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quarta-feira, 5 de março de 2014

Algarve Cup 2014 - Portugal 3 x 2 Áustria (1ª Jornada)


Marcha no Marcador
15' - 1x0 (Cláudia Neto)
27' - 2x0 (Jéssica Silva)
33' - 2x1 (Sarah Zadrazil)
40' - 2x2 (Viktoria Sschnaderbeck)
61' - 3x2 (Cláudia Neto)

1ª Parte
Porrtugal entrou a pressionar forte, não dando espaço às defesas da Áustria, no entanto não foi em organização defensiva que sentiram mais dificuldades mas sim nas transições defensivas e nas bolas paradas defensivas. No caso das transições, o meio campo demorava bastante a recuperar a posição e deixavam muito espaço à frente da defesa, zona onde a Áustria falhou algumas boas oportunidades de rematar à baliza em contra-ataques. Nas bolas paradas, é preciso salientar os cantos, situação com a qual a Áustria marcou por duas vezes, com dois erros da Neide Simões e muita passividade das jogadoras portuguesas a tirar a bola da zona de perigo. Ofensivamente jogaram predominantemente em ataque rápido e contra-ataque, muito por culpa da ação defensiva da Áustria onde também elas eram muito pressionantes. Mélissa podia ter contribuido mais ao dar linhas de passe em profundidade, uma vez que Portugal procurava muito as costas da defesa adversária, mas essa solução era quase sempre dada pela Jéssica que se mostrou sempre muito perigosa para a defesa adversária e era também a única jogadora que parecia ter velocidade para ser eficiente neste tipo de jogo (criou o primeiro golo e marcou o segundo). As jogadoras da Áustria tinham algumas dificuldades em termos técnicos, com a Laura Feiersinger a mostrar-se como a mais irreverente, e como tal apostavam muito nos lances de bola parada para tirar partido da sua superioridade em termos de estatura. Tanto nos cantos como nos livres, colocavam muitas jogadoras na frente e deram-se bem nos dois cantos que deram golo, sendo que desperdiçaram mais algumas boas oportunidades em situações similares.

2ª Parte
Dominik Thalhammer foi algo conservador nas suas alterações, promovendo quase sempre trocas diretas, com excepção da descida da ponta de lança para o meio campo após a entrada de Lisa Makas. Francisco Neto fez 3 substituições ao intervalo, fazendo várias mexidas em termos posicionais, sendo que a passagem da Cláudia Neto para o meio campo parece ter sido determinante para a estabilização da equipa em termos defensivos e deu-lhe outra dinâmica, sendo que pareceu mais confortável ao ficar responsável por uma área maior de intervenção. Ana Borges foi também uma entrada importante, substituindo Mélissa que esteve pouco interventiva ofensivamente na primeira parte. Portugal tinha agora as duas habituais titulares e das jogadoras mais rápidas da equipa nos flancos, sendo que Ana Borges foi uma ameaça constante durante toda a segunda parte e criou algumas oportunidades flagrantes de golo, sempre em velocidade pelo flanco direito, sendo dela a assistência para o grande golo de Cláudia Neto. No geral, Portugal mereceu este resultado, muito pelo que fez durante o segundo tempo onde foi superior às adversárias.

Substituições
Int - Entram Romina Bell, Elisabeth Tieber e Lisa Makas para os lugares de Heike Manhart, Jennifer Pöltl e Sarah Puntigam. Romina ficou como central, Elisabeth como lateral direita e Lisa Makas ficou na frente de ataque, com Sarah Zadrazil a descer para o meio campo.
Int - Entram Mariane Amaro, Ana Borges e Vanessa Malho para os lugares de Mónica Mendes, Mélissa Gomes e Fátima Pinto. Mariane ficou a lateral direita, Ana Borges a extremo direita com Jéssica a passar para o lado esquerdo e Vanessa Malho ficou na posição dez com Cláudia Neto a descer para média centro.
70' - Entra Filipa Rodrigues para o lugar de Raquel Infante. Troca direta com Raquel a sair lesionada.
71' - Entra Laura Luís para o lugar de Carolina Mendes. Troca direta.
77' - Entra Catarina Sousa para o lugar de Jéssica Silva. Troca direta.
85' - Entra Julia Tabotta para o lugar Verena Aschauer. Troca direta.


Árbitra: Riem Hussein (Alemanha)

Cartões Amarelos: Lisa Makas (87') e Ana Borges (93').

