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domingo, 7 de junho de 2015

Champions League - Juventus 1 x 3 Barcelona (Final)



Marcha no Marcador
4' - 0x1 (Ivan Rakitic)
55' - 1x1 (Álvaro Morata)
68' - 1x2 (Luis Suárez)
97' - 1x3 (Neymar)

1ª Parte
Sem esperar grandes surpresas na forma de jogar do Barcelona, confirmou-se a sua estratégia, que é transversal a todos os jogos que realizam. Ataque posicional, com muita posse de bola e uma forte pressão no processo defensivo. Com bola, por força do sistema tático da Juventus que colocava muitos jogadores no corredor central, o Barcelona tentou sempre lateralizar o jogo, mudando várias vezes a bola de corredor de forma a abrir a estrutura defensiva da Juventus. O losango italiano rapidamente se transformava numa linha de 4 no processo defensivo, com Vidal a colocar-se ao lado de Pirlo e com os interiores Pogba e Marchisio a defenderem as respectivas alas. Apesar disso, havia a preocupação da Juventus em pressionar muito forte tanto a saída de bola pelo guarda-redes como nas transições defensivas, o que chegou a criar alguns problemas no início do jogo ao Barcelona. Morata e Tevez também desciam muito no processo defensivo mas não entravam na sua linha de meio campo, mantendo sempre duas opções viáveis para o contra-ataque (método de jogo preferencial da Juventus na primeira parte), onde Morata caia muitas vezes nas costas de Daniel Alves para receber bolas em profundidade. Apesar do natural domínio de jogo do Barcelona e do golo em fasi inicial do jogo, as oportunidades dividiram-se e a Juventus nunca esteve longe do golo. Ainda assim, eles puderam contar com uma grande exibição de Buffon que salvou por várias vezes a sua equipa de sofrer o 2º golo.

2ª Parte
Com o avançar do jogo e o natural desgaste de ambas as equipas, a Juventus conseguiu assumir mais o jogo e teve espaço para explorar o ataque posicional, com Pirlo a ter mais espaço para jogar. Aos 55' Morata faz o golo que mantém o jogo em aberto mas a vantagem durou apenas 13' com Suárez a voltar a colocar a sua equipa em vantagem. O Barcelona conseguiu sempre criar perigo nas transições ofensivas, não se limitando apenas a controlar o ritmo do jogo com bola e a Juventus nunca pode arriscar muito com o risco de o Barcelona a qualquer momento matar o jogo. Por várias vezes, o Barcelona conseguiu superioridade numérica numa transição ofensiva, com os 3 avançados e um médio centro a aparecerem sempre no último terço ofensivo. Ambos os treinadores optaram e refrescar a sua equipa com as primeiras substituições (Xavi podia controlar mais o jogo em vantagem no marcador e Pereyra poderia trazer mais alguma criatividade) mas a 10' do fim Allegri é obrigado a arriscar tirando um lateral e colocando um jogador mais ofensivo, com Luis Enrique a fazer o contrário (Mathieu por Rakitic). Logo depois de Pedro entrar por Suárez, Neymar acaba com o jogo em mais uma transição ofensiva do Barcelona.

Substituições
78' - Entra Xavi para o lugar de Andrés Iniesta. Troca direta.
79' - Entra Roberto Pereyra para o lugar de Arturo Vidal. Troca direta.
85' - Entra Fernando Llorente para o lugar de Álvaro Morata. Troca direta.
89' - Entra Kingsley Coman para o lugar de Patrice Evra. Passam a jogar em 3-5-2 com Lichtsteiner a completar o trio de centrais, Pogba fica na esquerda e Marchisio na direita com Coman a completar o trio de meio campo.
91' - Entra Jérémy Mathieu para o lugar de Ivan Rakitic. Troca direta.
96' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Luis Suárez. Pedro fica na direita e Messi para para avançado.


Cartões Amarelos: Arturo Vidal (11'), Paul Pogba (41') e Luis Suárez (70').

domingo, 1 de dezembro de 2013

Liga Zon Sagres - Rio Ave 1 x 3 Benfica (11ª Jornada)


Marcha no Marcador
38' - 0x1 (Rodrigo)
57' - 1x1 (Ukra)
63' - 1x2 (Lima)
78' - 1x3 (Lima)

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram em ataque posicional, aproveitando qualquer oportunidade que houvesse para partirem em contra-ataque. No Rio Ave, Wakaso era o médio mais defensivo, que se colocava próximo da linha defensiva durante o processo defensivo para fazer face à igualdade numérica que havia entre os seus centrais e os avançados do Benfica. Ukra, Braga e Diego Lopes eram os principais dinamizadores das ações ofensivas, com Hassan a ser um avançado de referência no jogo da sua equipa. No Benfica, Fejsa foi o médio equilibrador com Matic a ter mais liberdade para ingressar nas ações ofensivas da sua equipa. Os dois avançados jogaram muito fixos na frente e mostraram pouca dinâmica sem bola, esperando quase sempre pelos cruzamentos dos extremos ou laterais. Num jogo equilibrado, foi através de um contra-ataque que Lima cruzou para Rodrigo que graças a uma intervenção falhada de Ederson, consegue encostar facilmente para o golo.

2ª Parte
O Benfica entrou para o segundo tempo em 1-4-3-3, procurando uma maior consistência defensiva aumentando o número de jogadores no meio campo. Apesar disso, o Rio Ave consegue empatar o jogo após um cruzamento de Hassan para a direita onde Ukra aproveita uma intercepção falhada para fazer o golo. Poucos minutos depois, Lima volta a colocar a sua equipa em vantagem através de um livre direto e 5 minutos depois, Wakaso vê o segundo cartão amarelo, momento que acaba por decidir o jogo pois com um jogador a menos, o Rio Ave vê-se obrigado a descer mais os seus extremos e fica apenas com Hassan na frente, um jogador mais posicional, sem capacidade para desequilibrar frente à defesa adversária. A partir daqui o Benfica domina naturalmente o jogo e ainda consegue aumentar a vantagem. 

