' - 2x2 (Nicolás Gaitán)

Substituições
58' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
69' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Lima. Troca direta.
75' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Steven Defour. Izmaylov fica a jogar a extremo esquerdo e Varela passa para o lado direito.
88' - Entra Ola John para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca direta.
88' - Entra Abdoulaye para o lugar de Silvestre Varela. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Izmaylov e Jackson como homens mais adiantados e Abdoulaye a ser o terceiro central.
93' - Entra André Castro para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Enzo Pérez (47'), Nemanja Matic (63'), João Moutinho (82') e Maxi Pereira (86').

Assistência: 60566 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu pouco nublado (11ºC)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Benfica (11ª Jornada)

1ª Parte
Ofensivamente, o Sporting tentou vários passes de rutura para os seus extremos ou para as diagonais de Wolfswinkel, com a bola a ser quase sempre direcionada para as costas dos laterais do Benfica (corredores laterais). Jogaram assim em ataque rápido e contra-ataque sempre que era possível. Em ataque posicional tiveram dificuldades em encontrar espaços para progredir no terreno. Sem bola, exceptuando a grande pressão nos minutos iniciais, optaram por defender no seu próprio meio campo, fechando muito bem o corredor central e orientando sempre o jogo ofensivo do Benfica para os corredores laterais. Wolfswinkel era o único jogador que não participava no processo defensivo, mesmo quando a bola passava na sua zona de ação. De notar também que à excepção dos três avançados, toda a equipa era lenta a reagir nas transições ofensivas, demorando a dar linhas de passe viáveis para acelerar o jogo através do jogo apoiado.
O jogo do Benfica era relativamente simples, as movimentações dos seus jogadores nem por isso. Atacaram quase sempre em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para conseguir espaço para cruzar para a área onde estavam os dois pontas de lança. Posicionalmente, os laterais subiam muito no terreno o que fazia com que os extremos procurassem espaços interiores e que Matic tivesse de descer para entre os centrais para assegurar sempre uma linha de passe de recurso para os mesmos e consolidar a circulação de bola no setor defensivo. Lima também desceu muitas vezes para o meio campo de forma a auxiliar André Gomes que era o único médio centro a atuar no seu espaço. Teoricamente o Benfica teria sempre uma enorme inferioridade numérica nesta zona devido ao seu sistema tático, no entanto estas movimentações interiores dos extremos (ou dos laterais caso os extremos ficassem no corredor lateral) e a descida de Lima asseguraram que conseguissem sempre progredir no terreno através do jogo apoiado e criassem superioridade numérica nos corredores laterais para ganharem espaço para o cruzamento (laterais apoiavam muito os extremos). Sem bola foram muito pressionantes tentando recuperá-la assim que possível.

2ª Parte
Com a primeira substituição a acontecer aos 70' e forçada pela lesão de Carrillo, não houve grandes mudanças na forma de jogar das equipas, apesar do Sporting ter perdido algum poder ofensivo, provavelmente pelo desgaste dos seus jogadores do ataque. Com o golo do empate a acontecer depois de mais um cruzamento do corredor lateral, o momento que marca o jogo tem de ser a expulsão de Boulahrouz ao cortar com a mão uma bola que ia para o golo. Cardozo ao marcar o penalti, coloca o Benfica a jogar em vantagem numérica contra uma equipa que estava a jogar em contra-ataque e a 'permitir' o domínio do adversário. Para além de ter colocado um central para equilibrar a linha defensiva, Vercauteren refrescou o corredor lateral com a entrada de Izmailov de forma a tentar ainda potenciar a estratégia inicial sem correr grandes riscos defensivos mas mais um golo de Cardozo através de um livre indireto sentenciou o jogo.

Jogadores-Chave
No Sporting, Diego Capel foi sempre muito perigoso nas ações de 1x1 e criou vários desequilíbrios no ataque. 
No Benfica, Lima foi claramente dos melhores jogadores em campo tendo sido muito inteligente na ocupação de espaços e eficaz nas ações ofensivas e defensivas.

