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sábado, 22 de março de 2014

Premier League - Chelsea 6 x 0 Arsenal (31ª Jornada)


Marcha do Marcador
5' - 1x0 (Samuel Eto'o)
7' - 2x0 (André Schürrle)
17' - 3x0 (Eden Hazard)
42' - 4x0 (Oscar)
66' - 5x0 (Oscar)
71' - 6x0 (Mohamed Salah)

1ª Parte
Este foi um jogo atípico, não só pelo resultado, uma vez que aos 7' de jogo o Chelsea já vencia por dois golos mas também pela expulsão prematura de Gibbs (engano do árbitro pois deveria ter sido Oxlade-Chamberlain) que deixou o Arsenal a lutar contra uma desvantagem de 3 golos (penalti resultante da expulsão) com apenas 10 jogadores. O Arsenal pareceu jogar da sua forma habitual, ataque posicional, defesa alta tentando controlar o jogo no meio campo ofensivo, sendo que depois da expulsão, passou a jogar em 1-4-4-1 com Podolski a ficar a lateral esquerdo até Vermaelen entrar e Cazorla a ala esquerdo. O Chelsea, jogou em contra-ataque, também como era esperado. O que determinou este resultado foi a ineficácia da equipa do Arsenal em lidar com o contra-ataque adversário (1 golo de penalti (Hazard), 2 de contra-ataque (Eto'o e Schürrle) e 1 de ataque rápido (Oscar)). O problema não estava só na reação à perda pois aí terá sido mais mérito da equipa do Chelsea que é das melhores do mundo a contra-atacar, mas sim na opção do Arsenal manter a sua linha defensiva alta com menos um jogador e sem capacidade de pressionar o Chelsea. O resultado foi-se dilatando de uma forma natural, com o Chelsea a gerir muito bem a bola, mantendo uma boa estrutura defensiva em todos os momentos do jogo, não dando hipóteses do Arsenal chegar ao golo.

2ª Parte
Arsène Wenger esgotou as alterações ao intervalo, retirando Oxlade-Chamberlain para colocar Flamini. Chamberlain esteve apagado numa posição que não é a sua mas Flamini pouco conseguiu fazer para alterar o domínio do Chelsea. A relutância de Wenger em descer as suas linhas para defender a dignidade da sua equipa acabou por lhe custar mais dois golos numa segunda parte em que o Chelsea mais não fez que gerir o resultado e explorar as fragilidades do Arsenal. Numa segunda parte sem história, Mourinho geriu a sua equipa tranquilamente, mantendo sempre uma estrutura sólida em campo.

Substituições
10' - Entra Fernando Torres para o lugar de Samuel Eto'o. Troca direta com Eto'o a sair lesionado.
23' - Entra Thomas Vermaelen para o lugar de Lukas Podolski. Troca direta.
Int - Entram Carl Jenkinson e Mathieu Flamini para os lugares de Laurent Koscielny e Alex Oxlade-Chamberlain. Vermaelen passa para central, Sagna para lateral esquerdo, Jenkinson fica como lateral direito e Flamini substitui Chamberlain no meio campo.
67' - Entra Mohamed Salah para o lugar de Oscar. Troca direta.
72' - Entra John Obi Mikel para o lugar de David Luiz. Troca direta.


Árbitro: Andre Marriner

Cartão Amarelo: Tomás Rosicky (52').

Cartão Vermelho: Kieran Gibbs (16').

Assistência: 41.614 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Premier League - Chelsea 2 x 2 Tottenham (33ª Jornada)


Marcha no Marcador
11' - 1x0 (Oscar)
26' - 1x1 (Emmanuel Adebayor)
39' - 2x1 (Ramires)
80' - 2x2 (Gylfi Sigurdsson)

1ª Parte
Apesar de jogar em casa, o Chelsea não precisava de correr atrás do resultado uma vez que era o Tottenham que estava atrás na classificação. Defendeu assim com as linhas muito recuadas, no seu próprio meio campo, não fazendo uma pressão muito à frente, dando a iniciativa do jogo ao Tottenham. Esta postura mais sólida e conservadora dificultou a ação dos jogadores mais perigosos do Tottenham que eram os extremos Bale e Lennon que não encontraram espaços para explorar a sua velocidade, também permitia ganhar espaço no meio campo ofensivo para contra-atacar, com o Chelsea a colocar rapidamente 5 jogadores a participar nas transições ofensivas (muita disponibilidade de Ramires) onde também Fernando Torres teve um trabalho tático muito importante, caindo num dos corredores laterais para abrir espaços no meio para a entrada dos seus colegas. A maior força ofensiva do Chelsea residia na criatividade dos seus médios que se traduzia em várias movimentações de rutura e apoio. O Tottenham jogou em ataque posicional aproveitando a maior passividade do Chelsea a defender, para controlar a posse da bola mas mostrou sempre muitas dificuldades em ultrapassar a linha defensiva adversária para chegar à baliza de Cech, só conseguindo marcar com um golo fantástico de Adebayor num contra-ataque em que correu mais de 50 metros sem qualquer pressão de um adversário.

2ª Parte
O Chelsea pareceu subir um pouco as linhas mas as dificuldades do Tottenham mantiveram-se e a primeira substituição do jogo foi feita por André Villas-Boas que colocou um criativo num corredor, ficando agora com dois extremos (Bale do lado direito e Sigurdsson no lado esquerdo) com tendências para procurar o corredor central, tentando encontrar espaços através das combinações entre jogadores e não tanto na exploração do espaço nas costas da defesa. Foi uma alteração que acabou por trazer resultados práticos, com o golo a ser marcado por Sigurdsson que entrou no meio e rematou depois de uma combinação com Adebayor. A outra alteração do Tottenham, ainda antes do golo do empate, foi a retirada de Holtby que apareceu pouco no jogo, colocando Dempsey que será talvez mais ofensivo e mais experiente. Rafael Benítez trocou os extremos no que pareceu mais um acto de gestão do Chelsea, uma vez que ambos fizeram um grande jogo.

Substituições
62' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Aaron Lennon. Bale passa para a ala direita e Sigurdsson fica no lado esquerdo.
70' - Entra Clint Dempsey para o lugar de Lewis Holtby. Troca direta.
73' - Entra Victor Moses para o lugar de Eden Hazard. Troca direta.
84' - Entra Yossi Benayoun para o lugar de Oscar. Troca direta.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jan Vertonghen (79'), Gareth Bale (87') e Ramires (92').

Assistência: 41581 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (13ºC)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Premier League - Tottenham x Newcastle (26ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham começou o jogo a tentar controlar o ritmo, jogando em ataque posicional e tentando sempre rodar o jogo com recurso ao passe curto privilegiando assim a segurança. Só a meio da 1ª parte é que começaram a ter mais dificuldades na construção devido à pressão do Newcastle. Mostraram-se sempre pressionantes na transição defensiva, tentando ganhar a bola o mais à frente possível, em organização defensiva, recuavam até ao seu meio campo defensivo e apenas os jogadores da frente pressionavam um pouco mais alto, principalmente com Holtbya mostrar-se sempre muito disponível para fechar espaços.
O Newcastle tentou atacar de forma mais rápida, usando muitas vezes Cissé como referência para um jogo mais direto. Sissoko também se mostrou muito importante explorando bem o espaço nas costas da defesa adversária onde tentava aparecer sempre que possível. Após o golo do empate, mudaram um pouco a sua atitude, passando a jogar mais curto e tentando controlar mais o jogo. Defensivamente também passaram a pressionar mais à frente após os golos, com os jogadores da frente a serem os mais assertivos nessas ações. O meio campo mostrava por vezes alguma passividade o que causava alguma vulnerabilidade nas transições defensivas, assim que o setor ofensivo era ultrapassado.

2ª Parte
O Tottenham voltou a entrar em campo controlando o jogo, com o Newcastle a assumir uma postura mais sólida a nível defensivo. A alteração que acabou por ditar o rumo do jogo, foi a entrada de Adebayor uma vez que Bale passou a jogar na posição dez e conseguiu aí criar muito mais perigo (marcando inclusivé o golo da vitória). Alan Pardew ainda alterou o seu sistema tático para 1-4-4-2 mas acabou por não ter efeitos práticos uma vez que o Tottenham continuava a ter as melhores oportunidades, mesmo com Lloris a ter sido fundamental num lance de golo do Newcastle.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o jogador mais perigoso tendo criado várias oportunidades de golo para a sua equipa.
No Newcastle, Sissoko fez um jogo interessante na primeira parte mas desceu de rendimento na segunda.

