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domingo, 20 de maio de 2012

Taça de Portugal - Académica x Sporting (Final)

1ª Parte
Tacticamente, a Académica jogou de uma forma muito disciplinada, com os jogadores a mostrarem uma grande coordenação nas acções defensivas. O trio do meio campo jogou sempre muito próximo e nas transições defensivas eram muito rápidos a aproximarem-se do sector defensivo. Em organização defensiva, mostrou-se algum cuidado em impedir os médios do Sporting em receber a bola na 2ª fase de construção do Sporting. Ofensivamente, havia alguma tendência em explorar a velocidade dos extremos mas souberam aproveitar bem a qualidade dos médios David Simão e Adrien, com muito do seu jogo a passar por eles.
O Sporting respeitou o adversário durante o processo defensivo, fazendo descer regularmente os seus extremos para defender as habituais subidas dos laterais Hélder Cabral e Cédric. Ofensivamente, os médios Elias e Schaars tiveram muitas dificuldades em vir buscar jogo devido à acção dos médios da Académica, viu-se por vezes ambos os médios a subir no terreno e Matías a descer para conseguir espaço para receber a bola e atacar pelo corredor central. A maior parte das progressões ofensivas do Sporting ocorreram pelos corredores laterais, que pelos laterais, quer pelos extremos.
Apesar de um ligeiro domínio do Sporting na posse da bola, as oportunidades de golo foram escassas para ambas as equipas e o único golo do jogo ocorreu devido a um desequilíbrio momentâneo causado por uma lesão de Polga.

2ª Parte
O Sporting mudou o sistema táctico para 1-4-3-3 e com Izmailov e Matías no meio, mostraram mais mobilidade e consequentemente, conseguiram mais desequilíbrios à conta da boa capacidade técnica dos seus jogadores. Isto fez com que o jogo ficasse mais aberto e para além de conseguirem mais oportunidades de finalização, também permitiram que a Académica as criasse. Por volta dos 60', Capel e Carrillo trocam de flanco, procurando mais diagonais interiores, talvez uma forma de sobrecarregar o meio campo defensivo da Académica. Aos 69', a Académica responde e muda para 1-4-2-3-1, procurando mais segurança defensiva na zona central de finalização pois começava a ser difícil para Diogo Melo aguentar a acção dos 2 médios interiores e as diagonais interiores dos extremos. A partir daqui não houve mais alterações tácticas (excepto aos 85' que Onyewu passa para ponta de lança) e a Académica passa progressivamente a preocupar-se principalmente em aguentar a vantagem enquanto o Sporting ia apostando mais no processo ofensivo.

Jogadores-Chave
Na Académica, Adrien foi muito importante na circulação da bola no corredor central. Abdoulaye e Diogo Melo também fizeram um jogo muito bom a nível defensivo.
No Sporting, Capel conseguiu vários desequilíbrios com bola mas acabou por ser inconsequente.

Golos
4' - À entrada da área, David Simão abre para o lado esquerdo onde Diogo Valente cruza ao 2º poste para Marinho que aparece a cabecear para o golo.

Substituições
Int - Entra Marat Izmailov para o lugar de Elias. Sporting muda para 1-4-3-3 com Schaars a ficar como médio defensivo, Izmailov e Matías a médios interiores.
69' - Entra Flávio Ferreira para o lugar de David Simão. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Flávio e Diogo Melo a médios defensivos e Adrien na posição 10.
70' - Entra André Martins para o lugar de Emiliano Insúa. Schaars passa para lateral esquerdo e André Martins fica a médio defensivo.
77' - Entra Jeffrén para o lugar de Matías Fernández. Jeffrén vai para extremo esquerdo e Carrillo fica como médio interior.
80' - Entra Danilo para o lugar de Diogo Melo. Troca directa.
91' - Entra Rui Miguel para o lugar de Marinho. Troca directa.

Académica
12 - Ricardo
10 - Adrien Silva
13 - João Real
20 - Marinho (19 - Rui Miguel)
21 - Abdoulaye
22 - David Simão (4 - Flávio Ferreira)
23 - Diogo Valente
36 - Edinho
41 - Cédric Soares
50 - Diogo Melo (99 - Danilo)
55 - Hélder Cabral
Treinador: Pedro Emanuel

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
5 - Oguchi Onyewu
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
11 - Diego Capel
14 - Matías Fernández (17 - Jeffrén)
18 - André Carrillo
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa (28 - André Martins)
77 - Elias (10 - Marat Izmailov)
Treinador: Ricardo Sá Pinto

Cartões Amarelos: Diogo Melo (23'), Cédric Soares (33'), João Pereira (35'), Elias (44'), Emiliano Insúa (45'+2), David Simão (69'), Stijn Schaars (73'), Marinho (90') e Ricardo (93').