Clima: Céu limpo

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)


Marcha no Marcador
43' - 1x0 (Éder)
53' - 2x0 (Paulo Vinícius)
59' - 3x0 (Éder)
79' - 3x1 (Paulo Oliveira)
86' - 3x2 (Soudani)

1ª Parte
O Braga jogou predominantemente em ataque posicional, tentando manter o controlo da bola mas alternou muito entre o contra-ataque e ataque rápido, tudo em função da forma e zona em que conseguia recuperar a bola. Procuram muito os extremos antes de colocarem a bola em zonas de finalização. Sem bola, não jogaram muito recuados mas foram organizados. Mauro e Hugo Viana fizeram um bom trabalho a fechar o corredor central.
O Vitória de Guimarães defendeu quase sempre no seu meio campo defensivo, criando sempre duas linhas de quatro jogadores muito compactas com a linha do meio campo a descer muito no terreno quando a bola passava por eles. Em termos práticos, podemos dizer que esta estrutura funcionou uma vez os dois primeiros golos do Braga aconteceram de bola parada. Ofensivamente também souberam trocar a bola em algumas situações mas regra geral, tentavam chegar mais depressa à baliza do Braga com contra-ataques ou ataques rápidos apesar de muito pouco eficazes com os jogadores mais ofensivos a não terem capacidades de desequilibrar o jogo em ações individuais.

2ª Parte
Ao intervalo, Rui Vitória apenas trocou Ricardo de flanco com Marco Matias. José Peseiro, naturalmente, não fez qualquer alteração. O Braga esteve mais cauteloso defensivamente e com o jogo a não se mostrar muito diferente da primeira parte, é o Vitória a primeira equipa a fazer substituições com a entrada de Baldé para ponta de lança, que é um jogador mais possante e começa a adivinhar-se um jogo mais direto por parte dos visitantes. O Braga manteve as suas linhas baixas e conseguiu anular a estratégia do adversário, conseguindo inclusive marcar num ataque rápido o terceiro golo. O Braga ainda coloca Rúben Amorim e Hélder Barbosa que apesar de serem substituições um pouco mais cautelosas (principalmente a entrada de Rúben Amorim), parecem ser trocas para gerir o plantel numa altura que o resultado parece já decidido. Depois de Peseiro colocar também Zé Luís por Éder, é a vez de Rui Vitória alterar o seu sistema tático para 1-4-4-2 com os dois médios ala muito ofensivos para tentar sobrecarregar a defesa do Braga. Foi no mesmo minuto da substituição que no seguimento de um livre indireto Paulo Oliveira reduz e 7 minutos mais tarde Soudani faz o segundo da sua equipa mantendo tudo em aberto até ao apito final.

Jogadores-Chave
No Braga o destaque vai para Éder que continua a mostrar que é dos melhores pontas de lança portugueses.
No Vitória de Guimarães não houve grandes destaques individuais.

Substituições
57' - Entra Amidó Baldé para o lugar de Marco Matias. Soudani passa para extremo esquerdo, Ricardo para extremo direito e Baldé fica como ponta de lança.
71' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Mossoró. Troca direta.
72' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de João Pedro. Troca direta.
76' - Entra Zé Luís para o lugar de Éder. Troca direta.
79' - Entra Josué para o lugar de Tiago Rodrigues. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Josué a médio centro com André André.
79' - Entra Rafael Crivellaro para o lugar de Sieka Bamba. Crivellaro joga na ala esquerda e Soudani fica na frente de ataque juntamente com Baldé.


Árbitro: Jorge Sousa

Cartões Amarelos: Siaka Bamba (21'), Éder (67') e Elderson (87' e 92').

Cartão Vermelho: Elderson (92').

Assistência: Desconhecido (Estádio AXA)

Clima: Céu limpo (11ºC)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Supercopa - Barcelona x Real Madrid (1ª Mão)