Marcha no Marcador
5' - 1x0 (Gareth Bale)
24' - 1x1 (Yoan Gouffran)
78' - 2x1 (Gareth Bale)

Substituições
59' - Entra Sylvain Marveaux para o lugar de Yoan Gouffran. Troca direta com Gourffan a sair lesionado.
69' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Lewis Holtby. Adebayor fica a jogar a ponta de lança, Dempsey passa para a ala esquerda e Gareth Bale fica na posição dez.
74' - Entra Benôit Assou-Ekotto para o lugar de Kyle Naughton. Troca direta.
82' - Entra Cheick Tioté para o lugar de James Perch. Troca direta.
86' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Jonás Gutiérrez. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Ameobi na frente com Cissé e Sissoko a passar para a ala direita.
93' - Entra Jake Livermore para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta com Dembélé a sair lesionado.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Yohan Cabaye (90') e Shola Ameobi (90'+6).

Assistência: 36244 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Premier League - Arsenal x Newcastle (20ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal entrou em campo com Walcott na frente de ataque, sinal claro de que ia aproveitar a velocidade do seu ponta de lança para ganhar as costas da defesa do Newcastle. Jogou em ataque posicional, jogando com a subida dos seus laterais (principalmente Sagna) que iam apoiando o jogo da equipa. Não se viram muitos cruzamentos altos para a área uma vez que Walcott não é uma referência válida para disputar lances de cabeça dentro da área. Viram-se no entanto muitas tentativas de passes de rutura para as costas da defesa, sendo que o golo aconteceu num destes lances após desmarcação de Walcott. Defensivamente baixaram para o seu meio campo defensivo, dando muita liberdade ao Newcastle para trocar a bola. Nunca foram muito assertivos no processo defensivo e permitiram muitas penetrações dos jogadores adversários.
O Newcastle tentou controlar o jogo tanto quanto possível. Também a atacar em ataque posicional, mostraram muita paciência na construção de jogadas de ataque mas também criaram poucas oportunidades de golo com o maior perigo a vir de lances de bola parada (o golo aconteceu no seguimento de um livre direto). Apesar da percentagem da posse de bola ter sido equilibrada, o Newcastle mostrou-se refém da falta de criatividade dos jogadores do seu meio campo com Marveaux a ser o jogador do corredor central mais desequilibrador.

2ª Parte
A diferença mais significativa após o intervalo foi a atitude mais assertiva do Arsenal no processo defensivo, conseguindo dificultar mais a tarefa do Newcastle e consequentemente, criou mais oportunidades de golo, como mostra a marcha no marcador. Este foi um jogo entusiasmante mas com pouco interesse a nível tático com muitos golos a acontecerem devido a erros posicionais dos jogadores de ambas as equipas. Com a sequência de golos a acontecer em espaços temporais curtos, o jogo tornou-se muito partido e as equipas foram perdendo algum rigor tático, com o Newcastle a sofrer mais com esse problema. As substituições de Alan Pardew acabaram por não serem felizes com alguma confusão na disposição tática, havendo dificuldades em perceber as novas missões táticos dos seus jogadores. A saída de Bigirimana fragilizou muito a equipa com a ausência de um dos centro-campistas que tinham uma missão defensiva de equilíbrio muito importante. Em contra-partida, Arsène Wenger foi muito feliz com a entrada de Giroud, que se preparava para entrar quando a sua equipa ainda estava em igualdade. Acabou por ter uma influência direta no resultado, com o Arsenal a ganhar mais soluções de finalização que aquelas que eram dadas por Walcott. O resultado acaba por ser um espetáculo interessante de se assistir mas também um aviso para ambas as equipas que cometeram vários erros defensivos.

Marcha no Marcador
20' - 1x0 (Theo Walcott)
43' - 1x1 (Demba Ba)
50' - 2x1 (Alex Oxlade-Chamberlain)
59' - 2x2 (Sylvain Marveaux)
64' - 3x2 (Lukas Podolski)
69' - 3x3 (Demba Ba)
73' - 4x3 (Theo Walcott)
85' - 5x3 (Olivier Giroud)
87' - 6x3 (Olivier Giroud)
93' - 7x3 (Theo Walcott)

Substituições
74' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Alex Oxlade-Chamberlain. Walcott passa para extremo direito e Giroud joga a ponta de lança.
82' - Entra Shola Ameobi para o lugar de Gael Bigirimana. Obertan passa para o lado direito, Ameobi fica a extremo esquerdo, Cissé joga na frente com Demba Ba. Ficam apenas com um médio mais defensivo com Demba Ba a descer mais para ajudar no meio campo.
82' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Lukas Podolski. Troca direta.
83' - Entra Shane Fergunson para o lugar de Danny Simpson. Fergunson fica a jogar a lateral esquerdo e Santon passa para lateral direito.
86' - Entra Francis Conquelin para o lugar de Santi Cazorla. Entra um médio mais defensivo para ajudar no processo defensivo.
88' - Entra James Tavernier para o lugar de Sylvain Marveaux. Entra um jogador mais defensivo para libertar Demba Ba.


Árbitro: Christopher Foy

Cartão Amarelo: Davide Santon (91').

Assistência: 60087 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (8ºC)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Premier League - Tottenham x Liverpool (14ª Jornada)


1ª Parte
O Tottenham foi sempre apostado em ataques rápidos e contra-ataques, aproveitando a velocidade dos seus médios ala, principalmente de Gareth Bale que esteve muito forte nos duelos de 1x1, criando vários desequilíbrios defensivos (criou assim o primeiro golo). Já com uma vantagem de 2 golos, criaram menos situações de contra-ataque, dando mais valor à bola tentando atacar mais vezes pela certa. A partir daqui, Dembélé teve mais oportunidades para conduzir a bola pelo meio, fazendo-o algumas vezes com algum perigo mas nunca descorando as suas funções defensivas. Sem bola não pressionavam muito alto, apenas com Defoe e Dempsey a pressionarem os centrais mas sem grande assertividade. Esperavam frequentemente pelo Liverpool no seu meio campo defensivo com os extremos a ajudarem a contrariar as subidas dos laterais adversários.
O Liverpool entrou em campo muito pressionante, com Suárez a não deixar a defesa do Tottenham trocar a bola livremente. Esta pressão foi mais intensa nos primeiros minutos, sendo que era feita principalmente por um homem e dificilmente Suárez aguentava o mesmo ritmo durante todo o jogo. Durante quase toda a primeira parte, defenderam no seu meio campo defensivo. Viu-se no entanto, durante todo o jogo, uma grande entreajuda defensiva dos seus jogadores. com os extremos a ajudarem nas tarefas defensivas. Ofensivamente jogaram em ataque posicional sempre com um grande envolvimentos dos laterais que subiam muito no terreno. Os extremos procuravam muitos movimentos interiores o que facilitava e dava sentido à subida de Downing e Johnson. Apesar do resultado, o Liverpool criou provavelmente mais oportunidades de golo que o Tottenham.

2ª Parte
A perder por 2 golos, o Liverpool assume o domínio do jogo, aproveitando uma postura mais cautelosa por parte do Tottenham que começava a atacar predominantemente em contra-ataque. Nem Brendan Rodgers nem André Villas-Boas fizeram alterações táticas, alterando apenas as características dos jogadores com o Liverpool a beneficiar da capacidade de execução de lances de bolas paradas de Shelvey e o Tottenham a beneficiar da maior capacidade defensiva de Huddlestone (poupando também Dembélé que fez o seu primeiro jogo como titular após regressar de lesão). Já com o resultado em 2-1 (auto-golo de Bale), o Liverpool começa a perder o discernimento nos minutos finais do jogo e acaba por perder algum domínio do jogo.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Gareth Bale foi claramente o homem mais perigoso e influente no jogo, tirando grande proveito da sua capacidade de drible.
No Liverpool, José Enrique apareceu sempre bem nas zonas de finalização. Suárez foi dos jogadores mais lutadores, mostrando muita mobilidade ofensiva abrindo espaços para os colegas.

