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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Premier League - Chelsea 2 x 2 Tottenham (33ª Jornada)


Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Oscar)
26' - 1x1 (Emmanuel Adebayor)
39' - 2x1 (Ramires)
80' - 2x2 (Gylfi Sigurdsson)

1ª Parte
Apesar de jogar em casa, o Chelsea não precisava de correr atrás do resultado uma vez que era o Tottenham que estava atrás na classificação. Defendeu assim com as linhas muito recuadas, no seu próprio meio campo, não fazendo uma pressão muito à frente, dando a iniciativa do jogo ao Tottenham. Esta postura mais sólida e conservadora dificultou a ação dos jogadores mais perigosos do Tottenham que eram os extremos Bale e Lennon que não encontraram espaços para explorar a sua velocidade, também permitia ganhar espaço no meio campo ofensivo para contra-atacar, com o Chelsea a colocar rapidamente 5 jogadores a participar nas transições ofensivas (muita disponibilidade de Ramires) onde também Fernando Torres teve um trabalho tático muito importante, caindo num dos corredores laterais para abrir espaços no meio para a entrada dos seus colegas. A maior força ofensiva do Chelsea residia na criatividade dos seus médios que se traduzia em várias movimentações de rutura e apoio. O Tottenham jogou em ataque posicional aproveitando a maior passividade do Chelsea a defender, para controlar a posse da bola mas mostrou sempre muitas dificuldades em ultrapassar a linha defensiva adversária para chegar à baliza de Cech, só conseguindo marcar com um golo fantástico de Adebayor num contra-ataque em que correu mais de 50 metros sem qualquer pressão de um adversário.

2ª Parte
O Chelsea pareceu subir um pouco as linhas mas as dificuldades do Tottenham mantiveram-se e a primeira substituição do jogo foi feita por André Villas-Boas que colocou um criativo num corredor, ficando agora com dois extremos (Bale do lado direito e Sigurdsson no lado esquerdo) com tendências para procurar o corredor central, tentando encontrar espaços através das combinações entre jogadores e não tanto na exploração do espaço nas costas da defesa. Foi uma alteração que acabou por trazer resultados práticos, com o golo a ser marcado por Sigurdsson que entrou no meio e rematou depois de uma combinação com Adebayor. A outra alteração do Tottenham, ainda antes do golo do empate, foi a retirada de Holtby que apareceu pouco no jogo, colocando Dempsey que será talvez mais ofensivo e mais experiente. Rafael Benítez trocou os extremos no que pareceu mais um acto de gestão do Chelsea, uma vez que ambos fizeram um grande jogo.

Substituições
62' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Aaron Lennon. Bale passa para a ala direita e Sigurdsson fica no lado esquerdo.
70' - Entra Clint Dempsey para o lugar de Lewis Holtby. Troca direta.
73' - Entra Victor Moses para o lugar de Eden Hazard. Troca direta.
84' - Entra Yossi Benayoun para o lugar de Oscar. Troca direta.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jan Vertonghen (79'), Gareth Bale (87') e Ramires (92').

Assistência: 41581 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Premier League - Tottenham x Newcastle (26ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham começou o jogo a tentar controlar o ritmo, jogando em ataque posicional e tentando sempre rodar o jogo com recurso ao passe curto privilegiando assim a segurança. Só a meio da 1ª parte é que começaram a ter mais dificuldades na construção devido à pressão do Newcastle. Mostraram-se sempre pressionantes na transição defensiva, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, em organização defensiva, recuavam até ao seu meio campo defensivo e apenas os jogadores da frente pressionavam um pouco mais alto, principalmente com Holtbya mostrar-se sempre muito disponível para fechar espaços.
O Newcastle tentou atacar de forma mais rápida, usando muitas vezes Cissé como referência para um jogo mais direto. Sissoko também se mostrou muito importante explorando bem o espaço nas costas da defesa adversária onde tentava aparecer sempre que possível. Após o golo do empate, mudaram um pouco a sua atitude, passando a jogar mais curto e tentando controlar mais o jogo. Defensivamente também passaram a pressionar mais à frente após os golos, com os jogadores da frente a serem os mais assertivos nessas ações. O meio campo mostrava por vezes alguma passividade o que causava alguma vulnerabilidade nas transições defensivas, assim que o setor ofensivo era ultrapassado.

