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sábado, 28 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Brasil 1 x 1 Chile (Oitavos de Final)


Marcha no Marcador
18' - 1x0 (David Luiz)
32' - 1x1 (Alexis Sánchez)

1ª Parte
O Brasil não jogou muito adiantado, tentando aproveitar o espaço nas costas da defesa do Chile descendo as suas linhas e defendendo no seu meio campo. Apenas nas transições defensivas e no primeiro terço defensivo se via uma postura mais assertiva nas ações defensivas. No processo ofensivo, o Chile subia as suas linhas até ao meio campo ofensivo aproveitando todo o espaço disponível mas o Brasil fez um trabalho posicional no processo defensivo muito eficiente no fecho das linhas de passe no corredor central e obrigou o Chile muitas vezes a tentar os passes longos para os pontas de lança sem terem alternativas viáveis para jogar curto. Defensivamente a pressão do Chile não foi muito eficiente uma vez que os alas estiveram mais preocupados na marcação aos extremos adversários e como tal jogaram muito recuados, sobrando poucas unidades na frente para pressionar os adversários. O Brasil teve mais oportunidades que o Chile, acabando por marcar num canto mas o Chile aproveitou bem um erro defensivo num lançamento lateral adversário para fazer o empate.

2ª Parte
O jogo manteve-se na mesma até à primeira alteração de Jorge Sampaoli com a entrada de Gutiérrez. O sistema tático manteve-se inalterado e na teoria a equipa tornar-se-ia mais defensiva com a entrada de um médio centro por um avançado, no entanto, a partir deste momento a equipa tornou-se muito mais dinâmica com os alas a subirem muito mais no terreno. Talvez a segurança dada por jogadores mais defensivos permitisse a subida dos laterais e o maior pendor ofensivo do Chile. Após uma primeira parte com maior domínio do Brasil, o Chile acabou por dar uma boa imagem nesta segunda parte.

Prolongamento
Scolari troca os extremos de lado apostando mais no jogo interior com diagonais de Hulk e Oscar. Com Jô em campo, seria compreensível a aposta em ganhar a linha de fundo, até porque os alas do Chile tinham estado mais ofensivos na segunda parte mas não era menos verdade que Hulk e Oscar têm as suas potencialidades de certa forma limitadas ao jogarem no lado esquerdo e direito respectivamente, principalmente Hulk que tem no remate uma das suas melhores qualidades. Com o avançar do prolongamento as equipas foram sendo dominadas pelo desgaste físico e foram tornando-se mais cautelosas. Ambos os treinadores esgoraram as substituições com Scolari a retirar Oscar que esteve muito apagado e Sampaoli a substituir Medel por lesão (que fez uma das melhores exibições na equipa do Chile).

Penaltis
1 - David Luiz remata para a esquerda com Claudio Bravo a cair para o lado contrário.
1 - Mauricio Pinilla remata para o meio com Júlio César a defender.
2 - Willian remata para a esquerda mas falha a baliza.
2 - Alexis Sánchez remata para a esquerda mas Júlio César defende.
3 - Marcelo remata para a direita com Claudio Bravo a tocar na bola mas a não conseguir defender.
3 - Charles Aránguiz remata muito forte ao ângulo direito com Júlio César a ficar no meio da baliza.
4 - Hulk remata para o meio com Claudio Bravo a defender.
4 - Marcelo Díaz remata para o meio com Júlio César a cair para a sua esquerda.
5 - Neymar remata para a esquerda com Claudio Bravo a cair para o lado contrário.
5 - Gonzalo Jara remata para a direita com a bola a bater na parte de dentro do poste e a sair do lado contrário.

Substituições
57' - Entra Felipe Gutiérrez para o lugar de Eduardo Vargas. Gutiérrez fica na posição dez e Vidal passa para avançado.
64' - Entra Jô para o lugar de Fred. Troca direta.
72' - Entra Ramires para o lugar de Fernandinho. Troca direta.
87' - Entra Mauricio Pinilla para o lugar de Arturo Vidal. Troca direta.
Int Prol. - Entra Willian para o lugar de Oscar. Troca direta.
108' - Entra José Rojas para o lugar de Gary Medel. Troca direta com Medel a sair lesionado.


Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Cartões Amarelos: Eugenio Mena (17'), Francisco Silva (40'), Hulk (55'), Jô (93'), Mauricio Pinilla (102') e Daniel Alves (105'+1).

Assistência: 57.714 (Estádio Mineirão)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 2 de novembro de 2013

Liga Zon Sagres - Belenenses 1 x 1 Porto (9ª Jornada)


Marcha no Marcador
30' - 0x1 (Eliaquim Mangala)
33' - 1x1 (João Pedro)

1ª Parte
O Belenenses era claramente o outsider para este jogo e jogou de acordo com o seu estatuto. Com duas linhas de quatro jogadores no processo defensivo, assumiram uma postura muito compacta, com os dois extremos a ajudarem bastante os seus laterais e com Tiago Silva e Diawara com a preocupação de fecharem as linhas de passe dos centrais para o corredor central (2ª fase de construção). Isto fez com que o Porto perdesse a sua unidade com maior capacidade de organização de jogo (Lucho) e também o espaço nos corredores centrais que habitualmente é muito explorado pelos laterais Danilo e Alex Sandro. O método ofensivo era claramente o contra-ataque, com a equipa a tentar colocar a bola o mais rápido possível nos corredores laterais do meio campo ofensivo. O Porto teve uma postura completamente oposta, jogando em ataque posicional apesar de ter tido muitas dificuldades em encontrar espaços para atacar devido ao posicionamento defensivo do Belenenses. Defensivamente foram sempre muito forte na pressão ao adversário, quer nas transições ofensivas (fundamental para anular o contra-ataque adversário), quer em organização defensiva, onde jogaram com um bloco alto que para além de dificultar a construção de jogo do Belenenses, anulou também a ameaça no jogo aéreo que poderia ser causada por Diawara. Os golos acabaram por ser o reflexo daquilo que foi o jogo com o Porto a marcar através de um livre indireto (não encontrou espaço para finalizar no jogo corrido) e o Belenenses a marcar após uma jogada de contra-ataque (apesar de beneficiarem de uma enorme falha de Mangala no centro da área).