Assistência: 37500 (Estádio Nacional)

Clima: Céu pouco nublado (15ºC)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Europa League - Athletic Bilbao x Sporting (Meia-Final - 2ª Mão)

Resultado da 1ª Mão
Sporting 2 x 1 Athletic Bilbao

1ª Parte
O Athletic jogou em ataque posicional, com grande mobilidade dos sectores médio e ofensivo. Após cada combinação, o jogador que devolve a bola procura de imediato uma desmarcação com outro jogador a ocupar o espaço que foi deixado vago. Desta forma, qualquer tentativa de marcação individual aos jogadores do Athletic resulta em aberturas de espaço em zonas críticas do meio campo. Mostraram claramente uma enorme tendência em procurar zonas laterais do último terço ofensivo para poderem cruzar para a área, à procura da maior referência ofensiva Llorente, sendo que estas zonas eram ocupadas pelos extremos, laterais ou médios interiores que em função das circulações tácticas utilizadas, apareceria sempre um destes jogadores em profundidade. Sem bola, o jogador do Athletic mais perto da bola pressionava rapidamente o adversário de forma a condicionar a sua acção. Llorente era dos jogadores mais assertivos nesta acção, não permitindo que os centrais do Sporting tivessem a bola por muito tempo.
O Sporting entrou em jogo em vantagem na eliminatória e portanto optou por jogar compacto na acção defensiva, procurando o contra-ataque quando possível. Van Wolfswinkel e Matías Fernández formavam uma primeira linha defensiva, sempre que um destes dois, quando a bola estava nos centrais adversário, ficava na zona de acção do médio defensivo Iturraspe, dificultando os ataques pelo corredor central, uma vez que este era um dos principais elementos da 2ª fase de construção. Ofensivamente, o Sporting explorou muito os lances individuais para criar desequilíbrios. Os laterais subiram muito pouco, preferindo assegurar a sua acção defensiva uma vez que o Athletic ataca muito pelos corredores laterais.

2ª Parte
À entrada do segundo tempo, Carriço substituiu Matías Fernández, uma forma de reforçar defensivamente o meio campo e ganhar algum poder aéreo nas disputas de bola corrida e nos esquemas tácticos. Capel trocou de corredor com Pereirinha mas ambos tiveram mais preocupações defensivas ajudando os respectivos laterais a fechar os corredores laterais, de forma a tentar impedir as saídas de cruzamentos para Llorente. O Sporting não abdicava de tentar criar situações de contra-ataque, ocasionalmente viram-se os laterais a subir mais no terreno mas à medida que o jogo foi avançado, foi-se conformando com o resultado e pareciam esperar pelo prolongamento. O Athletic foi jogando da mesma forma mas também foi sendo mais cauteloso, consciente que um golo sofrido poderia ditar o afastamento da competição. Num bom lance individual de Ibai Gómez e finalização de Llorente, o Athletic chega à vantagem perto do fim do jogo e Bielsa aproveita o facto de não ter feito qualquer substituição para gastá-las no tempo de compensação, quebrando o ritmo e reduzindo o tempo útil, dificultando as hipóteses do Sporting ganhar a eliminatória. Nestes momentos finais, Carriço vai para central, Carrillo desce ligeiramente no terreno e Xandão sobre para ponta de lança, com o Sporting a jogar directo para o central de forma a conseguir chegar à baliza adversária.

Jogadores-Chave
No Athletic, Fernando Llorent é o jogador mais influente no ataque, com quase todas as acções de bola corrida a serem-lhe dirigidas.
No Sporting, Polga fez um bom jogo defensivamente com vários desarmes e intercepções importantes apesar de ter algumas responsabilidades no último golo do jogo. Ofensivamente, Capel foi muito perigoso na 1ª parte, na 2ª parte perdeu protagonismo no lado direito do ataque e com maiores responsabilidades defensivas.

Golos
17' - Herrera ganha a bola no lado direito, abre em profundidade para Muniain que cruza para Llorente, este amortece a bola para o remate de Susaeta para o golo.
44' - No seguimento de um canto, André Martins aproveita uma sobra fora da área para rematar à baliza, a bola bate em Xandão e Wolfswinkel na recarga remata para o golo.
45'+1 - Llorente recebe uma bola à entrada da área e consegue tirar um defesa do Sporting do caminho e abrir na esquerda para Ibai Gómez que na frente de Rui Patrício não tem problemas em fazer o golo.
88' - Ibai Gómez recebe a bola na esquerda, com um drible tira do lance João Pereira e cruza tenso para o centro da pequena área onde Llorente desvia para o golo.