2ª Parte
O Tottenham voltou a entrar em campo controlando o jogo, com o Newcastle a assumir uma postura mais sólida a nível defensivo. A alteração que acabou por ditar o rumo do jogo, foi a entrada de Adebayor uma vez que Bale passou a jogar na posição dez e conseguiu aí criar muito mais perigo (marcando inclusivé o golo da vitória). Alan Pardew ainda alterou o seu sistema tático para 1-4-4-2 mas acabou por não ter efeitos práticos uma vez que o Tottenham continuava a ter as melhores oportunidades, mesmo com Lloris a ter sido fundamental num lance de golo do Newcastle.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o jogador mais perigoso tendo criado várias oportunidades de golo para a sua equipa.
No Newcastle, Sissoko fez um jogo interessante na primeira parte mas desceu de rendimento na segunda.

Marcha no Marcador
5' - 1x0 (Gareth Bale)
24' - 1x1 (Yoan Gouffran)
78' - 2x1 (Gareth Bale)

Substituições
59' - Entra Sylvain Marveaux para o lugar de Yoan Gouffran. Troca direta com Gourffan a sair lesionado.
69' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Lewis Holtby. Adebayor fica a jogar a ponta de lança, Dempsey passa para a ala esquerda e Gareth Bale fica na posição dez.
74' - Entra Benôit Assou-Ekotto para o lugar de Kyle Naughton. Troca direta.
82' - Entra Cheick Tioté para o lugar de James Perch. Troca direta.
86' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Jonás Gutiérrez. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ameobi na frente com Cissé e Sissoko a passar para a ala direita.
93' - Entra Jake Livermore para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta com Dembélé a sair lesionado.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Yohan Cabaye (90') e Shola Ameobi (90'+6).

Assistência: 36244 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Premier League - Tottenham x Liverpool (14ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham foi sempre apostado em ataques rápidos e contra-ataques, aproveitando a velocidade dos seus médios ala, principalmente de Gareth Bale que esteve muito forte nos duelos de 1x1, criando vários desequilíbrios defensivos (criou assim o primeiro golo). Já com uma vantagem de 2 golos, criaram menos situações de contra-ataque, dando mais valor à bola tentando atacar mais vezes pela certa. A partir daqui, Dembélé teve mais oportunidades para conduzir a bola pelo meio, fazendo-o algumas vezes com algum perigo mas nunca descorando as suas funções defensivas. Sem bola não pressionavam muito alto, apenas com Defoe e Dempsey a pressionarem os centrais mas sem grande assertividade. Esperavam frequentemente pelo Liverpool no seu meio campo defensivo com os extremos a ajudarem a contrariar as subidas dos laterais adversários.
O Liverpool entrou em campo muito pressionante, com Suárez a não deixar a defesa do Tottenham trocar a bola livremente. Esta pressão foi mais intensa nos primeiros minutos, sendo que era feita principalmente por um homem e dificilmente Suárez aguentava o mesmo ritmo durante todo o jogo. Durante quase toda a primeira parte, defenderam no seu meio campo defensivo. Viu-se no entanto, durante todo o jogo, uma grande entreajuda defensiva dos seus jogadores. com os extremos a ajudarem nas tarefas defensivas. Ofensivamente jogaram em ataque posicional sempre com um grande envolvimentos dos laterais que subiam muito no terreno. Os extremos procuravam muitos movimentos interiores o que facilitava e dava sentido à subida de Downing e Johnson. Apesar do resultado, o Liverpool criou provavelmente mais oportunidades de golo que o Tottenham.