2ª Parte
Era de esperar que o Porto começasse a subir ainda mais a sua equipa com vista à procura do golo para alterar um resultado que apenas interessava ao Belenenses. O primeiro treinador a fazer uma substituição foi Paulo Fonseca com uma troca direta no corredor direito mas foi Marco Paulo o primeiro treinador a alterar de alguma forma a estratégia da sua equipa com a colocação de Sturgeon no ataque apoiado por Fredy. Com Diawara na frente de ataque, o Belenenses podia contar com muitos lances aéreos ganhos e várias oportunidades por lugar por uma segunda bola mas talvez a prever a subida da equipa e um maior espaço nas costas dos centrais do Porto, talvez fosse a intenção de Marco Paulo colocar mais velocidade na frente de ataque para potenciar o contra-ataque, alterando o alvo dos mesmos dos corredores laterais para o central. Ainda assim, esta alteração empurrou Diawara para o corredor esquerdo, posição onde não rende e não mais fez que dar mais força defensiva a esse lado, um claro indicador que Marco Paulo tinha abandonado a ideia de atacar pelos corredores laterais. Aos 79' e já depois do Porto ter tido algumas boas oportunidades para fazer golo, Paulo Fonseca coloca a sua equipa a jogar com dois pontas de lança de raiz numa clara intenção de verticalizar o seu jogo ofensivo, uma vez que o Belenenses continuava muito bem organizado no seu processo defensivo. Logo de seguida, entra Fernando Ferreira no Belenenses para a posição dez, colocando a sua equipa menos incisiva ofensivamente mas mais consistente no meio campo. Com mais duas substituições que acabaram por não ser relevantes, o jogo não sofreu alterações no marcador até ao final.

Substituições
61' - Entra Licá para o lugar de Ricardo Pereira. Troca direta.
64' - Entra Fábio Sturgeon para o lugar de Tiago Silva. Sturgeon fica como ponta de lança, Fredy passa para a posição dez e Diawara vai para extremo esquerdo.
79' - Entra Nabil Ghilas para o lugar de Héctor Herrera. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Ghilas a dividir a frente de ataque com Jackson e Lucho a jogar ao lado de Fernando no meio campo.
81' - Entra Fernando Ferreira para o lugar de João Pedro. Fernando Ferreira entra para a posição dez com Fredy a passar para o lado direito.
87' - Entra Carlos Eduardo para o lugar de Lucho González. Troca direta.
93' - Entra Arsénio para o lugar de Mamadou Diawara. Troca direta.


Árbitro: Manuel Mota

Cartões Amarelos: Filipe Ferreira (42'), Tiago Silva (44'), Mourtala Diakité (47'), Alex Sandro (50'), Eliaquim Mangala (85'), Fábio Sturgeon (89') e Mamadou Diawara (92').

Assistência: 9245 (Estádio do Restelo)

Clima: Céu nublado (17ºC)

sábado, 14 de setembro de 2013

Serie A - Inter 1 x 1 Juventus (3ª Jornada)


Marcha do Marcador
73' - 1x0 (Mauro Icardi)
75' - 1x1 (Arturo Vidal)

1ª Parte
O Inter teve algumas dificuldades em dominar o encontro, perdendo a bola com alguma facilidade. Ambas as equipas defendiam no seu próprio meio campo, uma vez que os sistemas táticos de três centrais não são propícios à pressão alta, o que dificultou muito a troca de bola no último terço do campo, com as duas equipas a defenderem com uma linha de cinco jogadores, retirando espaço à equipa adversária a toda a largura. A Juventus jogou em ataque posicional, jogando um futebol apoiado mas quando estavam no meio campo ofensivo e encontravam Pirlo sozinho, este tentava sempre bolas longas para as costas da defesa, conseguindo assim criar algumas boas oportunidades para a sua equipa. O Inter foi pouco eficaz a anular Pirlo e deu-lhe demasiado espaço, quando se pedia que um dos avançados ou um dos três médios (Cambiasso não foi um pivôt tradicional, posicionando-se praticamente em linha com Taider e Guarín) que se preocupassem mais em fechar as linhas de passe para o médio defensivo da Juventus. Também nas transições ofensivas se viu uma maior eficiência por parte da Juventus, aproveitando bem o facto do Inter subir por vezes, no processo ofensivo, os três médios centro.

2ª Parte
Antonio Conte substituiu o seu ala direito que já estava amarelado (e que esteve quase a ver o segundo cartão na primeira parte) por precaução mas o o Inter que mudou para melhor, apesar de não ter feito qualquer substituição ao intervalo. Cambiasso passou a jogar mais recuado e Ricky Álvarez começou a descer mais no terreno, com a equipa a mostrar agora uma maior preocupação com a ação ofensiva de Pirlo. Isto fez com que a equipa do Inter tivesse uma maior eficácia na recuperação da bola devido ao maior povoamento do meio campo, permitindo também conseguir manter durante mais tempo a bola. Com a equipa de Walter Mazzarri a anular os passes de rutura do Pirlo (Álvarez primeiro, Palacio depois, fecharam-lhe sempre o lado direito), a Juventus criou muito menos perigo e depois de ambos os treinadores terem feito alterações no ataque, foi Icardi que fez o primeiro golo do jogo após roubo de bola e assistência de Ricky Álvarez. Dois minutos depois, após um cruzamento de Asamoah que trabalha bem na linha de fundo, é Arturo Vidal a fazer o empate. Depois disto, nenhuma das equipas arriscou em demasia para conseguir vencer e o empate acabou por ser um resultado natural face ao que foi o jogo. Mazzarri refresca o meio campo com a entrada de Kovacic e Conte retira Pirlo que já não contribuia para a sua estratégia e desce Pogba para dar mais força e consistência defensiva ao meio campo.

Substituições
Int - Entra Mauricio Isla para o lugar de Stefan Lichstseiner. Troca direta.
68' - Entra Mauro Icardi para o lugar de Sliti Taider. Ricky Álvarez desce para o meio campo e Icardi fica como ponta de lança.
72' - Entra Fabio Quagliarela para o lugar de Mirko Vucinic. Troca direta.
81' - Entra Mateo Kovacic para o lugar de Ricky Álvarez. Troca direta.
87' - Entra Simone Padoin para o lugar de Andrea Pirlo. Pogba desce para médio defensivo e Padoin fica como médio interior.