Substituições
Int - Entra Daniel Carriço para o lugar de Matías Fernández. Carriço vai jogar para a posição de André Martins com este a subir para a posição deixada livre por Matías.
63' - Entra Jeffrén para o lugar de Bruno Pereirinha. Troca directa.
84' - Entra André Carrillo para o lugar de André Martins. Troca directa.
90' - Entra Borja Ekiza para o lugar de Óscar Muniain. Sai um médio e entra um defesa.
93' - Entra Gaizka Toquero para o lugar de Ibai Gómez. Substituição para queimar tempo.
94' - Entra Iñigo Pérez para o lugar de Ander Herrera. Substituição para queimar tempo.

Athletic Bilbao
1 - Gorka Iraizoz
3 - Jon Aurtenetxe
5 - Fernando Amorebieta
8 - Ander Iturraspe
9 - Fernando Llorente
14 - Markel Susaeta
15 - Andoni Iraola
19 - Óscar Muniain (23 - Borja Ekiza)
21 - Ander Herrera (17 - Iñigo Pérez)
24 - Javi Martínez
28 - Ibai Gómez (2 - Gaizka Toquero)

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
11 - Diego Capel
14 - Matías Fernández (3 - Daniel Carriço)
25 - Bruno Pereirinha (17 - Jeffrén)
28 - André Martins (18 - André Carrillo)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Ricky van Wolfswinkel (10'), Fernando Amorebieta (54'), Daniel Carriço (59'), Ibai Gómez (76') e Xandão (94').

Assistência: 37000 (San Mamés)

Clima: Céu nublado (16ºC)

domingo, 22 de abril de 2012

Liga Zon Sagres - Nacional x Sporting (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Braga (59 pontos) 27 jogos
Sporting (50 pontos) 26 jogos
5º Marítimo (48 pontos) 27 jogos
6º Vitória de Guimarães (42 pontos) 27 jogos
Nacional (35 pontos) 26 jogos
8º Vitória de Setúbal (30 pontos) 27 jogos

1ª Parte
Ambas as equipas utilizaram o mesmo sistema de jogo. O Nacional jogou em ataque posicional, procurando sempre atacar pelos corredores laterais com um grande envolvimento dos defesas laterais na fase ofensiva. A subida dos laterais permitia que os extremos cortassem para dentro de forma a explorar zonas centrais de finalização. Diego Barcellos tinha grande mobilidade movimentando-se em função da bola a toda a largura.
O Sporting teve algumas dificuldades em construir jogo, com dois médios defensivos habituados a terem funções mais defensivas e que mostram dificuldades em dar o melhor seguimento à bola, principalmente Renato Neto. A opção de ataque passou muitas vezes pelo ataque rápido mas sem bater a bola para a frente, até porque o ataque do Sporting dificilmente conseguiria ganhar as costas da defesa do Nacional.

2ª Parte
Ao intervalo, o Sá Pinto colocou Schaars de forma a poder ter mais algum controlo sobre a bola, no entanto, esta 2ª parte ficou marcada pela expulsão de Rubio que originou várias alterações no jogo. Wolfswinkel entrou para garantir uma referência no ataque, abdicando do elo de transição André Martins. O Nacional coloca primeiro Skolnik com Claudemir, um jogador confortável a subir no terreno a passar para lateral direito e mais tarde Keita para a frente de ataque, retirando um médio defensivo, com este a marcar o golo do empate após a sua entrada. A partir daqui, o Sporting aposta claramente no contra-ataque, colocando um jogador rápido e forte tecnicamente no lado direito (Jeffrén) e foi numa jogada de contra-ataque que o Sporting conseguiu ganhar o penalti que deu origem ao 3º golo. O Sporting fez o que lhe competia de forma a fechar os espaços no seu terço defensivo para tentar dificultar a progressão no terreno da equipa do Nacional que mostrou um futebol de posse com muito critério e que com um jogador a mais, mostrava-se muito perigoso e esteve perto do golo em algumas situações.

Jogadores-Chave
No Nacional, Candeias foi um jogador muito solicitado com uma grande capacidade de desequilibrar com a bola nos pés.
No Sporting, Marcelo Boeck fez um bom jogo com algumas defesas fundamentais com um elevado grau de dificuldade.