Marcha no Marcador
7' - 1x0 (Aaron Lennon)
16' - 2x0 (Gareth Bale)
72' - 2x1 (Gareth Bale) auto-golo

Substituições
63' - Entra Jonjo Shelvey para o lugar de Jordan Henderson. Troca direta.
64' - Entra Gylfi Sigurdsson para o lugar de Clint Dempsey. Troca direta.
78' - Entra Oussama Assaidi para o lugar de Stewart Downing. José Enrique desce para lateral esquerdo e Assaidi fica como extremo esquerdo.
88' - Entra Tom Huddlestone para o lugar de Moussa Dembélé. Troca direta.


Árbitro: Phil Dowd

Cartões Amarelos: Martin Skrtel (38'), Gareth Bale (78') e José Enrique (91').

Assistência: 36162 (White Hart Lane)

Clima: Céu nublado (4ºC)

sábado, 17 de novembro de 2012

Premier League - Arsenal x Tottenham (12ª Jornada)


1ª Parte
O Arsenal defendeu quase sempre atrás do meio campo, com Giroud a pressionar eventualmente os centrais para não os deixar subir com bola, mais preocupado com Vertonghen que era o central com mais propensão ofensiva na condução de bola. A sua zona de pressão eram os corredores laterais, pressionando sempre que a bola chegava a um dos laterais. Com bola jogaram em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para cruzar para a área, situação que lhes valeram dois golos e várias oportunidades de finalização. Depois de estarem a jogar com mais um jogador e em desvantagem, começaram a pressionar mais em cima, criando muitas dificuldades aos adversários na construção.
O Tottenham jogou em ataque posicional, aproveitando a pouca agressividade do Arsenal em zonas adiantadas mas tiveram muitas dificuldades em atacar pelos corredores laterais, com Bale e Lennon a estarem pouco em jogo muito por culpa da ação defensiva dos adversários. Depois da expulsão de Adebayor, o seu processo ofensivo ficou seriamente comprometido por falta de opções, sendo que o seu jogo passou a basear-se em bolas longas para procurar a velocidade de Defoe. Sem bola, também podemos dividir o jogo em duas partes. Com 11 jogadores viram-se os avançados a pressionarem a linha defensiva do Arsenal para dificultar a construção de jogo, com 10 jogadores desceram para o seu meio campo preocupando-se principalmente em fechar espaços. Com os médios ala a terem de descer no terreno para ajudar os seus laterais (o Arsenal estava constantemente a fazer sobreposições nos corredores laterais para conseguir espaço para cruzar), ficaram sem alternativas para as transições com dois médios centro de características defensivas e com os médios ala ocupados defensivamente, sobrando apenas Defoe na frente.

2ª Parte
A única alteração relevante que acontece ao intervalo é da parte do Tottenham que muda para 1-3-2-3-1 com Villas-Boas a apostar em três defesas de forma a disponibilizar um homem extra (Dempsey) no meio campo capaz de fazer melhor a 3ª fase de construção que ficou prejudicada após expulsão de Adebayor. O Arsenal trocou os extremos de lado mas foi uma troca pontual. A equipa da casa estava apostada na segurança defensiva para segurar a vantagem e gerir o jogo da melhor forma e no reinício do jogo o Tottenham gozou de algum domínio aproveitando a posição recuada da equipa adversária para com os setores médio e ofensivo reestruturados conseguir criar mais algum perigo. Ainda assim, o domínio tardou em concretizar-se em golos e como qualquer equipa que arrisca jogar com três defesas, o Tottenham abriu muitos espaços no setor defensivo para o Arsenal explorar. Wenger geriu bem as substituições para numa altura que o Tottenham se balanciava cada vez mais apra o ataque de forma a reduzir a desvantagem, colocou Chamberlain na direita e passou Walcott para o meio, ficando com muito mais velocidade no ataque para explorar situações de contra-ataque frente a uma defesa que estaria sempre desequilibrada.

Jogadores-Chave
No Arsenal, a exibição valeu pelo todo sem haver nenhum jogador que se destacasse em demasia dos colegas. Podemos falar da importância de Giroud na estratégia montada devido à sua grande capacidade no jogo aéreo.
No Tottenham, Gareth Bale foi o jogador mais desequilibrador (principalmente na 2ª parte) e Hugo Lloris também fez grandes intervenções. Pela negativa temos de referir a exibição dos dois centrais na 1ª parte.

Marcha no Marcador
10' - 0x1 (Emmanuel Adebayor)
24' - 1x1 (Per Mertesacker)
42' - 2x1 (Lukas Podolski)
45' - 3x1 (Olivier Giroud)
60' - 4x1 (Santi Cazorla)
71' - 4x2 (Gareth Bale)
91' - 5x2 (Theo Walcott)

Substituições
Int - Entra Clint Dempsey para o lugar de Kyle Naughton.
Int - Entra Michael Dawson para o lugar de Kyle Walker. Passam a jogar em 1-3-2-3-1 com Gallas, Dawson e Vertonghen na defesa e Demspey na posição dez.
71' - Entra Aaron Ramsey para o lugar de Jack Wilshere. Troca direta.
71' - Entra Tom Carroll para o lugar de Tom Huddlestone. Troca direta.
80' - Entra André Santos para o lugar de Luka Podolski. Troca direta.
86' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Olivier Giroud. Walcott passa para ponta de lança e Chamberlain joga a extremo direito.


Árbitro: Howard Webb

Cartões Amarelos: Aaron Lennon (45'), Sandro (66') e Lukas Podolski (80').

Cartão Vermelho: Emmanuel Adebayor (18')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (11ºC)

sábado, 3 de novembro de 2012

Premier League - Manchester United x Arsenal (10ª Jornada)

1ª Parte
O Manchester United jogou em ataque posicional, apostando várias vezes em lançamentos longos para os jogadores mais avançados ou para os médios ala, principalmente nas variações do centro do jogo para o outro corredor lateral. Michael Carrick era quem normalmente assumia os passes mais verticais. Em ataque posicional, os laterais subiam no terreno, apoiando sempre os respectivos médios ala, fazendo overlaps sempre que se justificava. Defensivamente, mostraram-se confortáveis a deixar os adversários trocarem a bola no seu meio campo defensivo, até porque entraram praticamente no jogo a vencer. Apesar disso, o seu posicionamento defensivo agia em função das tentativas do adversário em dar seguimento à 2ª fase de cosntrução do jogo, ou seja, havia uma grande preocupação em não deixar os defesas adversários jogarem para os seus médios, com Carrick e Cleverly a pressionarem os adversários sempre que estes se mostravam aos defesas (davam linhas de passe) e um dos avançados a descerem para ajudar a fechar os espaços. Esta acção acabou por ser vital uma vez que o maior perigo dos adversários estava no corredor central e era muito importante impedir que esse jogador (Cazorla) fosse solicitado.
O Arsenal jogou claramente em ataque posicional tentando fazer a bola chegar ao último terço através de um jogo apoiado. Devido à acção defensiva do adversário, foi nos corredores laterais que conseguiram mais espaço para progredir, ainda assim tiveram muitas dificuldades em penetrar na defesa adversária e foram raras as vezes que assustaram o gaurda-redes De Gea. Cazorla viu-se algumas vezes obrigado a descer para junto dos seus centrais para vir buscar jogo, um sinal da sua frustração por não estar a conseguir receber a bola. Defensivamente, deram sempre muito espaço para que os adversários decidissem, e permitiram vários passes longos para as costas da sua defesa e vários cruzamentos dos corredores laterais.

2ª Parte
Não houve alterações nas estruturas mas o Arsenal entrou com outra mentalidade, pressionando mais e criando mais dificuldades ao Manchester United. Ainda assim, estes últimos continuaram a dar liberdade à equipa do Arsenal na 1ª fase de construção, daí que tivessem muito menos posse de bola no início da segunda parte. O jogo acabou por ficar decidido entre os 67 e 69 minutos. Primeiro o Manchester United chega ao segundo golo através de um canto, depois Wilshere é expulso, deixando o Arsenal sem qualquer capacidade para virar o resultado jogando em 1-4-4-1 com Cazorla a ter de descer no terreno para fechar no meio campo Todas as substituições foram directas com o Arsenal a colocar Walcott (mais ofensivo que Ramsey) e Arshavin (substituiu Podolski que esteve muito apagado) e o Manchester United a colocar Anderson (Cleverly estava provavelmente a uma falta de ser expulso) e Nani. Só na parte final do jogo é que o Arsenal consegue criar algum perigo, chegando inclusive ao golo já no último minuto do jogo.