2ª Parte
A perder por 2 golos, o Liverpool assume o domínio do jogo, aproveitando uma postura mais cautelosa por parte do Tottenham que começava a atacar predominantemente em contra-ataque. Nem Brendan Rodgers nem André Villas-Boas fizeram alterações táticas, alterando apenas as características dos jogadores com o Liverpool a beneficiar da capacidade de execução de lances de bolas paradas de Shelvey e o Tottenham a beneficiar da maior capacidade defensiva de Huddlestone (poupando também Dembélé que fez o seu primeiro jogo como titular após regressar de lesão). Já com o resultado em 2-1 (auto-golo de Bale), o Liverpool começa a perder o discernimento nos minutos finais do jogo e acaba por perder algum domínio do jogo.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o homem mais perigoso e influente no jogo, tirando grande proveito da sua capacidade de drible.
No Liverpool, José Enrique apareceu sempre bem nas zonas de finalização. Suárez foi dos jogadores mais lutadores, mostrando muita mobilidade ofensiva abrindo espaços para os colegas.

Marcha no Marcador
7' - 1x0 (Aaron Lennon)
16' - 2x0 (Gareth Bale)
72' - 2x1 (Gareth Bale) auto-golo

Substituições
63' - Entra Jonjo Shelvey para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
64' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
78' - Entra Oussama Assaidi para o lugar de Stewart Downing. José Enrique desce para lateral esquerdo e Assaidi fica como extremo esquerdo.
88' - Entra Tom Huddlestone para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Martin Skrtel (38'), Gareth Bale (78') e José Enrique (91').

Assistência: 36162 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

sábado, 17 de novembro de 2012

Premier League - Arsenal x Tottenham (12ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal defendeu quase sempre atrás do meio campo, com Giroud a pressionar eventualmente os centrais para não os deixar subir com bola, mais preocupado com Vertonghen que era o central com mais propensão ofensiva na condução de bola. A sua zona de pressão eram os corredores laterais, pressionando sempre que a bola chegava a um dos laterais. Com bola jogaram em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para cruzar para a área, situação que lhes valeram dois golos e várias oportunidades de finalização. Depois de estarem a jogar com mais um jogador e em desvantagem, começaram a pressionar mais em cima, criando muitas dificuldades aos adversários na construção.
O Tottenham jogou em ataque posicional, aproveitando a pouca agressividade do Arsenal em zonas adiantadas mas tiveram muitas dificuldades em atacar pelos corredores laterais, com Bale e Lennon a estarem pouco em jogo muito por culpa da ação defensiva dos adversários. Depois da expulsão de Adebayor, o seu processo ofensivo ficou seriamente comprometido por falta de opções, sendo que o seu jogo passou a basear-se em bolas longas para procurar a velocidade de Defoe. Sem bola, também podemos dividir o jogo em duas partes. Com 11 jogadores viram-se os avançados a pressionarem a linha defensiva do Arsenal para dificultar a construção de jogo, com 10 jogadores desceram para o seu meio campo preocupando-se principalmente em fechar espaços. Com os médios ala a terem de descer no terreno para ajudar os seus laterais (o Arsenal estava constantemente a fazer sobreposições nos corredores laterais para conseguir espaço para cruzar), ficaram sem alternativas para as transições com dois médios centro de características defensivas e com os médios ala ocupados defensivamente, sobrando apenas Defoe na frente.

2ª Parte
A única alteração relevante que acontece ao intervalo é da parte do Tottenham que muda para 1-3-2-3-1 com Villas-Boas a apostar em três defesas de forma a disponibilizar um homem extra (Dempsey) no meio campo capaz de fazer melhor a 3ª fase de construção que ficou prejudicada após expulsão de Adebayor. O Arsenal trocou os extremos de lado mas foi uma troca pontual. A equipa da casa estava apostada na segurança defensiva para segurar a vantagem e gerir o jogo da melhor forma e no reinício do jogo o Tottenham gozou de algum domínio aproveitando a posição recuada da equipa adversária para com os setores médio e ofensivo reestruturados conseguir criar mais algum perigo. Ainda assim, o domínio tardou em concretizar-se em golos e como qualquer equipa que arrisca jogar com três defesas, o Tottenham abriu muitos espaços no setor defensivo para o Arsenal explorar. Wenger geriu bem as substituições para numa altura que o Tottenham se balanciava cada vez mais apra o ataque de forma a reduzir a desvantagem, colocou Chamberlain na direita e passou Walcott para o meio, ficando com muito mais velocidade no ataque para explorar situações de contra-ataque frente a uma defesa que estaria sempre desequilibrada.