1ª Parte
O Barcelona fez sempre uma pressão muito forte sobre o portador da bola, em zonas muito avançadas. Com bola fizeram o seu habitual jogo de posse, mantendo a bola durante grandes períodos e a reclamar o domínio do jogo. Em organização ofensiva, os extremos vinham muito para o corredor central, sobrepovoando essa zona de forma a dificultar a marcação da defesa adversária. Era este movimento que permitia a subida dos laterais no terreno, que gozavam muitas vezes de muito espaço livre para receber a bola. Ainda assim, era pelo corredor central que o Barcelona mais atacava, usando os corredores laterais apenas como recurso para quando todas as linhas de passe no meio estavam tapadas.
O Real Madrid não gastou muita energia a reclamar o domínio do jogo para si e conformaram-se em ter menos tempo a bola, apostando as suas acções ofensivas em contra-ataques e ataques rápidos. Sempre que tinham a bola, tinham a preocupação em não parar a bola de forma a não se darem à pressão adversária. Assim, as suas acções ofensivas tinham sempre um ritmo muito elevado. Defenderam no seu próprio meio campo, com os extremos a descerem no terreno de forma a fechar o espaço à subida dos laterais adversários. Apesar de defenderem com o seu bloco no meio campo defensivo, mantiveram a sua linha defensiva subida, compactando muito as linhas defensivas, limitando o espaço aos jogadores adversários. Nos pontapés de baliza do adversário, subiam três jogadores de forma a não permitirem ao guarda-redes jogar curto, fazendo-o bater a bola para o meio campo onde o Real Madrid tinha vantagem no jogo aéreo.

2ª Parte
As duas primeiras substituições do Real Madrid resultaram de um plano de gestão de esforço que Mourinho tem vindo a praticar na equipa, com trocas de Benzema e Callejón por Higuaín e Di María respectivamente. A segunda foi condicionada pelo resultado, com a equipa a perder por dois golos, alteram o sistema táctico para um 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a jogar ao lado de Higuaín. Antes disso, Tello tinha entrado no Barcelona, tendo-se mostrado muito activo nas acções ofensivas. Tito Vilanova nunca alterou o seu sistema táctico, até porque esteve quase sempre em vantagem e não tinha necessidade de o fazer. Todas as trocas visaram refrescar a equipa. De notar que depois do golo do Real Madrid, Mourinho voltou ao sistema inicial com Marcelo a fazer a posição dez e Ronaldo a voltar para o corredor lateral esquerdo.

Jogadores-Chave
No Barcelona, Iniesta e Xavi estiveram muito fortes na manutenção da posse da bola e condução do jogo para o último terço ofensivo.
No Real Madrid, os destaques vão para Ronaldo e Di María muito pelos golos que marcaram.

Marcha no Marcador
55' - 0x1 (Cristiano Ronaldo)
57' - 1x1 (Pedro Rodríguez)
70' - 2x1 (Lionel Messi)
78' - 3x1 (Xavi)
85' - 3x2 (Ángel Di María)

Substituições
61' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca directa.
66' - Entra Ángel Di María para o lugar de Callejón. Troca directa.
72' - Entra Cristian Tello para o lugar de Alexis Sánchez. Tello fica a jogar do lado esquerdo e Pedro passa para o lado direito.
82' - Entra Marcelo para o lugar de Mesut Özil. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Marcelo a médio ala esquerdo e Ronaldo a ponta de lança com Higuaín.
83' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Xavi. Troca directa.
87' - Entra Jordi Alba para o lugar de Pedro Rodríguez. Alba fica a lateral esquerdo com Adriano a subir para extremo esquerdo.

Árbitro: Carlos Clos Gómez

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (11'), Álvaro Arbeloa (44'), Javier Mascherano (45'), Raúl Albiol (50') e Sergio Ramos (69')

Assistência: 91728 (Camp Nou)

Clima: Céu limpo (28ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Europa League - Manchester City x Sporting (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão

1ª Parte
O Manchester City costuma trocar muito a bola à procura de um espaço livre para na 2ª fase de construção jogar no pé de um dos jogadores criativos (preferencialmente David Silva) e criar desequilíbrios a partir daí, no entanto, devido à forte coesão e proximidade dos sectores médio e defensivo do Sporting, os jogadores do City tiveram muitas dificuldades em receber a bola entre linhas. A consequência foi um elevado número de bolas longas à procura do espaço nas costas da defesa. Isto fazia com que a defesa do Sporting descesse no terreno e aumentasse assim o espaço entre os sectores.
O Sporting deu logicamente preferência às acções de contra-ataque mas não se limitou aos passes longos, tentando sempre ganhar vantagem espacial através de um jogo o mais directo possível mas sempre de forma a que houvessem hipóteses de ser bem sucedido. Quando tal não era possível, guardavam a bola e esperavam por uma nova oportunidade. Defensivamente jogaram muito fechados, anulando o jogo entre linhas do City. 