Golos
12' - André Martins marca um livre contra a barreira, sobra para um jogador do Sporting que remata de fora da área, a bola bate num defesa do Nacional e fica à frente de Rubio que dentro da área remata para o golo.
31' - Renato Neto recebe uma bola na área frontal à grande área e remata forte e colocado junto ao poste marcado o golo.
34' - Do lado direito, Candeias cruza com o pé esquerdo para o 2º poste onde Mateus recebe nas costas do defesa do Sporting e remata forte para o golo.
74' - Depois de um mau alívio de Pereirinha, a bola sobra para Keita que à entrada da área remata para a baliza fazendo um bom golo.
77' - Ricky van Wolfswinkel marca o penalti para o lado esquerdo a meia altura com Valverde a não conseguir chegar à bola.

Substituições
Int - Entra Stijn Schaars para o lugar de Renato Neto. Troca directa. Uma troca para dar melhor qualidade técnica em detrimento da segurança defensiva de Neto.
61' - Entra Ricky van Wolfswinkel para o lugar de André Martins. Wolfeswinkel vai para ponta de lança, o Sporting deixa de jogar com a posição 10.
61' - Entra Dejan Skolnik para o lugar de João Aurélio. Claudemir passa para lateral direito e Skolnik fica a médio centro, ao lado de Moreno.
65' - Entra Jeffrén para o lugar de Santiago Arias. Pereirinha passa para lateral direito e Jeffrén joga a extremo direito.
73' - Entra Keita para o lugar de Moreno. Keita vai jogar como ponta de lança com Skolnik a jogar sozinho como médio defensivo.
88' - Entra Márcio Madeira para o lugar de Mário Rondón. Márcio vai para o lado esquerdo e Mateus fica a jogar ao lado de Keita na frente de ataque. Rondón não teve influência no ataque do Nacional.

Nacional
12 - Marcelo Valverde
2 - Claudemir
4 - Danielson
9 - Mateus
10 - Diego Barcellos
11 - Candeias
18 - Mário Rondón (29 - Márcio Madeira)
22 - João Aurélio (8 - Dejan Skolnik)
30 - Moreno (99 - Keita)
33 - Luís Neto
50 - Marçal

Sporting
12 - Marcelo Boeck
3 - Daniel Carriço
5 - Oguchi Onyewu
6 - Evaldo
18 - André Carrillo
19 - Santiago Arias (17 - Jeffrén)
25 - Bruno Pereirinha
28 - André Martins (9 - Ricky van Wolfswinkel)
31 - Renato Neto (8 - Stijn Schaars)
33 - Diego Rubio
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Diego Rubio (36' e 59'), João Aurélio (45'), Mário Rondón (70'), Marcelo Valverde (76'), Candeias (83') e Marcelo Boeck (93').

Cartão Vermelho: Diego Rubio (59').

Assistência: Desconhecido (Estádio da Madeira)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Benfica (26ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Porto (63 pontos) 26 jogos
Benfica (59 pontos) 25 jogos
3º Braga (58 pontos) 26 jogos
4º Marítimo (48 pontos) 26 jogos
Sporting (47 pontos) 25 jogos
6º Vit. Guimarães (39 pontos) 26 jogos

1ª Parte
O Sporting teve uma postura muito inteligente neste jogo, um pouco à imagem do que aconteceu contra o Metalist para a Liga Europa. Foram pacientes defensivamente, esperando a equipa do Benfica no seu meio campo, jogando com os sectores médio e defensivo muito próximos de forma a não dar espaço entre linhas ao adversário e com Van Wolfswinkel e Matías Fernández a fechar o corredor central de forma a impedir que o Benfica jogasse pelos médios centro na 2ª fase de construção. Isto fez com que o Benfica não tivesse espaço para as transições ofensivas. Ao recuperar a bola, o Sporting tentava sempre o contra-ataque, explorando a subida dos laterais do Benfica para colocar os extremos em profundidade ou aproveitando a desmarcação de Van Wolfswinkel para o espaço entre o lateral e central.
O Benfica optou por usar apenas um médio defensivo, no sistema de 1-4-1-3-2. Teoricamente, e sendo já previsível que o Sporting iria jogar com dois médios de contenção, seria uma forma acertada de encarar o jogo, no entanto, o facto de o Benfica promover a subida de ambos os laterais, nas transições defensivas ficaram algumas vezes em situações de igualdade numérica, sofrendo vários desequilíbrios.