Jogadores-Chave
No Arsenal, a exibição valeu pelo todo sem haver nenhum jogador que se destacasse em demasia dos colegas. Podemos falar da importância de Giroud na estratégia montada devido à sua grande capacidade no jogo aéreo.
No Tottenham, Gareth Bale foi o jogador mais desequilibrador (principalmente na 2ª parte) e Hugo Lloris também fez grandes intervenções. Pela negativa temos de referir a exibição dos dois centrais na 1ª parte.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Emmanuel Adebayor)
24' - 1x1 (Per Mertesacker)
42' - 2x1 (Lukas Podolski)
45' - 3x1 (Olivier Giroud)
60' - 4x1 (Santi Cazorla)
71' - 4x2 (Gareth Bale)
91' - 5x2 (Theo Walcott)

Substituições
Int - Entra Clint Dempsey para o lugar de Kyle Naughton.
Int - Entra Michael Dawson para o lugar de Kyle Walker. Passam a jogar em 1-3-2-3-1 com Gallas, Dawson e Vertonghen na defesa e Demspey na posição dez.
71' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Jack Wilshere. Troca direta.
71' - Entra Tom Carroll para o lugar de Tom Huddlestone. Troca direta.
80' - Entra André Santos para o lugar de Luka Podolski. Troca direta.
86' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Olivier Giroud. Walcott passa para ponta de lança e Chamberlain joga a extremo direito.


Árbitro: Howard Webb

Cartões Amarelos: Aaron Lennon (45'), Sandro (66') e Lukas Podolski (80').

Cartão Vermelho: Emmanuel Adebayor (18')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (11ºC)

sábado, 20 de outubro de 2012

Premier League - Tottenham x Chelsea (8ª Jornada)

1ª Parte
O Tottenham entrou com uma postura muito cautelosa, defendendo no seu meio campo defensivo, deixando os centrais adversários jogarem com espaço, pressionando a partir do momento que a bola chegava aos médios ou laterais do Chelsea. Os extremos desciam muito no terreno nas transições e organização defensiva, principalmente Lennon, de forma a neutralizar as subidas de Ashley Cole. Os jogadores subiam mais no terreno nos lançamentos laterais do adversário onde procuravam ganhar a bola o mais à frente possível. O método ofensivo predominante era o contra-ataque, procurando a velocidade e diagonais de Defoe com contava sempre com uma rápida aproximação dos extremos e Sigdursson. Depois do golo sofrido notou-se uma alteração na postura da equipa, tentando subir mais no terreno e dominar mais o jogo através da posse de bola, contando também com a descida das linhas da equipa adversária.
O Chelsea assumiu desde o início do jogo até aos 30' o controlo da bola, jogando em ataque posicional. Com um extremo destro e outro canhoto no lado esquerdo e direito respectivamente, fazia com que o jogo não fosse tão vertical. Mikel e Ramires foram muito importantes na manutenção da posse de bola, procurando muito bem os espaços para darem soluções à linha defensiva e decidindo quase sempre bem ao nível do passe, apesar das dificuldades criadas pelos adversários no corte das linhas de passe. Sem bola, defendiam no seu meio campo, sem se preocuparem em pressionar os adversários em zonas mais ofensivas.