Árbitro: Daniele Orsato

Cartões Amarelos: Hugo Campagnaro (15'), Stefan Lichstseiner (17'), Arturo Vidal (61') e Andrea Ranocchia (62').

Assistência: Desconhecido (Giuseppe Meazza)

Clima: Céu pouco nublado (24ºC)

sábado, 31 de agosto de 2013

Liga Zon Sagres - Sporting 1 x 1 Benfica (3ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 1x0 (Fredy Montero)
65' - 1x1 (Lazar Markovic)

1ª Parte
O Sporting jogou em ataque posicional, fazendo uso da sua superioridade numérica no meio campo para conseguir rodar o centro do jogo com mais facilidade. A grande mobilidade do seus jogadores permitiu o portador da bola ter sempre uma linha de passe viável, destaque para André Martins e Fredy Montero que saiam várias vezes das suas posições para dar solução. Este último funcionou várias vezes como apoio, jogando de costas para a baliza antes de servir de primeira os médios ou extremos para atacar depois a zona de finalização (tal como aconteceu no golo). Um dos aspectos mais importantes do jogo do Sporting, que limitou muito a ação do Benfica, foi a pressão defensiva que aliada a uma maior povoação do meio campo, foi muito eficiente para recuperar a bola. Isto fez com que o Benfica tivesse muitas dificuldades em jogar no corredor central, com os extremos a entrarem várias vezes no meio para procurar a bola. Com os laterais a subirem pouco e os extremos a aparecerem muito no corredor central, acabou por não haver muitas situações de cruzamento para tirar proveito dos dois pontas de lança em zona de finalização.

2ª Parte
Após uma primeira parte que foi dominada pelo Sporting, o Benfica aparece melhor na segunda, com a entrada de Markovic a ter um efeito muito positivo, principalmente depois de Jorge Jesus ter trocado os extremos de flanco, mostrando sempre uma grande capacidade de drible que criou vários desequilíbrios na defesa do Sporting, conseguindo ficar por duas vezes isolado na frente de Patrício (marcando um golo na segunda oportunidade). Leonardo Jardim, momentos antes do golo do Benfica, coloca Dier em campo alterando o sistema tático para 1-4-2-3-1, colocando a equipa mais defensiva. Acabou por ser uma troca infeliz porque o golo nasceu no espaço de Dier e Rojo (as duas trocas na linha defensiva) e porque a equipa ficou sem capacidade de resposta à subida de rendimento do Benfica que se tinha tornado numa equipa mais confiante. Leonardo Jardim ainda refresca o ataque, mudando o sistema para 1-4-4-2 com a entrada de Slimani mas foi uma alteração que não teve efeitos práticos.

Substituições
43' - Entra Rúben Amorim para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta com Enzo a sair lesionado.
45' + 4' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta com Salvio a sair lesionado.
50' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Nicolás Gaitán. Cardozo fica a ponta de lança e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
62' - Entra Eric Dier para o lugar de Wilson Eduardo. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Dier a central, Rojo a passar para lateral esquerdo, Adrien a médio centro com William Carvalho, André Martins na posição dez e Jefferson a subir para extremo esquerdo.
74' - Entra Diego Capel para o lugar de André Carrillo. Troca direta.
85' - Entra Islam Slimani para o lugar de Jefferson. Passam a jogar em 1-4-4-2 com André Martins no corredor direito, Capel no esquerdo e Montero na frente com Slimani.


Árbitro: Hugo Miguel

Cartões Amarelos: Marcos Rojo (9'), Nemanja Matic (41'), Maxi Pereira (45'+1), Fredy Montero (50'), André Carrillo (54') e Rúben Amorim (85').

Assistência: 46109 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (26ºC)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Benfica 1 x 1 Estoril (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
59' - 0x1 (Jefferson)
68' - 1x1 (Maxi Pereira)

1ª Parte
O Benfica entrou muito forte em jogo, criando várias oportunidades de golo e mostrando uma enorme motivação nos lances. Jogando em ataque posicional, quando em organização ofensiva no meio campo adversário, procurava colocar a bola nos corredores laterais para o extremo e lateral desse lado conseguirem encontrar espaço para os cruzamentos. Com o decorrer do jogo e a perda do domínio do mesmo, foram notórias as várias tentativas para colocar as bolas por entre a linha defensiva para a desmarcação dos avançados e extremos, criando desta forma alguns desequilíbrios à equipa adversária. O Estoril tentou sempre jogar um futebol apoiado (apesar das dificuldades nos primeiros minutos) e conseguiu aproveitar muito bem a superioridade numérica no meio campo. Após a lesão do Enzo Pérez e a entrada de Carlos Martins do lado do Benfica, o Estoril aproveitou o facto do Benfica ser menos pressionante para assumir o controlo do jogo. Defensivamente, os jogadores do Estoril foram muito solidários e para além dos extremos que desciam sempre para ajudar os seus laterais (muito por causa da constante subida dos laterais adversários), também no corredor central se verificaram várias coberturas defensivas, sendo sempre visível uma grande aglomeração de jogadores no corredor central.

2ª Parte
Num jogo em que apenas a vitória interessava ao Benfica, após o golo do Estoril (através de um livre lateral) Marco Silva coloca em campo Gerso, dando mais velocidade ao seu ataque e adivinhando várias oportunidades de contra-ataque devido à subida das linhas do Benfica. Apesar disso, o Benfica consegue o golo do empate 4 minutos depois mas continua com os jogadores à procura do golo da vitória sendo que a estratégia do Estoril se mantinha válida e com algum grau de eficiência, com Gerso a conseguir os desequilíbrios que se pretendiam dele, apesar de não mostrar uma boa tomada de decisão na conclusão das suas ações ofensivas. A colocação posterior de Diogo Amado em campo mostrou a intenção do Estoril ter mais consistência defensiva, em contraste com a alteração feita por Jorge Jesus, colocando Rodrigo e descendo Gaitán para lateral (que continuou praticamente como extremo descendo muito pouco no terreno). Com o decorrer do jogo, a equipa do Benfica ia ficando mais partida e o Estoril teve várias oportunidades para marcar, com o Benfica a ter ainda mais dificuldades após a expulsão do Carlos Martins, ficando com Matic sozinho no meio campo (para enfrentar 3 médios do Estoril), contando apenas com o apoio de um dos extremos e Lima, jogadores estes que pensavam mais nas ações no último terço ofensivo que no apoio ao meio campo.