Marcha no Marcador
30' - 1x0 (Ricky van Wolfswinkel)
58' - 1x1 (Marcos Rojo) auto-golo
81' - 1x2 (Óscar Cardozo)
86' - 1x3 (Óscar Cardozo)

Substituições
70' - Entra Valentín Viola para o lugar de André Carrillo. Troca direta com Carrillo a sair com problemas físicos.
82' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Ola John. Troca direta.
83' - Entra Xandão para o lugar de Elias. Com menos um jogador, passam a jogar em 1-4-4-1 com Xandão a ficar como central e Pranjic fica no meio com Rinaudo.
87' - Entra Marat Izmailov para o lugar de Diego Capel. Troca direta.
87' - Entra André Almeida para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta.
91' - Entra Rodrigo para o lugar de Óscar Cardozo. Troca direta.


Árbitro: Marco Ferreira

Cartões Amarelos: Maxi Pereira (20'), Nemanja Matic (45'), André Carrillo (69'), Fito Rinaudo (84') e Marcos Rojo (88').

Cartão Vermelho: Khalid Boulahrouz (80').

Assistência: 35114 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (10ºC)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Champions League - Barcelona x Benfica (6ª Jornada)


1ª Parte
O Barcelona jogou com o habitual ataque posicional, apesar de bastante condicionado pela ação defensiva do Benfica. Tentaram construir sempre desde a sua linha defensiva, jogando sempre curto e com os jogadores do meio campo a mostrarem muita mobilidade para que a equipa não tivesse de bater longo para o ataque. Normalmente Pinto batia sempre para um dos médios centro quando não tinha alternativas na linha defensiva. Os avançados também mostraram muita mobilidade com os extremos (principalmente Rafinha) a procurarem muito as zonas interiores. Os laterais não subiram tanto como habitual. No último terço, procuraram muitas vezes passes rasteiros de rutura de forma a isolar um dos avançados. Foram pressionantes mas não de uma forma muito assertiva, permitindo várias vezes que o Benfica resolvesse as situações de pressão adversária.
O Benfica foi muito assertivo defensivamente, nunca permitindo que o Barcelona conseguisse sair confortavelmente com passe curto na 1ª fase de construção. Os pontas de lança encostavam nos centrais e André Gomes ficava sempre perto de Song. Jogaram também com a linha defensiva alta de forma a compactar a equipa e a dar mais eficiência à pressão no meio campo ofensivo. Atuaram com a defesa em linha que mostrou uma coordenação muito boa. Ofensivamente tentaram sempre contra-atacar, havendo sempre muita gente disponível para subir no terreno e dar soluções na 3ª fase de construção. Tentaram sempre aproveitar a subida da linha defensiva adversária para lançar os seus jogadores em velocidade.

2ª Parte
O segundo tempo foi caracterizado por uma clara subida de rendimento do Barcelona que conseguiu controlar melhor o jogo e anular mais eficazmente os lançamentos do Benfica para contra-ataque. Isto pode também ter sido consequência de um desgaste dos jogadores do Benfica cuja estratégia os obrigou a muitos sprints na primeira parte. Apesar do domínio do jogo, só após a entrada de Messi é que o Barcelona se tornou mais perigoso com a bola a chegar mais vezes à baliza do Benfica. As substituições de Jorge Jesus acabaram por não trazer nada de novo à equipa com Bruno César a não ser capaz de desequilibrar (quer como segundo avançado, quer como extremo) e as entradas de Cardozo e Almeida (visaram uma alteração do sistema tático) a significar que o Benfica tinha deixado de ser uma ameaça no contra-ataque, arma através da qual tiveram as melhores e únicas oportunidades de golo. O Barcelona ainda jogou cerca de 10' com dez jogadores após a lesão de Messi mas nem assim perdeu o controlo do jogo. Nos minutos finais, referência a colocação de Luisão no ataque com Matic a descer para central, ficando o Benfica a jogar em 1-4-4-2.

Jogadores-Chave
No Barcelona, apesar do reduzido tempo em jogo, foi Messi quem tornou a equipa mais perigosa e o Benfica teve muitas dificuldades em travar as suas ações ofensivas.
No Benfica, Garay foi provavelmente um dos melhores jogadores em campo com excelentes intervenções defensivas.

Marcha no Marcador
(Não houve golos)

Substituições
58' - Entra Lionel Messi para o lugar de Rafinha. Villa passa para extremo direito e Messi fica como ponta de lança.
63' - Entra Bruno César para o lugar de Nolito. Bruno César fica como segundo avançado e Rodrigo passa para extremo esquerdo.
66' - Entra Gerard Piqué para o lugar de Adriano. Troca direta com Piqué a jogar descaído para a direita e Puyol para a esquerda.
74' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Lima. Troca direta.
74' - Entra André Almeida para o lugar de Rodrigo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com André Almeida no meio com Matic, André Gomes na posição dez (bastante recuado) e Bruno César a extremo esquerdo. 
78' - Entra Gerard Deulofeu para o lugar de Cristian Tello. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Nolito (43'), Rafinha (49'), Ezequiel Garay (56'), Luisão (59'), Adriano (60') e Nemanja Matic (78').