2ª Parte
O Tottenham coloca Dempsey no meio e Sigdursson no lado esquerdo, não alterando o sistema táctico. O jogo recomeçou praticamente com um golo do Tottenham e pouco tempo depois, conseguem passar para a frente do marcador num período em que ambas as equipas estão mais abertas, sempre à procura do golo. Mata empata e coloca o Chelsea em vantagem num espaço de 3', com a entrada de Livermore por Huddlestone entre ambos os golos. O jogo mostrou-se muito mais atractivo com várias oportunidades para ambos os lados. Em desvantagem, Adebayor entra para o lugar de Dempsey, com Sigdursson a passar para médio ofensivo e Defoe para extremo esquerdo. Com Adebayor na frente de ataque, o Tottenham preparava-se para atacar uma equipa que se ia encostar à sua baliza para defender o resultado, ganhar mais poder físico mas as verdadeiras oportunidades surgiram de fora da área com remates de meia distância. O Chelsea ainda colocou Sturridge a extremo direito com Mata a ir para a posição dez, sendo que mais tarde entrou Lampard para essa mesmo posição com Mata a passar para o lado esquerdo, posição de onde criou o quarto e último golo da sua equipa.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Defoe é muito importante nas acções ofensivas, com e sem bola. Lennon e Sigdursson também criaram boas oportunidades.
No Chelsea, Juan Mata foi fundamental com influência directa no marcador com 2 golos e 1 assistência.

Marcha no Marcador
17' - 0x1 (Gary Cahill)
47' - 1x1 (William Gallas)
54' - 2x1 (Jermain Defoe)
66' - 2x2 (Juan Mata)
69' - 2x3 (Juan Mata)
91' - 2x4 (Daniel Sturridge)

Substituições
67' - Entra Jake Livermore para o lugar de Tom Huddlestone. Troca directa com Livermore a jogar mais descaído para o lado esquerdo e Sandro para o lado direito.
74' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Clint Dempsey. Adebayor vai para ponta de lança, Sigdursson passa para a posição dez e Dempsey vai para extremo esquerdo.
83' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Oscar. Mata vai para a posição dez com Sturridge a ficar como extremo direito.
90' - Entra Frank Lampard para o lugar de Eden Hazard. Mata vai para extremo esquerdo e Lampard fica na posição dez.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Branislav Ivanovic (25'), Tom Huddlestone (37'), William Gallas (40'), Kyle Walker (45'+2) e Ramires (45'+3).

Assistência: 36060 (White Hart Lane)

Clima: Céu limpo (14ºC)

sábado, 24 de março de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Tottenham (30ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Arsenal (55 pontos)
4º Tottenham (54 pontos)
5º Chelsea (49 pontos)
6º Newcastle (47 pontos)

1ª Parte
O Chelsea usou um sistema táctico que não lhe é estranho, no entanto o posicionamento mostra algumas alterações ao normal, principalmente a colocação de Ramires a extremo direito e Sturridge a extremo esquerdo. Como do lado esquerdo do Tottenham costuma jogar Gareth Bale, o jogador mais influente da equipa, a colocação de Ramires nesse flanco poderá ter sido uma forma de consolidar defensivamente esse corredor, visto que Bosingwa não é um lateral que defende tão bem como Ivanovic, que se encontra lesionado. Defensivamente notou-se uma preocupação em não deixar os jogadores do corredor central (excepto os centrais) receber a bola à vontade o que dificultou muito a construção de jogo do Tottenham.
Habituados a jogar em 1-4-4-2, o Tottenham jogou numa espécie de 1-4-5-1, com 3 médios no corredor central para evitar uma grande inferioridade numérica nessa zona. Ainda assim, devido à forte pressão do Chelsea nesse corredor, só conseguiram levar a bola para o última terço através dos corredores laterais. Tiveram mais espaço no corredor lateral direito onde Sturridge não investia muito em movimentos defensivos mas Van der Vaart tinha a tendência para explorar zonas mais interiores e naturalmente, a equipa tentava procurar Bale sempre que possível colocando o jogo mais vezes no corredor contrário.

