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sábado, 14 de abril de 2012

Taça da Liga - Benfica x Gil Vicente (Final)

1ª Parte
O Benfica entrou em campo com uma espécie de 1-4-2-3-1, apesar de Witsel, um dos médios centro a par de Matic, não se esgotar em acções defensivas, privilegiando as acções de transição ofensiva e de apoio no processo ofensivo. Com bola, optaram por utilizar o corredor central para criar perigo através de várias combinações entre os médios e os extremos que faziam várias movimentações interiores.
O Gil Vicente defendeu com as linhas próximas mas tendo uma acção pro-activa na procura da posse da bola, com Hugo Vieira muito activo na pressão à linha defensiva e com os médios interiores preocupados e não dar espaço aos adversários com bola no corredor central, pressionando-os logo após a recepção da bola. Ainda na primeira metade dos 45', Luis Carlos trocou de flanco com Richard apesar não haver alterações tácticas. Provavelmente deveu-se a Luis Carlos ser mais participativo no processo defensivo que Richard e Capdevila participou menos nas acções ofensivas que Maxi Pereira. Ofensivamente, o jogador mais influente era claramente Hugo Vieira que, ao receber a bola, costumava tentar sozinho criar desequilíbrios no corredor central com relativa eficácia. O Gil Vicente conseguiu criar algumas oportunidades mas o Benfica dominou praticamente todo o jogo e mereceu chegar ao intervalo com o resultado em 1-0.

2ª Parte
O Benfica colocou em campo Gaitán por Nelson Oliveira, que aparentemente jogou apenas devido à obrigação da utilização de um número mínimo de jogadores nacionais mas manteve o sistema táctico. O Gil Vicente voltou apenas a colocar Richard do lado esquerdo, tendo claramente mais preocupações defensivas para tentar controlar as subidas de Maxi Pereira. Tudo se manteve na mesma praticamente na mesma altura, ambas as equipas alteraram os seus sistemas tácticos com o Gil Vicente a mudar para 1-4-2-3-1 e o Benfica a fixar o seu habitual 1-4-1-3-2. Apesar das mudanças tácticas, a tendência do jogo não se alterou. Apesar disso, quando Jorge Jesus se preparava para colocar Javi García para ajudar a defender o resultado, o Gil Vicente faz o golo do empate e entre Saviola em vez do Javi. Curiosamente, é o mesmo Saviola que no seguimento de um lançamento lateral faz o golo da vitória.

Jogadores-Chave
No Benfica, Witsel foi considerado o melhor jogador em campo com uma exibição muito consistente, dando muita segurança à circulação da bola.
No Gil Vicente, Adriano fez uma boa exibição com algumas defesas importantes. Zé Luís também foi muito influente no processo ofensivo durante o tempo que esteve em jogo.

Golos
30' - Bruno César ganha a bola no corredor lateral esquerdo e avança no terreno, cruzando largo ao 2º porte onde aparece Rodrigo a encostar para o golo.
78' - No seguimento de um canto do lado direito, André Cunha recebe a bola no corredor lateral do mesmo lado sem nenhum adversário por perto, cruza atrasado para João Vilela que falha o remate mas a bola sobra para Zé Luís que à meia volta remata para o golo.
83' - Lançamento longo de Maxi Pereira para a área e depois de alguns cabeceamentos a bola sobra para Witsel que remata para a defesa de Adriano e na recarga, Saviola remata para o golo.

Substituições
Int - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Nelson Oliveira. Rodrigo fica como ponta de lança e Gaitán como extremo direito.
56' - Entra Zé Luís para o lugar de Luís Manuel. Zé Luís fica a jogar como ponta de lança com Hugo Vieira a passar para extremo direito, Luis Carlos para extremo esquerdo e Richard a 10. O Gil Vicente passa a jogar em 1-4-2-3-1.
62' - Entra Óscar Cardozo para o lugar de Pablo Aimar. O Benica define o seu sistema de 1-4-1-3-2 com Cardozo e Rodrigo como jogadores mais adiantados com Witsel a jogar como médio ofensivo.
67' - Entra Guilherme para o lugar de Luis Carlos. Troca directa.
76' - Entra João Vilela para o lugar de Richard. Troca directa.
82' - Entra Javier Saviola para o lugar de Rodrigo. Troca directa.

