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domingo, 10 de julho de 2016

Euro 2016 - Portugal 1 x 0 França (Final)

Marcha no Marcador
109' - 1x0 (Éder)


1ª Parte
Tal como se esperava, a França entrou em campo determinada em assumir o controlo do jogo, sendo que apesar disso, ao chegar perto do último terço ofensivo o seu jogo era sempre bastante objectivo em termos de rapidez com que pretendiam chegar à baliza. Os seus jogadores mostraram muita mobilidade com Griezmann a cobrir uma grande área do terreno para criar vantagem no meio onde estavam 2 médios franceses para 4 portugueses. Os alas procuravam muito o jogo interior com Evra e Sagna a subirem muito no terreno quando a bola circulava para o seu lado. Portugal não se preocupou em pressionar alto e esperou sempre no seu meio campo defensivo com os avançados a fecharem principalmente o corredor central, com Adrien a ter um papel importante para seguir o médio francês (Matuidi ou Pogba) que descia para vir buscar jogo. Após a saída de Ronaldo, Portugal passou a jogar em 4-3-3 o que fez com que a equipa conseguisse uma maior consistência defensiva no setor médio mas também desceu mais a equipa devido à menor capacidade de pressão no frente. Esta alteração acabou por permitir a Portugal abrir mais o jogo no processo ofensivo e conseguir dessa forma mais espaço para jogar no corredor central (algo que não acontecia em 4-4-2 losango). No geral, ficou clara a superioridade física, em termos de força, da equipa francesa em relação à portuguesa com as bolas divididas a serem ganhas predominantemente pelos franceses.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo pouco mudou desde a 1ª parte. Ambos os treinadores se preocuparam em substituir os jogadores mais desgastados, mantendo a sua equipa com algum potencial ofensivo à medida que o desgaste em ambas as equipas ia aumentando. Notou-se a espaços que a França, a partir de meio da 2ª parte começou a querer pressionar mais alto mas principalmente nas saídas de bola pelo guarda-redes, mantendo sempre várias cautelas defensivas quando não tinha a bola. A substituição que mais marcou Portugal acabou por ser a entrada de Éder que esteve muito bem no seu papel, servindo como jogador de referência no ataque e ganhando várias bolas aéreas e protegendo bolas rasteiras enquanto servia os seus extremos que criaram muito mais perigo nas suas posições de origem.

Prolongamento 
Nestas competições, nos prolongamentos as equipas tendem a ser mais cautelosas e a frescura física das equipas tende a ser muito determinante. A França talvez tenha demorado muito a fazer a 3ª substituição para dar mais frescura à sua equipa. Portugal continuava a ter algumas oportunidades de bolas paradas e acabou mesmo por ser Éder, com um remate de meia distância, a fazer a diferença ao marcar o único golo do jogo. A partir daí, Portugal aumentou a sua consistência defensiva mas manteve sempre aberta a via do contra-ataque o que talvez tenha aumentado a relutância de Didier Deschamps de colocar mais homens na frente de ataque, mesmo já em desvantagem.

Substituições
25' - Entra Ricardo Quaresma para o lugar de Cristiano Ronaldo. Com Ronaldo a sair lesionado, Portugal passa a jogar em 4-3-3 com Quaresma na direita, João Mário na esquerda e Nani na frente com Adrien a jogar a médio centro ao lado de Renato Sanches.
58' - Entra Kingsley Coman para o lugar de Dimitry Payet. Troca direta.
67' - Entra João Moutinho para o lugar de Adrien Silva. Moutinho joga a médio centro descaído para a direita com Renato Sanches a passar para o lado esquerdo do centro do meio campo.
78' - Entra André-Pierre Gignac para o lugar de Olivier Giroud. Troca direta.
79' - Entra Éder para o lugar de Renato Sanches. Nani passa para a direita, Quaresma para a esquerda e Éder fica a jogar como ponta de lança.
109' - Entra Anthony Martial para o lugar de Moussa Sissoko. Martial fica a jogar a extremo esquerdo com Coman a passar para o lado direito.



Cartões Amarelos: Cédric Soares (34'), João Mário (62'), Samuel Umtiti (80'), Raphael Guerreiro (95'), Blaise Matuidi (97'), William Carvalho (98') e Rui Patrício (120'+2).


domingo, 1 de julho de 2012

Euro 2012 - Espanha x Itália (Final)


1ª Parte
A Espanha jogou em ataque posicional, insistindo sempre o seu jogo ofensivo pelo corredor central com as alas a ficarem entregues aos defesas laterais. Ambos os extremos procuram os espaços interiores, com este movimento a ser mais visível em Silva que Iniesta. É através da condução de bola destes nos respectivos movimentos que são criados grandes partes dos desequilíbrios. Defensivamente mostraram uma pressão ao portador da bola muito assertiva no próprio meio campo mas quando era a linha defensiva adversária que tinha a bola, apenas Fàbregas (e por vezes também Xavi) pressionavam, sempre com o objectivo de o portador da bola não conseguir rodar o flanco ou jogar para o médio concretizando a segunda fase de construção e  jogo curto. Notou-se também uma grande precupação em os médios centro adversários não terem tempo nem espaço para decidir as suas acções, principalmente Pirlo que teve muito pouco espaço, mesmo vindo para zonas mais recuadas. O seu bloco defensivo alto ajudou a fechar os espaços aos médios adversários.
A Itália defendeu com o bloco alto, tentando sempre dificultar a primeira e segunda fase de construção do adversário. Começaram com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário e houve sempre preocupação em não dar espaço com bola aos jogadores com bola, ainda assim mostraram muitas dificuldades em lidar com as constantes movimentações dos médios adversários, principalmente a linha defensiva. O método de jogo ofensivo predominante era o contra-ataque, com jogo directo para um dos avançados, tendo sido Cassano o mais solicitado. As acções ofensivas, mesmo aquelas mais próximas de ataques posicionais, tinham um envolvimento reduzido dos jogadores do meio campo e dependiam quase sempre das acções individuais dos dois pontas de lança.