Jogadores-Chave
No Manchester United, a dupla atacante Rooney e Van Persie é extremamente perigosa e claramente o sector mais forte da equipa.
O Arsenal vive muito dependente da criatividade de Cazorla. Mannone fez uma boa exibição.

Marcha no Marcador
3' - 1x0 (Robin Van Persie)
67' - 2x0 (Patrice Evra)
95' - 2x1 (Santi Cazorla)

Substituições
52' - Entra Theo Walcott para o lugar de Aaron Ramsey. Troca directa.
61' - Entra Anderson para o lugar de Tom Cleverley. Troca directa.
81' - Entra Andrei Arshavin para o lugar de Lukas Podolski. Troca directa.
82' - Entra Nani para o lugar de Antonio Valencia. Troca directa.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Jack Wilshere (14' e 69'), Ashley Young (29'), Tom Cleverly (37'), Robin Van Persie (61'), Anderson (72'), Wayne Rooney (81'), Andrei Arshavin (81') e Mikel Arteta (90').

Cartão Vermelho: Jack Wilshere (69').

Assistência: 75492 (Old Trafford)

Clima: Céu pouco nublado (7ºC)

sábado, 20 de outubro de 2012

Premier League - Tottenham x Chelsea (8ª Jornada)

1ª Parte
O Tottenham entrou com uma postura muito cautelosa, defendendo no seu meio campo defensivo, deixando os centrais adversários jogarem com espaço, pressionando a partir do momento que a bola chegava aos médios ou laterais do Chelsea. Os extremos desciam muito no terreno nas transições e organização defensiva, principalmente Lennon, de forma a neutralizar as subidas de Ashley Cole. Os jogadores subiam mais no terreno nos lançamentos laterais do adversário onde procuravam ganhar a bola o mais à frente possível. O método ofensivo predominante era o contra-ataque, procurando a velocidade e diagonais de Defoe com contava sempre com uma rápida aproximação dos extremos e Sigdursson. Depois do golo sofrido notou-se uma alteração na postura da equipa, tentando subir mais no terreno e dominar mais o jogo através da posse de bola, contando também com a descida das linhas da equipa adversária.
O Chelsea assumiu desde o início do jogo até aos 30' o controlo da bola, jogando em ataque posicional. Com um extremo destro e outro canhoto no lado esquerdo e direito respectivamente, fazia com que o jogo não fosse tão vertical. Mikel e Ramires foram muito importantes na manutenção da posse de bola, procurando muito bem os espaços para darem soluções à linha defensiva e decidindo quase sempre bem ao nível do passe, apesar das dificuldades criadas pelos adversários no corte das linhas de passe. Sem bola, defendiam no seu meio campo, sem se preocuparem em pressionar os adversários em zonas mais ofensivas.

2ª Parte
O Tottenham coloca Dempsey no meio e Sigdursson no lado esquerdo, não alterando o sistema táctico. O jogo recomeçou praticamente com um golo do Tottenham e pouco tempo depois, conseguem passar para a frente do marcador num período em que ambas as equipas estão mais abertas, sempre à procura do golo. Mata empata e coloca o Chelsea em vantagem num espaço de 3', com a entrada de Livermore por Huddlestone entre ambos os golos. O jogo mostrou-se muito mais atractivo com várias oportunidades para ambos os lados. Em desvantagem, Adebayor entra para o lugar de Dempsey, com Sigdursson a passar para médio ofensivo e Defoe para extremo esquerdo. Com Adebayor na frente de ataque, o Tottenham preparava-se para atacar uma equipa que se ia encostar à sua baliza para defender o resultado, ganhar mais poder físico mas as verdadeiras oportunidades surgiram de fora da área com remates de meia distância. O Chelsea ainda colocou Sturridge a extremo direito com Mata a ir para a posição dez, sendo que mais tarde entrou Lampard para essa mesmo posição com Mata a passar para o lado esquerdo, posição de onde criou o quarto e último golo da sua equipa.

Jogadores-Chave
No Tottenham, Defoe é muito importante nas acções ofensivas, com e sem bola. Lennon e Sigdursson também criaram boas oportunidades.
No Chelsea, Juan Mata foi fundamental com influência directa no marcador com 2 golos e 1 assistência.

Marcha no Marcador
17' - 0x1 (Gary Cahill)
47' - 1x1 (William Gallas)
54' - 2x1 (Jermain Defoe)
66' - 2x2 (Juan Mata)
69' - 2x3 (Juan Mata)
91' - 2x4 (Daniel Sturridge)

Substituições
67' - Entra Jake Livermore para o lugar de Tom Huddlestone. Troca directa com Livermore a jogar mais descaído para o lado esquerdo e Sandro para o lado direito.
74' - Entra Emmanuel Adebayor para o lugar de Clint Dempsey. Adebayor vai para ponta de lança, Sigdursson passa para a posição dez e Dempsey vai para extremo esquerdo.
83' - Entra Daniel Sturridge para o lugar de Oscar. Mata vai para a posição dez com Sturridge a ficar como extremo direito.
90' - Entra Frank Lampard para o lugar de Eden Hazard. Mata vai para extremo esquerdo e Lampard fica na posição dez.


Árbitro: Mike Dean

Cartões Amarelos: Branislav Ivanovic (25'), Tom Huddlestone (37'), William Gallas (40'), Kyle Walker (45'+2) e Ramires (45'+3).

Assistência: 36060 (White Hart Lane)

Clima: Céu limpo (14ºC)

sábado, 22 de setembro de 2012

Premier League - Swansea x Everton (5ª Jornada)

1ª Parte
O Swansea mostrou-se muito passivo nas acções defensivas, dando total iniciativa do jogo ao Everton. Para além da passividade dos jogadores perante o portador da bola adversário, também houve falhas graves a nível posicional, principalmente na linha defensivas com os jogadores a darem espaço para a entrada nas costas em situação legal, com o primeiro central a ser frequentemente o jogador mais recuado. Apesar de ser uma equipa caracterizada pelo seu futebol apoiado, sempre que recuperavam a bola tentavam lançamentos longos para o ataque, por vezes sem qualquer critério. Esta opção foi muitas vezes forçada pela acção defensiva do adversário.
A nível defensivo, o Everton foi extremamente eficaz, pressionando muito forte no seu meio campo defensivo, não dando liberdade aos adversários para trocarem a bola em zonas avançadas. Ao recuperarem a bola, tentaram muitas vezes os lançamentos longos para os jogadores mais avançados, principalmente Fellaini que pelo seu poder físico foi muitas vezes a referência no ataque. Para além dos ataques rápidos e contra-ataques, conseguiram muitas vezes jogar em ataque posicional, gozando do muito espaço dado pelos adversários.

2ª Parte
A entrada de Dyer para o lugar de Pablo Hernández foi a única alteração ao intervalo. O Swansea era a única equipa que tinha razões para mexer, dada a sua fraca prestação na primeira parte. A substituição não surtiu efeito e dez minutos mais tarde entra um médio, Britton por um central. Muito provavelmente, a intenção de Laudrup seria passar a jogar com apenas 3 defesas e arriscar uma superioridade numérica no meio campo, no entanto, Dyer foi expulso três minutos depois, e aí Ki passou a jogar a central. Esta expulsão deitou praticamente por terra quaisquer hipóteses do Swansea virar o jogo, com o Everton a dominar por completo o jogo a partir desse momento. O Everton fez as três substituições que pouca importância tiveram, servindo mais para dar minutos a uns jogadores a poupar outros.

Jogadores-Chave
No Swansea, Vorm foi provavelmente o melhor jogador em campo, tendo sido a solução para muitas falhas defensivas da sua equipa.
No Everton, Fellaini foi o jogador mais influente no processo ofensivo, sendo uma das principais referências das jogadas de ataque.

