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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Campeonato do Mundo - Alemanha 4 x 0 Portugal (Grupo G)


Marcha no Marcador
12' - 1x0 (Thomas Müller)
32' - 2x0 (Mats Hummels)
45'+1 - 3x0 (Thomas Müller)
78' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
As duas equipas jogaram em ataque posicional e com o bloco alto mas sem pressionarem muito alto, talvez com consciência da dificuldade de jogar de tal forma com o calor e humidade característicos deste mundial. A Alemanha trocou muito bem a bola, com a preocupação de rodar o centro do jogo com grande frequência para abrir espaços na equipa adversária. Portugal pareceu sempre condicionado no último terço em procurar Ronaldo, mostrando uma dependência que acabou por prejudicar em alguns momentos. Num jogo que se esperava complicado para Portugal, que era claramente o outsider, sofrer um golo aos 12' (de penalti) acabou por ser um obstáculo demasiado grande, com um efeito negativo nas aspirações da equipa, acentuado aos 32' depois de sofrer um golo de canto (sendo as bolas paradas defensivas uma lacuna já bem conhecida da equipa portuguesa). Por esta altura já se adivinhava uma tarefa muito complicada virar o jogo, com uma Alemanha muito confiante e calma e um Portugal com a perfeita noção da dificuldade que era alterar o resultado. O momento que acabou por condenar o jogo a uma derrota de Portugal foi a expulsão de Pepe, que deitou por terra qualquer aspirações que ainda houvessem, tendo um efeito de balde de água fria para a motivação dos portugueses. No decorrer da espiral descendente do rendimento da equipa portuguesa, Müller consegue aproveitar um cruzamento da esquerda para matar o jogo ainda antes do intervalo.

2ª Parte
Após a expulsão de Pepe, tinha sido Meireles a ocupar a posição de central e Paulo Bento colocou ao intervalo Ricardo Costa no eixo defensivo num jogo em que não valia a pena arriscar o que quer que fosse. A Alemanha soube sempre aproveitar a vantagem numérica e geriu o esforço durante o resto do jogo com Joachim Löw a poder alterar as suas peças em função do próximo jogo e com Paulo Bento a pouco poder fazer, tendo tido ainda a contrariedade da lesão de Coentrão que se juntou a Hugo Almeida como possíveis lesionados para o próximo jogo. Com uma segunda parte sem grande história, fica o registo de mais um golo de Müller aos 78' e um resultado que acabou por não chocar ninguém que tivesse visto o jogo desde o início.

Substituições
28' - Entra Éder para o lugar de Hugo Almeida. Troca direta com Hugo Almeida a sair lesionado.
Int - Entra Ricardo Costa para o lugar de Miguel Veloso. Ricardo Costa fica a central com Bruno Alves.
63' - Entra André Schürrle para o lugar de Mesut Özil. Troca direta.
65' - Entra André Almeida para o lugar de Fábio Coentrão. Troca direta com Coentrão a sair lesionado.
73' - Entra Shkodran Mustafi para o lugar de Mats Hummels. Troca direta com Hummels a sair lesionado.
82' - Entra Lukas Podolski para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.


Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)

Cartão Amarelo: João Pereira (Amarelo)

Cartão Vermelho: Pepe (37').

Assistência: 51.081 (Arena Fonte Nova)

Clima: Céu limpo (29')

terça-feira, 23 de abril de 2013

Champions League - Bayern Munique 4 x 0 Barcelona (Meia Final - 1ª Mão)


Marcha no Marcador
25' - 1x0 (Thomas Müller)
49' - 2x0 (Mario Gómez)
73' - 3x0 (Arjen Robber)
82' - 4x0 (Thomas Müller)

1ª Parte
Logo no pontapé de saída deu para ver um aspeto que pode ter sido uma boa estratégia por parte do Bayern Munique. Com o céu limpo, o centro do terreno estava encharcado, zona do campo muito utilizada pelo Barcelona na construção de jogo, com a equipa da casa a apostar habitualmente mais pelos corredores laterais. Jupp Heynckes tentou assim controlar o jogo do Barcelona logo à partida durante o início do jogo (uma vez que a drenagem do campo resolveu o assunto ainda antes do intervalo). O Barcelona foi igual a si próprio, jogando em ataque posicional, trocando muito a bola pelo meio campo mas mostrando muitas dificuldades em chegar ao último terço, por culpa da excelente ação defensiva do Bayern. Enquanto os médios Müller, Schweinsteiger, e Javi Martínez mostravam uma grande preocupação em pressionar os médios do Barcelona quando estes recebiam a bola (raramente pressionavam os centrais sabendo que estes não iriam criar grandes desequilíbrios), também Mario Gómez foi muito importante defensivamente, fechando muitas vezes o espaço de Busquets, limitando muito a fluidez do jogo do Barcelona e obrigando os adversários a correr mais para criar linhas de passe. Por várias vezes vimos todo o meio campo do Bayern concentrado num dos lados do campo (deixando apenas o extremo contrário a fazer equilíbrio do outro lado) onde o Barcelona tinha a bola, sabendo de antemão que os jogadores adversários jogam sempre muito próximos no processo ofensivo A falta de eficiência na construção de jogo do Barcelona notou-se quando Messi começou a descer até ao meio campo para receber a bola, sinal habitual sua frustração quando não é solicitado em zonas mais ofensivas. O Bayern chegou à vantagem num dos seus pontos fortes já esperados relativamente ao Barcelona, as bolas paradas (canto).