Substituições
32' - Entra Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.
64' - Entra Gerso para o lugar de Luís Leal. Gerso fica a jogar como extremo esquerdo e Licá passa para ponta de lança.
72' - Entra Diogo Amado para o lugar de Evandro. Diogo Amado fica como médio centro e Carlos Eduardo sobe para a posição dez.
73' - Entra Rodrigo para o lugar de Melgarejo. Rodrigo fica como extremo esquerdo e Nicolás Gaitán desce para lateral esquerdo.
80' - Entra João Coimbra para o lugar de Carlos Eduardo. Troca direta.


Árbitro: Paulo Baptista

Cartões Amarelos: Evandro (21'), Carlos Martins (69' e 78'), Yohan Tavares (92') e Vagner (93').

Cartão Vermelho: Carlos Martins (78').

Assistência: 60897 (Estádio Sport Lisboa e Benfica)

Clima: Céu limpo (19ºC)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Algarve Cup 2013 - País de Gales x Portugal (Apuramento 11º Lugar)


Marcha no Marcador
77' - 1x0 (Jessica Fishlock)
93' - 1x1 (Laura Luís)

1ª Parte
O País de Gales defendeu no seu meio campo defensivo, com duas linhas compactas de quatro jogadoras mais Fishlock que no processo defensivo descia para junto do seu meio campo. Não pressionavam muito e preferiam esperar por um erro da equipa adversária. A primeira opção ofensiva era o contra-ataque e foram inúmeras as bolas batidas diretamente para uma das avançadas, tentando sempre apanhar desprevenida a equipa Portuguesa. 
Portugal jogou em ataque posicional, controlando a bola com algum à vontade e procurando chegar aos corredores laterais para que Jéssica ou Ana Borges desequilibrassem a defesa adversária. Em contra-ataque, eram estas as jogadoras procuradas, com as jogadoras a tentarem explorar a subida das laterais adversárias. As laterais Regina e Mary Bento subiam muito no corredor lateral, sendo que a ação das médias Dolores e Cláudia Neto foi bastante importante na manunteção da bola, sendo que uma delas dava sempre solução às centrais no corredor central, ,uma vez que Mónica e Carole tinham de abrir no campo para aumentarem as suas soluções para passe curto. Defensivamente foram sempre muito pressionantes e era clara a intenção de tentar ganhar a bola o mais à frente possível, impedindo assim que as adversárias conseguissem fazer uso da sua estratégia da melhor forma.

2ª Parte
Com a entrada de Sarah Wiltshire ao intervalo e Natasha Harding aos 65', Jarmo Matikainen terá tentado optimizar as suas hipóteses de sucesso no contra-ataque, refrescando o setor ofensivo com jogadoras relativamente rápidas e colocando a sua jogadora mais criativa no meio campo. Ainda assim, foi no seguimento de um lançamento longo de linha lateral que a sua equipa chega ao primeiro golo. António Violante tentou alterar as dinâmicas da equipa, passando Ana Leite para o corredor esquerdo e colocando Edite Fernandes na posição de ponta de lança, ainda com o jogo empatado a 0-0. Mas foi já com Laura Luís a ponta de lança e nos últimos minutos do jogo que, através de um passe longo de Carole Costa, Laura Luís consegue ganhar posição dentro da área e fazer um chapéu para empatar o jogo.

Penaltis
1 - Laura Luís marca.
1 - Natasha Harding remata mas Jamila Marreiros defende.
2 - Ana Leite remata mas Nicola Davies defende.
2 - Kylie Davies marca.
3 - Carole Costa marca.
3 - Lauren Price remata por cima da barra.
4 - Cláudia Neto marca.
4 - Amy Thrupp remata mas Jamila defende.
Jogadoras-Chave
No País de Gales, Jessica Fishlock mostrou-se como a jogadora mais influente e perigosa. 
Na equipa de Portugal, Dolores Silva fez um bom jogo tanto defensivamente (excelente nos equilíbrios) como ofensivamente dando sempre soluções e ocupando muito bem o espaço.

Substituições
Int - Entra Sarah Wiltshire para o lugar de Michelle Green. FIshlock desce para média centro e Sarah Wiltshire fica como ponta de lança mais recuada.
65' - Entra Natasha Harding para o lugar de Helen Ward. Troca direta.
72' - Entra Laura Luís para o lugar de Jéssica Silva. Edite sobe para ponta de lança, Ana Leite passa para extrema esquerda e Laura Luís fica na posição dez.
75' - Entra Mariane Amaro para o lugar de Mary Bento. Troca direta.
77' - Entra Amy Thrupp para o lugar de Angharad James. Amy fica como ponta de lança, Natasha passa para ala esquerda e Sophie passa para ala direita.
88' - Entra Rachel Hignett para o lugar de Jessica Fishlock. Troca direta.
88' - Entra Catarina Almeida para o lugar de Dolores Silva. Troca direta.
89' - Entra Tita para o lugar de Edite Fernandes. Tita fica na posição dez com Laura Luís a subir para ponta de lança.


Árbitra: Katalin Kulcsar (Hungria)

Cartões Amarelos: Edite Fernandes (11'), Lauren Price (30') e Danielle Oates (89').