Substituições
74' - Entra Lazar Markovic para o lugar de Nicolás Gaitán. Markovic fica a jogar na direita e Rodrigo passa para o lado esquerdo.
82' - Entra Miralem Sulejmani para o lugar de Rodrigo. Troca direta.
82' - Entram Roderick Miranda, Joeano e Yonathan Del Valle para os lugares de Diego Lopes, Ahmed Hassan e Braga. Trocas diretas.
93' - Entra André Gomes para o lugar de Enzo Pérez. Troca direta.


Árbitro: Bruno Paixão

Cartões Amarelos: Tarantini (26'), Nicolás Gaitán (35'), Ezequiel Garay (40'), Maxi Pereira (50'), Alhassan Wakaso (58' e 68') e Nemanja Matic (89').

Cartão Vermelho: Alhassan Wakaso (68').

Assistência: Desconhecido (Estádio dos Arcos)

Clima: Céu limpo (8ºC)

sábado, 4 de maio de 2013

Liga Zon Sagres - Nacional 1 x 3 Porto (28ª Jornada)


Marcha no Marcador
10' - 0x1 (James Rodríguez)
19' - 0x2 (Eliaquim Mangala)
22' - 0x3 (Lucho González)
27' - 1x3 (Daniel Candeias)

1ª Parte
O Porto dominou todo o primeiro tempo, jogando em ataque posicional e mostrando-se muito eficiente na manutenção da posse da bola. O facto do Nacional apenas defender dentro do seu meio campo (apesar de aí se mostrarem pressionantes) ajudou à tranquilidade do Porto com bola mas mais importante foi a mobilidade mostrada pelo seu meio campo e ataque. Tanto Moutinho como Lucho se mostraram muito móveis e jogaram a toda a largura, posicionando-se sempre em função da bola e dos colegas para ocupar racionalmente os espaços, sendo que grande parte das vezes Moutinho mantinha-se mais posicional (equilíbrio na meia direita) com Lucho a jogar mais à frente para fazer a ligação ao ataque. James procurava o espaço interior, abrindo o corredor para Danilo que tinha quase sempre a cobertura quer de Moutinho, quer de Fernando. Também a ação defensiva do Porto contribuiu para o seu domínio com os seus jogadores a pressionarem rapidamente a bola após a perda da posse. A tentativa do Nacional querer pressionar rapidamente o portador da bola após este receber a mesma fazia com que abrisse espaços que foram bem aproveitados nos corredores laterais, principalmente nas costas de Nuno Campos onde aparecia muitas vezes Lucho ou Mangala).

2ª Parte
Manuel Machado mudou o sistema tático ao intervalo, colocando dois médios interiores que subiam bastante no terreno na pressão aos adversários. Foi uma alteração que aparentemente trouxe melhorias à equipa, dificultando a circulação da bola à equipa do Porto mas esta melhoria não trouxe efeitos práticos ao jogo, até porque apesar da subida das linhas, o Nacional tinha muitas dificuldades em lidar com a mobilidade dos jogadores do Porto. A entrada de Barcellos ainda tentou dar mais criatividade ao meio campo do Nacional mas já se mostrava muito difícil alterar o resultado do jogo. A substituição mais importante de Vítor Pereira acabou por ser a entrada de Castro que trouxe mais energia ao meio campo. A entrada de Defour e Izmaylov não foi mais que gestão da equipa, sem trazer grandes alterações ao jogo.

Substituições
Int - Entra Claudemir para o lugar de Moreno. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Ali Ghazal a médio defensivo e Claudemir a médio interior direito ao lado de Jota.
Int - Entra Ladji Keita para o lugar de Mateus. Mario Rondón passa para extremo direito e Keita fica como ponta de lança.
62' - Entra Diego Barcellos para o lugar de Nuno Campos. Claudemir passa para lateral direito e Diego Barcellos fica como médio centro.
69' - Entra André Castro para o lugar de Fernando. Troca direta.
78' - Entra Steven Defour para o lugar de Silvestre Varela. Defour fica como extremo direito e James passa para o lado esquerdo.
85' - Entra Marat Izmaylov para o lugar de Lucho González. Troca direta.


Árbitro: Cosme Machado

Cartões Amarelos: Eliaquim Mangala (26'), Daniel Candeias (30'), Fernando (52'), Helton (71'), Ladji Keita (89') e Marat Izmaylov (91').

Assistência: Desconhecido (Estádio da Madeira)

Clima: Céu pouco nublado (18ºC)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Champions League - Arsenal x Bayern Munique (Oitavos de Final - 1ª Mão)


Marcha do Marcador
7' - 0x1 (Toni Kroos)
21' - 0x2 (Thomas Müller)
55' - 1x2 (Lukas Podolski)
77' - 1x3 (Mario Mandzukic)

1ª Parte
O posicionamento de Walcott na frente de ataque poderia indicar uma estratégia de contra-ataque por parte do Arsenal mas estes mantiveram-se fieis àquilo que costuma ser o seu jogo, com um futebol muito apoiado, arriscando pouco passes longos para o último terço, tentando atacar só na certa. Tiveram várias dificuldades em entrar na estrutura defensiva do Bayern, com os jogadores a não mostrarem a mobilidade suficiente para quebrar a organização defensiva adversária. Sem bola, foram um pouco passivos, defendendo no seu próprio meio campo e dando alguma espaço aos adversários para trocarem a bola. Pressionavam poucas vezes.
O Bayern Munique também defendeu no seu próprio meio campo durante a maior parte do tempo, com uma grande preocupação em fechar as linhas de passe interiores quando a bola estava na defesa adversária. Mandzukic e Kroos foram muito importantes em fechar o corredor lateral, com os dois médios centro e cobrirem rapidamente os médios adversários e os extremos a caírem rapidamente em cima dos laterais mal estes recebiam a bola. Apesar de não terem sido muito pressionantes (apenas o eram nas transições defensivas), estiveram muito bem organizados e conseguiram assim controlar o adversário mesmo quando não tinham a bola. Tal como o Arsenal, também jogaram em ataque posicional com os jogadores da frente a mostraram muita mobilidade com várias desmarcações com vista a abrir espaços para os colegas, com este aspecto a funcionar muito bem com a entrada dos extremos para o corredor central para abrir espaço para a entrada do lateral no corredor.