Marcha no Marcador
22' - 0x1 (Victor Anichebe)
43' - 0x2 (Kevin Mirallas)
82' - 0x3 (Marouane Fellaini)

Substitições
Int - Entra Nathan Dyer para o lugar de Pablo Hernández. Troca directa.
55' - Entra Leon Britton para o lugar de Alan Tate. Ki desce para central e Britton fica a jogar a médio centro.
71' - Entra Steven Naismith para o lugar de Kevin Mirallas. Troca directa.
72' - Entra Itay Shechter para o lugar de Danny Graham. Troca directa.
86' - Entra Magaye Gueye para o lugar de Steven Pienaar. Gueye entra para extremo direito e Naismith passa a jogar atrás do ponta de lança.
86' - Entra Bryan Oviedo para o lugar de Marouane Fellaini. Oviedo fica a jogar a extremo esquerdo.
 

Árbitro: Anthony Taylor

Cartões Amarelos: Ashley Williams (6'), Ki Sung-Yueng (31'), Nathan Dyer (55' e 58'), Ángel Rangel (57'), Michu (65') e Leon Osman (71').

Cartão Vermelho: Nathan Dyer (58').

Assistência: 20464 (Liberty Stadium)

Clima: Céu limpo (13ºC)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Barclays Premier League - Manchester City x Manchester United (36ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
Manchester United (83 pontos) 35 jogos
Manchester City (80 pontos) 35 jogos
3º Arsenal (66 pontos) 36 jogos
(...)

1ª Parte
O Manchester City jogou em ataque posicional, preveligiando a posse da bola de forma a procurar linhas de passe que coloquem um atacante em situação clara de finalização ou procurando o cruzamento de um corredor lateral, sendo este o último recurso. Durante o processo ofensivo, o City colocava 7 a 8 homens no último terço, ficando atrás apenas os centrais e um médio centro. Os laterais subiam bastante para dar largura ao ataque e permitir que os extremos procurasse zonas mais interiores, zona onde se sentem confortáveis devido às suas origens (nenhum é extremo de raiz). Os extremos e número 10 mostraram muita mobilidade entre si, trocando de posições com naturalidade (pouco depois do início, Tevez passou para o lado esquerdo, Silva ficou no meio e Nasri foi para o lado direito). Defensivamente, devido à quantidade de jogadores que têm à frente no momento da transição defensiva, pressionam com alguma facilidade e assertividade os jogadores do United, o que lhes permitiu ter o domínio do jogo.
O Manchester United adoptou um posicionamento geral mais cauteloso, recuando as linhas durante o processo defensivo e não se esgotando em acções de pressão para recuperar a bola, preferindo esperar por um erro dos adversários. Devido à pressão do City, tiveram muitas dificuldades em jogar em ataque posicional e muitas vezes viram-se obrigados e dar preferência a acções de contra-ataque para poderem chegar à baliza do City, aproveitando o facto de este ter poucas unidades em zonas mais recuadas aquando o momento da perda da bola.

2ª Parte
As equipas entraram em campo da mesma forma que começaram o jogo. Com o jogo a manter-se com a mesma tendência, foi Fergunson que se viu obrigado a mexer na equipa. Colocando Welbeck por Park, fez com que mantivesse a velocidade na frente de ataque, fazendo descer Rooney para uma posição a que está rotinado dando uma maior qualidade à circulação da bola. Em resposta, Mancini tira Tevez e coloca De Jong o que fez subir Touré para a posição 10. Isto fez com que ganha-se maior força física na frente e deu também uma maior consistência defensiva à equipa. A próxima substituição do United foi a colocação de Valencia por Scholes para dar mais velocidade aos corredores (Giggs passara para médio centro) e mais tarde Young substituiu Nani para refrescar o corredor. No entanto, esta aposta na velocidade surtiu pouco efeito pois o City já havia descido as suas linhas e Mancini já havia colocado mais um central (Richards) em campo para segurar o resultado. Foi uma boa gestão de Mancini que anulou as ameaças do United, respondendo sempre à altura às substituições de Alex Fergunson.

Jogadores-Chave
No Manchester City, Yaya Touré teve um papel muito importante no meio campo, respondendo sempre da melhor maneira ao que o jogo pedia. Agüero também esteve bem no ataque, mantendo-se sempre activo na procura de oportunidades.
No Manchester United, por força do jogo mais defensivo, não há grandes destaques individuais.

Golos
45'+1 - Canto marcado do lado direito por Silva para a entrada da pequena área onde Kompany salta sozinho e cabeceia para o golo.

Substituições
58' - Entra Danny Welbeck para o lugar de Park Ji-Sung. Welbeck vai jogar para ponta de lança e Rooney desce para as suas costas..
68' - Entra Nigel de Jong para o lugar de Carlos Tevez. De Jong vai para médio defensivo e Touré sobe para a posição 10.
78' - Entra Luís Valencia para o lugar de Paul Scholes. Giggs passa para médio centro, Nani vai para o lado esquerdo e Valencia fica do lado direito.
83' - Entra Micah Richards para o lugar de David Silva. Richards vai jogar para central e o City fica a jogar com dois jogadores atrás do ponta de lança, e três centrais.
83' - Entra Ashley Young para o lugar de Nani. Troca directa.
93' - Entra James Milner para o lugar de Nasri. Troca directa.

Manchester City
25 - Joe Hart
4 - Vicent Kompany
5 - Pablo Zabaleta
6 - Joleon Lescott
16 - Kun Agüero
18 - Gareth Barry
19 - Samir Nasri (7 - James Milner)
21 - David Silva (2 - Micah Richards)
22 - Gaël Clichy
32 - Carlos Tevez (34 - Nigel de Jong)
42 - Yaya Touré

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
12 - Chris Smalling
13 - Park Ji-Sung (19 - Danny Welbeck)
16 - Michael Carrick
17 - Nani (18 - Ashley Young)
22 - Paul Scholes (25 - Luís Valencia)

Cartões Amarelos: Vicent Kompany (19'), Yaya Touré (53'), Phil Jones (69'), Nigel de Jong (76') e Michael Carrick (78').

Assistência: 47259 (Ettihad)

Clima: Céu limpo (14ºC)

sábado, 21 de abril de 2012

Barclays Premier League - Arsenal x Chelsea (35ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester City (77 pontos) 34 jogos
Arsenal (64 pontos) 34 jogos
4º Tottenham (59 pontos) 33 jogos
5º Newcastle (59 pontos) 33 jogos
Chelsea (57 pontos) 33 jogos
7º Everton (47 pontos) 33 jogos

1ª Parte
O Arsenal tentou impor um maior domínio no jogo, procurando ter a bola durante o tempo suficiente para criar espaços para explorar no último terço. Os laterais subiam muito durante o processo ofensivo, dando largura ao ataque e permitindo que os extremos (principalmente Alex Chamberlain) procurassem espaços mais interiores. Foi mesmo pelo centro que o Arsenal procurava sempre criar desequilíbrios, não aproveitando muito o jogo lateral. O facto de não terem explorado muito os cruzamentos para a área poderá dever-se ao forte jogo aéreo dos centrais do Chelsea que competiam apenas com Van Persie nas bolas altas dado que nenhum dos extremos é forte no jogo de cabeça. Rosický movimenta-se a toda a largura do campo, em função das necessidades da equipa, ocupando sempre os espaços vazios de forma a dar continuidade à manutenção da posse da bola.
O Chelsea assumiu uma postura mais expectante e compacta durante o processo defensivo. Tanto os extremos como Malouda participavam nas acções defensivas. Apesar de haverem momentos em que também tentaram manter a posse da bola, normalmente procuravam aproveitar a velocidade dos extremos para explorar as transições defensivas. Em organização ofensiva, também se viu Bertrand a subir muito no terreno tentando desequilibrar com a sua velocidade aparecendo nas costas do lateral fazendo o overlap a Kalou. Na 2ª fase de construção, apenas um dos médios defensivos vinha buscar jogo para perto da linha defensivo, sendo que na maior parte das vezes era Romeu que tinha essa função. Essien dava linha de passe em posições mais avançadas.