Assistência: 50659 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (10ºC)

domingo, 11 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Benfica (9ª Jornada)

1ª Parte
O Rio Ave nunca se precipitou a lançar a bola longo para o ataque, apesar de algumas vezes ter sido obrigado a isso devido à pressão do Benfica. O João Tomás não tem velocidade para receber bolas longas nas costas da defesa e os extremos Ukra e Filipe Augusto estavam normalmente muito recuados nos momentos de transição ofensiva para darem solução para um passe longo. Atacaram mais eficazmente pelo lado esquerdo, com Filipe Augusto muitas vezes a receber a bola para dentro e permitir que Edimar subisse no corredor lateral. Edimar mostrou-se mais ofensivo que Lionn e Wíres (jogadores que atuaram como laterais direitos). Sem bola, pressionavam o guarda-redes adversário para obrigá-lo a jogar longo de forma a prejudicar as hipóteses de saírem na 1ª fase de construção com bola controlada. Uma vez que tinham quase sempre superioridade numérica no meio campo, era uma forma de aumentarem as hipóteses de conseguir ganhar as bolas divididas. Estruturalmente, defendiam com duas linhas de quatro jogadores com ambos os extremos a descerem no terreno de forma a ajudarem a controlar as subidas dos laterais adversários.
O Benfica jogou em ataque posicional, rodando sempre a bola de forma a que esta chegasse aos corredores laterais, sendo aí que o Benfica dava seguimento à esmagadora maioria dos ataques. Ola John e Salvio eram normalmente responsáveis pelos últimos passes para os avançados. Com os jogadores do corredor central em inferioridade numérica e sem darem grandes mostras de poderem desequilibrar em lances individuais, estes serviam apenas de apoios para darem seguimento à circulação da bola. Salvio esteve mais desamparado no ataque com André Almeida a apoiar pouco as ações de ataque por esse corredor, no lado esquerdo Melgarejo subiu muito no corredor mas Ola John arriscava muitas vezes lances individuais e não deu toda a produtividade a esse corredor de forma a aumentar o número de cruzamentos para a área.

2ª Parte
No intervalo, o Rio Ave faz algumas mudanças posicionais dentro do seu sistema tático com Filipe Augusto a descer para médio centro (ao lado de Tarantini), Braga a passar para extremo esquerdo e Vítor Gomes a subir para a posição dez. Foi uma forma eficiente de aproveitar a criatividade de Vítor Gomes que acabou por significar mais perigo para a baliza adversária. Apesar do Benfica não fazer grandes mudanças, Lima começou a descer frequentemente no terreno para vir buscar jogo e dar assim mais apoio no corredor central para a 2ª e 3ª fase de construção. Apesar do resultado não se alterar até ao fim do jogo, a entrada de Tope Obadeyi alterou significativamente a tendência do jogo com nenhum dos laterais direitos (primeiro André Almeida, depois Miguel Vítor) a conseguirem lidar com a sua velocidade e capacidade de drible. O Benfica altera o seu sistema para uma espécie de 1-4-2-3-1 com Bruno César a ficar como médio centro perto de Matic, Miguel Vítor a ir para lateral direito e André Almeida a subir para extremo direito (já tinha amarelo e um desequilibrador como adversário direto) e Gaitán a ficar como segundo avançado. Num dos ataques pelo lado esquerdo, no último ataque do Rio Ave, um passe atrasado para Vítor Gomes só não deu golo depois de uma brilhante defesa de Artur.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, Vítor Gomes fez um bom jogo na posição dez. Tope também conseguiu vários desequilíbrios no corredor esquerdo apesar de pouco tempo em jogo.
No Benfica, Matic fez um jogo muito bom a nível defensivo, conseguindo equilibrar um meio campo em inferioridade numérica durante quase todo o jogo.