2º Parte
O Bayern Munique desce mais as linhas e deixa de pressionar tanto o adversário com bola, o que permite ao Arsenal assumir um maior controlo do jogo. Através de um canto, o Arsenal reduz a desvantagem e minutos mais tarde, Jupp Heynckes coloca Robben no lugar de Ribéry (minutos mais tarde trocou de corredor com Müller) que esteve muito apagado durante todo o jogo, talvez na tentativa de reavivar o ataque da sua equipa. Quanto ao Arsène Wenger, só aos 71' mexeu na equipa mas fez-lo claramente para melhor. Apesar de Rosický ter entrado para o lugar de Ramsey, foi a entrada de Giroud que teve mais impacto no jogo com Walcott (não teve qualquer eficácia ou eficiência como ponta de lança) a passar para o lado direito (onde se sente mais à vontade) e Cazorla a passar para o lado esquerdo (facilita os movimentos interiores que ele faz tão bem). Logo alguns minutos depois, Giroud tem uma oportunidade de golo flagrante após cruzamento de Walcott, com o remate forte a ir diretamente para Neuer. Ficou a sensação que com Giroud naquela posição desde o início do jogo (com Walcott no corredor) o Arsenal poderia ter tido mais oportunidades que aquelas que teve até então. Com Heynckes a ver o domínio do Arsenal desde o início da 2ª parte, decide reforçar a sua equipa defensivamente com a entrada de Luiz Gustavo. Ainda colocou Mario Gómez por Mandzukic mas por esta altura já o Bayern vencia por 1-3 e esta substituição acabou por não ter grandes efeitos práticos uma vez que a prioridade nos últimos minutos era defender o resultado.

Jogadores-Chave
No Arsenal, Wilshere talvez tenha sido o melhor em campo, mostrando sempre uma grande capacidade técnica.
No Bayern Munique, Lahm e Müller estiveram muito bem no corredor direito, com Robben mais tarde a ser também muito eficiente nesse mesmo corredor. Javi Martínez também teve uma importância fulcral nos equilíbrios da sua equipa.

Substituições
63' - Entra Arjen Robben para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.
71' - Entra Tomás Rosický para o lugar de Aaron Ramsey. Troca direta.
72' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Lukas Podolski. Giroud fica como ponta de lança, Walcott passa para extremo direito e Cazorla para extremo esquerdo.
73' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Toni Kroos. Luiz Gustavo fica como médio defensivo ao lado de Javi Martínez e Schweinsteiger sobre para a posição dez.
79' - Entra Mario Gómez para o lugar de Mario Mandzukic. Troca direta.


Árbitro: Svein Moen (Noruega)

Cartões Amarelos: Thomas Vermaelen (15'), Bacary Sagna (23'), Mikel Arteta (24'), Bastian Schweinsteiger (36'), Thomas Müller (58'), Lukas Podolski (66'), Aaron Ramsey (67') e Philipp Lahm (90').

Assistência: 59974 (Emirates Stadium)

Clima: Céu limpo (3ºC)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Liga Zon Sagres - Sporting x Benfica (11ª Jornada)

1ª Parte
Ofensivamente, o Sporting tentou vários passes de rutura para os seus extremos ou para as diagonais de Wolfswinkel, com a bola a ser quase sempre direcionada para as costas dos laterais do Benfica (corredores laterais). Jogaram assim em ataque rápido e contra-ataque sempre que era possível. Em ataque posicional tiveram dificuldades em encontrar espaços para progredir no terreno. Sem bola, exceptuando a grande pressão nos minutos iniciais, optaram por defender no seu próprio meio campo, fechando muito bem o corredor central e orientando sempre o jogo ofensivo do Benfica para os corredores laterais. Wolfswinkel era o único jogador que não participava no processo defensivo, mesmo quando a bola passava na sua zona de ação. De notar também que à excepção dos três avançados, toda a equipa era lenta a reagir nas transições ofensivas, demorando a dar linhas de passe viáveis para acelerar o jogo através do jogo apoiado.
O jogo do Benfica era relativamente simples, as movimentações dos seus jogadores nem por isso. Atacaram quase sempre em ataque posicional, procurando constantemente os corredores laterais para conseguir espaço para cruzar para a área onde estavam os dois pontas de lança. Posicionalmente, os laterais subiam muito no terreno o que fazia com que os extremos procurassem espaços interiores e que Matic tivesse de descer para entre os centrais para assegurar sempre uma linha de passe de recurso para os mesmos e consolidar a circulação de bola no setor defensivo. Lima também desceu muitas vezes para o meio campo de forma a auxiliar André Gomes que era o único médio centro a atuar no seu espaço. Teoricamente o Benfica teria sempre uma enorme inferioridade numérica nesta zona devido ao seu sistema tático, no entanto estas movimentações interiores dos extremos (ou dos laterais caso os extremos ficassem no corredor lateral) e a descida de Lima asseguraram que conseguissem sempre progredir no terreno através do jogo apoiado e criassem superioridade numérica nos corredores laterais para ganharem espaço para o cruzamento (laterais apoiavam muito os extremos). Sem bola foram muito pressionantes tentando recuperá-la assim que possível.