2ª Parte
Ao intervalo, a Itália trocou um dos pontas de lança, entrando Di Natale que é um jogador mais incisivo nas suas movimentações, jogando mais próximo da baliza e sendo um especialista nas acções de desmarcação. A perder por dois golos, a Itália tinha de ir atrás do prejuízo e de arriscar mais. Notou-se inclusive que uma das apostas para chegar ao golo eram os esquemas tácticos e viram-se várias vezes jogadores italianos a tentarem ganhar faltas no meio campo ofensivo. Esta era uma aposta natural, uma vez que era mais fácil chegar à baliza em lances de bola parada que em jogo corrido uma vez que a Espanha é uma equipa que bloqueia muito bem as acções ofensivas dos adversários no seu meio campo defensivo. A terceira substituição de Itália foi a entrada de Motta por Montolivo, um jogador com características mais defensivas que entrou para a posição dez. A Espanha geriu as substituições em função do que vinha fazendo ao longo do Europeu e também daquilo que era esperado o adversário. Motta lesionou-se aos 62' e a Itália fica a jogar com menos um jogador e sem terem capacidade de pressionar a Espanha em zonas avançadas, descem as suas linhas e apostam ainda mais no contra-ataque. Pedro já estava em campo, sendo um jogador que garante mais verticalidade de jogo que Silva e é uma boa solução para surpreender as linhas defensivas adversárias com bolas nas costas mas com a descida da equipa italiana no terreno, deixou de ter tanto espaço. Mais tarde entra Torres, outra solução mais ofensiva que conseguiu aproveitar o desespero de Itália para tentar algo do jogo e acabou com um golo e uma assistência para o golo de Mata (a última substituição).

Jogadores-Chave
Na Espanha houve várias boas exibições mas o destaque irá para Xavi que sempre que teve espaço fez estragos, acabou com duas assistências.
Na Itália, ninguém esteve particularmente bem, muito por culpa da boa organização estratégica da Espanha.

Golos
14' - Iniesta faz um passe de ruptura para Fàbregas do lado direito, com este a ganhar espaço a Chiellini em velocidade e ao chegar à linha de fundo cruza para o centro da área com Silva a atacar a bola e a cabecear ao segundo poste fazendo o golo.
41' - Jordi Alba passa para Xavi e arranca em velocidade, Xavi conduz a bola e faz um passe de ruptura para Alba que se isola nas costas da defesa e na frente de Buffon faz o golo com facilidade.
84' - Xavi recupera uma bola e lança logo Torres que se isola e coloca calmamente a bola rasteira ao segundo poste, fazendo o golo.
88' - Xabi Alonso lança Torres em profundidade, este fixa o guarda-redes do lado esquerdo e passa para o meio onde está Mata que remata para o golo.

Substituições
21' - Entra Federico Balzaretti para o lugar de Giorgio Chiellini. Troca directa com Chiellini a sair lesionado.
Int - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Antonio Cassano. Balotelli fica agora descaído para o lado esquerdo e Di Natale para o lado direito.
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
59' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Troca directa.
75' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
87' - Entra Juan Mata para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (25') e Andrea Barzagli (45').

Assistência: 63170 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Itália (Meia-Final)

1ª Parte
A Alemanha jogou em ataque posicional, com o habitual envolvimento ofensivo de um dos médios defensivos (normalmente Khedira). Apesar de Kroos ser supostamente o extremo direito, poucas vezes apareceu junto à linha lateral para receber a bola, pelo que procurava bastante as zonas mais interiores, tendo sido várias as vezes em que é Özil que vai dar solução ao corredor lateral. Isto fez com que Boateng subisse mais no terreno do que aquilo que é habitual, tendo feito alguns cruzamentos para a área em zonas mais adiantadas. Khedira também apareceu várias vezes no lado direito do ataque. Defensivamente, viu-se alguma preocupação em retirar tempo e espaço a Pirlo (principal organizador de jogo de Itália). O facto de Kroos defender também muito dentro, fez com que Chiellini subisse bastante no terreno, mesmo sendo um jogador claramente mais defensivo que ofensivo, tendo inclusive estado na construção do primeiro golo do jogo. 
A Itália atacou predominantemente pelo corredor central, jogando um futebol apoiado mas não abdicando de alguns lançamentos longos directamente para os jogadores mais adiantados, com Cassano e Balotelli a darem soluções fora das suas posições, quer nos corredores, quer em zonas mais recuadas para servir de apoio à entrada dos médios em zona mais adiantada. O lateral esquerdo é central de raiz e o lateral direito é lateral esquerdo de raiz (apesar de também fazerem de forma competente as posições em que jogaram hoje) pelo que a equipa não aproveitou muito a largura dada pelos laterais da forma como poderia ter feito com jogadores mais habituados a essas missões tácticas. Chiellini subiu no corredor para servir como apoio, não dando garantias à sua equipa na condução da bola, e Balzarett, melhor ofensivamente, acabava por não criar perigo no cruzamento pois tinha de puxar sempre a bola para o seu pé esquerdo, perdendo tempo de acção. Sem bola, jogaram com os sectores defensivo e médio muito coesos, no entanto os avançados pouco defendiam, guardando-se para as transições ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Alemanha retira Gómez e Podolski, dois jogadores com muito pouca influência no jogo, para colocar Klose e Reus. Não mudou muito o sistema de jogo, melhorando apenas a eficiência do jogo ofensivo no corredor lateral direito mas o esquerdo manteve-se inconsequente, com grande parte das acções ofensivas a serem levadas a cabo pelo lateral Lahm. As substituições da parte de Itália não foram surpresa, com os dois avançados substituídos (algo habitual ao longo do torneio) e Motta a entrar por Motolivo, garantido mais poder defensivo no meio campo. Aos 71' a Alemanha tira um defesa para acrescentar um avançado e começa a jogar de uma forma menos organizada, até porque seria a primeira derrota em mais de 15 jogos oficiais e era natural que não estivessem devidamente preparados para jogar daquela forma. A tendência do jogo não se alterou significativamente e a Alemanha só conseguiu reduzir, já nos descontos, graças a um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, Khedira esteve muito bem no seu envolvimento ofensivo, aparecendo sempre em zonas desprotegidas pelo adversário.
Na Itália, o destaque vai para Balotelli que foi muito inteligente a aparecer nos espaços e decidiu o jogo com dois golos marcados.