2ª Parte
O Benfica alterou o seu sistema para 1-4-2-3-1 com a entrada de Yannick Djaló para o corredor lateral direito, com uma tentativa de dar mais velocidade à equipa naquele flanco uma vez que Bruno César não teve capacidade de desequilibrar em lances individuais nem no aproveitamento dos espaços. A alteração do sistema também veio acompanhada de uma maior tendência ofensiva dos laterais com a equipa a abrir mais no processo ofensivo. 16' depois, voltou à forma inicial com a entrada de Nelson Oliveira mas a tendência do jogo mantinha-se com o Sporting a fazer um excelente trabalho defensivo e mostrando-se sempre muito perigoso no contra-ataque aproveitando bem a velocidade dos extremos. Aos 65' o Sporting alterou o seu sistema para 1-4-3-3 com Matías a descer no terreno e a fechar o corredor central juntamente com Elias e Carriço a actuar como médio defensivo. Esta foi a única alteração defensiva que Sá Pinto fez, sendo que as outras duas visaram trocas directas para refrescar o ataque e manter opções válidas de contra-ataque para responder ao domínio de jogo do Benfica na 2ª parte.

Jogadores-Chave
O Sporting valeu pela sua acção como equipa na sua fase defensiva e é difícil destacar alguém.
No Benfica, Artur Moraes foi claramente o melhor jogador em campo impedindo o golo em algumas situações claras de finalização do Sporting.

Golos
18' - Van Wolfswinkel, de penalti, remata rasteiro para o lado direito com Artur a cair para o lado contrário.

Substituições
Int - Entra Yannick Djaló para o lugar de Rodrigo. Djaló vai para o lado direito, Bruno César fica como médio ofensivo e Witsel ao lado de Javi. Ficam a jogar em 1-4-2-3-1.
61' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Javi García. Nelson vai para ponta de lança e Witsel fica como médio mais defensivo. Voltam a jogar em 1-4-1-3-2.
65' - Entra Daniel Carriço para o lugar de Stijn Schaars. Carriço fica como médio defensivo com o Sporting a alterar o sistema táctico para 1-4-3-3.
73' - Entra Diego Rubio para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa.
73' - Entra Nolito para o lugar de Nicolás Gaitán. Troca directa.
90' - Entra André Carrillo para o lugar de Diego Capel. Troca directa.

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars (3 - Daniel Carriço)
9 - Ricky van Wolfswinkel (33 - Diego Rubio)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (18 - André Carrillo)
14 - Matías Fernández
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
77 - Elias
93 - Xandão

Benfica
1 - Artur Moraes
3 - Emerson
4 - Luisão
6 - Javi García (16 - Nelson Oliveira)
7 - Óscar Cardozo
8 - Bruno César
14 - Maxi Pereira
19 - Rodrigo (12 - Yannick Djaló)
20 - Nicolás Gaitán (9 - Nolito)
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel

Cartões Amarelos: Luisão (17' e 91'), Javi García (27'), Stijn Schaars (40'), Xandão (45'), Nelson Oliveira (64'), João Pereira (64'), Anderson Polga (69'), Nolito (76'), Axel Witsel (80'), Daniel Carriço (80'), Elias (81').

Cartões Vermelhos: Luisão (91').

Assistência: Desconhecido (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (17ºC)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Europa League - Metalist x Sporting (Quartos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão
Sporting 2 x 1 Metalist

1ª Parte
O Metalist teve o domínio do jogo mas muito por culpa da acção mais cautelosa do Sporting no processo defensivo, que deu muito espaço aos ucranianos para trocarem a bola em segurança entre sector defensivo e os médios defensivos. Apesar de terem tido muito a bola em sua posse, o Metalist mostrou-se muito perigoso no contra-ataque. Em ataque posicional, mostrou-se uma equipa dividida em seis jogadores defensivos e quatro ofensivos, sendo que os seis jogadores mais defensivos tinham muito pouca influência na criação de situações de finalização. Os jogadores mais ofensivos mostram frequentemente uma criatividade muito grande, principalmente com Taison e Cleiton Xavier a serem muito perigosos com bola. Frequentemente, tentavam virar o cenrto do jogo para o corredor lateral contrário aproveitando a basculação da defesa do Sporting para o lado da bola.
O Sporting entrou forte, com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário nas transições defensivas mas cedo recuou para o seu meio campo, esperando aí a equipa adversária, com Van Wolfswinkel e Matías Fernández a serem os jogadores mais ofensivos, pressionando aí a linha defensiva adversária, sendo que a maior preocupação era em não deixar a bola entrar no corredor central da sua zona defensiva. No geral, tiveram uma postura defensiva muito responsável, jogando com os sectores muito próximos e recuados no seu terço defensivo quando a bola chegava aos jogadores mais ofensivos do Metalist. Ofensivamente, o Sporting optou naturalmente por dar preferência ao contra-ataque no primeiro momento ofensivo.