Marcha no Marcador
45'+2 - 0x1 (Lima)

Substituições
14' - Entra Vítor Gomes para o lugar de Lionn. Vítor Gomes passa para médio centro e Wíres desce para lateral direito. Lionn saiu lesionado.
31' - Entra Bruno César para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo Pérez a sair lesionado.
63' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Salvio. Troca direta.
80' - Entra Tope Obadeyi para o lugar de Braga. Troca direta.
83' - Entra Miguel Vítor para o lugar de Lima. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Miguel Vítor a lateral direito, André Almeida a extremo direito, Gaitán na posição dez e Bruno César a médio centro ao lado de Matic.
88' - Entra Esmael Gonçalves para o lugar de Ukra. Troca direta.


Árbitro: Bruno Esteves

Cartões Amarelos: Nemanja Matic (68'), Marcelo (78'), André Almeida (80') e Artur Moraes (83').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Seco (8ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Liga Zon Sagres - Benfica x Vitória de Guimarães (8ª Jornada)


1ª Parte
O Benfica jogou em ataque posicional, atacando preferencialmente pelos corredores laterais com os laterais a envolverem-se bastante nas acções ofensivas. A esmagadora maioria dos últimos passes dos ataques do Benfica surgiam de cruzamentos nos corredores laterais por parte dos extremos ou laterais. Defensivamente tentavam pressionar a bola na zona em que a perdiam. Em organização defensiva, defendiam com duas linhas de quatro jogadores, ficando apenas os dois pontas de lança na frente para pressionarem a linha defensiva adversária.
O Vitória de Guimarães desciam muito as suas linhas em fase defensiva com os médios centro El Adoua e Leonel Olímpio a juntarem-se aos centrais nas acções junto à sua área, de forma a diminuir as probabilidades de sucesso dos muitos cruzamentos que o Benfica fez. No entanto, esta acção fez com que deixassem muito espaço para os adversários explorarem na zona da entrada da grande área. Os extremos também desciam fazendo duas linhas de quatro jogadores, apesar de João Ribeiro não se ter mostrado tão empenhado na fase defensiva como Ricardo. Ofensivamente tentaram vários ataques rápidos mas foram raras as ocasiões de perigo eminente para a baliza adversária.

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o jogo manteve-se com a mesma tendência e logo aos 48 minutos o Benfica marca o segundo golo e fica com o jogo na mão. Conseguiu sempre controlar a bola ofensivamente, criando várias situações de cruzamento nos corredores laterais e fechando muito bem os espaços defensivamente. O Vitória, dentro do mesmo sistema táctico, foi fazendo algumas trocas mas nenhuma teve efeitos práticos. Depois da expulsão, o Benfica passou Lima para extremo esquerdo e Bruno César para a posição dez. O Vitória chegou a jogar os minutos finais com dois pontas de lança mas o resultado já estava feito.

Jogadores-Chave
No Benfica, Salvio é um dos jogadores mais influentes do ataque, sendo o principal desequilibrador. Cardozo é o jogador de referência e apesar de pouco móvel, muito jogo passa por ele.
No Vitória de Guimarães não houve grandes destaques, onde se pode referir ambos os centrais pela relativa eficácia com que defenderam os cruzamentos adversários.

Marcha do Marcador
37' - 1x0 (Óscar Cardozo)
48' - 2x0 (Óscar Cardozo)
67' - 3x0 (Lima)

Substituições
45'+1 - Entra André Gomes para o lugar de Carlos Martins. Troca directa com Carlos Martins a sair lesionado.
58' - Entra Marco Matias para o lugar de André André. Marco Matias fica a jogar a extremo direito, Ricardo passa para o lado esquerdo e João Ribeiro fica a jogar na posição dez.
68' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Salvio. Troca directa.
73' - Entra Bruno César para o lugar de Ola John. Troca directa.
78' - Entra Milan Lalkovic para o lugar de Ricardo. Troca directa.
84' - Entra Amido Baldé para o lugar de João Ribeiro. Passam a jogar num 1-4-4-2 com Baldé a jogar ao lado de Toscano no ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Rodrigo Defendi (21') e David Addy (47').

Cartão Vermelho: André Gomes (79').