2ª Parte
Apesar de nenhuma equipa ter alterado do seu sistema táctico, o Tottenham começou a ter um ligeiro domínio do jogo, ao contrário do que aconteceu na 1ª parte. No geral, os segundos 45' foram mal jogados e excepto três situações de bola corrida em que o Tottenham poderia ter marcado golo (duas delas negadas por Cahill), praticamente todas as situações de perigo surgiram através de lances de bola parada. Com o decorrer do jogo, ambas as equipas iam aumentando a percentagem de ataques através de jogo directo para os homens da frente com o Chelsea a não conseguir construir jogo devido à elevada concentração de jogadores do Tottenham no seu meio campo defensivo, e estes últimos por começar a apostar no contra-ataque mostrando que se sentiam confortáveis com o empate que lhes permitia cumprir o objectivo classificativo de não perder pontos para o Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Gary Cahill destacou-se ao salvar a equipa 2 vezes em lances claros de golo para o Tottenham.
No Tottenham, Gareth Bale criou algumas situações de perigo para a sua equipa e era muitas vezes solicitado pelos seus colegas.

Substituições
60' - Entra David Luiz para o lugar de José Bosingwa. Troca directa, talvez para dar mais consistência defensiva ao corredor de forma a limitar a acção de Gareth Bale.
76' - Entra Fernando Torres para o lugar de Michael Essien. Torres fica a jogar a extremo direito e Ramires a médio centro. Uma substituição mais ofensiva com Ramires a conseguir cobrir uma maior área do campo no meio, ficando o Chelsea com um extremo direito com maior capacidade de finalização.
76' - Entra Louis Saha para o lugar de Rafael Van der Vaart. Troca directa. Van der Vaart teve pouca influência jogo jogo.
77' - Entra Jake Livermore para o lugar de Sandro. Troca directa.
89' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.

Golos
(Não houve)

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
5 - Michael Essien (9 - Fernando Torres)
7 - Ramires
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
17 - José Bosingwa (4 - David Luiz)
23 - Daniel Sturridge (21 - Salomon Kalou)
24 - Gary Cahill
26 - John Terry

Tottenham
24 - Brad Friedel
3 - Gareth Bale
4 - Younes Kaboul
8 - Scott Parker 
10 - Emmanuel Adebayor
11 - Rafael Van der Vaart (15 - Louis Saha)
13 - William Gallas 
14 - Luka Modric
28 - Kyle Walker
30 - Sandro (29 - Jake Livermore)
32 - Benoit Assou-Ekotto

Cartões Amarelos: Michael Essien (50'), Benoit Assou-Ekotto (64') e Sandro (66')

Assistência: 41830 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo (15ºC)

domingo, 4 de março de 2012

Barclays Premier League - Tottenham x Manchester United (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester City (66 pontos) 27 Jogos
2º Manchester United (61 pontos) 26 Jogos
3º Tottenham (53 pontos) 26 Jogos
4º Arsenal (49 pontos) 27 Jogos

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram de uma forma muito semelhante. O mesmo sistema táctico (1-4-4-2), com os laterais a subirem para ajudarem a criar desequilíbrios no processo ofensivo, um dos pontas de lança a descerem para aproveitar o espaço entre linhas e dar linhas de passe aos médios centro ou para ajudar a ganhar a bola no processo defensivo. Viram-se ambas as equipas a jogarem muito pelo seguro, com os centrais muito solicitados, jogando em ataque posicional. Os dois conjuntos não foram muito pressionantes e esperaram regularmente pela outra equipa no seu meio-campo. Perto do fim, já depois de um golo anulado ao Tottenham, o Manchester United começou a subir ligeiramente no terreno, com ambos os avançados a tentarem dificultar a 1ª fase de construção dos adversários. Acabou por ser uma 1ª parte sem grandes interesses a nível táctico, onde as duas equipas estavam muito dependentes de desequilíbrios individuais e dos erros do adversário em posse da bola. Previsivelmente, o único golo ocorreu de um lance de bola parada.

2ª Parte
Em desvantagem por um golo, o Tottenham teve mais facilidade em usar o jogo directo. Mas o Manchester United manteve-se bastante coeso com os sectores médio e defensivo bastante próximos e a equipa da casa teve muitas dificuldades em criar situações de finalização, optando regularmente por cruzamentos para a área mas sem sucesso. Nos 60', num lance pouco habitual, o Manchester faz o golo e logo a seguir, com a entrada de Giggs, mudaram o sistema de jogo colocando mais um jogador no centro do terreno (Rooney desceu para médio centro) e a partir daí, com superioridade numérica no meio campo, conseguiu controlar o jogo. Chegou naturalmente ao 3º golo e sofreu outro, com De Gea aparentemente a não ver a bola partir.