2ª Parte
A substituição ao intervalo não trouxe grandes alterações tácticas ao Metalist mas promoveu um jogo mais directo para os jogadores da frente. Ainda assim, a principal alteração do jogo ocorreu por parte do Sporting, já após o golo do Metalist, alterando o seu sistema táctico para 1-4-3-3. Esta alteração fez com que o Sporting conseguisse fechar melhor o corredor central através de uma acção mais subida dos médios centro, obrigando o Metalist a jogar ainda mais directo, o que facilitou a acção defensiva do Sporting devido à elevada estatura dos seus centrais, principalmente de Xandão que esteve muito forte no jogo aéreo. Quando o Metalist conseguia colocar a bola jogável no último terço ofensivo, continuavam a predominar as combinações directas e indirectas, sempre com um jogo apoiado. Todas as substituições do Sporting foram com uma tendência mais defensiva ao contrário das do Metalist que foram naturalmente mais ofensivas, no entanto o Sporting não se deixou dominar em demasia, dificultando a entrada do Metalist no seu meio campo defensivo. Muito provavelmente, foi a alteração de sistema táctico de Sá Pinto que valeu a vitória na eliminatória.

Jogadores-Chave
No Metalist, Taison foi sempre um jogador muito perigoso com bola.
No Sporting, Rui Patrício foi muito importante ao defender o penalti mas Xandão tem de ser referido pela segurança que deu ao sector.

Golos
44' - Capel no lado esquerdo flecte para o meio e cruza com o pé direito para Van Wolfswinkel que ao 2º poste cabeceia para o poste contrário, não dando hipóteses ao guarda-redes.
57' - Cruzamento do lado esquerdo para o corredor central onde Devych cabeceia para Cristaldo que em frente a Patrício remata rasteiro para o golo.

Substituições
Int - Entra Marko Devych para o lugar de Edmar. Cleiton Xavier desce para médio defensivo e Devych passa a jogar a 10.
60' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Neto a médio defensivo, André Martins e Schaars a médios interiores.
71' - Entra Marlos para o lugar de Juan Torres. Marlos é um médio mais ofensivo.
72' - Entra André Santos para o lugar de André Martins. Troca directa.
83' - Entra Evaldo para o lugar de Diego Capel. Insúa passa para extremo esquerdo e Evaldo fica como lateral esquerdo. Capel mostrava sinais de estar muito cansado.
85' - Entra Sebastián Blanco para o lugar de Serhiy Pshenichnykh. Blanco é um médio mais ofensivo, Marlos terá ficado responsável por fechar no corredor esquerdo.

Metalist
29 - Oleks Goryainov
3 - Cristian Villagra
4 - Andriy Berezovchuk
8 - Edmar (33 - Marko Devych)
10 - Cleiton Xavier
11 - José Sosa
17 - Serhiy Pshenichnykh (23 - Sebastián Blanco)
19 - Juan Torres (25 - Marlos)
21 - Jonathan Cristaldo
22 - Milan Obradović
77 - Taison

Sporting
1 - Rui Patrício
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (6 - Evaldo)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
28 - André Martins (26 - André Santos)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Andriy Berezovchuk (41'), José Sosa (59'), Xandão (63'), Juan Torres (69'), Taison (82'), Evaldo (89') e Milan Obradović (92').

Assistência: 38500 (Oblast Sports Complex Metalist)

Clima: Céu nublado (15ºC)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Europa League - Manchester City x Sporting (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Resultado na 1ª Mão

1ª Parte
O Manchester City costuma trocar muito a bola à procura de um espaço livre para na 2ª fase de construção jogar no pé de um dos jogadores criativos (preferencialmente David Silva) e criar desequilíbrios a partir daí, no entanto, devido à forte coesão e proximidade dos sectores médio e defensivo do Sporting, os jogadores do City tiveram muitas dificuldades em receber a bola entre linhas. A consequência foi um elevado número de bolas longas à procura do espaço nas costas da defesa. Isto fazia com que a defesa do Sporting descesse no terreno e aumentasse assim o espaço entre os sectores.
O Sporting deu logicamente preferência às acções de contra-ataque mas não se limitou aos passes longos, tentando sempre ganhar vantagem espacial através de um jogo o mais directo possível mas sempre de forma a que houvessem hipóteses de ser bem sucedido. Quando tal não era possível, guardavam a bola e esperavam por uma nova oportunidade. Defensivamente jogaram muito fechados, anulando o jogo entre linhas do City. 