Assistência: Desconhecido (Estádio Municipal da Bela Vista)

Clima: Céu pouco nublado (14ºC)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave x Braga (19ª Jornada)


Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Ahmed Hassan)
45'+3 - 1x1 (Alan)

1ª Parte
O Rio Ave jogou predominantemente em contra-ataque, tentando chegar rapidamente ao último terço, normalmente através dos seus extremos que tentavam usar a sua técnica e velocidade para conduzir a bola para a frente e criar desequilíbrios nos duelos de 1x1. Nunca se preocuparam em manter o domínio do jogo pelo que esperavam pacientemente no seu meio campo pela equipa do Braga, mantendo firmes duas linhas de quatro jogadores com Diego Costa e Hassan a serem os únicos que se iam desposicionando para eventualmente sair na pressão à linha defensiva adversária. Apesar disso, nas transições defensivas notou-se alguma lentidão de Bebé e Ukra a recuperarem, principalmente quando a bola estava do lado contrário ao deles.
O Braga tentou assumir o controlo do jogo do princípio ao fim, usando o habitual ataque posicional com várias combinações onde o ritmo apenas abrandava quando a bola chegava a um dos extremos, com estes a tentarem muitas vezes conduzir a bola e a procurarem encontrar situações em que pudessem explorar o drible. Hugo Viana tentou algumas bolas longas para o ataque sendo o único jogador que tentava frequentemente este tipo de solução. Mantiveram sempre a linha defensiva bastante adiantada no processo ofensivo, mesmo perante a constante ameaça de contra-ataque da equipa adversária. Os laterais subiam sempre que tinham essa oportunidade, aproveitando a tendência dos seus extremos para procurarem jogo interior. Sem bola mantinham-se no seu meio campo defensivo, pressionando mais quando a bola chegava ao lateral adversário, tentando cortar linhas de passes interiores de forma a forçar o erro.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo, apenas com uma troca posicional no Rio Ave com Bebé a trocar de flanco com Ukra (voltariam a trocar cerca de 15' depois). Apesar de não ter havido grandes mudanças estratégicas, o Rio Ave pareceu mais seguro e consistente, com a equipa a recuperar mais rapidamente nas transições defensivas. As substituições tardaram e foi Nuno Espírito Santo a fazer as primeiras com a entrada de Filipe Augusto e de Braga (com o intuito de refrescar a equipa). José Peseiro também foi cauteloso nas trocas, colocando primeiro Hélder Barbosa por Alan (aos 81') e já quase no fim, retira o seu dez e coloca mais um ponta de lança, troca que não trouxe grandes benefícios ao jogo da sua equipa, mesmo após estarem a jogar contra 10 jogadores.

Jogadores-Chave
No Rio Ave, nota-se uma tendência do jogo passar muito pelos seus extremos, com estes a serem os principais desequilibradores da equipa.
No Braga não houve grandes destaques, embora a equipa tivesse o maior domínio do jogo (e maior número de remates), não criaram tanto perigo quanto isso.

Substituições
68' - Entra Filipe Augusto para o lugar de Diego Lopes. Troca direta.
79' - Entra Braga para o lugar de Bebé. Troca direta.
81' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Alan. Troca direta.
87' - Entra Zé Luís para o lugar de Mossoró. Passam a jogar em 1-4-2-4 com Zé Luís a jogar ao lado de Éder na frente de ataque.


Árbitro: João Ferreira

Cartões Amarelos: Leandro Salino (23'), Diego Lopes (41'), Wíres (45'+2) e André Vilas Boas (53').

Cartão Vermelho: Ahmed Hassan (88').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Rio Ave Futebol Clube)

Clima: Céu limpo (12ºC)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Champions League - Real Madrid x Manchester United (Oitavos de Final - 1ª Mão)


1ª Parte
O Real Madrid jogou em ataque posicional com a clara intenção de controlar o jogo. Jogaram com as linhas subidas, sempre com vários jogadores a darem opções ao portador da bola e mantendo-a sempre em andamento, procurando várias desmarcações ofensivas onde os jogadores mais adiantados mostraram sempre muita mobilidade, trocando de posições com algum 'à vontade' onde Khedira também subiu bastante sempre com uma atitude incisiva no processo ofensivo. As transições ofensivas também foram bastante valorizadas sempre que as mesmas eram viáveis. No último terço conseguiram alguns desequilíbrios com esta dinâmica. Sem bola tiveram também uma atitude muito positiva, pressionando sempre muito alto, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, com os jogadores do setor ofensivo a terem um papel muito importante e desempenhando esta função de forma bastante eficaz. Para além da excelente coordenação e atitude dos jogadores na ação defensiva, também se notou a preocupação da equipa tentar impedir a 1ª fase de construção do Manchester United uma vez que De Gea tentava sempre que possível jogar curto.
O Manchester United jogou com um bloco defensivo bastante recuado, com os setores defensivo e médio muito próximos, defendendo sempre dentro do seu próprio meio campo onde Van Persie e Kagawa não assumiam grandes responsabilidades nas ações de recuperação da bola. Ofensivamente, e por força da forte pressão do Real Madrid, tentaram várias vezes sair em contra-ataque, tentando aproveitar o adiantamento da equipa adversária. Apesar disso, tentavam tanto quanto possível construir o jogo desde trás. Os laterais, por força das prioridades defensivas do United (sempre se mostrou confortável com o empate), nunca se aventuraram muito no ataque e os médios ala não se mostraram eficazes nos lances ofensivo, com Rooney a estar apagado no jogo e a ser obrigado a recuar muito no terreno para acompanhar o Fábio Coentrão.

2ª Parte
Não houve susbtituições ao intervalo mas Kagawa passa a jogar do lado esquerdo com Welbeck a passar para a posição dez. O Manchester United passou a jogar mais recuado no terreno, assumindo claramente que queria manter o resultado, deixando a possibilidade de marcar em aberto através de ações de contra-ataque e talvez por isso Welbeck tenha passado para o meio, numa forma de aproveitar a sua velocidade numa posição mais central. Aos 60', Fergunson coloca Valencia no lado direito e faz Rooney voltar à posição em que está mais habituado a jogar. Esta foi uma clara aposta em reforçar a sua estratégia de contra-ataque colocando um jogador muito veloz no corredor esquerdo do Real Madrid, que era o mais ofensivo e como tal o que poderia abrir mais espaços para serem explorados. José Mourinho, para além da habitual troca de pontas de lança, colocou Modric na posição dez, que mostrou mais mobilidade que Özil e trouxe mais energia e velocidade (na posse da bola) ao jogo ofensivo do Real. A entrada de Pepe (render Xabi Alonso que não estava a 100% e dar também alguns minutos na recuperação competitiva de Pepe) e de Anderson (troca por Rooney para dar mais consistência defensiva no meio campo) não trouxeram nada de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Fábio Coentrão conseguiu criar algumas oportunidades de golo aproveitando a liberdade causada pelas corridas desde trás.
No Manchester United, David de Gea fez um grande jogo com um conjunto de defesas de elevado grau de dificuldade.