2ª Parte
Com a primeira substituição a acontecer aos 70' e forçada pela lesão de Carrillo, não houve grandes mudanças na forma de jogar das equipas, apesar do Sporting ter perdido algum poder ofensivo, provavelmente pelo desgaste dos seus jogadores do ataque. Com o golo do empate a acontecer depois de mais um cruzamento do corredor lateral, o momento que marca o jogo tem de ser a expulsão de Boulahrouz ao cortar com a mão uma bola que ia para o golo. Cardozo ao marcar o penalti, coloca o Benfica a jogar em vantagem numérica contra uma equipa que estava a jogar em contra-ataque e a 'permitir' o domínio do adversário. Para além de ter colocado um central para equilibrar a linha defensiva, Vercauteren refrescou o corredor lateral com a entrada de Izmailov de forma a tentar ainda potenciar a estratégia inicial sem correr grandes riscos defensivos mas mais um golo de Cardozo através de um livre indireto sentenciou o jogo.

Jogadores-Chave
No Sporting, Diego Capel foi sempre muito perigoso nas ações de 1x1 e criou vários desequilíbrios no ataque. 
No Benfica, Lima foi claramente dos melhores jogadores em campo tendo sido muito inteligente na ocupação de espaços e eficaz nas ações ofensivas e defensivas.

Marcha no Marcador
30' - 1x0 (Ricky van Wolfswinkel)
58' - 1x1 (Marcos Rojo) auto-golo
81' - 1x2 (Óscar Cardozo)
86' - 1x3 (Óscar Cardozo)

Substituições
70' - Entra Valentín Viola para o lugar de André Carrillo. Troca direta com Carrillo a sair com problemas físicos.
82' - Entra Nicolás Gaitán para o lugar de Ola John. Troca direta.
83' - Entra Xandão para o lugar de Elias. Com menos um jogador, passam a jogar em 1-4-4-1 com Xandão a ficar como central e Pranjic fica no meio com Rinaudo.
87' - Entra Marat Izmailov para o lugar de Diego Capel. Troca direta.
87' - Entra André Almeida para o lugar de Eduardo Salvio. Troca direta.
91' - Entra Rodrigo para o lugar de Óscar Cardozo. Troca direta.


Árbitro: Marco Ferreira

Cartões Amarelos: Maxi Pereira (20'), Nemanja Matic (45'), André Carrillo (69'), Fito Rinaudo (84') e Marcos Rojo (88').

Cartão Vermelho: Khalid Boulahrouz (80').

Assistência: 35114 (Estádio José Alvalade)

Clima: Céu limpo (10ºC)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Champions League - Braga x Manchester United (4ª Jornada)

1ª Parte
O Braga jogou em ataque posicional, partindo em contra-ataque só quando estavam reunidas condições de sucesso para o mesmo, fazendo disso uma excepção. Éder funcionou como avançado de referência, tendo sido solicitado várias vezes para jogar como apoio para a entrada de colegas. A sua missão alterava-se quando a bola entrava no último terço ofensivo através do corredor lateral, tornando-se no principal finalizador, movimentando-se bem para encontrar espaços para atacar a bola. Usaram muitos movimentos de arraste para desposicionar os defesas do Manchester e abrir espaços para serem explorados por outros jogadores. Defensivamente posicionaram-se no meio campo defensivo com Éder a ter poucas preocupações defensivas (apenas posicionais) e os jogadores do meio preocupados em fechar linhas de passe para os médios adversários. A zona de pressão eram os corredores laterais perto do meio campo onde os extremos faziam a contenção e os médios centro eram rápidos a fechar as linhas de passe interior, deixando o adversário com bola sem soluções e propenso a cometer erros.
No Manchester United, apenas Chicharito se mostrava assertivo no processo defensivo, pressionando sempre a linha defensiva do Braga para tentar condicionar a acção dos defesas centrais e precipitar um lançamento longo para o meio campo. Quando o adversário estava perto da baliza de De Gea, a equipa descia muito as suas linhas, preocupando-se em concentrar muitos jogadores atrás da bola para que o Braga não tivesse soluções ofensivas. Ofensivamente jogaram de uma forma pouco habitual, com muita mobilidade dos jogadores da frente, onde os médios centro cobriam grandes áreas e estavam em constantes trocas posicionais. Isto dificultava muito a acção do Braga para tentar recuperar a bola mas ainda assim conseguiram poucas oportunidades de golo. Apenas Chicharito jogava fixo na frente de ataque mas como o Braga recuou as linhas na fase defensiva, teve dificuldades para aproveitar a sua velocidade que é uma as suas maiores características.

2ª Parte
A única alteração que houve foi depois do golo do Braga (49'), momento a partir do qual o Manchester United começa a pressionar mais alto e a conseguir ganhar a bola mais vezes, com o Braga também a descer mais as linhas e a gerir melhor o ritmo de jogo, apostando mais nas acções ofensivas de contra-ataque. Aos 56' o jogo é interrompido devido a uma falha na iluminação e cerca de 10' mais tarde, o jogo é reiniciado com a entrada de Ferdinand para o lugar de Evans. Algum tempo depois dá-se a substituição que altera o jogo, entrando Van Persie que significou uma alteração táctica para 1-4-4-2. Com dois jogadores muito rápidos na frente, o Manchester tornou-se uma equipa muito perigosa nas transições e foi exactamente assim que aconteceu o golo de Van Persie (após uma má saída de Beto). 4' mais tarde, o Manchester passa para a frente do marcador através de um penalti e Peseiro vê-se obrigado a arriscar mais, colocando Hélder Barbosa e Mossoró, passando a jogar em 1-4-3-3. Conseguiram crescer mais no jogo e aparecer mais na frente mas os adversários ainda tinham duas grandes ameaças na frente e acabaram mesmo por conseguir fazer o 3º golo.