2ª Parte
Sem alterações ao intervalo, o Bayern consegue marcar cedo, uma vez mais através de canto. O jogo mantinha-se da mesma forma, o Barcelona com mais posse de bola mas sempre inconsequente, com Neuer a ter um jogo descansado enquanto os seus colegas mantinham o Barcelona longe da sua baliza. Jupp Heynckes é o primeiro treinador a mexer, fazendo uma reestruturação do meio campo habitual em situações de vantagem, com Luiz Gustavo a entrar para o lado de Martínez e Schweinsteiger a subir para a posição dez. Minutos depois desta troca, o Bayern faz o terceiro golo num contra-ataque e decide desde logo o jogo a favor da sua equipa. A partir daí, Jupp Heynckes foi gerindo a sua equipa (dá tempo de jogo a Pizarro e Shaqiri) e Tito Vilanova coloca em campo aquela que parecia ser a única alternativa viável que tinha no banco, David Villa, sem que este trouxesse efeitos práticos. Este foi um jogo estranhamente tranquilo para o Bayern Munique, onde ao controlar o meio campo do Barcelona, conseguiu também anular Messi que sem conseguir ser solicitado pelos colegas, passou ao lado do jogo.

Substituições
71' - Entra Luiz Gustavo para o lugar de Mario Gómez. Luiz Gustavo fica a médio centro, Schweinsteiger passa para a posição dez e Müller sobe para ponta de lança.
83' - Entra Claudio Pizarro para o lugar de Thomas Müller. Troca direta.
83' - Entra David Villa para o lugar de Alexis Sánchez. Messi passa para o lado direito e Villa fica a jogar a ponta de lança.
89' - Entra Xherdan Shaqiri para o lugar de Frank Ribéry. Troca direta.


Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Cartões Amarelos: Mario Gómez (37'), Marc Bartra (39'), Javi Martínez (46'), Alexis Sánchez (86'), Bastian Schweinsteiger (87'), Jordi Alba (89') e Andrés Iniesta (92').

Assistência: 68000 (Allianz Arena)

Clima: Céu limpo (16ºC)

domingo, 1 de julho de 2012

Euro 2012 - Espanha x Itália (Final)


1ª Parte
A Espanha jogou em ataque posicional, insistindo sempre o seu jogo ofensivo pelo corredor central com as alas a ficarem entregues aos defesas laterais. Ambos os extremos procuram os espaços interiores, com este movimento a ser mais visível em Silva que Iniesta. É através da condução de bola destes nos respectivos movimentos que são criados grandes partes dos desequilíbrios. Defensivamente mostraram uma pressão ao portador da bola muito assertiva no próprio meio campo mas quando era a linha defensiva adversária que tinha a bola, apenas Fàbregas (e por vezes também Xavi) pressionavam, sempre com o objectivo de o portador da bola não conseguir rodar o flanco ou jogar para o médio concretizando a segunda fase de construção e  jogo curto. Notou-se também uma grande precupação em os médios centro adversários não terem tempo nem espaço para decidir as suas acções, principalmente Pirlo que teve muito pouco espaço, mesmo vindo para zonas mais recuadas. O seu bloco defensivo alto ajudou a fechar os espaços aos médios adversários.
A Itália defendeu com o bloco alto, tentando sempre dificultar a primeira e segunda fase de construção do adversário. Começaram com uma pressão muito forte ao portador da bola adversário e houve sempre preocupação em não dar espaço com bola aos jogadores com bola, ainda assim mostraram muitas dificuldades em lidar com as constantes movimentações dos médios adversários, principalmente a linha defensiva. O método de jogo ofensivo predominante era o contra-ataque, com jogo directo para um dos avançados, tendo sido Cassano o mais solicitado. As acções ofensivas, mesmo aquelas mais próximas de ataques posicionais, tinham um envolvimento reduzido dos jogadores do meio campo e dependiam quase sempre das acções individuais dos dois pontas de lança.

2ª Parte
Ao intervalo, a Itália trocou um dos pontas de lança, entrando Di Natale que é um jogador mais incisivo nas suas movimentações, jogando mais próximo da baliza e sendo um especialista nas acções de desmarcação. A perder por dois golos, a Itália tinha de ir atrás do prejuízo e de arriscar mais. Notou-se inclusive que uma das apostas para chegar ao golo eram os esquemas tácticos e viram-se várias vezes jogadores italianos a tentarem ganhar faltas no meio campo ofensivo. Esta era uma aposta natural, uma vez que era mais fácil chegar à baliza em lances de bola parada que em jogo corrido uma vez que a Espanha é uma equipa que bloqueia muito bem as acções ofensivas dos adversários no seu meio campo defensivo. A terceira substituição de Itália foi a entrada de Motta por Montolivo, um jogador com características mais defensivas que entrou para a posição dez. A Espanha geriu as substituições em função do que vinha fazendo ao longo do Europeu e também daquilo que era esperado o adversário. Motta lesionou-se aos 62' e a Itália fica a jogar com menos um jogador e sem terem capacidade de pressionar a Espanha em zonas avançadas, descem as suas linhas e apostam ainda mais no contra-ataque. Pedro já estava em campo, sendo um jogador que garante mais verticalidade de jogo que Silva e é uma boa solução para surpreender as linhas defensivas adversárias com bolas nas costas mas com a descida da equipa italiana no terreno, deixou de ter tanto espaço. Mais tarde entra Torres, outra solução mais ofensiva que conseguiu aproveitar o desespero de Itália para tentar algo do jogo e acabou com um golo e uma assistência para o golo de Mata (a última substituição).