Jogadores-Chave
No Tottenham não houve nenhum jogador que se destaca-se dos outros.
No Manchester United, Ashley Young teve uma grande influência no resultado com 2 golos marcados e 1 assistência. Rooney também assumiu particular importância na equipa equilibrando bem o meio campo, factor decisivo para o controlo do jogo na 2ª parte.

Substituições
60' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Paul Scholes. Apesar de ser uma troca directa, Rooney, com o resultado já em 0-2, desce mais no terreno actuando como médio centro. O United passa assim a jogar em 1-4-5-1.
79' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Nani. Troca directa. Park é um jogador mais combativo e eficiente no processo defensivo.
79' - Entra Jermaine Defoe para o lugar de Louis Saha. Troca directa.
79' - Entra Niko Kranjcar para o lugar de Sandro. Kranjcar vai jogar para médio esquerdo com Modric a vir para médio centro.
84' - Entra Danny Rose para o lugar de Aaron Lennon. Rose vai para o lado esquerdo com Kranjcar a passar para o lado direito.

Golos
44' - Canto marcado por Young, do lado esquerdo do ataque, para a pequena área onde Rooney se antecipa a Walker e cabeceia para o golo.
59' - Num lançamento do lado direito, no último terço, Nani recebe a bola junto à linha de fundo, cruza e num corte incompleto da defesa, Young remata de primeira com a bola a entrar junto ao 2º poste.
68' - Evra conduz a bola pela esquerda e passa para Young que recebe numa posição mais interior, este conduz na direcção do centro e ainda fora da área remata cruzado ao 2º poste com o pé direito não dando hipóteses a Brad Friedel.
88' - Defoe recupera a bola no meio campo ofensivo, corre na direcção da baliza e arrisca o remate de meia distância batendo De Gea que não vê a bola partida.

Tottenham
24 - Brad Friedel
4 - Younès Kaboul
7 - Aaron Lennon (25 - Danny Rose)
10 - Emmanuel Adebayor
14 - Luka Modric
15 - Louis Saha (18 - Jermaine Defoe)
26 - Ledley King
28 - Kyle Walker
29 - Jake Livermore
30 - Sandro (21 - Niko Kranjcar)
32 - Assou-Ekotto

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
16 - Michael Carrick
17 - Nani (13 - Park Ji-Sung)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
22 - Paul Scholes (11 - Ryan Giggs)

Cartões Amarelos: Phil Jones (27'), Sandro (43') e Jonny Evans (87').

Assistência: 36034 (White Hart Lane)

Clima: Chuva ligeira (4ºC)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Champions League - Tottenham x Real Madrid (Quartos de Final - 2ª Mão)


Contexto
Na primeira mão, o Real Madrid ganhou o jogo em Madrid por 4-0, tendo uma enorme vantagem para este jogo o que lhes dá segurança para controlar o jogo. O Tottenham tinha de, na melhor das hipóteses, marcar 4 golos para igualar a eliminatória.

Ambas as equipas começaram o jogo tendo como primeira opção de ataque o contra-ataque ou ataque rápido, o que fez com que o jogo tivesse um ritmo inicial muito grande. Depois dos 10', o ritmo desceu ligeiramente com as equipas a preferir o ataque posicional assim que ganhavam a posse de bola.

O Tottenham optou por um jogo mais directo para o ataque ou para o corredor lateral esquerdo, sendo que esta última opção era a mais usada com Gareth Bale a ser muito solicitado. O meio campo não participou muito no jogo, muito por culpa desta forma de jogar. Huddlestone era o médio mais defensivo, relegando as responsabilidades de construir jogo para os restantes jogadores do meio-campo.