Jogadores-Chave
No Braga, os três médios Custódio, Hugo Viana e Rúben Micael assumem um papel muito importante tanto no equilíbrio defensivo como nas transições ofensivas.
No Manchester United, Van Persie foi quem virou o jogo, mostrando-se como um dos jogadores mais importantes desta equipa.

Marcha no Marcador
49' - 1x0 (Alan)
80' - 1x1 (Robin van Persie)
84' - 1x2 (Wayne Rooney)
92' - 1x3 (Chicharito)

Substituições
57' - Entra Rio Ferdinand para o lugar de Jonny Evans. Troca directa com Evans a sair lesionado.
64' - Entra Robin van Persie para o lugar de Danny Welbeck. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Rooney a passar para a ala esquerda e Van Persie a jogar na frente com Chicharito.
73' - Entra Rafael para o lugar de Nani. Valencia passa para médio direito e Rafael joga a lateral direito. Nani sai lesionado.
85' - Entra Hélder Barbosa para o lugar de Rúben Amorim. Troca directa.
86' - Entra Mossoró para o lugar de Hugo Viana. Passam a jogar em 1-4-3-3 com Mossoró e Micael a interiores e Custódio a médio defensivo.
91' - Entra Zé Luis para o lugar de Elderson. Hélder Barbosa passa para lateral esquerdo e Zé Luís fica a jogar a extremo esquerdo.


Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Cartões Amarelos: Chris Smalling (38'), Éder (66') e Custódio (70').

Assistência: 15388 (Estádio AXA)

Clima: Chuva (9ºC)

domingo, 4 de março de 2012

Barclays Premier League - Tottenham x Manchester United (27ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Manchester City (66 pontos) 27 Jogos
2º Manchester United (61 pontos) 26 Jogos
3º Tottenham (53 pontos) 26 Jogos
4º Arsenal (49 pontos) 27 Jogos

1ª Parte
Ambas as equipas jogaram de uma forma muito semelhante. O mesmo sistema táctico (1-4-4-2), com os laterais a subirem para ajudarem a criar desequilíbrios no processo ofensivo, um dos pontas de lança a descerem para aproveitar o espaço entre linhas e dar linhas de passe aos médios centro ou para ajudar a ganhar a bola no processo defensivo. Viram-se ambas as equipas a jogarem muito pelo seguro, com os centrais muito solicitados, jogando em ataque posicional. Os dois conjuntos não foram muito pressionantes e esperaram regularmente pela outra equipa no seu meio-campo. Perto do fim, já depois de um golo anulado ao Tottenham, o Manchester United começou a subir ligeiramente no terreno, com ambos os avançados a tentarem dificultar a 1ª fase de construção dos adversários. Acabou por ser uma 1ª parte sem grandes interesses a nível táctico, onde as duas equipas estavam muito dependentes de desequilíbrios individuais e dos erros do adversário em posse da bola. Previsivelmente, o único golo ocorreu de um lance de bola parada.

2ª Parte
Em desvantagem por um golo, o Tottenham teve mais facilidade em usar o jogo directo. Mas o Manchester United manteve-se bastante coeso com os sectores médio e defensivo bastante próximos e a equipa da casa teve muitas dificuldades em criar situações de finalização, optando regularmente por cruzamentos para a área mas sem sucesso. Nos 60', num lance pouco habitual, o Manchester faz o golo e logo a seguir, com a entrada de Giggs, mudaram o sistema de jogo colocando mais um jogador no centro do terreno (Rooney desceu para médio centro) e a partir daí, com superioridade numérica no meio campo, conseguiu controlar o jogo. Chegou naturalmente ao 3º golo e sofreu outro, com De Gea aparentemente a não ver a bola partir.

Jogadores-Chave
No Tottenham não houve nenhum jogador que se destaca-se dos outros.
No Manchester United, Ashley Young teve uma grande influência no resultado com 2 golos marcados e 1 assistência. Rooney também assumiu particular importância na equipa equilibrando bem o meio campo, factor decisivo para o controlo do jogo na 2ª parte.

Substituições
60' - Entra Ryan Giggs para o lugar de Paul Scholes. Apesar de ser uma troca directa, Rooney, com o resultado já em 0-2, desce mais no terreno actuando como médio centro. O United passa assim a jogar em 1-4-5-1.
79' - Entra Park Ji-Sung para o lugar de Nani. Troca directa. Park é um jogador mais combativo e eficiente no processo defensivo.
79' - Entra Jermaine Defoe para o lugar de Louis Saha. Troca directa.
79' - Entra Niko Kranjcar para o lugar de Sandro. Kranjcar vai jogar para médio esquerdo com Modric a vir para médio centro.
84' - Entra Danny Rose para o lugar de Aaron Lennon. Rose vai para o lado esquerdo com Kranjcar a passar para o lado direito.

Golos
44' - Canto marcado por Young, do lado esquerdo do ataque, para a pequena área onde Rooney se antecipa a Walker e cabeceia para o golo.
59' - Num lançamento do lado direito, no último terço, Nani recebe a bola junto à linha de fundo, cruza e num corte incompleto da defesa, Young remata de primeira com a bola a entrar junto ao 2º poste.
68' - Evra conduz a bola pela esquerda e passa para Young que recebe numa posição mais interior, este conduz na direcção do centro e ainda fora da área remata cruzado ao 2º poste com o pé direito não dando hipóteses a Brad Friedel.
88' - Defoe recupera a bola no meio campo ofensivo, corre na direcção da baliza e arrisca o remate de meia distância batendo De Gea que não vê a bola partida.