Golos
20' - Chiellini do lado esquerdo passa para Cassano que está no limite da área, este livra-se de dois adversários e cruza para a pequena área onde aparece Balotelli a cabecear para o golo.
36' - Num contra-ataque, Montolivo faz um passe longo para as costas da defesa para a desmarcação de Balotelli que na frente de Neuer remata forte para o golo. 
92' - Özil marca o penalti para o lado direito com Buffon a não chegar à bola. 

Substituições
Int - Entra Miroslav Klose para o lugar de Mario Gómez. Troca directa.
Int - Entra Marco Reus para o lugar de Lukas Podolski. Reus fica a jogar a extremo direito e Kroos passa para o lado esquerdo.
58' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
63' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
70' - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Mario Balotelli. Troca directa com Di Natale a jogar descaído para a esquerda e Diamanti para a direita. 
71' - Entra Thomas Müller para o lugar de Jérôme Boateng. Passam a jogar em 1-3-5-2 com Müller a jogar a extremo direito e Reus a jogar mais na zona central, juntamente com Klose.

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
10 – Lukas Podolski (21 – Marco Reus)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
18 – Toni Kroos
20 – Jérôme Boateng (13 – Thomas Müller)
23 – Mario Gómez (11 – Miroslav Klose)
Treinador: Joachim Löw

Itália
1 – Gianluigi Buffon
3 – Giorgio Chiellini
6 – Federico Balzaretti
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli (11 – Antonio Di Natale)
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi
18 – Riccardo Montolivo (5 – Thiago Motta)
19 – Leonardo Bonucci
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Cartões Amarelos: Mario Balotelli (37'), Leonardo Bonucci (60'), Daniele De Rossi (84'),  Thiago Motta (88') e Mats Hummels (93').

Assistência: 55540 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (19ºC)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012 - Portugal x Espanha (Meia-Final)

1ª Parte
Portugal teve uma grande preocupação em tentar limitar a 1ª fase de construção do adversário, dado que estes são muito fortes na condução de bola desde a sua área através de jogo apoiado. Assim, obrigavam-nos a bater a bola para o meio campo onde estavam mais jogadores portugueses para poderem disputar a bola. Quando não conseguiam, desciam para trás da linha da bola, onde mostravam uma excelente capacidade de basculação defensiva, sempre com a preocupação de cortar linhas de passe interior. Moutinho foi o médio centro que mais subia na pressão (jogaram praticamente em 1-4-2-3-1), sempre para o seu lado direito (Hugo Almeida ficava com o lado esquerdo) o que fez com que o Nani não precisasse de subir na pressão, guardando melhor o flanco mais perigoso do adversário, juntamente com João Pereira. Com bola, a aposta era no contra-ataque e no ataque rápido. Eram recorrentes as bolas directas para os jogadores mais adiantados, usando muitas vezes Hugo Almeida como jogador-alvo, bem como as bolas batidas para o lateral do lado contrário que subia sempre para aproveitar o espaço dado pela zona pressionante da Espanha.
Tal como Portugal, a Espanha tentava sempre impedir as primeiras fases de construção de Portugal. Mostraram quase sempre uma pressão muito alta e assertiva tornando muito difícil o adversário conseguir sair em ataque posicional. Ao contrário do que se passou em outros jogos, onde Iniesta era o jogador que fazia mais o movimento interior e Alba era o lateral mais ofensivo, desta vez foi Silva que saía recorrentemente do seu corredor, jogando a toda a largura do campo, o que fez com que Arbeloa fosse o lateral que mais subia no corredor. Isto pode ter sido consequência da acção defensiva de Portugal, cujos jogadores do corredor lateral direito raramente se desposicionaram, ou uma aposta estratégica, de forma a tentar limitar as subidas de Coentrão e até mesmo Ronaldo. É preciso notar que, devido à grande ocupação espacial a nível defensivo adversário da zona à frente da defesa, Xavi teve muito poucas oportunidades de jogar a bola em zonas mais avançadas, o que fez com que ele tivesse de descer ao nível do duplo pivot defensivo para vir buscar jogo.