Benfica
47 - Eduardo
8 - Bruno César
10 - Pablo Aimar (7 - Óscar Cardozo)
14 - Maxi Pereira
16 - Nelson Oliveira (20 - Nicolás Gaitán)
19 - Rodrigo (30' - Javier Saviola)
21 - Nemanja Matic
24 - Ezequiel Garay
28 - Axel Witsel
33 - Jardel
38 - Joan Capdevila

Gil Vicente
1 - Adriano Facchini
2 - Rodrigo Galo
10 - André Cunha
25 - César Peixoto
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (40 - Guilherme)
66 - Luís Manuel (99 - Zé Luís)
70 - Hugo Vieira
80 - Júnior Caiçara
89 - Richard (77 - João Vilela)

Cartões Amarelos: Luís Manuel (50'), Nicolás Gaitán (81'), Javier Saviola (86'), Cláudio (86') e Bruno César (86').

Assistência: 23452 (Estádio Cidade de Coimbra)

Clima: Céu nublado (13ºC)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Taça da Liga - Gil Vicente x Braga (Meia-Final)

1ª Parte
Ambas as equipas tinham como primeira opção ofensiva o contra-ataque, no entanto, abordavam esses lances de forma diferente. O Gil Vicente procurava recorrentemente colocar a bola nas costas da defesa do Braga, procurando a velocidade de Hugo Vieira que tentava jogar sempre no limite do fora de jogo. Contrariamente ao que seria de esperar de uma equipa que joga em contra-ataque, o Gil Vicente não esperava pelo Braga no seu meio campo defensivo e Hugo Vieira mostrou-se muito activo na pressão à linha defensiva do Braga e o golo que conseguiram nasceu de uma recuperação da bola no meio campo ofensivo.
No Braga, a primeira referência dos contra-ataques era Lima mas nunca recebia a bola nas costas, optando por dar profundidade num primeiro momento, de forma a aumentar o espaço entre linhas e depois recebia a bola num dos corredores laterais ou no corredor central entre os sectores defensivo e médio adversário, jogando depois para a entrada de um dos extremos ou de Mossoró que aproveitavam os espaços deixados livres pelo defesa que era arrastado pela marcação a Lima. Mossoró também teve um papel importante no ataque mostrando uma grande mobilidade com frequentes trocas posicionais com os extremos, o que dificultava a defesa do Gil Vicente pois nunca puderam contar com um posicionamento fixo e previsível dos jogadores mais adiantados do Braga.

2ª Parte
Com o Braga em vantagem, o Gil Vicente começou a assumir o jogo e o Braga, com o decorrer do jogo, foi recuando as suas linhas e assumindo uma postura mais prudente, dando ainda mais ênfase ao contra-ataque. Esta tendência foi mais marcante a partir do momento que o Gil Vicente alterou o seu sistema táctico, jogando com 2 pontas de lança e aumentando o número de bolas altas colocadas na área onde João Vilela se juntava frequentemente aos 2 jogadores mais ofensivos na zona de finalização. Em 1-4-4-2, os laterais Rodrigo Galo e Júnior Caiçara tiveram um papel muito importante dando largura ao jogo e tirando partido de deslocamentos em profundidade para aumentar as oportunidades de cruzamento para a área.

Penaltis
1 - Lima remata para o lado direito com Adriano a adivinhar o lado mas a não conseguir defender.
1 - João Vilela remata para o lado esquerdo a meia altura com Quim a adivinhar mas a não conseguir defender.
2 - Custódio remata para o lado esquerdo com Adriano a cair para o lado contrário.
2 - Cláudio remata ao ângulo do lado direito com Quim a cair para o lado contrário.
3 - Hélder Barbosa remata para a direita a meia altura com Adriano a defender.
3 - Rodrigo Galo remata para a direita com Quim a cair para o lado contrário.
4 - Ukra a rematar para o lado esquerdo com Adriano a defender.
4 - Júnior Caiçara remata ao ângulo esquerdo com Quim a cair para o lado contrário.