2ª Parte
A precisar de marcar 4 golos para seguir em frente na eliminatória, o City tinha de começar a arriscar mais e foi colocando mais jogadores no meio campo ofensivo. Tanto Kolarov como Richards começaram a jogar muito subidos, permitindo que os extremos explorassem posições mais interiores. No entanto, este aglomerado de jogadores do City fez com que o Sporting também concentrasse mais jogadores no meio campo defensivo e acabou por haver muito pouco espaço para jogar. A meio da 2ª parte, o Sporting abdica de Matías Fernández que tem pouca capacidade defensiva para colocar Renato Neto e vincava a sua intenção de apostar quase exclusivamente no processo defensivo para manter a vantagem. As oportunidades foram-se acumulando para o Manchester City e o Sporting foi defendendo como podia. O City ficou perto de ganhar a eliminatória, após um final de jogo emocionante, onde Rui Patrício negou o golo de Joe Hart no último segundo do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Agüero tem de ser destacado pelos 2 golos que marcou, mostrando-se muito objectivo nas acções ofensivas.
No Sporting, Rui Patrício tem de ser destacado por ter salvo a equipa no último minuto.

Substituições
Int - Entra Nigel de Jong para o lugar de Adam Johnson. De Jong fica a jogar como médio defensivo ao lado de Pizarro, Balotelli joga a extremo esquerdo e Silva a extremo direito e Yaya Touré a 10. Johnson estava a ter pouco impacto no jogo.
55' - Entra Edin Dzeko para o lugar de David Pizarro. Dzeko vai para ponta de lança e Yaya Touré fica a jogar a médio defensivo.
64' - Entra Jeffrén Suárez para o lugar de Diego Capel. Troca directa.
64' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars fica a jogar a 10 apesar de ter funções mais defensivas e Renato Neto joga ao lado de Carriço como médio defensivo.
66' - Entra Samir Nasri para o lugar de David Silva. Troca directa.
68' - Entra André Carrillo para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa. Com o Sporting a apostar pouco no ataque, sai o único jogador que estava em risco de exclusão para o próximo jogo.

Golos
33' - Livre directo marcado do lado esquerdo do ataque do Sporting, perto da entrada da área, por Matías Fernández ao 2º poste com Joe Hart a não conseguir defender.
40' - Izmailov recebe um passe em profundidade e sem oposição cruza rasteiro para as costas da defesa do City onde aparece Wolfswinkel a encostar para o golo.
60' - Yaya Touré, junto à entrada da área, passa em profundidade para Agüero que isolado remata forte para o golo.
75' - Balotelli marca o penalti para o lado direito e Rui Patrício fica no centro da baliza.
82' - Canto do lado esquerdo marcado por Kolarov para a entrada da pequena área, um jogador do City cabeceia e a bola sobra para Agüero que sozinho remata de primeira para a baliza.

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
8 - David Pizarro (10 - Edin Dzeko)
11 - Adam Johnson (34 - Nigel de Jong)
13 - Aleksandar Kolarov
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
21 - David Silva (19 - Samir Nasri)
28 - Kolo Touré
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel (18 - André Carrillo)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (17 - Jeffrén Suárez)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
25 - Bruno Pereirinha
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Yaya Touré (13'), Aleksandar Kolarov (22'), Matías Fernández (26'), Daniel Carriço (62'), Stefan Savic (73'), Mario Balotelli (91'), Anderson Polga (91')

Assistência: 38021 (Ettihad)

Clima: Céu nublado (5ºC)

sábado, 5 de novembro de 2011

Liga Zon Sagres - Marítimo x Académica (10ª Jornada)

Contexto
O Marítimo encontra-se em 5º lugar a 5 pontos do 1º. O treinador Pedro Martins só não pode contar com Robson (lesionado) e Marquinho que está ausente no Brasil.
A Académica está em 6º lugar a 10 pontos do 1º. Não podem contar com Orlando, Diogo Gomes, Rui Miguel e Flávio (todos por lesão).