2ª Parte
A precisar de marcar 4 golos para seguir em frente na eliminatória, o City tinha de começar a arriscar mais e foi colocando mais jogadores no meio campo ofensivo. Tanto Kolarov como Richards começaram a jogar muito subidos, permitindo que os extremos explorassem posições mais interiores. No entanto, este aglomerado de jogadores do City fez com que o Sporting também concentrasse mais jogadores no meio campo defensivo e acabou por haver muito pouco espaço para jogar. A meio da 2ª parte, o Sporting abdica de Matías Fernández que tem pouca capacidade defensiva para colocar Renato Neto e vincava a sua intenção de apostar quase exclusivamente no processo defensivo para manter a vantagem. As oportunidades foram-se acumulando para o Manchester City e o Sporting foi defendendo como podia. O City ficou perto de ganhar a eliminatória, após um final de jogo emocionante, onde Rui Patrício negou o golo de Joe Hart no último segundo do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Agüero tem de ser destacado pelos 2 golos que marcou, mostrando-se muito objectivo nas acções ofensivas.
No Sporting, Rui Patrício tem de ser destacado por ter salvo a equipa no último minuto.

Substituições
Int - Entra Nigel de Jong para o lugar de Adam Johnson. De Jong fica a jogar como médio defensivo ao lado de Pizarro, Balotelli joga a extremo esquerdo e Silva a extremo direito e Yaya Touré a 10. Johnson estava a ter pouco impacto no jogo.
55' - Entra Edin Dzeko para o lugar de David Pizarro. Dzeko vai para ponta de lança e Yaya Touré fica a jogar a médio defensivo.
64' - Entra Jeffrén Suárez para o lugar de Diego Capel. Troca directa.
64' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars fica a jogar a 10 apesar de ter funções mais defensivas e Renato Neto joga ao lado de Carriço como médio defensivo.
66' - Entra Samir Nasri para o lugar de David Silva. Troca directa.
68' - Entra André Carrillo para o lugar de Ricky van Wolfswinkel. Troca directa. Com o Sporting a apostar pouco no ataque, sai o único jogador que estava em risco de exclusão para o próximo jogo.

Golos
33' - Livre directo marcado do lado esquerdo do ataque do Sporting, perto da entrada da área, por Matías Fernández ao 2º poste com Joe Hart a não conseguir defender.
40' - Izmailov recebe um passe em profundidade e sem oposição cruza rasteiro para as costas da defesa do City onde aparece Wolfswinkel a encostar para o golo.
60' - Yaya Touré, junto à entrada da área, passa em profundidade para Agüero que isolado remata forte para o golo.
75' - Balotelli marca o penalti para o lado direito e Rui Patrício fica no centro da baliza.
82' - Canto do lado esquerdo marcado por Kolarov para a entrada da pequena área, um jogador do City cabeceia e a bola sobra para Agüero que sozinho remata de primeira para a baliza.

Manchester City
25 - Joe Hart
2 - Micah Richards
8 - David Pizarro (10 - Edin Dzeko)
11 - Adam Johnson (34 - Nigel de Jong)
13 - Aleksandar Kolarov
15 - Stefan Savic
16 - Kun Agüero
21 - David Silva (19 - Samir Nasri)
28 - Kolo Touré
42 - Yaya Touré
45 - Mario Balotelli

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel (18 - André Carrillo)
10 - Marat Izmailov
11 - Diego Capel (17 - Jeffrén Suárez)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
25 - Bruno Pereirinha
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Cartões Amarelos: Yaya Touré (13'), Aleksandar Kolarov (22'), Matías Fernández (26'), Daniel Carriço (62'), Stefan Savic (73'), Mario Balotelli (91'), Anderson Polga (91')

Assistência: 38021 (Ettihad)

Clima: Céu nublado (5ºC)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Europa League - Sporting x Manchester City (Oitavos de Final - 1ª Mão)

1ª Parte
O Sporting entrou com um sistema um pouco diferente do habitual, com 2 médios mais posicionais (Schaars e Carriço) e Matías Fernández como 10, atrás de Wolfswinkel. Como era esperado, teve menos tempo a bola em sua posse ao longo da 1ª parte mas não caiu na tentação de jogar apenas em contra-ataque, optando raramente pelos lançamentos longos para a frente de ataque. Jogou em ataque rápido mas optando sempre por um jogo apoiado para chegar à baliza do City. Os extremos não tiveram muitas oportunidades de desequilibrar mas Matías teve um papel preponderante mostrando uma grande mobilidade e sendo um dos principais jogadores na transição ofensiva.
O Manchester City entrou em campo como é habitual, sendo que a alteração mais significativa na equipa foi a actuação de Clichy no lado direito. Mostrou-se muito mais paciente que o Sporting no processo ofensivo, com a bola a circular bastante pela linha defensiva e pelos 2 médios centro antes de chegar aos jogadores mais adiantados. O período entre a 2ª e 3ª fase de construção do City era caracterizada por uma grande mobilidade dos extremos e Agüero, com várias trocas posicionais entre os jogadores. David Silva mostrava mais mobilidade que qualquer outro jogador, vindo muito para o centro do terreno, fazendo com que Agüero tivesse de fugir para o corredor esquerdo para procurar o espaço vazio. Ainda assim estava movimentação padrão poderia ter sido mais aproveitada por Kolarov que acabou por não ter muita influência no ataque. O empate justifica-se com ambas as equipas a terem um par de oportunidades para marcar.