Jogadores-Chave
Na Espanha houve várias boas exibições mas o destaque irá para Xavi que sempre que teve espaço fez estragos, acabou com duas assistências.
Na Itália, ninguém esteve particularmente bem, muito por culpa da boa organização estratégica da Espanha.

Golos
14' - Iniesta faz um passe de ruptura para Fàbregas do lado direito, com este a ganhar espaço a Chiellini em velocidade e ao chegar à linha de fundo cruza para o centro da área com Silva a atacar a bola e a cabecear ao segundo poste fazendo o golo.
41' - Jordi Alba passa para Xavi e arranca em velocidade, Xavi conduz a bola e faz um passe de ruptura para Alba que se isola nas costas da defesa e na frente de Buffon faz o golo com facilidade.
84' - Xavi recupera uma bola e lança logo Torres que se isola e coloca calmamente a bola rasteira ao segundo poste, fazendo o golo.
88' - Xabi Alonso lança Torres em profundidade, este fixa o guarda-redes do lado esquerdo e passa para o meio onde está Mata que remata para o golo.

Substituições
21' - Entra Federico Balzaretti para o lugar de Giorgio Chiellini. Troca directa com Chiellini a sair lesionado.
Int - Entra Antonio Di Natale para o lugar de Antonio Cassano. Balotelli fica agora descaído para o lado esquerdo e Di Natale para o lado direito.
57' - Entra Thiago Motta para o lugar de Riccardo Montolivo. Troca directa.
59' - Entra Pedro Rodríguez para o lugar de David Silva. Troca directa.
75' - Entra Fernando Torres para o lugar de Cesc Fàbregas. Troca directa.
87' - Entra Juan Mata para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.


Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Gerard Piqué (25') e Andrea Barzagli (45').

Assistência: 63170 (Olimpiyskyi National Sports Complex - Ucrânia)

Clima: Céu limpo (26ºC)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Euro 2012 (Grupo C) - Espanha x República da Irlanda (2ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
1º Croácia (4 pontos) 2 jogos
2º Itália (2 pontos) 1 jogo
3º Espanha (1 ponto) 1 jogo
4º República da Irlanda (0 pontos) 1 jogo 

1ª Parte
A Espanha jogou como é costume, em ataque posicional, trocando a bola com o objectivo de abrir espaços na defesa adversária, alternando o jogo pelos três corredores. Conseguiam sempre uma boa ocupação do espaço no ataque com a largura a ser assegurada pelos laterais que subiam bem pelos corredores laterais aproveitando os movimentos interiores dos dois extremos que tanto com bola como sem bola tinham a tendência de vir para o corredor central. Nas transições defensivas, tentavam sempre condicionar a acção do portador da bola com vista à rápida recuperação da bola ou ao impedimento da criação de uma eventual jogada de contra-ataque, de forma a esperar por mais elementos para efectuar uma pressão mais eficiente.
A República da Irlanda mostrou duas formas distintas de defender, em função da situação de jogo. Em organização defensiva, desciam as duas linhas de quatro jogadores para perto da sua área e tentaram assegurar uma maior coesão espacial para limitar o espaço de jogo dos adversários. Aqui, Cox era o avançado responsável por cobrir o espaço de acção de Busquets. Em situações de bola parada (principalmente nos pontapés de baliza e lançamentos de linha lateral) subiam bastante a sua equipa, obrigando a Espanha a bater a bola directamente para o ataque e a disputar a posse pelo ar, onde no ataque, apenas Torres tem essa capacidade. Com bola, os jogadores mostravam pouca mobilidade, procurando apenas acções simples. As suas opções passavam principalmente pela exploração de contra-ataques ou ataques rápidos (com jogo directo para os seus avançados) e pelos esquemas tácticos no meio campo ofensivo.

2ª Parte
Apenas a República da Irlanda fez alterações ao intervalo, fazendo uma troca directa no ataque. Os sistemas tácticos foram os mesmos e a tendência do jogo também. Houve apenas alguns pontos de destaque neste segundo tempo, sendo que um deles é o posicionamento defensivo dos jogadores da Espanha nos livres laterais. Os esquemas tácticos eram um dos pontos fortes da Irlanda e para tentar contrariar esse perigo, a Espanha defendia alguns metros à frente da linha da grande área, sendo que este posicionamento é perigoso pois não há uma referência para o posicionamento (seria a linha da grande área) e poderão haver falhas ao nível do fora de jogo, no entanto faz com que os jogadores adversários ataquem a bola muito longe da baliza relativizando o perigo dessas situações de finalização. De todas as substituições, uma que implicou uma alteração a nível dinâmico do jogo foi a de Javi Martínez que, dada a sua capacidade de jogar como central, deu alguma liberdade para os centrais saírem com bola para criar desequilíbrios (principalmente Sergio Ramos), colocando o sistema táctico da Espanha mais perto do 1-4-2-3-1 que do 1-4-3-3.