Assistência: Desconhecido (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Chuva (17ºC)

domingo, 23 de setembro de 2012

Liga Zon Sagres - Académica x Benfica (4ª Jornada)

1ª Parte
A Académica jogou com um 1-4-3-3 bem definido, defendendo com duas linhas de quatro jogadores bem recuados, com Bruno China entrelinhas. Apenas Cissé ficava acima da linha da bola quando esta estava no meio campo defensivo da Académica. Os extremos mostraram uma grande predisposição para fechar nos corredores laterais. Ofensivamente jogaram em ataque posicional, jogando apoiado a toda a largura do campo, procurando sempre situações em que pudessem ser feitos passes de ruptura para as costas da defesa adversária, para explorar a velocidade dos três homens da frente. Por volta dos 35 minutos, Marinho troca de lado com Wilson Eduardo.
O Benfica jogou claramente em ataque posicional, mostrando uma grande predominância nas acções pelos corredores laterais, onde os extremos ou os defesas laterais procuravam sempre espaço para cruzarem para a área, onde tinham pelo menos duas referências na grande área adversária. Os jogadores mostraram uma grande mobilidade nas acções ofensivas, com os pontas de lança a trabalharem muito bem através de movimentos sem bola de forma a criar espaço para os colegas receberem em zonas mais avançadas. Defensivamente não se mostraram muito agressivos, procurando em primeira instância fechar as linhas de passe do adversário no meio campo defensivo e depois, procurando uma má recepção ou um domínio numa zona em que o portador da bola não tem uma solução de passe imediato, para pressionar o mesmo.

2ª Parte
Ao intervalo entra Nolito por Bruno César, uma substituição que procurava um ataque mais incisivo pelos corredores laterais. Quando aos 49', Rodrigo é expulso, a Académica passa a jogar em 1-4-4-1, apostando numa maior coesão defensiva devido à sua inferioridade numérica. Com uma exibição algo discreta, Enzo Pérez dá lugar a Aimar mas pouco mudou no jogo, numa altura em que a Académica descia ainda mais as suas linhas defensivas de forma a evitar um golo adversário. 5' depois, Wilson marca o 2x1 e logo depois Pedro Emanuel coloca Ogu para dar uma maior consistência defensiva no meio campo. Todas as restantes substituições foram trocas directas e a Académica, estando em vantagem no marcador e inferioridade numérica, apostou tudo na consistência defensiva, numa altura que o Benfica começava a atacar com mais homens. Lima, num remate de meia distância, marcou o golo que estava eminente e definiu assim o resultado final.

Jogadores-Chave
Na Académica, os médios Clayton e Makelele fizeram um jogo muito interessante, com muita segurança nas acções com bola.
No Benfica, Salvio foi o jogador mais desequilibrador, criando vários problemas à defesa da Académica.

Marcha no Marcador
26' - 1x0 (Salim Cissé)
51' - 1x1 (Óscar Cardozo)
70' - 2x1 (Wilson Eduardo)
86' - 2x2 (Lima)

Substituições
Int - Entra Nolito para o lugar de Bruno César. Troca directa.
52' - Entra João Dias para o lugar de Marinho. Passam a jogar em 1-4-4-1 com João Dias a lateral direito, Clayton a médio esquerdo, Wilson a médio direito e Bruno China a médio centro juntamente com Makelele.
65' - Entra Pablo Aimar para o lugar de Enzo Pérez. Troca directa.
73' - Entra John Ogu para o lugar de Salim Cissé. Wilson passa a jogar a ponta de lança, Ogu joga a médio esquerdo e Makelele fica a médio direito, com Clayton e Bruno China a médios centro.
75' - Entra Lima para o lugar de Rodrigo. Troca directa.
83' - Entra Edinho para o lugar de Wilson Eduardo. Troca directa.

Árbitro: Carlos Xistra

Cartões Amarelos: Maxi Pereira (25'), João Dias (55'), Melgarejo (55'), Reiner Ferreira (62'), Ezequiel Garay (69') e John Ogu (77').

Cartão Vermelho: Rodrigo Galo (49').

Assistência: Desconhecido (Estádio EFAPEL Cidade de Coimbra)

Clima: Chuva ocasional (18ºC)

sábado, 14 de abril de 2012

Taça da Liga - Benfica x Gil Vicente (Final)

1ª Parte
O Benfica entrou em campo com uma espécie de 1-4-2-3-1, apesar de Witsel, um dos médios centro a par de Matic, não se esgotar em acções defensivas, privilegiando as acções de transição ofensiva e de apoio no processo ofensivo. Com bola, optaram por utilizar o corredor central para criar perigo através de várias combinações entre os médios e os extremos que faziam várias movimentações interiores.
O Gil Vicente defendeu com as linhas próximas mas tendo uma acção pro-activa na procura da posse da bola, com Hugo Vieira muito activo na pressão à linha defensiva e com os médios interiores preocupados e não dar espaço aos adversários com bola no corredor central, pressionando-os logo após a recepção da bola. Ainda na primeira metade dos 45', Luis Carlos trocou de flanco com Richard apesar não haver alterações tácticas. Provavelmente deveu-se a Luis Carlos ser mais participativo no processo defensivo que Richard e Capdevila participou menos nas acções ofensivas que Maxi Pereira. Ofensivamente, o jogador mais influente era claramente Hugo Vieira que, ao receber a bola, costumava tentar sozinho criar desequilíbrios no corredor central com relativa eficácia. O Gil Vicente conseguiu criar algumas oportunidades mas o Benfica dominou praticamente todo o jogo e mereceu chegar ao intervalo com o resultado em 1-0.