Jogadores-Chave
No Gil Vicente, Hugo Vieira foi claramente dos jogadores mais importantes no processo ofensivo, sendo a referência da maioria dos ataques. Adriano Facchini fez também uma excelente exibição com intervenções muito importantes, tanto nos 90' como nos penaltis.
No Braga, Lima teve um papel preponderante em quase todas as oportunidades de golo da sua equipa, tanto como finalizador, como a abrir espaços e a servir os colegas.

Substituições
Int - Entra Zé Luís para o lugar de Luis Carlos. Troca directa.
60' - Entra João Vilela para o lugar de André Cunha. Troca directa.
65' - Entra Ukra para o lugar de Paulo César. Troca directa.
76' - Entra Éder para o lugar de César Peixoto. Mudam para 1-4-4-2 com Éder a médio direito, Richard a médio esquerdo, Luís Manuel e Vilela a médios centro com Vilela numa posição mais ofensiva, Zé Luís e Hugo Vieira a pontas de lança.
78' - Entra Édson Rivera para o lugar de Mossoró. Rivera vai para extremo esquerdo e Hélder Barbosa joga a 10.
88' - Entra Djamal para o lugar de Hugo Viana. Troca directa.

Golos
16' - César Peixoto rouba a bola a Hugo Viana no meio campo ofensivo e desmarca de imediato Hugo Vieira que conduz a bola até dentro da área e, já pressionado pelos centrais, pica a bola por cima de Quim.
25' - Lima recebe a bola e abre para Mossoró na esquerda que avança no terreno e já na área, cruza para o meio onde Lima se antecipa ao defesa e desvia para a baliza.
31' - Do lado esquerdo, Lima dribla um adversário dentro da área e remata, Adriano defende para o centro da área onde Hélder Barbosa, na recarga, faz o golo.
89' - Caiçara aproveita uma sobra para, na entrada da área, rematar de primeira rasteiro ao segundo poste com Quim a ser mal batido e a deixar a bola passar por baixo dos braços.

Gil Vicente
1 - Adriano Facchini
2 - Rodrigo Galo
10 - André Cunha (77 - João Vilela)
25 - César Peixoto (20 - Éder)
44 - Cláudio
54 - Halisson
58 - Luis Carlos (99 - Zé Luís)
66 - Luís Manuel
70 - Hugo Vieira
80 - Júnior Caiçara
89 - Richard

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
8 - Mossoró (11 - Édson Rivera)
9 - Paulo César (7 - Ukra)
10 - Hélder Barbosa
13 - Miguel Lopes
18 - Lima
20 - Elderson
27 - Custódio
44 - Douglão
45 - Hugo Viana (22 - Djamal)

Cartões Amarelos: Hugo Vieira (24'), Hélder Barbosa (59'), Douglão (82'), Hugo Viana (83'), Richard (86') e Júnior Caiçara (90').

Assistência: Desconhecido (Estádio Cidade de Barcelos)

Clima: Céu limpo (10ºC)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bwin Cup - Benfica x Sporting (Meia-Final)


Não houve surpresas na forma de jogar de ambas as equipas. O Benfica a dar preferência ao ataque posicional explorando os corredores laterais fazendo uso da subida no terreno dos laterais, consequência do posicionamento em largura dos centrais, fazendo com que Javi García fosse um dos homens participantes na primeira fase de construção de jogo, sendo a primeira opção de passe de Luisão e Sidnei. A 1ª fase de construção consistia no passe para os laterais que devido à sua posição avançada no terreno, tinham habitualmente como apoios os extremos que assumiam uma posição mais interior ou o Carlos Martins. A 2ª fase de construção consistia na maior parte das vezes em passes para Gaitán ou Salvio que procuravam a linha de fundo em situações de contra-ataque ou ataque rápido ou interiorizavam em situações de ataque posicional. Interessante foi também a 3ª fase de construção com a bola a ir muitas vezes, através de cruzamentos, para o 2º poste à procura do outro extremo ou do segundo avançado, movimento este que já resultou em muitos golos ao longo da época.