2ª Parte
A primeira alteração ocorreu da parte da Espanha, com a entrada de Fàbregas para o ataque, jogador que era previsto no onze inicial. Negredo tinha tido pouca influência no jogo e acabou por facilitar a acção defensiva de Portugal, dando-se à marcação a um dos centrais, obrigando Silva a ser o homem a aparecer entre-linhas. 6' depois entra Navas para o lado direito. É uma substituição habitual que confere instantaneamente outro tipo de jogo à Espanha, tendo um homem junto à linha sempre pronto para aparecer nas costas da defesa (Navas) e um jogador entre-linhas a distribuir e a conferir mais segurança na manutenção da posse da bola (Fàbregas). Apesar da maior facilidade em jogar à frente da defesa portuguesa, ambas as equipas continuaram algo distantes do golo, com os guarda-redes a intervirem mais com os pés (passe e recepção) que com as mãos. A cerca de 10' do fim, Nelson Oliveira entra por Hugo Almeida e já perto do fim, a Espanha passa a jogar com dois extremos puros após a entrada de Pedro, com os laterais a terem ainda mais preocupações e com Nani a descer cada vez mais no terreno.

Prolongamento
Apenas na 2ª parte do prolongamento é que Portugal esgotou as duas subtituições, alterando o sistema táctico para 1-4-2-3-1. O duplo pivot defensivo ajudou a estancar a zona entre-linhas que estava a ser muito bem explorada por Fàbregas mas esta alteração não teve grandes efeitos práticos porque com as constantes subidas de Moutinho no terreno em fase defensiva, em acções de pressão, Portugal acabou por jogar durante grande parte da partida com dois pivots defensivos, embora não tão declarados como após a entrada de Custódio.

Penaltis
1 - Xabi Alonso remata para o lado direito com Rui Patrício a defender a bola.
1 - João Moutinho remata para a esquerda com Iker Casillas a defender a bola.
2 - Andrés Iniesta remata para a direita com Rui Patrício a cair para o lado contrário.
2 - Pepe remata para o lado esquerdo com Iker Casillas a não chegar à bola. 
3 - Gerard Piqué remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 
3 - Nani remata ao ângulo esquerdo com Iker Casillas a cair para o lado contrário.
4 - Sergio Ramos remata picado para o meio com Rui Patrício a cair para a direita.
4 - Bruno Alves remata à trave com Iker Casillas a cair para o lado direito. 
5 - Cesc Fàbregas remata para o lado esquerdo com Rui Patrício a não chegar à bola. 

Jogadores-Chave
Na equipa de Portugal, houve vários jogadores em grande destaque mas João Moutinho teve um papel fundamental na acção defensiva.
Na Espanha, Fàbregas e Navas vieram dar outra dinâmica ao jogo, travando um pouco a iniciativa ofensiva portuguesa.

Golos
(Não houve).

Substituições
54' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Álvaro Negredo. Troca directa.
60' - Entra Jesús Navas para o lugar de David Silva. Troca directa.
81' - Entra Nelson Oliveira para o lugar de Hugo Almeida. Troca directa.
87' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de Xavi. Pedro fica a jogar a extremo esquerdo e Iniesta passa para a posição dez.  
Int P. - Entra Custódio para o lugar de Miguel Veloso. Troca directa.
113' - Entra Silvestre Varela para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Custódio e Moutinho a médios defensivos, Nani na posição dez e Varela a extremo direito. 

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso (6 – Custódio)
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
9 – Hugo Almeida (11 – Nélson Oliveira)
16 – Raul Meireles (18 – Silvestre Varela)
17 – Nani
21 – João Pereira
Treinador: Paulo Bento

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta
8 – Xavi (7 – Pedro Rodríguez)
11 – Álvaro Negredo (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva (22 – Jesús Navas)
Treinador: Vicente Del Bosque

Árbitro: Cüneyt Cakir (Turquia)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (40'), Fábio Coentrão (45'), Sergio Busquets (60'), Pepe (61'), João Pereira (64'), Álvaro Arbeloa (83'), Bruno Alves (86'), Miguel Veloso (90'+3) e Xabi Alonso (113').

Assistência: 48000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (22ºC)

domingo, 24 de junho de 2012

Euro 2012 - Inglaterra x Itália (Quartos-de-Final)

1ª Parte
Tal como em jogos anteriores, a Inglaterra deu preferência a uma estrutura sólida em fase defensiva, com as duas linhas de quatro jogadores a descerem rapidamente para o meio campo defensivo, apesar de nos momentos de transição defensiva, em zonas mais avançadas, mostraram por vezes uma postura mais assertiva mas foram pouco eficientes nestes momentos. Com bola, tiveram muitas dificuldades em entrar pelo corredor central, dado o posicionamento dos jogadores adversários. Optavam regularmente por levar as bolas para os corredores laterais, tentando aí os cruzamentos para a área, até porque eram as zonas do campo menos povoadas pelo adversário.
Pelo segundo jogo consecutivo, a Itália utiliza o 1-4-4-2 em losango, assegurando uma forte presença defensiva no corredor central, com Rossi a ser o interior que mais descia, juntando-se muitas vezes a Pirlo nas acções defensivas. Com bola, viram-se os jogadores mais recuados a tentarem vários bolas directas para os dois pontas de lança, apesar de não terem tido muito sucesso a fazê-lo. Devido ao maior povoamento da zona central do campo, aliando-se à pouca assertividade do adversário em fase defensiva, a Itália teve alguma facilidade na manutenção da posse da bola. A mobilidade de Montolivo e foi muito importante neste aspecto, saindo muitas vezes da sua posição para dar linhas de passe. O jogo lateral era assegurado quase sempre pelos dois laterais que subiam frequentemente pelos corredores laterais e pelos pontas de lança, em zonas mais avançadas, que apareciam muitas vezes nos corredores laterais para receber a bola. Os jogadores mais importantes na construção de jogadas ofensivas eram Pirlo e De Rossi que eram sempre os alvos da segunda fase de construção.