2ª Parte
O Benfica colocou em campo Gaitán por Nelson Oliveira, que aparentemente jogou apenas devido à obrigação da utilização de um número mínimo de jogadores nacionais mas manteve o sistema táctico. O Gil Vicente voltou apenas a colocar Richard do lado esquerdo, tendo claramente mais preocupações defensivas para tentar controlar as subidas de Maxi Pereira. Tudo se manteve na mesma praticamente na mesma altura, ambas as equipas alteraram os seus sistemas tácticos com o Gil Vicente a mudar para 1-4-2-3-1 e o Benfica a fixar o seu habitual 1-4-1-3-2. Apesar das mudanças tácticas, a tendência do jogo não se alterou. Apesar disso, quando Jorge Jesus se preparava para colocar Javi García para ajudar a defender o resultado, o Gil Vicente faz o golo do empate e entre Saviola em vez do Javi. Curiosamente, é o mesmo Saviola que no seguimento de um lançamento lateral faz o golo da vitória.

Jogadores-Chave
No Benfica, Witsel foi considerado o melhor jogador em campo com uma exibição muito consistente, dando muita segurança à circulação da bola.
No Gil Vicente, Adriano fez uma boa exibição com algumas defesas importantes. Zé Luís também foi muito influente no processo ofensivo durante o tempo que esteve em jogo.

Golos
30' - Bruno César ganha a bola no corredor lateral esquerdo e avança no terreno, cruzando largo ao 2º porte onde aparece Rodrigo a encostar para o golo.
78' - No seguimento de um canto do lado direito, André Cunha recebe a bola no corredor lateral do mesmo lado sem nenhum adversário por perto, cruza atrasado para João Vilela que falha o remate mas a bola sobra para Zé Luís que à meia volta remata para o golo.
83' - Lançamento longo de Maxi Pereira para a área e depois de alguns cabeceamentos a bola sobra para Witsel que remata para a defesa de Adriano e na recarga, Saviola remata para o golo.

Substituições
Int - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Nelson Oliveira. Rodrigo fica como ponta de lança e Gaitán como extremo direito.
56' - Entra Zé Luís para o lugar de Luís Manuel. Zé Luís fica a jogar como ponta de lança com Hugo Vieira a passar para extremo direito, Luis Carlos para extremo esquerdo e Richard a 10. O Gil Vicente passa a jogar em 1-4-2-3-1.
62' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Pablo Aimar. O Benica define o seu sistema de 1-4-1-3-2 com Cardozo e Rodrigo como jogadores mais adiantados com Witsel a jogar como médio ofensivo.
67' - Entra Guilherme para o lugar de Luis Carlos. Troca directa.
76' - Entra João Vilela para o lugar de Richard. Troca directa.
82' - Entra Javier Saviola para o lugar de Rodrigo. Troca directa.

Benfica
47 - Eduardo
8 - Bruno César
10 - Pablo Aimar (7 - Óscar Cardozo)
14 - Maxi Pereira
16 - Nelson Oliveira (20 - Nicolás Gaitán)
19 - Rodrigo (30' - Javier Saviola)
21 - Nemanja Matic
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel
33 - Jardel
38 - Joan Capdevila

Gil Vicente
1 - Adriano Facchini
2 - Rodrigo Galo
10 - André Cunha
25 - César Peixoto
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (40 - Guilherme)
66 - Luís Manuel (99 - Zé Luís)
70 - Hugo Vieira
80 - Júnior Caiçara
89 - Richard (77 - João Vilela)

Cartões Amarelos: Luís Manuel (50'), Nicolás Gaitán (81'), Javier Saviola (86'), Cláudio (86') e Bruno César (86').

Assistência: 23452 (Estádio Cidade de Coimbra)

Clima: Céu nublado (13ºC)