2ª Parte
Os segundos 45' acabaram por ser algo desinteressantes a nível táctico, com as equipas a manterem as mesmas estruturas, apesar das substituições. Com o avançar do jogo, ambas as equipas começaram a apostar cada vez mais nas transições ofensivas e o jogo tornou-se num acumular de reacções aos erros adversários. Não houve grandes oportunidades para nenhuma das equipas.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Laurent Koscielny foi dos melhores jogadores em campo com várias intervenções importantes na defesa.
No Chelsea não houve grandes destaques a nível ofensivo. Talvez se possa destacar Petr Cech por algumas boas defesas em situações flagrantes de golo do Arsenal.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Gervinho para o lugar de Theo Walcott. Troca directa. Walcott sai lesionado.
65' - Entra Abou Diaby para o lugar de Tomás Rosický. Ramsey sobe para a posição de Rosický e Diaby fica a jogar ao lado de Song.
66' - Entra John Obi Mikel para o lugar de Oriol Romeu. Troca directa.
70' - Entra André Santos por Alex Oxlade-Chamberlain. Troca directa. Chamberlain teve pouca influência no jogo.
74' - Entra Juan Mata para o lugar de Salomon Kalou. Troca directa.
77' - Entra Ashley Cole para o lugar de Ryan Bertrand. Troca directa. Bertrand sai lesionado.

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosický (2 - Abou Diaby)
10 - Robin Van Persie
14 - Theo Walcott (27 - Gervinho)
15 - Alex Oxlade-Chamberlain (11 - André Santos)
16 - Aaron Ramsey
17 - Alex Song
18 - Sébastien Squillaci
28 - Kieran Gibbs

Chelsea
1 - Petr Cech
5 - Michael Essien
6 - Oriol Romeu (12 - John Obi Mikel)
9 - Fernando Torres
15 - Florent Malouda
17 - José Bosingwa
21 - Salomon Kalou (10 - Juan Mata)
23 - Daniel Sturridge
24 - Gary Cahill
26 - John Terry
34 - Ryan Bertrand (3 - Ashley Cole)

Cartões Amarelos: Tomás Rosický (30'), Florent Malouda (49'), Robin Van Persie (50'), José Bosingwa (72'), Abou Diaby (76'), Ashley Cole (81')

Assistência: 60111 (Emirates Stadium)

Clima: Céu nublado (10ºC)

sábado, 24 de março de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Tottenham (30ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Arsenal (55 pontos)
Tottenham (54 pontos)
Chelsea (49 pontos)
6º Newcastle (47 pontos)

1ª Parte
O Chelsea usou um sistema táctico que não lhe é estranho, no entanto o posicionamento mostra algumas alterações ao normal, principalmente a colocação de Ramires a extremo direito e Sturridge a extremo esquerdo. Como do lado esquerdo do Tottenham costuma jogar Gareth Bale, o jogador mais influente da equipa, a colocação de Ramires nesse flanco poderá ter sido uma forma de consolidar defensivamente esse corredor, visto que Bosingwa não é um lateral que defende tão bem como Ivanovic, que se encontra lesionado. Defensivamente notou-se uma preocupação em não deixar os jogadores do corredor central (excepto os centrais) receber a bola à vontade o que dificultou muito a construção de jogo do Tottenham.
Habituados a jogar em 1-4-4-2, o Tottenham jogou numa espécie de 1-4-5-1, com 3 médios no corredor central para evitar uma grande inferioridade numérica nessa zona. Ainda assim, devido à forte pressão do Chelsea nesse corredor, só conseguiram levar a bola para o última terço através dos corredores laterais. Tiveram mais espaço no corredor lateral direito onde Sturridge não investia muito em movimentos defensivos mas Van der Vaart tinha a tendência para explorar zonas mais interiores e naturalmente, a equipa tentava procurar Bale sempre que possível colocando o jogo mais vezes no corredor contrário.

2ª Parte
Apesar de nenhuma equipa ter alterado do seu sistema táctico, o Tottenham começou a ter um ligeiro domínio do jogo, ao contrário do que aconteceu na 1ª parte. No geral, os segundos 45' foram mal jogados e excepto três situações de bola corrida em que o Tottenham poderia ter marcado golo (duas delas negadas por Cahill), praticamente todas as situações de perigo surgiram através de lances de bola parada. Com o decorrer do jogo, ambas as equipas iam aumentando a percentagem de ataques através de jogo directo para os homens da frente com o Chelsea a não conseguir construir jogo devido à elevada concentração de jogadores do Tottenham no seu meio campo defensivo, e estes últimos por começar a apostar no contra-ataque mostrando que se sentiam confortáveis com o empate que lhes permitia cumprir o objectivo classificativo de não perder pontos para o Chelsea.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Gary Cahill destacou-se ao salvar a equipa 2 vezes em lances claros de golo para o Tottenham.
No Tottenham, Gareth Bale criou algumas situações de perigo para a sua equipa e era muitas vezes solicitado pelos seus colegas.

Substituições
60' - Entra David Luiz para o lugar de José Bosingwa. Troca directa, talvez para dar mais consistência defensiva ao corredor de forma a limitar a acção de Gareth Bale.
76' - Entra Fernando Torres para o lugar de Michael Essien. Torres fica a jogar a extremo direito e Ramires a médio centro. Uma substituição mais ofensiva com Ramires a conseguir cobrir uma maior área do campo no meio, ficando o Chelsea com um extremo direito com maior capacidade de finalização.
76' - Entra Louis Saha para o lugar de Rafael Van der Vaart. Troca directa. Van der Vaart teve pouca influência jogo jogo.
77' - Entra Jake Livermore para o lugar de Sandro. Troca directa.
89' - Entra Salomon Kalou para o lugar de Daniel Sturridge. Troca directa.

Golos
(Não houve)

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
5 - Michael Essien (9 - Fernando Torres)
7 - Ramires
8 - Frank Lampard
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
17 - José Bosingwa (4 - David Luiz)
23 - Daniel Sturridge (21 - Salomon Kalou)
24 - Gary Cahill
26 - John Terry

Tottenham
24 - Brad Friedel
3 - Gareth Bale
4 - Younes Kaboul
8 - Scott Parker 
10 - Emmanuel Adebayor
11 - Rafael Van der Vaart (15 - Louis Saha)
13 - William Gallas 
14 - Luka Modric
28 - Kyle Walker
30 - Sandro (29 - Jake Livermore)
32 - Benoit Assou-Ekotto

Cartões Amarelos: Michael Essien (50'), Benoit Assou-Ekotto (64') e Sandro (66')

Assistência: 41830 (Stamford Bridge)

Clima: Céu limpo (15ºC)

domingo, 4 de março de 2012

Barclays Premier League - Tottenham x Manchester United (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester City (66 pontos) 27 Jogos
Manchester United (61 pontos) 26 Jogos
Tottenham (53 pontos) 26 Jogos
4º Arsenal (49 pontos) 27 Jogos

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram de uma forma muito semelhante. O mesmo sistema táctico (1-4-4-2), com os laterais a subirem para ajudarem a criar desequilíbrios no processo ofensivo, um dos pontas de lança a descerem para aproveitar o espaço entre linhas e dar linhas de passe aos médios centro ou para ajudar a ganhar a bola no processo defensivo. Viram-se ambas as equipas a jogarem muito pelo seguro, com os centrais muito solicitados, jogando em ataque posicional. Os dois conjuntos não foram muito pressionantes e esperaram regularmente pela outra equipa no seu meio-campo. Perto do fim, já depois de um golo anulado ao Tottenham, o Manchester United começou a subir ligeiramente no terreno, com ambos os avançados a tentarem dificultar a 1ª fase de construção dos adversários. Acabou por ser uma 1ª parte sem grandes interesses a nível táctico, onde as duas equipas estavam muito dependentes de desequilíbrios individuais e dos erros do adversário em posse da bola. Previsivelmente, o único golo ocorreu de um lance de bola parada.

2ª Parte
Em desvantagem por um golo, o Tottenham teve mais facilidade em usar o jogo directo. Mas o Manchester United manteve-se bastante coeso com os sectores médio e defensivo bastante próximos e a equipa da casa teve muitas dificuldades em criar situações de finalização, optando regularmente por cruzamentos para a área mas sem sucesso. Nos 60', num lance pouco habitual, o Manchester faz o golo e logo a seguir, com a entrada de Giggs, mudaram o sistema de jogo colocando mais um jogador no centro do terreno (Rooney desceu para médio centro) e a partir daí, com superioridade numérica no meio campo, conseguiu controlar o jogo. Chegou naturalmente ao 3º golo e sofreu outro, com De Gea aparentemente a não ver a bola partir.