2ª Parte
Nada mudou ao intervalo e a Itália ia mantendo o domínio do jogo. A Inglaterra continuava a ignorar a acção ofensiva de Pirlo que gozou sempre de muito espaço para decidir, quando era por ele que passavam todas as jogadas de ataque. A pouca assertividade defensiva da Inglaterra fez com que a Itália raramente se sentisse em apuros. Apesar de nenhuma das equipas ter alterado o seu sistema táctico ao longo do jogo, ambas fizeram substituições ofensivas. A Inglaterra colocou Carroll e Walcott, dando mais objectividade ofensiva no corredor lateral direito e ganhando uma opção viável para jogar como jogador alvo no ataque. A Itália fez uma troca directa no ataque com a entrada de Diamanti e colocou Nocerino por De Rossi, para jogar na mesma posição sendo Nocerino um jogador que gosta de chegar a zonas mais ofensivas com mais frequência que De Rossi. Já perto do fim, entra Maggio por Abate, um lateral mais ofensivo que está habituado a jogar em sistemas tácticos com 3 centrais. A Inglaterra criou um par de boas oportunidades mas a Itália esteve sempre mais perto de chegar à vantagem.

Prolongamento 
A Itália com Nocerino em campo, passa a jogar numa espécie de 1-4-4-2 clássico com Montolivo a descer muitas vezes para o lado de Pirlo e Nocerino a jogar bem aberto na esquerda. Arriscavam cada vez menos, sendo que em processo defensivo desciam bastante as suas linhas assegurando uma estrutura sólida no seu meio campo defensivo. Ainda assim estiveram durante a maior parte do tempo com a bola em sua posse e foram claramente a equipa que mais procurou o golo, com a Inglaterra a mostrar-se contente em chegar ao fim do prolongamento em igualdade.

Penaltis
1 - Balotelli remata para o lado esquerdo com Joe Hart a não chegar à bola.
1 - Gerrard remata para o lado esquerdo com Buffon a não chegar à bola.
2 - Montolivo remata para o lado esquerdo com a bola a passar ao lado do poste.
2 - Rooney remata para o lado esquerdo com Buffon a cair para o lado contrário.
3 - Pirlo remata picado para o meio com Joe Hart a cair para o lado esquerdo.
3 - Young remata à trave com Buffon a cair para o lado direito.
4 - Nocerino remata para o lado esquerdo com Joe Hart a cair para o lado contrário.
4 - Ashley Cole remata para o lado direito com Buffon a defender a bola.
5 - Diamanti remata para o meio com Joe Hart a cair para o lado direito.

Jogadores-Chave
Na Inglaterra, não houve grandes destaques, com os centrais a fazerem uma exibição muito segura.
Na Itália, Pirlo foi o jogador mais influente nas acções ofensivas com todo o jogo a passar por ele.

Golos
(Não houve).

Substituições
60' - Entra Andy Carroll para o lugar de Danny Welbeck. Troca directa.
61' - Entra Theo Walcott para o lugar de James Milner. Troca directa.
78' - Entra Alessandro Diamanti para o lugar de Antonio Cassano. Troca directa. 
80' - Entra Antonio Nocerino para o lugar de Daniele De Rossi. Troca directa.
90'+1 - Entra Christian Maggio para o lugar de Ignazio Abate. Troca directa.
94' - Entra Jordan Henderson para o lugar de Scott Parker. Henderson passa a jogar do lado direito do centro do meio campo e Gerrard passa para o lado esquerdo.

Inglaterra
1 – Joe Hart
2 – Glen Johnson
3 – Ashley Cole
4 – Steven Gerrard
6 – John Terry
10 – Wayne Rooney
11 – Ashley Young
15 – Joleon Lescott
16 – James Milner (7 – Theo Walcott)
17 – Scott Parker (8 – Jordan Henderson)
22 – Danny Welbeck (9 – Andy Carroll)
Treinador: Roy Hodgson

Itália
1 – Gianluigi Buffon
6 – Federico Balzaretti
7 – Ignazio Abate (2 – Christian Maggio)
8 – Claudio Marchisio
9 – Mario Balotelli
10 – Antonio Cassano (22 – Alessandro Diamanti)
15 – Andrea Barzagli
16 – Daniele De Rossi (23 – Antonio Nocerino)
18 – Riccardo Montolivo
21 – Andrea Pirlo
Treinador: Cesare Prandelli

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Andrea Barzagli (82') e Christian Maggio (94').