Jogadores-Chave
Na Espanha, Torres pelos dois golos marcados, Silva pelas três assistências e Xavi pela excelente capacidade de passe, fazendo a ligação do meio campo ao ataque.
Na República da Irlanda, apesar dos quatro golos sofridos, Shay Given foi dos melhores jogadores.

Golos
4' - Dunne demora para tirar a bola da área e Torres aparece por trás para roubar a bola, ainda passa por Ward e remata forte para o golo.
49' - David Silva recebe a bola dentro da área após uma defesa incompleta de Shay Given, faz duas simulações desequilibrando dois defesas e remata por entre as pernas de um terceiro colocando a bola rasteira ao 2º poste.
70' - Iniesta rouba uma bola no meio campo, esta sobra para Silva que isola Fernando Torres e este na frente de Given remata para o golo.
83' - Canto marcado do lado direito por Silva, rasteiro ao primeiro poste, onde aparece Fàbregas que tira um jogador do caminho e remata forte, já perto da baliza, para o golo.

Substituições
Int - Entra Jon Walters para o lugar de Simon Cox. Troca directa.
65' - Entra Javi Martínez para o lugar de Xabi Alonso. Troca directa.
74' - Entra Cesc Fàbregas para o lugar de Fernando Torres. Troca directa.
77' - Entra James McClean para o lugar de Damien Duff. McClean vai para o lado esquerdo e McGeady passa para o lado direito.
80' - Entra Santi Cazorla para o lugar de Andrés Iniesta. Troca directa.
80' - Entra Paul Green para o lugar de Glenn Whelan. Green fica como médio centro do lado direito e Andrews como médio centro do lado esquerdo.

Espanha
1 – Iker Casillas
3 – Gerard Piqué
6 – Andrés Iniesta (20 – Santi Cazorla)
8 – Xavi
9 – Fernando Torres (10 – Cesc Fàbregas)
14 – Xabi Alonso (4 – Javi Martínez)
15 – Sergio Ramos
16 – Sergio Busquets
17 – Álvaro Arbeloa
18 – Jordi Alba
21 – David Silva
Treinador: Vicente Del Bosque

República da Irlanda
1 – Shay Given
2 – Sean St. Ledger
3 – Stephen Ward
4 – John O’Shea
5 – Richard Dunne
6 – Glenn Whelan (21 – Paul Green)
7 – Aiden McGeady
8 – Keith Andrews
10 – Robbie Keane
11 – Damien Duff (22 – James McClean)
20 – Simon Cox (14 – Jon Walters)
Treinador: Giovanni Trapattoni

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Cartões Amarelos: Robbie Keane (36'), Glenn Whelan (45'+1), Xabi Alonso (54'), Javi Martínez (76') e Sean St. Ledger (84').

Assistência: 39150 (PGE Arena Gdansk - Polónia)

Clima: Chuva (11ºC)

domingo, 13 de maio de 2012

Taça de Portugal (Feminino) - 1º Dezembro x Clube Albergaria (Final)

1ª Parte
O 1º Dezembro mostrou-se uma equipa mais forte a todos os níveis fazendo uma boa alternância entre o passe curto e longo, conseguindo com alguma eficácia criar espaços na defesa adversária. Ofensivamente, as maiores oportunidades apareceram por parte da Andreia Silva no lado direito, normalmente com bolas colocadas nas costas da lateral esquerda adversária. A velocidade de Andreia foi bastante aproveitada pela sua equipa e quase todas as bolas recuperadas no meio campo tinham com referência a extremo do 1º Dezembro. Filipa Galvão, a jogar no meio campo, teve um papel muito importante ao nível do passe longo, mostrando muita criatividade na exploração das movimentações das suas colegas.
O Albergaria não conseguiu criar muitas oportunidades de finalização no ataque mas notou-se que Jéssica e Tatiana (trocaram de corredor a meio da 1ª parte) eram as jogadoras mais perigosas e as principais referências nas manobras ofensivas da sua equipa. Defensivamente tiveram muitas dificuldades em lidar com a velocidade de Andreia Silva, nunca conseguindo ajustar a profundidade da linha defensiva para impedir que as bolas fossem colocadas nas suas costas. Junto à sua baliza, as jogadores tinham a tendência de marcar individualmente as suas adversárias o que fez com que as centro campistas adversárias tivessem bastante espaço para receber bolas atrasadas visto que o meio campo do Albergaria demorava algum tempo a descer no terreno em situações de contra-ataque adversário.

2ª Parte
Ambas as equipas entraram em campo da mesma forma como saíram. O Albergaria entrou em campo com outra atitude, subindo ligeiramente as laterais para conseguirem mais apoio no seu meio campo. Apesar disso, a profundidade da linha defensiva continuou a ser um problema no 3º golo do 1º Dezembro e a partir desse momento, já o jogo estava decidido com o Albergaria a mostrar pouco mais que uma possibilidade de conseguir reduzir o marcador. Apesar das alterações que houve no jogo, nenhuma das equipas mudou o seu sistema táctico e não houve grandes mudanças na forma de jogar. Mérito para a capacidade de circulação de bola do 1º Dezembro que foi superior em todos os aspectos.