Jogadores-Chave
No Tottenham não houve nenhum jogador que se destaca-se dos outros.
No Manchester United, Ashley Young teve uma grande influência no resultado com 2 golos marcados e 1 assistência. Rooney também assumiu particular importância na equipa equilibrando bem o meio campo, factor decisivo para o controlo do jogo na 2ª parte.

Substituições
60' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Paul Scholes. Apesar de ser uma troca directa, Rooney, com o resultado já em 0-2, desce mais no terreno actuando como médio centro. O United passa assim a jogar em 1-4-5-1.
79' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Nani. Troca directa. Park é um jogador mais combativo e eficiente no processo defensivo.
79' - Entra Jermaine Defoe para o lugar de Louis Saha. Troca directa.
79' - Entra Niko Kranjcar para o lugar de Sandro. Kranjcar vai jogar para médio esquerdo com Modric a vir para médio centro.
84' - Entra Danny Rose para o lugar de Aaron Lennon. Rose vai para o lado esquerdo com Kranjcar a passar para o lado direito.

Golos
44' - Canto marcado por Young, do lado esquerdo do ataque, para a pequena área onde Rooney se antecipa a Walker e cabeceia para o golo.
59' - Num lançamento do lado direito, no último terço, Nani recebe a bola junto à linha de fundo, cruza e num corte incompleto da defesa, Young remata de primeira com a bola a entrar junto ao 2º poste.
68' - Evra conduz a bola pela esquerda e passa para Young que recebe numa posição mais interior, este conduz na direcção do centro e ainda fora da área remata cruzado ao 2º poste com o pé direito não dando hipóteses a Brad Friedel.
88' - Defoe recupera a bola no meio campo ofensivo, corre na direcção da baliza e arrisca o remate de meia distância batendo De Gea que não vê a bola partida.

Tottenham
24 - Brad Friedel
4 - Younès Kaboul
7 - Aaron Lennon (25 - Danny Rose)
10 - Emmanuel Adebayor
14 - Luka Modric
15 - Louis Saha (18 - Jermaine Defoe)
26 - Ledley King
28 - Kyle Walker
29 - Jake Livermore
30 - Sandro (21 - Niko Kranjcar)
32 - Assou-Ekotto

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
16 - Michael Carrick
17 - Nani (13 - Park Ji-Sung)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
22 - Paul Scholes (11 - Ryan Giggs)

Cartões Amarelos: Phil Jones (27'), Sandro (43') e Jonny Evans (87').

Assistência: 36034 (White Hart Lane)

Clima: Chuva ligeira (4ºC)

sábado, 3 de março de 2012

Barclays Premier League - Liverpool x Arsenal (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
4º Arsenal (46 pontos)
7º Liverpool (39 pontos)

1ª Parte
O Liverpool entrou em jogo usando um estilo de jogo muito directo, procurando sempre Suárez na frente de ataque, tentando aproveitar a sua velocidade e capacidade técnica para criar desequilíbrios. Apesar de esta ser a tendência da equipa da casa no início do jogo, ao longo da primeira parte, muito devido à forma de defender do Arsenal, o Liverpool foi tendo mais espaço para jogar e foram utilizando o ataque posicional para tentar criar situações de finalização sendo que frequentemente o último passe era feito de um corredor lateral através de cruzamentos dos extremos ou laterais. Um dos aspectos positivos do jogo do Liverpool foi a sua eficácia nas transições defensivas com uma pressão muito forte ao portador da bola no momento da perda da posse, impedindo quase sempre que o Arsenal conseguisse sair em contra-ataque.
O Arsenal, igual a si próprio, jogou como de costume em ataque posicional, tentando um jogo apoiado, priorizando a posse da bola em detrimento do jogo directo para o sector ofensivo. Tal como o Liverpool, foram vários os cruzamentos para a área mas era notória a preferência do Arsenal em atacar pelo lado direito com Sagna muito activo no processo ofensivo. Benayoun esteve muito apagado tendo muito pouca influência no jogo. O israelita não é um extremo de origem e por vezes trocava momentaneamente a sua posição com Rosicky para tentar explorar a zona central do terreno. Ao longo da 1ª parte, o Arsenal foi reduzindo a sua pressão ao meio campo do Liverpool o que, apesar de ter significado um aumento da percentagem da posse de bola da equipa da casa, fez também com que reduzissem as oportunidades de perigo através do jogo directo.

2ª Parte
À medida que o jogo foi avançando, o Arsenal, apesar de algum ascendente nos primeiros minutos, foi descendo no terreno e era notória a intenção do Liverpool em ganhar o jogo. Com os sectores muito próximos e recuados, o Liverpool gozava de mais espaço para trocar a bola o que promoveu uma maior tendência para colocar bolas altas na área apesar de não terem uma referência no jogo aéreo como seria Andy Carroll. Este tipo de jogo foi prevalecendo durante quase todo o jogo até que o Arsenal, no segundo de 8 minutos de compensação, consegue um golo num ataque rápido e depois disso ganhou confiança e conseguiu controlar a vantagem no tempo restante.

Jogadores-Chave
No Liverpool, Suárez assume um papel importantíssimo no processo ofensivo sendo que todo o jogo é inicialmente direccionado para ele e a sua capacidade física e técnica é suficiente para desequilibrar todo um sector defensivo.
No Arsenal, Szczesny fez um grande exibição na baliza mostrando uma segurança incaracterística para a sua idade. Robin van Persie despensa comentários e assume-se como dos melhores pontas de lança do mundo.

Substituições
52' - Entra Abou Diaby para o lugar de Mikel Arteta. Arteta sai lesionado com Diaby a ir para médio interior esquerdo e Rosicky para interior direito.
73' - Entra Gervinho para o lugar de Yossi Benayoun. Troca directa. Benayoun fez um jogo muito apagado e a sua substituição já era esperada.
80' - Entra Alex Oxlade-Chamberlain para o lugar de Abou Diaby. Troca directa. Diaby estava a ter uma exibição muito discreta e Chamberlain é um jogador mais ofensivo.
87' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Downing. Troca directa. Bellamy é um jogador mais assertivo.

Golos
22' - Henderson leva a bola pelo corredor lateral direito, cruza para a entrada da pequena área e Koscielny a tentar cortar a bola coloca-a dentro da própria baliza.
30' - Sagna recebe a bola no corredor lateral direito, cruza para a zona entre a defesa e o guarda-redes onde Van Persie se antecipa e cabeceia para o golo.
91' - Alex Song faz um passe longo para as costas da defesa onde Van Persie remata de primeira ao 1º poste fazendo o golo.

Liverpool
25 - Pepe Reina
3 - José Enrique
7 - Luis Suárez
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing
23 - Jamie Carragher
26 - Charlie Adam
34 - Martin Kelly
37 - Martin Skrtel

Arsenal
13 - Tomasz Szczesny
3 - Bacary Sagna
5 - Thomas Vermaelen
6 - Laurent Koscielny
7 - Tomás Rosicky
8 - Mikel Arteta (2 - Abou Diaby) (15 - Alex Oxlade-Chamberlain)
10 - Robin van Persie
14 - Theo Walcott
17 - Alex Song
28 - Kieran Gibbs
30 - Yossi Benayoun (27 - Gervinho)

Cartão Amarelo: Thomas Vermaelen (63')

Assistência: 44922 (Anfield Road)

Clima: Céu pouco nublado (12ºC)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Manchester United x Liverpool (25ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (55 Pontos)
7º Liverpool (39 Pontos)

1ª Parte
O facto do Manchester United ter uma excelente capacidade de fechar e abrir o seu jogo, através do posicionamento dos seus jogadores e a excelente capacidade de pressionar o portador da bola nos momentos de transição defensiva, faz com que a habitual inferioridade numérica no meio campo (apenas 2 médios centro) não se faça sentir. Conseguiram ter a bola em segurança, procurando muitas vezes os corredores laterais durante o processo ofensivo, tentando aproveitar os cruzamentos para a área para conseguir a finalização dos 2 pontas e de Scholes que entrava várias vezes na grande área.
O Liverpool optava por recuar as linhas no processo defensivo e não ousava pressionar muitos o portador da bola com os jogadores do United a terem tempo e espaço para a tomada de decisão, mesmo no corredor central. Optaram claramente por explorar o contra-ataque, tentando aproveitar a velocidade de Suárez que era a referência ofensiva.