Assistência: 64340 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (24ºC)

sábado, 23 de junho de 2012

Euro 2012 - Espanha x França (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A Espanha, jogando em ataque posicional, gozou de um domínio de jogo durante toda a primeira parte, com os jogadores a mostrarem grande mobilidade, principalmente os médios centro e os extremos, a mudarem constantemente de posição de forma a dar sempre a melhor solução de passe ao colega e para abrir novos espaços para serem aproveitados por outros jogadores. Durante a manutenção da posse da bola, aproveitaram muitas vezes a capacidade de passe longo de Xabi Alonso para virar o centro do jogo para o corredor lateral contrário onde aparecia sempre o lateral Arbeloa ou Alba (dependendo do lado) sozinho sem nenhum jogador adversário num raio de 10 metros. Sem bola, foram sempre muito assertivos, com um ou dois jogadores na pressão ao portador da bola e com a preocupação de cortar as linhas de passe para precipitar um mau passe.
A França está habituada a jogar em ataque posicional, com o envolvimento de vários jogadores na troca de bola mas a acção defensiva dos adversários não possibilitaram que esse estilo de jogo fosse praticado e as suas acções ofensivas resumiram-se a ataques rápidos e contra-ataques. À parte de todos os problemas de balneário que possam ter acontecido, a verdade é que a França entrou em jogo com um onze mais defensivo que o habitual, talvez já prevendo que seria muito complicado jogar de igual para igual. Ainda assim, notou-se que em posse da bola, mostravam um posicionamento de uma equipa que joga em ataque posicional, com os centrais bem abertos no campo e os laterais a subirem ligeiramente. Sem bola, viram-se obrigados a defender no seu próprio meio campo, com Cabaye e Malouda a terem muitas dificuldades em pressionar os médios adversários.

2ª Parte 
Com a incapacidade da França criar perigo, Laurent Blanc colocou Ménez e Nasri em campo, com o primeiro a entrar por Debuchy, um lateral que jogou a extremo e Nasri entrou por Malouda, dando mais criatividade e pendor ofensivo ao meio campo Francês. A França ganhou uma maior capacidade para manter a bola e ganhou algum controlo do jogo, chegando mais vezes ao último terço ainda que criando poucas situações de perigo. A Espanha colocou Pedro na esquerda, dando mais verticalidade a esse corredor lateral e minutos mais tarde colocou Fernando Torres na frente de ataque, renunciando assim a um jogo de posse em detrimento de mais objectividade no ataque. A França foi subindo no jogo e aos 79' colocam mais um atacante em jogo, começando a procurar mais o jogo directo para o último terço, não trazendo grandes vantagens. O segundo golo nasceu de uma bola colocada em profundidade para Pedro, que ganha um penalti.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Xabi Alonso foi o homem do jogo com os dois golos marcados e uma grande influência na circulação da bola.
Na França, Benzema foi o jogador mais influente no ataque, criando praticamente sozinho algumas situações de perigo.

Golos
19' - Iniesta desmarca Alba no corredor lateral esquerdo que ganha a linha de fundo e cruza ao segundo poste onde Xabi Alonso aparece no espaço vazio a cabecear para o golo.
91' - Xabi Alonso marca o penalti para o lado esquerdo com Lloris a cair para o lado contrário.

Substituições
64' - Entra Jérémy Menez para o lugar de Mathieu Debuchy. Troca directa.
65' - Entra Samir Nasri para o lugar de Florent Malouda. Passam a jogar em 1-4-2-3-1 com Nasri na posição dez e Cabaye a médio defensivo com M'Vila.
65' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Pedro passa para extremo esquerdo e Iniesta para extremo direito.
67' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
79' - Entra Olivier Giroud para o lugar de Yann M'Vila. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Giroud a jogar a ponta de lança ao lado de Benzema.
84' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.

Espanha
1 - Iker Casillas
3 - Gerard Piqué
6 - Andrés Iniesta (20 - Santi Cazorla)
8 -  Xavi
10 - Cesc Fàbregas (9 - Fernando Torres)
14 - Xabi Alonso
15 - Sergio Ramos
16 - Sergio Busquets
17 - Álvaro Arbeloa
18 - Jordi Alba
21 - David Silva (7 - Pedro Rodríguez)

França
1 - Hugo Lloris
2 - Mathieu Debuchy (14 - Jérémy Menez)
4 - Adil Rami
6 - Yohan Cabaye
7 - Franck Ribéry
10 - Karim Benzema
13 - Anthony Réveillère
15 - Florent Malouda (11 - Samir Nasri)
17 - Yann M'Vila (9 - Olivier Giroud)
21 - Laurent Koscielny
22 - Gaël Clichy

Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)

Cartões Amarelos: Sergio Ramos (31'), Yohan Cabaye (42') e Jérémy Menez (76').