Tottenham
24 - Brad Friedel
4 - Younès Kaboul
7 - Aaron Lennon (25 - Danny Rose)
10 - Emmanuel Adebayor
14 - Luka Modric
15 - Louis Saha (18 - Jermaine Defoe)
26 - Ledley King
28 - Kyle Walker
29 - Jake Livermore
30 - Sandro (21 - Niko Kranjcar)
32 - Assou-Ekotto

Manchester United
1 - David De Gea
3 - Patrice Evra
4 - Phil Jones
5 - Rio Ferdinand
6 - Jonny Evans
10 - Wayne Rooney
16 - Michael Carrick
17 - Nani (13 - Park Ji-Sung)
18 - Ashley Young
19 - Danny Welbeck
22 - Paul Scholes (11 - Ryan Giggs)

Cartões Amarelos: Phil Jones (27'), Sandro (43') e Jonny Evans (87').

Assistência: 36034 (White Hart Lane)

Clima: Chuva ligeira (4ºC)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Vitória de Setúbal x Porto (19ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
2º Porto (43 pontos)
16º Vitória de Setúbal (14 pontos)

1ª Parte
O Vitória de Setúbal optou por defender no seu próprio meio campo, não pressionando a linha defensiva do Porto. Apenas os médios interiores eram pressionados pelo marcador directo quando recebiam a bola. Tentaram marcar individualmente a equipa do Porto, com esta marcação a ser mais visível nos jogadores das alas pois a mobilidade dos jogadores do meio campo do Porto tornou muito difícil a tarefa do Vitória.
De forma a explorar a forma de jogar do Vitória, viram-se vários movimentos na equipa que visaram as trocas posicionais de forma a abrir espaços a serem explorados pelos jogadores de outras posições. O melhor exemplo foi o constante movimento interior dos extremos e o desdobramento ofensivo para os corredores laterais dos médios interiores que apareciam sozinhos nessa zona, sendo muitas vezes o alvo de passes longos desde o sector defensivo. Foi através desses desdobramentos que aconteceram os 2 golos da 1ª parte, com Moutinho a aparecer no corredor lateral direito no primeiro golo e com o desdobramento de Fernando que apareceu na zona de finalização.

2ª Parte
Não houve alterações nos sistemas tácticos e a substituição do Vitória não surtiu efeitos na tendência do jogo. Notou-se alguma preocupação do Vitória de Setúbal em pressionar mais alto mas essa pressão era feita através de iniciativas individuais ao portador da bola, não havendo a preocupação de cortar linhas de passe de forma a sufocar o jogo do Porto. O Porto alterou a meio da 2ª parte o sistema táctico, mudando para um 1-4-2-3-1 e essa mudança acabou por entorpecer o jogo com Fernando e Defour a não terem um papel tão eficaz a dar linhas de passe aos portadores da bola na posição de médios defensivos. Apesar disso, o Porto conseguiu usufruir o facto de o Vitória estar menos coeso defensivamente o que compensou a menor fluidez do seu jogo e a continuidade do domínio do jogo. 

Jogadores-Chave
No Vitória de Setúbal, talvez o maior destaque vá para Meyong, já que foi o responsável pelo golo marcado pela sua equipa mas no geral, não houve destaques significativos.
No Porto, os extremos tiveram um papel importantíssimo na criação de espaços e mesmo não tendo influência directa em alguns lances, foram dos principais responsáveis por várias situações de perigo.

Substituições
36' - Entra Bruno Gallo para o lugar de Neca. Neca sai lesionado, Gallo fica a jogar a extremo esquerdo e Targino passa para o lado direito.
Int - Entra Rafael Lopes para o lugar de Djikiné. Rafael vai jogar a extremo direito, Targino do lado esquerdo, Gallo passa para médio interior e Hugo Leal joga a médio defensivo. O Vitória, apesar de manter o mesmo sistema, fica mais ofensivo.
58' - Entra Steven Defour para o lugar de Lucho González. Defour joga como interior esquerdo e Moutinho como interior direito. Provavelmente para poupar Lucho para o jogo da Liga dos Campeões.
66' - Entra Cristián Rodríguez para o lugar de Hulk. Cristián vai jogar para extremo esquerdo e Varela passa para o lado direito.
66' - Entra James Rodríguez para o lugar de João Moutinho. O Porto passa a jogar em 1-4-2-3-1 com Defour e Fernando a jogarem como médios defensivos e James como médio ofensivo. Em termos tácticos não houve melhorias o que leva a crer que foi mais uma substituição para poupar um jogador.
85' - Entra Bruno Severino para o lugar de Tiago Targino. Troca directa.

Golos
2' - João Moutinho no corredor lateral direito cruza para a entrada da pequena área onde Janko cabeceia facilmente para o golo.
25' - Fernando intercepta um passe, a bola sobra para Hulk que vê a desmarcação de Fernando em profundidade e desmarca-o com este a rematar já dentro da área para o golo.
74' - Livre directo à entrada da área marcado por Meyong com a bola a entrar junto à trave.
78' - Cristián Rodríguez, depois de uma combinação com Alex Sandro, ganha a linha de fundo e cruza atrasado para Varela que remata para o golo.

Vitória de Setúbal
76 - Ricardo
3 - Ricardo Silva
5 - Miguelito
6 - Amoreirinha
17 - Djikiné (9 - Rafael Lopes)
18 - Meyong
20 - Hugo Leal
37 - Bruno Amaro
68 - Ney Santos 
86 - Tiago Targino (28 - Bruno Severino)
99 - Neca (7 - Bruno Gallo)

Porto
1 - Helton
3 - Lucho González (35 - Steven Defour)
8 - João Moutinho (19- James Rodríguez)
12 - Hulk (10 - Cristián Rodríguez)
14 - Rolando
17 - Silvestre Varela
21 - Cristian Sapunaru
25 - Fernando
26 - Alex Sandro
29 - Marc Janko
30 - Nicolás Otamendi

Cartões Amarelos: Ney Santos (13'), Amoreirinha (20'), Cristian Sapunaru (68'), Nicolás Otamendi (73') e Bruno Amaro (81').