2ª Parte
Não havia motivos para alterações ao intervalo e portanto tudo se manteve na mesma. Num jogo que continuava equilibrado, o desequilíbrio apareceu através de um lance de bola parada. A partir daqui, Mancini viu-se obrigado a fazer alterações com vista ao aumento de situações de desequilíbrios para a defesa do Sporting mas apenas aos 70', com a entrada de Balotelli, é que o Manchester City começou a destacar-se do Sporting no número de oportunidades. Dzeko pouco conseguiu fazer pois não conseguiu receber a bola nos pés, muito graças ao excelente posicionamento defensivo da equipa do Sporting onde os médios mais defensivos foram incansáveis na protecção do corredor central, nem pelo ar, até porque essa não era uma opção frequente da equipa do City. Mancini optou por explorar ao máximo a maior criatividade e talento da sua equipa. Apesar de as substituições do Sporting terem sido forçadas por eventuais problemas físicos dos seus jogadores, as substituições de Sá Pinto foram felizes, reforçando o meio campo defensivo e refrescando os corredores para manter viva a possibilidade de contra-ataque. Na parte final do jogo valeu um grande espírito de sacrifício e de luta dos jogadores do Sporting para travar a força ofensivo do Manchester City.

Jogadores-Chave
No Sporting, Matías Fernández teve um papel muito importante na manobra ofensiva do Sporting, para além de indirectamente ter feito a assistência para o golo.
No Manchester City foi Balotelli quem mais mexeu com o jogo, fazendo uso da sua enorme capacidade técnica para criar desequilíbrios à defesa do Sporting.

Substituições
11' - Entra Lescott para o lugar de Vicent Kompany. Troca directa com Kompany a sair lesionado.
58' - Entra Samir Nasri para o lugar de Gareth Barry. Nasri vai jogar para o lado direito e Milner vem para médio centro, ao lado de De Jong. Uma opção mais ofensiva, sendo Nasri um jogador mais criativo.
58' - Entra Bruno Pereirinha para o lugar de Marat Izmailov. Troca directa. Izmailov já tinha um cartão amarelo, pelo seu historial requer cuidado a nível físico e Pereirinha vem dar mais consistência defensiva.
68' - Entra Renato Neto para o lugar de Matías Fernández. Schaars sobe no terreno e Renato joga ao lado de Carriço. Mais uma substituição com maior pendor defensivo, facilitada pelos problemas físicos de Matías.
70' - Entra Mario Balotelli para o lugar de Edin Dzeko. Balotelli vai para o lado esquerdo, Agüero fica como ponta de lança e Silva como 10. Dzeko pouco conseguiu fazer ao longo do jogo.
74' - Entra André Carrillo para o lugar de Diego Capel. Troca directa.


Golos
50' - Livre directo do lado esquerdo marcado por Matías Fernández ao 2º poste com Hart a defender e Xandão à 2ª, na recarga, a marcar golo de calcanhar.

Sporting
1 - Rui Patrício
3 - Daniel Carriço
4 - Anderson Polga
8 - Stijn Schaars
9 - Ricky van Wolfswinkel
10 - Marat Izmailov (25 - Bruno Pereirinha)
11 - Diego Capel (18 - André Carrillo)
14 - Matías Fernández (31 - Renato Neto)
47 - João Pereira
48 - Emiliano Insúa
93 - Xandão

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany (6 - Lescott)
7 - James Milner
10 - Edin Dzeko (45 - Mario Balotelli)
13 - Aleksandar Kolarov
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry (19 - Samir Nasri)
21 - David Silva
22 - Gaël Clichy
28 - Kolo Touré 
34 - Nigel de Jong

Cartões Amarelos: Marat Izmailov (44'), Nigel de Jong (45'), Anderson Polga (77'), João Pereira (80'), Renato Neto (83') e Aleksandar Kolarov (93').

Assistência: 34371 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (18ºC)