Assistência: 47000 (Donbass Arena - Ucrânia)

Clima: Céu pouco nublado (26ºC)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Euro 2012 - Alemanha x Grécia (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A Alemanha era claramente favorita neste jogo e jogou de acordo com esse estatuto. Ofensivamente jogou como fez nos outros jogos, em ataque posicional, com vários desdobramentos ofensivos dos seus médios defensivos, sendo que apenas um ficava atrás para garantir equilíbrios. Foi no meio campo que mostraram mais mobilidade com os médios defensivos e Özil em constantes movimentações para tentar desposicionar os defensores adversários, para através de combinações ganhar espaços em zonas mais adiantadas. Eles sabiam que iam ter a posse da bola durante a maior parte do jogo e como tal não desperdiçaram muita energia na fase defensiva, evitando pressionar em zonas muito elevadas, preferindo esperar que a bola fosse para o corredor lateral e aí cortar as linhas de passe ao portador da bola.
A Grécia entrou em campo como era esperando, com uma mentalidade muito defensiva, descendo as suas linhas para o seu meio campo defensivo e tentando ao máximo fechar os espaços de jogo do adversário. A maior preocupação do meio campo era impedir que os adversários recebessem a bola no corredor central, com os três médios (todos de características defensivas) a tentarem antecipar as movimentações do meio campo adversário de forma a tentar impedir que os jogadores recebessem a bola em zonas adiantadas e tirando-lhes tempo de acção, não os permitindo jogar para os últimos homens. O objectivo era claramente aguentar o máximo de tempo sem sofrer golos, aproveitando todas as oportunidades de contra-ataque com Samaras e Salpingidis a serem os jogadores mais solicitados nessas situações ofensivas.

2ª Parte
Ao intervalo, a Grécia faz duas alterações que acabaram por ser importantes no golo da igualdade, entrando Fotakis (Maniatis passou para lateral) que passou a ser o único médio com características ofensivas e Gekas que permitiu Salpingidis jogar no corredor lateral onde tem mais espaço para explorar a sua velocidade. Foi através de um passe de Fotakis que Salpingidis se lançou no ataque para criar o golo do empate. Depois deste golo, a Grécia desceu ainda mais as linhas e chegou a estar a defender quase dentro da área, tendo sido num destes lances que nasceu o segundo golo da Alemanha. O terceiro golo surge 7' depois o que obriga Fernando Santos a lançar mais um avançado, abrindo ainda mais um meio campo que por si só já tinha apenas um médio com características defensivas (foi Makos que saiu para a entrada de Liberopoulos). A partir daí a Alemanha conseguiu controlar o jogo com mais serenidade, mostrando-se mais confiante na manutenção da posse da bola e acabando por marcar o quarto golo. A Alemanha ainda substituiu dois jogadores do ataque (estreou-se na prova o jovem promissor Götze e entrou Gómez) mas foi a Grécia que ainda reduziu através de um penalti.

Jogadores-Chave
Na Alemanha, houve vários jogadores que merecem destaque, no entanto Özil foi dos mais importantes na manobra ofensiva da equipa. 
Na Grécia, Salpingidis e Samaras foram os jogadores mais influentes no ataque.

Golos
39' - Lahm recebe a bola no lado esquerdo, perto da área, conduz para dentro e remata cruzado para o golo. 
55' - Fotakis lança Salpingidis em profundidade, no corredor direito, que corre desde o meio campo e já perto da área cruza largo e rasteiro para o segundo poste onde aparece Samaras a encostar para o golo.
61' - Özil, na entrada da área, abre para Boateng na direita que cruza para a área onde aparece Khedira a rematar de primeira para o golo.
68' - Livre lateral do lado esquerdo (perto do canto) marcado por Özil para a entrada da pequena área onde Klose salta mais alto e cabeceia para a baliza com o guarda-redes a sair em falso.
74' - Özil lança Klose em profundidade com este, isolado, a rematar para a defesa de Sifakis e Reus na recarga remata de primeira para um golo de belo efeito.
89' - Salpingidis marca o penalti para o lado direito com Neuer a cair para o lado contrário.

Substituições
Int - Entra Fanis Gekas para o lugar de Sotiris Ninis. Gekas fica a jogar a ponta de lança e Salpingidis passa para extremo direito.
Int - Entra Georgios Fotakis para o lugar de Georgios Tzavellas. Fotakis fica como médio mais ofensivo, Maniatis passa para lateral direito e Torosidis vai para lateral esquerdo. 
67' - Entra Thomas Müller para o lugar de André Schürrle. Müller fica a jogar a extremo direito e Reus passa para extremo esquerdo.  
72' - Entra Nikos Liberopoulos para o lugar de Grigoris Makos. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Liberopoulos a ser o ponta de lança mais recuado, Katsouranis e Fotakis jogam sozinhos no eixo do meio campo. 
80' - Entra Mario Gómez para o lugar de Miroslav Klose. Troca directa. 
80' - Entra Mario Götze para o lugar de Marco Reus. Troca directa. 

Alemanha
1 – Manuel Neuer
5 – Mats Hummels
6 – Sami Khedira
7 – Bastian Schweinsteiger
8 – Mesut Özil
9 – André Schürrle (13 – Thomas Müller)
11 – Miroslav Klose (23 – Mario Gómez)
14 – Holger Badstuber
16 – Philipp Lahm
20 – Jérôme Boateng
21 – Marco Reus (19 – Mario Götze)
Treinador: Joachim Löw

Grécia
13 – Michalis Sifakis
2 – Giannis Maniatis
3 – Georgios Tzavellas (16 – Georgios Fotakis)
5 – Kyriakos Papadopoulos
6 – Grigoris Makos (9 – Nikos Liberopoulos)
7 – Georgios Samaras
14 – Dimitris Salpingidis
15 – Vassilis Torosidis
18 – Sotiris Ninis (17 – Fanis Gekas)
19 – Sokratis Papastathopoulos
21 – Kostas Katsouranis
Treinador: Fernando Santos

Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia)

Cartões Amarelos: Georgios Samaras (16') e Sokratis Papastathopoulos (75').