Jogadoras-Chave
No 1º Dezembro, Andreia Silva foi a jogadora mais perigosa, utilizando a sua velocidade para criar várias situações de perigo. Filipa Galvão também foi fundamental, na distribuição de jogo mas principalmente nas bolas paradas.
No Clube Albergaria, tanto Jéssica como Tatiana foi muito perigosas com bola mostrando bons pormenores técnicos. Devemos também referir a Beatriz Alves que com apenas 14 anos, aproveitou a displicência da defesa adversária na sua marcação para conseguir criar algumas situações de perigo.

Golos
3' - Livre marcado por Filipa Galvão a meio do meio campo, descaído para o lado esquerdo, ao 2º poste com Paula Cristina a cabecear para o golo.
10' - Andreia Silva corre pelo lado direito com bola, corta para dentro e já dentro da área joga atrasado para Lara Matos que sozinha remata à vontade para o golo.
52' - Sílvia Brunheira ganha uma bola dividida no meio campo e depois de controlar a bola, faz um passe a rasgar a defesa adversária isolando a Patrícia Gouveia que faz facilmente o golo.
65' - Filipa Galvão marca um livre a meio do meio campo, descaído para o lado direito, directamente à baliza, a guarda-redes Ana Silva defende para a frente e na recarga, Filipa Patão remata para o golo.

Substituições
59' - Entra Beatriz Alves para o lugar de Ana Tavares. Beatriz vai jogar para extremo direito com Tatiana a passar para o meio campo.
61' - Entra Solange Carvalhas para o lugar de Sara Ribeiro. Troca directa.
62' - Entra Beta Caleja para o lugar de Lara Matos. Beta vai jogar para extremo esquerdo, a Patrícia Gouveia vem para interior direita e Filipa Galvão passa para ponta de lança.
74' - Entra Beatriz Fernandes para o lugar de Filipa Galvão. Troca directa.

1º Dezembro
24 - Patrícia Morais
2 - Sara Ribeiro (5 - Solange Carvalhas)
7 - Lara Matos (20 - Beta Caleja)
10 - Paula Cristina
13 - Mariana Cabral
14 - Patrícia Gouveia
15 - Filipa Galvão (19 - Beatriz Fernandes)
16 - Sílvia Brunheira
17 - Ana Sousa
18 - Andreia Silva
21 - Filipa Patão

Clube Albergaria
1 - Ana Silva
2 - Jéssica Silva
3 - Ana Carina Rodrigues
7 - Juliana Guedes
8 - Matilde Marques
9 - Mary Bento
10 - Sandra Coutinho
14 - Raquel Reis
17 - Tatiana Pinto
18 - Sara Granja
20 - Ana Tavares (13 - Beatriz Alves)

Cartões Amarelos: Mariana Cabral (36'), Sara Granja (77') e Beta Caleja (92')

Assistência: Desconhecido (Estádio Nacional)

Clima: Céu limpo (25ºC)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Liga Zon Sagres - Braga x Vitória de Guimarães (20ª Jornada)

Classificação Antes do Jogo
3º Braga (43 pontos)
6º Vitória de Guimarães (29 pontos)

1ª Parte
O Braga apostou no ataque posicional, procurando sempre o domínio do jogo através de uma posse de bola que procurava invariavelmente o espaço nos corredores laterais. Os defesas laterais jogaram abertos e subidos no terreno de forma a que os extremos adversários recuassem e os centrais tivessem tempo e espaço para serem uma opção segura ao portador da bola. Mostraram-se muito fortes nas transições defensivas com os jogadores com uma grande predisposição para pressionar o portador da bola adversário de forma a impedir um contra-ataque.
O Vitória de Guimarães defendeu com os sectores defensivo e médio muito próximos criando várias dificuldades ao Braga quando estes tentavam chegar ao último terço ofensivo. Barrientos ajudava Edgar a pressionar a linha defensiva do Braga quando já defendiam no seu próprio meio campo mas era uma pressão sem grande assertividade. Nas transições ofensivas, Edgar era o alvo preferencial dos jogadores do Guimarães apesar de estar muitas vezes sem apoio directo dos colegas.
Apesar do domínio do Braga, ambos os golos surgiram de lances de bola parada.

2ª Parte
Com o resultado em 2-0 e com um jogador a menos, o Vitória de Guimarães tinha já poucas esperanças de virar o resultado. Ficaram reféns de lances individuais e rasgos de criatividade dos seus jogadores, onde Urreta tentava várias vezes o drible sem qualquer apoio e Edgar recebia várias bolas com a responsabilidade de encontrar espaço no meio dos jogadores do Braga sem ter qualquer jogador na cobertura. Ao longo da 2ª parte os jogadores do Braga foram fazendo desdobramentos ofensivos com mais frequência com o Guimarães a ter muitos dificuldades em atacar, devido à grande eficácia do Braga nos primeiros momentos das transições defensivas. Depois do penalti convertido pelo Lima, o jogo ficou decidido com ambas as equipas já à espera do apito final. Já perto do fim, Ukra com uma boa jogada individual faz o resultado final.