A equipa do Sporting, ciente do perigo das transições do Benfica, procurava nas transições defensivas recuperar a bola o mais depressa possível ou então retardar o ataque benfiquista, recorrendo por vezes à falta para o fazer. Durante o processo defensivo, preferiram defender mais atrás que o Benfica, ocupando muito bem o meio-campo defensivo e tentando levar a equipa do Benfica para os corredores laterais, onde era a sua zona de pressão. Os grandes responsáveis por esse 'encaminhamento' da bola para os corredores laterais foram o Hélder Postiga e o Matías Fernández que ficavam encarregues de pressionar os centrais benfiquistas. No processo ofensivo, devido à pressão alta do Benfica e ao excelente trabalho dos avançados que ocuparam muito bem os espaços centrais não permitindo que os centrais do Sporting combinassem com os médios defensivos, Torsiglieri e Carriço (mais tarde Polga), viram-se obrigados a jogar directamente para os seus atacantes, resultando isso em vários perdas de bola para a defensiva do Benfica. Na primeira parte ainda se notou, embora sem sucesso, na procura da velocidade de Djaló nas transições ofensivas.

Cartões Amarelos
Algo que condicionou de certa forma o jogo do Sporting foi a quantidade de cartões amarelos que os seus jogadores receberam ainda no início da primeira parte. João Pereira, Polga e Torsiglieri já tinham um cartão amarelo aos 32' de jogo, ficando quase toda a linha defensiva em risco, numa altura em que o único defesa que estava no banco era Abel, um lateral direito que nunca seria solução para o centro da defesa caso um central fosse expulso (Polga substituiu Carriço lesionado aos 14').

A primeira parte teve 6 livres laterais em posições perigosas (3 para cada equipa) o que é um sinal significativo da zona de pressão de ambas as equipas a situar-se no corredor lateral. Num desses livres nasceu o golo do Sporting.

Na segunda parte, o Sporting foi dando mais espaços e o Benfica conseguiu chegar com mais perigo ao último terço, quase sempre pelos corredores laterais, com o Sporting a ceder 8 cantos (e o Benfica apenas 2).

Jogadores-Chave
Como não poderia deixar de ser, os jogadores mais importantes no Benfica acabaram por ser os laterais e os extremos, com Fábio Coentrão a dar início a vários ataques do Benfica, com Gaitán e Salvio a criarem vários desequilíbrios à defesa do Sporting.
No Sporting destaca-se a importância de Hélder Postiga no ataque, dando soluções nos 3 corredores e tendo também um papel importante no processo defensivo.

Substituições
Todas as substituições foram directas, não havendo mudanças nos sistemas tácticos (apenas na entrada de Valdés, Djaló passou para o lado contrário). No entanto, 3 substituições foram forçadas por lesões, no caso do Carriço, Pablo Aimar e João Pereira.

Golos
21' - 0x1 (Hélder Postiga) - Livre lateral do lado esquerdo do ataque do Sporting, batido por Matías Fernández com Hélder Postiga a cabecear a bola para a baliza, com Roberto a calcular mal a saída e a deixar-se antecipar pelo avançado do Sporting.

34' - 1x1 (Óscar Cardozo) - Canto do lado direito do ataque do Benfica, batido por Carlos Martins para a zona central da grande área (perto da pequena área) onde Cardozo se antecipa a Evaldo e cabeceia para a baliza.

91' - 2x1 (Javi García) - Ataque do Benfica pelo lado esquerdo com Franco Jara a ganhar a linha de fundo e a cruzar para o centro da grande área onde Cardozo recebe a bola que acaba por isolar Javi García que de frente para Patrício pica a bola por cima do mesmo.

Benfica
Roberto
Maxi Pereira
Luisão
Sidnei
Fábio Coentrão
Javi García
Salvio
Carlos Martins (Pablo Aimar - 66') (Filipe Menezes - 77')
Nicolás Gaitán (Franco Jara - 66')
Saviola
Óscar Cardozo

Sporting
Rui Patrício
João Pereira (Abel - 85')
Daniel Carriço (Anderson Polga - 14')
Marco Torsiglieri
Evaldo
Zapater
André Santos
Simon Vukcevic (Jaime Valdés - 63')
Matías Fernández
Yannick Djaló
Hélder Postiga

Cartões Amarelos: Marco Torsiglieri (27'), João Pereira (28'), Hélder Postiga (31'), Anderson Polga (32'), Maxi Pereira (37'), Salvio (57'), Rui Patrício (83') e Fábio Coentrão (90').

Assistência: 49652

Condições Climatéricas: Céu limpo, 11ºC