Marcha no Marcador
20' - 0x1 (Danny Welbeck)
30' - 1x1 (Cristiano Ronaldo)

Substituições
60' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Karim Benzema. Troca direta.
64' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Shinji Kagawa. Troca direta.
73' - Entra Antonio Valencia para o lugar de Danny Welbeck. Valencia fica a médio ala direito e Rooney passa para a posição dez.
75' - Entra Luka Modric para o lugar de Ángel Di María. Özil passa para extremo direito e Modric joga na posição dez.
84' - Entra Pepe para o lugar de Xabi Alonso. Troca direta.
84' - Entra Anderson para o lugar de Wayne Rooney. Troca direta.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robin van Persie (5'), Rafael da Silva (40') e Antonio Valencia (88').

Assistência: 79429 (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Bundesliga - Bayern Munique x Dortmund (15ª Jornada)


1ª Parte
O Bayern Munique entrou a dominar o jogo, jogando em ataque posicional e atacando muito pelos corredores laterais, preferencialmente pelo corredor esquerdo com Alaba e Ribéry muito em jogo. Kroos recuava muito no terreno para vir buscar jogo, deixando Mandzukic muito desamparado para que fosse viável um atacante pelo corredor central. Quando tal acontecia, Mandzukic era sempre solicitado pelo ar. A primeira fase de construção era sempre curta, com os defesas a serem sempre solicitados por Neuer. Sem bola, defenderam de forma compacta no seu próprio meio campo.
O Dortmund jogou de forma pressionante no setor ofensivo com a linha defensiva adversária a ter pouco tempo para manter a posse da bola e a ser obrigada a jogar várias vezes para o seu guarda-redes. Apesar desta pressão dos seus atacantes, a linha defensiva ficava sempre atrás da linha do meio campo, o que dá a entender que o objetivo da pressão era que o adversário batesse longo de forma a ganhar a bola em zonas mais recuadas. Apesar de jogarem em ataque posicional, mostraram um jogo muito objetivo e vertical, tentando sempre chegar de forma rápida ao último terço. A maioria dos ataques aconteceram pelo corredor direito com Götze a ser dos jogadores mais solicitados e Pisczcek a acompanhar sempre as jogadas com vários overlaps. Götze mostrou sempre uma grande mobilidade e por vezes entrava no corredor central, dando espaço a Kuba para explorar o corredor direito.

2ª Parte
A segunda parte veio sem alterações mas passados alguns minutos começou-se a notar que ambas as equipas começaram a ter um jogo cada vez mais vertiginoso e vertical, algo mais visível do lado do Bayern Munique que tinha vindo a praticar um jogo mais paciente. Foi exatamente através de um lançamento direto para o ataque que surgiu o primeiro golo de Kroos. Pouco tempo depois Götze marca no seguimento de um canto. No lado do Bayern não houve grande interesse nas substituições com uma a ser forçada e a outra foi uma troca direta colocando Gómez que vem recuperando o ritmo competitivo após lesão. Klopp tentou mudar o jogo puxando Götze para o meio mas tal não surtiu grandes efeitos. Nos minutos finais o Bayern Munique mostrou-se muito perigoso, conseguindo controlar o jogo e criando várias oportunidades, negadas pelo guarda-redes Weidenfeller.

Jogadores-Chave
No Bayern Munique, grande parte do jogo passa por Frank Ribéry e David Alaba.
No Dortmund, Götze é o jogador que mais desequilibra ofensivamente. Pela exibição na parte final do jogo, Weidenfeller tem de ser considerado um dos melhores em campo.

Marcha no Marcador
67' - 1x0 (Toni Kroos)
74' - 1x1 (Mario Götze)

Substituições
37' - Entra Jérôme Boateng para o lugar de Holger Badstuber. Badstuber sai lesionado, Boateng fica no eixo da defesa descaído para o lado direito com Dante ficar descaído para o lado esquerdo.
73' - Entra Ivan Perisic para o lugar de Kuba Blaszczykowski. Perisic fica a jogar a extremo esquerdo, Götze vai para a posição dez e Reus passa para o lado direito.
81' - Entra Felipe Santana para o lugar de Neven Subotic. Troca direta com Subotic a sair lesionado.
86' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.
90' - Entra Julian Schieber para o lugar de Mario Götze. Troca direta.


Árbitro: Peter Gagelmann

Assistência: 71000 (Allianz Arena)

Clima: Céu nublado (-3ºC)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Champions League - Manchester City x Real Madrid (5ª Jornada)


1ª Parte
Sem bola, o Manchester City não pressionava em organização defensiva optando por fechar os espaços aos atacantes do Real Madrid, no entanto faziam-no nas transições defensivas com os jogadores mais adiantados a pressionarem rapidamente o portador da bola. Ofensivamente jogaram um misto de ataque posicional com ataque rápido, sendo que as bolas longas eram por vezes a solução à pressão adversária. Aos 25', após um início de jogo muito pobre tanto defensivamente como ofensivamente, Mancini altera o sistema de jogo para o habitual 1-4-2-3-1 com Zabaleta a passar para lateral esquerdo, Kolarov sobe para extremo esquerdo e Silva passa para extremo direito com Agüero a ficar atrás de Dzeko. Isto aconteceu uma vez que faltavam homens no meio campo para condicionar a fase ofensiva do adversário.
O Real Madrid jogou muito pressionante, não dando espaço aos centrais adversários para concretizarem de forma tranquila a 2ª fase de construção. Em organização defensiva, Di María descia muito no corredor para fechar o corredor do Kolarov, uma vez que Arbeloa tinha de fechar muitas vezes no corredor central para ajudar os dois centrais na ameaça dos dois pontas de lança do Manchester City. Atacaram em ataque posicional, jogando sempre apoiado e gozando de muito espaço para trocar a bola enquanto o City jogou com 3 centrais. Conseguiram muito bem sair de zonas de pressão devido à grande entreajuda dos jogadores, aparecendo sempre soluções ao portador da bola. Notou-se a preocupação dos cruzamentos do lado direito (Di María) procurarem sempre o segundo poste (zona de Zabaleta) que era o defesa mais fraco no jogo aéreo, com Bezema a atacar a bola sempre vindo dessa zona (aconteceu assim o primeiro golo).