Jogadores-Chave
No Braga, Hugo Viana é um jogador muito importante nas transições com uma excelente capacidade de passe. O Lima é sempre a referência do ataque nas transições ofensivas, muito inteligente nas decisões quer com bola como sem bola.
No Vitória de Guimarães, Edgar mostrou-se a principal solução ofensiva sendo o alvo de quase todos os lances de ataque.

Substituição
38' - Entra N'Diaye para o lugar de Paulo Sérgio. Para equilibrar a linha defensiva devido à expulsão de Freire. N'Diaye joga a central, Barrientos vai para o lado esquerdo do meio campo. Jogam agora em 1-4-4-1.
Int - Entra Urreta para o lugar de Jean Barrientos. Troca directa, entrando um extremo de raiz para o lugar de Barrientos que estava adaptado a extremo esquerdo desde a expulsão de Freire.
66' - Entra Mossoró para o lugar de Paulo César. Mossoró passa a jogar a 10 e Rúben Amorim vai para o lado direito.
72' - Entra Nuno Assis para o lugar de João Alves. Entra um médio com características mais ofensivas para tentar tirar partido de um eventual desequilíbrio criado por lances individuais.
82' - Entra Ukra para o lugar de Leandro Salino. Rúben Amorim passa para lateral direito e Ukra joga a extremo direito.
88' - Entra Nuno Gomes para o lugar de Hélder Barbosa. Mossoró vai para a esquerda e Nuno Gomes fica a jogar no apoio a Lima.

Golos
3' - Livre a meio do meio campo, do lado direito do ataque do Braga, marcado por Hugo Viana para o centro da área com Elderson a desviar para a baliza, aproveitando uma saída em falso de Nilson.
18' - Canto do lado direito marcado por Hugo Viana para a entrada da pequena área com Nilson a sair em falso e Custódio a cabecear para a baliza.
76' - Lima marca o penalti forte para o lado direito com Nilson a advinhar o lado mas a não chegar à bola.
87' - Ukra, numa jogada individual pelo corredor lateral direito, dribla um adversário dentro da área e remata cruzado para o golo.

Braga
1 - Quim
4 - Nuno André Coelho
9 - Paulo César (8 - Mossoró)
10 - Hélder Barbosa (21 - Nuno Gomes)
18 - Lima
20 - Elderson
25 - Leandro Salino (7 - Ukra)
27 - Custódio
44 - Douglão 
45 - Hugo Viana
90 - Rúben Amorim

Vitória de Guimarães
1 - Nilson
2 - Leandro Freire
3 - Rodrigo Defendi
6 - Bruno Teles
8 - Marcelo Toscano
14 - Jean Barrientos (17 - Urreta)
18 - Leonel Olímpio
23 - Paulo Sérgio (44 - N'Diaye)
29 - Edgar Silva
79 - Alex
80 - João Alves (10 - Nuno Assis)

Cartões Amarelos: Rúben Amorim (39'), Douglão (64') e N'Diaye (75').

Cartões Vermelhos: Leandro Freire (30')

Assistência: Desconhecido (Estádio Axa)

Clima: Céu nublado (11ºC)

sábado, 2 de julho de 2011

FIFA Women's World Cup 2011 (Grupo B) - Japão x México (2ª Jornada)

Contexto
Este jogo pertence à 2ª jornada do Grupo B do Mundial. O Japão tem 3 pontos depois de vencer a Nova Zelândia por 2-1, o México tem apenas 1 depois do empate com a Inglaterra (1-1).

1ª Parte
O Japão utilizou o ataque posicional com muita eficácia, com as jogadoras a ocuparem os espaços de forma fantástica, dando muita dinâmica ao jogo pois havia sempre linhas de passe seguras à portadora da bola. Apesar da hipotética inferioridade numérica no meio campo, devido ao seu sistema, as jogadoras fecharam os espaços muito bem em fase defensiva, não permitindo o México explorar os passes entre-linhas.
O México também utilizou o ataque posicional mas as jogadoras tinham uma maior tendência para conduzir a bola em vez de a fazer progredir através do passe. Isto fez com que a equipa adversária tivesse tempo de se reorganizar nas transições defensivas. Optaram por atacar muitas vezes pelos corredores laterais, não aproveitando o maior número de jogadoras no corredor central, o que facilitou bastante o processo defensivo do Japão.

2ª Parte
O Japão manteve a mesma postura com que saiu na 1ª parte. O México, com a entrada de Mercado, fez Garza recuar ligeiramente jogando com duas médias mais recuadas e Perez numa posição mais avançada no meio campo. Todas as alterações estratégicas que decorreram após as substituições não surtiram grandes efeitos práticos num jogo em que o Japão foi sempre superior ao México.

Jogadoras-Chave
No Japão, Sawa tem de ser referenciada pelos 3 golos que marcou e também pela inteligência do seu jogo no meio campo. Miyama foi também muito importante, principalmente pela sua capacidade de passe tanto com bola corrida como nas bolas paradas, não tendo problemas em usar ambos os pés e quase sempre com a mesma eficácia.
No México não houve uma jogadora que se destacasse, sendo que a eficácia do seu jogo acabou por ser muito reduzida, muito por culpa das suas adversárias.