2ª Parte
A 2ª parte começou praticamente com o golo do Manchester United e 50' de jogo já o Liverpool perdia por 2-0. Após uma 1ª parte em que o Liverpool criou pouco perigo para o United, era óbvio que alguma coisa tinha de ser alterada na equipa. A opção foi a mudança de sistema de jogo para 1-4-4-2 com Carrol e Suárez como jogadores mais ofensivos. Apesar de o Liverpool ter colocado mais gente na frente, continuou uma equipa muito passiva no processo defensivo e pouco fazia para recuperar a bola. A falta de mobilidade dos seus jogadores  no processo ofensivo também não facilitou a sua acção pois o Manchester United desceu mais as linhas e foram magistrais a fechar os espaços para o adversário. A partir daqui, o Liverpool teve um pouco mais a bola, mais devido ao facto do Manchester ter abdicado de atacar tanto que por mérito próprio, conseguiu marcar de bola parada mas o jogo pareceu sempre controlado para a equipa da casa.

Jogadores-Chave
No Manchester United Rooney foi o homem do jogo pela influência directa no resultado. Destaque para o sector médio que esteve muito bem tanto defensivamente como ofensivamente.
No Liverpool não houve ninguém que se destacasse, após uma exibição algo apagada.

Substituições
60' - Entra Andy Carrol para o lugar de Jay Spearing. Sai o médio defensivo e entra um ponta de lança, o Liverpool joga assim em 1-4-4-2.
60' - Entra Craig Bellamy para o lugar de Stewart Dowining. Troca directa. Downing fez um jogo muito apagado e Bellamy é um jogador mais ofensivo.
74' - Entra Charlie Adam para o lugar de Dirk Kuyt. Adams joga no meio campo com Gerrard e Henderson passa para o lado direito. Tentativa de aproveitar o maior virtuosismo de Henderson para criar desequilíbrios na defesa adversária.

Golos
46' - Canto marcado do lado direito por Ryan Giggs para a entrada da pequena área com a bola a ser desviada por Henderson e a sobrar para Rooney que de primeira remata para o golo.
49' - Spearing perde a bola para Valencia que consegue isolar Rooney que já dentro da área, só com Reina pela frente, remata rasteiro para o golo.
79' - Livre marcado a meio do meio campo para a grande área, a bola bate em Ferdinand que não a consegue aliviar e esta sobra para Suárez que remata para o golo.

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
19 - Danny Welbeck
21 - Rafael
22 - Paul Scholes
25 - Luís Valencia

Liverpool
25 - Pepe Reina
2 - Glen Jonhson
3 - José Enrique
5 - Daniel Agger
7 - Luis Suárez
8 - Steven Gerrard
14 - Jordan Henderson
18 - Dirk Kuyt (26 - Charlie Adam)
19 - Stewart Downing (39 - Craig Bellamy)
20 - Jay Spearing (9 - Andy Carrol)
37 - Martin Skrtel

Cartões Amarelos: Stewart Downing (44') e Michael Carrick (79').

Assistência: 74844 (Old Trafford)

Clima: Céu nublado (0ºC)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Barclays Premier League - Chelsea x Manchester United (24ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Manchester United (54 pontos)
4º Chelsea (42 pontos)

1ª Parte
Os extremos do Chelsea, juntamente com Mata, não tinham muito pressa em descer para ajudar a equipa no processo defensivo, sendo que Meireles e Essien tiveram um papel muito importante ao fechar o corredor central e respectivos corredores laterais nas transições ofensivas do United. No processo ofensivo, o Chelsea jogou em ataque posicional com Torres a descer muitas vezes no campo para vir buscar jogo para distribuir pelos extremos. Mata tinha um papel muito móvel como 10 a procurar sempre o espaço vazio para receber a bola, a toda a largura do campo. Em organização defensiva, Mata pressionava a linha defensiva de forma a tirar tempo e espaço aos centrais para que estes não pudessem criar desequilíbrios.
O Manchester United defendia muito atrás em organização defensiva, como é habitual, juntando as linhas defensiva e média perto da sua área de forma a tirar o máximo de espaço ao adversário nesse terço do campo. Esta poderá ser também uma forma de fazer subir a equipa adversária de forma a torná-la mais vulnerável nas transições. Ofensivamente, devido ao facto do Chelsea estar a fechar muito bem o corredor central, via-se sempre obrigado a procurar os corredores laterais para atacar, com os avançados Welbeck e Rooney a aparecerem várias vezes nas alas para receberem a bola.

2ª Parte
O Chelsea teve uma entrada nesta 2ª parte muito feliz ao marcar 2 golos em 5 minutos. Com o resultado em 3-0, Alex Fergunson fez 2 substituições mais ofensivas, sem mudar o sistema táctico mas alterando a dinâmica do jogo colocando um ponta de lança muito móvel mas melhor finalizador que Welbeck e pondo Scholes fazendo descer Valencia para lateral (jogador ofensivo por natureza) e colocando Welbeck num corredor. Fica assim com um flanco direito muito ofensivo, que faria com que Bosingwa não atacasse tanto como é costume. O Chelsea perde o domínio do jogo e o Manchester United vai criando várias dificuldades, procurando mais o corredor central aproveitando as movimentações de Chicharito que dava linhas de passe e abria espaços para serem explorados por Rooney. Já com o resultado em 3-2, o Chelsea passa a jogar em 1-4-3-3 com um meio campo de características mais defensivas, dando mais consistência a nível da ocupação dos espaços a nível defensivo mas tal não impediu do United empatar o jogo.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Mata teve influência directa com um golo e uma assistência. Ivanovic, apesar do penalti cometido, esteve muito bem defensivamente, principalmente na primeira parte.
No Manchester United, Chicharito teve um papel fundamental dando uma nova dinâmica ao ataque do United, marcando inclusivamente um golo. David De Gea também foi importantíssimo com 2 grandes defesas já perto do fim, a manter o empate.

Substituições
52' - Entra Chicharito para o lugar de Ashley Young. Welbeck passa para o lado esquerdo e Chicharito joga a ponta de lança.
63' - Entra Paul Scholes para o lugar de Rafael. Valencia passa para lateral esquerdo, Welbeck para a direita, Giggs para a esquerda e Scholes para o centro.
70' - Entra Oriol Romeu para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea joga agora em 1-4-3-3 com Romeu e médio defensivo, Meireles e Essien a médios interiores e Mata do lado direito.
84' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa entrando um jogador com maior capacidade defensiva.

Golos
35' - Sturridge finta Evra no lado direito, já dentro da área, ganhando a linha e flectindo para o meio cruzando depois para o meio com a bola a bater em Evans e a entrar na baliza.
46' - Ivanovic abre na direita para Torres que cruza à vontade para o 2º poste onde Mata aparece a rematar de primeira para um grande golo.
50' - Livre do lado direito do ataque marcado por Mata para a entrada da pequena área onde David Luiz cabeceia com a bola a desviar em Ferdinand e a entrar na baliza.
57' - Rooney, de penalti, a rematar ao ânglo do lado esquerdo com Cech a atirar-se para o lado contrário.
68' - Rooney, de penalti, atira a meia altura para o lado direito com Cech a atirar-se para o lado contrário.
83' - Depois da defesa de Cech para o lado, Giggs recupera a bola no lado esquerdo e cruza para a pequena área onde Chicharito aparece sozinho a cabecear para o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech (c)
2 - Branislav Ivanovic
4 - David Luiz
5 - Michael Essien
9 - Fernando Torres
10 - Juan Mata
15 - Florent Malouda
16 - Raul Meireles
17 - José Bosingwa
23 - Daniel Sturridge (6 - Oriol Romeu)
24 - Gary Cahill

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra (c)
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
11 - Ryan Giggs
16 - Michael Carrick
18 - Ashley Young (14 - Chicharito)
19 - Dany Welbeck (13 - Park Ji-Sung)
21 - Rafael (22 - Paul Scholes)
25 - Luís Valencia

Cartões Amarelos: Fernando Torres (30'), Branislav Ivanovic (45') e Patrice Evra (49').

Assistência: 41668 (Stamford Bridge)

Clima: Céu nublado (2ºC)