1ª Parte
Ambas as equipas se sentem confortáveis mantendo a bola e procuram construir jogo desde a sua linha defensiva. O Marítimo ataca preferencialmente pelos corredores laterais procurando muito as bolas longas para as costas dos laterais. A forma como a Académica defendeu não permitiu que o Marítimo chegasse ao último terço do terreno com jogo apoiado pelos corredores laterais porque pressionavam bastante assim que o lateral recebia a bola. No entanto Sissoko esteve melhor nessa pressão que Marinho sendo que este último deu muito espaço ao Rúben Ferreira para subir no terreno com bola controlada. Sem bola, o Marítimo apresentava uma pressão muito forte no meio campo dificultando ao máximo a tendência natural da Académica fazer um estilo de jogo apoiado. A Académica dava bastante liberdade aos defesas do Marítimo, permitindo organizarem o jogo pelo que apenas os laterais eram pressionados o que fez com que os dois centrais e os médios centro que vinham buscar jogo subissem até ao meio campo sem grande oposição.

2ª Parte
O jogo começou praticamente com 2 golos, 1 para cada equipa. O Marítimo parecia estar menos assertivo na pressão a meio campo com a Académica a ter mais espaço no corredor central, ainda assim continuava a procurar os corredores laterais para criar situações de finalização com ambos os laterais a subirem mais no terreno. Pedro Emanuel tentou, com a entrada de Diogo Valente, colocar mais homens na frente mantendo uma ligação entre meio campo e ataque assegurada pelos extremos e Sissoko que estava a jogar na posição 10 / avançado recuado mas apenas por uma vez Peçanha se viu ameaçado com um remate de meia distância da Académica. Os visitantes também pareceram mais atentos às bolas longas do Marítimo para os corredores laterais com a defesa em linha a ganhar alguns foras-de-jogo. Já perto do fim, Abdoulaye é expulso e Habib fica a jogar a central.

Jogadores-Chave
No Marítimo, o trio de ataque (Sami, Danilo Dias e Baba) é o sector de jogo mais forte. Bem coordenados com excelentes movimentações sempre com vista ao ganho de espaço para poder finalizar.
Na Académica Sissoko foi muito esforçado na primeira parte nas tarefas defensivas. Na 2ª parte apareceu Marinho com algumas boas iniciativas. Cédric Soares é muito perigoso sempre que vai à linha com uma boa capacidade de cruzamento.

Substituições
65' - Entra Benachour para o lugar de Olberdam. Troca directa.
70' - Entra Diogo Valente para o lugar de Danilo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Habib e Hugo Morais a médios centro, Sissoko a médio ofensivo e Diogo Valente a extremo esquerdo.
79' - Entra Héldon para o lugar de Danilo Dias. Troca directa.
79' - Entra Fábio Luís para o lugar de Sissoko. Fábio fica a jogar a ponta de lança ao lado de Éderzito.
91' - Entra Luís Olim para o lugar de Sami. Coloca-se mais um defesa, também para queimar tempo.

Golos
15' - Bola bombeada para a frente, num contra-ataque, onde Sami recebe, joga para Danilo Dias que faz um passe a rasgar a defesa aproveitando a desmarcação de Baba que isolado faz facilmente o golo.
29' - Briguel joga na frente para Danilo Dias, este vê a desmarcação de Rafael Miranda passando-lhe a bola, este ganha a linha e cruza rasteiro e atrasado para a entrada da pequena área onde Sami aparece à vontade para rematar para o golo, aproveitando o movimento de Baba que arrastou o adversário directo.
37' - Canto marcado do lado esquerdo para a zona de penalti onde João Leal aparece só a cabecear de cima para baixo com a bola a sobrevoar Peçanha entrando na baliza.
45' - Éderzito conduz a bola pelo corredor central e remata forte com Peçanha a defender para a frente e Marinho a aproveitar a recarga para fazer o golo.
47' - Sami do lado esquerdo do ataque recupera uma bola perdida e de pé direito cruza para a grande área onde aparece Baba a cabecear para o golo.

Marítimo
1 - Peçanha 
8 - Roberto Sousa
9 - Baba
13 - Olberdam (81 - Benachour)
16 - Roberge 
17 - Sami (18 - Luís Olim)
21 - Briguel
25 - Rafael Miranda
30 - Danilo Dias (20 - Héldon)
41 - Rúben Ferreira
44 - João Guilherme

Académica
1 - Peiser
3 - Sissoko (9 - Fábio Luís)
7 - Hugo Morais
8 - Habib
13 - João Real
17 - Éderzito
20 - Marinho
21 - Adboulaye
41 - Cédric Soares
55 - Hélder Cabral
99 - Danilo (23 - Diogo Valente)

Cartões Amarelos: João Leal (75'), Fábio Luís (89') e Benachour (92').

Cartão Vermelho: Abdoulaye (85')

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Barreiros)

Clima: Céu nublado (20ºC)