Substituições
Int - Entra Liliana Mercado para o lugar de Nayeli Rangel. Mercado é uma jogadora com tendências mais ofensivas, assumindo muitas vezes a penetração pelo corredor central.
61' - Entra Kenti Robles para o lugar de  Maribel Dominguez. Robles passa para extremo direito, com Mayor a passar para a posição 10, Perez a ir para o lado esquerdo e Ocampo a ocupar a frente de ataque.
67' - Entra Nahomi Kawasumi para o lugar de Shinobu Ohno. Kawasumi fica a jogar a médio centro.
67' - Entra Mana Iwabuchi para o lugar de Kozue Ando. Iwabuchi vai jogar para médio ala esquerda com Miyama a mudar de flanco para o lugar deixado pela Ohno. O Japão passa a jogar em 1-4-1-4-1, um sistema mais defensivo apostando na segurança do resultado.
78' - Entra Teresa Noyola para o lugar de Veronica Perez. O México passa a jogar basicamente com 3 defesas, aumentando o número de jogadoras no meio campo.
82' - Entra Rumi Utsugi para o lugar de Homare Sawa. Troca directa, provavelmente para homenagiar Sawa pelo grande jogo que fez.

Golos
12' - Miyama marca um livre, no corredor lateral esquerdo, ao 2º poste onde aparece Sawa a cabecear para o golo.
14' - Iwashimizu recupera a bola no meio campo e joga longo e cruzado para o lado esquerdo, à entrada da área onde Nagasato recebe a bola, dribla para o meio e passa curto para Ohno que finta duas adversárias de uma vez e remata forte para o golo já dentro da área.
38' - Miyama marca um canto, no lado esquerdo, ao 1º poste onde aparece Sawa a desviar para o golo.
79' - Kinga conduz a bola pelo corredor lateral direito, corta para dentro, faz 2 combinações directas com duas colegas antes de ganhar a linha de fundo e cruzar atrasado para Sawa que remata cruzado não dando quaisquer hipóteses a Santiago.

Japão
21 - Ayumi Kaihori
2 - Yukari Kinga
3 - Azusa Iwashimizu
4 - Saki Kumagai
15 - Aya Sameshima
11 - Shinobu Ohno (9 - Nahomi Kawasumi)
6 - Mizuho Sakaguchi
10 - Homare Sawa (13 - Rumi Utsugi)
8 - Aya Miyama
7 - Kozue Ando (20 - Mana Iwabuchi)
17 - Yuki Nagasato

México
20 - Cecilia Santiago
5 - Natalie Vinti
6 - Natalie García
4 - Alina Garciamendez
15 - Luz Saucedo
11 - Nayeli Rangel (13 - Liliana Mercado)
10 - Dinora Garza
18 - Veronica Perez (17 - Teresa Noyola)
21 - Stephany Mayor
19 - Monica Ocampo
9 - Maribel Dominguez (2 - Kenti Robles)

Assistência: 22291

Clima: Céu limpo (18ºC)

terça-feira, 8 de março de 2011

Champions League - Barcelona x Arsenal (Oitavos de Final - 2ª Mão)

Relativamente ao Barcelona, a sua forma de jogar manteve-se inalterável em relação aos jogos anteriores. É uma equipa com uma identidade muito marcada e sempre fiel aos seus princípios de jogo. Sempre a jogar pela segurança com Xavi, Iniesta e Mascherano em constantes movimentações para procurar os espaços vazios para receberem a bola e, sempre que possível, a lançarem bolas em profundidade para as costas da defesa, grande parte delas a irem para o corredor lateral direito onde Daniel Alves apareceu muitas vezes sozinho devido ao arrastamento de Clichy para o corredor central por parte de Pedro.

O Arsenal, devido à vantagem à partida na eliminatória (venceu em casa 2-1), fez um jogo mais defensivo que o habitual, com os extremos Nasri e Rosický a fecharem muitas vezes os respectivos corredores laterais de modo a compensarem as subidas dos laterais do Barcelona. No meio fechavam sempre Wilshere, Diaby e Fàbregas sendo que van Persie ficava encarregue de pressionar os defesas adversários. Foi assim que o Arsenal jogou durante grande parte da 1º parte (depois de nos primeiros minutos esboçar uma linha defensiva mais alta).

Durante toda a 1ª parte, o domínio do jogo foi, como esperado, para o Barcelona com o Arsenal a cumprir muito bem a sua função defensiva, anulando grande parte das jogadas ofensivas do Barcelona. Ainda assim, a equipa da casa conseguiu algumas vezes aparecer na zona de finalização, com Almunia (substituiu Szczesny aos 19' que se lesionou num dedo) a fazer um conjunto de defesas muito importantes. Apesar do bom trabalho defensivo do Arsenal, o Barcelona consegue marcar golo aos 45'+3' com um golo fantástico de Messi em mais um passe de ruptura pelo corredor central.

Na 2ª parte, com o Arsenal a precisar de marcar um golo para passar à frente da eliminatória, Fàbregas não desceu tanto como na 1ª parte e aparecia mais frequentemente próximo de van Persie a pressionar a defensiva e meio campo do Barcelona. Aos 52' o Arsenal marca o golo do empate (que lhe dava vantagem na eliminatória) através de canto e volta logo de seguida à estratégia inicial.