O Real Madrid jogou da forma habitual, com a frente de ataque a ter um jogo muito fluído, não só em termos de passe como em termos de movimentações, com os jogadores a terem muita liberdade para se movimentarem pelos 3 corredores de jogo. Os laterais tinham por isso de subir no terreno para permitir que o Real tivesse uma ocupação racional do espaço de jogo (com Sérgio Ramos a subir mais que Arbeloa porque Ronaldo, mais que Marcelo, saía muitas vezes do seu corredor de jogo). Esta tendência de Ronaldo fazia também com que Özil caísse mais no corredor direito.

Ambas as equipas entraram na 2ª parte tal como saíram da 1ª. Aos 50', Ronaldo acaba definitivamente com a eliminatória (se é que já não estava decidida) e a partir daí, o jogo tornou-se num jogo de gestão por parte do Real. O Tottenham baixou claramente os braços e apesar de ainda procurar o golo (mais não fosse, tinham de lutar pelo orgulho da equipa), notou-se uma clara desmotivação na maior parte dos jogadores.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale, tal como é habitual, foi um jogador muito activo e participou em vários ataques da equipa da casa. Na 2ª parte foi Defoe a ter maior influência criando as oportunidades de golo mais importantes.
No Real Madrid, todo o sector médio e ofensivo (incluindo os defesas laterais) foi muito importante na dinâmica ofensiva da equipa, sendo que os centrais não estão incluídos porque pouco trabalho tiveram.

Substituições
57' - Entra Granero por Sérgio Ramos. Marcelo passa para lateral esquerdo, Arbeloa para lateral direito, Granero para direito e Ronaldo para extremo esquerdo. Sérgio Ramos estava em risco de suspensão e depois de Ricardo Carvalho ter visto o cartão amarelo, que o colocou de fora da 1ª mão da meia-final, esta foi uma forma de impedir que a defesa ficasse ainda mais desfalcada para esse jogo.
61' - Entra Defoe por Lennon. Van der Vaart passa para o lado direito e Defoe joga a ponta de lança. O Tottenham passa assim a jogar com 2 avançados, tentando com isso criar mais perigo. A colocação de van der Vaart no lado direito fez com que Corluka subisse mais no terreno por o primeiro tinha muito a tendência de flectir para o corredor central.
65' - Entra Kaká por Cristiano Ronaldo. Kaká fica a jogar a número 10 com Özil a passar para extremo. Ronaldo era outro jogar em risco de suspensão.
71' - Entra Sandro por Huddlestone. Troca directa, entrando um jogador mais forte tecnicamente e capaz de criar mais perigo no processo ofensivo.
75' - Entra Benzema por Xabi Alonso. Granero fica a jogar na posição de Xabi Alonso, com Benzema a ir para extremo esquerdo e Özil para o lado direito. Mais um acto de gestão da equipa. Com 3 pontas de lança no plantel, é agora importante que todos tenham mais minutos para estarem em boa forma desportiva e como tal, foi Xabi Alonso a ser poupado.
83' - Entra Kranjcar por Modric. Troca directa sem grande influência no jogo.

Golos
50' - Cristiano Ronaldo recebe um passe curto no corredor central e, ainda longe da baliza, aproveita o espaço livre para arriscar (e é mesmo este o termo) o remate, sendo que Gomes, numa intervenção muito infeliz, vê a bola passar por entre as mãos para depois entrar caprichosamente na baliza.

Tottenham
Gomes
Corluka
Gallas
Dawson
Assou-Ekotto
Lennon (Defoe - 61')
Huddleston (Sandro - 71')
Luka Modric (Kranjcar - 83')
Gareth Bale
van der Vaart
Pavlyuchenko

Real Madrid
Casillas
Sérgio Ramos (Granero - 57')
Albiol
Ricardo Carvalho
Arbeloa
Khedira
Xabi Alonso (Benzema - 75')
Cristiano Ronaldo (Kaká - 65')
Mesut Özil
Marcelo
Adebayor

Cartões Amarelos: Ricardo Carvalho (39') e Granero (79').

Assistências: (Desconhecido)

Clima: Céu nublado (8ºC)