Assistência: Desconhecido (Estádio do Bonfim)

Clima: Céu limpo (14ºC)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Barclays Premier League - Chelsea x Aston Villa (19ª Jornada)

Classificação Jornada 18
4º Chelsea (34 pontos)
12º Aston Villa (20 pontos)

1ª Parte
O Chelsea teve um grande domínio na posse da bola durante toda a 1ª parte. Trocou muito a bola procurando espaços no corredor central. Mata caía muito no centro deixando o corredor para Cole aproveitar mas o Chelsea não tentou muitos cruzamentos. Houve muita dificuldade em chegar à área adversária devido à acção dos adversários e como tal, Meireles tentou muitas vezes o passe longo para os jogadores de ataque para conseguir progredir no terreno. Defensivamente não se mostrou muito assertivo na procura da bola, descendo até ao seu meio campo e procurando ganhar aí a bola.
O Aston Villa utilizou um sistema táctico mais rígido que o Chelsea, com as posições dos jogadores bem definida. Tiveram uma postura muito defensiva, com as linhas muito juntas e recuadas. Apostou claramente no contra-ataque onde os extremos procuravam bolas em profundidade com Ireland a ajudar nos desequilíbrios.

2ª Parte
Com o decorrer da 2ª parte ia-se notando na intenção do Aston Villa manter este resultado, continuando fechados no seu meio campo defensivo, deixando apenas o ponta de lança na frente para assegurar a via do contra-ataque. O Chelsea continuou a dominar o jogo mas também continuou a utilizar vários passes longos para os jogadores da frente. Com a alteração do sistema táctico (de 1-4-3-3 para 1-4-4-2 lonsango) as coisas mantiveram-se na mesma, o Chelsea com imenso espaço para jogar, a avançarem com muitos homens (eram frequentes as penetrações de David Luiz apesar de serem inconsequentes) e o Aston Villa a defenderem muito bem e a lançarem logo que possível o contra-ataque. O Chelsea tem de se queixar de si próprio depois de consentir os 2 últimos golos com erros infantis dos seus jogadores (o 2º golo do Villa foi mostra dum péssimo posicionamento de John Terry e David Luiz e o 3º foi uma infantilidade de Lampard a falhar um passe no corredor central, isolando Ireland). Apesar disso também é preciso notar que não conseguiu criar grandes oportunidades, as melhores surgiram de tentativas de longe de Torres e Bosingwa.

Jogadores-Chave
No Chelsea, Mata foi dos jogadores mais solicitados, dando a entender ser o principal elo de ligação na 3ª fase de construção.
No Aston Villa, Ireland fez um grande jogo mostrando ter uma capacidade técnica e visão de jogo acima da média. Ambos os centrais, Collins e Dunne, também estiveram muito fortes anulando por completo o jogo directo do Chelsea.

Substituições
56' - Entra Frank Lampard para o lugar de Oriol Romeu. Meireles passa para médio defensivo.
62' - Entra Fernando Torres para o lugar de Daniel Sturridge. O Chelsea passa a jogar em 1-4-4-2 losango com Torres e Drogba na frente e Mata a 10.
74' - Entra José Bosingwa para o lugar de Paulo Ferreira. Paulo Ferreira é mais defensivo que Bosingwa e com o novo sistema exigia-se um lateral ofensivo.
77' - Entra Darren Bent para o lugar de Charles N'Zogbia. Bent fica a jogar a ponta de lança e Agbonlahor vai para o lado esquerdo.
77' - Entra Gary Gardner para o lugar de Marc Albrighton. Troca directa.
83' - Entra Barry Bannan para o lugar de Stilian Petrov. Troca directa depois de Petrov ter pedido para sair.

Golos
22' - Penalti marcado por Drogba, rasteiro ao centro da baliza, descaído para o lado direito, com a bola a passar por baixo do corpo do guarda-redes.
27' - N'Zogbia arranca para dentro da área do lado esquerdo, ganha a linha de fundo e passa atrasado para Ireland que remata de primeira contra Terry que está em cima da linha de golo, na recarga faz o golo.
82' - Clark faz um passe para Petrov que aparece entre os centrais, este isola-se e frente ao guarda-redes remata rasteiro para o golo.
85' - Ireland intercepta um passe de Lampard e isola-se, fixa o guarda-redes e passa para o lado direito para Bent rematar para o golo.

Chelsea
1 - Petr Cech
3 - Ashley Cole
4 - David Luiz 
6 - Oriol Romeu (8 - Frank Lampard)
7 - Ramires
10 - Juan Mata
11 - Didier Drogba
16 - Raul Meireles
19 - Paulo Ferreira (17 - José Bosingwa)
23 - Daniel Sturridge (9 - Fernando Torres)
26 - John Terry

Aston Villa
22 - Brad Guzan
3 - Stephen Warnock
5 - Richard Dunne
6 - James Collins 
7 - Stephen Ireland
10 - Charles N'Zogbia (9 - Darren Bent)
11 - Gabriel Agbonlahor
12 - Marc Albrighton (38 - Gary Gardner)
19 - Stiliyan Petrov (25 - Barry Bannan)
21 - Ciaran Clark
24 - Carlos Cuéllar

Cartões Amarelos: John Terry (31') e Carlos Cuéllar (66').

Assistência: 41332 (Stamford Brigde)

Clima: Céu pouco nublado (13ºC)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Liga BBVA - Real Madrid x Barcelona (16ª Jornada)

Contexto
O Real Madrid está em 1º lugar a 3 pontos do 2º (que é o Barcelona) mas com 1 jogo a menos. Têm o melhor ataque e a segunda melhor defesa.
O Barcelona está em 2º lugar, tem o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Este é o último jogo antes da partida para o Japão onde irá jogar para o Campeonato do Mundo de Clubes.