Momento do Jogo
Aos 55', van Persie leva o segundo cartão amarelo, o Arsenal passa a jogar sem avançado, dando mais espaço e tempo para construir jogo desde o seu meio-campo. Ainda assim, o Barcelona, mesmo nas transições ofensivas, continuava a não perder o critério no lançamento de bolas em profundidade e continuava a jogar pelo seguro. É aos 68' que Xavi, numa jogada brilhante do Barcelona, consegue igualar a eliminatória que, devido à expulsão de van Persie, estava completamente desequilibrada para o lado do Barcelona. O Arsenal não podia limitar-se a defender durante o resto do jogo pois na melhor das hipóteses conseguia ir a prolongamento jogando com menos um jogador, contra a equipa que melhor cria espaços em todo o mundo. Era Fàbregas que ocupava mais o espaço adiantado do Arsenal mas sempre tendo mais responsabilidades defensivas que ofensivas. 2' depois do golo de Xavi, penalti a favor do Barcelona convertido facilmente por Messi. O jogo manteve-se igual, agora com a certeza que não haveria prolongamento mas o Arsenal mantinha a esperança pelo que apenas um golo dava-lhes acesso à próxima eliminatória.

Era de esperar que o Barcelona começasse a preocupar-se mais a nível defensivo mas manteve a sua forma de jogar, sendo que a opção mais defensiva que Guardiola escolheu foi colocar Afellay por Villa, um jogador com uma tendência mais defensiva que no processo defensivo fechava melhor o corredor para ajudar Adriano (mais tarde Maxwell) a anular Arshavin.

Jogadores-Chave
No Barcelona, é difícil escolher o jogador mais influente porque todos eles têm as suas missões bem definidas e cada movimentação de qualquer jogador tem um propósito. No entanto, a genialidade de Messi (já um cliché no futebol moderno) acaba por se destacar pela imprevisibilidade de acções, criando perigo quando menos se espera. Uma equipa pode criar estratégias para anular as acções padrão do adversário mas não há estratégia que pare Lionel Messi. Também Iniesta teve muita influência na partida, a fazer uma assistência e a fazer um trabalho fantástico para o golo de Xavi.
No Arsenal, Nasri e Wilshere fizeram um grande jogo, o primeiro criando muito perigo nas transições ofensivas e o último tendo um papel muito importante na recuperação de bolas no meio campo. Almunia fez uma exibição muito boa e anulou várias oportunidades flagrantes do Barcelona.

Substituições
A primeira substituição do jogo foi forçada por uma lesão de Szczesny (entrada do guarda-redes Almunia).
A entrada de Arshavin aos 73' pelo Rosický veio procurar uma dinâmica mais ofensiva, explorando o talento do russo para criar situações de perigo no ataque.
Bendtner entrou aos 78' para o lugar do capitão Fàbregas, com Wenger a definir assim a sua decisão de colocar um homem com características mais ofensivas no meio, passando a jogar em 1-4-4-1 (em detrimento do anterior 1-4-5-0 com Fàbregas a jogar como falso avançado).
Afellay entrou aos 82' para o lugar de Villa, com Guardiola a aproveitar a sua tendência 'não tão ofensiva' como Villa para segurar mais o corredor esquerdo onde Arshavin era um jogador capaz de criar perigo a qualquer altura.
Aos 88' Keita entrou para o lugar de Mascherano, sendo um jogador mais possante a nível físico, dando mais segurança ao meio campo defensivo após a entrada de Bendtner.
Maxwell entrou aos 90' para o lugar de Adriano, refrescando o corredor onde o Arsenal poderia criar mais perigo.

Golos
45'+3' - A fechar a primeira parte, Iniesta ganha uma bola perto da área adversária, com um excelente trabalho tira 2 jogadores do caminho fazendo um passe de ruptura onde aparece Messi que com um toque brilhante levanta a bola sobre Almunia para depois, sem deixar cair a bola, rematar para a baliza.
52' - Canto para o Arsenal, marcado por Nasri para a entrada da pequena área, com Busquets a cabecear para a própria baliza.
68' - Iniesta consegue passar por 2 jogadores em direcção à entrada da área, passa para Villa que de primeira isola Xavi que na cara de Almunia não tem problemas em marcar o segundo golo do Barcelona.
70' - Pedro ganha o penalti, Messi na marcação coloca no lado esquerdo do guarda-redes Almunia que fica no meio da baliza.

Barcelona
Víctor Valdés
Daniel Alves
Sergio Busquets
Éric Abidal
Adriano (Maxwell - 90')
Javier Mascherano (Seydou Keita - 88')
Xavi Hernández
Andrés Iniesta
Pedro Rodríguez
Lionel Messi
David Villa (Ibrahim Afellay - 82')

Arsenal
Wojciech Szczesny (Manuel Almunia - 19')
Bacary Sagna
Johan Djourou
Laurent Kozcielny
Gaël Clichy
Abou Diaby
Jack Wilshere
Cesc Fàbregas (Nicklas Bendtner - 78')
Tomás Rosický (Andrey Arshavin - 73')
Samir Nasri
Robin van Persie

Cartões Amarelos: Laurent Kozcielny (16'), Bacary Sagna (29'), Jack Wilshere (37'), Robin van Persie (45'+1') e (56').

Cartões Vermelhos: Robin van Persie (56')

Assistência: 96000

Condições Climatéricas: Céu limpo, 12ºC