2ª Parte
De forma a consolidar o seu sistema de 1-4-2-3-1, Mancini coloca Javi García, libertando Nasri para funções mais ofensivas. De certa forma, acabou por ser uma troca acertada uma vez que o City se tornou mais perigoso, com um ataque de grande mobilidade onde nenhum dos extremos o era verdadeiramente (ambos procuram zonas interiores) e o seu médio ofensivo estava constantemente a procurar espaços nos corredores laterais. Tornaram-se assim mais imprevisíveis no processo ofensivo e ao mesmo tempo conseguiram uma maior consistência defensiva com um meio campo muito forte fisicamente e mais posicional. Ronaldo vinha mostrando muita confiança nas suas ações e eram frequentes os desequilíbrios criados por ele à equipa adversária. Com a entrada de Callejón, Ronaldo passa para a posição dez sendo que raramente se fixava nessa posição, basculando sempre para ambos os corredores laterais o que fez com que os dois médios centro do City nunca tivessem ninguém para marcar. Mourinho tentava assim anular a vantagem defensiva nesse sector. Com a expulsão de Arbeloa, O Real Madrid coloca Varane a defesa direito e Ronaldo passa a jogar a ponta de lança. Este resultado servia ao Real Madrid que assegurava o apuramento (apesar de ser em 2º lugar) e aos 90', Mourinho mostra as suas intenções de manter o resultado colocando mais um médio defensivo.

Jogadores-Chave
No Mancheste City, Maicon foi muito consistente nas subidas pelo corredor direito, conseguindo alguns cruzamentos aproveitando a ausência de Silva que ia muitas vezes para o meio.
No Real Madrid, Ronaldo e Di María estiveram muito bem, cada um no seu papel.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Karim Benzema)
73' - 1x1 (Kun Agüero)

Substituições
Int - Entra Javi García para o lugar de Aleksandar Kolarov. Javi García joga ao lado de Touré e Nasri passa para extremo esquerdo.
60' - Entra Carlos Tévez para o lugar de Samir Nasri. Passam a jogar praticamente em 1-4-2-4 com Tévez a ponta de lança juntamente com Dzeko e Agüero a passar para o lado esquerdo.
68' - Entra José Callejón para o lugar de Luka Modric. Callejón fica como extremo esquerdo e Ronaldo vem para a posição dez.
75' - Entra Raphaël Varane para o lugar de Karim Benzema. Varane fica como lateral direito e Ronaldo como ponta de lança.
88' - Entra James Milner para o lugar de Kun Agüero. Troca direta.
90' - Entra Raúl Albiol para o lugar de Ángel Di María. Passam a jogar em 1-4-3-2 com Albio no meio campo entre Alonso e Khedira, Ronaldo na frente com Callejón.


Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)

Cartões Amarelos: Yaya Touré (29'), Álvaro Arbeloa (32' e 73'), Maicon (40'), Xabi Alonso (48'), Samir Nasri (53'), Pablo Zabaleta (58'), Sergio Ramos (61') e Javi García (95').

Cartão Vermelho: Álvaro Arbeloa (73').

Assistência: 45740 (Etihad Stadium)

Clima: Céu limpo (6ºC)

domingo, 19 de agosto de 2012

Liga BBVA - Real Madrid x Valencia (1ª Jornada)


1ª Parte
Em organização defensiva, o Real Madrid descia a sua equipa para o meio campo defensivo, aumentando a sua pressão gradualmente com a entrada em profundidade da equipa adversária. O facto de o ponta de lança adversário ser um jogador de área não muito rápido permitiu à linha defensiva subir um pouco mais reduzindo o espaço entre linhas. Com bola, o Real jogou em ataque posicional, com este método mais visível após estarem em vantagem, como uma forma de controlar o ritmo do jogo e poupar esforços para o jogo que vão ter a meio da semana. Atacaram predominantemente pelos corredores laterais com os extremos a virem para o meio com e sem bola, abrindo o corredor lateral para os defesas laterais que subiam para ganharem a linha de fundo e cruzarem para a área (com Coentrão mais ofensivo que Arbeloa).
O Valencia defendeu com as linhas muito recuadas, não apostando numa pressão muito assertiva assumindo mais uma postura de expectativa de forma a esperar por um erro adversário para ganhar a posse da bola. Com bola, também jogaram em ataque posicional, até porque não tinham grandes argumentos ofensivos para poderem apostar num jogo mais directo. Na 2ª fase de construção, um dos médios centro (normalmente era Gago) descia para vir buscar a bola e construir jogo desde trás, permitindo aos centrais abrirem o que fazia com que os laterais subissem no terreno.

2ª Parte
A jogar em casa, ao Real Madrid apenas interessava a vitória e foi Mourinho a fazer a primeira alteração táctica. Aos 61' coloca mais um avançado em campo e arrisca jogando apenas com um médio defensivo. Uma vez que o Valencia parecia satisfeito com o resultado, esta alteração do sistema táctico do Real Madrid teve um efeito positivo no seu jogo ofensivo, permitindo controlar o jogo mais perto da baliza adversária. O Valencia cumpriu bem o seu papel defensivamente, com os extremos a sacrificarem-se para ajudarem os laterais no processo defensivo, dando pouco espaço aos extremos do Real Madrid. A entrada de Callejón fez com que passassem a jogar com um pé direito no corredor direito, possivelmente para aproveitar mais cruzamentos para a área, onde estavam mais jogadores do Real também devido às constantes entradas de Ronaldo para a zona de finalização. Foi do lado direito que mais atacaram mas apesar de criarem algumas oportunidades, não conseguiram marcar. As substituições do Valencia (os 3 jogadores de ataque) visaram manter a equipa com condição física suficiente para se considerarem uma ameaça em eventuais situações de contra-ataque, apesar de apostarem quase tudo na manutenção deste resultado.

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Higuaín merece destaque pelo golo, com Alonso a fazer igualmente uma boa exibição.
No Valencia, Diego Alves fez um bom jogo na baliza mostrando muita segurança. 