1ª Parte
Real Madrid não pressionava na 1ª fase de construção, procurando sempre organizar-se defensivamente perto do seu próprio meio campo. No entanto eram muito assertivos na pressão ao portador da bola quando este entrava no seu meio campo defensivo, tentando sempre aglomerar vários jogadores perto da bola de forma a criar várias coberturas ao jogador que fazia a contenção para assim tentar anular a grande capacidade que os jogadores do Barcelona têm no 1x1. No processo ofensivo, o Real era uma equipa de processos simples tentando sempre rápidas transições ofensivas aproveitando o desposicionamento da defesa do Barcelona (resultante da grande mobilidade dos seus jogadores). Quando o contra-ataque não era possível, optavam por manter a bola numa zona de segurança procurando espaço para lançar ataques rápidos, normalmente através de lançamentos directos para os corredores laterais para assim aproveitar a subida dos laterais do Barcelona.
O Barcelona jogou sem surpresas, com o seu estilo de jogo habitual. Muita posse da bola com critério, ou seja, a posse não era um fim mas sim um meio para encontrar espaços livres na zona defensiva do Real para poderem ser explorados. Devido à grande concentração defensiva do Real Madrid, os jogadores do Barcelona viram-se obrigados a arriscar o drible para criar desequilíbrios e conseguiram com isso ganhar alguns livres perigosos. Os jogadores apresentaram uma mobilidade muito grande com várias trocas pontuais de posição onde as que mais se notavam era a descida de Fàbregas para apoiar o meio campo e participar na construção de jogo e o aparecimento de Iniesta no corredor esquerdo que ficava muitas vezes livre devido à ausência de Sanchéz nessa zona. O jogo foi bastante equilibrado (apesar da esperada supremacia do Barcelona na percentagem da posse da bola) onde os golos apareceram de um erro defensivo (golo do Real) e de um desequilíbrio de Messi (que driblou vários jogadores antes de assistir Sanchéz para o golo do Barcelona).

2ª Parte
Apesar das duas equipas terem entrado com o mesmo sistema e os mesmos jogadores, o Real Madrid entrou mais pressionante tentando ganhar a bola em zonas mais avançadas mas por conseguinte, abriu mais espaços para o Barcelona explorar e naturalmente aumentaram as situações de perigo para o Barcelona. Mourinho coloca Kaká e Khedira em campo mostrando assim a sua ambição colocando uma equipa mais ofensiva mas depois surgem os 2 golos que colocaram o Barcelona com uma clara vantagem, muito difícil de anular. A última substituição do Real teve também uma intenção mais ofensiva enquanto as substituições do Barelona serviram para refrescar jogadores no sector ofensivo, excepto a primeira que foi a única que mostrou uma intenção mais cautelosa e defensiva (entrada de Keita).

Jogadores-Chave
No Real Madrid, Casillas destacou-se pelas importantes defesas que fez no jogo.
No Barcelona, Messi e Sanchéz foram muito importantes criando vários desequilíbrios.

Substituições
57' - Entra Kaká para o lugar de Mesut Özil. Troca directa. Özil estava a ter uma prestação muito discreta.
61' - Entra Sami Khedira para o lugar de Lass Diarra. Troca directa. Khedira é um jogador com características mais ofensivas, Diarra teve muito pouca influência a nível ofensivo.
67' - Entra Gonzalo Higuaín para o lugar de Ángel Di María. Benzema passa para o lado esquerdo, Ronaldo para a direita e Higuaín fica como ponta de lança. Higuaín é um jogador mais posicional que Benzema o que fez com que o Real Madrid se tornasse mais ofensivo.
78' - Entra Seydou Keita para o lugar de Cesc Fàbregas. Iniesta vai para o lado esquerdo, Keita fica como médio centro e Sanchéz fica como ponta de lança.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sanchéz. Troca directa.
88' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Andrés Iniesta. Pedro vai para o lado direito, Villa para o lado esquerdo e Messi fica como ponta de lança.

Golos
0' - Valdés faz um mau passe que é interceptado por Di María que tenta de imediato isolar Benzema com este passe também a ser interceptado e na sobra, Özil remata, a bola bate num adversário e sobra para Benzema que remata com apenas Valdés à sua frente, fazendo o golo.
29' - Messi consegue passar por vários jogadores do Real no meio campo e depois lança Sanchéz em profundidade que já dentro da área consegue rematar cruzado para o golo.
52' - Depois de um corte da defesa do Real Madrid para o corredor central, Xavi remata de primeira com a bola a bater em Marcelo e a trair Casillas.
65' - Numa transição ofensiva, Daniel Alves recebe a bola no lado direito e cruza ao 2º poste onde aparece Fàbregas a cabecear para o golo.

Real Madrid
1 - Iker Casillas
3 - Pepe
4 - Sergio Ramos
7 - Cristiano Ronaldo
9 - Karim Benzema
10 - Mesut Özil (8 - Kaká)
12 - Marcelo
14 - Xabi Alonso
15 - Fábio Coentrão
22 - Ángel Di María (20 - Gonzalo Higuaín)
24 - Lass Diarra (6 - Sami Khedira)

Barcelona
1 - Víctor Valdés
2 - Daniel Alves
3 - Gerard Piqué
4 - Cesc Fàbregas (15 - Seydou Keita)
5 - Carles Puyol
6 - Xavi
8 - Andrés Iniesta (17 - Pedro Rodríguez)
9 - Alexis Sanchéz (7 - David Villa)
10 - Lionel Messi
16 - Sergio Busquets
22 - Éric Abidal

Cartões Amarelos: Xabi Alonso (25'), Alexis Sanchéz (26'), Lionel Messi (36'), Gerard Piqué (47'), Lass Diarra (60'), Pepe (61') e Sergio Ramos (69').

Assistência: Desconhecido (Santiago Bernabéu)

Clima: Chuva (2ºC)