Assistência: 38751 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Céu nublado (17ºC)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Euro 2012 - República Checa x Portugal (Quartos-de-Final)

1ª Parte
A República Checa defende de uma forma organizada a nível posicional mas é pouco assertiva na pressão ao adversário com bola, esperando normalmente pelo erro o que faz com que todos desçam quase sempre até ao seu meio campo defensivo quando não têm a bola. Com bola, tentaram várias vezes organizar o seu ataque através do ataque posicional mas mostraram muitas dificuldades a manter a bola em sua posse durante o tempo suficiente para criar perigo, ao falharem muitos passes. O seu ponto forte é claramente o corredor lateral direito onde o lateral Gebre Selassie e o extremo Jiracek se complementam muito bem com o primeiro a ser muito ofensivo e o último muito inteligente nas suas movimentações interiores e trabalhador em acção defensiva.
Portugal entrou em jogo mais pressionante e com o bloco mais subido que o habitual, não deixando o adversário trocar a bola livremente no próprio meio campo. Fábio Coentrão mostrou-se sempre muito atento defensivamente no seu corredor, contrariando a maior ameaça dos adversários. Pouco depois do início do jogo, Ronaldo chegou a estar algum tempo no corredor direito, trocando com Nani e parecia uma forma de dar mais segurança defensiva ao lado esquerdo mas minutos mais tarde a troca foi desfeita. Ofensivamente, jogaram claramente em ataque posicional, muito por culpa da acção do adversário que era muito rápido a descer os seus elementos nas transições defensivas. Ainda assim tentavam o contra-ataque sempre que o mesmo parecia viável. As maiores situações de perigo ocorreram quando havia um movimento de um jogador do corredor lateral para o central, com os defesas adversários a terem muitas dificuldades em lidar com mais que um jogador nessa zona.

2ª Parte
Não houve alterações ao intervalo e o jogo manteve-se com a mesma tendência, no entanto a República Checa ia-se resignando às acções defensivas mostrando que estavam à vontade para levar o jogo a prolongamento sendo que a primeira alteração feita foi a entrada de Rezek com o objectivo de mudar o jogador na posição dez, Darida, que não tinha tido quase nenhuma influência até então. As primeiras alterações tácticas ocorreram por parte de Portugal e só após o golo, com a habitual substituição quando se encontram em vantagem perto do fim do jogo, entrando Custódio para inverter o triângulo do meio campo dando assim mais consistência ofensiva. Teoricamente, o meio campo ofensivo da República Checa ficava assim em inferioridade numérica em 1x2 com Jiracek a ter dois jogadores adversários na sua área de acção. Bílek responde de imediato com a colocação de mais um ponta de lança, substituição precedida da entrada de mais um central para Portugal. A partir daí o jogo resumiu-se à República Checa a tentar bombear bolas para a área e Portugal a tentar manter a bola no meio campo ofensivo.

Jogadores-Chave
Na República Checa o destaque vai para Petr Cech que fez algumas boas defesas em boas situações de finalização do adversário. 
Na equipa de Portugal, Ronaldo foi o jogador mais perigoso no ataque, marcando um e estando muito perto de fazer mais golos.

Golos
79' - Moutinho recebe orientado para a linha de fundo um passe da direita de Nani e cruza para a entrada da pequena área onde Ronaldo aparece nas costas de Hugo Almeida a cabecear para o golo.

Substituições
40' - Entra Hugo Almeida para o lugar de Hélder Postiga. Troca directa com Postiga a sair lesionado.
61' - Entra Jan Rezek para o lugar de Vladimír Darida. Rezek fica a jogar a extremo esquerdo, Pilar passa para o lado direito e Jiracek fica na posição dez.
84' - Entra Custódio para o lugar de Nani. Passam a jogar em 1-4-2-3-1. Moutinho passa para o lado direito, Meireles fica na posição dez e Custódio fica a jogar ao lado de Miguel Veloso. 
86' - Entra Tomás Pekhart para o lugar de Tomás Hübschman. Passam a jogar em 1-4-4-2 com Pekhart a jogar ao lado de Baros no ataque, Jiracek e Plasil como médios centro.
88' - Entra Rolando para o lugar de Raul Meireles. Passam a jogar em 1-5-3-2 com Rolando a ser o terceiro central, a jogar descaído para a direita, Ronaldo e Hugo Almeida no ataque e Moutinho a fechar no meio com Custódio e Veloso. 

República Checa
1 – Petr Cech
2 – Theodor Gebre Selassie
3 – Michal Kadlec
6 – Tomás Sivok
8 – David Limberský
13 – Jaroslav Plasil
14 – Václav Pilar
15 – Milan Baros
17 – Tomás Hübschman (20 – Tomás Pekhart)
19 – Petr Jirácek
22 – Vladimír Darida (9 – Jan Rezek)
Treinador: Michal Bílek

Portugal
12 – Rui Patrício
2 – Bruno Alves
3 – Pepe
4 – Miguel Veloso
5 – Fábio Coentrão
7 – Cristiano Ronaldo
8 – João Moutinho
16 – Raul Meireles (14 – Rolando)
17 – Nani (6 – Custódio)
21 – João Pereira
23 – Hélder Postiga (9 – Hugo Almeida)
Treinador: Paulo Bento

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Cartões Amarelos: Nani (26'), Miguel Veloso (27') e David Limberský (89').

Assistência: 55590 (Narodowy - Polónia)

Clima: Pouco nublado (23ºC)