Marcha do Marcador
10' - 1x0 (Gonzalo Higuaín)
42' - 1x1 (Jonas)

Substituições
Int - Entra Raúl Albiol para o lugar de Pepe. Troca directa com Pepe a sair lesionado.
61' - Entra Karim Benzema para o lugar de Lass Diarra. Passam a jogar em 1-4-1-3-2 com Benzema a jogar ao lado de Higuaín na frente e Xabi Alonso a ficar sozinho como médio de contenção.
66' - Entra Pablo Piatti para o lugar de Andrés Guardado. Troca directa.
71' - Entra Callejón para o lugar de Ángel Di María. Troca directa.
71' - Entra Dani Parejo para o lugar de Roberto Soldado. Troca directa.
82' - Entra Nelson Valdez para o lugar de Sofiane Faghouli. Valdez fica a jogar do lado esquerdo e Piatti passa para o lado direito.

Árbitro: Carlos Delgado

Cartões Amarelos: Sofiane Feghouli (31'), Víctor Ruiz (50'), Xabi Alonso (74'), João Pereira (84') e Pablo Piatti (87').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Céu limpo (35ºC)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo A) - Polónia x Rússia (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Rússia (3 pontos) 1 jogo
2º República Checa (3 pontos) 2 jogos
3º Polónia (1 ponto) 1 jogo
4º Grécia (1 ponto) 2 jogos

1ª Parte
A Polónia não limitou o seu jogo ofensivo ao contra-ataque, procurando sempre a melhor opção para chegar a zonas mais avançadas, sendo que esta opção, como aconteceu no último jogo, passa quase sempre pelo lado direito do ataque, quer pelo lateral como pelo extremo. Usando um sistema de 1-4-3-3, Obraniak passou de médio ofensivo para extremo esquerdo que apesar de ser uma posição que não lhe é estranha, acabou por passar muito ao lado do jogo pois a Polónia tem uma clara tendência para explorar o corredor contrário. Perdeu-se assim um dos jogadores mais criativos da Polónia. Defensivamente jogaram com duas linhas de quatro jogadores, com Dudka a jogar entre-linhas. Não recuaram muito os sectores mas também não pressionavam muito o adversário, esperando sempre por um erro ou por situações em que o adversário ficasse em clara inferioridade numérica.
A Rússia jogou em ataque posicional, trocando a bola com paciência e alternando o passe curto com o passe longo na variação do centro do jogo. Os dois extremos não são extremos de raiz e têm tendência para afunilarem o jogo, procurando o passe de ruptura por entre a linha defensiva. Esta tendência dos extremos criava o cenário ideal para laterais ofensivos que foi mais aproveitado por Zhirkov que por Anyukov. Sem bola, mostraram-se mais pressionantes que a Polónia mas não pressionaram muito em cima, fazendo o suficiente para assegurar o domínio do jogo.

2ª Parte
O jogo manteve-se da mesma forma, com a Polónia a começar a assumir um maior controlo do jogo, com Obraniak a ser mais solicitado (o golo da Polónia nasceu de um lance em que Obraniak aparece no corredor lateral direito para fazer a assistência). A primeira alteração táctica do jogo, que já era esperada ao intervalo, aconteceu aos 73' com a alteração para 1-4-2-3-1 e uma maior liberdade a Obraniak. A Polónia tinha anteriormente no meio campo três jogadores de processos simples, com pouca criatividade e esta mudança táctica deu um maior domínio do jogo à Polónia, com a equipa a trocar melhor a bola e a causar mais dificuldades à defesa da Rússia, tornando-se menos previsível do que era anteriormente. Até ao fim não houve mais alterações tácticas nem substituições que trouxessem algo de novo ao jogo.

Jogadores-Chave
Na Polónia, Blaszczykowski foi o melhor jogador, tendo marcado um dos melhores golos da competição.
Na Rússia, Arshavin fez uma primeira parte muito boa, criando vários desequilíbrios. Zhirkov também teve muita influência no jogo aparecendo muito bem em zonas mais ofensivas.

Golos
37' - Livre lateral do lado esquerdo, marcado por Arshavin para a entrada da pequena área onde aparece Dzagoev a desviar de cabeça para o golo. 
57' - Obraniak do lado direito desmarca Blaszczykowski que corta para dentro e à entrada da área remata ao 2º poste com o pé esquerdo não dando hipóteses de defesa a Malafeev.

Substituições
70' - Entra Roman Pavlyuchenko para o lugar de Aleksandr Kerzhakov. Troca directa.
73' - Entra Adrian Mierzejewski para o lugar de Dariusz Dudka. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Obraniak a dez, Mierzejewski a passar para extremo direito e Blaszczykowski muda para o lado esquerdo.
80' - Entra Marat Izmailov para o lugar de Alan Dzagoev. Troca directa. 
84' - Entra Adam Matuszczyk para o lugar de Eugen Polanski. Troca directa.
93' - Entra Pawel Brozek para o lugar de Ludovic Obraniak. Entra um ponta de lança para o último livre do jogo. 

Polónia
22 – Przemyslaw Tyton 
2 – Sebastian Boenisch
5 – Dariusz Dudka (18 – Adrian Mierzejewski)
7 – Eugen Polanski (6 – Adam Matuszczyk)
9 – Robert Lewandowski
10 – Ludovic Obraniak (23 – Pawel Brozek)
11 – Rafal Murawski
13 – Marcin Wasilewski 
15 – Damien Perquis
16 – Jakub Blaszczykowski
20 – Lukasz Piszczek
Treinador: Franciszek Smuda

Rússia
16 – Vyacheslav Malafeev
2 – Aleksandr Anyukov
4 – Sergey Ignashevich
5 – Yuri Zhirkov
6 – Roman Shirokov
7 – Igor Denisov
8 – Konstantin Zyryanov
10 – Andrey Arshavin
11 – Aleksandr Kerzhakov (14 – Roman Pavlyuchenko)
12 – Aleksey Berezutski
17 – Alan Dzagoev  (9 – Marat Izmailov)
Treinador: Dick Advocaat

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

Cartões Amarelos: Robert Lewandowski (59'), Igor Denisov (59'), Alan Dzagoev (75') e Eugen Polanski (81').

Assistência: 55920 (Stadion Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (21ºC)